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Que alívio

por Pedro Correia, em 12.02.06
Jorge Sampaio assegura que jamais voltará a candidatar-se à Presidência da República.

Notícias inúteis 2

por Pedro Correia, em 12.02.06
Fátima foi vista em Felgueiras.

A primeira lampreia

por Pedro Correia, em 12.02.06
Permitam-me uma nota íntima, mas o acontecimento justifica-a. Um acontecimento gastronómico (com a devida vénia ao Duarte Calvão): comi ontem o primeiro arroz de lampreia do ano. Na Adega da Tia Matilde. Dizer que estava óptimo é dizer pouco.

Notícias inúteis 1

por Pedro Correia, em 12.02.06
Felgueiras foi vista em Fátima.

A lamúria nacional

por Francisco Almeida Leite, em 11.02.06
Para algumas mentes mais conturbadas que ainda não perceberam o significado do nome do blogue, segue esta nota: No "Corta-fitas", o que é óbvio para quem nos conhece, não vamos escrever sobre inaugurações e coisas do género. O nome foi pensado sobretudo como antídoto para a lamúria nacional. Deixem-se de fitas.

A fita da semana

por Pedro Correia, em 11.02.06
O Leopardo, de Visconti. Exibido quase em segredo no Nimas, em Lisboa, perante o olímpico alheamento de alguma imprensa "de referência". Não percam: é o melhor filme de direita alguma vez feito por um cineasta de esquerda. Tem uma valsa inédita de Verdi, a maior (e melhor) cena de baile da história do cinema e a Claudia Cardinale capitosa até mais não (naquele tempo ainda não tinha sido inventada a anorexia). Aliciante suplementar: nunca o Burt Lancaster falou tão bem italiano como nesta fita.

As palavras dos outros

por Pedro Correia, em 11.02.06
"Fiquem tranquilos os que estão no poder: nenhum humorista atira para matar."
(Millôr Fernandes, Veja, 1 de Fevereiro)

recordes

por Albano Matos, em 11.02.06
O único representante português nos Jogos Olímpicos de Inverno disse a uma rádio: "O meu grande objectivo é não ficar em último." Não se riam. Se o conseguir, fará bem melhor do que os últimos Governos portugueses em matéria de orçamentos e outras que tais.

Triste república

por Duarte Calvão, em 11.02.06
Jorge Sampaio despede-se melancolicamente ao fim de dez anos e já só lhe ligam por obrigações protocolares. Foi um mau chefe de Estado porque deixa o país pior do que quando foi eleito para a presidência.
Entre discursos cheios de banalidades, deixou o descalabro guterrista avançar e até hoje pagamos, e pagaremos, pela sua cumplicidade.
Quando chegou Durão Barroso, sabotou o esforço para pôr as contas em ordem, ajudando a virar a opinião pública contra Manuela Ferreira Leite com frases do tipo "há vida para além do déficit". Usou depois a bomba atómica contra as asneiras inconsequentes de Santana Lopes que, por muito mediatizadas que fossem, nunca puseram em causa "o normal funcionamento das instituições democráticas".
Nos poucos meses que conviveu com Sócrates, assistiu impávido à demissão de Campos e Cunha e ao desrespeito completo pelas promessas eleitorais dos socialistas. E ainda assinou a nomeação do vice-presidente da bancada parlamentar do partido do Governo, Oliveira Martins, para o Tribunal de Contas, algo digno de uma República das Bananas.
Podem-me dizer à vontade que Jorge Sampaio é muito boa pessoa que eu até acredito. Mas foi um dos que mais ajudou o país a afundar-se na crise em que se encontra.

Alô, Rato

por Pedro Correia, em 11.02.06
- Vitalino?
- Sim. Daqui Oliveira e Costa. Só para dizer que te arriscas a ganhar um prémio pela frase mais inteligente do ano.
- O quê?! Só porque equiparei os cartunistas dinamarqueses aos terroristas árabes?
- Claro. Grande argúcia, pá. É mesmo a frase mais inteligente de 2006. "Estão bem uns para os outros, os caricaturistas irresponsáveis e os fundamentalistas violentos. Ambos só podem ser alvo da nossa condenação." Já fiz uma sondagem: garanto-te que ganhas com maioria absoluta.
- Ah, agora percebi que estás a falar a sério. Por momentos julguei que estavas a gozar comigo.

