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Os inassimiláveis

por Pedro Picoito, em 15.07.19

Aqui fica a minha opinião sobre o artigo de Fátima Bonifácio e a respectiva polémica. Hoje, no Observador. 

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Não aconteceu, mas é bem visto

por henrique pereira dos santos, em 15.07.19

O título deste post caracteriza muito do jornalismo actual, o tal do diabo que estava para vir, uma frase que nunca ninguém conseguiu demonstrar que foi dita, ou da famosa explicação para o "desvio colossal" que Vítor Gaspar sempre negou que tivesse dito.

E o post resulta de ter lido este fantástico exemplo de jornalismo "não aconteceu, mas é bem visto", de que o Observador (e os outros) nos vai dando muito bons exemplos, como este aqui, que é de cabo de esquadra.

Trump faz um tweet idiota e, na minha opinião, indigno do presidente de um país. O tweet não é idiota por não fazer sentido: Trump está permanentemente em campanha eleitoral (como sou o único a ver semelhanças entre Costa e de Trump, independentemente de um usar tweets e o outro usar a imrpensa tradicional para estar sempre a vender banha da cobra, devo ser eu que estou enganado) e dizer a uma congressista que fugiu do péssimo governo da Somália que volte para lá para aplicar as suas ideias e, depois de ter resultado, volte para ensinar aos americanos como se governa um país, é um argumento idiota, sim, mas extraordinariamente eficaz para o eleitorado que pretende atingir.

O tweet diz o seguinte: "So interesting to see “Progressive” Democrat Congresswomen, who originally came from countries whose governments are a complete and total catastrophe, the worst, most corrupt and inept anywhere in the world (if they even have a functioning government at all), now loudly and viciously telling the people of the United States, the greatest and most powerful Nation on earth, how our government is to be run. Why don’t they go back and help fix the totally broken and crime infested places from which they came. Then come back and show us how."

Sim, é usado um plural que qualquer pessoa sabe ser um recurso retórico ("eles, há pessoas", coisas destas que usamos para mandar indirectas) mas o que é dito encaixa na perfeição apenas em uma congressista.

Pois bem, uma parte da imprensa dedica-se a fazer interpretações e conclui que o tweet é para mais três pessoas que não encaixam (por terem nascido nos Estados Unidos), tomam como um facto a sua própria interpretação e, a partir daí, fustigam Trump por ser tão estúpido que usa argumentos destes contra pessoas nascidas nos Estados Unidos.

No fim, queixam-se porque "a basket of deplorables" não ligam nenhuma ao que escrevem nos jornais e preferem acreditar nos tweets de Trump, fazendo-o ganhar as eleições e criando dificuldades económicas aos jornais que não percebem por que razão as pessoas não querem pagar por um produto fraudulento.

Em frente, Observador, em frente, continuem assim a reproduzir acefalamente qualquer tolice, independentemente dos factos, que o futuro será radioso para o jornal e para o sector.

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Quatorze juillet

por João Távora, em 14.07.19

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Hoje, 14 de Julho, quando passam 16 anos sobre a sua morte, é tempo de prestar homenagem a Henrique Barrilaro Ruas – um dos maiores pensadores e políticos do século XX que de forma sublime fez a síntese do Integralismo Lusitano com a Democracia Liberal. Nada melhor do que fazê-lo anunciando para breve a publicação duma sua antologia de textos dispersos, o terceiro volume da chancela “Razões Reais” da Real Associação de Lisboa. O livro intitulado “Liberdade Portuguesa” é organizado pelo Vasco Rosa e tem um prefácio do jornalista Nuno Miguel Guedes. Em Setembro voltarei ao assunto.

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Domingo

por João Távora, em 14.07.19

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses 


Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus. 


Palavra do Senhor. 

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A inquietação só nos faz bem

por João Távora, em 12.07.19

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Mamadou Ba assume aqui um discurso que tem a virtude de ser cristalino. Convocar a raça e  a orientação sexual como instrumento para o combate pelo socialismo. A luta vai ser na rua daqui a 5 ou 6 anos? Com as sondagens a dar a esquerda perto dos 2/3 do parlamento - o necessário para uma revisão constitucional - a inquietação só nos faz bem.  

