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O enigma

por Francisco Almeida Leite, em 28.04.06
Quem será o antigo jornalista e ex-assessor governamental que está a prestar uma "preciosa" ajuda ao inefável Zé Beto na corrida pela liderança laranja? Pode dizer-se que a surpresa por esta descoberta foi tão grande como saber que a mesma figura esteve na cerimónia de cumprimentos ao novo Presidente da República no Palácio da Ajuda? Logo ele que foi responsável por tantas manchetes anti-Cavaco... Que lata.
Uma ajudinha: as iniciais dele são PG. Já agora, para que serve a ajuda "preciosa" do homem que está hoje em dia tão próximo de alguns serviços bem informados? Ou muito me engano ou alguém bem colocado está a brincar tanto com o partido da São Caetano à Lapa como está a brincar com o do Caldas, ao lançar candidaturas imberbes.

Não há coincidências?

por Francisco Almeida Leite, em 28.04.06

Muita gente ainda anda desconcertada com o discurso proferido pelo Presidente da República nos 32 anos do 25 de Abril. Queriam que falasse das contas públicas, dos relatórios do Banco de Portugal ou da OCDE, que apontasse o caminho ao Governo ou que, pelo menos, puxasse as orelhas aos deputados faltosos. A verdade é que Cavaco Silva preferiu demonstrar, à sua maneira, que a justiça social não é património da esquerda e pediu um compromisso cívico para a inclusão social. Com a participação de todas as forças políticas e num ambiente de concertação social.
Entretanto, na defesa do estafado Estado Social, Sócrates foi esta quinta-feira à Assembleia da República apresentar não só as cinco propostas para uma reforma da Segurança Social, como também falar da "evolução dramática da natalidade", do "reforço da protecção na invalidez e na deficiência". Protecção a ser alargada "às crianças e jovens órfãos". Entre as cinco medidas consta também o patamar máximo para as pensões pagas pelos sistemas públicos. Tudo claro, reforçou o primeiro-ministro, com muita abrangência e se possível com uma ajudinha da concertação social.
É claro que isto ainda não significa uma adequação da agenda política do Governo à do Presidente. Até porque o pedido de Cavaco Silva para começar a tentar encontrar soluções para reduzir o dualismo social ou o "Portugal a duas velocidades" leva tempo a realizar e não passa só por um apertar dos escalões das reformas, passa pela redução das distâncias entre litoral e interior e passa, sobretudo, por "não pedir mais sacrifícios a quem viveu uma vida inteira de privação". E isso Sócrates ainda não pode prometer.
Mas será mera coincidência que num dia o PR fale de um "compromisso cívico para a inclusão social" e que, dois dias depois, o primeiro-ministro apresente de rompante as várias mexidas na Segurança Social, muitas delas ainda não devidamente estudadas mas prontas a levar à AR, sempre com muito cuidado de arranjar consensos (que a maioria absoluta até dispensa) e de ter alguma sustentação social para as medidas? Francamente não sei, fico à espera que os mesmos que descobrem vocações cesaristas no PR me digam, mas lá que o PM anda a tomar muitas notas no seu moleskine, lá isso deve andar...

As palavras dos outros

por Pedro Correia, em 28.04.06
"Quando uma pessoa é obrigada a viver na companhia dos nossos políticos chega-se, ao fim e ao cabo, a perder toda a fé e uma mínima esperança de melhoramento."
D. Pedro V, em carta ao tio, o príncipe Alberto de Inglaterra (1859)

Novas ligações

por Pedro Correia, em 28.04.06
Mais Actual, de Rui Costa Pinto. A Sexta Coluna, de Eduardo Nogueira Pinto. Quatro Caminhos, de Ana Cláudia Vicente. Papagaio Morto, de Leonardo Ralha. Welcome to Elsinore, de Carla Carvalho. Tudo blogues com nome próprio. A partir de agora na nossa lista de endereços.

Quinta Feira Santa XXXVII

por João Távora, em 28.04.06
Sem querer bater mais "no ceguinho", soubemos hoje que cerca de metade dos deputados não justificaram a sua falta de Quarta-Feira Santa (o que está certo, não vale inventar) e que dentro daqueles que o fizeram, destaca-se entre várias razões o "motivo inconfessável".
Caramba! Dá para pensar em cada coisa!!!

Aposta

por Pedro Correia, em 27.04.06
Aníbal Cavaco Silva não fica mais de cinco anos em Belém. Aposto com quem quiser.

Tertúlia literária (2)

por Pedro Correia, em 27.04.06
- Olha, a loura que era morena agora também tem olhos azuis!
- Imposição da editora. Vai publicar mais um romance.

Blogues em revista

por Pedro Correia, em 27.04.06
Sobre o Tempo que Passa: "Como dizia Ortega y Gasset, todas as revoluções são pós-revolucionárias. Medem-se menos pelas intenções dos primitivos revolucionários e mais pelas acções concretas dos homens concretos que fazem a história, sem saberem que história vão fazendo." (José Adelino Maltez)

Canhoto: "O que são livros de ponto e faltas ao pé do vazio a que se assiste em momentos nobres da vida parlamentar como os debates com o primeiro-ministro?" (Pedro Adão e Silva)

Tomar Partido: "Ainda não percebi por que é que José Sócrates fala sempre tão irritado no Parlamento." (Jorge Ferreira)

Tristes Tópicos: "A abnegação é um estado possível de felicidade. A habituação é outro." (Helena A. B.)

