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Apoiar Rui Rio (II)

por Duarte Calvão, em 09.08.06
Aqui há uns tempos, escrevi um post a dizer que era preciso apoiar Rui Rio e, tal como já estava à espera, levei com uma data de comentários contrários, alguns deles vindos de pessoas que julguei mais lúcidas, acompanhadas de uma série de insinuações sobre o carácter e até a honestidade do homem. Pois bem, hoje eu repito: é preciso que as pessoas que têm uma determinada visão do modo como a sociedade portuguesa deve evoluir, que estão cansadas de verem os políticos contemporizarem com interesses instalados que só atrasam o país, que estão fartas de verem políticos com medo do que dizem jornalistas e comentadores, apoiem gente como Rui Rio. Por ele ser perfeito? Claro que não. Fez asneira naquela história de só atribuir verbas às instituições culturais que não criticassem a autarquia. Mas perdoo-lhe facilmente e fico até do lado dele quando o vejo ser acusado de "fascista" e patetices do género po causa disso. Porque não há nada que se compare com o gozo que me dá ver uma série de figuras da nossa cultura, e os seus amigos jornalistas e opinion makers, ficarem à rasca só porque Rui Rio decidiu passar o Rivoli para a gestão privada e, assim, tal como ele explicou num artigo no último Expresso, insuficientemente citado, poupar-nos algo como 1500 contos de prejuízo diário. Pode discutir-se politicamente qual o grau de intervenção dos poderes públicos na área da cultura e eu aceito até que haja pessoas honestas que acreditem que ele deva ser grande. Mas eles também têm que aceitar que, tal como acontece em muitos outros países, haja gestão privada de equipamentos culturais como o Rivoli e que pessoas como Rui Rio a possam propor sem serem insultadas.

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17 comentários

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De duartecalvao a 11.08.2006 às 14:59

Peço desculpa pela demora em responder, José Carlos Gomes. Quem precisa de criar, cria, independentemente de ser financiado ou não, apoiado ou não (Pessoa, Dostoievski, Van Gogh, Schumann, são exemplos extremos que me ocorrem agora). Quem precisa de apoios, financeiros ou outros, para criar, não é um verdadeiro criador.
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De José Carlos Gomes a 09.08.2006 às 20:03

Duarte Calvão, estamos afinal mais de acordo do que parece: é claro que os melhores criadores estão-se nas tintas para o gosto do público e para o gosto dos poderes públicos. Mas quem é que lhes permite criar - sim, a criação custa dinheiro - se os gostos do público não quiserem nada com as suas criações. Para esses casos, há que garantir que o Estado financia os criadores, de modo a que estes possam continuar a criar, quer o público goste quer não goste.

O mercado só permite que criem aqueles que têm público a gostar.
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De explicador a 09.08.2006 às 17:24

E quem é que determina o que é bom ou mau gosto em Cultura?

Eu explico: o rei/ a família real.
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De duartecalvao a 09.08.2006 às 17:00

Mais uma posição de que discordo totalmente, José Carlos Gomes. Os poderes públicos a elevarem o gosto dos cidadãos? E quem é que determina o que é bom ou mau gosto em Cultura? E quem são os "poderes públicos", ou as pessoas que eles subvencionam, para julgarem a qualidade dos gostos culturais das pessoas? Os "criadores" culturais que mais admiro sempre se estiveram nas tintas para o gosto do público ou para os gostos dos poderes públicos e até muitas vezes entram em choque com eles.
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De Anónimo a 09.08.2006 às 16:51

Mau... Mau... E que supostos elevados critérios estão unicamente na mão do esclarecido Estado para proporcionar aos cidadões (só pode) burgessos e boçais essa tal de Cultura que o Estado sabe de ciência certa e pelos referidos critérios, acima de toda a suspeita) que esses cidadões precisam como pão para a boca?

É o Estado que me vai dizer: isto é bom para ti e é isto que deves consumir e isto de que tu gostas não presta para nada?

Raios partam esse Estado.
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De José Carlos Gomes a 09.08.2006 às 16:38

Não se trata de achar que a qualidade cultural é proporcional ao dinheiro investido em Cultura. Trata-se de saber que a qualidade cultural não é compaginável com as regras do mercado: o gosto do público, como bem sabemos, não é de qualidade. É por isso mesmo que cabe aos poderes públicos investir em Cultura para elevar o gosto dos cidadãos.

Daí que a medida de Rui Rio seja um desastre.
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De Anónimo a 09.08.2006 às 16:22

Ná... cheira-me que o Sr. Calvão, para o PSD, quer um Rei (ou não fosse ele monárquico).
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De Anónimo a 09.08.2006 às 16:17

Ó sr. FAL, e o sr. Calvão pertencerá a essa certa (e poderosa ala) do PSD?

Ele, que até anda de chinelas...
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De Anónimo a 09.08.2006 às 15:42

Gosto mais de morenas, ou mesmo de louras, que desse tal Rui Rio.
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De Anónimo a 09.08.2006 às 15:29

O grande Rui Rio é o responsável pela desestabilização do FCP que já levou à demissão do Adriaanse.

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