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100 paz

por Jose Miguel Roque Martins, em 04.06.22

Ontem passaram 100 dias desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Das brutais calamidades, das mortes  e sofrimento humano contínuos já sabemos. O que não se sabe é como e quando poderão terminar.

Aparentemente nem a Rússia tem força para conquistar toda a Ucrânia, nem esta, de expulsar o invasor. As posições defensivas assumidas pela Rússia em Kherson, assinalam a sua incapacidade ofensiva em toda a linha. Mas também não há sinais de que a Ucrânia consiga aproveitar um sector relativamente desguarnecido para uma contra-ofensiva expressiva. Nos selvagens confrontos na frente do Dombas, são mais as vitimas civis e militares de ambos os lados, do que alterações significativas no terreno.

A Rússia sobrestimou as suas forças e subestimou a resistência Ucraniana e o apoio do Ocidente, é um facto hoje inquestionável. Mas como se sai disto?

A improvável substituição de Putin, poderia facilitar uma solução ou, pelo contrario, ser substituído pela facção ainda mais sanguinária que existe e tem força no Kremlin.

A Ucrânia entregar, por acordo, terra à Rússia, não parece ser uma solução. Já tinham, de facto,  a Crimeia e parte do Dombas e não foi suficiente.  Quanta terra pode realmente saciar o apetite russo?

Um cessar fogo, puro e simples, para permitir o regresso da vida e uma discussão mais ou menos consequente, nas actuais circunstâncias, não serve a Putin. Tem que mostrar resultados, que ninguém sabe quais são.

Certo é que a intensidade dos confrontos actuais são insustentáveis, a prazo, para Ucranianos, Russos, África e o resto do Mundo, durante muito mais tempo.

Uma solução, necessariamente má, acabará por chegar, seja a derrota total de um dos lados ou um mau acordo.

 

 

 

 



7 comentários

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De Iletrado a 04.06.2022 às 23:44

Caro Jose Miguel Roque Martins
Tenho de confessar, antes de mais, que pouco ou nada me interesso pelo que se passa na Eslávia, excepto na medida daquilo que directamente me possa afectar. Acresce que a informação a que temos direito é tão sectária como a da palermia e da menstruação climática, de forma que o melhor mesmo é ignorar o assunto e continuar tranquilamente a cozinhar esparguete em fogão a gás... enquanto há. Contudo, há poucos dias soube que o Dragão não morreu e está de volta, a labaredalar como era (é) seu hábito. E foi com interesse que li este artigo dele, que espero me deixem partilhar com os leitores do Corta-fitas que não o conhecem. E que bàsicamente contradizem aquilo que está escrito neste artigo escrito pelo Jose Miguel, especialmente a parte que afirma que "(...) a intensidade dos confrontos actuais são insustentáveis, a prazo, para (...) Russos (...) durante muito mais tempo." Se Soljenitsyne tiver razão naquilo que escreveu em 2000, então os russos estão a combater lá pela mãe-pátria deles. Que, ao que afirma o senhor citado, são 4/5 da actual Ucrânia. Coisa pouca...

http://dragoscopio.blogspot.com/2022/06/da-psedudo-ucrania-ucrania-ou-uma.html

Boas pedaladas.
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De passante a 05.06.2022 às 17:41

Suplemento: https://old.reddit.com/r/portugueses/comments/ts69q3/rant_já_não_há_paciência_para_quem_não_sabe_o_que/


Factos seleccionados, sim, mas não os mesmos que os merceeiros nos dão nos jornais deles.


Dissidentes, que chatice.
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De Anónimo a 05.06.2022 às 20:56

Que chatice, Caríssimo! Você veio estragar (ou arrasar) os argumentos dos sovietes para terem invadido a Ucrânia! Acabou de desfazer o embuste: afinal vieram buscar o que é deles. Oh! Lá se foi a negaça da "desnazificação" e da "desmilitarização"  com que se tem atraído a passarada da esquerda! 


