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Baby Down

por Maria Inês de Almeida, em 06.01.08
Foi uma das novidades que o mercado da vizinha Espanha tinha preparado para as celebrações do Dia de Reis. A boneca tem traços característicos de bebés com Síndrome de Down e chama-se Baby Down. Depois de terem surgido bonecas de raças diferentes é agora a vez de aparecer uma nova boneca com particularidades especiais, que tem como propósito promover a integração. Leio que as 3 mil bonecas fabricadas para o lançamento já se encontram esgotadas e a fábrica tem já pedidos de outros países como França, Itália, Estados Unidos e Portugal. Parte do valor vai para a Associação Espanhola de Síndrome de Down, que apoia a campanha.

E por onde passeará agora o libertino?

por Corta-fitas, em 06.01.08
7 de Maio de 1925/5 de Janeiro de 2008

A ler também o Pedro aqui, e o João aqui.

África inóspita

por João Távora, em 06.01.08
A extinção do mais prestigiado rally do mundo – o que quer que seja que inventem como alternativa noutro continente jamais será a mesma coisa – é um facto de inegável simbolismo. África fica irremediavelmente mais isolada, mais longe; enfim, mais pobre.

Economia paralela: revisão em baixa

por Corta-fitas, em 06.01.08

Primeiro foi a velhota dos limões. Ela e a sua banca improvisada passaram, há meses, a fazer parte da paisagem da rua. Agora chegou o sr. António com as couves e alfaces da sua horta, que fazem as delícias de quem como eu não tem família na província e fácil acesso aos genuínos sabores da terra.
Ela, cosida nas suas roupas de viúva, aceita, com aparente resignação, a sua pobreza. Ele, não. É mais orgulhoso e um estreante confesso nestas andanças. Gosta de dar conversa às freguesas e até acaba por assumir a sua situação, mas sempre com um ar tão jovial quanto os seus setenta anos permitem. Diz que antes a horta era só um passatempo. Agora é um complemento de reforma.
Algo me diz que isto não vai ficar por aqui. Qualquer dia ainda me aparecem à porta garrafinhas de azeite caseiro e queijinhos artesanais a preços imbatíveis...

Domingo

por João Távora, em 06.01.08
...da Epifania do Senhor

Evangelho segundo São Mateus 2, 1-12

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Da Bíblia Sagrada

Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 06.01.08
1. Parabéns ao Eduardo Pitta e ao João Paulo Sousa pelo terceiro aniversário do excelente Da Literatura: é uma leitura que não dispenso.
2. Em toda a polémica sobre o tabaco, em que ainda não me envolvi, convém prestar atenção a este facto apontado pelo Eduardo e até agora omitido por quase todos os comentadores: "Quanto à proibição ser total ou parcial, nem uma coisa nem outra corresponde à verdade. Os restaurantes pequenos têm livre-arbítrio para decidir. A maioria decidiu-se pela interdição? OK. (Alguns estavam à espera que o Estado subvencionasse os extractores de fumo.) Podia ter sido ao contrário. Os grandes, ou seja, os de área igual ou superior a cem metros quadrados, podem, se quiserem, ou tiverem procura que o justifique, reservar 30% desse espaço para fumadores. Não foi o governo que interditou o fumo. Foram os excelentíssimos empresários da restauração que optaram de acordo com os respectivos interesses." Repito: não é matéria de opinião, mas de facto.
3. Gosto de ver o Paulo Gorjão de volta à blogosfera.
4. O Arcádia entrou no novo ano de cara nova. E fez muito bem.
5. O Pedro Rolo Duarte já cá mora. Na nossa barra lateral.

