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A atitude política mais evidente, desde que se iniciou o incêndio em Pedrógão, é a fuga à responsabilidade política. Morreram 64 pessoas, destruídadas várias casas, famílias que apenas ficaram com a roupa que tinham vestida, queimados milhares de hectares de floresta... e das autoridades políticas nem um pedido de desculpas. O Primeiro Miniistro apenas levanta questões sem dar qualquer resposta sobre o que quer que seja. A Ministra da Administração Interna só ontem exigiu um estudo independente ao funcionamento do SIRESP e uma auditoria pela Inspeção-Geral da Administração Interna à Secretaria-Geral Administração Interna. Hoje, as conclusões do relatório de desempenho do SIRESP no incêndio de Pedrógão Grande dizem que o sistema esteve sempre a funcionar e que as operações não foram comprometidas. Mas também hoje e logo após a divulgação do relatório anterior, os comandantes dos Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pera e de Pedrógão Grande contrariam a entidade operadora do SIRESP e sublinham que “houve falhas” no sistema durante o combate ao incêndio. As falhas do SIRESP são de há muito conhecidas e daí a pergunta: Ninguém asssume responsabilidade política pelo SIRESP?

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Passos Coelho visitou áreas afetadas pelo fogo de Pedrógão Grande e falou em casos de suicídio por falta de apoio psicológico. Provedor de Santa Casa assume que deu informação errada ao líder do PSD.

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Exemplos Socialistas a Seguir

por Vasco Mina, em 21.06.17

Em 2001 e após a tragédia da queda da ponte de Entre-os-Rios, o então Ministro de Estado e do Equipamento Social, apresentou a sua demissão ao PM António Guterres. Jorge Coelho declarou que “a culpa não pode morrer solteira nesse sentido têm que se tirar as consequências políticas", afirmou o ministro de Estado e do Equipamento Social."Não ficaria bem com a minha consciência se continuasse" disse ainda Jorge Coelho, explicando que como o é o mais alto responsável do ministério impunha-se que apresentasse a demissão. Morreram, então, mais de 60 pessoas

Temos agora outra tragédia, a do fogo em Pedrógão Grande. As falhas registadas são já inúmeras (SIRESP com falhas, não fecho de estradas, avisos vermelhos do IPMA que não terão sido tomados em devida consideração, alertas das populações que só tardiamente foram tidos em atenção…). Estou convencido que todos fizeram o seu melhor, ou seja, não coloco em questão o empenhamento e a generosidade de todos quantos se envolveram no combate deste fogo. Manifesto a minha tristeza pelas vidas perdidas, pela situação trágica em que se encontram os feridos e por todos aqueles que perderam familiares, as suas casas e todos os seus bens. É a hora de manifestar os nossos afectos, ou seja, de ajudar todos os necessitados. Mas é também o momento, tal como fez Jorge Coelho, de se tirarem as consequências políticas pois como o próprio bem salientou a “culpa não pode morrer solteira”. Já se percebeu que António Costa, conforme bem refere aqui o José Mendonça da Cruz, se considera   “incólume, que não sabia nada, nem do seu governo, nem dos amigos, nem do Siresp, nem dos Khamov, ele que tem o mérito de tudo e nunca tem culpa de nada, como insistem os canais e jornais de reverência”.

Não haverá ninguém no Governo que siga o exemplo de Jorge Coelho?

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CML em Festa

por Vasco Mina, em 12.06.17

Sobrinha de Carlos César contratada pela Câmara de Lisboa

Segundo o Observador, uma sobrinha de Carlos César, foi contratada pela Gebalis. Anteriormente era contratada pela Junta de Freguesia de Alcântara cujo contrato terminou em em 11 de Janeiro do ano em curso. Cinco dias depois foi contratada pela Gebalis. O Observador questionou a empresa municipal sobre o concurso público mas as resposta dada é pouco esclarecedora. A própria contratada foi igualmente questionada mas também não respondeu. 

