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5ª Feira

por M. Isabel Goulão, em 02.11.06
Fotog.

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Vidas portuguesas

por M. Isabel Goulão, em 02.11.06

1- Venda de carros a céu aberto.
2- O "tene"e a "mine".
3- Baiúcas de corredor com balcão de zinco. Ovos cozidos sobre sal grosso em travessas de esmalte.
4- O clássico "Queres fiado?"
5- "Tenho dois telemóveis, o meu filho também e a minha nora e os netinhos um cada um." (Conversa de mullher com um pouco menos de 5 dentes)
6- Pires de plástico com moelas, pipis, couratos, caracóis e cadelinhas.

Em trabalho de campo :"a meia-tijela" e "o falso jetset. "

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Quem avisa, amigo é

por Corta-fitas, em 02.11.06
A História um dia falará sobre o almoço que hoje decorreu entre representantes do Corta-Fitas, do Da Literatura, do Hoje Há Conquilhas e do Portugal dos Pequeninos (por ordem alfabética e todos com links aqui mesmo ao lado).
No total, milhares de visitas exponenciadas a balúrdios. Que plano gizámos? Que linhas estratégicas para o futuro da blogocoisa foram definidas de forma não democrática? Que passo pequeno para a humanidade mas gigantesco para vós, leitores e leitoras, foi dado de forma não síncrona mas pelo menos também não divergente? Só nós sabemos. E não vamos partilhar para já. Aguardai, aguardai. Quem porfia sempre alcança e mais vale bem acompanhados do que sós. Isto digo eu, mas não sou para levar a sério.

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Mais que uma capa de revista

por Francisco Almeida Leite, em 02.11.06
"There is a palpably sour mood in France these days. As Jacques Chirac enters the twilight months of his 11th and (surely) final year as president, he is the most unpopular occupant of the Elysée Palace in the fifth republic's history. The government of his prime minister, Dominique de Villepin, has been paralysed ever since street protests forced it to withdraw a modest labour-market reform in the spring..." - The Economist

A capa da The Economist de 28 de Outubro deixou muita gente estupefacta, mas a verdade é que não podia ser mais relevante a ideia de que a França precisa de uma Dama de Ferro. A questão está em quem será essa dama? A "socialista" Ségolène Royal não será com certeza, pois grande parte do seu discurso político anda entre o securitanismo e o populismo à Nicolas Sarkozy (que, verdade seja dita, é muito mais genuíno) e a ânsia por se reclamar herdeira ideológica de François Mitterrand. Primeiro andou a apimentar os media num período a que chamou de "diálogo partilhado", a seguir mostrou-se muito social-cristã ao renegar o casamento entre homossexuais (se bem que favorável às uniões), para depois se revelar muito liberal-responsável em termos económicos com o "bon deal". O pior veio recentemente, com aquilo que tem alimentado páginas e páginas na imprensa francesa: os "jurys citoyens". Diz a senhora, que alguém está a vender tão bem como Edson Athayde vendeu Guterres em 1995 (a paixão dela, note-se, também é a educação), que a iniciativa serve para envolver o cidadão comum no processo político. Mais que democracia participativa, a ideia cheira a democracia populista.
Para além da companheira do líder do PSF, François Hollande, há Michèle Alliot-Marie, ministra da Defesa, e antiga eurodeputada e ex-presidente da câmara de Saint Jean de Luz (onde passei duas vezes o fim de ano, uma terra maravilhosa). A primeira mulher a liderar um grande partido em França (o extinto RPR), Alliot-Marie tem gosto pela diplomacia, conquistou o meio militar e tem alguma substância a mais que a sua eventual rival, Ségolène. Acontece, porém, que Alliot-Marie é chiracquiana e o tabu sobre a sua candidatura (a ser desfeito em Janeiro de 2007) pode querer significar que o ainda Presidente está a tentar barrar Sarkozy, com o lançamento de mais uma candidatura neo-gaullista.
A manobra é muito perigosa, pois já em 1981 Jacques Chirac ensaiou-a com os resultados que se conhecem: Valéry Giscard d'Estaing perdeu para "a raposa", Mitterrand. Só que desta vez pode ser pior. Uma divisão à direita entre Alliot-Marie e Sarkozy pode fazer passar Le Pen a uma segunda volta (contra Ségolène), como sucedeu com a esquerda nas últimas presidenciais. É por isso que a direita francesa terá que escolher, se possível antes de 2007, em qual cavalo aposta para combater Ségolène. A escolha não é fácil. Michèle Alliot-Marie parece-se mais com o ideal da Dama de Ferro que a França precisa, mas a mão pesada do populista Sarkozy continua a liderar todas as sondagens. Para ganhar a corrida dentro da UMP, ela terá de se livrar da sombra do gaffeur e reclamar a herança de De Gaulle. E aí teremos uma luta curiosa entre a suposta herdeira de Mitterrand e a herdeira natural (muito mais que Sarkozy) do gaullismo. Veremos se se irá manter a máxima de Malraux: "Tout le monde a été, est ou sera gaulliste"...

