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Antologia Corta-Fitas (XI)

por Pedro Correia, em 30.01.08
Morreu alguém
que me vai fazer falta
Há mortos que nos levam um pouco com eles. Calculo que em Portugal haja meia-dúzia de pessoas que conheçam o Bussunda, o maior humorista brasileiro da actualidade, que morreu ontem, aos 44 anos. Conhecia-o (mal) de há muito tempo, quando, no início dos anos 80, estudámos na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele em Comunicação Social, eu em Economia. Depois, também eu, brevemente, em Comunicação Social.
Na altura, já era conhecido como Bussunda, embora o seu nome fosse Cláudio Besserman, e editava, com um grupo de amigos, o jornal Casseta Popular, que se vendia no campus e nas praias cariocas, ou em shows inesquecíveis em pequenos bares de Botafogo.
Falei com ele apenas três ou quatro vezes, mas o humor radical que já então praticava marcou-me até hoje, apesar de nunca mais o ter encontrado. Bussunda nunca poupou ninguém. A Direita, que então todos combatíamos, e a Esquerda, o que então era novidade. Ridicularizava os clichés de todos os quadrantes, com uma crueldade fascinante.
Na altura, eu era militante do PT (e durante um tempo pertenci a uma corrente trotskista, imaginem) e concorri numa lista para a direcção do núcleo estudantil da Universidade. Bussunda e um grupo de “anarcas” concorreu numa outra lista intitulada “Overdose, esfaqueie sua mãe”. Prometeram “caipirinha no bandejão” (nome como era conhecida a cantina universitária) e, antes da eleições, mostrando que iriam cumprir, foram despejar uma cachaça de terceira categoria no aguado sumo de limão que era servido aos estudantes.
No momento da apuração dos votos, cada vez que um membro da sua lista era chamado para fiscalizar a contagem, ele e os seus companheiros da “Overdose”, devidamente embriagados em pleno anfiteatro da universidade, gritavam “deixa roubar, deixa roubar” e não mandavam ninguém. Mesmo assim, ficaram logo atrás da nossa lista “petista” e à frente da do PC (pró-Moscovo) e do PC do B (maoistas) que ambos desprezávamos.
O seu jornal tornou-se conhecido, a Globo convidou-o para um programa de televisão semanal, que eu costumava ver no GNT, e ele tornou-se famoso em todo o Brasil. Apesar da “normalização”, Bussunda continuava a ter lampejos de selvajaria humorística que trucidaram consecutivamente Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Este último era caricaturado pessoalmente por ele, embora Bussunda o tivesse apoiado em várias eleições.
Mas não eram só políticos. Intelectuais e artistas de novela, empresários e pregadores de moral, corruptos de vária ordem, machões e bichas loucas, ninguém escapava ao humor de Bussunda e do seu grupo.
Em Portugal, nem nos bons tempos de Herman José, nunca tivemos ninguém parecido.
Foram estas as recordações imediatas que me ocorreram quando soube da morte dele, eu que o conheci tão mal. Mas a notícia deixa-me triste e com a sensação de que perdi alguém que iria sempre ridicularizar por mim aqueles que eu não tenho coragem, nem talento, nem oportunidade para enfrentar. Sei que no Brasil há milhões de pessoas que sentem o mesmo.
É bom ter um blogue para poder escrever isto.

Duarte Calvão, 18 de Junho de 2006

Malhas que as petições tecem

por Corta-fitas, em 30.01.08
Eu e Vital Moreira, a mesma luta.

