Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Uma questão de fé

por Pedro Correia, em 30.05.08

Os mesmos jornais e os mesmos jornalistas que teciam loas a Camacho, antevendo que o espanhol seria o salvador do Benfica, embandeiram agora em arco com Quique Flores, garantindo que certamente fará melhor que Camacho. Ser do Benfica, nomeadamente nos órgãos de comunicação social, é isto: uma questão de fé.

Disney na Casa Branca

por Filipa Martins, em 30.05.08

 

A corrida presidencial nos Estados Unidos entra numa nova fase a partir de terça-feira, com o fim das primárias. O tema é abordado no Expresso desta semana. E com o cinismo habitual, os americanos já rebaptizaram os candidatos. Os rivais de Obama já lhe deram o epíteto de  Obambi. «É adorável como o Bambi, mas demasiado inofensivo», explicava um anónimo senador norte-americano há dias. John McCain parece-me um pouco com Chicken Little. Um pequeno frango com grandes valores, que anda sempre a pensar que o céu lhe vai cair em cima.

 

Ah pois é, bebé!

por João Villalobos, em 30.05.08

«McCain Trusted More Than Obama on Economy, Iraq, National Security»

Sobram os lábios

por Maria Inês de Almeida, em 30.05.08

 

Passava horas a olhar para os lábios de Maria. Dizia que eram um livro que folheava e que abriam uma história. Às vezes diferente. Às vezes igual. Que o faziam rir mesmo nas noites mais inúteis. Desnorteados, magnéticos, soltavam um aglomerado de palavras. Dizia que tinha a ventura de estar a beijar sem dar por isso. Sobra o silêncio e o grande esquecimento dos lábios que um dia foram seus. Sobram os lábios.

 

Trabalho de profissional

por João Villalobos, em 30.05.08

 

 

Esta campanha contra a Galp, assim tão bem feitinha, 

beneficia a quem?

Mais um Waterloo (6)

por João Villalobos, em 30.05.08

A Ritinha descobriu que fui convidado pela Elisabeth Butterfly, juntamente com a nossa Maria Inês, para escrever um texto sobre escorts de luxo. Enciumou. O que é como quem diz: Encomendou duas garrafas de Krug Clos du Mesnil 1995 e uma embalagem tamanho jumbo da "La Maison du Chocolat". Sinal de tempestade e de um telefonema histérico do meu gestor de conta não tarda um fósforo. Ainda tentei pôr água na fervura, mas é líquido que não se mistura com os azeites da rapariga:

- Estás a fazer uma cena sem sentido. Sabes bem que és a única estrela no universo das minhas acompanhantes. E quanto a luxos, ao pé de ti qualquer escort é mais poupadinha do que um Smart.
- Estás a comparar-me com mulheres a quem pagas para te fazerem companhia!!!?
- O meu ponto é esse, precisamente. Se quisesse pagar-lhes não tinha como. Sabes que cada garrafa dessas custa mais de 600€?
- Ah, é por isso? Pensei que era porque me amavas!
- Que parvoíce. Estás farta de saber que só amo a minha mulher. Por falar nisso, passa para cá a caixa de chocolates antes de a abrires.
- A tua mulher bem pode ser um anjo na terra, mas eu cá não tenho asas. A escolha é tua, queridinho: Se responderes a essa Elisabeth-não-sei-quantas, mudo-te o código da fechadura.  
(Nessa altura, peguei na segunda garrafa do Krug e preparei-me para lhe fazer saltar a tampa. À garrafa, entenda-se).

Sexta-feira (2)

por Francisco Almeida Leite, em 30.05.08

 

Kate Beckinsale, again.

Sexta-feira

por Francisco Almeida Leite, em 30.05.08

 

Kate Beckinsale.

Sexta-feira é para os rapazes

por João Villalobos, em 30.05.08

Elle Mcpherson

 

 

As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 30.05.08

Há três anos vivíamos melhor.

Luís Bonifácio

por Pedro Correia, em 30.05.08

O melhor filme sobre os Capitães de Abril

"Os Amotinados do Caine", um dos filmes que Pedro Correia escolheu, e bem, como pertencentes à lista dos melhores da história do Cinema, não só é pela magistral interpretação de Humphrey Bogart, já afectado pelo cancro que o mataria no ano seguinte, mas também por ser o melhor retrato do funcionamento da instituição militar, não só americana, mas mundial. Pela parte que nos toca, "Os Amotinados do Caine" é uma representação em sentido figurado do 25 de Abril.

