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Por qué no te callas? (22)

por Pedro Correia, em 29.03.08

"Eu respeito todos os pontos de vista. Espero que respeitem também o meu."                                                                                                             José Sócrates, ontem, em Lisboa

A guerra de Bush

por Luís Naves, em 29.03.08

José Pacheco Pereira escreveu dois artigos no Público (um deles pode ser lido no Abrupto) sobre o conflito no Iraque e a justificação da guerra. Como é habitual no autor, os argumentos são inteligentes e eruditos, mas passam ao lado do essencial: a estratégia já falhou e, por isso, a guerra está perdida.

Quando derrubaram Saddam Hussein, os americanos queriam democratizar o Médio Oriente, através de um efeito dominó de democracias, controlar o preço do petróleo, testar a modernização que tinham efectuado nas suas forças armadas na década anterior, ganhar a opinião pública árabe contra o terrorismo e dar um passo decisivo na sua meta de só ter aliados no Golfo Pérsico, o coração petrolífero do planeta.

A democratização do Médio Oriente está comprometida. Sempre que se falar em democracia num país árabe, a liderança no poder dirá que esta é igual a caos: "vejam o que aconteceu no Iraque".

O preço do petróleo entrou em parafuso, embora a Guerra do Iraque não seja o único factor nem talvez o mais importante.

A modernização das forças armadas americanas teve de ser desacelerada, pois é preciso pagar os elevados custos da guerra. De qualquer forma, neste ponto, os EUA têm um avanço de 20 anos.

A opinião pública árabe será provavelmente mais anti-americana do que era. Aqui, houve mesmo um desastre.

E o Golfo Pérsico ficou mais instável. Onde havia três forças, há duas: Arábia Saudita e Irão. O Iraque está fragmentado em três partes, cada uma das quais precisa de ajuda externa para sobreviver. Os curdos estão rodeados de inimigos e serão um factor de perturbação para a Turquia e Irão. Os árabes xiitas, no sul, precisam dos americanos para não serem dominados pelos iranianos (persas) e mesmo assim há quem discorde, como é o caso de Moqtada al-Sadr. Os árabes sunitas precisam de protecção contra todos os outros. 

Notícias do país vizinho

por Francisco Almeida Leite, em 29.03.08

"Uma das auto-estradas de saída de Madrid, a Ap-6, esteve hoje cortada ao trânsito nos dois sentidos durante mais de meia hora, devido à presença de seis touros que fugiram de uma propriedade próxima e começaram a atacar veículos que circulavam na zona. Fontes da Direcção-Geral de Trânsito (DGT) informaram que a manada invadiu de repente a via e investiu contra vários automóveis, que foram obrigados travar para não atropelar o gado. A Guarda Civil cortou imediatamente o tráfego na auto-estrada, durante 40 minutos, o que provocou atrasos e filas de veículos ao longo de cinco quilómetros. Agentes da Guarda Civil estão agora a investigar quem são os proprietários dos animais, que entraram na auto-estrada por uma área que está em obras. Segundo as autoridades, o proprietário do gado, depois de identificado, terá que assumir a responsabilidade decorrente desta infracção contra a segurança no tráfego".

Parece que é verdade, até porque saiu na Agência Lusa. Dá para acreditar?

Momento de partilha

por João Villalobos, em 28.03.08

Uma entrevista da Portfolio ao C.E.O da Google, Eric Schmidt.

Sexta-feira em brasileiro III

por Filipa Martins, em 28.03.08

90s

por Filipa Martins, em 28.03.08

 

Ter história e vinte anos. Que bela quimera! Manter o ar incauto e possuir um pouco da biografia do tempo. Passei pela adolescência na década de noventa - dizem que é por essa altura que se forma a personalidade, não discuto - e de história apenas aquela que usei nos pés. Uns All-Star recorrentes, já que a marca é centenária. Nada de entrincheiramentos no Quartier Latin, ladainhas revolucionarias, RGA, provocações de mini-saia ou, porque não, um ou outro encarceramento em nome da democracia.  Temo pelas conversas virtuais que vou estabelecer com os meus netos, quando os vir bocejar depois de perceberem que a avó teve uma juventude fastidiosa, que se encaixa entre décadas na linha do tempo. Os anos noventa foram lânguidos e desapareceram sem rasgo. Prevejo um futuro incerto para a honesta frase que começa “No meu tempo…”.       

