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Palavras que odeio (71)

por Pedro Correia, em 29.12.07
Amofinar

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Estrelas de cinema (10)

por Pedro Correia, em 29.12.07

A VIDA DOS OUTROS *****

O melhor filme que vi este ano foi A Vida dos Outros, de Florian Henckel von Donnersmarck. Uma dilacerante visita ao interior de um sistema totalitário, na defunta República "Democrática" Alemã. Toda a trama gira em torno de um oficial da polícia política de Berlim-Leste, especializado em devassar a vida íntima de intelectuais suspeitos - e para se ser suspeito bastava possuir uma vulgaríssima máquina de escrever. A evolução interior desse oficial, brilhantemente interpretado pelo actor Ulrich Mühe, é-nos mais sugerida do que revelada à medida que se vai diluindo a sua fé no sistema, que de democrático nada tinha e de "socialista" apenas conservava o rótulo, destinado a caucionar novas e mais penosas formas de opressão. É um filme denso, de tons soturnos e atmosfera quase asfixiante, que nos traça um retrato impiedoso do "socialismo real", ainda alvo da inexplicável devoção de alguns nostálgicos. Mas é também um filme que nos devolve alguma esperança na natureza humana, capaz de se rebelar contra um Estado iníquo, que transforma cada cidadão num prisioneiro ou num delator.
Todos os desempenhos são notáveis - sobretudo o de Mühe, falecido poucos meses após a conclusão do filme, sem dúvida uma das obras-primas desta década. Justamente galardoado com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood.

Titulo original: Das Leben der Anderen (Alemanha, 2006). Realizador: Florian Henckel von Donnersmarck. Principais intérpretes: Ulrich Mühe, Sebastian Koch, Christa-Maria Sieland.

Escrever bem, escrever mal

por Pedro Correia, em 28.12.07

Como se escreve bem, como se escreve mal?
Para desfazer dúvidas, Dennis Dutton, director da revista norte-americana Philosophy and Literature, inaugurou em 1996 um concurso anual de Pésima Escrita, estimulando os leitores a fornecerem exemplos de prosa mal redigida, cheia de um pedantismo insuportável ou simplesmente incompreensível. No fundo, aquilo que ele próprio contestava em muitos professores de literatura, que polvilham os textos de “uma filosofia absurda” com verniz pseudo-cultural.
Em 1999, a vencedora do Concurso de Péssima Escrita foi Judith Butler, feminista e marxista que alguns colegas consideravam “uma das mais importantes pensadoras da América”.
Segue o texto, com a devida vénia. À consideração de todos os leitores.
“A mudança de um registo estruturalista no qual o capital é entendido como estruturador das relações sociais de maneiras relativamente homólogas com vista à hegemonia na qual as relações de poder são sujeitas à repetição, convergência e rearticulação, trouxe a questão da temporalidade para o pensamento da estrutura e marcou uma mudança de um tipo de teoria althusseriana, que trata as totalidades estruturais como objectos teóricos, para outra na qual as perspectivas da possibilidade contingente da estrutura inauguram uma concepção renovada da hegemonia, ligadas com os lugares e estratégias contingentes da rearticulação do poder.”
Foi um prémio merecido, tenho a certeza. E pensem bem se não leram já outros textos que merecessem também um galardão deste género…

Mais Sexta-feira

por João Távora, em 28.12.07
Gosto do aspecto salutar e sociável das moçoilas que o Pedro Correia nos oferece aqui em baixo. Gosto do "boneco" desta Sexta-feira pois vai contra uma corrente (com enorme expressão numa certa facção masculina) para a qual mulheres atraentes têm que ter uma pose contorcida e expressão de heroinómanas - ou olhos de “carneiro mal-morto”.
À laia de bónus aqui vai uma miúda gira que além do “mais” canta bem que se farta: Emmy Rossum. E digam lá mal agora...

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Sexta a dobrar

por Pedro Correia, em 28.12.07

Brigitte Bardot e Jane Birkin
..........................................
Imagem roubada ao Der Terrorist

Em tempo de balanço

por Pedro Correia, em 28.12.07
A melhor análise do ano feita na blogosfera portuguesa. Aqui, aqui e aqui.

