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O soundbite do mês

por João Villalobos, em 29.10.08

«Não gosto de transformar números em quilómetros de auto-estrada».

Manuela Ferreira Leite, agora mesmo, na SIC Notícias 

A propósito de quase nada, Master William Shakespeare

por João Villalobos, em 29.10.08

 

Cas.  Reputation, reputation, reputation! O! I have lost my reputation. I have lost the immortal part of myself, and what remains is bestial. My reputation, Iago, my reputation!  
  Iago.  As I am an honest man, I thought you had received some bodily wound; there is more offence in that than in reputation. Reputation is an idle and most false imposition; oft got without merit, and lost without deserving: you have lost no reputation at all, unless you repute yourself such a loser.

Só para desconversar

por Filipa Martins, em 29.10.08


Miguel Sousa Tavares abandona reunião municipal  Miguel Sousa Tavares à entrada da reunião
Luís Faustino
Miguel Sousa Tavares à entrada da reunião

 

Há coisas intrigantes nesta notícia. Podemos questionar o que fazem os camaradas da estiva à porta dos Paços do Concelho em pleno horário de trabalho e se ali estão com ou sem autorização da entidade patronal. Também podemos questionar se aquela mancha escura na fotografia atrás de muitas cabeças é o portátil de MST a acenar. Ou porque é que o comentador abandonou uma reunião sobre o alargamento do terminal de Alcântara quando se começou a falar do alargamento do terminal de Alcântara. Mas o que para mim é mais intrigante é o áudio associado à notícia, alegadamente dos apupos dos estivadores dirigidos a Miguel Sousa Tavares. Na verdade, só a credibilidade do Expresso me faz acreditar que se trata mesmo dos apupos em causa. Mas se o Expresso me dissesse que se tratava do áudio da fila de trânsito da IC 19 à hora de ponta eu também acreditava.
 

Sobreviventes (14)

por Pedro Correia, em 29.10.08

MILU

Não tivemos em Portugal nenhuma star que se equiparasse às estrelas de Hollywood. Mas houve alguém que andou lá muito perto: Milu. A nossa Milu, que irradiou beleza numa série de filmes na altura depreciados pela crítica da especialidade e que hoje são um sucesso renovado de público: O Costa do Castelo, A Menina da Rádio, O Leão da Estrela, O Grande Elias.

Conhecia-a, miúdo ainda, ao mesmo tempo que conheci Ingrid Bergman, Ava Gardner, Rita Hayworth, Sophia Loren e tantas outras divas da Sétima Arte. E sempre tive o sonho de a entrevistar, o que nunca aconteceu. Fui-a vendo em fitas de outras épocas, passada já a era de ouro - Vidas sem Rumo e Dois Dias no Paraíso, por exemplo. Naquele rosto, naquela prodigiosa fotogenia, perpassava a magia do cinema. Achei comovente, embora insuficiente, a homenagem que José Fonseca e Costa lhe fez em Kilas, o Mau da Fita. Depois, os projectores apagaram-se.

Onde andas tu, Milu? Queria ouvir-te, uma vez mais, cantar a "Minha Casinha". Como se toda a cronologia tivesse ficado suspensa e ao teu rosto voltasse a assomar aquela beleza antiga que me fazia suspender a respiração.

Nasceu a 24 de Abril de 1926 (tem 82 anos).

Uma camisinha Obama?

por Maria Inês de Almeida, em 29.10.08

 

 

 

Nos EUA há agora preservativos com os rostos dos candidatos. Consta que a camisinha de Obama traz o slogan: “Use com sabedoria” e a pergunta “Quem diz que é necessário ter experiência?”. A versão McCain: “Velha, mas não vencida.” E a mensagem: “Testada na batalha, forte e durável, para aquelas ocasiões quando você precisa mudar de posição”.
E se a moda pega, em 2009, por cá?

