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Nas colunas

por João Villalobos, em 02.03.08

 

Marvin Gaye, «What's Going On»

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 02.03.08

Mal-estar confuso. De João Pinto e Castro, no Cinco Dias.

Sapatos de Pinho. Do Coutinho Ribeiro, n' O Anónimo.

A credibilidade de Menezes. De Bruno Alves, n' O Insurgente.

Marion Cotillard. De Paulo Tunhas, na Atlântico.

Eleições americanas: ponto da situação. Do José Gomes André, no Bem Pelo Contrário.

Um passado radioso. Do Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

Tiras doces. Da Maria Isabel Goulão, na Miss Pearls.

Adeus Mike, adeus campeão. De João Tunes, na Água Lisa.

A melhor década do cinema (63)

por Pedro Correia, em 02.03.08

OS ESQUECIDOS

(Los Olvidados, 1950)

Realizador: Luis Buñuel

Principais intérpretes: Stella Inda, Miguel Inclán, Alfonso Mejía, Roberto Cobo, Alma Delia Fuentes, Francisco Jambrina, Mario Ramírez, Javier Amézcua, Jesús García Navarro, Efraín Arauz

"Um estudo quase cirúrgico da juventude, da pobreza e da corrupção." (Pauline Kael)

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Velhos do Restelo (2)

por Pedro Correia, em 01.03.08

"Não há dúvida de que Portugal sempre gostou muito pouco de si próprio. Com uma certa razão, convém admitir."

Vasco Pulido Valente, Público

"Ombudsman" da blogosfera

por Francisco Almeida Leite, em 01.03.08

Há por aí uns sujeitos, que andam nisto há menos do que meia dúzia de anos, que têm a mania que sabem tudo. Acham-se bons, muito bons. Dão-se ao luxo de fazer críticas ao trabalho dos outros, de escreverem sobre matérias que não dominam e ainda se têm a si próprios em altíssima consideração. Eles acham-se provedores, mas ainda acabam como provadores do veneno que vão semeando aqui e ali. Oiçam e, se quiserem, escrevam o que digo.

Um tablóide chamado 'New York Times'

por Pedro Correia, em 01.03.08

O Nouvel Observateur divulga um suposto SMS de Sarkozy à ex-mulher: é difícil encontrar maior violação da esfera íntima seja de quem for. Se viesse num tablóide de supermercado, caía-lhe tudo em cima: como é uma publicação "de referência", manda a etiqueta que se assobie para o ar. Com o New York Times aconteceu algo parecido: com base nos palpites de dois ex-assessores não-identificados, o matutino americano construiu uma história de capa em torno de uma suposta infidelidade de John McCain no momento em que este praticamente se confirma como candidato americano à Casa Branca.

Jornalismo de sarjeta - diria cá na terrinha o ministro Augusto Santos Silva, embora a pensar noutros periódicos. A diferença, no caso do NYT, foi a desassombrada crítica ao jornal feita pelo provedor dos leitores. Depois de ter recebido mais de 2400 mensagens de reclamação de leitores que não gostam de sentir-se insultados por mau jornalismo ao serviço da mais baixa política.

Croquetes, tapas e calduços

por João Távora, em 01.03.08
São deveras imperdíveis as crónicas do nosso bom Villalobos no caderno DN Gente que sai aos Sábados – e que afinal é tudo o que eu preciso ler para me sentir a par da vida social doméstica. Desta vez o homem andou esgueirando-se pela Central Tejo esquadrinhando a festa dos vinte anos da TSF: além de transcrever uma duvidosa declaração de um anónimo (tiques aqui da blogosfera) diz que até deu um passou-bem ao patrão Oliveira. Sensações fortes como esta, transparecem em bom português na sua bem humorada crónica Aqui há croquetes a não perder aqui na integra.
Ficas a dever-me um almoço, João

Isto soa-me mal, muito mal

por Francisco Almeida Leite, em 01.03.08

Respondo ao desafio do Pedro, com estas doze palavras, que para mim são insuportáveis (há muitas mais): prenda, secreção, congruência, mormente, caducidade, interdependência, tautologia, provisão, funicular, monitorizar, enfiamento e acabamento.