E a mais original. Aqui.

A importância da História

por João Távora, em 28.12.07
Miguel Castelo Branco no seu Combustões, um verdadeiro serviço público de que não prescindo visita regular, propõe o voto em Rui Ramos no inquérito aqui ao lado. E eu concordo. Por mim escolheria sempre um cronista que estabelecesse a relação dos acontecimentos presentes com a História. Com a História ciência, independente de mesquinhos preconceitos ou da propaganda oficial do regime.

A melhor década do cinema (13)

por Pedro Correia, em 28.12.07

INTRIGA INTERNACIONAL
(North by Northwest, 1959)
Realizador: Alfred Hitchcock
Principais intérpretes: Cary Grant, Eva Marie Saint, James Mason, Leo G. Carroll, Jessie Royce Landis, Josephine Hutchinson, Philip Ober, Martin Landau
"Só cenas memoráveis, umas atrás de outras." (Leonard Maltin)

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O Eixo do Mas

por Pedro Correia, em 28.12.07
A brigada do mas volta à carga. Benazir Bhutto foi morta, pelo menos outras 14 pessoas foram assassinadas com ela, há que condenar, etc. Mas. E mas. E mais mas. A internacional terrorista agradece a compreensão de tão boas almas.

Palavras que odeio (70)

por Pedro Correia, em 28.12.07
Palimpsesto

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Benazir Bhutto (1953-2007)

por Pedro Correia, em 27.12.07

Era, devemos reconhecer agora, uma morte anunciada: ela tinha a cabeça a prémio. Mesmo assim, não virou a cara aos desafios nem abandonou o povo paquistanês, que nela confiava. Foi assassinada de modo infame e cobarde - é a mais recente vítima da internacional terrorista, cada vez mais ramificada. Por isto me custa engolir a frase de Mário Soares: "Os terroristas são seres humanos como nós."
Olhe que não, doutor Soares. Olhe que não.

Os terroristas são tão humanos como nós

por Pedro Correia, em 27.12.07
Vi há dias, pela primeira vez, o programa da RTP O Caminho Faz-se Caminhando. E de facto lá iam eles, Mário Soares e Clara Ferreira Alves, caminhando. Chegaram a Córdova, onde lhes deu para falar muito de religião. A Clara nem parecia o mesmo espírito acutilante do Eixo do Mal, em que costuma contestar tudo e todos. Chegou até a pedir desculpa por fazer uma pergunta ligeiramente incómoda a Soares, assumindo-se como "advogada do diabo". Exagero dela. Soares, imperturbável, falava com a imodéstia que sempre o caracterizou - "Sou um homem do iluminismo, do enciclopedismo" - enquanto defendia doses urgentes de tolerância para solucionar os mais graves problemas mundiais. A tolerância só se desfez quando visou o inquilino da Casa Branca, insurgindo-se contra o "flagelo que foi para a América, e para o mundo em geral, o presidente Bush". Já em relação ao extremismo islâmico, mostrou-se mais compreensivo: "Os terroristas são seres humanos como nós."
Por estas e por outras - e não por causa da idade, como alguns disseram - é que só teve 15% na eleição presidencial de 2006. Se fosse hoje, teria ainda menos. Não devido à idade, mas devido às ideias: ao pé dele, Francisco Louçã parece um tranquilo social-democrata. Aposto que Soares ainda há-de admoestá-lo (odeio esta palavra) pela sua crescente moderação.

A melhor década do cinema (12)

por Pedro Correia, em 27.12.07

QUANDO A CIDADE DORME
(The Asphalt Jungle, 1950)
Realizador: John Huston
Principais intérpretes: Sterling Hayden, Jean Hagen, Louis Calhern, Sam Jaffe, Marilyn Monroe
"Introdução da tragédia grega no romance policial." (André Malraux)

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Palavras que odeio (69)

por Pedro Correia, em 27.12.07
Mourejar

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Campanha de solidariedade?

por Corta-fitas, em 27.12.07

Sarko e Bruni, Bruni e Sarko. Há dias que não paro de ler notícias sobre os dois em tudo quanto é sítio. Bem sei que os amores dos famosos e poderosos são sempre um prato muito apetecido para a Imprensa de todas as cores, mas esta insistência e o destaque que lhes têm dado com manchetes e páginas abundantemente ilustradas nos jornais mais respeitáveis começa a cheirar-me a algo mais. Estaremos em campanha pela recuperação da imagem, nada sexy, de homem traído e descartado, nem um pouco consentânea com a do político de sucesso com fãs arregimentados em todo o lado, a começar pelos media?