A Praia: "O sexo não é muito importante para a maioria dos casais que conheço. O desporto realmente importante é esticar a corda." (Ivan Nunes)

Conversa de barbeiro

por Pedro Correia, em 27.04.06
- Isto é que vai uma crise por esse mundo fora! O amigo já viu como os árabes andam assanhados?
- Por mim deixava esses gajos matarem-se uns aos outros. Era remédio santo. Cortava-se o mal pela raiz. Ouça o que eu lhe digo: a culpa de tudo o que se passa é deles!
- Mas depois, com eles mortos, quem é que mandava o petróleo para cá?
- Ah, o petróleo... Tem razão. A gente precisa que os gajos escavem os poços lá na terra deles. Sem isso os nossos transportes não funcionam.
- Lá tínhamos que andar todos à pata...
- Deviam era limpar o sebo ao raio dos judeus, que chateiam meio mundo. Ouça o que eu lhe digo: a culpa de tudo o que se passa é deles!

A eterna Alida Valli

por Pedro Correia, em 27.04.06
O cinema europeu produziu menos estrelas do que o americano. Mas algumas delas são inesquecíveis. Foi o caso de Alida Valli, agora falecida. Beleza, sofisticação, um certo ar de mistério e sobretudo um imenso talento caracterizavam esta italiana que protagonizou filmes durante mais de seis décadas. Vi-a em várias obras-primas - do Sentimento, de Visconti, à Estratégia da Aranha, de Bertolucci, passando por um filme emblemático dos anos 50, hoje incompreensivelmente quase esquecido: O Grito, de Antonioni. Mas a mais memorável das suas interpretações foi no papel de Anna Schmidt, em O Terceiro Homem, de Carol Reed (1949). Uma película que tem uma das melhores cenas finais de toda a história do cinema. Altiva, orgulhosa, Alida Valli deixa o cemitério de Salzburgo e caminha estrada adiante, indiferente à boleia que Joseph Cotten lhe oferece, enquanto escutamos o sublime tema musical extraído da cítara de Anton Karas. E assim a víamos até se perder na linha do horizonte. Entrando directamente na galeria das figuras eternas da Sétima Arte.

Uma boa notícia

por Pedro Correia, em 27.04.06
A ministra da Cultura decidiu manter João Bénard da Costa à frente da Cinemateca Portuguesa.

Bela oposição

por Francisco Almeida Leite, em 27.04.06
É incrível que partidos como o PSD e o CDS/PP, ambos envolvidos em eleições directas para a liderança, só consigam gerar candidatos de baixo calibre para concorrer com Luís Marques Mendes e José Ribeiro e Castro. E que os verdadeiros opositores internos não saiam da sombra e antes alimentem uma série de jogadas de bastidores que em nada credibilizam os partidos em causa. Ou alguém acredita que no PSD não haja um candidato melhor que o inefável Zé Beto? E que no CDS aquele que já foi em tempos conhecido como "deputado-Clearasil" seja, para além dos candidatos locais, o único com capacidade para ir a jogo? Com uma oposição assim, que se leva a si própria tão pouco a sério, José Sócrates pode estar descansado. Estou plenamente de acordo contigo, Susana.

Чорнобиль

por Francisco Almeida Leite, em 26.04.06

Estive em Chernobyl em 1997 com o antigo Presidente Jorge Sampaio, no segundo ano de mandato deste, e admito que a experiência marcou-me bastante. Partimos cedo de Kiev e a chegada à central propriamente dita foi vivida com apreensão por todos quantos iam a trabalhar ou a acompanhar a visita presidencial à Ucrânia. Muitos, lembro-me bem, perguntaram ao ministro da Ciência, Mariano Gago (o mesmo de hoje, curiosamente), se a visita não acarretava danos para a integridade física de cada um. Foi-nos dito que não, o tempo que ali passaríamos não era o suficiente para isso, nem os níveis de radioactividade estavam assim tão elevados no posto de observação para onde seguimos.
A verdade é que durante a visita vários de nós íamos sempre de olhos postos no aparelhómetro que media a radioactividade. E assistimos atentos às explicações sobre os perigos que advinham da deterioração do sarcófago construído sobre o reactor e que naquela altura (pouco mais de dez anos depois do acidente) já estava em avançado estado de degradação. Na altura, Sampaio ouviu dos responsáveis ucranianos a necessidade de haver ajudas internacionais para reforçar a estrutura de betão do sarcófago, construída nos dias seguintes ao acidente de 26 de Abril de 1986 por homens corajosos que ficaram sujeitos aos mais altos índices de radioactividade. Na volta da viagem, a bordo do avião presidencial fretado para o efeito, o Presidente Sampaio confidenciou-me que iria escrever ao então Presidente Bill Clinton sobre o assunto. Há semanas tive a oportunidade de comentar estas e outras coisas com um Jorge Sampaio já em fim de mandato e o sentimento foi o mesmo. Quem lá esteve não esquece.
Aquele dia passado na central nuclear e, sobretudo, a visita que fiz a Pripyat, com mais uns tantos jornalistas e repórteres fotográficos, como o Rui Ochoa, fica para sempre. Na cidade-fantasma de Pripyat (num raio de três quilómetros da central) viviam a maior parte dos trabalhadores da central de Chernobyl e as suas famílias. Quem foi a Pripyat (na foto), ultrapassou a cerca e circulou pelas ruas fica com algumas imagens terríveis guardadas na memória. Jardins de infância abandonados tal como estavam nos dias que se seguiram ao acidente (sim, porque as autoridades soviéticas demoraram a avisar as populações e a ordenar a evacuação), escolas viradas do avesso com os livros no chão, lojas de electrodomésticos intactas, casas com as janelas abertas e as cortinas a abanar... E nem uma pessoa, numa cidade-dormitório com alguns milhares de habitantes. Só nós.
Quando saímos por breves instantes da navette sentimos um arrepio na espinha. Falo por mim, mas quase de certeza que todos o sentiram. Olhava-se em volta e era uma calma de morte.

