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Cinco notas sobre a noite eleitoral

por Pedro Correia, em 16.07.07
1. A grande taxa de abstenção é um fortíssimo cartão amarelo mostrado pelos eleitores à classe política. A toda ela, sem excepção. Um cartão mais do que justificado.
2. Os dois candidatos independentes, Helena Roseta e Carmona Rodrigues, somaram 27 por cento. Uma percentagem que deve fazer reflectir a classe política. Não só em Lisboa: no País também.
3. Paulo Portas regressou há três meses à liderança do CDS a pretexto de levantar o partido. Só conseguiu afundá-lo ainda mais. Com o pior resultado de sempre em Lisboa. Ribeiro e Castro está vingado.
4. O PSD ofereceu de bandeja a vitória eleitoral ao PS na mais apetecida câmara do País. Por clamorosos erros estratégicos de Marques Mendes que em tempo útil foram denunciados em toda a parte (até aqui). Mendes só tem uma solução: sair sem mais demora.
5. Este resultado demonstra que a maioria teimosamente mantida na Assembleia Municipal de Lisboa, sendo legítima em termos formais, tornou-se ilegítima em termos políticos: a vontade dos eleitores mudou, a AM também devia ter ido a votos. A sua presidente, Paula Teixeira da Cruz, agarrou-se ao lugar, recusando ser escrutinada. Nota zero para o seu comportamento político.

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8 comentários

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De Anónimo a 16.07.2007 às 21:05

O Correia está certíssimo. Deixem-se de defender os diabos à solta...
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De Betty a 16.07.2007 às 21:04

E então a falta de nível e de solidariedade de Manuela Ferreira Leite para com Fernando Negrão?
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De Pedro Correia a 16.07.2007 às 15:18

Lisboa, apesar de tudo, tem mais significado do que Gondomar, Felgueiras (ou, já agora, também Oeiras ou Redondo e vários outros concelhos onde em 2005 ganharam independentes). Na capital nunca este fenómeno tinha atingido tais proporções até hoje.
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De inês santos a 16.07.2007 às 15:11

Está visto que temos uma grande tendência para a falta de memória e para a precipitação de análises.

Digo isto aespeito de toda a conversa que circula na imprensa e nos blogues no sentido de que os resultados do Carmona e da Roseta são um sério «aviso» aos partidos.

Francamente, não percebo onde está a novidade do aviso.

Em Lisboa, dois candidatos sem patrocinio partidário arrancam 25% dos votos.

Mas em Felgueiras e em Gondomar (para já não falar de Oeiras), dois candidatos sem patrocinio partidário arrancam mais de 50% cada um e ninguém andou para si a dizer que era uma cartão vermelho aos partidos.

Haja senso. E se alguém acha que esta comparação é ilegitima, então que o explique aqui à ignorante.
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De Anónimo a 16.07.2007 às 12:36

Caro Pedro,Paula Teixeira da Cruz vai ter que vir a terreiro, explicar-se e muito bem, sob pena de perder a legitimidade enquanto presidente da AML.

Um abraço.

ERGELA
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De GORGIAS a 16.07.2007 às 11:45

Acerca do ponto 1, apenas para dizer que se os Portugueses tivessem a mínima noção do conceito de Democracia, estando descontentes com os políticos, não fugiam para as praias mas sim votavam em massa para os pôr a correr...
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De TPestana a 16.07.2007 às 10:22

Permita-me discordar:

Ponto 1: a abstenção foi meramente o resultado de um fim de semana que prometia sol, se os liboetas tivessem em Lx iriam votar.

Ponto 2: Que raio de independentes, com é que se pode chamar independente ao antigo presidente de câmara eleito pelo PSD e à senhora que teve cartão rosa durante mais de 20 anos? (até aposto que, quando Costa se cansar de brincar à autarquias, a "independente" voltará como candidata do PS).

Ponto 3: concordo, mas com uma pequena diferença, Ribeiro e Castro não está vingado, estará triste porque, ao contrário da malta que por lá anda, é do CDS e gosta do partido.

Ponto 4: o PSD perdeu mas Negrão ganhou, em toda a linha... Mendes irá a eleições, e bem precisa...

Ponta 5: não concordo, a meio de mandatos não se submetem órgãos a eleições. Tal como não concordei com o golpe de estado de Sampaio aquando do governo de Santana, nem concordei com a queda prematura de Carmona. Para isso não havia eleições de 4 em 4 anos, iam-se fazendo sondagens e quando elas demonstrassem descontentamento faziam-se eleições... é mais do que normal que, a meio do mandato, as pessoas discordem de quem as governa, o contrário apenas quereria dizer que não havia governantes mas sim engraxadores de eleitores...
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De Cristina Ribeiro a 16.07.2007 às 00:57

Certo!
Quanto ao primeiro ponto,admito que como disseram já,por vezes há preguiça e desleixo;no meu caso teria ,mesmo,sido um cartão amarelo.

Pedro,tem razão no que tem dito sobre o mal que está Lisboa:nunca a vi tão feia como agora!

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