O melhor blogue do ano

por Pedro Correia, em 26.12.07

Há blogues e blogues. Há aqueles que nos suscitam alguma curiosidade e logo nos desiludem - pela verborreia, pela irrelevância, pela falta de coerência interna, por serem intermitentes ou simplesmente mal escritos. E há aqueles a que voltamos sempre, como um vício bom. Pelos motivos contrários aos anteriores: prendem-nos pelas ideias, pelo estilo, pela escrita, pela graça, pela irreverência. É o caso do Blasfémias, que elegemos como blogue do ano. Não por unanimidade - é raro haver unanimidade entre nós - mas por uma "expressiva maioria", como se diz na gíria política. O Blasfémias é um blogue dinâmico e atento à realidade, funcionando a um ritmo jornalístico. É um blogue que preza as ideias, sem ser necessariamente um blogue doutrinário ou ideológico, já que constitui um ponto de reunião de pessoas que pensam de maneira diferente, embora com afinidades evidentes. É um blogue muito interventivo: não esperamos dele aquele género de neutralidade muito cómoda, muito à portuguesa. É um blogue que faz jus ao nome: o espírito crítico é uma das suas imagens de marca. É um blogue interactivo: ao contrário de outros, permite comentários. E é sobretudo um blogue que preza a língua portuguesa: a qualidade da escrita é um dos seus maiores traços distintivos.
Razões mais do que suficientes para nos levarem a eleger este que já se tornou, com todo o mérito, um clássico da nossa blogosfera. Parabéns a todos quantos lá escrevem.

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As leis do mercado (5)

por Corta-fitas, em 26.12.07

Diz-se que a nossa cultura, cada vez mais hedonista, está a condenar as pessoas feias e deselegantes à solidão. Nada mais falso. Para esses o mercado está sempre assegurado pelos verdadeiros apreciadores da tranquilidade.

A melhor década do cinema (11)

por Pedro Correia, em 26.12.07

UM LUGAR AO SOL
(A Place in the Sun, 1951)
Realizador: George Stevens
Principais intérpretes: Montgomey Clift, Elizabeth Taylor, Shelley Winters, Anne Revere, Keefe Brasselle, Fred Clark, Raymond Burr
"Tocante e memorável." (New York Times, 1951)

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Palavras que odeio (68)

por Pedro Correia, em 26.12.07
Escaninho

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Por SMS...

por Rodrigo Cabrita, em 26.12.07
24/12/2007 às 23:30:40 Teresa disse:

"FELIZ NATAL, Rodrigo. Acabámos de jantar e como diz o meu Pedro: Uma consoada deliciosa! É tão bom ver os meus filhos assim felizes! Estão ansiossímos que o Pai Natal chegue esta noite e desta vez a mãe também não foi esquecida. Estou muito feliz e grata, pois voltei a ter esperança. E muita grata ao Rodrigo e a TODOS os que nos ajudam. Obrigada por dar um sorriso à nossa vida e por dar esta felicidade aos meus filhos. FELIZ NATAL e beijinhos!"

25/12/2007 às 19:18:06 Teresa disse:

"A ansiedade fez a Cátia acordar às 4:00 da manhã. Quase fui apanhada! Às 7:00 já todos estavam aos gritos que o Pai Natal tinha chegado. Foi uma autêntica explosão de alegria. Maravilhoso e inesquecível! Até o Ivan pulava com os brinquedos. Estamos muito felizes, eufóricos e maravilhados. Obrigado e beijinhos a todos os que nos ajudaram."


O Natal já passou mas ainda podemos fazer muito pela Teresa e sua família. Estamos a meio do caminho. Conseguiremos, TODOS sem excepção, dar a esta história um final feliz?




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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