 

Emoções básicas (31)

por Luís Naves, em 29.10.08

 

A reflexão da esquerda

O interessantíssimo artigo de Manuel Alegre publicado no DN de terça-feira, e cujo link deixo aqui, é de leitura obrigatória. Este texto vai certamente agitar a política nacional e forçar os partidos da esquerda a uma reflexão (que aliás já começou).

Escrevi antes que não acredito muito na divisão esquerda-direita e que o mundo contemporâneo é bem mais complicado. Na minha opinião, esta será a grande dificuldade da reflexão dos partidos de esquerda, pelo menos nos termos colocados por Manuel Alegre, para quem “os defensores do Estado mínimo” foram “ideologicamente derrotados” nesta crise financeira. Mas o que importa, na discussão, é tentar perceber quais são os caminhos possíveis para esta “nova esquerda”, que tem sectores com aversão visceral ao capitalismo e a quererem dar novo sentido às ideias de Marx e Engels (na imagem).

 

O poder das nações

Regular os mercados financeiros mundiais é algo que qualquer político adepto do Estado mínimo defenderá sem hesitar. Os produtos financeiros que levaram ao actual colapso eram um exemplo típico de vender gato por lebre, só possível por estes produtos não estarem regulados. Ou seja, a primeira e inevitável consequência da crise (a regulação dos produtos tóxicos) não é uma questão exclusiva da esquerda ou da direita.

Combater a depredação das multinacionais, taxar as transações financeiras internacionais ou abrir os mercados dos países desenvolvidos aos produtos dos países em desenvolvimento são exemplos de ideias políticas mais uma vez não exclusivas da esquerda ou da direita. Têm a ver com o poder das nações, com a abertura de fronteiras, com a liberalização do comércio. Nada que um neo-liberal furioso não defenda.

Combater os tráficos ilegais ou a degradação ambiental são questões de bom senso e não têm nada a ver com a esquerda ou a direita.

 

A ordem injusta

Os partidos da esquerda consideram, e com razão, que a ordem económica mundial é injusta, pois os pobres estão em desvantagem. Mas essa ordem capitalista assenta numa estrutura que nenhum dos países dominantes vai colocar em xeque. Por exemplo, colocar FMI e Banco Mundial sob o controlo da ONU é algo que não irá acontecer. O capitalismo está a viver uma crise, mas não se encontra sob ameaça de desaparecimento: se acabasse hoje, estaríamos todos na miséria e não haveria nenhum sistema que o pudesse substituir.

Assim, a ordem económica mundial continuará a ser financeira, pois dezenas de milhões de empregos nos países desenvolvidos dependem dessa circunstância. A OMC pode ter “outra lógica”, mas se a liberalização de comércio se transformar em protecção dos mercados nacionais, serão destruídos milhões de empregos nos países ricos, pois tudo se tornou interdependente.

O Estado produzir os bens públicos essenciais parece fazer sentido no papel, mas as economias industrializadas têm dois terços do seu emprego e riqueza nos serviços; a definição de bem essencial também não é fácil. Isto inclui as fábricas de automóveis, por exemplo? As de panificação? A agricultura e as pescas? Só a Caixa Geral de Depósitos ou a banca inteira?

Na Europa, o papel do Estado é bem mais alargado do que nos EUA, mas o nível de impostos também é diferente, o desemprego inferior, a mobilidade dos trabalhadores mais fácil.

 

 

Conclusão

Os actuais sistemas que formam o capitalismo internacional (e que misturam multinacionais e governos) são dinâmicos e vão certamente mudar. A questão está em saber até que ponto vão mudar e se a mudança virá de dentro ou de fora (reforma ou revolução).

É preciso que os leitores percebam um aspecto crucial neste início de debate: Barack Obama, que tudo indica se prepara para ganhar as eleições nos EUA, não é socialista nem sequer uma ameaça à actual ordem económica mundial. Pode ser reformista, mas nada tem de revolucionário e, certamente, nada tem a ver com as ideias de Marx e Engels.

