Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Orgulho ocidental

por Duarte Calvão, em 09.02.06
Não escrevo sobre o que os outros escrevem melhor do que eu. Sobre as caricaturas, subscrevo na totalidade Luciano Amaral, no DN de 9 de Fevereiro, e Pacheco Pereira, no Público do mesmo dia. A única coisa que digo é que quando vejo a "rua" árabe, tenho simplesmente orgulho em ser ocidental. Tudo o mais, todas as relativizações e interpretações rebuscadas, são apenas ridículas.

Regresso ao passado

por Pedro Correia, em 09.02.06
Ouço Freitas em 2006 e lembro-me de Chamberlain em 1938.

partidas e chegadas

por Albano Matos, em 09.02.06
cheguei

Juizinho

por Pedro Correia, em 09.02.06
E os nossos cartunistas? Com as honrosas excepções da praxe, andam de bola baixa, cheios de juizinho. Enquanto os colegas lá fora recebem ameaças de morte. Fazem bem, meninos. O respeitinho é muito bonito. E os atrevimentos são prejudiciais à saúde.

O povo em São Bento

por Pedro Correia, em 09.02.06
Uau! Já temos uma deputada que se chama Sandra Marisa, outra chamada Sónia Ermelinda e uma terceira que responde pelo nome de Telma Catarina. Valeu a pena esperar por este dia. Aguarda-se agora uma Cátia Vanessa que possa abrilhantar a próxima legislatura.

Bilhete de identidade

por Pedro Correia, em 09.02.06
Hoje sou dinamarquês.

Caricaturas I

por Corta-fitas, em 09.02.06
No Verão de 1914, a Europa deve ter vivido um frenesi semelhante. Os jovens da época marcharam para as trincheiras com fervor patriótico, em nome da Civilização Ocidental. Antes, o entusiasmo brilhara nas guerras imperiais que as potências europeias travaram contra os “selvagens”, atropelados pelo rolo compressor da História. Não sei se estes paralelos são justos, mas vejo alvoroço bélico, misturado com ansiedade, na forma como muitos de nós interpretam a reacção de países muçulmanos à publicação de caricaturas do Profeta Maomé num jornal dinamarquês.
Estamos na esfera da política. A liberdade de expressão nunca esteve em perigo e não estará.
Também se escreveu que já estamos a perder a guerra, mas isto colide com os factos: os talibã resistiram três semanas aos bombardeamentos americanos e o poderoso exército de Saddam dissolveu-se em quatro semanas. Estes dois conflitos foram operações policiais da hiper-potência e mereceram protestos generalizados da opinião pública. Se na realidade há um choque de civilizações, a que deveram estes protestos?
Mas voltando ao essencial: qual é a guerra que estamos a perder? A do petróleo? Mas o Ocidente controla o petróleo. Três quartos das reservas petrolíferas estão no Golfo Pérsico, entre a Arábia Saudita, o Iraque e o Irão, mas estes países dependem de quem usa a energia, ou seja, dos países industrializados. O petróleo é a base do interesse estratégico ocidental naquela zona e nem uma gota está em risco.
O Ocidente tem vasta superioridade económica, militar e tecnológica. Um eventual conflito entre as duas civilizações (que acho uma improvável catástrofe) teria um vencedor mais do que certo.

Caricaturas II

por Corta-fitas, em 09.02.06
A propósito das caricaturas, a Europa está em low profile. O comunicado de Freitas do Amaral mostra isso. Podemos ser menos complacentes com os radicais islâmicos? A atitude mais comum na blogosfera e nos media tradicionais aponta para uma negativa. Se dependesse da opinião mais comum, teríamos de ir imediatamente para as trincheiras defender a nossa liberdade. Segundo essas interpretações, estamos numa espécie de última cruzada ou perante a iminente invasão islâmica. Os jornais nunca mais serão os mesmos, depois disto.
Mas, de facto, se tentarmos ler o acontecimento na sua dimensão política, constatamos que tudo começou com um fait-divers dinamarquês (assunto interno, relacionado com a imigração), que foi usado de forma hábil pelos regimes radicais sírio e iraniano, ambos na altura sob forte pressão ocidental. A Síria é o próximo alvo, na lista dos regimes a abater; o Irão terá de abandonar o seu programa nuclear ou enfrentar sanções sérias. Por muito tempo, ninguém verá a União Europeia a pressionar o Hamas.
Neste episódio, a Europa surge pequena, fraca e dividida. Pela primeira vez, um pequeno Estado Membro é pressionado por uma aliança exterior sem que a UE o possa ajudar, pois ainda não existe política externa comum. No futuro, a estratégia ideal será ter os pequenos por alvo. Aqui reside a verdadeira ansiedade portuguesa: sabemos que um dia pode calhar a nossa vez.

Conversa de táxi

por Pedro Correia, em 09.02.06
- Boa tarde.
- Boa tarde, só se for para si. Isto, para mim, está cada vez pior.
- Pior?!
- Da maneira como as coisas estão, isto nem com dez salazares lá vai. Quem diz dez salazares, diz vinte cavacos.

