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Um post pouco sério

por Filipa Martins, em 17.04.08

Parece que o Expresso andou a perguntar, a propósito da polémica suscitada pelo PSD por causa da contratação da jornalista e namorada do primeiro-ministro pela RTP, se devem ou não existir restrições à liberdade dos familiares próximos dos titulares de cargos públicos. Pois eu digo que sim e vou mais longe. Desde já deixo uma lista de restrições que me parecem úteis para purgar um ou outro mal entendido que ande por ai a pairar nesta sociedade portuguesa:

 

 

1)       Amigas, amancebadas, relações “cor-de-rosa”, concubinarias e afins de titulares de cargos públicos devem privar-se de discutir assuntos que sejam interpretados como manifestações de apoio político em cabeleireiros e espaços de estética, a menos que estejam dentro da cabine de massagens ou com o penteado a ser aprimorado pelo secador (este deve produzir pelo menos 80 hertz, para que os comentários não sejam audíveis);

 

2)       Os barbeiros devem ser considerados “familiares próximos”, uma vez que se constata que muitos titulares de cargos públicos falam mais durante o corte de cabelo do que com a mãe. Como tal proponho que lhes seja limitado o acesso ao espaço público e obrigatório o uso de protectores de ouvidos pelos clientes desses espaços;

 

3)       As domésticas de deputados socialistas devem comprar peixe e carne em doses diferentes para mostrarem que não são manietadas pela lei da paridade;

 

4)       Já as domésticas dos deputados laranja devem fazer pelo menos três dias por semana sumo de limão, beterraba ou cenoura;

 

5)       Os carteiros dos titulares de cargo públicos devem colocar os subscritos nas caixas de correio com a mão exactamente oposta à tendência política do titular do cargo público em causa. Em caso de dúvida, aconselha-se o uso das duas mãos.

 

6)       Por último, julgo que estas restrições devem ser aplicadas a outros sectores da sociedade. Amigas, amancebadas, relações “cor-de-rosa”, concubinarias e afins de padeiros devem recusar peremptoriamente qualquer cargo na indústria do biocombustível. Já as amigas, amancebadas, relações “cor-de-rosa”, concubinarias de gasolineiros devem comprar carros equipados para GPL. 

 

 

Proponho ainda que todas estas restrições sejam devidamente fiscalizadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que passará a ter o poder efectivo de aplicar coimas e não apenas ameaçar com ar zangado.  

 

 

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8 comentários

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De Cristina Ferreira de Almeida a 17.04.2008 às 19:59

He he, muito engraçado, Filipa.
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De Júlia a 17.04.2008 às 20:07

:-)

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De Anónimo a 17.04.2008 às 20:20

Se devem ou não existir restrições à liberdade dos familiares próximos dos titulares de cargos públicos?
Pois claro que sim! Seria uma medida expedita de governantes atentos...privar o pais de alguns Soares e Loureiros é servir a nação! Infelizmente a liberdade de reprodução é um direito universal!


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De Ana Vidal a 17.04.2008 às 22:16

LOL. Muito bem visto, Filipa.
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De J.C. a 18.04.2008 às 00:32

Concordo, Filipa. E vou mais longe: além da entidade reguladora, também estas coisas deviam ficar sob alçada da ASAE, porque é tudo muito promíscuo, muito sujo...
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De Anónimo a 18.04.2008 às 11:34

Deviam ter vergonha por se deixaram manietar pelos temas do expresso
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De Pedro Correia a 18.04.2008 às 12:20

Manietar? Odeio essa palavra.
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De Anonimo NÃO jornalista a 19.04.2008 às 08:49

Então só os casos das amigas e amancebadas ? E os casos dos amigos e amancebados ? Não contam ? Ah pois é...

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