 

 

 

A mulher não desiste

por João Villalobos, em 29.10.08

Paris For President

(The real maverick in DC)

Vamos hoje para a varanda? (33)

por Maria Inês de Almeida, em 29.10.08

 

 

 

As coisas mais desejadas não acontecem; ou se acontecem, não é no tempo nem nas circunstâncias em que teriam causado extraordinário prazer.” Jean de La Bruyére

Não sei qual é o último degrau da perfeição. Mas sabes o que nos resta?

Um beijo, no meio da rebentação das palavras, a corromper os nossos corpos.

No dia em que não tivermos as nossas bocas como ilusórias e em que os beijos não nos escaparem entre os dedos, resta deitarmos o tempo ao nosso lado, na escuridão, e dizer todas as noites: Dá-me a tua mão. Com ou sem perfeição. Neste ou num outro tempo. Porque as coisas mais desejadas devem acontecer.

E se alguma vez os beijos amargarem e tu continuares a dizer “O meu coração e tu estão sempre à mesma altura”, é porque atingimos essa tal perfeição.

 

 

O coice do dia

por João Villalobos, em 29.10.08

«Se não fosse a cor da pele, este jovem político eloquente e disposto a tudo para chegar ao topo já nos teria lembrado os nossos velhos conhecidos Clinton e Blair». 

Rui Ramos, no Público 

A menos que me digitalizem os dedos

por Teresa Ribeiro, em 29.10.08

Gosto de pegar em jornais, de sentir o seu cheiro, a textura das folhas e de ouvi-las marulhar, suavemente, quando as passo. O mesmo acontece com os livros e fotos - nunca fui adepta dos slides por esse motivo e ainda não me rendi às máquinas digitais. Para mim é essencial estabelecer esta relação física com as coisas. É por isso que fico preocupada quando me chegam notícias como a do fim das edições diárias em papel do The Christian Science Monitor, um dos jornais mais influentes dos EUA, fundado em 1908 e com sete prémios Pulitzer no currículo. 

Dizem que a tendência é irreversível, mas há dez anos também se anunciava o fim dos livros em papel e eles ainda cá andam luzidios, nas suas capas de cartão. Espero que o mesmo aconteça com alguma Imprensa de referência. Sob pena de ficarmos aos poucos sem saber o que fazer com as mãos, é bom que resista off line.

 

Memórias de um fantasma (IV)

por Luís Naves, em 28.10.08

 

Local do destino

As caravanas saíam de Forte Laperrine e serpentavam, vagarosas, na delirante paisagem das montanhas Hoggar, na alucinação da sede e na proximidade da morte.
As filas de camelos carregados eram minúsculas, como carreiros de formigas, entre os imponentes maciços de pedra, que pareciam jardins de estátuas esculpidas ao acaso por uma civilização perdida.
Depois, as caravanas passavam através dos Wadis ameaçadores, produzindo ecos iguais a conversas de deuses. Os animais subiam e desciam ravinas abruptas, que a luz do crepúsculo pintara da cor do ferro. A marcha fazia-se em silêncio, cada viajante mergulhado na solidão dos seus pensamentos.
E, por vezes, surgiam tempestades súbitas (nuvens negras deslizavam do nada e caíam relâmpagos e os camelos espantavam-se, descontrolados); os barrancos tornavam-se armadilhas mortais; rugiam enchentes, muros de água, e perdiam-se vidas.
 
O último posto militar antes do planalto chamava-se Arrem Tazerouk. Era uma aldeia semelhante às outras do Bordj, onde as casas mais parecem a continuação da terra morta e árida. A povoação ficava num ponto elevado, de onde se tinha a perspectiva completa do vale. Era uma espécie de estrada estendida como um tapete até ao horizonte, a bigorna onde o sol partia lentamente a pedra branca.
A minha caravana era guiada por um nómada chamado Ibn Guezzam, que me pedira para manter sempre o disfarce de beduíno, por causa do perigo dos rebeldes. Montámos o acampamento nas imediações do forte francês e a guarnição de soldados observou a nossa azáfama com interesse disperso.
 