Nas colunas

por Corta-fitas, em 05.01.08
Wynton Marsalis e Sara Vaughn, «Autumn Leaves»

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Parabéns, majestade

por Pedro Correia, em 05.01.08
Ainda vou a tempo de assinalar o facto mais importante do dia: os 70 anos do rei de Espanha. Notable alto para el Rey, titula hoje o El Mundo em manchete, publicando uma sondagem em que 82,9% dos inquiridos afirmam que a monarquia está consolidada no país vizinho. "El periodo más fecundo", observa o primeiro-ministro Zapatero em depoimento ao El País, classificando assim - muito justamente - os 32 anos do reinado de Juan Carlos. É muito compreensível esta satisfação entre os espanhóis, incluindo aqueles que se proclamam republicanos: o rei conduziu o país a uma exemplar transição da ditadura para a democracia, colocando-se sempre ao lado da liberdade. É verdade que a Espanha enfrenta diversos problemas. Mas sem o monarca tudo teria sido muito pior ao longo destas três décadas. Para os espanhóis e também para nós, pois somos cada vez menos imunes ao que se passa aqui ao lado.
Juan Carlos merece sem dúvida os nossos parabéns: ainda em funções, já garantiu um lugar na História. Pelos melhores motivos, sem sombra de dúvida.

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A oeste nada de novo

por João Távora, em 05.01.08
Ao contrário da agenda mediática norte-americana que durante 2008 vai vibrar com as eleições para a presidência, aqui no nosso pacato burgo não se prevêem acontecimentos de monta e o negócio prevê-se chocho. Com uma oposição tolhida, sem liderança ou projecto, e um “mercado” pouco atreito às “questões de fundo”, os media estarão condenados a uma agenda política estéril, a faits divers como fumos, comidas e licores.
Para boas e lucrativas manchetes, além da rosada “socialite” nacional, resta explorar os cada vez mais surpreendentes e imaginativos crimes, autênticas coboiadas à moda do Oeste (que afinal é o nosso novo lugar na Europa): crimes de faca e alguidar, da noite branca, e também da negra, dos tiros para o ar ou para quem estiver no caminho. A menos que surja uma tragédia natural ou uma inadvertida gaffe socrática que estremeça a modorra nacional. O povo, esse arrastar-se-á carregado de dívidas e de impostos, de telemóvel em riste à cata duma mensagem redentora, sem perspectivas, à espera de nada. Um nada que, das desgraças possíveis, certamente será a menos má.

Imprensa cor-de-rosa

por Cristina Ferreira de Almeida, em 05.01.08
A edição de hoje do Expresso é dedicada a dar graxa ao patrão. Começa logo na primeira página, com uma notinha que diz que o Expresso está muito diferente porque foi dirigido por Balsemão. A diferença nota-se logo na página 5, totalmente dedicada a Aguiar Branco e Rui Rio, vestidos de corredores de automóveis a correr contra Menezes. Pátati pátátá, páginas simpáticas para o governo, planta da redacção do jornal (com potencial de utilidade deconhecido), foto da carteira profissional de Balsemão e página sobre a ficha deste na PIDE. Pátati pátátá, página sobre concursos televisivos com a Família Superstar e o Casamento de Sonho em evidência, coluna sobre multa à TVI, continhas de quanto a TVI facturou com a falcatrua e nada sobre a SIC (sei lá, tipo saída de Penim, digo eu). Pátati pátatá, loas ao rei Juan Carlos com crónica de Cébrian, pátati pátatá novo estatuto editorial e novo código de conduta, pátati pátátá, cartoon compreensível de António com Balsemão a ler o Expresso e a sorrir e notinha sobre corrida ao quinto canal. Enfim, todos temos que ganhar a vida, bem sei.

Obama

por Cristina Ferreira de Almeida, em 05.01.08

Já sabíamos todos que um dos próximos presidentes dos EUA seria negro, só não sabemos se será já o próximo. Também sabemos que os sectores mais conservadores já só pedem para não ser um hispânico, pelo menos no seu tempo de vida (bem feita para os wasp, que deixaram de se reproduzir, pelo menos a uma velocidade competitiva). Não julgo que o ser negro - ou ser mulher - seja um assunto interessante nestas eleições. Já o fenómeno Obama promete ser muito interessante. O seu discurso na vitória do Iowa é brilhante do ponto de vista formal: na duração, no ritmo, na mistura Luther King com W. Whitman, remetendo para a memória das intervenções mais marcantes de L. King (ir a Washington cobrar a factura), e de Kennedy ("Let us begin"). A "esperança" como refrão, por contraponto à "fé" (que é cega); os dois exemplos concretos de duas pessoas sem assistência médica; o despertar da paixão da América por si própria, num final quase apoteótico de apelo à unidade. Absolutamente profissional, em suma.
O problema de Obama, se ganhar as eleições, pode ser o excesso de expectativas. O nosso problema é que ele quer que os "rapazes" abandonem o Iraque e voltem para casa e parece mais interessado numa América mais fechada, centrada nos seus problemas - a redução da dependência do petróleo, por exemplo - e menos interventiva no plano internacional. Não são muito boas notícias, parece-me.

