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Os extremos tocam-se

por João Távora, em 05.11.07
A respeito desta polémica, acho sinceramente que estão bem um para o outro, estes dois verdadeiros clowns da blogosfera (e não só).

As leis do mercado (2)

por Corta-fitas, em 05.11.07

Necessidade de um pai protector? As teorias de Freud já estão um pouco ultrapassadas. Quando as mulheres investem numa relação séria com um homem muito mais velho estão a comprar anos de juventude, pois garantem que aos olhos do seu consorte nunca deixarão de ser eternas meninas. Isso, nos tempos que correm, não é coisa que se despreze.

Não há bela...

por Francisco Almeida Leite, em 05.11.07
Sobre o inquérito que decorre na nossa barra lateral, urge (detesto a expressão) dizer o seguinte: não votei ainda e tenho algumas dificuldades em escolher uma daquelas figuras. Mas, apesar de tudo, vou meditar mais uns dias porque estou entre a Ana Lourenço e a Adelaide Sousa. Mas desde já adianto que não as acho assim do outro mundo...

Fora de série (13)

por João Távora, em 05.11.07

Há poucos anos, com o advento do DVD, recuperei cá para casa o humor rock n’ roll d' Os Marretas, que já no final dos anos setenta aligeirara o fosso geracional na casa dos meus pais, juntando toda a família ao serão dos Domingos. Essa meia hora mágica situava-se entre a costumeiro jantar de suculento frango assado e a acabrunhada preparação da nova semana de aulas que ameaçadoramente despontava.
“Os Marretas” foi uma genial série de televisão americana estreada em 1976 da autoria de Jim Henson e sua trupe de prazenteiros manipuladores e criadores de bonecos. Jim Henson, que nos deixou prematuramente em 1990, já tinha no curriculum a colaboração regular dos seus bonecos no prodigioso programa educativo Rua Sésamo desde 1968, e desde 1961 num obscuro show humorístico "Sam e os Seus Amigos" onde já pontificava um simpático boneco “peúga”, talvez a génese do celebradíssimo sapo Cocas.
A inconcebível colecção desta mágica fábrica de "fantoches" num frenético ritmo rock, às vezes bem psicadélico, foi crescendo em tamanho e graça: do minimal felpudo “fole” dançarino, da peúga falante ao urso Fozie - o inseguro aprendiz de comediante, passando pelo caótico Gonzo e toda a sorte de animalejos e objectos.
Naquela desregrada "companhia teatral” todos os personagens - e alguns dos adereços - têm vida e personalidade muito próprias. Podemos ver umas alegres Couves e outros legumes a dançar folclore polaco, os ratos, baratas e demais bicharada residente a exigir um aumento de cachet ao sapo Cocas, o inabalável director e apresentador daquela literalmente explosiva empresa. Este tem como braço direito o influente moço de recados Scooter, sobrinho do dono da sala de teatro. E que dizer dos velhotes Statler e Waldorf, sempre teimosamente insatisfeitos, no alto do seu camarote? E do Sam, a moralista e inquisidora águia americana?
Durante os endiabrados espectáculos, Cocas lá vai mantendo a calma no meio do caos, mantendo o alucinante ritmo das variedades, sempre com um convidado (muito) especial. Entrevistou por exemplo Julie Andrews, enquanto a troupe do Canhão Humano se preparava para disparar uma vaca (verdadeira). Salva-a do expulsivo destino Gonzo (enigmática espécie animal) que negligenciando a sua bem amada Camila (uma galinha) enamora-se arrebatadamente pela vaca com quem desaparece para um jantar romântico. Em abono da verdade, tartes espetadas na cara, trambolhões e violentas explosões num humor assim “inteligente” apenas encontrei nos "Monty Python" e n' "Os Marretas".
Do sapo Cocas ao jazzístico e imperturbável saxofonista Zoot, todos os personagens possuem um sólido carácter e profundidade “humana” (?!), expressa com mestria no desenho, voz e manipulação daqueles inimagináveis bonecos, de cores mirabolantes de olhos piscos e desmesuradas bocas. O humor nonsense impera n’ "Os Marretas", a par com os convidados especiais ao momento “na berra” do Show Business. E música, muita boa música Jazz, Folk e Rock n’ roll, numa impecável interpretação da extraordinária banda residente liderada pelo Dr. Teeth nas teclas, com o Monstro na bateria, o Floyd à guitarra, e a doce Jenice a cantar, por entre os minimais solos de saxofone de Zoot. Um verdadeiro tributo à boa música popular. Ou também à música erudita, pelas patas do carismático Rowlf, o cão pianista. É obrigatória uma referência à Miss Piggy, que nunca me seduziu por aí além. Talvez por sempre me ter parecido uma personalidade demasiadamente colada à de tantas caricaturas vivas da existência real.
Foi com "Os Marretas" que consegui detectar o pezinho maroto do meu pai, no alto do seu sofá, a bater o ritmo do rock mais pesado. E a rir-se à gargalhada com os chavões dum tempo que definitivamente já não era o dele. Talvez por isso, eu tenha promovido em casa, com os meus miúdos, o culto destas fabulosa série. E que obteve uma adesão incondicional, o que confirma que o bom gosto é mesmo intemporal.
À parte das “longas metragens”, onde nunca consegui vislumbrar a qualidade dos curtos episódios temáticos (ou não) para a TV, estão disponíveis no mercado algumas colectâneas ou programas especiais que são autenticas preciosidades, hinos à inteligência e à gargalhada salutar. Aconselho vivamente, por exemplo, a Gala Especial dos 25 anos dos Marretas, onde se encontram juntas algumas das mais singulares e históricas pérolas do sapo Cocas e companhia.

