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Operação Mãos Livres

por Corta-fitas, em 26.09.06
Caro FAL, de facto não posso concordar. Fiz cuidadosamente as contas: Os 220.000 euros, divididos pelos 365 dias do ano, dão como resultado 602,7 euros/dia.
A um tarifário elevado (50 cêntimos por minuto), isto dá para 1.204 minutos de conversação. Ou seja, 20 horas por dia ao telefone.
Depois destes cálculos, dignos de um Prémio Ignobel, só reforço a minha preocupação: Se não utilizar um auricular bluetooth, que seja pelo menos um sistema de mãos livres. Só isso o salvará de irreversíveis e perniciosos efeitos cerebrais. E isso não se deseja a ninguém.

Não tem salvação...

por Corta-fitas, em 26.09.06
...mas é sem dúvida coerente. Até Deus a f. escreve com letra minúscula.

Gastos

por Francisco Almeida Leite, em 26.09.06
É muita massa, só para termos um primeiro-ministro sempre contactável e em linha directa com todo o seu gabinete. Ou não é? Eu cá acho, independentemente do que defendeu o João, aqui em baixo.
João, não me digas que pões a hipótese de o nosso PM ter daqueles auriculares sem fios, com bluetooth, como muitos que andam por aí com aquela coisa na orelha e ao volante, mesmo que não estejam a falar com ninguém?.. Nunca estão.

História de algibeira (4)

por João Távora, em 26.09.06
Ao passar em Alcântara, o Palácio das Necessidades pareceu-me hoje particularmente atraente, talvez devido à transparente e radiosa manhã que se fazia sentir em Lisboa. Gosto daquela casa, onde trabalhei durante um período particularmente feliz da minha vida.
O convento foi mandado construir no séc. XVIII por D. João V no local onde existia uma ermida em honra de Nossa Senhora das Necessidades. Tornou-se residência da dinastia Bragança a partir de D. Maria II, ou seja, foi a residência oficial do chefe de estado até 1910.
Tendo o Rei D. Carlos desenvolvido uma intensa actividade diplomática, procederam-se no seu tempo a obras de beneficiação tendo em conta os jantares e recepções de Estado. Bombardeado no dia 4 de Outubro de 1910 a partir do rio pelos rebeldes republicanos a bordo do Adamastor, o Palácio das Necessidades foi desde então adoptado para albergar o ministério dos Negócios Estrangeiros, mantendo-se assim ainda hoje a sua vocação para as relações internacionais do estado português.

Ordem de pagamentos

por Corta-fitas, em 26.09.06
Já isto, como direi, me parece um bocadinho mal: «Segundo um aviso da Direcção-Geral do Tesouro, publicado segunda-feira em Diário da República, os primeiros funcionários a serem pagos, no dia 20 de cada mês, são os membros do Governo, os militares os diplomatas e os reformados».

Os portugueses conhecem-no (mas só eles)

por Corta-fitas, em 26.09.06
Jorge Sampaio não é conhecido em Belém do Pará nem pelo Reitor da Universidade da Amazónia. Não me espanta. Ri-me mesmo muito com a notícia do 24 Horas , mas é evidente que poucos portugueses há cuja cara seja reconhecida mal passam a fronteira e chegam a Badajoz. E são todos futebolistas.

Espero é que use auricular

por Corta-fitas, em 26.09.06
Não serve de nada vir comparar o plafond de 220 mil euros para chamadas de telemóvel/ano e escrever que «dava para comprar um T2 no centro de Lisboa ou 10 carros médios» como fez o Portugal Diário. É populista e sem sentido objectivo. Podiam, já agora, fazer a conta em pacotes de fraldas de bebé e ia dar ao mesmo.
Sou insuspeito ao defender José Sócrates, mas na verdade o montante não é diferente do habitual dado a um Primeiro-Ministro e não vi, até agora, divulgado quanto é que ele efectivamente gasta, apenas quanto pode gastar se o necessitar (não que isso me interesse).
Este discurso moralizador de tendência pequeno-burguesa irrita-me e já vem do tempo do senhor D. Carlos, quando a imprensa fazia constantes críticas às suas dívidas e gastos. Na realidade, defendo que o gasto em comunicações do Primeiro-Ministro até devia ser ilimitado, e acredito no bom senso do senhor para não emprestar o telemóvel à família ou amigos, seja para participarem no Forum TSF ou encomendarem pizzas. Só lhe recomendo que use auricular. A bem da saúde.