Tertúlia literária (1)

por Pedro Correia, em 26.04.06
- José Rodrigues dos Santos ou Rodrigo Guedes de Carvalho?
- Prefiro a Manuela Moura Guedes.
- Mas ela não escreve romances...
- Por isso mesmo.

Não foi para isto que Cavaco foi eleito

por Nuno Sá Lourenço, em 26.04.06
Alguém deve andar muito enganado lá pelos corredores de Belém. Nestes primeiros tempos de Presidência, Cavaco Silva foi a um hospital, visitou militares e mostrou-se preocupado com a inclusão.
Três tiros na água. Até pode ser essa a presidência com que Cavaco Silva sonha para si, mas não é essa a magistratura de influência que os portugueses lhe vão cobrar. Os eleitores que o colocaram no palácio cor-de-rosa não querem que o novo Presidente ande a falar de Wellfare State.
Os eleitores de Cavaco deram-lhe a vitória por duas razões muito simples: Por quererem alguém que perceba de números a vigiar Jósé Sócrates. Por pretenderem em Belém alguém com autoridade para puxar as orelhas aos políticos, quando a ocasião se apresente.
Foi para isso que foi eleito. Se fosse para visitar hospitais, tratar de honras militares ou chorar ao lado dos desfavorecidos teriam eleito o bonacheirão do senhor Mário Soares. Alguém deve andar mesmo muito enganado lá para os lados de Belém. Ou nas nuvens...

Cortar é com ele...

por Francisco Almeida Leite, em 26.04.06

Nuno Sá Lourenço em breve no Corta-Fitas.

Sá Pinto - O "Último dos Moicanos" ?

por João Távora, em 26.04.06

Soubemos agora que Ricardo Sá Pinto não mais jogará futebol profissional.
O conselho disciplinar da liga atribuiu dois jogos de castigo ao jogador em consequência de algum impropério dirigido ao fiscal de linha no passado jogo entre o Sporting e a Naval em que o seu (meu) clube foi literalmente vilipendiado pela equipa de arbitragem. Sá Pinto tinha anunciado o final da carreira para o final desta época. Não sendo politicamente correcto, (e correndo o risco de ser mal entendido) quero deixar aqui expresso a minha admiração por este jogador extra - ordinário, que primou a sua arte com paixão e emoção, além da técnica, contra o "calculismo" e a "gestão da carreira" tão na moda e que ameaçam estrangular o circo do Futebol. Provavelmente, ganhou um lugar especial na história do NOSSO CLUBE, e um lugar no coração de todos os Sportinguistas.

O prazer do charuto

por Pedro Correia, em 26.04.06
É um inequívoco sinal dos tempos. Volta e meia, uns sujeitos promovidos a "figuras públicas" confessam aos jornais, com tiques de novo-riquismo, que nada lhes dá "mais prazer do que fumar um bom charuto". Leio sempre estes perfis jornalísticos com alguma perplexidade. Será mesmo possível que nada na vida lhes dê "mais prazer" do que "um bom charuto"?

Dicionário de politiquês (XVII)

por Pedro Correia, em 26.04.06
Pragmatizar. Verbo preferido de um político especialista em ser de esquerda às segundas, quartas e sextas, e de direita às terças, quintas e sábados. Aos domingos, descansa. Sonhando fazer uma coligação consigo próprio.

Cavaco e o cravo

por Pedro Correia, em 26.04.06
Regresso a Lisboa, após um período de férias, e verifico que o grande foco de polémica nestes dias foi o facto de Cavaco Silva não ter posto um cravo vermelho na lapela durante a sessão solene comemorativa do 25 de Abril. Como se não houvesse problemas sérios no País. Eis Portugal no seu melhor.



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