3 fotografias

por Corta-fitas, em 05.11.07



Dalai Lama em Lisboa. Sem dúvida o principal momento deste ano para mim. Autora: Alexandra Silva.

Nas colunas

por Corta-fitas, em 05.11.07

Maria de Medeiros, «Sentimental»

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Aniversário

por Corta-fitas, em 05.11.07
Hoje é o meu dia de anos. Aqui fica uma lista de 10 coisas que não voltarei a fazer, todas elas associadas à minha juventude. Se quiserem partilhar a vossa, estejam à vontade:
1. Uma corrida de carrinhos Matchbox no muro de um terraço alto.
2. Rebentar bombas da China de 5 paus ao lado de gatos adormecidos.
3. Andar numa praia deserta a falar sozinho num dia de chuva escassa mas grossa.
4. Ouvir responder que sim, quer namorar comigo, e depois ficar tudo na mesma mas poder contar ao melhor amigo.
5. Uma batalha de pinhas (sem pinhas verdes) e torrões de terra.
6. Viajar de comboio sem saber onde vou sair, algures a meio do caminho.
7. Achar que todos os mais velhos que encontro têm algo a ensinar-me.
8. Acampar com os amigos e dormir ao relento em plena floresta.
9. Sentar-me à mesa do almoço apenas com os pais e os irmãos e ser dia de cozido.
10. Ter 3 meses de férias e queixar-me que só me apetece que terminem.

Domingo

por João Távora, em 04.11.07
Evangelho segundo São Lucas Lc 19, 1-10

Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

Da Bíblia Sagrada

Este ditador vem a Lisboa (3)

por Pedro Correia, em 03.11.07

Teodoro Obiang Nguema.

Presidente da Guiné Equatorial desde 1979. Tem 66 anos.
A antiga colónia espanhola, que se tornou independente em 1968, tem sido governada em família: o anterior ditador, Francisco Macias Nguema, governou com mão de ferro até ter sido deposto pelo sobrinho, que desde então se mantém no poder em Malabo. Para que não restassem dúvidas sobre quem mandava, decidiu executar o tio. Perseguiu adversários políticos, autorizou a tortura e instalou um dos mais corruptos aparelhos de Estado de toda a África. Segundo a revista Forbes, é o oitavo governante mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em 600 milhões de dólares.
Em 1992, pressionado pela comunidade internacional, anunciou a instauração da "democracia" no país. Mas todos os escrutínios foram desde então manchados por enormes fraudes eleitorais. A vitória, evidentemente, cabe sempre ao Partido "Democrático", do ditador, que controla 98 dos 100 lugares do "parlamento" e se habituou a governar por decreto. Em 2002, foi "reeleito" para um novo período de sete anos, com 99,5% dos votos. Segundo a Amnistia Internacional, este país é um dos piores do continente em matéria de violação dos direitos humanos.
A liberdade de imprensa, prometida na Constituição, nunca existiu. Hossanas ao líder são constantes nos relatos jornalísticos, quase na totalidade dependentes do Estado. Há tempos, com o tom mais sério, a rádio oficial anunciou que o ditador estava "em permanente contacto com Deus Todo-Poderoso" e que "pode decidir matar quem quiser sem prestar contas e sem ir parar ao inferno".
Obiang Nguema é um déspota. Portugal prepara-se para recebê-lo com todas as honras.