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O Presidente, o futuro PM e a desinformação suicida

por José Mendonça da Cruz, em 11.07.19

1. Os factos. O embaixador de Inglaterra nos EUA, Kim Darroch, que se entretinha a dizer em círculos diversos de Washington que o Brexit, a política do seu governo, era um desastre, enviou para Londres um despacho a dizer que o Presidente americano era «inepto», «inseguro» e «singularmente disfuncional». Azar, o texto que deveria ser confidencial transpirou para a imprensa. Ora, o Presidente americano não é uma figura decorativa como outros Chefes de Estado, ele é o chefe do executivo; a «relação especial» Reino Unido - EUA sempre foi uma pedra de toque entre os dois países, e ela é ainda mais crucial para Londres, agora, em vésperas de Brexit. Donde resulta que a demissão do embaixador era uma necessidade e uma evidência de política externa. O putativo futuro Primeiro-Ministro inglês, Boris Johnson (antigo diretor da Spectator, autor de uma biografia sobre Churchill, antigo presidente da Câmara de Londres, antigo ministro dos Estrangeiros, e Membro do Parlamento), recusou-se, portanto, a defendê-lo num debate com o outro candidato, Jeremy Hunt, que não será Primeiro-Ministro -- decerto por coisas como esta.

2. As cabecinhas formatadas. Acontece que os jornalistas, digamos assim, dos orgãos de informação, assim digamos, portugueses têm sobre a mesa ou gravado nos escassos neurónios um manual que diz que tudo o que é americano é mau, que se for republicano é pior, e que Trump, sobretudo por causa dos excelentes indicadores económicos e sociais do seu mandato, é péssimo. E que qualquer outro governante que não seja socialista é no mínimo «excêntrico» e normalmente «xenófobo e de extrema-direita».

3. A versão progressista. Sendo assim, a notícia em 1., depois de passada pelas cabecinhas em 2., sai assim:

- que o embaixador Kim Darroch está a ser perseguido por dizer a verdade;

- que Boris Johnson não o defendeu e está «a ser alvo de fortes críticas».

- ponto final.

A versão é confrangedoramente lacunar e medularmente estúpida. Mas é a que passa em jornais e telejornais portugueses. Os quais, pressupondo a estupidez dos espetadores, vão aplicando a vulgata e dando tiros nos pés todos os dias, enquanto todos os dias se queixam das «redes sociais» e do que eles julgam que são fake news.

 

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"A redacção de O Liberal (Partido Progressista), tendo sido insultada pelo sr dr. Eduardo Souza, director do Diário da Tarde (Partido Regenerador), entendeu dever desforçar-se. Havia quatro campos à escolha: - o tribunal judicial; - o tribunal d' honra; - o duello ; - o desaggravo pessoal. O tribunal judicial foi logo posto de parte - era ridículo. O tribunal d' honra era impossível com o sr dr Eduardo de Souza que é um desqualificado. O duello, pelos mesmos motivos, egualmente impossível: um duello, que em Lisboa tem muito de ridiculo, no Porto era decididamente ultra-cómico, e com o Sr. Eduardo de Souza humilhante. Restava-nos o desforço pessoal. Tirámos à sorte e a sorte designou o redactor Alexandre de Albuquerque. Partiu para o Porto com o firme proposito de cumprir briosanmente o que lhe mandava a sua honra profissional e pessoal
Os factos deram-se taes como os contou o nosso correspondente, em seu telegramma de hontem, que de novo transcrevemos: "Porto, 6 - 1 e 17 da tarde, O Liberal galhardamente desaffrontado. Às 10 horas e meia chegou dr Eduardo de Souza à porta da redacção do Diário da Tarde. O dr. Alexandre d'Albuquerque não o conheceu por causa das barbas e da gordura. O dr Souza prevenido pelo aviso de O Liberal, conhecendo o dr Albuquerque, fugiu para as escadas, denunciando-se. O dr Alexandre d'Albuquerque, completamente desarmado, correu sobre o dr Eduardo de Souza, que se achava armado de bengala, e derrubou-o a murro, saltando sobre elle e soccando-o fortemente, pretendendo o dr Souza arranha-lo, mas sem o conseguir. Accudiu o povo, segurando o dr Albuquerque, o que o dr Souza aproveitou para lhe jogar duas bengaladas que lhe fizeram uma ligeira escoriação na testa. O dr Albuquerque, soltando-se, derrubou outra vez o dr Souza, soccando-o e calcando-o aos pés, sovando-o fortemente. O dr Souza retirou-se para a redacção do Diário da Tarde. Povo felicitou o dr. Albuquerque."

