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Defesa não encomendada

por João Villalobos, em 31.03.08
O José Mário Silva apelida as minhas crónicas dos croquetes no DN de «ácidas», o que até consigo compreender. Mas, depois, escreve um texto como este sobre Paulo Teixeira Pinto ao qual, enfim, será um eufemismo apelidar de corrosivo.
Lidei com PTP em duas circunstâncias da vida profissional: Aquando da minha colaboração como coordenador da secção de Cultura na revista V e, mais recentemente, durante a OPA lançada ao BPI. Raramente tive oportunidade de conhecer alguém com uma ética pessoal tão rigorosa. Acredito, inclusive, que essa ética o possa ter prejudicado face a interesses bem menos escrupulosos e que os valores sobre os quais assenta, de forma inextrincável, a sua vida e prática profissional dêem azo a malentendidos numa terra mais habituada a peixeiradas do que a célebre aldeia gaulesa de Astérix.
Acredito, também, que o projecto que tem para a Guimarães Editores será tão idiossincrático quanto as suas páginas na NS. Por uma simples razão: Paulo Teixeira Pinto não é, nem me parece que alguma vez pretenda vir a ser, igual a outros. Estou certo, aliás, que o seu esforço vai no sentido de Ser, cada vez mais, igual a si mesmo. 



7 comentários

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De joão melo a 31.03.2008 às 15:32

estava boa a crónica ,villalobos.ou como se soi dizer agora , "estava porreira pá!!!"
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De Anónimo a 31.03.2008 às 15:44

Sr. Villalobos! Sr. Villalobos! Mande tirar depressa essas agulhas, que isso dá cabo da testosterona toda! Documentei-me sobre o assunto e é a pura verdade.
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De Anónimo a 31.03.2008 às 15:48

Bem, quanto à indemnização do BCP que levou para casa, não é de certeza igual a (muitos) outros.
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De francisco crispim a 31.03.2008 às 18:41

Enternecedora, a solicitude de PTP com os pobres, cuja sorte o preocupa.
Ao ler-lhe a prosa, preferi o “poema” e, ao ler este, calculem, preferi aquela.
Tanto que, em vez de escrever PTP, os dedos me fugiam para as teclas PQP.
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De AV a 01.04.2008 às 00:14

Um dono de uma editora não tem que ser um intelectual, é verdade. Basta que a saiba gerir bem para que não dê prejuízo e se mantenha. E saúdo os investidores portugueses que se interessam por editoras, o que é preciso é que não desapareça um negócio que parece tão ameaçado. Espero é que seja esse o papel que PTP está a pensar reservar para si próprio, porque o seu talento para a escrita deixa muito a desejar, de facto. Não se pode ter tudo, e ele já tem MUITO, não é?
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De Vizinho do Solar a 01.04.2008 às 00:21

Caro Vilalobos : Não conheço a pessoa em questão. Mas acho de uma grandeza de espírito vires dizer bem de uma pessoa que genuinamente acreditas. Grande João: acredita que os teus amigos gostam de ti por seres exactamente o que és. Também tenho, como sabes, amigos que foram longe e que são os odiados -tipo da sociedade portuguesa. Também adorei trabalhar com eles. Também gostava de ter a tua capacidade de, tão publicamente, dizer o que penso deles. João, és magro, mas a tua alma é grande! Keep walking!
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De Anónimo a 01.05.2008 às 01:05

A indemnização e a reforma ainda são o menos, (apesar de a junta médica o ter considerado incapaz para trabalhar ...). O problema é que a ética irrepreensível deu nisto: associado a grupo de extrema direita (Causa Nacional) virou PSD e Opus Dei quando um e outra se tornaram úteis aos seus desígnios; quis entregar o BCP a Angola (via Sonangol) para o que reuniu (nas costas do Eng.º J.G.) com o Presidente Eduardo dos Santos. Qdo. no BCP tudo se esfumou, saiu da Opus Dei, tratou da vidinha (reforma e indemnização) e abandonou os que meteu no barco (Castro Henriques, entre outros). Entretanto, vai agora acalentando o sonho (já antigo) de se guindar à liderança do PSD. Caro João Vilalobos: este senhor é um arrivista, como tantos outros.

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