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Quando os computadores substituíram as velhas máquinas de escrever, Miguel Sousa Tavares redigiu uma apaixonada ode em prosa em louvor do vetusto instrumento que acabara de se tornar peça de museu, proclamando-se inimigo da informática. Passou-lhe então depressa o antigo amor. Mas ei-lo agora atacado por uma nova crise de passadismo, apregoando o seu ódio à blogosfera. Num artigo saído no último Expresso, a propósito de um cobarde ataque de que foi alvo, e que o deixou compreensivelmente agastado, vem agora, com o estilo a que já nos habituou, disparar mais rápido do que a própria sombra. Dizendo coisas fantásticas como esta: “Excepção feita ao correio electrónico e à consulta de sites informativos, a Internet interessa-me zero.” As “excepções” que menciona já são suficientemente relevantes para quem diz nada querer saber da Internet. Mas MST confessa ainda a sua alergia ao “universo dos chats e dos blogues”, por lhe parecer uma “preocupante manifestação de um processo de dessocialização e de sedentarização das solidões para que o mundo de hoje parece caminhar”. De novo o cenário apocalíptico, tão frequente nas reflexões deste comentador e de alguns outros que há décadas exprimem opiniões em regime de virtual monopólio na imprensa portuguesa, onde rende sempre mais o cenário que for pintado em tons bem negros.
Normalmente evitaria polemizar com João César das Neves (JC das N). Tenho sempre a impressão de que discutir com ele é como discutir com um taxista e, no final, somos nós que pagamos a factura. Pode ser que me engane mas tenho dúvidas (ao contrário dele, pelo que parece).
Hoje de manhã liguei a TSF no carro e não, como tem sido habitual, a Oxigénio ou a Nostalgia (depende dos estados de espírito). Pela rádio de notícias fiquei a saber que o Luís Inácio "Lula" da Silva considera que a sua vitória "é a vitória do andar de baixo sobre o andar de cima". Diz o reeleito Presidente da República do Brasil que este segundo mandato será dedicado aos pobres, que naquela terra são milhões. Claro que sim, até porque o primeiro mandato foi dedicado ao PT e a manobras de vários dos seus colaboradores mais directos. Mesmo assim, foi reeleito. Porque o País, dizem os especialistas, está em crescimento, respira saúde económica, a indústria passou a ser de ponta e houve um ataque ao gap que separa ricos e pobres. Claro que sim.Gravatas, caro João? Dê uma vista de olhos a este blog. No Sartorialist parece tudo muito casual. Parece, mas não é.
Nada como começar o dia com um passeio pelas ruas de Nova Iorque. Espero que o tempo esteja agradável.
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