As críticas de Alegre e o receio de Sócrates

por Pedro Correia, em 30.01.08

A mini-remodelação que José Sócrates ontem anunciou, enquanto decorria a abertura oficial do ano judicial, responde a todos aqueles que juravam pela inutilidade do milhão e duzentos mil votos obtidos há dois anos nas urnas por Manuel Alegre. Percebe-se agora muito bem que o histórico socialista pode condicionar a renovação da maioria absoluta do PS. A possível repetição nas legislativas de 2009 do que ocorreu nas presidenciais de 2006 e da eleição intercalar em Lisboa do Verão passado (em que Helena Roseta, sem máquina partidária, obteve 10%) é talvez hoje o maior pesadelo do primeiro-ministro. As críticas de Alegre ao péssimo desempenho do ministro da Saúde, dando voz ao que milhares de socialistas pensam, ditaram o destino de Correia de Campos. Mais ainda: a substituição de Campos por uma ex-apoiante de Alegre, com a clara intenção de condicionar as intervenções críticas do poeta nesta área, são a melhor prova de que Sócrates receia o ex-candidato presidencial. Há uma esquerda socialista que, não se revendo no PCP nem no Bloco, jamais voltará a votar no actual primeiro-ministro mas optaria por uma alternativa eleitoral corporizada por Alegre, que também sem aparelho obteve 20% na corrida a Belém. Quem desvalorizar isto arrisca-se a falhar todos os vaticínios.
Alegre, que teve um papel importante nas presidenciais, pode ter uma intervenção decisiva nas próximas legislativas. Tudo depende da sua vontade. E Sócrates sabe isso melhor que ninguém. Daí o seu receio.

Admiração profissional

por Corta-fitas, em 30.01.08
Os meus parabéns a quem calculou, com milimétrica precisão, o timing do anúncio da micro-remodelação governamental. Mesmo a tempo de desviar os directos já preparados para as declarações de Marinho e Pinto. Muito bom trabalho, rapaziada! Mesmo assim, houve algum eco... eco...eco...

Por qué no te callas? (7)

por Pedro Correia, em 30.01.08
"O Estado está a modernizar-se para servir melhor as pessoas."
José Sócrates, hoje, em Lisboa

A melhor década do cinema (37)

por Pedro Correia, em 30.01.08

VIAGEM EM ITÁLIA
(Viaggio in Italia, 1953)
Realizador: Roberto Rosselini
Principais intérpretes: Ingrid Bergman, George Sanders, Maria Mauban, Anna Proclemer, Paul Muller, Anthony LaPenna, Natalia Ray
"Faltava este filme para limpar de uma vez por todas a Sétima Arte das suas escórias declamatórias e sentimentalistas." (Claude Beylie)

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Toca a votar

por Pedro Correia, em 30.01.08
Já aí está, o nosso novo inquérito. A ver se os nossos leitores têm uma pontaria tão afinada para prever quem ganhará os Óscares como tiveram para antever a saída de Isabel Pires de Lima.

SNS - Porquê tanta revolta? (7)

por Corta-fitas, em 30.01.08

Durante as visitas à enfermaria dos Capuchos havia dois assuntos que dominavam as conversas da minha avó: as queixas sobre o seu estado de saúde, que evoluía com demasiada lentidão para o seu gosto, e as queixas sobre o pessoal de enfermagem e auxiliar.
Confesso que as descrições dos seus padecimentos me aborreciam, mas quando ela começava a contar o que se passava com as enfermeiras, ouvia tudo com muita atenção. Como nas histórias, havia as boas e as más. Às boas, para ficarem ainda mais boas, dava-se dinheiro, mas com as outras parecia que não havia nada a fazer. Uma delas, que eu identifiquei logo como a chefe das más, era odiada por todos. Respondia torto a toda a gente e sempre que a chamavam não vinha, ou então aparecia só para dar uma descompostura nos doentes, por estarem a incomodar.
A minha mãe ficava muito revoltada com estas coisas, mas quando dizia que ia fazer queixa ao médico, a avó entrava em pânico e pedia-lhe que não o fizesse, com medo de represálias. Eu percebia muito bem o problema dela e ficava cheia de pena a imaginá-la à mercê daquela megera.
Quando a víamos passar pela enfermaria, fazia questão de lhe deitar o meu olhar mais rancoroso. Era o mínimo que podia fazer pela minha avó!

