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Uma mistura muito fina

por Francisco Almeida Leite, em 12.12.06
Parece que de repente toda a gente acordou para o escândalo das relações promíscuas entre dirigentes desportivos, federativos, árbitros e políticos locais, sempre com algumas meninas à mistura. A verdade é que aquilo que foi divulgado no livro de uma ex-namorada do presidente de um grande clube é conversa de bastidores, de café ou à mesa há muito tempo. Ninguém ficou particularmente surpreendido. O que faz do livro uma sensação é a assumpção de responsabilidades e o dedo acusatório de quem viveu tudo por dentro.
De repente, e depois do lançamento do livro, toda a gente quer apertar a malha, dizer que quer criar leis anti-corrupção desportiva e até utilizar o grupo de trabalho de João Cravinho e de José Vera Jardim para o efeito. Este grupo, criado no Parlamento há dois meses para lançar uma série de legislação anti-corrupção, tinha praticamente deixado o desporto, e o futebol em particular, de fora das suas preocupações mais imediatas. Agora é o próprio Cravinho, de certo bem intencionado, a fazer pressão para que o grupo venha a abarcar propostas naquela matéria. Já o PSD aparece de rompante na cena, como agente moralizador. Logo o partido que mais tem contribuído ao longo dos anos para a promiscuidade entre futebol e política, tendo gerado várias transferências do partido para os clubes (inclusive para a presidência ou para as direcções e órgãos sociais), do Parlamento para a Federação, do Governo para a Liga de Clubes, sempre com pequenas paragens no 'pit-stop' para abastecer e ganhar balanço para outros voos. Se é para mudar alguma coisa, que os partidos e o próprio Governo se envolvam num debate sério sobre o que há para fazer. Mas também que garantam à Justiça todos os meios e a independência necessária para chegar a conclusões sérias em processos como o 'Apito Dourado'. Perante aquelas revelações e o que se vai sabendo aqui e ali é tempo de tentar retirar louros a quem não os teve desportivamente e de pugnar pela verdade no futebol. Para que esta não prescreva.

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6 comentários

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De Cristina Ribeiro a 12.12.2006 às 20:14

Politiquices oportunistas;nada a que o português não esteja já habituado:é a nossa malfadada sina.
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De Anónimo a 12.12.2006 às 18:10

O Regalo do Boi é no Cu da Vaca, D. Carolina dixit.
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De Pedro Correia a 12.12.2006 às 17:33

Assino por baixo.
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De luso a 12.12.2006 às 15:59

Que país é este e que justiça é esta? Uma fulana veio dizer que pagou para se "limpar" um cidadão. Tinha de ser detida imediatamente como co-autora de um crime de tentativa de homicídio.
Uma fulana que diz que mandou "limpar" a mando do marido. Ela e o marido tinham de ser detidos pela mesma razão que anteriormente referi. Nada disso acontece.
Agora já nos dizem que a fulana passa a "arrependida", estatuto que lhe dá direito a carro do Estado, segurança privada, BI diferente, cirurgia estética e residência no estrangeiro com toda a família. Mas o que é isto? Apenas gozar com todo o povo sério. Que tristeza sinto em ser português.
Obrigado a FAL por este post.
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De Anónimo a 12.12.2006 às 14:15

O Majoraço já veio dizer que se trata apenas de desavenças de casal...
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De Anónimo a 12.12.2006 às 13:52

Entretanto, todo este ruído à volta do livro da alternadeira e esta tinta e papel gastos vão, de caretas, dar em nada. Tirando o livro em si e o que nele se relata ter ficado, por escrito e não «de ouvir dizer», do conhecimento da generalidade dos cidadãos, o sr. Pinto continuará certamente impune e com a ilimitada insolência que o caracteriza.

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