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Em dias de tempestade verbal como esta, se me sobra algum respeito (ainda assim muito) reservo-o a brancos que falam em nome próprio, em defesa da sua identidade branca, como Maria de Fátima Bonifácio. Não me sinto obrigado a respeitar brancos que usurpam sentimentos, identidades, representatividades de terceiros. Não por uma birra qualquer, mas porque usurpar identidades alheias é profundamente imoral. A representatividade social existe para ser tomada a sério. Os homens não representam as mulheres; os idosos não representam os jovens; os ricos não representam os pobres; logo, os brancos não representam negros, ciganos ou quaisquer outros. (...)

(...) Há outro detalhe da loucura dos tempos. Ao longo de quatro séculos, negros das mais variadas origens, estatutos (as comunidades ancestrais africanas organizam-se por linhagens, isto é, desde a origem que marcam diferenças sociais), línguas, crenças, hábitos, tradições em África eram, depois, amalgamados nos países de destino da escravatura como se fossem todos iguais. Bastava serem negros para se reconverterem numa massa coletiva indistinta homogénea, para desaparecerem enquanto indivíduos e, com isso, dissolvia-se a singularidade e subjetividade que a condição humana acarreta. Por ironia, esse passado está hoje bem vivo pela ação do igualitarismo de esquerda.

(...) Mas é importante clarificar ainda outra questão. O que marca as sociedades ocidentais é o primado do indivíduo sobre o coletivo, sendo o inverso na tradição islâmica ou na tradição soviética. Isso para sublinhar que, no mundo ocidental, nunca serão os negros ou os ciganos enquanto coletivos a «subir na vida», mas todos os indivíduos de todas as pertenças raciais, e cada um por si. Negros, brancos, mestiços, pobres, remediados e todos os demais. É por serem assim que as sociedades ocidentais articulam, melhor do que muitas outras, mobilidade social com coesão social.

Por isso, é do caminho cultural da descoberta do indivíduo enquanto tal de que mais necessitam os segmentos que mais recentemente se vão integrando na tradição ocidental, as minorias. (...)

Gabriel Mithá Ribeiro a ler na integra aqui 

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Nada disto, porém, faz da autora uma “racista” e muito menos do seu artigo um “manifesto racista”. Vamos entender-nos: uma coisa são preconceitos, ou desconfianças derivadas de certos comportamentos – se isso fosse racismo, então toda gente, em todo o mundo, foi, é e será sempre racista; outra coisa são instituições e doutrinas que, com fins políticos, visam a classificação e discriminação das  pessoas como membros de “raças”, e nesse sentido, nem toda a gente foi, é ou será racista, e é aí que deve assentar a expectativa de que a humanidade resistirá a propostas para usar características “étnicas” com fins políticos.

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Nós e os outros - racionalidade precisa-se!