Islão I

por Corta-fitas, em 11.02.06
Falamos dos efeitos da globalização nas nossas sociedades, mas temos tendência para ignorar o impacto em sociedades menos preparadas do que a nossa para a mudança rápida. O Islão vive no choque da modernidade. As ideias circulam por antenas satélite, publicidade ou filmes de Hollywood. Veja-se o enredo de um anúncio que em 2001 passava na televisão paquistanesa: de forma cómica, mostrava-se uma rapariga moderna (em jeans) a desafiar a autoridade paternal pintando as paredes do seu quarto com grafitis. A bondosa intervenção da mãe repunha a harmonia familiar com tinta moderna que satisfazia ambas as partes.
Isto ilustra o medo dos integristas, de que a estabilidade das sociedades muçulmanas está a ser comprometida por ideias ocidentais (coisas simples, como consumismo, liberdade sexual ou secularismo).
Para além dos efeitos não intencionais, o Ocidente tenta de facto introduzir nestes países reformas políticas e económicas. Para os ocidentais, é claro que a adopção destas mudanças trará prosperidade e paz. Índia e Brasil são os melhores exemplos.
A pressão para as reformas no mundo islâmico aumentou depois do 11 de Setembro. A Indonésia é hoje menos agressiva e quase uma democracia; Egipto e Marrocos ensaiam pequenas mudanças políticas; Iraque e Afeganistão, sob ocupação estrangeira, realizaram eleições livres.
As três nações do arco islâmico que nunca foram colonizadas (terão por isso maior coesão e respeito) mostram resultados distintos: o Irão consolida a sua teocracia e parece ter ambições regionais, afastando-se da ordem mundial; a Arábia Saudita ensaia um embrião de reformas internas para salvar a sua ligação aos Estados Unidos, mas não parece existir qualquer intenção de minimizar o poder da família real; a Turquia ambiciona tornar-se membro da União Europeia, ou seja, participar activamente numa experiência arrojada, que implica partilha de soberania e sociedade aberta.

Islão II

por Corta-fitas, em 11.02.06
Todos os restantes países islâmicos terão uma de três opções: reforçam a influência da religião na política, mudam devagar sem comprometerem o domínio das oligarquias ou mudam tudo. Esta última opção, a terceira via do mundo islâmico, mostra a importância do futuro da Turquia nas relações entre Ocidente e Islão.
Um partido islamista (AK, a sigla é também a palavra turca para branco ou limpo) ganhou as eleições e, pela primeira vez desde a fundação da república secular, os militares não intervieram. O partido no poder é moderado e conservador, comparável às formações democratas-cristãs da Europa Ocidental. Com habilidade, o novo Governo fez avançar a causa da integração europeia, introduzindo legislação mais avançada, Estado de Direito, liberdade de Imprensa, direitos das minorias e reformas económicas que atraíram mais investimento externo. A manter-se por uma década a actual tendência, a Turquia atingirá na altura da sua adesão à UE metade do rendimento per capita europeu, nível em que Portugal estava quando entrou nas comunidades.
As mudanças foram introduzidas porque os turcos têm um incentivo irrecusável: no fundo do túnel está o prémio da adesão. Se esta não se concretizar, a Europa estará a perder a oportunidade de provar que as outras duas respostas islâmicas ao choque da globalização são piores para os países que as escolherem. A Turquia prova que o Islão não é incompatível com democracia, economia de mercado ou modernidade.