Uma sala, duas televisões

por Maria Inês de Almeida, em 04.01.08
Depois do casamento a que fui, em que o cão foi o menino das alianças; depois de ter uma amiga que se apaixonou pelo irmão do seu namorado; de ter outra amiga que, aquando dos tempos de inter-rail, levou pijama e chinelos de quarto – ou, neste caso, de carruagem – a condizer; e de já ter tido um namorado que, no primeiro ano de namoro, me presenteou com um wok… Estive por estes dias em casa de uns primos onde, na mesma sala, havia duas televisões – cada uma direccionada para sofás diferentes. Escolhendo uma “ao calhas”, ainda perguntei: Está avariada, a televisão? Mas a resposta que obtive não tem avaria. “Foi a solução que encontrámos para que um não esteja na sala e outro no escritório, ou um na sala e outro no quarto.” Assim, partilham o mesmo espaço, provavelmente até vão conversando, mas sintonizados em canais diferentes. Sem discussões do tipo “Importas-te de mudar de canal?” ou manifestações de posse face ao comando esquecido na mão de um dos cônjuges. “Passas-me o comando” é frase que não se ouve naquela casa. Quando muito ouve-se: “Podes baixar o som da tua televisão?” Uma casa portuguesa, com certeza.

Sexta-feira sem Dakar

por Corta-fitas, em 04.01.08
Jerri Byrne

Nas colunas

por Corta-fitas, em 04.01.08
Ramones, «Something to Believe in»

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O engomadinho

por Corta-fitas, em 04.01.08
Quanto a vocês não sei, mas acho-o assim um bocadinho pipi em excesso, tipo «ai não me toques que me despenteias». Tem ar de quem usa aquelas coisinhas esticadas com molas para não amarrotar os sapatos, que também devem ser Prada e custar 4 salários mínimos como os do nosso Primeiro.
Seja como for, ficam aqui para os/as fãs os contactos de Obama no MySpace e no You Tube.
Fotografia de Platon

Também sei postar à 31 d’ Armada *

por João Távora, em 04.01.08
Cada morto na estrada custa ao estado um milhão de euros ao erário público, noticia o Diário de Notícias de ontem. E se o finado for um quadro da função pública quanto é que o estado poupa?

* Ou à João Villalobos...

Onde é que tenho andado?

por Corta-fitas, em 04.01.08
Graças ao Rui Castro, descobri isto (que a sua prole seja incomensuravelmente próspera). Dizem que é lesbianamente incestuoso e concedo que talvez seja assim um bocadinho. A música é uma bosta e o Eduardo devia era dedicar-se à pesca à linha, mas a malta quer lá saber. Somos fisgados pelas maminhas Cruz logo ao primeiro gemido. Preciosas! (Maminhas? Queria dizer maninhas...)

E vai ser mais cedo do que tarde

por Corta-fitas, em 04.01.08
«Eu quero decidir se bebo ginjinha em copos lavados em alguidares ou lavados em máquinas de lavar loiça a 94º de temperatura. Porque se "eles" vão decidir por mim nestas pequenas questões, mais cedo ou mais tarde, vão decidir em todas».
O Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas.

Uma boa notícia excepto para alguns

por Corta-fitas, em 04.01.08
O regresso à blogocoisa do Paulo Gorjão, agora no Cachimbo de Magritte.

É comprar, rapaziada

por Corta-fitas, em 04.01.08
A Atlântico já está nas bancas. E com um fumador na capa.
VPV, who else?



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com



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