Doutores de Spin

por Luís Naves, em 30.01.08


Houve forte comoção em torno da ideia de controlar a política parlamentar do PSD através de uma agência de comunicação. Alguns políticos desse partido ficaram indignados, mas a divisão que fizeram entre política de ideias e política de plástico não faz sentido, pois a primeira não passa de quimera.
Qualquer eleição num país industrializado (veja-se a campanha nos EUA) é cuidadosamente controlada por spin doctors. Nenhum candidato se atreve a falar aos media sem esse controlo. Aliás, todos os desastres ocorrem em declarações ou gestos instintivos. Há inúmeros exemplos, dos gritos de Howard Dean ao mais recente ataque de Bill Clinton a Obama na Carolina do Sul, erro que pode ter custado a Presidência a Hillary.
Nas eleições a sério, pouco divide os candidatos, excepto as suas mais ou menos brilhantes personalidades. Mesmo a governação é hoje de plástico, fortemente condicionada pelos media, nunca perdendo de vista a mediania da classe média (nove em cada dez eleitores) e os seus mínimos denominadores comuns. Tudo é mediatizado, nomeadamente segundo o tempo da televisão, que se mede aos segundos. Não há ideias na política contemporânea, apenas fait divers e simplificações, e o PSD está em pleno debate saído dos anos 70.

D. Carlos, um rei constitucional

por João Távora, em 30.01.08
(...) "A construção da actual democracia em Portugal foi feita não apenas contra o Estado Novo, mas também contra a I República. Dependeu de uma nova cultura política, em que se admitiu o princípio de que a validade das eleições dependia mais das instituições e procedimentos do que das "qualidades" da população. Dependeu também de se ter voltado a reconhecer novamente, como no tempo da monarquia constitucional, que a razão é algo distribuído a mais de uma opinião ou partido. Obteve-se assim um regime aberto a todos, e em que o voto de todos é a base da alternância no poder.
Os exclusivismos, porém, deixaram herdeiros frustrados. Há quem ainda não tenha percebido por que é que não é dono desta democracia, tal como o PRP foi dono da I República ou os salazaristas do Estado Novo. Eis o que representam os contestatários da comemoração de D. Carlos."
.
Rui Ramos no jornal Público

Nos bastidores da remodelação

por Cristina Ferreira de Almeida, em 29.01.08
Sócrates avisou: - "Correia de Campos sai, mas não sai sozinho".
Os ministros começaram todos a sussurrar: - "É o Lino, é o Lino"
Mário Lino, rápido: - "O sr. primeiro-ministro é que escolhe!"
Sócrates olhou em volta. Isabel Pires de Lima estava com aquele ar vago, que tanto o irritava...

Os leitores é que sabem

por Pedro Correia, em 29.01.08
Com a "remodelação" hoje anunciada, chega ao fim mais um inquérito Corta-Fitas. Os nossos leitores acertaram: Isabel Pires de Lima, a quem Sócrates acaba de conceder guia de marcha, foi a mais votada neste questionário: 96 votos (21% do total). Já Correia de Campos, o outro "remodelado", só ficou em quinto (51 votos, 11%). Mas os leitores estavam cheios de razão: Mário Lino (78 votos, 17%), Maria de Lurdes Rodrigues (63 votos, 14%) e Alberto Costa (53, 12%) também mereciam ir mais cedo para o duche, como se diz em jargão futebolístico. Em compensação, Sócrates fez bem em manter o inconfundível Manuel Pinho (sexto classificado, com 43 votos, 9%). Se existe alguém difícil de substituir neste Executivo é o titular da pasta da Economia...
Recebemos 459 votos neste inquérito. Amanhã começa outro na nossa barra lateral.

SNS - Porquê tanta revolta? (6)

por Corta-fitas, em 29.01.08

O pior não foram as manifestações à porta dos hospitais e dos centros de saúde que fecharam as urgências. Lembro-me que com o encerramento das maternidades também houve muito alarido e nem por isso o governo recuou. O sinal mais inquietante surgiu nestas duas últimas semanas, quando as notícias de contestação à política de saúde se começaram a somar a histórias que escapavam à acção do governo mas reflectiam o péssimo funcionamento do nosso SNS.
A caixa de Pandora estava a abrir-se. Coleccionador há longos anos de desconforto, negligência, e precaridade na assistência médica, o povo começou desta forma a responder às restrições do executivo. É que de facto não é legítimo pedir, como nos países desenvolvidos, onde tudo funciona bem, que os utentes prescindam de benefícios, quando aqueles de que gozam não são nem nunca foram razoáveis.
Foi um diálogo surdo, mas não de surdos. E Sócrates percebeu o recado. Com tanta razão de queixa e ressentimento acumulados, esta sucessiva divulgação de casos na praça pública acabaria por incendiar o país.
Antes que o efeito bola de neve se criasse o primeiro-ministro percebeu que tinha que meter travões a fundo. Despediu Correia de Campos e de caminho aprendeu uma lição: “Com a saúde não se brinca”.