Não é caso único a contratação de familiars socialistatas na CML. Não há muito tempo, um dos filhos de João Soares foi contratado como avençado pela vereadora da Educação.

Por fim (cereja no topo do bolo) a CML tem 135 dirigentes sem concurso. Medina terá afirmado que a solução seria resolvida mas como esteve muito ocupado com as obras na cidade não conseguiu ter tempo para lançar os concursos.

 

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A Geringonça Britânica

por Vasco Mina, em 10.06.17

Theresa May marcou eleições antecipadas depois de prometer que não as marcaria. Recorde-se que chegou a PM em resultado da demissão de Cameron após o resultado do Referendo realizado no ano passado e ainda na sequência do desentendimento entre grandes destacados dirigentes conservadores: George Osborne, Boris Johnson, Michael Gove. Tenha-se também presente que a posição inicial da deputada conservadora e agora PM era favorável à manutenção do Reino Unido na EU, ou seja, contra o Brexit.

Mas Theresa May marcou mesmo eleições antecipadas para reforçar a sua capacidade negocial junto da EU. Apostou em reforçar a maioria absoluta (que já tinha). Perdeu a aposta mas ganhou as eleições (sim, ganhou apesar de muitos comentários que para aí andam que deixam a entender que foi derrotada). Os trabalhistas, liderados por Jeremy Corbyn, conseguiram crescer eleitoralmente e aumentar significativamente o nr.de deputados mas não ganharam!

Face ao cenário de maioria parlamentar não absoluta, Theresa May negociou o apoio dos irlandeses do DUP (Partido Unionista Democrático). Mas ao que tudo indica, segundo esta notícia, “anunciou hoje que chegou a um princípio de acordo com o Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte para governar com o apoio pontual, mas aparentemente sem coligação.” Ou seja, terá aprendido com o PM português e as “Posições Conjuntas”.

Os unionistas do DUP são bem mais conservadores que os próprios conservadores (são contra o aborto e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo) e a Irlanda do Norte foi uma das regiões do Reino Unido que votou claramente a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia no referendo de Junho do ano passado, com uma percentagem de 56%. Um dos pontos pelo qual os unionistas se irão bater é pela manutenção de uma fronteira aberta com a República da Irlanda do Norte. Os unionistas conseguiram 10 deputados mas serão o garante da maioria parlamentar do Governo liderado por Theresa May

A PM britânica não vai ter tarefa fácil pois vais ter de negociar em  três frentes: EU, unionistas e os seus próprios parceiros do Partido Conservador. O que irá conseguir: Soft Brexit ou Hard Brexit? Sobreviver à contestação entre os seus pares conservadores? O que vai ceder aos unionistas? Uma verdadeira british geringonça!

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Combate Político nas Avenidas Novas

por Vasco Mina, em 08.06.17

Combate político interessante, em Lisboa, vamos ter na Freguesia das Avenidas Novas. O PSD decidiu não recandidatar o atual Presidente de Junta - Daniel Gonçalves - que foi eleito, nas autárquicas de 2013, na coligação PSD/CDS. O PSD escolheu Pedro Proença como seu candidato. Não sei ainda quem seja o candidato do PS mas, em 2013, a distância, em termos de nr. de votos, não foi significativa entre a coligação ganhadora e os socialistas. Tudo indica (são vários os cartazes colocados em várias artérias da Freguesia) que Daniel Gonçalves avançará com candidatura independente. O CDS anunciou ontem uma candidata combativa e com notoriedade pública: Raquel Abecassis. Vai ser interessante a campanha nesta Freguesia. O combate promete!

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Dia de Portugal em Olivença

por Vasco Mina, em 05.06.17

Olivença é território português. Basta ler a história dos acontecimentos (desde o Tratado de Alcanices em 1297 até ao Tratado de Viena em 1815) para se perceber a legitimidade portuguesa em considerar Olivença como seu território. Olivença foi ocupada pelas tropas espanholas em 1801 e a apesar de ter assumido, em sede de Tratado Internacional, a restituição de Olivença a Portugal, tal nunca aconteceu até hoje.

