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Helena Roseta, sempre sincera

por Corta-fitas, em 25.09.06
«Sabemos de onde vimos, mas não para onde vamos».

Até pareço de esquerda

por Corta-fitas, em 25.09.06
O Luis Aguiar Santos escreve, no O Amigo do Povo, a propósito da recente greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa: «eu acho que o "direito à greve" não tem lugar num Estado de Direito».
O nosso Pedro Correia também já aqui escreveu sobre este assunto. Não sei se vai tão longe nas críticas aos trabalhadores como o Luis, mas espero bem que não.
Eu, lamento dizê-lo, estarei sempre do outro lado de quem queira eliminar este direito cuja justificação histórica (desde o seu início em França) demonstra como, muitas vezes, foi a única ferramenta possível contra os exageros e práticas mais selvagens de exploração da mão de obra.
Por vezes não é aplicado da melhor forma? Eventualmente. Há outras formas de reivindicação que são pouco utilizadas e seriam mais simpáticas e até eficazes? Talvez. Mas isso discute-se pontualmente e caso a caso. Eliminar a greve como direito? Isso espero bem que nunca. Um «Estado de Direito», para mim, inclui direitos para todos. E não só para alguns.

Corredores sem fundo

por Corta-fitas, em 25.09.06
Fico a saber, pelo 24 Horas, que Luis Filipe Vieira ficou à frente de José Sócrates na meia-maratona. Ou, como titula o jornal, que o «Benfica ganha a corrida ao Governo». Que há de novo nisto, pergunto eu? É só olhar para o negócio do Centro de Estágios do Benfica com a Caixa Geral de Depósitos (a qual financiou a construção para depois pagar o empréstimo com o seu próprio patrocínio), para ver como o resultado da corrida há muito não causa surpresas a ninguém. Citando a nossa Rainha Santa, «são rosas, senhores».

Norte encontra Sul

por Corta-fitas, em 25.09.06
Estocolmo e Lisboa juntaram-se neste projecto que pretende desenvolver as ligações entre o Fado e a música popular sueca. É de louvar. Agora se é de ouvir, ainda vou investigar.

As palavras dos outros

por João Távora, em 25.09.06
Gostava de ter escrito isto: Recordar a Mensagem, por Vox Patriae – Incontinentes Verbais

A dívida em dúvida

por Corta-fitas, em 25.09.06
Pela primeira página do Diário de Notícias, sou informado que devo mais de dez mil euros ao estrangeiro. Naturalmente, já não tomei o pequeno-almoço descansado.
Pouco depois, acalmado o ritmo cardíaco e ao ler melhor a notícia, descubro que afinal não sou quem deve mas o País. E lendo melhor ainda, que são os nossos bancos a dever aos bancos internacionais. Suspiro de alívio. Esta mania de dividir as contas nacionais pelo número de cabeças dos portugueses tem de acabar. Então mas que é isto? A César o que é de César.

Diálogo epistolar

por Corta-fitas, em 25.09.06
Não tenho livros de auto-ajuda no sentido que agora se dá à designação, mas não prescindo de outros que dão auxílio a questões mais práticas da vida. Um deles é Cartas de Amor para Namorados que inclui «Os mais modernos modelos de declarações de amor (...)contendo também Como escolher mulher e Como escolher marido».
Esta última parte é-me favorável dado que, nascido em Novembro «darei um excelente marido» embora, muito amigo de fazer as minhas vontades, tenha tendência a tornar-me um tirano. Não posso negar nem uma linha. Hoje, leio este pungente diálogo epistolar:
«Ex.ma Sr.ª:
Viúvo de há um ano, apenas, arrasto uma vida infeliz com uma filha pequenina que, sendo o meu enlevo, me tortura porque não posso, de modo algum , substituir a mãe que ela perdeu.
Quis muito a minha mulher; e essa afeição que durante tantos anos lhe dediquei, são grantia para aquela que se dignar aceitar o título de esposa que estou pronto a dar-lhe.
V. Ex.ª é mais nova do que eu, é certo; mas mais próxima está da idade da minha garotita.
V. Exª. quererá ser a mãe amorosa, que a morte prematuramente lhe roubou?
Não supõe como lhe ficaria grato o meu coração, tanto mais que a sei boa e afectiva.
Ansioso por conhecer o seu desiderato, sou de V. Exª. F...»

