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Parabéns a você

por João Távora, em 27.02.07
Parabéns ao elegante e mordaz O Insurgente por mais um aniversário. É um dos meus blogues de eleição com visita diária obrigatória.

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Venham mais reformas, Sr. Engenheiro!

por João Távora, em 27.02.07
Para que se enfrentasse um dos mais paradigmáticos ex-libris do Portugal moderno, o mercado de arrendamentos imobiliário, o governo Sócrates engendrou a seu tempo uma profunda reforma às leis que o regulamentam. Calculavam-se à data que eram mais de trezentos mil os contratos caducos potenciadores da falência dos senhorios, da derrocada de edifícios e da especulação imobiliária. Segundo noticia o Diário Económico, o governo Sócrates, promoveu 3 revisões de contratos 3, ao fim de dez meses da publicação da sua excelsa e intricada lei.
Ou seja, depois de tanta berraria, ficou tudo na mesma.
Mesmo assim tenho curiosidade em saber como a central de propaganda do governo capitalizará a seu proveito esta notícia.

Em boas mãos

por M. Isabel Goulão, em 26.02.07
O Corta-Fitas na noite dos Óscares, com uma grande salva de palmas para a apresentadora.
E quanto a estas duas meninas, alguma coisa a dizer?


Estes rapazes também me pareceram muito bem. Pelo menos, não abriram a boca. A avaliar pelos discursos e apresentações, o aquecimento global deve ser um actor fantástico.

Doutor, serei normal?

por Corta-fitas, em 26.02.07
Apenas um em cada cem portugueses transporta consigo um «megapénis».
(Sem foto, porque até para mim a indecência tem limites :)

Bacalhau e chocolate

por Corta-fitas, em 26.02.07
Jantar a 3,5€? Com filme à pala? Quando a esmola é muita o pobre desconfia, mas não deixa de aparecer. Quanto ao título deste post, é só para comprovarem que não tenho nenhum preconceito contra o nosso amigo, seja ele seco e salgado ou fresco.
(Ah, onde fica isto? Na Rua dos Bacalhoeiros, 125)

Ler os outros

por João Távora, em 25.02.07
O Super-Portas de João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos. A ver vamos ao que estamos destinados já que “de invertebrados já estamos razoavelmente servidos, graças a Deus”.

Crise? Que crise?

por Pedro Correia, em 25.02.07
"Lembram-se dos protestos contra o encerramento de maternidades com poucos partos? Passado um ano, alguma das terríveis previsões se confirma? Lembram-se dos protestos contra o encerramento de escolas com poucos alunos? Passado um ano, alguma das queixas se viu justificada? E agora no caso do reordenamento da rede de urgências hospitalares, existe alguma razão para dar crédito aos mesmíssimos protestos?"
Palavras de Vital Moreira, na Causa Nossa. Fica-me a dúvida: o ilustre professor coimbrão anda muito distraído, passou os últimos dias fora do País, num local remoto como Baku ou Abidjan, ou fez greve à leitura de jornais para redigir estas linhas tão oficiosas que talvez nem o próprio José Sócrates subscrevesse por inteiro?

Só faltam 5 dias...

por João Távora, em 25.02.07
... para os concertos genesianos dos Musical Box na Aula Magna. Veja-se a banda nestes excertos em 2005, com um convidado especial: o próprio Phil Collins a fazer aquilo que sempre soube fazer bem: tocar bateria e cantar o coro.

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Impressões musicais (10)

por João Távora, em 25.02.07

Low, de David Bowie (1977), é sem dúvida um dos discos da minha vida. Com o cantor/compositor no auge da sua criatividade, e com a incontornável e benigna marca Eno, este álbum é um verdadeiro tratado de música Rock. No lado A deste disco verdadeiramente "bipolar" apresenta-se do mais puro Rock n’ roll: são sete melódicas esculturas musicais, temas rápidos, simples e sem divagações, batidas por uma percussão áspera e pragmática. As palavras são incendiárias e insinuantes. No lado B, apresentam-se quatro belas e misteriosas peças instrumentais, criadas para a banda sonora do filme “O Homem Que veio do Espaço” de Nicolas Roeg. Qualquer destes temas de música electrónica é uma lição de chamado Rock Progressivo, à atenção de tantas pretensiosas bandas do género existentes naquela época.
Quantas longas e preguiçosas horas passei eu de cabeça bem no ar, meio perdido no caminho, com Low a rodar? ...