(Com que então a Ucrânia é que era a ameaça ao território soviete ... Nada como a verdade).
O problema, pelo que consta (e ninguém desmentiu) é que Suas Panças têm um apetite pantagruélico Qual é o pitéu que a sua voracidade vai exigir devorar a seguir???
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De anónimo a 05.06.2022 às 13:05

Correcto.
Um dos lados, de esta acção militar está a sofrer injustificadas destruições, pessoas e bens, em alvos "não de interesse puramente militar".
O outro sofre destruição de pessoas e bens, essencialmente militares, nas forças militares invasoras espalhadas por território juridicamente alheio.

Será justificável a destruição de alvos, pessoas e bens, "não de interesse puramente militar" no território do agressor?. Como justificar pruridos numa situção tão pouco equitativa?. Não será tempo de se passar a uma ofensiva letal?.
Afinal "quem vai à guerra dá e leva".

Sem essa acção a opinião pública russa nunca refreará os seus chefes políticos.
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De Anónimo a 05.06.2022 às 20:54


A Destruição do Mosteiro de Svyatogorsk é um Crime Que Não Será Esquecido:

https://toranja-mecanica.blogspot.com/2022/06/a-destruicao-do-mosteiro-de-svyatogorsk.html

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De Martim Moniz a 06.06.2022 às 10:24

Continua-se a ignorar(convenientemente ou não)a questão do armamento,e de quem tem mais e melhor,ora o regime russo tem feito regularmente a afirmação de que tem misseis hipersónicos(que os EUA ainda não tem supostamente,muito menos,digo eu,os europeus) que podem atingir o Ocidente em menos de nada(e enquanto o urso paddington bebe chá com a rainha) sem que o dito Ocidente(leia-se os EUA/pentágono) possa responder atempadamente.Se isto for mesmo assim(e ainda não vi nenhum desmentido)então devemos perguntar; para que serve(além daquilo vimos no Iraque e Afeganistão etc etc) todo aquele orçamento(além da fama de avanço tecno-militar que supostamente suplantava a Russia e qualquer um desde 1991) de "defesa" americano dez vezes maior(supostamente) que o Russo?E não falemos agora do arsenal nuclear russo maior que o americano(mais uma vez supostamente e acreditando nos comentadores especialistas).
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De anónimo a 06.06.2022 às 16:38


No tempo da adm Trump vários episódios colocaram forças militares dos EUA (não da NATO) perante movimentos das forças militares, ou militarizadas, da Federação russa de Putin.
Num deles Trump avisou os "russos" que tinham umas horitas para abandonar a posição pois iria bobardea-la. Avisou. Os russos abandonaram a posição e pouco depois 7 mísseis dos EUA destruiram o "compund" russo. Ali nunca houve mais incidentes. Putin percebeu.

Na Síria uma provocação russa resultou num confronto com 300 baixas dos ditos "militares assalariados" russos. Não houve mais disputas. Putin percebe a linguagem da força. Segue umas das descrições de esse recontro. Outras fontes, outras descrições, mas o caso é que acabaram os confrontos.

https://www.businessinsider.com/us-military-killed-hundreds-of-russians-syria-trump-administration-confirms-2018-4?op=1
Ou seja: Nas actuais circunstânciasTrump provavelmente já teria dito a Putin que tinha uns diasitos para mandar retirar os seus assalariados da Ucrânia, toda. A alternativa seria uma "paga na mesma moeda". Tudo com armamento convencional.

Este abuso das mais elementares regras internacionais já teria terminado, logo, no início.

O argumento atómico foi caricamente utilizado pelo militarmente mais fraco, a Federação Russa.
Ps. CNN, NewTimes, W.Post. apenas propaganda, pró-democrata. A História não perdoará a Adm. Biden.
A dita "União Europeia" que cresça e apareça.

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