por João Távora, em 08.07.19

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Anda praí um forrobodó que extravasa as redes sociais por causa dum artigo polémico da Maria de Fátima Bonifácio, de tal forma que o jornal que o publicou já veio meter os pés pelas mãos manifestando arrependimento e pedidos de desculpa à parte dos leitores que se amofinou com ele. O  Público fez bem publicá-lo: a censura ou a proibição é sempre um erro grave, para mais num debate que me parece tão difícil quanto importante. Ou seja, como poderemos em Portugal garantir a preservação dos nossos valores civilizacionais e ao mesmo tempo promover uma abertura a culturas em que a maioria dos seus elementos neles não se revêem? Em minha defesa, e antes que me comecem a apedrejar pelos motivos errados, deixem-me que vos diga que ao contrário da Maria de Fátima Bonifácio, eu não concordo com as quotas para as mulheres e acho que o maior problema de Portugal são os portugueses - basta conhecer a nossa História ou constatar a maioria de esquerda que por passividade nossa nos pastoreia há pelo menos duzentos anos - somos demasiado atreitos ao Síndrome de Estocolmo. Além disso, parece-me que temos muita sorte pelo facto de a maioria dos imigrantes que se por cá vêm instalando provirem das nossas antigas colónias, e assim sendo, maioritariamente de origem cultural cristã. E estou convencido que por essa razão, mais tarde ou mais cedo, não terão dificuldade em reconhecer os direitos e deveres que se lhes assistem como Seres Humanos. Já quanto à Revolução Francesa imagino que o assunto não os inspire grandemente, e devêmo-nos congratular por isso. De resto, constatar que há ciganos e outras comunidades que evidenciam dificuldades de integração é tão legítimo quanto admitir que há polícias racistas ou lisboetas racistas. Admito que sejam por enquanto casos pontuais que não devem ser exacerbados mas para os quais devemos olhar com realismo, por forma sabermos que políticas se empreender para mitigar a fractura e promover uma mais salutar assimilação. Porque me parece inevitável que as próximas gerações tenham de acolher e aprender a conviver com um cada vez maior número de imigrantes à procura daqueles trabalhos que por cá mais ninguém quer e do conforto que só o nosso modo de vida, com as nossas regras, proporciona. Não irá ser fácil, mas o pior que podemos fazer é alimentar tabus e evitar polémicas, por mais incómodas que nos pareçam. Há que olhar para os nossos vizinhos europeus e tentar aprender com os seus erros.

 

Ilustração: acampamento de ciganos nos jardins de Moulinsart, do álbum do Tintim "As Jóias de Castafiore", leitura juvenil que desconfio terá escapado à historiadora Maria de Fátima Bonifácio

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Ainda se lembram do tontinho Varoufakis?

por João-Afonso Machado, em 08.07.19

Vale a pena recordar algumas penosas ocorrências helénicas: a vitória do Syriza, o consequente júbilo da nossa Esquerda - a democracia regressara ao seu berço; um palhaço chamado Varoufakis e o seu tristíssimo número Europa além; a iminência do colapso na Grécia, as eleições antecipadas e a vitória, menos expressiva, de Tsipras, já despido de Varoufakis; o terceiro resgate logo após.

Tudo isto até 2015.

Quatro anos volvidos, nova ida às urnas, com uma inequívoca vitória da Direita, da Nova Democracia.

Porquê, afinal, o fracasso da Esquerda fraterna e miraculosa?

Segundo os analistas gregos porque o eleitorado não deu conta de qualquer melhoria económica ou social. Houve cortes nos salários e pensões. Enfim, urgia pôr cobro aos "populismos".

Aguardo, na maior expectativa, os comentários das nossas Catarinas às eleições gregas. Palpita-me tudo seja muito simples: o planeta está infernalizado por fascistas; pelo "populismo" e pela extrema-direita.

Mas reforço a minha ideia: entre gente menos informada, para se repudiar definitivamente a Esquerda, o remédio está em ser governado por ela. Algo demasiadamente arriscado antes da queda do Muro de Berlim, mas não agora, felizmente.

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Lamento, mas...

por João Távora, em 07.07.19

Ao contrário da Maria de Fátima Bonifácio, cuja opinião tem a virtude de colocar em discussão um tema difícil, eu não concordo com as quotas para as mulheres e acho que o maior problema de Portugal são os portugueses. Se tiver tempo amanhã volto ao assunto que me parece riquíssimo.

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Domingo

por João Távora, em 07.07.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’. Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade». Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos nos Céus». 


Palavra da salvação. 

