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Foi em meados dos anos 50 com o advento da indústria discográfica, e com o apoio da telefonia, que se democratizou o consumo da música. Desde então que falamos da música Pop (de popular). Neste “fenómeno” eu incluo toda uma variada gama de “rótulos”, que vão da simples "Cançoneta" à Música de Intervenção passando pelo Rock ao Folk (lore) até ao Fado, ao Jazz, etc.
minutos, com simplicíssimas e geniais melodias. Se nos despirmos de “snobeiras” ou preconceitos, admitiremos que gente tão diferente como Lennon e Mc Cartney, Jacques Brel ou Elton John, José Cid ou Sérgio Godinho, Caetano Veloso ou Chico Buarque, Paul Simon ou Paul Anka, deixarão para a posteridade intemporais pérolas musicais e às vezes poéticas; Canções como Eleonor Rigby, Quand on n’a que l’ amour, Your Song, 20 Anos, Balada de Rita, Leãozinho, Olhos nos olhos, Song for the Asking, ou My Way, ainda me comovem e não só marcam uma época como acredito que serão recuperadas no futuro, por intérpretes vindouros. 
O episódio da escolha do sucessor de José Souto Moura como Procurador-Geral da República tem demonstrado que, talvez por ser Agosto, o Governo de José Sócrates tem cometido os primeiros erros em matéria de política de comunicação institucional. O Governo parece estar a vacilar. O mesmo Governo que muitos consideravam sem mácula em matéria de comunicação governamental - não precisando sequer da central que Morais Sarmento e companhia (muito) limitada queriam montar na Gomes Teixeira no tempo de Durão Barroso. Veja-se: O primeiro-ministro dá uma entrevista a uma televisão onde demonstra que o mais provável é o Governo chamar a si a escolha, sem consultar a oposição. Depois, Vitalino Canas, porta-voz do PS, reforça aquela ideia e garante que "não há tradição, nem regra", que obrigue o executivo a partilhar a escolha com os outros partidos com assento parlamentar. Diz Vitalino que se houver alguma conversa, ela não passa de um exercício de "cortesia". A seguir, sabe-se que Belém prefere os consensos e lembram-se mesmo as palavras de Cavaco Silva durante a campanha e no discurso da tomada de posse. Logo no dia seguinte sabe-se que Sócrates telefona a Ribeiro e Castro e a Marques Mendes (por esta ordem curiosa) para falar do envio de tropas para o Líbano e acaba por introduzir o tema do processo de escolha do PGR.
Manuel Falcão, que foi o primeiro subdirector do jornal (MEC era o director e Portas o adjunto), e o Vítor Cunha (que foi quase tudo naquele jornal, de redactor de política a editor, de editor executivo a director adjunto, até chegar a accionista e vender a sua posição) também já escreveram sobre o assunto. Aqui e ali.
Ainda acham que estou a exagerar?O Sr. Vasco Granja, que apresentava o seu programa sempre com um certo ar esgazeado, mostrou-nos milhares e milhares de filmes de animação todos iguais de autores polacos, checos, russos, búlgaros, com nomes ininteligíveis invariavelmente acabados em vsky, vitch ou lev. Estes filmes de animação ficaram popularmente conhecidos por “Konec’s”, pois era a única palavra que conseguiamos ler em todo o filme, para além de ser a mais aguardada pela audiência pois “Konec” quer dizer “Fim” em polaco.
Ao fim de alguns anos e, provavelmente após milhões de cartas de pais, preocupados com os danos físicos e morais que o Sr. Vasco Granja estava a provocar nas crianças de Portugal, este, a contragosto, reabilitou algumas das figuras da Warner, UPA, Hanna-Barbera, etc. As crianças portuguesas exultaram de alegria, mas como diz o ditado, não há bela sem senão, esta alegria durou muito pouco, pois Vasco Granja tinha as piores das torturas preparadas na sua manga, torturas essas que ainda hoje me provocam calafrios.
A primeira consistia na pronúncia dos nomes das personagens: descobrimos que Daffy Duck, popularmente conhecido até então pelo nome de “pato maluco”, se chamava “Páto Dáfi”, Bugs Bunny era o “Bugues Buní”, o cão Droopy era o “Drúpi”, Elmer Fudd era o "Élmer Fude", o Porky Pig era o "Pórqui Pigue", desta razia apenas escapou, por facilidade de tradução e fonética o Gato Silvestre.
