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Ele é maior que o Camões

por Pedro Correia, em 29.10.06
O imeeeeenso escritor Lobo Antunes, deslumbraaaaado com o Seu próprio umbigo, confessa hoje em entrevista à revista do Público: "Honestamente, se tivesse de escolher um escritor escolhia-me a mim." Frase fabulosa do Homem que com notório orgulho revela sentir-se "cada vez mais autista". Ele, que não hesita em comparar-se a Faulkner e Scott Fitzgerald, garante que se está nas tintas para o que se passa no mundo. "Não leio jornais, é muito raro ver um noticiário na televisão", admite, com natural enfado, o Monstro Sagrado da Literatura Portuguesa a quem a estúpida academia de Estocolmo vem negando o Nobel que há muito Lhe devia ter sido outorgado. "É óbvio que estou a escrever cada vez melhor", confidencia o Génio, com ar de quem nunca se engana e raramente tem dúvidas.
Cheguei ao fim desta entrevista rendido incondicionalmente ao talento do Artista que deu Os Cus de Judas à literatura portuguesa. Cesse tudo o que a musa antiga canta: o Antunes até ao Eça e ao Camões suplanta.

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Grandes contos (8): Cardoso Pires

por Pedro Correia, em 29.10.06
Estilista incomparável no romance, José Cardoso Pires foi também um excelente cultor da narrativa curta, atingindo a expressão máxima da sua arte de ficcionista num dos melhores volumes de contos de toda a literatura portuguesa: Jogos de Azar (1963). São oito histórias com raízes muito diferentes: umas tinham sido originalmente publicadas no livro de estreia do autor, O Caminheiro e Outros Contos (1949), de temática tradicional, embora inovadores e arrojados na escrita; outros constam da obra Histórias de Amor (1952), de cunho mais urbano e até político, que acabaria por ser apreendida pela PIDE. Exigente ao extremo, o autor viria a expurgar vários deles ao lançar esta colectânea. Foi mau juiz em causa própria, o que aliás é frequente em literatura.
Jogos de Azar é, na definição do escritor, um conjunto de "histórias de desocupados, de criaturas privadas de meios de realização", num país de horizontes estreitos e ansiedade à flor da pele, pastoreado por um ditador quase invísivel. Um país ainda acentuadamente rural e cheio de marcas campestres transplantadas para as malhas citadinas. É nesse terreno de inadaptados, verdadeiros apátridas, que circulam as personagens de um filme como Verdes Anos, de Paulo Rocha (estreado no mesmo ano de Jogos de Azar), e também as que José Cardoso Pires introduz nestes contos.
Um deles, o que me traz aqui, chama-se Week End: história de um amor fugaz que se dissolve na espuma dos dias, por imposição das circunstâncias. Uma história banal como as ondas do mar a rebentar na praia, mas também como elas de uma beleza indescritível. Cardoso Pires revigorou a técnica narrativa então vigente em Portugal, muito adjectivada e cheia de inúteis preciosismos literários, impondo um ritmo quase cinematográfico às suas histórias, assente num discurso directo credível por influência dos melhores autores americanos - Hemingway, desde logo.
É um estilo despojado, directo "ao osso" da intriga (para usar uma expressão a que JCP recorria com frequência), que nos apresenta as duas figuras centrais deste enredo: ele apaixonado e disponível, ela casada e incapaz de tornear o espartilho das convenções sociais. Despedem-se num quarto de hotel à beira da praia, numa tarde ardente de sol. Não podia ser mais acentuado o contraste entre a atmosfera exuberante de calor meteorológico e o gelo afectivo subitamente instalado naquele aposento, entre os "banhistas sentados na esplanada, perdidos no tempo", e os dois jovens desamparados que contam os minutos para o último capítulo de um romance chegado ao fim. "Nada disto faz sentido. O pior é estamos cercados por coisas sem sentido e termos de aceitar o cerco", diz-lhe ela, resignada.
Nesta admirável teia de metáforas, oculta em diálogos só na aparência banais, o cerco expandia-se das paredes daquele quarto, atingindo a dimensão do País submerso na ditadura. Linhas paralelas de uma linguagem afinal só tornada eficaz pelo talento sem medida de um escritor como Cardoso Pires.