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É esta a questão de fundo

por João Távora, em 06.07.19

Há, por outro lado, a ofensiva de uma nova esquerda que reinventa, atomizados e extremados, os valores de 68, no hiperindividualismo de tábua rasa que quer fazer do homem um novo “bom selvagem” laboratorial, sem raízes, sem família, sem pátria, sem Deus, livre até de determinantes biológicas, que quer impor como optativas. Hiperindividualista e por isso também hiperglobalista, alienado da sua dimensão moral de origem, obcecado pela “tolerância” e contaminado pela correcção política, o liberalismo tradicional deixou de representar os valores metapolíticos em que deve basear-se uma sociedade livre e justa.

 

Jaime Nogueira Pinto, hoje no Expresso.

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"Assim, nasceu da mente convencional e jacobina, mais que socialista, do dr. Mário Soares o anúncio duma ameaça aterradora dum bloco monárquico e conservador (de quê?). Ideia que foi logo incluída no gasto repositório do PCP. O «bloco monárquico e conservador» é a Aliança Democrática. (...) Estarão os políticos do PS e do PCP convencidos de que este povo vai levantar de novo as bandeiras cediças do anticlericalismo primata, do jacobinismo burguês, do positivismo militante e o estandarte da fome?"

Arq. Gonçalo Ribeiro Telles
In A Capital, Lisboa, 17 de Julho de 1979

Na Fotografia
Em cima: Henrique Barrilaro Ruas, António Borges de Carvalho, Vasco Pulido Valente, Carlos Macedo, Leonardo Ribeiro de Almeida, Adelino Amaro da Costa. Em baixo: Gonçalo Ribero Telles, Francisco Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral. 

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P-S- PS- B-A-BA

por José Mendonça da Cruz, em 03.07.19

Serviçal, a TVi lá descobriu que a política e mãe de sete filhos que ocupará a presidência da União Europeia, assim matando uma ilusão socialista, esteve «ligada» enquanto ministra da Defesa a «problemas de extrema direita» nas forças armadas.

Mas é verdade que, no mesmo jornal, a mesma Tvi descobriu que no eclipse visível na América latina «o sol apagou-se no Chile e na Argetina».

De maneira que talvez não seja reles sabujice. Será só a inocência do analfabetismo.

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Matilde e a moral

por henrique pereira dos santos, em 03.07.19

Sobre os dilemas morais que levanta a existência de um medicamento que custa dois milhões de dólares há vários bons artigos escritos, sugerindo eu o de Luis Aguiar-Conraria no Público de hoje, e este, de um doente com a mesma doença da Matilde.

Penso que me comecei a interessar por estes dilemas morais há muitos anos, quando fui almoçar com um colega que não via, talvez há dez ou quinze anos, e que entretanto tinha passado a trabalhar numa empresa privada de saúde.

O que me fez passar a olhar para o assunto foi a clareza com que me explicou que era uma questão de tempo até o custo da saúde levantar problemas éticos sem qualquer solução técnica: o que deve fazer o decisor público quando é descoberto um novo tratamento que aumenta em 10% a esperança de vida de uma pessoa de 60 anos (usei esta idade apenas para ser eu, o argumento, sendo válido para qualquer idade, não é socialmente o mesmo se for um bébé de dois anos ou uma pessoa de noventa, por mais chocante que seja dizer isto) mas custa 500% mais dinheiro, sabendo que essa diferença, se aplicada em melhores cuidados básicos de saúde da população, tem muito maior impacto social?

É que o corolário desta opção utilitarista da aplicação do dinheiro público resulta numa iniquidade moral: quem tiver dinheiro tem mais probabilidades de se manter vivo que quem não tem dinheiro, que é exactamente o que se pretende combater com a utilização de dinheiros públicos em mercados imperfeitos de bens essenciais, como é o caso da saúde.

Uma boa parte de nós recusam este dilema ético (que sempre existiu, penso que a palavra triagem vem do método militar de separação dos feridos da primeira guerra, em três grupos: 1) os que, qualquer que fossem os cuidados, incluindo os paliativos, morreriam dos ferimentos, pelo que não eram tratados; 2) os que quaisquer que fossem os cuidados, se manteriam vivos, portanto não eram tratados; 3) aqueles cuja sobrevivência dependia dos cuidados prestados, onde eram concentrados todos os escassos meios de saúde disponíveis) ignorando a restrição de meios, limitam-se a ter uma opção moral e não querem confrontar-se com a escassez de meios que, forçosamente, existe.

