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Veto político número 1

por Francisco Almeida Leite, em 02.06.06
Aí está o primeiro entrave vindo de Belém a um projecto de lei do PS (neste caso acompanhado dos senhores do Bloco de Esquerda). A Lei da Paridade, tal como está, não passou em Belém. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

Ramsés MMVI

por Corta-fitas, em 02.06.06
O nosso Duarte Calvão, o nosso João Távora, os nossos monárquicos leitores - absolutistas ou constitucionalistas - leram a insuspeita Sábado?
É que vem lá dito por especialistas genealógicos que D. Duarte de Bragança descende de Ramsés I! Vocês já sabiam? Ena!
A ser assim, deviamos celebrar com um concurso público para a construção de uma gigantesca pirâmide evocativa. Ou reclamar a posse do Egipto. Das duas uma.

Afinal quem é o Nº12?

por Corta-fitas, em 02.06.06
Juro que não percebo. Primeiro vejo fotografias de Madail e Sócrates, despedindo-se da Selecção segurando uma camisola número 12.
Hoje vejo fotografias de Madail e Cavaco Silva, despedindo-se da Selecção segurando uma camisola número 12.
Estou a ver a dobrar? Tudo não passa de um dejà vu? Alguém me explica? Obrigado.

O meu gira-discos - crónica

por João Távora, em 01.06.06
Uma das coisas que gosto mais de fazer na vida é ouvir música. Quando casei, já convertido aos CDs, não fui capaz de me desfazer de umas centenas de velhos LPs de estimação. Coisas como The Beatles, Grappelly, A Banda do Casaco, Brian Eno, Leonard Cohen, Keith Jarret, Genesis (com o Peter Gabriel, claro), Mozart, João Gilberto, Beethoven, Jacques Brel, Tchaikovsky, The Tom Robinson Band, Carlos Paredes, Stranglers, muito Neil Young e tantos outros, misturavam-se moribundos numa prateleira da sala. Nunca precisei de negociar esse espaço. É o amor.
Acontece que além disso, a minha mulher é esperta, e recentemente ofereceu-me um… lindo gira-discos!
De então para cá, redescubro (em raras oportunidades de silêncio exclusivo, bem sei…) o gozo de ouvir o “vinil” outra vez.
É como um ritual: Vinte minutos de gozo, e levanto-me para com deferência virar o disco, limpá-lo com a escovinha. Finalmente, sento-me de novo, deleitado espreitando a “posologia” da obra na contracapa.
Bem sei que hoje posso ouvir os Concertos de Brandemburgo de Johann Sebastian Bach em duas doses de uma hora cada (num duplo CD). Mas não é a mesma coisa… até porque nunca chego ao fim, que a minha vida não mo permite. Pelo contrário, vinte minutos, (o tempo de um lado de um disco) é um tempo mais humanizado, mais verosímil. O som? Bem, o som é do melhor: encorpado e sólido sai das pesadas colunas com um vigor único.
No outro dia, encontrei numa discoteca perto de mim o álbum X&Y dos Coldplay em vinil. Bonita a capa, de bom cartão e design, contendo boas fotografias num tamanho decente. E trouxe-o para casa a ver se convertia os miúdos mais velhos ao analógico. Acho que não tive sucesso (só querem é o i Pod). Quem ficou fã dos Coldplay fui eu! … Mas só em vinil!

Última hora

por Francisco Almeida Leite, em 01.06.06
Fontes bem colocadas garantem que o CDS, perdão, o PP, irá avançar com a proposta de instituição do "Dia Nacional do Gato". O primeiro subscritor é um antigo líder do partido, conhecido por ter sete vidas...

Tertúlia literária (36)

por Pedro Correia, em 01.06.06
- Aprecio Coelho.
- O Prado?
- Não. O Paulo.

Um grande filme, Dude!

por Corta-fitas, em 01.06.06
Treehorn: Regrettably, it's true, standards have fallen in adult entertainment.
It's video, Dude. Now that we're competing with the amateurs, we can't afford to invest that little extra in story, production value, feeling... People forget that the brain is the biggest erogenous zone--
Com os agradecimentos à triciclo feliz e ao THE BIG LEBOWSKI RANDOM QUOTE GENERATOR

Paul Auster no Chiado

por Pedro Correia, em 01.06.06
Um dia destes, andando eu pelo Chiado, vi o Paul Auster sentado na esplanada da Brasileira. Ainda nem ele imaginava que iria receber o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras, ontem anunciado. Fiquei a olhar por uns momentos para a mesa onde o escritor se encontrava, em amena cavaqueira, como se fosse mais um habitante de Lisboa. E naquele instante exacto esta cidade tão provinciana pareceu-me ganhar enfim um certo ar cosmopolita.