A resposta, recomendada pela autora Maria Celeste, é a seguinte:
«Exº. Sr.
Agradecendo a sua carta, lamento não poder ser-lhe agradável.
Sou muito nova para tomar os encargos de mãe adoptiva, e não só tenho falta de experiência, como também de conhecimentos da vida de casados.
Embora goste imenso de crianças, não me sinto com forças para ocupar o lugar da sua falecida esposa e de ser madrasta da sua filha.
Creia que lhe falo com toda a lealdade, F...»

Ó desapiedada Maria Celeste, não podia ter recomendado às senhoras uma resposta mais simpática e compassiva? Tsc, tsc.

Ibéria, nossa salvação? (crónica)

por João Távora, em 24.09.06
Helena Vaz da Silva comentava uma vez comigo que o que é verdadeiramente salutar na vida é preferirmos sempre a estação do ano que atravessamos. Apreciar sempre o presente, as divinas dádivas de cada momento ou época. Contra o choradinho do “sol que me faz falta”, do “antigamente é que era bom”, ou da fraca psique que “não suporta a escuridão dos dias invernosos”. Falava da mediocridade. Vindo que quem veio, ficou-me como lição.
Veio-me à memória esta conversa por causa da sondagem apresentada ontem pelo Sol, que reflecte a opinião de um velho partido que vê na União Ibérica a solução, a viabilização da nossa felicidade colectiva.
Tenho a dizer que estes 26% de cidadãos portugueses põem definitivamente à prova a minha calejada sensibilidade democrática. Conheço o discurso vindo de circunstanciais convivas, com argumentos mais ou menos elaborados. Uns consideram inclusivamente a existência de Portugal como um fenómeno antinatural. Outros, quando os oiço destilar as suas obtusas justificações, indicam-me tão só a sua imensa ignorância, como se revelam impotentes frustrados que acusam a contingência da sua nacionalidade como causa das suas limitações. Não será que quem não sabe dançar parece-lhe o chão estar torto? Além disso nunca percebi bem se este lírico ensejo de unidade ibérica incluiria todas as províncias espanholas com os seus distintos estágios de progresso social e económico.
Enfatizar constantemente a bela relva do vizinho ou a gratuita “merdização” da Mãe Pátria e suas circunstâncias parece-me atitude algo doentia. Esse discurso acompanha-se normalmente com apelos a equívocas soluções messiânicas, sejam a Monarquia, Oliveira Salazar ou qualquer redentora Espanholização do país. A mim parece-me que estes compatriotas que habitam um inviável país de criminosos, incompetentes e corruptos justificam desta forma a sua medíocre inabilidade e falta de ambição. No seu imaculado e desresponsabilizante limbo, desgastam as suas preciosas energias em lamentos e ódios pueris, em vez de, pela força dos seus braços e pelo exercício da sua vontade, meterem as mãos à obra.
E porque há muito que fazer, uma atitude positiva é um factor decisivo, tanto aqui como em qualquer das espanhas que me queiram vender.

Luminosa decisão

por João Távora, em 24.09.06
Ontem tomei a decisão: aos Sábados, nos próximos tempos, comprarei o Sol em vez do Expresso. Esta fórmula, sem alterar o meu rigor orçamental, permite-me comprar também o DN de que eu dolorosamente prescindia aos Sábados. Além do preço, bastante ergonómica me pareceu também a arrumação gráfica dos conteúdos. E as revistas. Alguns colaboradores, redactores e colunistas sustentam também esta minha opção.
Finalmente, o argumento das ofertas promocionais comigo já não pega bem. Além de ter um clube de vídeo aqui na rua, prezo muito boas edições, selectividade e algum protagonismo pessoal nas escolhas do “material” que entra cá em casa. Já temos tralha a mais, nem queiram saber!
A propósito: algum leitor amigo se candidata a adquirir uma expendida colecção Prémios Nobel, edição Diário de Notícias de 2003 em 50 volumes? Como nova! Eu ofereço um caixote de cartão e um bilhete de comboio.

P.S. Do novo semanário é de aplaudir que em conjunto com a assinatura de cada rubrica ou notícia se publique o respectivo endereço de e-mail, promovendo a salutar interactividade do jornalista com o leitor.

Madame nostalgie

por Pedro Correia, em 24.09.06
Deve ser destas horas cinzentas de Outono: hoje deu-me para escutar a Françoise Hardy, o que já não sucedia há muito.

Comme les garçons et les filles de mon âge /Je connaîtrais bientôt ce qu'est l'amour /Comme les garçons et les filles de mon âge /Je me demande quand viendra le jour.