A melhor década do cinema (62)

por Pedro Correia, em 01.03.08

MOGAMBO

(Mogambo, 1953)

Realizador: John Ford

Principais intérpretes: Clark Gable, Ava Gardner, Grace Kelly, Donald Sinden, Philip Stainten

"Um filme invulgar." (Charles Matthews)

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Por qué no te callas? (15)

por Pedro Correia, em 01.03.08

"Eu não ando à procura de popularidade fácil."

José Sócrates, ontem, na Assembleia da República

Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 01.03.08

1. O João Távora teve óptima pontaria na escolha do primeiro blogue da semana aqui no Corta-Fitas. Aplaudo. A escolha e o blogue.

2. A Sofia anda já há quatro anos na blogosfera. E sempre com textos de qualidade. Parabéns.

3. As Afinidades Efectivas, um dos nossos blogues de estimação, também merecem parabéns. Um ano depois, estamos cada vez mais afins... Um abraço, Paulo.

4. Um abraço também ao Tiago. Pelo segundo aniversário do excelente Kontratempos.

5. Discordo de muito do que Vítor Dias escreve. Mas reconheço-lhe talento, coerência e determinação na defesa das suas ideias. O Tempo das Cerejas, um blogue que visito assiduamente, completou um ano. Aqui ficam os meus parabéns.

6. Nota muito elevada para o novo visual d' O Carmo e a Trindade, um blogue sempre atento a Lisboa onde por vezes também podem encontrar-me.

O líder

O líder da oposição vinha a descer a avenida, quando me viu (eu ia a subir).

“Finalmente, encontro alguém que gosta genuinamente de mim”, disse o líder, extremamente eufórico. “Como sabes, Adolfo Ernesto, e citando o John Wayne, ninguém gosta de mim”.

Achei que aquela era uma boa oportunidade para enriquecer os meus carnets de filosofia política. Mas foi ele a iniciar a interessante conversa:

“E como está a tua maravilhosa namorada, a ....”

“Clotilde”.

“Isso mesmo...”

“Tem andado bastante despenteada ultimamente, derivado das cambalhotas...”

“Mas ela é ginasta?”

“Não, é cabeleireira, mas adoro estragar-lhe o penteado”.

“Diz-lhe para votar sempre em mim”.

“Ela é bloquista”.

“Não faz mal”.

Achei a conversa boa, mas queria saber os segredos da actuação em oposição. Perguntei ao líder o que achava das últimas sondagens. Ele respondeu:

“Está tudo a correr bem. Estamos a desaparecer nas sondagens, como eu previa. Descemos dois pontos, o que já me parece bom, para começar”.

Fiquei perplexo com a afirmação. Questionei-o sobre aquela estranha estratégia.

“É simples, Adolfo Ernesto”, disse o líder da oposição. “Se o nosso partido desaparecer, garantimos a vitória do partido do Governo. Se, por outro lado, as pessoas não gostarem do Governo, vão abster-se. Ora, se abstenção atingir os 99%, conto com o apoio da tua Clotilde e com o voto dos meus próprios familiares. Tenho uma família alargada, suficientemente grande para, com essa ajuda, garantir que ninguém terá maioria absoluta. O truque é restringir o universo eleitoral”.

Comecei a ver o brilhantismo da ideia.

“Então, é por isso que a oposição não tem nenhuma ideia para o País”, disse eu.

“Claro. É preciso arrasar. Só a falta de ideias e de alternativas garante um universo eleitoral mínimo e a respectiva mudança de regime. A minha solução para o País é a absoluta falta de ideias e, portanto, de votantes”.

“Criando uma onda de abstenção radical...”

“E de mudança de regime, que passa por, diria mesmo, exige, o absoluto apagamento do maior partido da oposição, obra que, orgulho-me, estou a concluir com o maior êxito”.

“Mas não temes ser substituído na liderança?”

“É o maior perigo que corremos, ter um líder que queira genuinamente desafiar o Governo. Aí, o perigo espreita”

“Porquê?”

“Porque corríamos o risco de ganhar. Teríamos então de formar Governo e aquilo é uma chatice. Tínhamos até de fazer reformas no país e estes rapazes que estão no poder estão a fazer as reformas que sempre sonhámos fazer e nunca conseguimos, nomeadamente pôr na ordem os funcionários públicos e os tropas e os jornalistas e os professores e os sindicalistas. Temos de governar contra a nossa base de apoio e toda a gente se irrita connosco, garantindo derrotas a prazo. Um sarilho, como vês...”