Mas vale a pena, a propósito deste assunto, falar de situações concretas para defender a reabilitação do valor moral do lucro, que parece uma coisa caída em desuso, pelo menos em Portugal.

Os defensores do regime cubano passam o tempo a falar do seu excelente sistema de saúde. Os indicadores base são bons e não quero discutir se é mesmo excelente o sistema de saúde cubano, o que me interessa é realçar que eu não tenho ideia de nenhuma inovação da medicina cubana que tenha tido um impacto mundial (como este medicamento de dois milhões de euros). A razão é simples, ao desenhar o sistema para proporcionar o maior bem estar a toda a população, o Estado não tem o menor incentivo para ir à procura de um medicamento que cure uma doença raríssima, sobretudo se tiver consciência dos valores envolvidos e do risco de nunca atingir esse objectivo. Situações extremas como as da Matilde acabam por ser encaradas como fatalidades, inevitavelmente.

Olhemos agora para a fundação Melissa e Bil Gates, uma das maiores financiadoras privadas de programas de saúde sem fins lucrativos. Investe, como a Novartis, no desenvolvimento de medicamentos específicos para situações raras? Não, evidentemente, tem um fortíssimo programa de erradicação da malária, porque morrem todos os anos milhares de pessoas de malária (milhares quer dizer qualquer coisa à volta de 400 mil) e portanto o impacto social deste investimento é muito maior que o impacto social de salvar uma vida, por mais que eu ache que a minha vida é a minha vida e não a troque facilmente por outra, ou outras.

E os Estados com fortes sistemas públicos de saúde estão, e estarão sempre, a fazer as mesmas contas: os dois milhões (não falando do custo de desenvolvimento do medicamento) têm mais impacto social aplicados a salvar essa vida concreta, ou a garantir melhores cuidados para um número alargado de pessoas?

Como disse acima, pode-se negar o dilema ético, negando a restrição ("o Estado tem de pagar e tem de arranjar os recursos para isso, não se discute o valor de uma vida") mas é muito mais difícil negar um aspecto central: sem o incentivo para a Novartis ganhar dinheiro e ter lucro, o medicamento não existiria porque todos os outros decisores, confrontados com a restrição de recursos (que a Novartis também tem, evidentemente), preferem concentrar-se no impacto social alargado, o que aliás se compreende.

Daí que não veja muita utilidade em discutir a moralidade do preço do medicamento (questão diferente é a das prácticas empresariais abusivas, se as houver), nem em esperar do Estado a solução para todos os dilemas éticos que a sociedade irá ter de ir resolvendo.

A verdade é que o lucro foi um incentivo fundamental para que a Novartis se concentrasse em resolver os problemas destas poucas pessoas, dando-lhes uma esperança que não existia, e a solidariedade e empatia foram fundamentais para resolver o problema dos pais da Matilde, mobilizando dois milhões de euros, em milhares de doações que em média andam pelos sete euros (não é gralha, é mesmo assim, de acordo com o que diz Luís Aguiar-Conraria).

Se há soluções sociais melhores que esta para resolver estas questões que são enormes para cada um dos afectados, mas dizem respeito a um número mínimo de pessoas?

Haver, pode haver, mas eu não conheço, e por isso acho que devemos um agradecimento à Novartis, pela eficiência com que conduziu a sua procura pelo lucro, e aos milhares de pessoas que, para lá de todos os dilemas morais, conseguem reconhecer-se no drama daqueles pais.

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Matilde e os mé-més

por José Mendonça da Cruz, em 02.07.19

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Se bem compreendo, passou-se assim. Um bebé tem uma doença fatal identificada por um médico, mas com possibilidade de cura mediante um medicamento novo e muito caro: 1 milhão de euros. Num gesto de solidariedade admirável, milhares de cidadãos portugueses doaram o milhão necessário.

