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Tendências, sim. Fretes, não

por Duarte Calvão, em 28.04.07
Há uns tempos, quando ficou claro que a Prisa queria tomar conta da Media Capital, lembro-me de comentar com amigos que achava bem, porque ia finalmente haver uma clarificação sobre as tendências dos órgãos de Comunicação Social em Portugal, tal como acontece em Espanha, mas também em democracias mais maduras como a Inglaterra (por exemplo, Guardian, pró-trabalhista, Times, pró-conservador) ou França (Monde, socialista, Figaro, gaulista), e íamos deixar de ter uma falsa independência, que, aliás, só beneficia a esquerda, já que a grande maioria dos jornalistas identifica-se com ela. É verdade que na Espanha de hoje se exagera, confundindo tendência com jornalismo de fretes. Espero que por cá seja diferente e que a direita também crie, tal como aconteceu noutros países, os seus jornais de tendência. Acho até que essa clarificação trará mais leitores, tanto aos jornais mais à esquerda como aos mais à direita. Se houver espaço para jornais verdadeiramente independentes, tanto melhor. O mercado é livre.
Curiosamente, o único jornal que em Portugal se assumiu como de tendência tinha o nome de O Independente, mas viu-se que era apenas um projecto conjuntural de afirmação de uma ala do CDS contra o PSD de Cavaco SIlva. Antes, também o Semanário foi um projecto conjuntural da direita para derrubar o Bloco Central. Atingidos os respectivos objectivos, estes projectos morreram. Falta agora a direita pensar a sua intervenção na Comunicação Social a longo prazo, mas não caindo na tentação do jornalismo de fretes e do imediatismo. Pensar que Pina Moura e os socialistas, portugueses ou espanhóis, vão arrepiar caminho é perda de tempo. Esperar que Cavaco exerça o seu poder moderador perante abusos da maioria, já se viu que também é perda de tempo. E já nada causa escândalo à "opinião pública" portuguesa, que nem sequer está historicamente habituada a independências na imprensa. A Comunicação Social é, cada vez mais, com o advento das televisões privadas, o principal campo de batalha político.

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Referendo à vista

por Luís Naves, em 28.04.07


Penso que está definitivamente esclarecida a questão do referendo sobre o tratado europeu: ele vai mesmo realizar-se. Essa é a posição dos dois maiores partidos e o que diz o primeiro-ministro não deixa dúvidas.
Haverá certamente argumentos sobre a necessidade de tornar o sistema mais democrático, de consultar os cidadãos, entre outras sentenças sobre o défice democrático europeu, a cidadania, a democracia e etc.
No entanto, a realização de um referendo europeu em Portugal será quase surrealista.
O País terá a presidência da UE no segundo semestre do ano. Até lá, na cimeira de Junho, sob presidência alemã, haverá uma decisão sobre o que fazer ao tratado. Há duas hipóteses nos extremos (abandonar o texto ou não mudar uma linha) e a solução escolhida estará algures na zona intermédia. Penso que acabaremos por estar muito perto de não mudar uma linha. Mais de dois terços dos países não aceitam alterações no coração do tratado, sobre as regras institucionais. As dúvidas que persistem dizem respeito à manutenção da parte económica e social, que pode até ser reforçada, sobretudo se Ségolène Royal ganhar em França. Outra incógnita é sobre o eventual aparecimento de novas políticas (reforço dos artigos sobre ambiente, política comum de energia).
O texto vai mudar de nome e deixará de ser Tratado Constitucional. Desaparecerão alguns artigos polémicos (todos os que têm carácter de Constituição). Enfim, pode haver uma simplificação do texto rejeitado em França e Holanda, mas as alterações serão relativamente reduzidas, pois isso facilitará a sua negociação a tempo de se cumprir o calendário de 2009.
Esta será a decisão alemã: não mexer no essencial, o que parece garantido com qualquer dos dois candidatos à presidência francesa.
A partir deste ponto, entra Portugal. No semestre português, deverá ocorrer uma Conferência Intergovernamental para negociar e decidir as alterações. Se tudo correr bem, o novo tratado estará pronto para ser ratificado em 2008 nos parlamentos dos países que já ratificaram o anterior (por isso se retiram os artigos polémicos e de carácter constitucional). Como muda de nome, o tratado até poderá chamar-se Tratado de Lisboa, que será designação mais inócua.
Ora, Portugal realiza um referendo, pelo que provavelmente nos vão perguntar se queremos ratificar o Tratado de Lisboa, que a presidência portuguesa conseguiu fazer aprovar, com tanto esforço. E os referendos normais têm o “sim” e têm o “não”.
Os partidos principais vão dizer que sim, senhor. As franjas políticas dirão que não, senhor. E, claro, o País estará proibido de responder “não”, porque essa resposta dará origem a uma crise europeia e ao absurdo de vermos o Estado que negociou a recta final do tratado a rejeitar esse mesmo tratado. E se toda a gente ratificasse, menos nós?