A segunda..... era a pior de todas. Vasco Granja contava toda a história do filme antes dele começar. Ainda hoje, me assolam aquelas palavras.... neste filme o Elmer Fude anda a caçar coelhinhos, só que encontra o Bugues Buní, o qual se chega perto dele e diz “ o que se passa doutor?”
O chega para lá a Carlos de Sousa, ainda se desculpa. Agora, aquilo que o PCP se está a preparar para fazer na Festa do Avante!, que arranca amanhã, é que já não tem remissão! Então não é que os comunistas programaram uma Homenagem ao cinema de animação na escolha de... Vasco Granja? Não bastou a minha geração? Querem traumatizar a da minha filha? E se a RTP decide recuperar o autor da aterradora frase "bom dia, amiguinhos!"?E convidava miudinhos de tenra idade, aí nos seus 5 ou 6 anos, e entrevistava-os! Uma entrevista típica desenvolvia-se mais ou menos assim:
Vasco Granja - "então pequenino, como te chamas?"
Míudo - dizia o nome
VG - "e que idade tens?"
M - dizia a idade
VG - "Então e gostaste dos desenhos animados que mostrámos agora do polaco Miroslav Kusturica?"
M - acena com a cabeça dizendo que sim de forma pouco convincente
VG - "então e gostas dos desenhos animados do búlgaro Pavlov Meszaros?"
M - fica silencioso, com uma expressão entre o embaraçado e o atordoado
VG - "então e do romeno Miklosj Dragulescu?"
M - continua silencioso, ainda com uma expressão de profundo embaraço, e começa a ficar vermelho...
VG - "e então pequenino, diz lá de que de desenhos animados gostas mais?"
M - começava a desbobinar - "do Pernalonga, do Dáfidâque, do bipebipe..."
VG - "ah pois, esses hoje não temos para mostrar, por isso vamos antes ver uns lindos desenhos animados do soviético "Dmitryi Kurchatov..."
Hoje, ainda em casa, recebi uma notícia que me deixou um pouco triste. E até nostálgica. Soube que o semanário O Independente vai fechar. O jornal que desde há longos anos me faz companhia (confesso que nos últimos tempos fazia cada vez menos) durante o fim de semana, a par do Expresso, das revistas Sábado e Visão, dos jornais Público e Diário de Notícias... Enfim, coisas de jornalista. Mas voltando ao que interessa. Não é só o facto de o semanário fechar portas que me entristece. Afinal, era uma referência no jornalismo português - também é verdade que cada vez menos o era. É sobretudo o facto de 25 funcionários, entre eles, colegas meus, jornalistas, ficarem assim, de repente, no desemprego. É assustador. Para eles deixo aqui uma mensagem de coragem e de apoio, dentro do que é possível. Não há tempestade que não seja seguida da bonança.
Mais uma notícia cuidada e informada de Pedro Almeida Vieira. Os espanhóis fecham-nos a torneira e deixam sair umas pinguinhas, afectando gravemente Alqueva, albufeira essa que nunca encheu desde a sua inauguração.
O melhor e o pior desta entrevista:
O André Moura e Cunha, no seu blogue Porque, anda a seleccionar as melhores primeiras frases da literatura portuguesa de ficção, como já assinalei aqui. Dei-lhe logo o meu contributo, mencionando este arranque - de inspiração existencialista - do excelente romance Alegria Breve, de Vergílio Ferreira: «Enterrei hoje a minha mulher – porque lhe chamo minha mulher? Enterrei-a eu próprio no fundo do quintal, debaixo da velha figueira.»
Acabei de ler o registo sentido do PPM sobre o fecho do Indy. E lembrei-me das notícias, entrevistas e reportagens dele no Internacional. Não era um assíduo da secção - lia mais a Política, com a qual concorri directamente anos a fio, e a opinião -, mas reconheci sempre ali qualidade. No que o PPM, o Vasco Rato e outros foram escrevendo. Sobre o encerramento do Indy, esperemos por sexta-feira para fazer comentários mais direccionados.A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
Fico contente por ver que o sentido de humor també...
AhAhAh, Carlos Sousa, vossa mercê ( se fosse rei s...
Uma escola primária com cheiro a desinfetante bara...
o Pr pode ser eleito com menos de 20% da totalidad...
não nem monárquico nem republicano. isto não é pro...