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Das tradições

por M. Isabel Goulão, em 02.11.06

Faltam as nozes, as castanhas, as romãs, o bolo de mel, os biscoitos de azeite, ovos, laranjas e os rebuçados. Quem pode, dá também algum dinheiro. Dos padrinhos aos afilhados no Dia de Todos os Santos, o "santoro" ou o bolo.
Fotogr.

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A força esteve comigo

por Nuno Sá Lourenço, em 02.11.06
Fiz olhinhos à princesa Amidala, apertei a mão a Darth Vader, e vi a poucos centímetros os story board dos filmes. A exposição patente no museu da electricidade, sobre a Guerra das Estrelas, é um espanto. Está lá tudo. Fatos, maquetes, capacetes, naves em tamanho real... Mas o melhor mesmo é a possibilidade de entrar no filme. Instalaram uma daquelas paredes verdes, à frente da qual nós podemos fazer as figuras tristes que quisermos. A câmara de filmar encarrega-se de nos meter no filme que está passar num ecrã ao lado.

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Notícias inúteis (5)

por Pedro Correia, em 02.11.06
A Elsa Raposo tem um novo "amor eterno".

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Com dedicatória*

por Corta-fitas, em 02.11.06

O sol nasce por detrás da silhueta de um camelo, na feira anual de gado de Pushkar, no norte da Índia, um local de peregrinação hindu também frequentado por turistas que acorrem à feira e às corridas de camelos.
Foto: Rajesh Kumar Singh/AP * Direitos do título reservados a PC.

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Disparos

por Francisco Almeida Leite, em 02.11.06
"Reparou que, desde que Pedro Santana Lopes deixou de 'andar por aí' e passou a 'andar por aqui', Luís Marques Mendes passou a disparar sobre tudo o que se move?"
Paulo Gorjão, Bloguítica

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Em que pensam as mulheres

por Corta-fitas, em 02.11.06
Recebi agora do Manuel Fonseca a mensagem sobre o lançamento em Portugal, na sua editora Guerra e Paz, do livro que antes foi o blogue sensação de Abby Lee, com o título em português de «Rapariga de Ideia Fixa». Qual é a ideia fixa da rapariga? Pelos vistos o sexo. Não espanta.
Abby Lee trabalhava em cinema nos filmes de Harry Potter mas à noite largava as criancinhas e partia à descoberta. «Dizem que os homens pensam em sexo a cada oito segundos - Eu queria saber em que pensam nos outros sete...».
Ao que parece, a rapariga ficou «traumatizada» e «recolheu-se na sua intimidade» após o The Sunday Times revelar a sua verdadeira identidade. Na contra-capa, a recolhida autora que entretanto ficou com uma massa valente interroga-se: «Será que tenho um problema por pensar constantemente em sexo?». Eu diria que sim, mas não sou psicanalista. Só posso responder que, nos 7 segundos que me restam, penso no meu trabalho. É a vida, como dizia o outro.

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Arco-íris subterrâneo

por Pedro Correia, em 01.11.06
A poluição sonora é uma constante do nosso quotidiano. Esta tarde, na plataforma do metropolitano, um qualquer pé-de-microfone debitava "notícias" atrasadas, com um cheirinho óbvio a louvaminha governamental, tornando ainda mais ridículo aquele aparato sonoro. "José Sócrates vai assinar um acordo histórico sobre Cahora Bassa", bramia a papagaia de serviço: só lhe faltava exibir o cartão de militante do PS como brinde aos utentes do transporte público. Fiquei também a saber que "chega ao fim a carreira política" de Jorge Coelho: "O deputado socialista tem uma audiência marcada com Jaime Gama, a quem vai anunciar a renúncia ao mandato." Por sinal, a dita audiência ocorrera mais de 24 horas antes, o que não pareceu atrapalhar os responsáveis do Metropolitano de Lisboa e muito menos os produtores destas prosas requentadas. Fiquei a pensar se as papagaias e os papagaios estarão habilitados com carteira profissional de jornalista. Aposto que sim: hoje em dia, não há cão nem gato que não tenha a carteirinha...
Durante a viagem de metro, para meu espanto, o ceguinho do costume interpretava Over the Rainbow no velho acordeão, que tão bem conheço. Levou esmola reforçada. Afinal não podia haver melhor ilustração musical para o "acordo histórico" assinado por Sócrates em Moçambique e ampliado pelas cornetas da propaganda. "Somewhere over the rainbow... skies are blue / And the dreams that you dare to dream really do come true."
Cada um acredita no que quer.