O caso Bruni

por Francisco Almeida Leite, em 28.03.08

 

A visita de Estado que Nicolas Sarkozy fez ao Reino Unido revelou o pior do jornalismo tablóide. Alguns jornais mostraram a nova primeira dama francesa nua na capa, outros ridicularizaram-na, outros disseram que falava melhor inglês que "Sarko", outros compararam-na a Jackie ou a Diana. Enfim, um rol imenso de disparates. No meio do caos, salvou-se o jornalismo sério do The Independent: "The French president's wife Carla Bruni looked "sophisticated" and "chic", fashion experts said today after she arrived in Britain wearing a French-designed high-necked coat and matching grey hat. But opinion was split as to whether the first lady's fashion sense was fit for the occasion or a little too conservative. Ms Bruni arrived at Heathrow in a Dior light grey wool and jersey belted coat, with a black leather bag, hat and gloves, by the same designer. The ultra-demure image was in stark"...

Ao menos, se tinham que discutir a aparência, fizeram-no com bom gosto.

Mais uma dor de cabeça para os chineses

por João Villalobos, em 28.03.08

 

Can China Ban the Color Orange?

Um dia...

por João Villalobos, em 28.03.08

Ainda vamos ter um Primeiro-ministro que saiba fazer as contas ao PIB.

 

Desacordo interno

por João Villalobos, em 28.03.08

Depois de alertado para texto do nosso João Távora fui então ler a coluna da Fernanda Câncio. Posto o que...tchan tchan tchan tchan... Devo dizer que lhe dou toda a razão. À Fernanda, entenda-se. E mais: gabo-lhe a coragem de ir contra a corrente do apedrejamento colectivo que por aí vai.

Para além de já não aguentar rever e voltar a ver a chinfrineira do video difundido por dá cá aquela palha - ou a fotografia com os contornos esbatidos de aluna e professora publicada todo o santo dia -  o que acho mesmo extraordinário é que se tenha sequer concebido a ideia de proceder criminalmente contra uma aluna que, para além das suas histéricas hormonas adolescentes e manifestação da educação que lhe dão em casa, nada fez que tenha merecido esta projecção mediática normalmente reservada para uma Britney Spears careca.

Gostava também de saber se a dita aluna, que vai ser transferida sabe-se lá para onde, está ou vai receber apoio psicológico. Já quanto ao jovem realizador grunho imbecilóide, quero que ele se dane e parece-me que só uma lobotomia lhe punha o cérebro no lugar. Em suma, caro João, não estou de acordo contigo. Mas que o título do post foi bem esgalhado, lá isso foi.

.   

Na imagem, entre todas aqui a mais indicada, Marina Mantega. Onde está o you tube quando precisamos dele?

  

Mais notícias do mundo

por Pedro Correia, em 28.03.08

 

1. O símbolo da paz acaba de festejar meio século de existência. O seu criador, um desenhador gráfico britânico chamado Gerald Holtom, não chegou a viver o suficiente para celebrar a efeméride: morreu em 1985.

2. Ira generalizada no mundo muçulmano: o Papa baptizou o jornalista italiano de origem egípcia Magdi Allam, subdirector do Corriere della Sera e crítico intransigente do fanatismo islâmico.

3. Sarkozy, pressionado por membros do seu próprio partido, rompe o silêncio sobre o Tibete para admitir um boicote francês aos Jogos Olímpicos de Pequim.

4. Israel "Cachao" López, génio do violoncelo e criador do mambo, morreu longe da sua Cuba natal, aos 89 anos. Abandonara o "paraíso" castrista em 1962, como tantos outros músicos cubanos no exílio - Tito Puente, Paquito d' Rivera, Tito Rodríguez e Bebo Valdés, por exemplo. A notícia da sua morte foi ignorada em Havana.

5. J. K. Rowling confessa ter pensado suicidar-se há 15 anos, quando vivia com um jornalista português.

6. Ambientalistas alertam: os pinguins começam a ressentir-se com o afluxo de visitantes à Antárctida, onde se calcula que já tenham estado 150 mil pessoas. Assim não há gelo que aguente.

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Lama soviética

por Pedro Correia, em 28.03.08

Quinze anos depois da implosão da URSS, ainda há por cá quem sinta a compulsão de escrever isto. No sítio do costume.

Palavras que odeio (109)

por Pedro Correia, em 28.03.08

Contraente

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De certo modo admiro a retórica e o moralismo de conveniência da jornalista Fernanda Câncio. No seu apontamento de hoje no Diário de Notícias descobre-se que afinal toda uma  nação ensandeceu à sua volta e que o facto a ter em conta no caso da “professora brutalizada pela aluna no Carolina Michaëlis ” é a abusiva utilização de imagens “privadas” do youtube pelas televisões. De resto, não interessa nada questionar a sustentabilidade de uma escola pública em que a instrução se tornou numa questão secundária. Que importância tem afinal o ancestral sonho de universalizar o ensino como nobre instrumento civilizacional? Suspeito que ao reafirmar a minha indignação com o caso Carolina Michäelis, resta-me a  consolação de ter contribuído para colocar a dita jornalista "em órbita". Bom era que ficasse por lá...