Nunca Portugal reconheceu a ocupação espanhola mesmo quando da assinatura,em 1864, do Tratatado de Lisboa, ou dos Limites, em que fica definida a colocação de marcos fronteiriços. Em 1926 é assinado novo Convénio de Limites e novamente Portugal recusou-se a colocar os marcos fronteiriços relativos ao território de Olivença. Ou seja, a fronteira aí não existe.

Note-se que as autoridades espanholas proibiram, desde 1840, o uso da língua portuguesa. Desde então o português entrou em desuso, restando atualmente alguns vocábulos. Mas população sempre manteve algumas tradições portuguesas e nunca esqueceu a sua ligação histórica e cultural com Portugal

Assim, Em 2008, alguns oliventinos tomaram a iniciativa de lançar, com sede em Olivença, a Associação Além Guadiana que tem por objectivos, entre outros, os seguintes: i) Apoiar  as diferentes manifestações (língua, música, tradições, etc.) de raiz portuguesa em Olivença; ii) Contribuir para o bilinguismo através da promoção da língua de Camões e da recuperação do português oliventino; iii) Desenvolver laços de cooperação e de amizade com Portugal.

Esta Associação conseguiu, através de contactos com as autoridades espanholas e portuguesas, que Portugal concedesse a nacionalidade portuguesa aos oliventinos que comprovassem as suas origens portuguesas. Desde 2014 e até hoje são já mais de 600 oliventinos com nacionalidade portuguesa e muitos deles com cartão de cidadão.

Tudo isto foi possível porque também alguns portugueses não oliventinos deram apoio a esta causa e porque é justo reconhecer o mérito destaco a intervenção do José Ribeiro e Castro.

No próximo dia 10 de Junho celebra-se, em Olivença , o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O Programa encontra-se abaixo e será celebrada, pela primeira vez, Missa em Português. Para mais destalhes consultem no FaceBook

É por esta via de aproximação entre as populações que faz sentido a defesa da causa de Olivença! Vamos até lá!

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Banco Alimentar – Hoje e Amanhã

por Vasco Mina, em 27.05.17

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Decorre, hoje e amanhã, mais uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar.

Segundo Isabel Jonet “a retoma económica ainda não chegou às famílias mais carenciadas. É para estas que estas campanhas de recolha de alimentos se dirigem e que continuam a existir muitas pessoas que precisam de ajuda para viver, neste caso para viver.”

A campanha estará presente em mais de 2.000 hiper e supermercados.  “É preciso mais, para que falte ainda menos” é o mote da Campanha que vai ao encontro das “periferias” de que tanto fala o Papa Francisco. Este é o momento em que todos podemos ajudar os mais necessitados. Não, não é mero assistencialismo, é ajuda mesmo! Para quem entenda que é “caridadezinha”, levante-se do sofá e ofereça-se como voluntários nos Bancos Alimentares, mas para colaborar no dia a dia!

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Fátima em Alepo

por Vasco Mina, em 18.05.17

 

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Custa a acreditar mas os cristãos puderam fazer uma procissão do 13 de Maio em Alepo sem medo de ataques.  Há seis anos que tal não acontecia. Não sei se será um sinal de novos tempos que se avizinham mas é, seguramente, um testemunho de uma comunidade que manteve sempre viva a Esperança de manifestar a sua Fé.

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Falta a Maioria Absoluta

por Vasco Mina, em 16.05.17

O João Miguel Tavares, no seu artigo de hoje do “Público” coloca, em título, a seguinte questão: “O que é que mais pode correr bem?” Como habitualmente, o texto é excelente, sempre muito certeiro e com um humor inexcedível. Falta apenas a resposta e em minha opinião o que falta mesmo a António Costa é ganhar as eleições legislativas e com maioria absoluta. É que à atual solução governativa carece alguma legitimidade política em termos de votos. O grande desafio do PS em 2017 não é ganhar as autárquicas (cuja vitória já está garantida) nem cumprir o défice (que já se percebeu que vai conseguir atingir), mas sim livrar-se do PCP e do BE que (não surpreendentemente) vão aumentando semanalmente a parada de exigências ao Governo. Aguardar pelas eleições até ao final do mandato (ou seja, final de 2019) poderá ser muito arriscado pois apesar dos bons ventos (nacionais e internacionais) vivemos tempos em que o imprevisível é uma constante.