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"A shift in values ?"

por M. Isabel Goulão, em 25.02.07

Parece-me uma boa altura para escrever sobre a Rainha: o frio que está lembra o saco de água quente e o robe com que Isabel apareceu na noite em que tomou conhecimento da morte de Diana. Como Balmoral deve ser frio mesmo em Agosto....
Tenho pouco a acrescentar ao que se tem escrito, mas a "minha" Rainha tem muito mais do que isso tudo: os saltos dos sapatos sempre do mesmo tipo, a altura dos vestidos, o clássico Barbour, os foulards com motivos equestres, o tradicional Land Rover e a preocupação com o chá que arrefecia enquanto o mundo lhes parecia cair em cima:
Prince Philip: Your tea is getting cold!
E claro, as celebrities (who??), um notório desprezo pelas celebridades. Mesmo sem já pertencer à família real, Diana pertencia à selecta e selectiva família das celebridades, enredada em exclusivos, sempre com o melhor sorriso onde quer que estivesse o flash de uma revista de referência, como escreveu o antigo director da revista Hola espanhola.
Prince Philip: Elton John wishes to sing at the funeral. Should be a first for Westminster Abbey.
Elizabeth entra num outro "paradigma", como aliás é referido no filme: a fúria modernizadora enquadrada pela "revolução" que um jovem Trabalhista prometia ao velho Império.
Do filme retive dois aspectos absolutamente deliciosos: quando o seu Chefe de Gabinete (?) a foi informar de que as flores estavam a impedir a realização do render da Guarda no local centenário, a solução da Rainha foi mandar retirar as flores, pura e simplesmente. Não lhe ocorreu sequer que o render da Guarda se pudesse realizar noutro local.
E a cena nas cozinhas de Balmoral, quando a rainha acede à sugestão do Primeiro Ministro para a realização de um funeral de Estado, semelhante às cerimónias do planeado funeral da Rainha- Mãe. Aliás, fantástica a forma como a própria refere o seu funeral:
HM The Queen Mother: Charles, dear, use the royal flight. They keep one plane on permanent stand-by, in case I should kick the bucket.
Afinal, a Rainha sempre conheceu o seu povo e o que este esperava dela, como aliás concluiu um recente estudo da BBC sobre a semana após a morte de Diana. Como Eurico de Barros refere, a Rainha não estava enganada e interpretou melhor " o verdadeiro sentimento popular britânico em altura de comoção geral do que Blair e os media": "Enterrar Diana em sossego e com dignidade. É por isso que o resto do mundo nos admira", teriam sido as suas palavras.
Para nós, que estavamos longe e observávamos tudo aquilo com enorme perplexidade, a expressão do Príncipe Filipe foi a mais óbvia:
Prince Philip: Sleeping in the streets and pulling out their hair for someone they never knew. And they think we're mad!
Não me parece que o Príncipe Carlos se saia muito bem no filme, mas suponho que ele já esteja habituado a ser substimado: já leva em cima muitos anos de incompreensão e depois ninguém morre de amores por ele. Não falo da Camilla,claro.
Vai muito bem o Sr. Blair e esteve à altura das circunstâncias. Mas douradinhos para o jantar, Mrs. Blair? E o Oliver teria gostado? Sobre a "moderna" Mrs. Blair tenho pouco a dizer: previsível, péssimo gosto e algo desarrumada.
Irrepreensível, a Helen Mirren.
E quando o PM exclama: Will someone please save these people from themselves!, basta ver o filme para responder : Not yet Mr. Blair. Not yet.
(Editado com alterações)

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Yes, my Lord?

por M. Isabel Goulão, em 25.02.07

Bill Gates and Steve Jobs square off in the clean white virtual world of the iconic Mac ads.

Bill: What's that?
Steve: It's an iHouse!
Bill: But there's no windows!
Steve: EXACTLY!

Finalmente sobre AJJ…

por João Távora, em 25.02.07
Não aprecio o seu estilo. Mas Alberto João Jardim mesmo assim parece-me preferível a qualquer dos seus envernizados opositores.

Domingo

por João Távora, em 25.02.07
(1º da Quaresma)

Evangelho segundo S. Lucas 4,1-13.

Cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e, quando eles terminaram, sentiu fome. Disse-lhe o diabo: «Se és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem.» Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe, num instante, todos os reinos do universo e disse-lhe: «Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão-de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.» Tendo esgotado toda a espécie de tentação, o diabo retirou-se de junto dele, até um certo tempo.

Da Bíblia Sagrada

E 1

e 2

e 3

When I was just a little boy

por Pedro Correia, em 24.02.07


Ray Evans, um dos meus compositores favoritos de músicas para filmes, acaba de falecer, com 92 anos. Hollywood deve-lhe algumas das partituras mais famosas de longas-metragens, incluindo a celebérrima Mona Lisa, que deu a volta ao mundo na voz de Nat King Cole. Nunca vi o filme que lançou esta canção (Captain Carey, USA, com Alan Ladd, 1950). Mas vi vários outros que imortalizaram o talento musical de Evans - com destaque para O Homem que Sabia De Mais (Alfred Hitchcock, 1956), em que Doris Day cantava o célebre tema Que será, será (de Evans, em parceria com o letrista Jay Livingstone, seu parceiro de muitos anos). When I was just a little boy / I ask my mother what will I be...