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Valem o que valem

por Duarte Calvão, em 29.10.06
Hoje, contra todas as sondagens, espero que Alckmin vença Lula nas eleições. E acho que ele tem hipóteses, porque já no primeiro turno era dado como vencido e foi o que se viu. Aliás, estou farto de sondagens, de políticos que se guiam por elas e, sobretudo, de comentadores e jornalistas armados em especialistas que dizem aquilo que a última sondagem indicou, como se fizessem grandes análises políticas. As sondagens, só para citar casos recentes que me vêm à memória, falharam nos EUA, na Alemanha, no Equador, no México, em Itália, no Brasil e em Portugal, nomeadamente nas autárquicas. Quando elas falham, os tais analistas e jornalistas, que diziam que não sei quem "não tinha hipóteses", surgem com a mesma desfaçatez de sempre a fazer novas análises, baseadas, muitas vezes, em novas sondagens. O pior é que há muita gente que orienta o seu sentido de voto em função de quem tem ou não tem as tais hipóteses e isso falseia completamente o sistema democrático. Por tudo isso, mesmo sem hipóteses nenhumas nas sondagens, que vença Alckmin.

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Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 29.10.06
1. Há um ano que este excelente Andarilho anda exilado. Parece que ainda foi ontem que tudo começou...
2. Também este blogue arrancou há um ano. Um beijinho de parabéns, Paula. Com votos de que esse circo nunca perca as asas.
3. Entretanto, este já festejou dois anos. E pela pedalada que revela prepara-se para comemorar muitos mais. Parabéns a todos quanto o fazem, a começar pelo Jorge.
4. Joaquim Vieira está na blogosfera. O seu Observatório de Imprensa é já de consulta imprescindível. Entrou na nossa lista de favoritos.
5. As crónicas madrilenas da Rita têm cada vez mais salero. É um prazer lê-las por cá. Rititi surge também a partir de agora na barra lateral do Corta-Fitas.
6. Com selo de Bruxelas, Fátima Rolo Duarte envia-nos este blogue. Que é dos mais deslumbrantes, em termos visuais, que tenho conhecido até hoje.
7. O Carlos teve uma ideia genial: votar no Colombo como melhor português de todos os tempos. Uma "microcausa" hilariante, na montra do Small Brother. Fartei-me de rir.

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 29.10.06
1. Querido Líder. De João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
2. Os copyright do PS. De Luís Novaes Tito, no Tugir.
3. A mulher do patrão. De Miguel Abrantes, na Câmara Corporativa.
4. Reconforto. De Luís Januário, n' A Natureza do Mal.
5. Anónimos & companhia. De Rui Bebiano, n' A Terceira Noite.
6. Zaroff. De Henrique Fialho, na Insónia.
7. Lou. De José Bandeira, na Bandeira ao Vento.
8. Regresso a casa. De Rita Barata Silvério, na Rititi.
9. Ética da personagem. De João Paulo Sousa, no Da Literatura.
10. Não sei como dizer-vos. De Carla Carvalho, no Welcome to Elsinore.
11. Os homens e o choro das mulheres. De Sofia Vieira, na Maresia.