Nestas circunstâncias, António Costa necessita de gerar um acontecimento político que possa provocar eleições legislativas antecipadas. O atual PM já demonstrou habilidade política suficiente para uma manobra deste tipo. Precisa, apenas, de convencer Marcelo Rebelo de Sousa e para tal tem de encontrar argumentação que deixe o PR sem alternativa. Um cenário possível é o da apresentação do Orçamento para 2018 com propostas inaceitáveis para os seus atuais parceiros políticos. Note-se que as eleições autárquicas se realizarão a 01 de Outubro e que o OE terá de ser entregue na AR cerca de duas semanas depois. Tempo suficiente para o Governo introduzir alterações no OE que significarão, para comunistas e bloquistas,  “pisar” as tais linhas vermelhas e que jamais aprovarão.

Em Outubro deste ano o PS estará no topo das sondagens e com alta probabilidade de ganhar eleições com maioria absoluta. O PSD estará numa das suas maiores crises políticas de sempre, Assunção Cristas (mesmo com bom resultado em Lisboa) nunca conseguirá, em legislativas, um resultado acima do melhor resultado de sempre do PP. O PCP e o BE não serão levados a sério pela grande maioria do eleitorado (que se encontra ao centro e é quem decide as eleições) e não terão, por isso, resultados superiores aos alcançados nas legislativas de 2016. A somar a tudo isto, aquilo que João Miguel Tavares escrevia no artigo acima referido: “o país está tão espetacular que até parece mal dizer mal”.

O chumbo do OE conduzirá, fatalmente, a eleições legislativas antecipadas! É o que falta correr bem a António Costa!

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A Capa do i e um Presidente ao estilo CM

por Vasco Mina, em 09.03.17

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Uma capa bem conseguida a do jornal "i" de hoje. No entanto o estilo do Presidente é o Correio da Manhã: vai a todas! Não por acaso é o jornal mais vendido e, pela mesma razão, Marcelo foi e seguramente ainda será o que mais votos consegue junto dos portugueses. Por vezes tem algumas intervenções (algumas notas no site da Presidência) que são mais ao estilo Expresso. Conseguir este mix jornalístico é uma obra ímpar que só ele mesmo consegue! Fala demais e opina quando deveria estar em silêncio? Todos os dias! Dá apoio a quem não se esperava? Efetivamente dá mas, tenhamos a memória fresca, enquanto isso lhe for conveniente. Ou seja, deixará cair, na hora, quando os mesmos que hoje defende se tornarem incómodos. Sempre assim foi e assim continuará. Ou seja, assistiremos, num futuro não muito longínquo, a verdadeiras piruetas presidenciais acompanhadas, como sempre, por argumentos brilhantes que farão esquecer teses opostas antes defendidas.

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Ir ao Encontro...

por Vasco Mina, em 12.02.17

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O encontro com o outro é o que marca uma vida mesmo quando tal não acontece. Ir ao encontro do outro é o valor que acrescentamos nas nossas vidas. Ontem, o João Távora veio, uma vez mais, ao encontro comigo e com todos aqueles com quem ele procura encontrar-se. Escrevo sobre o lançamento do livro “Crónicas Moralistas” no qual o João reúne uma seleção de textos que escreveu entre 2013 e 2106. Lá encontrei a sua mulher, os seus filhos e enteados, os irmãos, os familiares, os amigos de sempre, o padre, os companheiros da política, os monárquicos, os companheiros de bancada do futebol… todos ao encontro com o João Távora. O livro foi apresentado por Pedro Mota Soares, Eduardo Cintra Torres e o cónego Carlos Paes e com eles o convite à leitura das crónicas, o que é o mesmo que dizer ao encontro da leitura da Vida que o João partilha com o outro. Ler as suas crónicas é saborear a elegância de uma escrita e, sobretudo, mergulhar nos valores que o fazem correr. É mais do que o sonho que comanda a vida, é a própria vida que caminha ao sabor do sonho.