Mas a música dele que mais vezes trauteio é a da série televisiva Bonanza, que seduziu duas gerações de espectadores: inesquecíveis, os primeiros compassos deste tema. Mal os ouço, sinto-me transportado à mais remota infância. Este é um dos prodígios da boa música popular. Thanks so much, Mr. Evans!

Videoteca (1)

por Corta-fitas, em 24.02.07

Quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens? O Sombra sabe. E David Lynch também. A prova, caso ainda fosse necessária, é este negro, muito negro Estrada Perdida. Um filme que, se não atinge as alturas de Veludo Azul, ultrapassa em sexta velocidade os infelizes últimos dias de Laura Palmer.
O mais próximo que o realizador esteve de definir esta sua obra foi quando lhe chamou “uma fuga psicogénica”. Por um lado, diz ele, quem sofre desta doença cria na mente uma identidade totalmente nova. Por outro, tal como numa fuga em sentido musical, aqui começamos a caminhar numa direcção, evoluímos para outra totalmente diferente e regressamos enfim ao ponto de partida. Dito assim, até parece coerente. Mas, como acontecia com a esperança no inferno de Dante, os que aqui entram abandonam toda a lógica. Mergulham numa espiral em que o Tempo e o Espaço são tão lineares como uma fita de Moebius, o símbolo do infinito desafiador das topologias.
Em Estrada Perdida temos todas as obsessões de Lynch. O opressivo e constante chiaroscuro, as cortinas vermelhas, as lareiras de ominosas labaredas, a sinistra personagem inter dimensional...O Hitchcock de Vertigo está presente na dupla figura de Patrícia Arquette, mas também a Los Angeles Confidencial de James Ellroy num cenário onde - apesar dos telemóveis e das câmaras de vídeo - tudo nos situa em plenos anos cinquenta. E ainda ficamos com grande parte do film noir, e Jung, e Lewis Carrol. Mas, acima de tudo e de todos, com o próprio Lynch. Estrada Perdida é uma ruptura ontológica a ser experimentada e não explicada. Podemos ouvir alguém ao telefone e ele estar também à nossa frente, podemos ver o futuro mesmo aquele que não acontecerá. Presenciamos cenas de sexo tentadoramente animalesco e brutal e cenas de sexo aterradoramente belo, iluminando o deserto com partículas de luz. Quem é quem afinal? E quem somos nós, os espectadores dominados e encarcerados também nos nossos inconfessados segredos? Não o saberemos jamais.
Para além da fotografia arrebatadora de Peter Deming, da perturbante banda sonora de Badalamenti mas também de Lou Reed, Nine Inch Nails e This Mortal Coil, para além dos planos e das cenas nunca explicadas e que somos incapazes de entender sem recurso a hipnose regressiva, Estrada Perdida é um aviso a quem deu este realizador por arrumado. David Lynch regressou, igual a si mesmo. Que é como quem diz, muito diferente de todos os outros.
(Excerto de crítica inicialmente publicada no O Independente. Se gostarem, a Videoteca regressa no próximo sábado)

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Tertúlia literária (146)

por Pedro Correia, em 24.02.07
- "As armas e os barões assinalados." Quem escreveu?
- Essa é fácil: foi o Ary dos Santos. Só não me lembro se foi a Simone a cantá-la no Festival.

Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 24.02.07
1. Um blogue de que sempre gostei, o Tristes Tópicos, entrou no segundo ano de vida. Parabéns, Helena.
2. Também o Pedro está de parabéns: o seu Estado Civil ultrapassou as 500 mil page views. Merece registo.
3. Gosto de visitar este blogue, também por causa do nome que lhe serve de mote. Nunca tive receio de raios. Nem de Coriscos.

Momento Vasco Granja

por Corta-fitas, em 24.02.07
Ou o comunismo explicado às criancinhas. Brilhante. O homem da voz off parece drunfado, ou então está tão acordado como eu a esta hora da matina. Enjoy.

Não há só gaivotas em terra

por Pedro Correia, em 23.02.07
Morreu há 20 anos o homem que, a cantar, nos deu esta imensa lição de vida: "Vejam bem / Que não há só gaivotas em terra / Quando um homem se põe a pensar." José Afonso. O mesmo que é diariamente assassinado pelas estações de rádio "de referência" que o ignoram sem vergonha nem remorso. As mesmas que hoje fingiram homenageá-lo pondo no ar alguns minutos da sua música, que em qualquer outro país estaria a pulsar em permanência nas ondas hertzianas.




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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