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O partido dos valores

por Duarte Calvão, em 28.04.07
A semana que passou foi muito interessante em termos políticos e apetece-me comentar alguns casos. Para isto não ficar muito longo, vou dividir os textos, começando pela eleição de Paulo Portas. Em primeiro lugar, devo dizer que acho que a ambição num político (desde que não seja a famosa ambição desmedida) é uma qualidade e não um defeito. Depois, por muito que não goste do estilo de Portas, e eu não gosto, tenho que reconhecer que ele se portou muito bem na coligação com o PSD no Governo (o partido em que milito, para quem ainda não saiba) e ganhou pontos na minha consideração. Portanto, não me causa nenhuma irritação ou preocupação especial ele ter sido eleito para líder do CDS e já sei que vai ter a benevolência dos socialistas e dos jornalistas e comentadores que lhes são próximos (como se viu ontem no Parlamento), sempre que não estiver coligado com o PSD e pareça servir para dividir a direita.
Para mim, o dado mais interessante da eleição de Portas é mostrar como estão as pessoas em Portugal. A verdade é que, ao escolherem o dirigente que sabiam que tinha andado a intrigar nos últimos dois anos contra a direcção legitimamente eleita por quatro de Ribeiro e Castro, os militantes do CDS mostraram, de forma esmagadora, que (ao contrário do que passam a vida a proclamar) se estão a borrifar para os "valores", preferindo um líder que, na sua opinião, terá mais destaque mediático e assim mais fácil acesso ao poder. Para quem tanto critica o "pragmatismo" do PSD, onde apesar de tudo os confrontos são mais às claras (veja-se, no actual episódio, Mendes, Menezes e Santana), não está nada mau.

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O teste final

por Francisco Almeida Leite, em 28.04.07
1. A forma como irá lidar com a questão da Câmara Municipal de Lisboa é o derradeiro teste para a liderança de Marques Mendes. Concordo com Marcelo Rebelo de Sousa quando ele disse há meses que Lisboa era provavelmente o maior e o mais duradouro dos problemas que Mendes tinha para enfrentar. É verdade.
Para já, aquilo a que estamos a assistir é uma total ausência de discurso, de tacto de de sensibilidade política para lidar com o envolvimento de Carmona Rodrigues no caso Bragaparques. Mendes devia ter agido logo. As informações que dão conta da vontade do PSD em não realizar eleições na capital são um sinal ainda mais preocupante. A partir deste momento, é simplesmente impossível que não haja eleições em Lisboa. Não é só Carmona que está ausente, algures em parte incerta, é Fontão de Carvalho com o mandato suspenso, é Gabriela Seara com o mandato suspenso, é Maria José Nogueira Pinto que já não está lá, é aquele candidato do PS que se pirou para o Parlamento, farto das reuniões na CML até altas horas.
Marina Ferreira, por mais que o núcleo duro de Mendes queira, não pode ser presidente da CML. Não é a questão de ninguém saber quem ela é, a não ser parte da distrital de Lisboa do PSD. É a capital que não votou nela. Nem ontem, nem nunca. Que se saiba, a senhora só foi candidata por duas vezes em secções locais do PSD e perdeu das duas vezes. Não pode estar à frente da CML. Não tem legitimidade democrática e se Marques Mendes for por aí estará a dar a machadada final na sua liderança do partido.

2. A haver eleições em Lisboa, quais serão os candidatos do PSD? Dizem-me que Mendes terá sondagens com testes a vários nomes e que o único capaz de obter um bom resultado, segundo o estudo, é o de Manuela Ferreira Leite. Que não será candidata. Portanto, quem resta? Poucos. Para mim, a única solução e a mais óbvia será Paula Teixeira da Cruz, uma mulher inteligente e com garra, capaz de disputar o palco a António José Seguro, João Soares ou Mega Ferreira. Mas não acredito que esteja interessada. O próprio Mendes não poderá ser candidato, pois daqui a dois anos, na sua óptica, será candidato a primeiro-ministro. Mesmo que fosse, o resultado seria um desastre. Pedro Passos Coelho? Cortou com Mendes e, segundo se diz, não quer ter nada a ver com a actual solução. Fernando Seara? Não me parece que seja homem para deixar Sintra e entrar numa luta imprevisível por Lisboa, mas logo se verá. António Capucho? Um homem sério, mas também não irá trocar o certo pelo incerto.
Ou seja, Mendes terá a vida muito complicada nos dois casos. Quer decida ficar com Marina Ferreira, quer não tenha outra solução senão as eleições, porque não irá conseguir arranjar um bom candidato.