Admirável, comovente, e a bebé está salva, certo?

Errado.

Estamos no Portugal socialista, e o Estado é que decide de toda a vida, e da morte.

De maneira que a bebé só pode ter o medicamento depois de a Infarmed verificar se está em condições de o tomar, e se dignar contactar a farmacêutica.

Que os jornalistas portugueses não tenham nem um sobressalto, é normal. Há muito tempo se habituaram a pensar e agir em genuflexão.

Que os cidadãos em geral, e os dadores em particular não se indignem, é coisa que sugere a possibilidade de o estado ovino ter triunfado no país.

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Alterações climáticas

por henrique pereira dos santos, em 30.06.19

Tenho ideia (mas não confio nem um bocadinho na minha memória) de ter lido uma entrevista a Eugénio de Andrade em que, a propósito da musicalidade da sua poesia e do facto de ser um melómano, o entrevistador lhe perguntava por que razão nunca escrevia sobre música. Eugénio de Andrade respondia dizendo que para falar de música era preciso ser muito técnico e que lhe faltavam conhecimentos de música para isso.

Lembrei-me disto a propósito do facto de eu raramente escrever sobre alterações climáticas, apesar do centro da minha actividade profissional e de boa parte das minhas "convicções sociais" andarem à volta de questões ambientais e de sustentabilidade.

Recentemente, vários amigos meus, em várias discussões independentes, referiram-se ao facto de eu não alinhar na ideia da urgência de declarações de emergência climática e coisas afins como sendo uma posição absurda para um ambientalista, e daí retiraram conclusões azedas sobre o que ando por aí a dizer.

O artigo de João Pires da Cruz desta semana, no Observador, traduz o essencial da minha posição sobre alterações climáticas: a ciência não é uma questão de opinião e eu não sei o suficiente do assunto para ter uma posição muito diferente do que me parece ser o razoável consenso científico sobre o assunto.

Questão diferente é o passo seguinte, isto é, o que fazer politicamente a partir deste razoável consenso científico.

Uma boa parte dos meus amigos, frequentemente porque acreditam que a sociedade evolui de acordo com o que as políticas de Estado determinam, concluem que é tudo muito urgente e que tudo o que sirva para obrigar os políticos a tomar decisões que eles acham que são imprescindíveis é bom. E que só se avança com a velocidade necessária com uma espécie de governo mundial com capacidade para responder aos desafios societais globais que as alterações climáticas levantam.

Por isso gostam muito de Greta Thundberg, uma adolescente obsessiva de quem, naturalmente, não se ouve uma proposta concreta e minimamente consistente sobre o que fazer, mas que na opinião deles mobiliza muita gente para o que é preciso fazer (e respondem azedamente à minha observação de que ainda não percebi que acção concreta saiu, até hoje, dessa tal mobilização de rua em que se atiram responsabilidades para terceiros e se lhes exige que resolvam um assunto, sem perder dois segundos a pensar como e com que consequências).

Há muitos anos que defendo o que Miguel Araújo (um dos amigos com quem tive uma troca de argumentos mais ácida nesta matéria) defende nesta entrevista (já com dez anos): "Estamos perante um fenómeno que pode afectar a vida de centenas de milhões de pessoas e a sobrevivência de nações inteiras (o caso de nações insulares). Portanto, há que ser responsável na gestão das incertezas e assegurar que as decisões adoptadas sejam as que minimizem o risco de cometer erros graves. Ora as medidas de mitigação que se propõem são, na grande maioria dos casos, de tipo “win-win”. Ou seja, são políticas que são positivas quer haja alterações climáticas ou não e o custo social que advém de lhes conferir prioridade é bastante inferior ao custo social de não as implementar num cenário provável de alterações climáticas".

Os caminhos que nestes dez anos o Miguel e eu fizemos sobre este assunto são de facto divergentes, não nesta ideia central que transcrevi, mas sim na forma de lidar com o assunto.