Vou continuar assim, em francês, pelo resto da tarde. Há aqui muito para ouvir: Le Métèque, de Georges Moustaki; Nathalie, de Gilbert Bécaud; L'Été Indien, de Joe Dassin; Que C'est Triste Vénise, de Charles Aznavour; Tombe La Neige, de Salvatore Adamo; Sous le Ciel de Paris, de Juliette Gréco; C'est Si Bon, de Yves Montand; Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel. Merci beaucoup, Luís Novaes Tito, pela sugestão. Só falta mesmo Les Feuilles Mortes, a mais bela chanson de todos os tempos.

Adenda. Agradeço a Francisco Seixas da Costa o envio do poema Le Déserteur, de Boris Vian, que se encontra na nossa caixa de comentários: prometo não me servir dele quando me referir em breve a uma das mais ilustres figuras do PS. Agradeço também aos amigos do Tugir, que me puseram a ouvir Les Feuilles Mortes, na voz do Montand.

Valha-lhes Deus

por Pedro Correia, em 24.09.06
O padre Carreira das Neves leu a palestra do Papa Bento XVI - intitulada Fé, Razão e Universidade - que inflamou algumas secções da "rua árabe" que não a leram nem jamais a lerão. Considerou-a "um documento notável", desde logo por "estabelecer pontes epistemológicas entre a Fé a Razão". O próprio Pontífice acentuou na sua alocução, em termos que não deixavam lugar a dúvidas: "Não agir de acordo com a razão é contrário à natureza de Deus."
Notável. Lamentavelmente, esta palestra incendiou os ânimos dos islamitas radicais, que mal ouvem falar em razão puxam logo da pistola. É com esta gente que queima efígies do Papa em público que alguns clérigos cá do burgo gostariam de estabelecer um "diálogo interreligioso" - entre eles o padre Neves, que num artigo no Expresso lança esta douta sentença: "O Papa não foi feliz." Separar violência e fé, como Bento XVI defendeu na universidade alemã de Ratisbona, terá sido "um acidente académico perigoso para a ideologia muçulmana dos nossos dias".
Nem o meu amigo Daniel Oliveira, ateu convicto, alinhou neste tom. Na coluna de opinião paginada ao lado da do padre Neves no Expresso, o Daniel acentua: "O Papa soube deitar água fria no fanatismo islâmico e no racismo que domina a nossa intelectualidade ocidental." Carreira das Neves não pensa assim. E acha até que a vandalização de igrejas na Palestina e o lançamento de cruzadas de morte contra Bento XVI constituem respostas "de acordo com a crítica do imperador bizantino" Manuel II que o Papa citou em Ratisbona.
E que crítica é essa, feita em 1391 pelo imperador a um interlocutor persa de fé islâmica? "Mostra-me o que é que Maomé trouxe de novo. Apenas encontrarás coisas más e desumanas, como a sua directiva de espalhar com a espada a fé que pregava." Horror! O Papa não devia ter beliscado, mesmo recorrendo à linguagem metafórica, esta relação entre proselitismo e actos violentos...
Chegado aqui, apetece-me subscrever o que disse ontem a Clara Ferreira Alves numa insuspeita tirada machista no Eixo do Mal: "Chega de baixar as calças!" É um argumento um bocado prosaico, reconheço. Mas depois de ver o padre Neves fazer coro com os radicais islâmicos nas críticas ao Papa Ratzinger, também não me ocorre nenhum mais expressivo que este. Às vezes penso que a Síndroma de Estocolmo não afecta só aqueles que são fisicamente prisioneiros, mas também os que se encontram espiritualmente sequestrados. Valha-lhes Deus.

O que eles dizem (3)

por Pedro Correia, em 24.09.06
- "Sou de esquerda. Todos devíamos poder fumar um charuto e comer caviar."
Ricardo Araújo Pereira, Sol

- "Gosto da honestidade e da coragem do fado. (...) mesmo quando é mau. Mesmo quando é mal cantado."
Miguel Esteves Cardoso, Única

- "Não consegui comprar o Sol! Felizmente, a Rita comprou dois."
Marcelo Rebelo de Sousa, Sol

- "Portugal dá-me uma paz incrível."
Caetano Veloso, Única

Bola com bolor

por Pedro Correia, em 24.09.06
Certos jornalistas desportivos abusam das frases feitas, dos lugares-comuns. Acompanho a transmissão de um jogo de futebol, vou escutando relatores e comentadores a utilizar expressões que já eram bolorentas no tempo da Maria Cachucha. Expressões como "moldura humana" e "estampa física". Pensava que ninguém já falava assim, mas equivoquei-me: o mundo do futebol é mesmo uma excepção. Até nisto.