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Por me ter feito saltar a tampa

por Corta-fitas, em 27.04.07
Estava aqui um texto que retirei depois de colocado. Vou voltar a publicá-lo amanhã, para que a bílis não me tolha o raciocínio. Tem a ver com isto e posso adiantar que não é um elogio.
Adenda: De facto, depois de ser obrigado a ouvir ontem Luís Delgado no «Expresso da Meia Noite» e de uma noite bem dormida, concluo que não vale a pena dar importância áquilo que não a tem. O post de Pedro Marques Lopes é só mais um de vários arrazoados de lugares comuns que está na moda escrever sobre Marques Mendes. Ignora o seu papel na privatização do sector da comunicação social e fala na «especificidade dos media» como se o autor conhecesse cada um deles muito melhor e soubesse onde fica, na TVI, a máquina do café. Os comentadores de trazer por casa preferirão sempre elogiar Paulo Portas a Marques Mendes, o espectáculo à substância, o suposto «carisma» ao conteúdo e capacidade política, as quezílias partidárias internas ao esforço desenvolvido e às vitórias alcançadas. É deixá-los estar e deixar andar. Além disso, não gosto de falar em causa própria. Por vezes, no entanto, a pressão na panela torna-se difícil de suportar.

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Notas sobre o debate parlamentar (I)

por Pedro Correia, em 27.04.07

1. Marques Mendes passou os últimos dias a bradar contra José Sócrates nas questões da Universidade Independente e da ida de Pina Moura para a TVI. Na hora da verdade, no debate mensal desta manhã no Parlamento, o líder do PSD meteu a viola no saco. Sobre a Independente, nem um sussurro. Sobre a TVI, só falou depois de Sócrates o ter desafiado para o efeito. Saiu mal no retrato.
2. O primeiro-ministro esteve bem neste regresso ao Parlamento após ter andado semanas acossado na questão da sua formação académica. Jogou ao ataque, falou com desassombro, confirmou que é um "animal feroz" na arena parlamentar. Era até desnecessária aquela sessãozinha de aplausos em pé com que a bancada socialista o brindou após a intervenção inicial. Bem fez Manuel Alegre, que nesse momento se manteve fora do plenário. Apoio político é uma coisa, fazer vénias ao chefe é outra.
3. Mendes estava nervoso. Percebe-se porquê: o regresso de Paulo Portas à primeira linha do debate parlamentar, anunciado em sucessivos títulos da imprensa, levou o líder laranja a acentuar o tom agressivo para marcar terreno. Disparou contra Sócrates um arsenal de qualificativos desabonatórios - de prepotente a caprichoso, de arrogante a insensível. Não havia necessidade: afinal Portas foi muito mais tolerante para o PS do que os sociais-democratas receavam. Na sua última prédica dominical, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha avisado que tudo se passaria assim...

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Notas sobre o debate parlamentar (II)

por Pedro Correia, em 27.04.07
4. Não há que enganar: o novo CDS é a oposição de que este Governo há muito estava à espera. Sócrates e Portas trocaram amabilidades sem rodeios. O sucessor de Ribeiro e Castro desafiou o primeiro-ministro a comparecer mais vezes no Parlamento: Sócrates acedeu de imediato, demarcando o CDS das "insinuações" e "ataques pessoais" que lhe têm sido dirigidos pelo PSD.
5. Por uma vez, a esquerda parlamentar cedeu terreno à direita. Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã estiveram apagados neste debate. Foram brandos nas críticas, deixaram a Marques Mendes o monopólio das frases contundentes. E assistiram calados quando o líder laranja se insurgiu contra a ida de Pina Moura para a TVI, a seu ver "uma vergonha, um escândalo, uma promiscuidade". Sócrates retorquiu-lhe: "Em matéria de controlo dos media públicos, o PSD não pode dar lições de moral." As bancadas do PCP e do Bloco de Esquerda nada disseram sobre a nova administração da TVI. Sobre a Independente, também nem uma palavra.
6. Santana Lopes nem se deu ao incómodo de bater palmas a Marques Mendes para (a)parecer bem na fotografia.
7. O debate acabou, três horas depois, com apenas 13 deputados sociais-democratas na sala das sessões. Pormenor elucidativo sobre a qualidade da oposição que temos...