Podia ter ficado nessa noite junto a Guezzam, mas ao ver a figura do oficial francês, que passeava sozinho na muralha, a silhueta recortada contra o céu desprotegido, olhando a distância como quem observa o mar, senti necessidade de falar com alguém e aproximei-me, revelando a minha identidade.
O capitão chamava-se Zinderneuf e pareceu contente de encontrar ali um europeu.
“Finalmente, alguém que pode compreender”, disse ele.
“Compreender o quê?”
“Isto”, apontou, com um gesto que abarcava o mundo. “O vazio da existência e o local onde tudo fará sentido”.
Contou-me como tinha procurado o posto militar mais afastado, o derradeiro, o mais próximo do nada. Implorara para que o enviassem para o forte mais frágil, o menos defensável do deserto.
“Sinto que toda a minha vida se desenrolou para culminar num único instante, que está iminente”, afirmou.
 
Zinderneuf pediu-me para ouvir o assobio lúgubre do vento, que se elevava no frio da noite. Ficara de repente demasiado escuro e víamos a poeira das estrelas:
“Nunca antes tinha percebido a palavra destino”, prosseguiu Zinderneuf. “Um milhão de pormenores conjugou-se para que eu estivesse aqui, exactamente hoje, quando um exército inimigo se prepara, naquelas montanhas, para dar sentido à minha vida. Um número incontável de acasos me trouxe a este lugar, numa sequência tão incontável como os grãos de areia deste deserto ou do número de estrelas no firmamento. Veja bem, algo me arrastou, como se eu fosse uma simples molécula de água num rio infinito. E naquelas colinas escuras está um homem que ainda não sabe que o sentido da sua própria existência será tirar-me a vida a mim, o que é apenas possível por estarmos neste ponto exacto do espaço e do tempo, algo de impossível”.
Depois, despediu-se com um forte aperto de mão:
“Tudo de repente faz sentido. O universo inteiro”, disse ainda Zinderneuf.
 
Na manhã seguinte, o capitão deu ordens aos seus homens para expulsarem a minha caravana.
Partimos e, quando atravessávamos as montanhas, num sítio chamado Oued ta Zoulet, encontrámos o exército tuareg que ia atacar Arrem Tazerouk. Deixaram-nos passar, sem suspeitarem que eu era europeu.
Soube mais tarde que não houve sobreviventes, entre os franceses que defendiam o forte.
Alfredo (fantasma desocupado)
 
 
 
 

Descubra as diferenças

por Filipa Martins, em 28.10.08

 

 

 

Campanha 2008

 

 

 

Campanha 2000

 

O passeio dos tristes

por João Villalobos, em 28.10.08

O José Vitor Malheiros via o Da Literatura: «O estacionamento em cima do passeio é causa não apenas de um enorme incómodo mas de perigo. Quando se estaciona em cima do passeio (explico para benefício de presidentes de câmara), isso significa que se sobe para o passeio, que se desce do passeio e que, muitas vezes, se fazem manobras em cima do passeio (há desenhos que ilustram a versão on-line deste texto para mais fácil compreensão). E é, para além disso, um sinal de desrespeito dos outros e da lei. Quem estaciona no passeio acha que a lei pode ser ignorada, que a polícia pode ser gozada e que um presidente da câmara não sabe contar até nove. Sabe

Rita Barata Silvério, via o Rititi: «Porque em Lisboa o conceito de estacionamento vai mais além dos limites lógicos da física, o dono da carrinha achou que a sua viatura estaria mais segura tapando a saída da minha casa. Foi mais ou menos quando Mr. Pinheiro começou aos pontapés à carrinha que eu me dei conta da odisseia em que se ia transformar um simples e simpático passeio pelas ruas da cidade. E como se tira um carrinho de bebé de uma casa lisboeta? À bruta. Apanha-se no carrinho com garra e atitude e poisa-se em cima da viatura que obstaculiza a saída do prédio».