Antologia Corta-Fitas (X)

por Pedro Correia, em 29.01.08
Momentos Kodak (1)
Rodrigo Cabrita, 12 de Julho de 2006


A voz da sabedoria

por Pedro Correia, em 29.01.08
Vital Moreira consegue aqui um prodígio de equilibrista: contesta a saída do ministro da Saúde, que vinha defendendo contra todas as evidências, sem beliscar José Sócrates. A isto é costume chamar-se a voz da sabedoria.

Magistratura de influência

por Pedro Correia, em 29.01.08
"Seria importante que os portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de saúde».

Sim, por que não?

por Corta-fitas, em 29.01.08
JOSÉ ANTÓNIO PINTO RIBEIRO, «Breve Sumário da História de Deus: uma visão augustiniana da História?».
Já agora e depois de ter sido simpaticamente corrigido na caixa de comentários, estou com o Pedro Sales:
«Há dois António Pinto Ribeiro. Um, é o ex-programador da Culturgest e um dos princiais especialistas em política da cultura. O outro é advogado, especializado na defesa dos direitos humanos. O Governo nomeou António Pinto Ribeiro para ministro da cultura. O advogado».

Tanta franqueza comove

por Corta-fitas, em 29.01.08
«Deram tudo o que tinham a dar». Vitalino Canas sobre os ministros substituídos

De fachada

por Francisco Almeida Leite, em 29.01.08
Curiosas companhias, as do novo ministro da Cultura de José Sócrates no Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim. José António Pinto Ribeiro, de seu nome. Apesar de tudo, a remodelação neste caso só pode ser para um bocadinho melhor, porque Isabel Pires de Lima estava condenada há meses, mais concretamente desde que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse publicamente que não concordava com o afastamento de Dalila Rodrigues da direcção do Museu Nacional de Arte Antiga. Se ela já estava em maus lençóis por outros motivos, esse acabou por ser o seu fim.
Quanto à saída de Correia de Campos, mais do que o dedo de Cavaco Silva (que também houve), vejo ali o dedo muito comprido do PS. Contestado dentro do partido, foi Manuel Alegre quem há dias veio dizer que o ministro tinha perdido o pé. Já João Amaral Tomás, saiu porque tinha pedido. Pediu há muito. Sai agora, depois do infeliz episódio de ir à Assembleia da República no dia em que se confirmou que estava demissionário. Curiosamente, segundo consta, Correia de Campos ia amanhã à AR. Já não irá, foi demitido a tempo.
Mas o que espanta nesta mini-remodelação para inglês ver é a resistência do primeiro-ministro em remodelar quem precisa de ser remodelado. Mário Lino à cabeça, Luís Amado (que terá pedido para sair, por motivos pessoais), Jaime Silva ou a ministra da Educação são ministros a prazo. A curto prazo. Já para não falar de Alberto Costa, que não teve nos últimos dias uma reacção decente às polémicas declarações do novo bastonário, António Marinho Pinto.
É por isso que esta remodelação é de fachada e já não esconde o óbvio. Desde que António Costa deixou o executivo para ir para a Câmara de Lisboa que Sócrates não tem um número dois político à altura. Um conselheiro e um estratega. Silva Pereira é verde para isso, Teixeira dos Santos é um técnico. Os outros são todos bons rapazes.

O ministro embaciado fora do Governo

por Pedro Correia, em 29.01.08
José Sócrates, num assomo de lucidez, decidiu afastar do Governo o ministro cuja imagem estava irremediavelmente embaciada. Já começa a cheirar a eleições. E o que tem que ser tem muita força.

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