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A crónica perfeita

por Pedro Correia, em 22.12.07
É muito raro, mas acontece: por vezes encontramos a crónica perfeita. Eu encontrei: Niemeyer, 100 anos, de Roberto Pompeu de Toledo. Acabo de lê-la. Na Veja.

A melhor década do cinema (8)

por Pedro Correia, em 22.12.07

ASSIM NASCE UMA ESTRELA
(A Star is Born, 1954)
Realizador: George Cukor
Principais intérpretes: Judy Garland, James Mason, Jack Carson, Charles Bickford, Tommy Noonan
"Obra-prima absoluta." (João Bénard da Costa)

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Palavras que odeio (66)

por Pedro Correia, em 22.12.07
Efebo

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Silent night, holy night...

por Corta-fitas, em 22.12.07
- Então, fofinho, e o que queres que o Menino Jesus te deixe no sapatinho, um Counter-Strike ou um Mortal Kombat?

O Natal é quando um homem puder

por Corta-fitas, em 22.12.07

Por entre destroços de gente já desaparecida, incapacitada pela doença ou separada, há cada vez mais pessoas à minha volta a resmungar entre dentes: "Detesto o Natal!"

Que mundo é este?

por Pedro Correia, em 21.12.07

No Alto Minho, um indivíduo atirou o próprio filho, com apenas três anos, contra uma parede, causando-lhe traumatismo craniano e múltiplas fracturas: a agressão só não teve consequências ainda piores devido à pronta intervenção das autoridades, alertadas pelos avós da criança. Algures em Espanha, um pai matou um filho de sete anos, suicidando-se de seguida. Na Alemanha, uma mulher assassinou a sangue-frio os seus cinco filhos. Carlos Morín, um ginecologista peruano condecorado no país de origem por “contribuir para a saúde sexual e reprodutiva da mulher”, acaba de ser detido: mantinha quatro clínicas em Barcelona onde chegavam a praticar-se abortos a grávidas de oito meses. Múltiplos casos, o mesmo padrão: um desrespeito total pelo valor da vida.
Que mundo “civilizado” é este que forjámos? A que grau de indiferença pelo próprio género humano já chegámos? Como sublinha o Papa Bento XVI na sua nova encíclica, Spe Salvi, "se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior, então não se trata de um progresso, mas de uma ameaça para o homem e para o mundo."
Nem mais.

Tal e qual

por Pedro Correia, em 21.12.07
Andava para escrever isto. Mas não é preciso: o Rui Castro já escreveu.

Satelite of love

por Cristina Ferreira de Almeida, em 21.12.07
Hoje tive a primeira discussão com o Joaquim. Falávamos, como sempre, do meu futuro e das opções que se me apresentam. Este é, aliás, o único tema que parece interessar-lhe. A certa altura, discordei do que me dizia e argumentei em defesa de outro rumo, mas a inflexibilidade do Joaquim apanhou-me de surpresa. Dei por mim a insistir no meu ponto de vista já sem querer saber do resultado, só para ver até onde ia a teimosia dele. Ia longe. Imperturbável, o Joaquim repetia a mesma frase, vezes sem conta. Foi quando lhe notei um tom metálico na voz de que ainda não tinha dado conta que senti que entre nós havia uma distância que nenhum mapa poderia ajudar a percorrer. Encostei na berma antes do cruzamento, a testa encostada ao volante, debulhada em lágrimas. A voz do Joaquim pareceu-me gelada: "Ao fim de 200 metros, vire à esquerda. Ao fim de 200 metros, vire à esquerda..."

Para todos, mesmo todos

por Corta-fitas, em 21.12.07

Hail! blessed Virgin, full of heavenly grace,
Blest above all that sprang from human race,
Whose heaven-saluted womb brought forth in one
A blessed Savior and a blessed Son.
O what a ravishment 't had been to see
Thy little Savior perking on thy knee!
To see Him nuzzle in thy virgin breast,
His milk-white body all unclad, undressed;
To see thy busy fingers clothe and wrap
His spraddling limbs in thy indulgent lap;
To see His desperate eyes with childish grace
Smiling upon His smiling mother's face;
And when His forward strength began to bloom
To see Him diddle up and down the room.
O who would think so sweet a Babe as this
Should ere be slain by a false-hearted kiss?
Had I a rag, if sure Thy body wore it,
Pardon, sweet Babe, I think I should adore it;
Till then, O grant this boon, a boon far dearer:
The weed not being, I may adore the Wearer.
.
Francis Quarles (1592-1644)
On the Infancy of Our Savior
Imagem: Gioto di Bondone
Cenas da Vida de Cristo: 1. Natividade, 1304-06
Fresco da Cappella Scrovegni, Padua