'ces braves gens'

por Albano Matos, em 10.02.06
De tanta algazarra blogueira à volta da guerra dos cartoons retiro pouco mais do que os assomos da velha coragem lusitana, do género: ‘Agarrem-me, que eu vou-me a eles’. Acho pouco no meio de tanto génio da geopolítica (nos princípios e na acção) subitamente descoberto. Por isso, nesta imensa barbearia que é a blogosfera (com as raras e honrosíssimas excepções do costume), apenas me chego à frente para sussurrar, mui humildemente, o seguinte:
O comunicado do MNE, Freitas do Amaral, é infeliz quanto à forma (não compete a um MNE vir discutir em público noções, mesmo que pré-primárias, de teologia e de costumes) e quanto ao fundo (não basta estar subentendida a defesa da liberdade de expressão; ela devia ser explícita). Porém (ah grande porém!), essa infelicidade não chegava para fazer dele o bombo da festa de tanto bravo.
A declaração de Vitalino Canas, em nome do grupo parlamentar do PS, equiparando “cartoonistas irresponsáveis” e “fundamentalistas violentos” (“estão bem uns para os outros”, disse o homem), é bem o sinal da confusão (de valores, pois) que vai para as bandas do Rato.

Os anátemas

por Pedro Correia, em 10.02.06
Pacheco Pereira (no Público) tem razão. Se a tese de Freitas do Amaral vingasse, A Vida de Brian, dos Monty Python, nunca teria circulado nas nossas telas. Vasco Graça Moura (no Diário de Notícias) também tem razão. Se a fatwa que o radicalismo islâmico quer lançar sobre o Ocidente passasse das intenções à prática, a Divina Comédia de Dante seria um dos primeiros livros a arder na fogueira. De anátema em anátema até à purificação total - a purificação pelo silêncio, que tanto agrada às ditaduras teocráticas.

Por outras palavras

por Pedro Correia, em 10.02.06
"Nessuno diritto è assoluto." (Benito Mussolini)

Filho pródigo

por Pedro Correia, em 10.02.06
Na SIC Notícias, o antigo anti-Bush Freitas do Amaral socorre-se sem pestanejar do exemplo de Bush para justificar a sua recentíssima cruzada antiblasfémia! Uma pirueta. Um duplo mortal. Um flic-flac. Este homem ainda há-de receber a medalha de bons serviços da Casa Branca. Andou transviado, mas voltou ao grémio. Com um excesso de zelo digno dos filhos pródigos.

Nós e os outros

por Pedro Correia, em 10.02.06
Cortada a fita: regista-se a piscadela de olho que já nos lançaram os confrades d'A Grande Loja do Queijo Limiano e do Mau Tempo no Canil. Como o Bogart dizia ao Claude Rains, esperamos que seja o início de uma longa amizade.

Bandeira ao alto

por Pedro Correia, em 10.02.06
Junto à embaixada, apareceu também o Bandeira, cartunista do DN. Esta presença redimiu de algum modo toda uma classe profissional. Bastou ele estar ali para desfazer a ideia de que todos os cartunistas em Portugal trocaram o traço crítico pela mordaça com cheiro a petróleo. Um abraço, Bandeira. Ao menos tu não estás de cócoras.

Movimento cívico

por Pedro Correia, em 10.02.06
Fui lá espreitar. Frente à embaixada da Dinamarca, em Lisboa, eram meia-dúzia de gatos pingados a protestar contra os atentados aos direitos humanos que estão a ser cometidos em nome de Alá. Poucos mas bons. Quem estava? O Rui Zink, o Manuel João Ramos, a Luísa Jacobetty. Mais o Pedro Mexia, o José Júdice, o Augusto Seabra, o Paulo Pinto Mascarenhas. Do PSD, vi o Vasco Rato. Do PS, o Pedro Adão e Silva e a Ana Sara Brito. Quem mais? Fernando Lopes - esse mesmo, o cineasta. E uns quantos jornalistas, em serviço ou à paisana.
Movimento cívico? Não sei que outro nome lhe devo chamar.

À nossa reportagem

por Pedro Correia, em 10.02.06
- Major, como reage à transcrição de conversas suas nas páginas dos jornais?
- Quero que se ... seus ... de ... e que ... no ... a ... das transcrições e ... para o ... mais as ... das vossas mães. Isto está a gravar, não está?




Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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