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Pequeno Comércio

por Cristina Ferreira de Almeida, em 30.09.07
Vejo nas escutas telefónicas publicadas no Sol relativas a Março e Abril de 2005 que o actual ministro da administração interna, Rui Pereira, beneficiou da confluência de uma rede de interesses que inclui Paulo Portas (com acesso directo a Jorge Sampaio por via do pai, o arquitecto Nuno Portas), Abel Pinheiro (de quem será colega de loja), José Sócrates e Fernando Marques da Costa (outro "avental") no sentido de influenciar Jorge Sampaio a demitir Souto Moura e a escolhê-lo como PGR. Pelo meio, há indicações de contrapartidas: informar o PP da existência de inquéritos do Ministério Público que envolvam o partido.
Não é que eu esteja escandalizada. Só não consigo deixar de ficar surpreendida com a rede de interesses subterrâneos que mina as regras da democracia e de achar, mais uma vez, que Souto Moura foi muito sub-estimado.
Espero que José Sócrates também esteja surpreendido. Espero que o Ministro da Administração Interna se explique. Mas desconfio que não o vai fazer.



5 comentários

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De Anónimo a 01.10.2007 às 13:39

Ora, console-se com essa visão, porque não terá outras. E só tem acesso a elas porque dizem respeito a escutas telefónicas de 2005.

Eis uma (entre outras) das razões da norma ínsita no n.º 4 do art. 88º do CPP.

(Outra das razões tem a ver com a necessidade de evitar que a Cristina, tal como eu e outros, se surpreendam com a rede de interesses. :-) )
papoila
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De Anónimo a 01.10.2007 às 13:08

Interesses subterrâneos sempre houve, mas agora é demais.
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De Peter a 01.10.2007 às 12:50

A verdade é que o foi durante o consulado de Souto Moura que pela 1ª vez neste país os poderosos começaram a ter problemas com a lei. Com erros ou não o seu desempenho foi fortemente minado pelos lobbies através da comunicação social,poder político e no próprio interior do Ministério Público. Não é por acaso que estes novos códigos são o que são.Há que defender a casta a todo custo nem que para isso se destrua o estado de direito.
Alguns dizem que "O anterior regime era inaceitável num estado moderno" , que grande lata foi preciso os poderosos começarem a ser presos ou constítuidos arguidos para se chegar a essa conclusão.Verdadeiramente oportuno.
Para não falar das alterações ao estatuto do jornalista. Se não estamos a caminhar para o fascismo o que é que se chama a isto?
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De Anónimo a 01.10.2007 às 11:54

«(...)rede de interesses subterrâneos que mina as regras da democracia(...)».

Mas sempre foi assim e sempre há-de ser assim. Qual é a novidade ? Qual é o espanto ? A democracia é mesmo isso : serve para minar as suas regras e promover inquéritos de ética republicana, ehehehe
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De Joshua a 01.10.2007 às 02:17

Até parece que esqueces que este governo não explica nada a ninguém nem presta contas de nada.

O Populismo de que agora muito se fala pode ser censurável quando levado a santana extremo, mas temos que no governo nem sequer há rosto humano: há o que eu chamaria de Impessoalismo.

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