Cinema Nostalgia (24)

por Pedro Correia, em 28.03.08

Richard Widmark (1914-2008):                                       ninguém foi tão bom a fazer de mau

 

A morte de Richard Widmark - um dos últimos actores da época áurea de Hollywood - mereceu hoje grande foto a duas colunas ao alto na capa do Le Monde. Widmark, que desapareceu com 93 anos, foi talvez o melhor dos piores: nunca vi ninguém desempenhar tão bem o papel de mau. Rodou com Ford, Kazan, Mankiewicz, Fuller, Sturges, Preminger. Terá o seu nome associado para sempre a filmes como Pânico nas Ruas, No Way Out e Terra Bruta - neste último, um excelente western, trava com James Stewart um dos mais inesquecíveis diálogos da história do cinema.

Começou nos filmes em 1947 com Kiss of Death, de Henry Hathaway, mas esteve a um passo de ser rejeitado: parecia demasiado "culto" e demasiado certinho. Quem diria que estava ali um dos maiores psicopatas da ficção negra, capaz de encarnar no grande ecrã o mais brutal dos criminosos? Mesmo quando surgia do lado do Bem, havia sempre algo de inquietante na forma como compunha as personagens. Foi assim, por exemplo, em Mãos Perigosas (1953), de Fuller - um thriller que se tornou emblema da guerra fria e da paranóia anticomunista nos Estados Unidos.

Guardo dele as melhores memórias, mesmo nos piores papéis: Widmark tinha instinto de representação, tinha fibra, tinha garra, tinha classe - nenhum dos seus desempenhos foi alguma vez manchado pela banalidade. Por isso os cinéfilos o lembram com saudade crescente em interpretações tão diferentes como a de Jim Bowie no subvalorizado Álamo (John Wayne, 1960), a do procurador americano em Julgamento em Nuremberga (Stanley Kramer, 1961) ou a do oficial que protege os cheyennes nesse fabuloso western crepuscular de Ford intitulado O Último Combate (1964). No Way Out (Joseph L. Mankiewicz, 1950) mereceu um belíssimo poema de Ruy Belo, que várias vezes trouxe o cinema para a sua obra: "Sei hoje que sou pequeno / e não é esse o meu menor mal / mas faço meus os problemas / da gente de beaver canal."

Quando em 1995 a Cinemateca Francesa lhe prestou uma merecida homenagem, com uma retrospectiva dos seus filmes, Widmark era já uma lenda viva da Sétima Arte. Mas numa entrevista concedida ao Le Monde não escondia a sua profunda decepção pela rota dominante nos filmes surgidos desde que se retirara dos ecrãs, quatro anos antes. "A imbecilidade tornou-se um valor positivo. Por isso Forrest Gump, um elogio da estupidez, é um triunfo", observou então, com o desencanto característico de quem já vira tudo e já não se deixava comover com quase nada.

Tinha todo o direito de falar assim: ele integrou a galeria dos melhores, em dias irrepetíveis, numa colecção de películas que a passagem do tempo só consagra e valoriza.

Sexta-feira em brasileiro II

por João Villalobos, em 28.03.08

Nívea Stelmann

Sexta-feira em brasileiro

por João Villalobos, em 28.03.08

Marina Mantega

(sim, outra vez!)

Casar não é obrigatório

por João Távora, em 27.03.08
Aconselhável ler esta crónica mordaz do Nuno Pombo nos Incontinentes.

Susana na Disney

por João Villalobos, em 27.03.08

É por estas mas também por outras que gosto tanto do blogue da Susana.

De porta aberta

por Teresa Ribeiro, em 27.03.08

"A porta mais bem fechada é a que pode deixar-se aberta", diz ela, induzindo o visitante a entrar. Apesar de lhe ter chamado Porta do Vento, neste sítio não há correntes de ar, nem sinais de intempérie. Luminoso e ameno, este blogue revela uma Ana Vidal despretensiosa (ah, como isso é raro na blogosfera!), atenta (os assuntos que marcam a actualidade não lhe escapam), bem-humorada e dialogante (nenhum comentário fica sem resposta). É por isso que me sinto bem lá em casa, onde às vezes entro à socapa e me deixo ficar, incógnita, a ouvi-la falar de tudo um pouco e que escolho Porta do Vento para blogue da semana. Saravá AV!




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