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Momentos Kodak (23)

por Rodrigo Cabrita, em 29.10.06

Maria José Nogueira Pinto, vereadora do CDS em Lisboa, continua à espreita de uma oportunidade no primeiro plano da política portuguesa. Perfil para tanto não lhe falta. Se fosse ela a liderar os democratas-cristãos será que o partido andaria tão em baixo nas sondagens?
(Julho 2005)
Foto: Rodrigo Cabrita

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Blogues em revista

por Pedro Correia, em 29.10.06
Insónia: "Este é, sem dúvida, o país de quem muito acha e pouco pensa." (Henrique Fialho)

Tomar Partido: "Sócrates está em processo de santanização e a capitalização da oposição de esquerda à descida conjunta do bloco central(!) demonstra que não existe oposição à direita." (Jorge Ferreira)

Bicho Carpinteiro: "É caso para dizer que as sondagens se juntam às manifestações..." (José Medeiros Ferreira)

Bloguítica: "As gaffes de Manuel Pinho e Castro Guerra não foram verdadeiramente problemáticas. Afinal, a verdade é que um e outro são descartáveis. A única pessoa que não é descartável é o primeiro-ministro...O que nas últimas semanas abalou a relação de confiança entre José Sócrates e o eleitorado foi a introdução de portagens nalgumas SCUT e de taxas moderadoras nos internamentos e operações ambulatórias. Aqui, sim, a relação de confiança sofreu danos." (Paulo Gorjão)

Hoje Há Conquilhas: "Marcelo Rebelo de Sousa continua a brincar aos políticos, como a minha prima brincava com bonecas quando era pequenina, mas poucas dúvidas restam de que é mais um sinal da corrida à sucessão de Marques Mendes." (Tomás Vasques)

Vidro Duplo: "Era tão imaturo que nunca passou de espermatozóide." (Sara)

O Amigo do Povo: "Podia votar em D. João II. Mas D. João II, um dos maiores, senão o maior rei português, el hombre, como lhe chamava Isabel a Católica, apostou e perdeu. Foi uma pena. E que pena." (Fernando Martins)

Blasfémias: "A razão humana nunca conseguiu fundar uma civilização. Pelo contrário, a fé religiosa já fundou várias; na realidade, todas." (Pedro Arroja)

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Notícias inúteis (2)

por Pedro Correia, em 29.10.06
José Sócrates foi reeleito secretário-geral do PS.

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Redundância à portuguesa (2)

por Pedro Correia, em 29.10.06
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Pergunta do referendo aprovado na Assembleia da República

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Hora de Inverno

por M. Isabel Goulão, em 28.10.06

Modelos conservadores que resistem à mudança da hora.

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Machismo?

por Corta-fitas, em 28.10.06
"Verdadeiramente, o tempo das mulheres está a chegar."

"As mulheres começam a não aceitar ficar na sombra dos 'grandes homens', querem ter existência própria."

"... o facto de as mulheres serem mais autónomas do que os homens poderá fazer com que estes se tornem apêndices dispensáveis." (Apêndices dispensáveis? Esta é a melhor de todas!!)

José António Saraiva (JAS) em "Casais do Futuro", no Sol (o link não está disponível, o que é lamentável. Quem quiser que compre a edição em papel).

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Nas colunas

por Corta-fitas, em 28.10.06

Maria Del Mar Bonet - L'àguila Negra

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Os actores e os outros

por Pedro Correia, em 28.10.06
Fernando Trueba, Óscar da Academia de Hollywood pelo filme Belle Époque (1994), ultima o lançamento de uma nova edição da sua obra Mi Diccionario de Cine (que, confesso, bem gostaria de ter na minha estante). Em recentes declarações ao El País, o realizador espanhol observa: “Os actores secundários são, de facto, os actores. Os protagonistas, os galãs, as estrelas ou qualquer que seja o nome que lhes damos, não são mais que seres privilegiados que, devido ao mistério da absorção dos rostos pela luz e à insaciável sede de beleza física dos humanos, conseguem cobrar salários muito superiores aos de um primeiro-ministro.”
Acreditem: ele sabe do que fala.

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Palmas para Pacheco

por Pedro Correia, em 28.10.06
É um dos melhores textos que tenho encontrado desde sempre na imprensa portuguesa: “A degradação da privacidade e da intimidade”. Foi escrito por José Pacheco Pereira e saiu no Público de quinta-feira. Pode ser lido aqui.