No filme Bogart interpreta o papel de um comandante autoritário que a usa para mascarar a sua incompetência.

O imediato, interpretado por Van Johnson, é influenciado por um oficial miliciano, escritor na vida civil, interpretado por  Fred MacMurray, que o convence de uma suposta doença mental do comandante. Quando o destroyer é apanhado por um tufão, a inabilidade do comandante convence o imediato a mandar prendê-lo e tomar o comando do navio.

No tribunal marcial que se segue, o imediato senta-se no banco dos réus enfrentando uma pena de morte. Quando interrogado, Fred MacMurray nega qualquer envolvimento no motim. O imediato escapa à pena de morte quando Bogart não aguenta a pressão do interrogatório (José Ferrer faz de advogado) e vai-se abaixo.

No final Bogart é colocado num obscuro depósito naval, o imediato é nomeado comandante de uma lancha de desembarque, sinal de que a sua carreira acabou ali. Quanto a MacMurray, espera que a guerra acabe para voltar à lucrativa profissão de escritor.

Ao ver o filme na primeira vez que passou em Portugal, veio-me à lembrança Salgueiro Maia e a entrevista que deu antes de morrer. Nela Salgueiro Maia era um homem amargurado.

Amargurado com o país que saiu do 25 de Abril;

Amargurado com a vida e com a sua carreira estagnada;

Salgueiro Maia era a personificação do imediato dos "Amotinados do Caine". Influenciado pelos oficiais milicianos intelectualizados, saídos das revoltas das universidades nacionais, rebelou-se contra a cadeia de autoridade vigente e que mantinha Portugal num beco sem saída. Os mesmos intelectuais que o influenciaram agradeceram-lhe e mandaram-no de volta para o quartel. A nova hierarquia militar, não comprometida nem com o anterior regime nem excessivamente com o 25 de Abril, estagnou-lhe a carreira, pois quem se rebela uma vez, mesmo que por razões mais que justificadas, deixa de merecer a confiança, pois pode rebelar-se uma segunda vez.

Aconteceu com Salgueiro Maia, aconteceu com todos os proeminentes capitães de Abril.

Nenhum chegou a oficial-general.

 

Luís Bonifácio (dos blogues Cartas PortuguesasNova Floresta)

Porque é sexta-feira e a Ritinha vai gostar

por Maria Inês de Almeida, em 30.05.08

Inutilidades (13)

por Teresa Ribeiro, em 30.05.08

Tentar perceber qual o efeito do zapping nos centros de prazer do cérebro masculino

Pedro Soares Lourenço

por Pedro Correia, em 29.05.08

 

                                                                 

 

'Stress' dos Justice ou 'La Haine' de Mathieu Kassovitz revisto e ampliado

 

Em 1995 Mathieu Kassovitz chocou Cannes e o mundo com La Haine, um fresco realista sobre a sobrevivência nos subúrbios parisienses. Em La Haine tudo começa com uma agressão policial a um grupo de jovens. Dez anos mais tarde, fora do grande ecrã, nas ruas francesas, um episódio semelhante provocou o caos durante cerca de um mês. Caos só contido com tanques nas ruas.

Depois de Machine Gun, dos britânicos Portishead, a guerrilha urbana dos Justice. De facto os tempos não estão fáceis, muito menos para brincadeiras. O clip dos Justice apresenta-se como um golpe comercial muito bom. Mas é impossível reduzi-lo apenas a "isso".

Os franceses Justice que ajudaram a emoldurar o nosso verão de 2007 com Dance, uma vibrante e fresca pitada de "french touch" embrulhada num dos clips do ano, perderam a paciência para ritmos delicodoces e partem a loiça toda com o seu novo tema: Stress, pujante electro-house à beira do colapso techno(lógico).

 

 

 

Lixo, grita o povo a plenos pulmões em fóruns e caixas de comentários espalhadas por essa Rede fora. Luxo, afirmo eu. Obra-prima do videoclip, seguramente, uma das melhores manifestações artísticas do ano. Neste Stress não fica pedra sobre pedra na Polis. Nem nós, confortáveis espectadores, estamos a salvo. Cuspidos e agredidos na sequência final do pequeno filme, acabamos com a visão tolhida. Estaremos todos cegos?

