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Desculpem, mas não resisti

por Corta-fitas, em 01.03.07
À qualidade da publicidade brasileira, pois está claro!

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Uma família inglesa

por Corta-fitas, em 01.03.07

«O que vemos bem – e com que pavor o devem ver todos os que têem filhos! – é que hoje está rareando cada vez mais em toda a parte aquelle sentimento de tranquilidade, aquelle ideal de vida serena e modesta, de que os livros eram a mais dôce e fiel companhia.
O meu ideal de vida seria o de tantas famílias inglesas que existem, instruídas, unidas, interessantes e abastadas de bens de fortuna.
O homem occupa-se de cultura, de caça, de negocios de seu Condado, isto durante o dia; as filhas ensinam as creanças, criam e inventam para o povo trabalhos que lhes proporcionem o sustento e deem algum conforto ao pequenino cottage asseiado e florido. Há um club creado por ellas, onde se cultiva um pouco o espirito pelas leituras e pelas musicas simples; em que se ensina ás raparigas os trabalhos proprios de as fazerem mais tarde boas donas da sua modesta casa. Os rapazes estão em Eton, ou em Cambridge, ou em Oxford; ou na India, empregados, ou na Africa, batalhando.
A’vezes o pae está na Camara durante o tempo das sessões,
A noite na bela library em que um enorme tronco arde na chaminé, em torno de uma grande mesa, todos leem sentados em poltronas, que só por si suggerem conforto, repouso, quietação». As Nossas Filhas – Cartas ás mães. Maria Amália Vaz de Carvalho, 1904.

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Lugarinhos deprimentes

por Corta-fitas, em 01.03.07

O Fórum Cidadania Lisboa avançou com a campanha Lisboa Deprimente. De acordo com o Público, os responsáveis querem «estimular os lisboetas» a identificar todos os lugares que em Lisboa nos dão vontade de comprar um bulldozer. A escolha devia ser múltipla e a modos que em número igual a 10 elevado a 23, mas se tiver que ser só um escolho o Colombo. Só entro naquela monstruosidade para uma blitzkrieg à FNAC, quando algum amigo tem a martirizante ideia de lá apresentar o seu livro. E saio sempre com uma agorafobia misantrópica aguda e vontade de construir uma bomba incendiária de fragmentação (um dia posso ensiná-los, é mais fácil do que o nome indica). Se quiserem votar, visitem o site (eu não percebi como mas sou muito limitado). Ou então votem aqui e a malta trata da necessária divulgação.

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E agora um tema não fracturante…

por João Távora, em 01.03.07
Hoje é Dia Internacional para a Abolição da Pena de Morte. Um assunto amargo, complexo e impertinente para as nossas acomodadas consciências.

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Pssst! Ó patroas!

por Corta-fitas, em 01.03.07
Daqui a exactamente uma semana é o vosso dia. Ao que parece, a Luísa Castelo Branco pretende celebrá-lo organizando uma Primeira Feira da Mulher. De início achei a ideia brilhante, e já pensava embrulhar cuidadosamente a minha para transporte, preparado que estava para ganhar com ela diversos prémios dadas as suas muitas habilidades e prendas (esta é a parte em que dou graxa à patroa - posso dizer patroa?). Eis senão quando, lido mais atentamente o texto recebido, vejo que o filme vai ser um bocado ao contrário:
«Feel Woman Primeira Feira da Mulher
Evento comemorativo do Dia Internacional da mulher, durante o qual as visitantes estarão em contacto com marcas e produtos que lhe são especialmente destinados. Pretende-se que, durante a feira , as mulheres, vejam, toquem, experimentem e aprendam com todos os nossos expositores». Ou seja, vós ides tocar, experimentar e aprender. Muito bem. E nós ficamos ali nos expositores, quais meros objectos. Pois seja. Podia dizer que me importo, mas seria mentira. Até dia 8, então.

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O que eu tenho a dizer

por Duarte Calvão, em 01.03.07
Chego a casa e vejo que o Corta-Fitas viveu hoje um grande dia com esta questão das criadas. Em primeiro lugar, parece-me que é uma demonstração das vantagens da blogosfera: nunca nenhum jornal ou meio de comunicação social poderia dar espaço ou tempo a um tema como este. No entanto, ainda que inadvertidamente, o João Villalobos tocou num ponto que retrata extraordinariamente bem o que é a sociedade portuguesa dos nossos dias. Por um lado, pessoas que, certamente por motivos respeitáveis, como o meu querido amigo Luís Naves, vêem humilhação e um passado que querem esquecer na simples enunciação da palavra "criada". Os meus queridos amigos João Távora e João Villalobos, incapazes de terem prazer em humilhar quem quer que seja, não vêem problema nenhum em utilizar uma palavra que para eles significa amizade e respeito. E eu? Serei "facho" ou "novo-rico"? Tive criadas em casa que tratavam o meu pai, os meus tios, os meus irmãos e a mim por "meninos". Algumas delas morreram nas nossas casas e nós tratámo-las como se fossem da família. Uma delas está sepultada no jazigo da minha família numa aldeia transmontana. Mas ao mesmo tempo sei que não viveram vidas de sonho, como se fosse uma novela portuguesa ou série inglesa. Também nós, os "meninos", nunca fomos tão maus ou tão felizes ou tão sexualmente depravados quanto nos retratam nessas ou noutras séries televisivas. Ou em livros neo-realistas. Porém, quando tenho que escrever sobre restaurantes, nunca uso o termo "criado", que a minha família usava antigamente com naturalidade e respeito. Hoje, uso "empregado de mesa" nos artigos que escrevo, porque a última coisa que desejo é que alguém se sinta humilhado por desempenhar uma profissão tão digna. E vem a minha casa uma "mulher a dias" minhota, com mais de 60 anos, que se está nas tintas para isto tudo.

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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