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O 31 da Armada levou-me a entrar no campo da perplexidade. Eles são todos bons rapazes (não no sentido à Scorcese da expressão) mas com esta coisa do «Sim» e do «Não» acho que perderam o tino. Defendem, pelo menos o PPM e o Jacinto Bettencourt, que os Gato Fedorento deviam ter gozado também com Francisco Louçã porque isso é que era «pluralismo democrático» e que, ao não fazê-lo, estão a apoiar a campanha do Sim à má fila.
Ora um humorista manietado pelo contraditório e por esse tal pluralismo democrático (é difícil dizer isto sem soltar perdigotos) é um humorista morto. Tem tanto sentido como eu gozar hoje com a obsessão pelas massagens do Rodrigo Moita de Deus (por exemplo) e, amanhã, ser por isso obrigado a palavras jocosas sobre os casos de polícia da Fernanda Câncio (eu sei que não sou humorista, mas para o caso serve o exemplo).
Dir-me-ão que os Gato estão na RTP e o serviço público e tal. Não colhe. Porquê? Porque não. E nem me dou ao trabalho de explicar, mas é para isso que servem os tempos de antena e os espaços informativos. Podem achar que eles não têm piada, que antes tinham mais e que isto e aquilo, com o habitual desdém pelas audiências. Podem. Embora, meus amigos, o 31 de Armada também já tenha ultrapassado o Corta-Fitas em número de visitas, e nem por isso os desdenhemos ou pensemos que já não são o que eram. Onde estão os filminhos dos Vaders? Hem? Onde?

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19 comentários

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De Anónimo a 07.02.2007 às 13:40

www.gatofedorento.blogspot.com

A resposta que se esperava. Arrasador.
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De Jacinto Bettencourt a 07.02.2007 às 10:51

Caro Francisco,

agradeço e retribuo o abraço. Como é natural, não quero chamar o João Villalobos de mentiroso, mas odeio que me ponham palavras na boca. Nunca, em lado algum, referi o Francisco Louçã, ou defendi o contraditório em programas de humor - esse apelo é de outras pessoas de quem gosto e que respeito muito, mas não é o meu.
Critiquei, apenas, uma coisa óbvia: a transformação de um programa de humor em prime time na televisão pública em verdadeiro tempo de antena.- esses são distribuídos pela CNE, o contrário do program dos Gatos. Domingo, o que eu vi não foi escárnio ou sátira, mas campanha, pura e dura, idêntica à que se faz nos blogues pelo Sim!

Portanto, e resumindo: não se trata de censura nem de pluralismo. Se quiseres, trata-se de ter coluna como dizia um tipo qualquer na caixa de comentários. Há quem tenha graça mas pouco carácter.
Um abraço,

Jacinto

P.S. Não coloco link para o 31 da Armada porque não falo em nome do 31 da Armada.
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De Jose Mexia a 07.02.2007 às 09:57

Desculpe, João Villalobos mas está completamente enganado. Acho que não percebeu o que está escrito no 31 da armada. Se não percebe que estamos em campanha eleitoral, se não percebe que uma das pessoas que participa messa campanha goza com outra que também participa nela em horário nobre na estação pública? Então desculpe mais uma vez, mas não percebe nada. Trata-se de democracia, sómente.
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De cinderela-dos-pes-grandes a 07.02.2007 às 09:37

Os Gato Fedorento são serviço público, sim!... :)) precisamente quando nos fazem rir e enfrentar os non-sense e os lados menos visíveis do quotidiano...

Independentemente da nossa opção de voto, a rábula de MRS é de uma criatividade e oportunidade espantosa. Quanto à campanha, estão no seu direito, para mais é claramente assumida. Marcelo também faz a sua própria campanha e ninguém lhe leva a mal... Tanto mais que inspirou este momento de génio aos GATO!... ehhehehe
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De Hugo Alves a 07.02.2007 às 00:13

Eu era capaz de dizer que essa indignação do 31 da Armada tem o seu quê de reacciónário. Mas, provavelmente, já estou a fabular...

Já para não falar que, assaz provavelmente, a rapaziada do 31 da Armada deve pretender instaurar censura no humorismo. C'os diabos, já devo estar a fabular outra vez.
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De Paulo Pinto Mascarenhas a 07.02.2007 às 00:11

Caro João, eu não disse que deviam. Nem pedi contraditório nenhum. O que eu disse foi que gostava de ver. Como se prova, eles não gozam nem vão gozar. E porque é que não poderiam gozar? Que eles estão a fazer campanha pelo "Sim" isso é evidente, é público. E eu não reclamo nem tinha que reclamar por isso. Longe de mim tal ideia. O que posso fazer, em liberdade, é criticar a confusão que se estabelece entre os dois planos: o da campanha pelo "Sim" com os programas do Gato Fedorento na RTP.

Para além de tudo o mais, julgo que a posição mais fácil neste país de venerados e venerandos é a da pancadinha nas costas dos famosos Gato. Apesar de apreciá-los - a eles e ao humor deles - já repeti para aí umas 50 vezes que considerei genial a caricatura do Marcelo - não aceito que a crítica seja classificada de censura, por mais idiota que ela possa ser. Isso é que me deixa perplexo e me faz pensar quem é que perdeu o tino.
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De AM a 06.02.2007 às 22:53

O quê? O 31 do não sei o quê, ultrapassou os fiteiros? Deve ter sido à má fila. (Aposto que foi pela direita!).
"Nem sequer uma piada a favor do «não», relacionada com o glorioso e os perigos de uma crise demográfica"
Crise demográfica!? E logo agora, com os interpostos chineses ou com os "balseros" africanos? LOL.
Horário nobre, já!
E eu que não havia percebido o "número" com o "monólogo" do RAP...
Com esta concorrência os fedorentos que se cuidem... a "democrática" brigada do contraditório anda por aí!
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De FAL a 06.02.2007 às 21:39

Também duvido que aquela resposta seja do Jacinto Moniz Bettencourt, pelo que eu conheço dele. O JMB, de quem guardo boa memória, nunca chamaria "mentiroso" ao nosso Villalobos. Não seria preciso chegar tão longe.

Na esperança de que cheguem a um acordo entre cavalheiros, um abraço ao Jacinto e outro ao João,
FAL
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De Anónimo a 06.02.2007 às 20:21

O lado do "sim" está muito bem servido de palhaços: Gato Fedorento; CAA; Vital Moreira.
É só rir.



gato das botas
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De João Villalobos a 06.02.2007 às 20:05

Duvido que seja o Jacinto Bettencourt porque não tem link no seu nome. Caso seja, a parte que escreveu e que tem a ver com o meu post foi esta, entre outras:
«Nem sequer uma piada a favor do «não», relacionada com o glorioso e os perigos de uma crise demográfica, emitem. Nada. Não encontram. Perderam-no. Para mal de mim - não da Nação, como se vê pelas audiências -, e também do Zé Diogo Quintela (o tipo porreiro) que, embora apregoando a titularidade das respectivas ventas, mais não faz do que um frete ao Bloco de Esquerda e ao respectivo serviçal: El RAP, o humorista de agenda...»
Relendo bem, você não pode ser de facto o Jacinto Bettencourt e é muito feio apropriar-se dos nomes alheios.

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