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É um país que vê passar os comboios. Literalmente.
Suécia à mesa. Em Roma, sê romano. Sobretudo à mesa. Nada de pastas ou pizzas. Nada de hamburgers. Só provei comida sueca, em restaurantes genuinamente suecos. São doses bem servidas, como convém a climas frios, com uso imaginativo de batatas e saladas. Peixe e carne com fartura. Para quem goste, há salsichas em diversas variedades. E arenque. Por mim, fixei-me num dos pratos nacionais suecos - pytt i panna, carnes diversas e batatas cortadas em pequenos cubos, com ovo estrelado e uma deliciosa salada de beterraba a acompanhar. E também no salmão, fresquíssimo - cru, marinado em molhos deliciosos ou bem grelhado, sem perder o suco. Para os gulosos, há uma lista infindável de bolos, tartes, chocolates.
Na política tudo muda muito depressa. Veja-se o caso da Alemanha: a actual chanceler, Angela Merkel, é a dirigente mais popular da Europa. As mais recentes sondagens atribuem-lhe 75% das preferências populares – algo de fazer inveja a qualquer dos seus colegas da União Europeia, incluindo José Sócrates. A tímida democrata-cristã que veio do Leste e fez uma desastrosa campanha nas legislativas de Setembro de 2005, derrotando o desgastado social-democrata Gerhard Schroeder por um ponto tangencial (35% contra 34%) “passeia-se hoje entre os grandes da terra” - como há dias sublinhava o insuspeito El País - deixando-se beijar por Jacques Chirac ou massajar no pescoço por George W. Bush. Os sociais-democratas do SPD, que formam uma “grande coligação” com a CDU em Berlim, estão a ser os grandes prejudicados por esta espécie de “bloco central” à moda alemã: o seu ministro das Finanças, Peter Steinbruck, ultrapassa pela direita os democratas-cristãos, fazendo subir o IVA de 16% para 19% (ainda assim inferior a dois pontos percentuais ao da taxa vigente em Portugal) e dando luz verde ao aumento da idade da reforma, outrora um tema tabu na Alemanha. Pior que isso: como também acentua o El País, o SPD “tem tido quase tantos treinadores como o Real Madrid de Florentino Pérez". Schroeder trocou a política por uma luxuosa avença na empresa de gás russa Gazprom - prenda do amigo Vladimir Putin. Seguiram-se Franz Muntefering, Matthias Platzeck e o actual líder, o apagado Kurt Beck, primeiro-ministro da Renânia-Palatinado. Não admira que o SPD (que liderou o Governo entre 1998 e 2005) tenha hoje 556 mil militantes – uma cifra muito inferior à que tinha há 30 anos, quando dispunha de mais de um milhão de filiados, nos dias gloriosos de Willy Brandt e Helmut Schmidt.
Uma boa e uma má notícia. No primeiro caso, pode ser que a partir de agora Nani se concentre mais a jogar e a falar menos, seguindo o belo exemplo de João Moutinho. No segundo, é uma pena, pois Coentrão é daquelas jovens promessas que valia a pena pôr a rodar em Alvalade para ver se pegava. Mas vejamos a coisa pelo lado positivo, a equipa do outro lado da Segunda Circular precisava mais de tempero do que a nossa. Aquilo é tudo um bocado insonso...
É já no próximo dia 3 de Abril que o Nuno Costa Santos lança a versão em papel das suas melancomicidades, editada pelas Produções Fictícias. A Dona Bina e o Márcio convidaram-me para estar no Teatro Tivoli às 18.30H e eu convido-vos também. «Aforismos de pastelaria», diz ele, o autor, que promete estar presente mas falar pouco. Há ainda lugar para dois videos dos Daltonic Brothers e uma actuação dos Dead Combo. E croquetes, espero eu. A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
Creio que o equilíbrio andará em admitir-se que o ...
Primeiro. Até parece que os funcionários públicos ...
Enron
O incentivo de um Organismo Estatal também é o luc...
Zelotas, vigaristas, corruptos, gananciosos, gente...