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Palavras que odeio (24)

por Pedro Correia, em 03.11.07
Epistemologicamente

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Do amor ao preconceito

por João Távora, em 03.11.07
Acompanho habitualmente os escritos do Filipe Nunes Vicente no Mar Salgado com interesse mas sem grande sobressalto. Suponho aliás que conheço bem a genealogia do seu pensamento.
Assumindo-me como um convicto pessimista antropológico, defendo o livre arbítrio e a liberdade individual como valores fundamentais, aliás como fórmula única de sustentabilidade das minhas poucas certezas. Aceito com naturalidade o risco existencial proporcionado pelo pensamento livre.
Vem isto a propósito do último post da sua refinada série ODI ET AMO, onde uma vez mais se põe em causa a relação do casal no compromisso matrimonial, aqui apelidado de relação “de longa duração”. Pergunto-me se a questão do FNV não estará habilidosamente inquinada quando este aponta como primordial motivação (aliás ironicamente hedonista) para o casamento tradicional “a garantia de uma companhia para a velhice”... Quem garante a quem uma velhice "com companhia" num casamento "para a vida"? Porque raio estará vedada ao mais intrépido pinga-amor uma companhia para o ocaso da sua peregrinação terrena? O que é que o salva de uma existência medíocre? Cuidado com os preconceitos, Filipe, que nos podem toldar a eficácia do raciocínio. Fala a experiência.
Tenho para mim que o casamento e a família decorrente são compromissos sérios, muito mais ricos e complexos do que um simples relacionamento erótico a dois. Depois, consta que essa opção (casamento) não é obrigatória! E que a felicidade decorre mais profunda das conquistas e dos prazeres diferidos do que de estimulantes e efémeros troféus narcísicos. Mas, de facto, cada um sabe as linhas com que se cose.

O país real vai ao cinema

por João Távora, em 02.11.07
Hoje, no telejornal da hora do almoço, era confrangedora a amostra de povo reunido pela causa da estreia de "Corrupção", o grande evento deste coitado país. Engalanado para a soirée cultural da sua vida, sempre pronto a opinar ao primeiro microfone à vista, o povo roncou as suas sagazes opiniões sobre a virtuosa obra: "está um pouco diferente do livro", "eu não li o livro todo", uma "denúncia do país e do futebol que temos". O cinema português conquistou finalmente as massas.
Por mim, quase acabo a simpatizar com o mais bem sucedido cacique da “bola” da nossa praça.
Triste sina esta, desta gente moralista, invejosa e mexeriqueira, que descobre no espectáculo da transgressão alheia a redenção da sua mediocridade.

Sexta-feira a dobrar

por Corta-fitas, em 02.11.07


Com e sem a cosmética do Photoshop: Juliana Paes

"Que dia da semana é hoje, amiguinhos?"

por Cristina Ferreira de Almeida, em 02.11.07
Rachel Weisz fotografada por Annie Leibovitz para uma campanha da Walt Disney

Pedido de auxílio

por Corta-fitas, em 02.11.07
Neste momento a atravessar o Tejo em direcção a Lagos, não faço a mínima ideia onde almoçar, aí a meio caminho. Agradeço as vossas sugestões, desde que cheguem dentro da próxima hora. Bem hajam e prometo pensar em vós com todo o carinho durante a digestão.

Porque hoje é sexta-feira

por Corta-fitas, em 02.11.07

Porque hoje é sexta-feira, pensemos um pouco neles. No que os preocupa e preenche, recorrendo às honestas palavras de quem sabe do que está a falar:

A mulher de bunda bonita mesmo de frente está sempre de costas. – Arnaldo Jabor

São ou não são todos iguais?? :)))))

A Estranha em Mim

por Maria Inês de Almeida, em 02.11.07
Eu sei que o filme “Corrupção” já estreou e que as expectativas de bilheteira são elevadas… mas não deixem de ir ver “A Estranha em Mim” (The Brave One) de Neil Jordan.
Jodie Foster, numa das suas melhores prestações em cinema, dá vida a Erica, uma mulher que tem um programa de rádio onde grava os sons de Nova Iorque. Numa noite em que passeia com o seu noivo e com o cão pelo Central Park, ambos são agredidos violentamente e só ela sobrevive. Fragilizada, decide comprar uma arma e começa a mudar o seu comportamento. "Like the city, I belong to the living dead, I am a corps that still breathes, a wretch condemned to walk streets and pavements that can only remind me of my filth and my defeat".
Como serão os sons que passamos a ouvir depois da perda ou do roubo da felicidade?