Bem podem os meus queridos amigos apelidarem-me de fascista (não se apoquentem há outros tantos que me apontam o dedo e gritam "comunista"!) que não mudo de opinião.

A realidade (sim é de realidade e não de fantasia que nos fala Stress) aqui apresentada está em expansão mas tem solução. E esta não está no pomposo e decadente Estado de Direito Democrático e Social, na polícia, nos tribunais ou muito simplesmente num cobarde cavalo-marinho. Não é com flores ou amor que se combate o ódio. Nunca foi e nunca será.

 
Pedro Soares Lourenço (do blogue Arcádia)
 

Adivinha

por Maria Inês de Almeida, em 29.05.08

 Um amigo deu-me a conhecer algumas músicas de Lhasa e enviou-me via e-mail a capa do disco. Lembra-vos alguém?

Ajuda:

- Homem

- Confrade do queijo de S.Jorge

- “Sigamos o cherne" de Alexandre O´Neill já lhe foi dedicado

Mais um Waterloo (5)

por João Villalobos, em 29.05.08

A Ritinha é como o nosso Pedro Correia: Também está farta de mais do mesmo. Tento explicar-lhe que há limites para a capacidade de desdobramento de alguns ossos do corpo humano, em particular num homem de 40 anos. Que há lugares para onde o sangue não flui em certas e determinadas circunstâncias. Mas ela torce o narizinho ligeiramente arrebitado e faz com os lábios assim uma boquinha de enfado e descrença. Nessas alturas, sou obrigado a mudar de assunto:

- O que achaste do debate da SIC?
- O Pedro Passos Coelho estava lindo de morrer! É verdade que ele só tem um fato?
- Parece que sim. Mas eu estava a perguntar-te pelos conteúdos do discurso. As prestações.
- As prestações? Outra vez? Já te disse que a pulseira paga-se em um ano. Nem vais dar por ela na conta e diamantes assim verdadeiros e àquele preço foi uma pechincha. És mais somítico que eu sei lá mas no alfaiate sabes tu gastar.! Olha, aprende com o Passos Coelho.
- (suspiro)

 

Para além do Leonard Cohen

por João Villalobos, em 29.05.08

Neil Young e Ben Harper num mesmo dia? E Bob Dylan no outro? Oeiras mete o Rock in Rio num chinelo, pá!

Disclaimer: O autor deste post não é cliente da Optimus nem tem a Optimus como cliente. Mas habita em Oeiras e está muito satisfeito com essa decisão. «Isaltino és o máiór»! You rock! Tá-se.

Mais do mesmo

por Pedro Correia, em 29.05.08

Nas questões cruciais, Manuela Ferreira Leite já manifestou apoio ao actual Governo. Aplaudiu a consolidação orçamental conduzida por Teixeira dos Santos. Defendeu a celebração de pactos PS-PSD para a justiça, segurança interna e leis eleitorais. Considerou "absolutamente essencial" a reforma da rede hospitalar encabeçada pelo anterior titular da Saúde, condenando a reacção "emotiva" do PSD: nisto foi ultrapassada por muitos socialistas e pelo próprio José Sócrates, que afastou Correia de Campos. E destacou a "coragem da ministra da Educação para levar a cabo as reformas". No auge da contestação aos professores, chegou mesmo a incentivar José Sócrates a "fazer o que interessa ao País" sem se preocupar com "questões eleitorais".

Se for eleita para a presidência dos sociais-democratas, Sócrates tem todos os motivos para ficar satisfeito: em nenhum aspecto essencial a ex-ministra das Finanças se distingue da actual gestão socialista. É apenas mais do mesmo.

Os loucos

por Filipa Martins, em 29.05.08

 

Andamos mansos, somos loucos
No nosso fato de linho, cigarrilha caída e passada arrumada
Brincamos ciosos com os dedos
Com atenção grave, pendente,
Sobre a traça da palma ou da mão fechada
 
Encenamos o papel de deus fraco
Numa audição sinuosa
Nos pés trazemos os olhos
E reagimos feridos
Violentos
A reparos, a afagos, a ambos
Que perturbam a paz do crente   
Em rezas, em santos
De um céu que arrendamos  

(...)

por João Villalobos, em 29.05.08

Parece que na Assembleia estão a chamar-se animais uns aos outros.




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D


    subscrever feeds