Só ele para me fazer ler sobre futebol

por Corta-fitas, em 21.12.07
Será Veiga o Harry Potter do Benfica? A resposta do Fernando Sobral, aqui

A melhor década do cinema (7)

por Pedro Correia, em 21.12.07

UM ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO
(A Streetcar Named Desire, 1951)
Realizador: Elia Kazan
Principais intérpretes: Vivien Leigh, Marlon Brando, Kim Hunter, Karl Malden
"A melhor interpretação feminina de sempre. Brando é perfeito neste filme, que contém alguns dos melhores diálogos já escritos por um americano." (Pauline Kael)

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Cinema Nostalgia (20)

por Corta-fitas, em 21.12.07

Não admira que nos anos 20 tivessem diabolizado o cinema. Ainda hoje estou convencida de que os meus primeiros pensamentos pecaminosos foram inspirados por filmes. Percebe-se porquê. Na minha escola só havia meninas e em casa não existiam irmãos para ao menos me poder familiarizar com a espécie. Mesmo que tenha seguido a cartilha de Freud à risca, a eventual atracção que senti pelo meu pai, aos nove anos já estava esquecida e resolvida. Nessa fase da minha vida o que eu via nele era mesmo um homem assexuado, tão desenxabido e confortável como um par de meias de lã. De modo que foi nos melhores cenários e com música de fundo que tive os meus primeiros encontros amorosos e as primeiras revelações sobre a natureza masculina. Tudo informação estereotipada? Claro que sim! Mas temos que começar por algum lado.
Não me importava ter que viver todos aqueles romances sempre com outra mulher de permeio. Afinal, se havia coisa em que me tinha especializado desde a mais tenra infância era em fazer de conta. Por isso, encarava com pragmatismo as vantagens de ser beijada pelo James Dean através da Natalie Wood, sobretudo quando os meus pais também estavam a ver. À força de tantos ensaios românticos, é claro que acabei por cair nas malhas da paixão e qual Judy Garland abraçada ao retrato de Clark Gable, também eu, no sossego do meu quarto, me declarei rendida aos encantos de alguns dos homens que conheci intimamente na tela. Warren Beatty foi um deles. Vi-o pela primeira vez na comédia dos anos 70, O Céu Pode Esperar - um remake de Heaven Can Wait de Ernest Lubitsch - e foi um coup de foudre! Com Reds (1981), um épico com a revolução russa em pano de fundo, provou-se que o nosso caso tinha futuro. (Só anos depois viria a descobri-lo em Bonnie and Clyde (1967) e Esplendor na Relva (1961) uma película inesquecível em que o encontramos tão jovem que mal descortinamos o sex-symbol que anos depois lhe renderia o título de solteiro mais cobiçado de Hollywood).
Robert Redford (na foto), que ainda hoje considero um dos homens mais bonitos de sempre, foi outro caso de paixão. Quando começou o nosso idílio? Não sei, mas gosto de o recordar em O Nosso Amor de Ontem (1973), um filme nostálgico de Sydney Pollack (Redford foi o seu actor fetiche). Porém, O Grande Gatsby (1974) foi talvez o filme que mais explorou a sua fotogenia. Em A Golpada (1973), Os Homens do Presidente (1978) e O Candidato (1972) Redford provou-nos que se não fez carreira à margem da sua beleza, também não desejou construí-la à sua custa, circunstância que lhe rendeu, naturalmente, ainda mais encanto.
Mas, confesso, houve outros: Steve Mcqueen, precocemente desaparecido, mas eternamente sedutor, foi um deles. Lembro-o em O Grande Mestre do Crime (1968), Papillon (1973), mas principalmente em Amar um Desconhecido (1963), num dos raros papéis que lhe permitiu explorar uma fragilidade e um desamparo que raramente lhe adivinhávamos e que lhe ficava tão bem.
Paul Newman, esse, tinha um charme adicional. Apesar de ser um dos actores mais bonitos e talentosos da sua geração, manteve-se a vida inteira ligado à mesma mulher, Joanne Woodward, sem que constassem rumores acerca de eventuais escapadelas. Quantos saberão amar assim? Recordo-o sobretudo em Gata em Telhado de Zinco Quente (1958), no Hitchcock de A Cortina Rasgada (1966), mas muito especialmente em Corações na Penumbra (1962), onde interpreta na perfeição o papel de um gigolo atormentado pela sua própria fraqueza de carácter.
Encantada, segui os meus homens com devoção. Atrás destes vieram outros, extraídos aqui e ali de várias gerações de actores. Espiei-os muitas vezes em circunstâncias que nunca terei oportunidade de testemunhar fora de uma sala de projecção. Na guerra, em várias situações limite, fui uma observadora atenta dos seus gestos, das suas idiossincrasias. E se o cinema me levou a idealizá-los também me ajudou a percebê-los melhor.
Só falei de gringos? Naturalmente. A indústria cinematográfica apanhou-me numa fase da vida em que a minha consciência crítica relativamente ao imperialismo americano deixava muito a desejar. Os rendez-vous na cinemateca viriam a acontecer mais tarde, mas já sem a chama dos meus primeiros tempos de cinefilia...