Revelação

por Pedro Correia, em 09.02.06
Descoberto o motivo por que Bill Gates manteve as mãos nos bolsos durante o recente encontro com altas individualidades portuguesas. Alguém o avisou: "Cuidado com a carteira..."

Bla-bla-blasfémia

por Pedro Correia, em 09.02.06
Estou intrigado. Será este o mesmo Freitas do Amaral que, num livro intitulado Ao Correr da Memória (Bertrand, 2003), se insurgiu contra o subsecretário de Estado da Cultura Sousa Lara por ter afastado o romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, de uma lista de obras literárias que representariam Portugal no estrangeiro? "Decisão infeliz", segundo o referido Freitas, por revelar uma "visão redutora", alinhada com os "católicos mais conservadores" que teimam em dizer: "Com este tema [a religião] não se brinca."
Se não é a mesma personalidade, lamento o incómodo. Se é, apetece-me perguntar: existem diferentes graus de blasfémia, adaptados a cada quadrante geográfico ou a cada crença religiosa?Responda quem souber. Do professor Freitas, aguarda-se o próximo comunicado. Ou o próximo livro.

Professugal

por Pedro Correia, em 09.02.06
Não utilize o nome de Portugal em vão, professor. Nem se confunda com o País. Eu, por exemplo, não lhe passei procuração para invectivar as caricaturas. E não sou menos Portugal do que o senhor.

A "licenciosidade" mata

por Pedro Correia, em 09.02.06
Freitas do Amaral discorda da publicação dos cartunes que representam Maomé. Pura "licenciosidade", argumenta o MNE. Confundindo-se a si próprio com o País, proclama: "Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos". Estes têm "o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião". E vão ao ponto de matar, impondo o tal direito por linhas tortas. Isto não disse o ministro Freitas, mas acrescento eu.

Elogio ao Governo

por Pedro Correia, em 08.02.06
Progride a aprendizagem do inglês no nosso ensino básico. Atenta, a reportagem da RTP demandou uma escola das Caldas à cata de bons resultados. Confirma-se: a língua de Shakespeare avança a olhos vistos na pátria de Camões. "Goodbye quer dizer tchau", revela um petiz já sábio, depois de tanta aula, à reportagem da TV oficial. O meu aplauso ao engenheiro José Sócrates.

Proselitismo islâmico

por Pedro Correia, em 08.02.06
- Há lá?
- É.
- É o quê?
- É grande.

Alá U Akbar

por Pedro Correia, em 08.02.06
Eis o novo mandamento de uma velha esquerda: o respeitinho pela liberdade religiosa está acima do respeito pela liberdade de expressão.

O agente secreto (I)

por Corta-fitas, em 08.02.06
Isto de ser agente secreto não é fácil. Vejam por exemplo o meu mais recente caso. O director ordenou-me: “Veja lá, ò Guilherme Raposo, porque carga de água é que os portugueses são monotemáticos”. Claro, o director pediu urgência nas minhas diligências. Quase caí na tentação de perguntar o que significava monotemático, mas deduzi que teria a ver com a ansiedade do status e evitei fazer a pergunta.
É difícil trabalhar numa agência tão secreta, tão secreta, que a própria tutela desconhece a sua existência. Nós somos da agência de informações que controla a agência de informações que vigia a agência de informações. É esse o nosso trabalho, mas dão-nos os serviços mais difíceis. Como era o caso.
Consultei trinta e tal especialistas e, após hesitação, todos monotematicamente concordavam com a ideia de que os portugueses são monotemáticos: falam todos da mesma coisa e ao mesmo tempo; vão à mesma praia à mesma hora; têm todos a mesma opinião. Melhor que isto só mesmo os jornalistas portugueses, que detestam ser criticados. Só não encontrei nenhuma relação com a ansiedade do status, embora me pareça (foi o que escrevi no relatório) que esta é a melhor defesa: o igualitarismo suaviza o fenómeno.
“Houve aqui um erro, Raposo”, disse o director, sem tirar os olhos do meu relatório. “A encomenda da tutela da tutela era sobre o monoteísmo, não sobre o monotematismo”.
E o resultado dessa outra investigação é uma história que merece ser contada.

Erro de geografia

por Pedro Correia, em 08.02.06
Suprema humilhação para a Dinamarca: andam a queimar bandeiras da Noruega nos países islâmicos.

Erro de 'casting'

por Pedro Correia, em 08.02.06
No PS, andou tudo baralhado. Joana Amaral Dias devia ter sido a candidata ao Palácio de Belém e Mário Soares o mandatário para a juventude. Atenção, Largo do Rato: favor corrigir a tempo das presidenciais de 2011.

Prémio de consolação

por Pedro Correia, em 08.02.06
Se só os jornalistas tivessem direito de voto nas presidenciais, Mário Soares teria ganho. Destacado.




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    José Monteiro by 19.52especializado em técnica de ...

  • Anónimo

    Imperdível, a ponto de ir levar o Post, para algum...

  • Francisco Albino

    Ficamos mesmo bem governados, com 70 membros do Go...

  • Anónimo

    E eu fiquei com a cabeça a andar à roda!

  • Anónimo

    «Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a subi...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D

    subscrever feeds