Blogues em revista

por Pedro Correia, em 26.09.06
Hoje Há Conquilhas: “Muitos dos votantes de Cavaco Silva não andam contentes com a sua actuação. Criticam-no por tudo e por nada. Até parece que acreditaram que o homem, uma vez eleito, ia mesmo desempenhar o cargo de primeiro-ministro.” (Tomás Vasques)
Papagaio Morto: “Em terra de árbitros quem não vê a mão na bola é rei.” (Leonardo Ralha)
Tomar Partido: “Cá para mim o envelope 9 foi colado com cuspo (descola rápido).” (Jorge Ferreira)
Retórica: “O toxicodependente tem direito a seringas de borla. O diabético (insulinodependente) é obrigado a pagá-las...” (Américo de Sousa)
Pensamentos: “Ainda alguém me há-de explicar porque é que as reestruturações se fazem sempre à custa das pessoas.” (Ilídia Pinto)
Portugal dos Pequeninos: “Se repararmos na parte das livrarias que atrai mais público, ficamos esclarecidos. 'Esoterismo','espiritualidades' e 'religião' têm sempre clientes. A 'era do vazio' gera subprodutos mitómanos.” (João Gonçalves)

Cavaco e os sonhos frustrados da direita

por Pedro Correia, em 25.09.06
Uma certa direita, com sede de poder mas pouco ou nada vocacionada para fazer oposição, gostaria que Aníbal Cavaco Silva trabalhasse por ela – isto é, que conduzisse a partir do Palácio de Belém as operações de desgaste contínuo do Governo socialista. Essa direita bem pode esperar sentada: Cavaco não lhe fará a vontade.
Desde logo por uma questão institucional: o actual Presidente da República interpreta os poderes que a Constituição lhe confere numa perspectiva que em nada se adequa às teses instrumentais postas em prática por Mário Soares quando exerceu as mesmas funções. Ao contrário de Soares, que tinha como desígnio estratégico contribuir para o ressurgimento do PS enquanto alternativa viável de poder, Cavaco não se comove com os dilemas existenciais do PSD: nunca escondeu uma certa aversão à vida partidária, mesmo quando liderava os sociais-democratas, e hoje está ainda mais longe desse universo onde fervilha a pequena intriga.
E depois também por uma questão de fundo: Cavaco foi, durante anos, o alvo preferencial da direita que hoje gostaria de o ver como ponta-de-lança numa ofensiva anti-PS. Era o tempo em que o “cavaquismo” surgia ridicularizado nas colunas de opinião do Independente, que o pintavam como um esquadrão de pacóvios de peúga branca. O actual chefe de Estado, tanto ou mais que José Sócrates, detesta a direita que reclama direitos naturais de acesso ao poder por pergaminhos sociais, fortunas adquiridas ou apelidos sonantes. A mesma direita que o odiava quando ele estava no lugar de Sócrates jamais contará com o aval do actual inquilino de Belém para golpes palacianos.
Não perceber isto é não perceber nada sobre as forças que se digladiam nos bastidores da política portuguesa. A direita quer desgastar o Governo? Arregace as mangas e vá à luta. Se Sócrates mantiver o entendimento institucional que estabeleceu com o Presidente da República e acentuar o ímpeto reformista, por esse lado nada terá a recear. Deste PSD e deste CDS que agora brincam às oposições, certamente também nada receia: uns limitam-se a reivindicar novos “pactos” que os façam sonhar com umas migalhas de poder, outros apunhalam-se mutuamente com requintes florentinos.
Cavaco não pode estar mais distanciado de tudo isto. Com o seu instinto natural, ele sabe bem que os portugueses não o elegeram para ser o “cavalo de Tróia” da direita dos interesses, cuja inépcia política salta à vista.

Clinton Vs. Fox

por Nuno Sá Lourenço, em 25.09.06
No canto esquerdo, Fox News, uma das estações televisivas com maior audiência nos EUA. No canto direito, Bill Clinton, ex-presidente dos EUA. Meus senhores, sentem-se, puxem do cigarro, das pipocas ou da manta, e apreciem...

Dois homens e um telemóvel

por Nuno Sá Lourenço, em 25.09.06
O Presidente da República de Portugal ofereceu um telemóvel/PDA com software nacional ao Rei de Espanha logo no arranque da visita oficial. Cavaco Silva não perdeu tempo. Aterrou em Espanha e começou logo a vender aquilo que acha que Portugal tem de melhor. Empreendedorismo e hi-tec. Acho muito bem.
Mas gostava de saber mais sobre o produto. O telemóvel é rápido? É pequenito? É levezinho? Tem bigode?

Cascais é um carrocel, my friend

por Corta-fitas, em 25.09.06
Transbordando com a vontade de visitar um novo restaurante, mas sem saber bem onde abriu as portas nem por que caminhos seguir, recebi o seguinte auxílio quanto ao itinerário mais apropriado:
«Sais onde diz Alcabideche, chegas a uma rotunda grande antes do Cascaishopping, fazes essa rotunda toda e só viras onde diz Cascais. Continuas sempre em frente e vais apanhar duas rotundas novas. Continuas em frente em direcção a Cascais. Entretanto vês uma bomba de gasolina do lado esquerdo e logo a seguir tens mais uma rotunda. Nessa, viras na segunda saída e continuas sempre a descer».
Depois de ler isto, desisti. Já me sinto tonto que chegue. No regresso, ainda era capaz de regurgitar a refeição.