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Postais blogosféricos

por Pedro Correia, em 28.10.06
1. Uns partem, outros chegam. Entre os que estão quase a chegar, e que até já permitem uma espreitadela, inclui-se O Cachimbo de Magritte. Aqui ficam os meus votos de boas-vindas. E os parabéns pelo inspirado nome dado ao blogue.
2. Um regresso que merece ser assinalado: Lutz Brückelmann volta em forma, reactivando o Quase em Português.
3. O Francisco Valente, na linha do que já aqui escrevi, questiona n'O Acossado alguns critérios de João Bénard da Costa na organização do próximo ciclo de cinema da Gulbenkian. Tem toda a razão no que se refere ao Fellini: O Conto do Vigário é um bom filme, mas o mestre italiano fez muito melhor. Desde logo, As Noites de Cabíria, uma obra-prima que bem gostaria de rever no Grande Auditório da fundação.
4. Da "esquerda bem pensante", moi? Olhe que não, caro António Machado, olhe que não...

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Redundância à portuguesa

por Pedro Correia, em 28.10.06
"Voltamos com uma breve síntese à uma. Até lá."
SIC-Notícias, noticiário do meio-dia

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Gostei de ler

por Pedro Correia, em 28.10.06
1. Queda de Sócrates 2. De Pedro Magalhães, no Margens de Erro.
2. Grandes Portugueses, grande confusão. De Bruno Cardoso Reis, n'O Amigo do Povo.
3. Ministério da Cultura ou Ministério do Património? De Miguel Castelo-Branco, no Combustões.
4. A Mentira. De Carlos Carvalho, no César & Dama.
5. O bufo. De Daniel Oliveira, no Arrastão.
6. The Black Dahlia. De Francisco Valente n'O Acossado.
7. Mesa para sete. Da Isabel, na Miss Pearls.

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Notícias inúteis (1)

por Pedro Correia, em 28.10.06
Luís Filipe Vieira foi reeleito presidente do Benfica.

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Mesmo sem ter visto o Dr. House *

por M. Isabel Goulão, em 28.10.06
No Alexandre Soares Silva, alguns sketches das séries "Yes, Minister " e "A Bit of Fry & Laurie":" Me deixe só dizer (me deixe, me deixe),(larga a minha blusa) que é a melhor comédia política que já vi - política no sentido de mostrar o que é o dia-a-dia da política e da burocracia. É brilhante."
E também 10 Melhores Séries de TV :"então é claro que você tem que ficar completamente atônito porque a lista não coincide completamente com a que você faria. "
* Imperdível, Alexandre.



Uma delícia, este comentário sobre a destruição do Palácio Monroe (Rio de Janeiro) em 1976:
"Quanto ao texto do Globo, como é que alguém em plena década de setenta ousa falar em "regras da estética"? Quem escreveu isso provavelmente usava costeletas e tinha um palitinho no canto da boca. Até consigo vê-lo datilografando isso com seus dedos ocres de Chanceller, "o fino que satisfaz". E devia usar uma camisa bem justa na barriga. "

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Fragmentos únicos da literatura (2)

por Corta-fitas, em 28.10.06
«Falam os médicos, os notários, os empreiteiros, os varredores, os motoristas, os professores e toda a lista de profissões de estatística e não há corporação que fique de fora neste zunzunar do paleio, vendedores de automóveis, mediadores de seguros, sapateiros que passam a vida a cantar, empregados de mesa, agentes de autoridade, doentes de hospitais, operadores imobiliários, empregados forenses, e também engenheiros, sem-abrigo, vagabundos, telefonistas, padeiros, patinadores, engraxadores e vândalos. Imigrantes provindos de países sombrios aprendem aqui a soltar as línguas, aderem ao velho ofício de dar à taramela, por isto e por aquilo, por tudo, nada. Passam-se dias, meses, anos, remoem as depressões, adejam os perigos e o país a falajar, falajar».
Mário de Carvalho, Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina

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