por João Villalobos, em 26.03.08
«O segredo que Lisboa guardou para o fim» é a assinatura do projecto
Alta de Lisboa. «Projecto» é bem o termo. E «fim», então, é mesmo a palavra adequada; Pelo enferrujar da carruagem, quando a coisa estiver perto de concluída já pouco faltará para o país ser submerso
a cause do degelo da calote polar ou, em alternativa, quando os bisnetos dos actuais lisboetas já tiverem os seus próprios bisnetos prestes a serem bisavós.
Ao todo urbano coerente falta hoje, dez anos depois da entrada em vigor do PUAL, esse «tudo» para o qual foi planeado. Quem se deixou fascinar pela dimensão quiçá utópica mas deslumbrante das brochuras do promotor e comprou o seu têzinho - nesse tempo em que «subprime» mais soava a nome de um desporto aquático - vive hoje nesse fim de Lisboa desesperando e aguardando que alguém lhe conte o prometido e até agora tão ciosamente guardado segredo. Eu acho que sei qual é, mas não sou desmancha-prazeres.
Na imagem vemos os «Jardins de São Bartolomeu»