O que eles dizem (2)

por Pedro Correia, em 24.09.06
- "O processo Casa Pia, pelo modo como foi conduzido, veio criar uma aliança muito pouco santa entre políticos: os que não estão à venda e que em princípio apoiam políticas anticorrupção, e aqueles a quem só falta a tabela de preços."
Saldanha Sanches, Expresso (Economia)

- "O Islão é uma religião de paz. Mas, para dissipar as dúvidas, aparece sempre alguém disposto a matar em seu nome."
João Pereira Coutinho, Expresso

- "As posições no sexo fazem toda a diferença."
Margarida Rebelo Pinto, Sol

- "A magreza excessiva das manequins sempre me impressionou."
José António Saraiva, Sol

Concordo convosco

por Pedro Correia, em 24.09.06
Estou de acordo com estas duas meninas. Com a Paula Moura Pinheiro, a propósito da recente polémica em torno do Papa: "A civilização ocidental tem de merecer-nos mais que uma permanente e culpabilizada autocensura. Ou devia Bento XVI pedir desculpa por falar do lugar da razão na religião?" E com a Carla Hilário Quevedo, que partilha comigo o culto do itálico na nossa escrita: "O itálico é a forma correcta (por isso elegante) de assinalar nomes de livros, palavras estrangeiras e de apontar a subtileza de determinadas palavras." Há muito que penso assim.

O que eles dizem (1)

por Pedro Correia, em 24.09.06
- "A questão da segurança social é demasiado importante para ser deixada aos economistas." Nicolau Santos, Expresso (Economia)

- "Eu admitiria de bom grado que as mulheres são muito superiores aos homens, se elas parassem com esta mania de que são iguais."
Paulo Nogueira, Expresso

- "Desde há quatro anos, todos os dias tomo um antidepressivo."
Manuela Moura Guedes, Tabu

- "A noite funciona como uma terapia."
Vítor Rainho, Tabu

Boas histórias nos semanários

por Pedro Correia, em 24.09.06
- EPUL tem 15 directores vitalícios. De Valentina Marcelino, no Expresso (manchete do jornal).
- Vasco Lourenço, capitão de Abril, cultiva flores no Alentejo e já as exporta para a Holanda. De Conceição Antunes, no Expresso.
- Torres, "velha glória" do Benfica, está cada vez mais doente, com Alzheimer, enquanto a homenagem do clube da Luz vai tardando. De Rui Antunes, no Sol.
- Obituário de Fernando Carneiro, que foi um dos melhores repórteres da sua geração. De Pedro d'Anunciação, no Sol.
- Um português vive hoje na casa londrina de Freud, entretanto transformada em museu. De Bruno Manteigas, na revista Tabu.
- Outro português faz canções para grandes cantores brasileiros. De Isabel Oliveira, na revista Única.
- As falsas promessas feitas aos brasileiros instalados em Vila de Rei. De João Morgado, no Sol.
- A odisseia de um "mochileiro" português nos labirintos de Luanda. De Gonçalo Cadilhe, na Única.

España, España, España

por Corta-fitas, em 24.09.06
E ainda dizem que de Espanha nem bons ventos.......
(Junho 2004)
Foto: Leonardo Negrão

Assim é que é

por Pedro Correia, em 24.09.06
Gostei do sentido de risco dos camaradas de profissão que lançaram o Sol.
Gostei da saudável reacção do Expresso, que respondeu muito bem ao desafio lançado pelo Sol.
Gosto que haja mais opções editoriais ao fim de semana.
Gosto que a imprensa se diversifique.
Gosto da concorrência entre jornais.
Gosto de ver os jornais aumentar as tiragens, num claro desmentido à alegação de que os portugueses se afastam cada vez mais da leitura.
Gosto que os consumidores da imprensa possam, através dela, ter acesso a bens complementares de qualidade, como a excelente série de filmes em DVD que o Expresso tem oferecido aos seus leitores.
Gosto dos preços razoáveis que estão a ser praticados pelos semanários ao sábado, o que só é possível pelo facto de haver mais títulos nas bancas.

Elas sobre elas

por Corta-fitas, em 24.09.06
«Une femme est toujours humiliée du mépris qu'on montre pour son sexe: elle soufrirait peut-être moins d'une accusation personelle, car elle aurait l'éspérance de se justifier»
Madame Necker, nascida Suzanne Curchod de Nasse
em «Ce que les femmes disent des femmes», Americ=Edit, 1936.




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