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 01.11.06
1. Da ocultação. Da Isabel, na Miss Pearls.
2. Conhecidos e desconhecidos. Da Ana Cláudia Vicente, n' O Amigo do Povo.
3. Aquilo. Da Marta Romão, no Astro que Flameja.
4. Privacidade, a todo o custo. Do Francisco José Viegas, n' A Origem das Espécies.
5. A doação. Do João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
6. Salazar está na moda. Do Jorge Ferreira, no Tomar Partido.
7. Já nem os mortos se respeitam. Do João Morgado Fernandes, no French Kissin'.
8. Alusão. Do Luís M. Jorge, n' O Franco Atirador.
9. Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos. Do Sérgio Lavos, no Auto-Retrato.
10. A narrativa recuperada. Do João Miguel Almeida, n' O Amigo do Povo.
11. Três vectores trágicos. Do Miguel Castelo-Branco, no Combustões.
12. Os outros Estados Unidos da América. Do António Oliveira, na Estrada Poeirenta.
13. Post sobre postes. Do João Caetano Dias, no Blasfémias.

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Quando o homem quiser? - Crónica

por João Távora, em 01.11.06
Para mim a festa de Natal é no dia 25 de Dezembro. Para a ocasião guardo uns dias de férias e, com a alma vestida de gala, nesse dia celebro em família o nascimento de Jesus Cristo. Diariamente durante as quatro semanas precedentes, com a ajuda das crianças, iremos desfolhar um calendário do advento numa honesta tentativa de preparação para o grande evento. Para mim, a celebração do Natal está protegida pelo sentido e pela essência que a fundamenta.
Porém, com crescente ruído outra festa já se faz anunciar. Uma canseira. Chamam-lhe natal, mas será outra coisa por certo. É que ao contrário do que disse um poeta, seguramente o Natal não é “quando um homem quiser”. O "homem" normalmente quer outras coisas.
A quase dois meses da data, leio a notícia que a cidade da Amadora já inaugurou as iluminações de Natal. A feira começou, nem posso acreditar! As decorações na Avenida da Liberdade, umas bolas gigantes azuis e brancas, ameaçam acender-se a qualquer momento. A televisão já iniciou as exaustivas lavagens de cérebro apresentando um infindável e tentador catálogo de coloridos pechisbeques, que farão a criançada feliz por cinco minutos - ou apenas um instante. Anunciam-se automóveis de sonho em prestações suaves a pagar lá para as calendas gregas. Centenas de pais natais, animados, reais, digitais, vestidos à Benfica preparam-se e já “aquecem” ordenadamente para o massacre. Nos próximos dois meses vamos levar com o Santa Claus no Espaço, no Comboio, no Far West, na neve e no Havai, na rua do Ouro e no Shopping. Tanta poluição sonora e visual desorienta as crianças e confunde-nos a nós, adultos.
Enfim, o sonho já está à venda para todas as bolsas.
O problema é que, como acontece com todos os sonhos, um dia acordamos estremunhados com a realidade. Sem resolver o vazio, sem praticar o amor, sem cumprir a relação que nos justifica.

Aproveitada pelo político, pelo publicitário ou pelo comerciante, despojada do seu fundamento espiritual (essencial), a festa do Natal hoje em Portugal é vulgarizada e desvirtuada. Impregnada de frágeis e patéticos ideais líricos, esta quadra tornou-se território de um ensurdecedor despique de marketing, um monumento ao desperdício e à opulência. A felicidade descartável, os sonhos recarregáveis estão em promoção num qualquer hipermercado perto de nós. Um deprimente histerismo consumista é (cada vez mais) longa e exaustivamente promovido pelos ares da cidade, pronto-a-vestir, pronto-a-comer, pronto-a-usar e pronto a esquecer.
E se calhar alguns inocentes mais entusiastas consumidores desta feira de ilusões, atafulhados de dívidas e de tralhas inúteis vão despertar de novo, em Janeiro, para uma pesada e gratuita depressão pós-traumática pós-stress.

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Com dedicatória

por Pedro Correia, em 01.11.06

Splendour in the grass

What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in flower;
We will grieve not, rather find Strength in what remains behind.

William Wordsworth

Na imagem: Natalie Wood, intérprete de Esplendor na Relva (1961), um dos mais belos filmes de todos os tempos

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Tertúlia literária (77)

por Pedro Correia, em 01.11.06
- Estou A Leste do Paraíso.
- Não perdes grande coisa. A Oeste Nada de Novo.

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Notícias inúteis (4)

por Pedro Correia, em 01.11.06
Gina Lollobrigida, de 79 anos, vai casar com o namorado catalão, de 45.

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