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Momentos Kodak (48)

por Rodrigo Cabrita, em 27.04.07
Que a história se repita! De preferência sem lances polémicos...
(Maio de 2006)
Fotografia: Rodrigo Cabrita

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Firme e hirto

por Francisco Almeida Leite, em 27.04.07
Hoje, durante o debate mensal, Paulo Portas disse a José Sócrates que tinha voltado para lhe fazer uma oposição "firmíssima". Sócrates respondeu-lhe que se fosse só firme compreendia, agora "firmíssima" denotava alguma insegurança.
De facto, e à primeira vista, o regresso de Portas não correu às mil maravilhas. Apareceu no debate mensal sem ideias (a segunda ronda foi até ligeiramente patética) e a achar-se o melhor condutor do mundo. Da soberba sobrou a ideia de passar os debates mensais a meia hora por semana. Sócrates, esperto que nem um carapau, aceitou logo - mesmo dando de barato que já tinha concordado com um modelo semelhante ao actual mas mais leve no projecto de reforma do Parlamento do seu potencial sucessor, António José Seguro.
O primeiro-ministro não quis acreditar na esmola. Portas voltou manso como um cão amestrado. Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite tinham razão: até podíamos ter a ilusão de pensar que Portas voltaria para complicar a vida a Sócrates e, por arrasto, a Marques Mendes. Afinal veio mesmo para ser o seguro de vida de Sócrates para 2009. Se falhar a maioria absoluta, há sempre ali um partido à disposição para aprovar uns orçamentos, deixar passar umas propostas de lei e, no limite, fazer um acordo de incidência parlamentar, aceitando uns lugarejos no melhor que o Estado tiver para oferecer. A nova embalagem de Portas tem mesmo sabor a queijo...

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Uma questão de fundos

por Francisco Almeida Leite, em 27.04.07
Carlos Albino desafia Vital Moreira. Um duelo (ao sol) deveras interessante e para ir seguindo...

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Interregno tablóide

por Corta-fitas, em 27.04.07

Enquanto os meus camaradas que realmente têm algo de importante a dizer sobre o país não se decidem a escrever, faço aqui um intervalo a propósito do mail de uma amiga que acabei de receber, comunicando-me o fim do seu romance com um príncipe indiano e a muito interessante experiência que ambos tiveram com a ayahuasca. Conheci a Emily há três anos - tinha ela 21 acho eu por razões legais que me convêm - no Largo Camões, em Cascais, onde cantava o seu último álbum «Domination». Isto à noite. Durante o dia exibia o seu corpo nu pintado de verde em jeito de mulher estátua. Após a primeira hora de conversa, convidei-a para ficar em minha casa porque achei que não fazia sentido estar acampada em frente à igreja paroquial (nem mesmo eu desejo tal escândalo na vida do Padre Raúl). Fiquei a saber que a Emily fazia o curso de estudos orientais em Londres, aos 18 vivera 6 meses na Indonésia onde aprendera a língua, surgira nos escaparates dos jornais ao acorrentar-se - também nua e vestida de verde - ao portão de um jardim em vias de se tornar parque de estacionamento na cidade de Winchester e, por prazer que não por necessidade, gostava de fazer table dancing num bar de strip londrino. Entender a Emily é entender a globalização. Acreditem no que vos digo.

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Nas colunas

por Corta-fitas, em 27.04.07

Charlotte Gainsbourg, «The Songs That We Sing»

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Curiosity killed the cat

por M. Isabel Goulão, em 27.04.07

Quem vê caras, não vê saldos de multibanco.
Foi isso que pude comprovar com o talãozinho que aquele cavalheiro deixou descuidadamente na máquina após ter levantado... dez euros.
Garanto que nunca tinha visto um talão com tantos números. Antes de chamar o senhor, não consegui resistir. Duas Avé Marias e três Pais Nossos.

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Rivalidades

por João Távora, em 27.04.07
Gostar de futebol a sério é viver a vertigem dum derby. É assumir uma apaixonada rivalidade. É agigantar as expectativas e atirar os foguetes todos, mesmo antes da festa. Desdenhar os rivais, arranjar lenha para nos queimar. É a desonestidade intelectual com antecipado perdão. É um jogo perigoso para uma eufórica glória... ou apenas uma efémera desilusão. Uma amável e salutar criancice.