Vamos hoje para a varanda? (32)

por João Villalobos, em 28.10.08

Um origami é um trabalho de paciência enquanto os dedos esculpem a folha com exactidão. É indispensável a calma, dizem. Eu não o sei, nervoso, inábil, desacostumado à espera.

Sonhaste-me feito de papel. Talvez o seja. Aqui, um para o outro, somos apenas pássaros cartonados, incapazes de voar. Não imóveis, isso não, mas girando lentamente em círculos como cisnes num pequeno lago.

Um origami pode atingir a perfeição,  dizem também. E eu pergunto-te: Será isso o que nos resta?

TIME OUT MIÚDOS

por Maria Inês de Almeida, em 28.10.08

 

 

 

A Time Out presenteou os pais com um Especial Miúdos – 101 Coisas Para Fazer Com Os Seus Filhos. Ainda estou na página 16, “coisa 13º”, a saber: Habitue o seu bebé ao Luxo, no Baby SPA do Sheraton. Após ler o divertido texto penso se, depois do conceito de metro sexual, não estaremos a entrar na era do metro-bebé. Pelo sim, pelo não, (e porque os luxos também têm cifrões) o JH, para já, ainda fica com as massagens da mãe depois do banho. Caso contrário ainda corro o risco de, daqui a uns meses, o ouvir a sugerir uma massagem no SPA do Sheraton. ;)

 

 

Navegações

por Luís Naves, em 28.10.08

Um paradoxo: é divertido ler coisas engraçadinhas sem piada nenhuma.

 

Vi(d)a nova?

por João Villalobos, em 28.10.08

«Onde está a esquerda?» interroga-se Manuel Alegre. Arriscar-me-ia a dizer que ela está, entre outros lugares, nele próprio e nos valores que representa. Alegre escreve ainda: «Uma nova esquerda só poderá nascer de várias rupturas das diferentes esquerdas consigo mesmas». Será isto a antecipação da sua própria ruptura com o PS? Ou o deputado socialista, que afirma como De Gaulle ter tido razão antes de tempo, preferirá repetir o erro?

«Onde está a esquerda»? Parte dela poderia estar onde ele quisesse e até agora não quis. A outra parte, essa está longe de pretender rupturas com «a cultura do poder pelo poder». Pelo contrário, antecipa o casamento com a expectativa de uma noiva ansiosa.

O coice do dia

por João Villalobos, em 28.10.08

«Violar a correspondência privada - porque é disso que se trata - de centenas de funcionários de impostos apenas porque essa correspondência foi trocada com jornalistas é algo que, à escala a que foi realizado, não se deve ter feito em Portugal desde que a PIDE deixou de violar as cartas...»

José Manuel Fernandes, no Público

Navegações

por Luís Naves, em 28.10.08

A útil reflexão de Daniel Oliveira sobre as consequências das eleições americanas.  Está na altura de se fazerem estas análises.

A tabela de Miguel Frasquilho que vi num post de João Miranda, em Blasfémias, causa um calafrio. Embora misture realidade com previsões, o facto é que os números de 2009 podem ser ainda piores.

E este texto do excelente Filipe Nunes Vicente, num dos mais estimulantes blogues portugueses, Mar Salgado.

 

Vamos hoje para a varanda? (31)

por Maria Inês de Almeida, em 27.10.08

 

 

 

Sonhei que eras feito de papel.

Sentado, numa casa vazia, escrevias uma carta onde dizias que não estavas preparado para continuar a casar os olhos com as palavras. Fugias de nós. Sem mais nada confessares.

Depois, num instante, chegava alguém que te rasgava. Eu, tentava colar cada pedaço de papel e construir-te novamente. Mas tu já não existias.

Então, acordei. E tu estavas aqui. Como sempre. A dizer-me que venceremos o destino interno e incerto. A oferecer-me músicas.

Repouso na cor avelã dos teus olhos e continuo o romance.

Reafirmo: Pareces-me uma palavra pura.

Foi de repente que tudo mudou.

 



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