É isso mesmo

por Pedro Correia, em 25.09.06
"Há que respeitar os outros. Se Deus não quis que todos tivessem uma só religião, quem sou eu para o querer?"
David Munir, teólogo islâmico e imã da Mesquita Central de Lisboa, em entrevista à revista Domingo, do Correio da Manhã

Quando a nostalgia toca

por Corta-fitas, em 25.09.06
Com o devido respeito pelo nosso FAL, hoje estou mais numa de reviver isto. (Aviso: Não recomendado a ouvidos sensíveis).

Quem não sabe aprende

por Corta-fitas, em 25.09.06
Vi-me compelido a ganhar um concurso no Incontinentes Verbais, para poder finalmente descobrir o significado de «zimbório». Parece impossível. Agora, se quiserem saber o que é, têm de fazer uma visita aos vizinhos.
Fiquei esclarecido, mas intrigado. Por que razão Soares e Carlucci se reuniram debaixo de um chapéu de senhora? Isto está cada vez mais misterioso.

Música para os seus ouvidos

por Francisco Almeida Leite, em 25.09.06













Importam-se que sugira esta?
Da dupla Jane Birkin/Serge Gainsbourg, Je t’aime, moi non plus...

Não conseguiu travar?

por Francisco Almeida Leite, em 25.09.06
O Correio da Manhã escreve hoje que "o ministro da Economia e Inovação foi o único responsável governamental a não conseguir travar o aumento das despesas correntes no seu ministério no primeiro semestre deste ano". Atenção aqui para o uso da palavra "travar". Julgo que não terá sido ao acaso... Dá para pensar que não é só na estrada que a velocidade do ministro é grande.

Brasil e Portugal

por Francisco Almeida Leite, em 25.09.06
A Galeria Graça Brandão fica no n.º 26 da Rua dos Caetanos, em Lisboa. E agora tem em exposição "Olho D’água" (escultura), do brasileiro Efrain Almeida, e as pinturas do português Paulo Quintas (1966, Ericeira). A não perder.
Uma vista de olhos pelo site da galeria revela também excelentes contactos e artistas de nomeada no portfolio. Como o grande (em tudo o que faz) escultor Rui Chafes. Em breve, segundo o que me contou o Pedro (um dos proprietários), há a expectativa de acontecimentos que envolvem alguns nomes da cena internacional artística. Em jogos combinados, que misturam de tudo um pouco. Arte plástica, música, teatro. Numa demonstração de que não somos pequenos em tudo. Esta galeria é mesmo das poucas que está no circuito internacional dentro do seu género.

A ler

por Francisco Almeida Leite, em 25.09.06
Entrevista de Aníbal Cavaco Silva ao El País de ontem. Arranca com o pormenor da gravata (supostamente com uma nódoa, imperceptível para os jornalistas, mas que o Presidente resolveu ir trocar antes de começar a sessão fotográfica), percorre temas como o referendo ao aborto, os aviões da CIA, a relação com nuestros hermanos, a crise no Médio Oriente ou a evolução comparada de Portugal e Espanha depois da entrada na Europa comunitária. As excelentes fotografias são do João Pina (filho de Joaquim Pina Moura), que trabalhou comigo há uns anos.
Voltaremos à entrevista, porque tem material importante para anáslise. Mas deixo a pergunta: Seria esta conversa (neste tom) possível por cá?
Aqui vai um excerto: "Soy un hombre contento con la vida, me ha tratado bien. No salí de la jefatura del Gobierno nada frustrado. Trabajé mucho, y Portugal dio un paso adelante. Me fui con la conciencia tranquila, y eso es importante en la vida política. Volví a mi puesto de catedrático universitario. Y volví con toda tranquilidad. No esperaba regresar, y por eso escribí mis memorias. Pero donde aprendí de verdad fue durante el paso por el poder. Tuve suerte: viví muchos cambios en el mundo. Cuando acabé la etapa de primer ministro era una persona mucho más rica. Y no en el sentido material. En ese sentido, me empobrecí. Durante años mantuve cierta distancia hacia las cuestiones políticas, y de alguna forma, psicológicamente, gané la preparación para ejercer hoy una función que es diferente."

Lá que tenho escrito muitos disparates...

por Corta-fitas, em 25.09.06
«No entanto, o reino por excelência deste tipo de informação (as teses da conspiração) são os blogs. Essa curiosa realidade, que democratizou a informação e o debate, fez também explodir o disparate, o mau gosto, a maledicência».
João César das Neves, no DN.




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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