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33 anos depois

por Corta-fitas, em 27.04.07
É bom saber que os jovens de hoje continuam a saber fazer um cocktail Molotov. E ainda dizem que é a geração dos shots, tsc, tsc.

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Vou deixar de ler notícias

por Corta-fitas, em 27.04.07
É que se um homem começa a ler tudo o que se publica, é um passo até desatar a bater mal e a ver causas e efeitos em todo o lado, qual Mel Gibson no «Teoria da Conspiração». Por exemplo isto:
«O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, no Parlamento, que os planos municipais de ordenamento do território vão deixar de ser submetidos a ratificação do Conselho de Ministros». No Diário Digital.
«Investimento em resorts deverá chegar aos 13.500 milhões de euros até 2017. 61 projectos previstos para a próxima década». No Público Imobiliário.
Estão a ver, ou não?

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A escassa minoria

por Corta-fitas, em 27.04.07
Imagino que o João Pedro Henriques não tenha tido muito tempo, depois de receber e analisar os resultados da sondagem, para escrever este artigo de hoje no DN. Nele, fala-se por duas vezes numa «escassa maioria» que acha que Sócrates saiu fragilizado do caso UnI. A «escassa maioria» são 50,2% dos inquiridos e isso, de acordo com JPH, «choca com a opinião de alguns comentadores, que afirma que o caso produziu um abalo forte na sua imagem». Lido isto, fico com a impressão de que se cria uma discordância onde ela não existe. Quanto muito, seria a escassa minoria dos 41,8% a «chocar» com os comentadores. Ou não? Não quero armar-me em Paulo Gorjão, mas há aqui uma lógica qualquer um bocado desafinada.

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Sexta-feira (bis)

por Corta-fitas, em 27.04.07

Sem desprimor para a rapariga abaixo que gastou todo o seu ordenado em injecções de silicone na zona labial e uma vez que o debate da nação paralisou também este blogue, como parte integrante da mesma, aqui fica: Emanuela Folliero (A programação habitual segue dentro de momentos).

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Sexta-feira

por Francisco Almeida Leite, em 27.04.07

Denise Richards.

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E agora?

por Francisco Almeida Leite, em 26.04.07
Segundo informações de última hora, Carmona Rodrigues poderá sido constituído arguido no âmbito do caso Bragaparques. A confirmar-se, espera-se que Marques Mendes clarifique se mantém ou não a confiança num presidente de Câmara Municipal que pode ser arguido, critério aliás usado para retirar o apoio a figuras como Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Se bem que há arguidos e arguidos (a condição não implica que venha a ser condenado por algum crime, porque tem direito a defesa), Marques Mendes fez, e bem, da credibilidade um factor de preferência nas escolhas dos candidatos do PSD nas últimas autárquicas. Este critério serviu de base para afastar outros eventuais candidatos.
Acontece que Carmona Rodrigues já garantiu que não se demite e que pretende levar o seu mandato até ao fim. Está no seu direito e, aliás, o seu gabinete desmente que o autarca tenha recebido qualquer notificação oficial. A ver vamos. Mesmo que receba, Carmona deverá querer provar a sua inocência - e eu acredito que seja um homem bem intencionado. O problema, contudo, não reside só aí. Neste momento, a CML não tem vice-presidente, arguido no mesmo processo e com o mandato suspenso, não tem a vereadora mais poderosa em funções, também constituída arguida e com o mandato suspenso, não tem uma administração da EPUL na plenitude de funções, pois os seus administradores foram também constituídos arguidos. Isto a juntar à saída voluntária da vereadora do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, por ter abandonado a militância do seu partido, à saída do candidato principal do PS, para se dedicar a outros voos, e às confusões de outro vereador eleito pelo PSD. A CML que foi eleita pelos lisboetas não tem qualquer legitimidade democrática. E, a continuar por este caminho, o executivo camarário e o seu grupo de vereadores constituirão mesmo uma trupe de estranhos ao eleitorado. Um exemplo: se Marques Mendes eventualmente viesse a retirar a confiança a Carmona e não quisesse eleições antecipadas, a presidência da CML seria entregue a... Marina Ferreira. Por melhor que a senhora seja, e tenho amigos que dizem que é uma trabalhadora edicada, não foi escolhida pelos eleitores de Lisboa e a sua subida a número um da CML iria equivaler a uma grande perversão da democracia directa. O espectáculo soma e segue.

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