Dia de cão

por Nuno Sá Lourenço, em 01.06.06
O PSD saiu do congresso a dizer 'Agora é que é! Agora é que o Governo vai ter oposição!' Estou a imaginar um grupo de deputados sentados numa mesa a pensar: 'Então como vamos levar por diante este desígnio?' Um deles terá dito 'Porque não instituir o dia nacional do cão?' 'Boa', responderam os outros. E assim nasceu o projecto de resolução nº129/X. Reparem agora na pérola de literatura legislativa que é a justificação para a escolha do dia 6 de Junho para o dia nacional:
6. É por todas essas razões que entendemos fazer sentido instituir no calendário oficial um dia dedicado à sensibilização de todos para o importante papel que a relação com os cães tem na nossa vida, dia que pode ser particularmente interessante para uma importante pedagogia de valores de cidadania a incutir nas nossas crianças e nos nossos jovens, razão pela qual parece adequada fazer aproximar esta data do 1 de Junho, Dia da Criança.

O Sol brilhará para todos nós

por Corta-fitas, em 01.06.06
Leio hoje que a empresa editora do novo semanário do Arquitecto Saraiva se registou como «O Sol é Essencial». Acho esquisito.
Se ainda forem a tempo, proponho designações alternativas:

«O Sol na eira e o Expresso no nabal».

«Mais vale Sol que mal acompanhado».

«O Sol quando nasce arrasa todos».

«Afinal há Sol que sempre dure».

«Sol, Sol Sol, aqui vem ele» (letra original de George Harrison)

Não têm que agradecer. Disponham sempre.

Timor: resposta a Paulo Gorjão (1)

por Pedro Correia, em 01.06.06
O Paulo Gorjão é uma das pessoas que tem escrito coisas mais acertadas sobre Timor desde o início da actual crise que voltou a pôr o país nas manchetes internacionais. Custa-me até a entender como os grandes órgãos de informação não o convidam a comentar o tema, preferindo ouvir quem nada percebe do assunto. Dito isto, e a propósito deste texto que assinou ontem na Bloguítica, em réplica a uns apontamentos que deixei no Corta-Fitas, estou de acordo com ele sobre o comportamento errante de Freitas do Amaral, aliás na senda do que o ministro dos Negócios Estrangeiros já nos habituou. De resto, nos dias que correm, é arriscado elogiar Freitas, como fiz ao destacar a firmeza inicial revelada pelo ministro perante o arrogante comportamento da Austrália. Por cada declaração acertada, logo surgem duas ou três que se revelam um desastre diplomático: não posso qualificar de outra maneira, por exemplo, a forma como procurou anunciar por antecipação a remodelação governamental em Díli, à revelia do que o mais elementar bom senso recomendaria. Outro sinal enviado a José Sócrates sobre a necessidade de o remover do Governo...

Timor: resposta a Paulo Gorjão (2)

por Pedro Correia, em 01.06.06
Se o reparo de Paulo Gorjão neste caso tem razão de ser, e o que escreve sobre a necessidade de um mandato claro da ONU para o envio de forças portuguesas também, já a sua defesa da presença em Timor de um contingente militar destacado de Lisboa continua a merecer-me as maiores objecções. Em primeiro lugar, insisto, porque só a GNR tem experiência do terreno - atributo fundamental num casos destes - e os desmandos em Díli requerem acções de âmbito policial e não militar. Mais importante que isso: a eventual presença de forças armadas portuguesas, com toda a sua carga simbólica, arriscar-se-ia a ser confundida com a constituição de uma guarda pretoriana de uma qualquer das facções políticas neste momento em conflito, sem nenhuma contrapartida efectiva no reforço da segurança pública em Díli, tarefa que deve merecer a prioridade máxima. Pelo contrário, isso equivaleria a deitar gasolina numa fogueira de contornos incertos. Não é esse, seguramente, o papel que nenhum de nós deseja para os militares portugueses. Nem é essa a sua vocação.

O fim da coutada do macho latino

por Nuno Sá Lourenço, em 01.06.06
Acontece no Campo Pequeno, no centro comercial que construiram por baixo da praça de touros. As casas de banho dos homens têm fraldários. Mesmo em frente aos urinóis. É uma mudança civilizacional. Acho bem, que aconteça no pseudo-monumento à testosterona que é a sede da tourada na capital. Até porque, convenhamos, o toureio pouco tem de viril. Basta olhar para para os folhinhos e meias cor-de-rosa que abundam nos trajes tauromáquicos...

O pensamento do coração

por Corta-fitas, em 01.06.06
Lembrei-me de Sting cantando «I hope the Russians love their children too» ao ler a interrogação de Jane Goodalll, no DN de hoje, a Filomena Naves: «Os donos das companhias de petróleo amam os netos, como toda a gente, então o que se passa? Porque não pensam no seu futuro?».

Goodall percebe imenso de chimpanzés mas não duvido que também conheça a fundo o Homo Sapiens Sapiens: «Houve um corte entre o nosso cérebro extremamente inteligente e o nosso coração, ou seja, a compaixão e o amor», diz ela.

Pensemos nisto, só por um minuto. Ou melhor, sintamo-lo.

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com



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