“Mas na tua estratégia existe um problema”, disse eu.

“Qual é o problema?”, perguntou o líder da oposição.

“Os comunistas e bloquistas nunca se abstêm. Portanto, vão ganhar com maioria absoluta”.

O líder ficou de repente muito pálido.

“Não tinha pensado nisso”, admitiu, com genuíno desespero. “E, agora, como é que eu saio daqui, se ninguém gosta de mim, mas também não quer o meu lugar?”

Adolfo Ernesto

 

 

O busílis* da questão

por Teresa Ribeiro, em 01.03.08

 Diz-me lá, Pedro, como vou pôr num só texto palavras como puérpera, carreta, pusilânime e útero? Se ao menos capitosa rimasse com mocidade ou púbere combinasse com féretro, ainda ensaiava com elas uns poemas surrealistas, quem sabe dignos dos teus encómios. Mas todas as minhas tentativas nesse sentido foram debalde. Vendo bem, com palavras tão horríveis seria estultícia da minha parte esperar outra coisa, por isso  nem me vou apoquentar mais com isto!

 

*outra palavra que eu odeio

Educadinhos

por Francisco Almeida Leite, em 01.03.08

A crise no Ministério da Educação pode abrir caminho para a saída, a prazo, de Maria de Lurdes Rodrigues, à semelhança do que aconteceu com Correia de Campos na Saúde. A ministra está num beco sem saída e José Sócrates já o sabe. Os últimos dias revelaram fracturas dentro do PS que vão voltar a atingir o Governo. Os dias de hoje parecem-se, cada vez mais, com o fim do guterrismo, num estado pantanoso, segundo definição do então primeiro-ministro. O facto de ser Ana Benavente, antiga secretária de Estado de Guterres, a ponta de lança contra Maria de Lurdes Rodrigues diz tudo do cenário dentro do PS, que terá consequências inevitáveis no Governo. Pouco dados à estratégia e ao pensamento político, os homens de Sócrates, a quem muitos chamam "socráticos", resolveram responder na mesma moeda. Valter Lemos, um dos homens do núcleo mais duro do primeiro-ministro (que tal como Mário Lino ou Jaime Silva só irão sair pelo próprio pé, por mais asneira que façam), acaba de criticar a política de Educação dos governos de Ana Benavente, logo dos governos de Guterres, aos quais, que se saiba, o próprio Sócrates pertenceu com alma e coração. Com brio, até. Este PS está desnorteado, à espera que um PSD organizado o arrume com um leve sopro.

Roleta russa

por Francisco Almeida Leite, em 01.03.08

Numa atitude rara, Nuno Morais Sarmento disse ontem na SIC Notícias que o decreto-lei que atribuiu o Casino de Lisboa à Estoril-Sol foi uma opção clara e legítima do seu Governo. Do Governo liderado pelo seu amigo José Manuel Durão Barroso. O antigo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, a quem compete acompanhar de perto e ao milímetro todo o processo legislativo, acabou, no entanto, por afastar responsabilidades próprias. Chutou, sem o dizer, para outro amigo, José Luís Arnaut, e ainda disse que foi o Governo de Pedro Santana Lopes quem acabou por resolver tudo. Apesar das responsabilidades partilhadas, Morais Sarmento pôs os pontos nos is. Resta saber o que pretende mesmo com esta atitude. Provavelmente, voltar a passar a bola do "seu" Governo para o de Pedro Santana Lopes. Sucede que Sarmento teve exactamente o mesmo posto no Executivo liderado por Santana Lopes. Quis ir mais longe, pediu o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas acabou no mesmo lugar depois do pacto santanista-barrosista para a composição do novo Governo. Tinha, por isso, que ser tão atento como era no Executivo anterior. A cara que fez, em plena tomada de posse, quando soube que Paulo Portas era ministro da Defesa e do Mar denunciou-o. A proximidade a Portas foi a compensação pela perda de Barroso para Bruxelas. Por isso é tão estranho que deixe agora Telmo Correia e Arnaut a falarem sozinhos. Com o fito único de atingir Santana e, por essa via, atingir Luís Filipe Menezes e o actual PSD, já num estado que de si é pouco saudável. A coisa promete, definitivamente.


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