Personalidade nacional de 2007

por Corta-fitas, em 21.12.07
Votámos e ele ganhou. Com maioria. Temos a fama de criticar o Governo e o seu Primeiro-Ministro (e o proveito também, diga-se de passagem), mas é impossível e não seria honesto contornar o incontornável: José Sócrates foi a personalidade nacional de 2007. Não por ter sido a mais parodiada pelos Gato Fedorento (embora isso tenha ajudado) mas por tudo o resto que sabemos.
Ele começou 2007 com um momento crítico para a sua imagem pessoal e acabou-o com uma presidência da UE que cumpriu integralmente os difíceis objectivos que lhe tinham sido traçados. Em suma, passou em apenas um ano de político forçado a justificar as suas habilitações ao povo a estadista que abraça familiarmente os outros Chefes de Estado e é entrevistado pela imprensa internacional.
Em paralelo, insistiu em percorrer o País apesar de muitas vezes vaiado, anunciando projectos e obras. Viu o PSD mudar de líder, sem que até agora essa mudança lhe tenha causado alguma mossa na popularidade. Adiou os dossiers que podiam chamuscá-lo e multiplicou-se em aparições televisivas sempre que isso lhe foi favorável. Como escreveu Rui Ramos, «Sócrates chega ao fim do ano sem oposição». Isso não é mérito seu? Também será. Porque é ele quem pragmática e politicamente ocupa um espaço que retira aos outros a sua margem de manobra. E é também ele quem mina e armadilha o território dessa oposição, muitas vezes entretida com tiroteios internos.
Por tudo isto e mais que me tenha esquecido de incluir, o Corta-Fitas deu-lhe o seu voto. Mas foi só este, hem? Nada de confusões.

Palavras que odeio (65)

por Pedro Correia, em 21.12.07
Sinergias

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Sexta-feira de abrir o apetite

por Corta-fitas, em 21.12.07
Padma Lakshmi, fotografada para a Vanity Fair

Have yourself a merry little friday...

por Corta-fitas, em 21.12.07

É isto o trabalho de Área Projecto do governo?

por Cristina Ferreira de Almeida, em 20.12.07
À partida evito discutir gostos, mas a verdade é que não costumo ser eu a pagar estas coisas. Neste caso, e já que estou a pagar, importam-se de me dizer quem é que inventou esta parolice? E de fornecer biombos para nos escondermos atrás com vergonha cada vez que um turista olha para estes cartazes?

Só um comentariozito sff

por João Távora, em 20.12.07
Ó Cristina, eu quando me reencontro com a rapaziada da minha criação costumo exclamar: “Bolas, o que o tempo faz às pessoas!!!" E depois rimo-nos a bom rir... isto tudo porque os homens não choram.

Coisas que arruinam o dia a uma rapariga

por Cristina Ferreira de Almeida, em 20.12.07
Sempre procurei dar-me com pessoas de boa índole. Por isso, quando encontro alguém que não vejo há muito tempo e digo "estás na mesma", a pessoa costuma retribuir com "tu também". Mas às vezes isso não acontece, e arruina-me o dia. "Estás na mesma", insisto, com os olhos cravados na pessoa que, muitas vezes, está um caco. Nada. "Mas tu, estás na mesma", espanto-me eu, depois de um bocadinho em que não ouvi nada do que a pessoa disse, cega pela dúvida. Agradecimentos, sorrisos e nada. "É incrível como não mudaste nada", volto eu à carga, já no final da conversa e armada com o meu ar mais gaiato. A pequena percentagem que chega a esta fase acaba por morrer às minhas mãos, julgo que de puro cansaço: "Tu também"!
Lembro-me de, quando era pequena, pela mão da minha avó, cruzarmo-nos com senhoras da sua idade e de a minha avó sorrir e murmurar entre dentes: "Não sou só eu que estou velha..." Pois não, avó.

Em defesa do referendo que não haverá

por Pedro Correia, em 20.12.07
Paulo Portas esteve bem ao defender o referendo europeu, reiterando a promessa eleitoral do CDS nesta matéria. Demarca-se assim, à direita, dos ziguezagues do PSD, cada vez mais incompreensíveis. Questão diferente seria saber como votaria Portas num putativo referendo, já que sobre a Europa o actual líder "popular" já disse tudo e o seu contrário. Mas isso acaba por não ser um problema para ele, pois não haverá referendo nenhum.




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