Há quem ache que tudo se passa muito lentamente e fique cada vez mais radical na exigência de acção imediata dos Estados (e por isso celebre a intervenção de Greta Thundberg como um empurrão para mobilizar vontade política), e há quem ache, como eu, que talvez seja verdade que as coisas evoluam mais lentamente do que seria desejável, mas está muito longe da verdade a ideia de que nada está a mudar e que só mudará com governos empenhados em mudar a sociedade.

E, no entanto, os carros estão muito mais eficientes (os motores em geral e os equipamentos em geral), a agricultura de precisão faz muito mais por um uso eficiente de recursos que a agricultura biológica, empresas tipicamente no olho do furacão, como as da energia, investem cada vez mais na procura e, sobretudo, na colocação no mercado de soluções mais eficientes (há anos BP deixou de querer dizer British Petroleum para passar a dizer Beyond Petroleum), as empresas de produção florestal são hoje as mais avançadas no teste comercial do uso de animais no fecho de ciclos e de reforço de uma economia circular, etc..

Na verdade, quando escrevi a minha tese de doutoramento (aliás, co-orientada também por Miguel Araújo, que é um bom par de anos mais novo que eu) reforcei (ou mesmo tornaram-se claras para mim) as minhas convicções sobre os estreitos limites dos governos para mudarem a sociedade, ao mesmo tempo que se tornava claro que os grandes movimentos económicos e sociais, como a descoberta da síntese da amónia, tinham muito mais efeito real na transformação das sociedades.

E, no entanto, apesar de ser consensual de que esta descoberta é, de longe, a que mais vidas salvou no mundo, existe a esmagadora convicção de que as suas consequências práticas (a generalização dos adubos azotados de baixo custo) são uma espécie de coisa do diabo, uma conspiração do agronegócio e das empresas químicas.

O mais me distingue dos meus amigos nesta matéria não é pois o diagnóstico (não tenho conhecimento e cultura suficiente sequer para discutir muito o diganóstico), nem mesmo a dimensão do problema, mas o meu cepticismo quanto ao poder do Estado para responder a esses desafios, respeitando a liberdade e mantendo condições para a criação de riqueza (como se vê na inacreditável cruzada contra o uso do glifosato, um fitocida barato, de grande eficácia e implicações ambientais marginais, que a cedência dos eleitos à demagogia do pensamento mágico transformou num problema político de primeira linha, com soluções regulamentares absurdas e contraproducentes).

Hoje, muito mais que declarações de emergência climática por parte de parlamentos (sobre as quais manifesto o mesmo desinteresse que por Greta Thundberg), interessam-me as opções dos consumidores que obrigam as empresas a mudar os seus modelos de negócio, interessam-me as empresas que por opção interna olham seriamente para as melhorias de eficiência do processo produtivo e investem na inovação que responde às necessidades sociais, incluindo as necessidades de mitigação e adaptação climática.

Os Estados, com certeza, têm um papel nesse processo, por exemplo, quando resolvem taxar o trabalho e o capital em detrimento do consumo, ou quando resolvem apoiar a produção em vez de colmatarem falhas de mercado, ou quando confiam ou não confiam nos seus cidadãos.

Na verdade o potencial para os Estados intervirem negativamente na sociedade é muito grande (logo à cabeça, na limitação da liberdade, por terem o monopólio da violência legal, como é bem visível no triste episódio do prédio Coutinho, em que o Estado pretende resolver coercivamente um erro seu, em vez de o resolver por via negocial), mas o potencial para criarem riqueza e soluções novas é muito limitado, muito menor que o potencial da multidão criar riqueza, novidade e soluções, desde que tenha liberdade para empreender e falhar, por sua conta e risco.

A segunda coisa que me distingue de boa parte dos meus amigos é que eu acho normal que pensem de forma diferente da minha e aceito isso, mas muitos deles recusam-se simplesmente a discutir esta divergência essencial, preferindo eliminá-la para não atrasar a transformação social que acham urgente.

E eu acho essa atitude um erro que se pagará caro, se for a atitude dominante sobre o assunto.

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Domingo

por João Távora, em 30.06.19

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 


Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?». Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. E seguiram para outra povoação. Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus». 


Palavra da salvação. 

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