Palavras que odeio (23)

por Pedro Correia, em 02.11.07
Hebdomadário

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Doris Lessing: testemunha da História

por Pedro Correia, em 01.11.07

Nunca li nenhuma obra de Doris Lessing, a escritora britânica agora galardoada com o Prémio Nobel da Literatura. Mas gosto da imagem desta senhora de 88 anos, dona de uma invejável vitalidade, que posa para as objectivas fotográficas sem receio de exibir as rugas. Tem a expressão serena e determinada de quem já viveu muito mas ainda não viveu bastante, de quem já deixou muitas ilusões pelo caminho mas ainda não as perdeu por completo. Uma lição de vida nesta era em que só a “imagem” conta – a imagem de uma falsa juventude alardeada em todas as capas de todas as revistas por “empresárias” e “empresários” que nunca tiveram empresa alguma, por “organizadoras” e “organizadores” de “eventos” que nem sabem muito bem explicar o que isso é, por “relações públicas” que se limitam a exibir o seu próprio vazio intelectual.
Doris Lessing fixa as câmaras de frente. Não disfarça a idade, não esconde as marcas do tempo, desfia as memórias de uma longa existência que acompanhou grande parte do turbulento século XX – talvez o mais tumultuoso da História – que lhe serviu de matéria ficcional. Nasceu num país então chamado Pérsia – hoje o Irão dos aiatolás, onde os patrulheiros islâmicos detêm pares de namorados que ousam entrelaçar as mãos em público. Viveu largos anos na Rodésia do Sul – hoje o espectral Zimbábue desgovernado pelo demencial Robert Mugabe que se prepara para ser recebido com todas as honrarias e todas as mordomias em Lisboa. Viveu o melhor e o pior da História: viu, ouviu, leu, escreveu, continua a dar testemunho do que a rodeia. Percebe-se que a idade, para ela, pouco mais é do que uma data inscrita no bilhete de identidade.
Gostei das recentes declarações de Doris Lessing ao suplemento dominical do El País. Gostei de perceber que a autora galardoada com o Prémio Nobel 2007 não se mantém em silêncio perante as injustiças. Ouçamos o que ela diz sobre o Irão, a antiga Pérsia agora novamente mergulhada nas trevas medievais em matéria de costumes: “Odeio o Irão, odeio o governo iraniano, é um governo mau e cruel.” Ouçamos o que ela diz sobre o infortunado Zimbábue, a antiga Rodésia do Sul que chegou a ser o celeiro da África Austral: “Neste momento, as pessoas morrem de fome neste país que dava de comer a toda a região, onde havia cultivo de todo o género.” Cita uma amiga lá residente que se queixa de passar “uma semana inteira sem água, quatro dias sem electricidade”, da ausência dos alimentos mais básicos. “Não há pão, não há batatas...”
Passa-se fome no Zimbábue, país destruído pelo capricho de um déspota sem escrúpulos ainda tolerado pelas chancelarias ocidentais. As mulheres são cidadãs de segunda na detestável teocracia iraniana. Doris Lessing, ao contrário de alguns dos seus pares, sempre prontos a confraternizar com ditadores, não cala estas verdades incómodas. Honra a classe intelectual a que pertence, honra a academia sueca que a premiou.
Ainda não li nenhum livro dela. Vou lê-la sem mais demora.


Publicado no DN

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Dúvida

por Francisco Almeida Leite, em 01.11.07
Continuo sem saber a razão ponderosa (odeio a expressão) para Fernando Ulrich não ter aceite as duas garrafas de champanhe que Joe Berardo lhe ofereceu, em directo, no programa Prós e Contras da RTP1. Eu sei que um defende os interesses do BPI , a que preside, e que o outro defende os seus como terceiro maior accionista individual (acho que é isto). Eu sei que há um mundo entre os dois, eu sei que quase tudo os divide. Não têm nada a ver social ou politicamente. Mas dizem todas as regras que a cavalo dado não se olha o dente. Ulrich, como um senhor que é, devia ter aceite a generosa oferta, mesmo que ela representasse uma jogada de marketing estratégico da parte de Berardo. Em televisão há coisas terríveis. Em directo mais ainda.



Corta-fitas

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