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Capas do "i"

por Vasco Mina, em 19.01.17

Há capas dos jornais que falam por si e sem serem necessários comentários adicionais. Apenas recordar que Nuno Godinho de Matos é fundador do PS e foi administrador não executivo do BES na era Ricardo Salgado. Deu em 2014 uma entrevista ao "i" que aqui pode, em parte, ser consultada. No célebre debate televisivo entre António José Seguro e António Costa o ainda Secretário Geral do PS considerou o referido fundador do PS como exemplo da "promiscuidade total entre o sistema financeiro e o sistema político". Os apoiantes de Costa atacaram violentamente estas afirmações de Seguro que poucos dias depois seria derrotado pelo atual Primeiro Ministro. Nuno Godinho de Matos foi apoiante de Costa em Lisboa mas parece que já se arrependeu, segundo entrevista ao "i" em Janeiro de 2016, de nele ter votado nas legislativas.

 

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Uma das grandes vantagens da Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD (convém lembrar que foi iniciativa de Passos Coelho e muito contestada pelo PS) é a informação prestada por todos os envolvidos, ao longo dos anos, nos processos deste banco. Pouco importa se teremos, ou não, conclusões mas ficamos a saber como foram tomadas algumas das decisões que geraram concessões de crédito que todos nós pagaremos e bem caro. Vale a pena ler as declarações de Teixeira dos Santos que diz exatamente o contrário do seu antecessor Luis Campos e Cunha. Claro que Sócrates nega tudo. Cada um que tire as suas conclusões mas fica para o anedotário a afirmação de Teixeira dos Santos a propósito daquilo considerou como “coincidência” a indicação dos nomes  de Vara e de Santos Ferreira: “são da minha responsabilidade. Foram uma decisão minha que transmiti ao primeiro-ministro.” E para cereja em cima do bolo no que à escolha de Vara diz respeito: “Fez carreira na Caixa, era diretor. tinha conhecimento dos cargos de direção da Caixa e capacidade de liderança. Fazia a ligação entre a administração e a Caixa e sinalizava que os quadros da Caixa poderiam chegar à administração”.

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Mário Soares e a Imprensa

por Vasco Mina, em 08.01.17

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O Correio da Manhã é o jornal com maior números de tiragens. Ou seja é o jornal preferido pela grande maioria dos portugueses e, de alguma forma, reflete a relevância dada pelo povo à política e aos políticos portugueses. 

 

 

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A Paz e a Não-Violência

por Vasco Mina, em 01.01.17

Em Dezembro de 1967 o Papa Paulo VI exortou todos os homens e mulheres, de todos os povos e de todas as religiões, a celebrar o “Dia da Paz” e assim o  01 de Janeiro de 1968 se tornu o primeiro Dia Mundial da Paz. Quase cinquenta anos após, o texto da exortação permanece atual e na Mensagem para este ano 2017, o Papa Francisco assim o assinala. Falar e escrever sobre a Paz é quase um cliché ou mero wishfullthinking. Quem não é pela Paz? A questão central não é, pois, ser contra ou a favor, mas sim qual o caminho. Sim, a Paz resulta de uma construção! O Papa Francisco salienta a não-violência: “Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais”. E acrescenta:  “possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”. Menciona ainda testemunhos notáveis da não-violência como foram Madre Teresa, Martin Luther King, Mahatma Gandhi e o Papa João Paulo II. Termina com um desafio para cada um de nós: “Todos podem ser artesãos da Paz”.

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Desejos e “New Year’s Resolutions”

por Vasco Mina, em 31.12.16

A tradição em Portugal, na noite de hoje,  é comer  12 passas e associar um desejo a cada uma delas. Não só no nosso país mas em muitos outros de cultura e língua latina, é o desejo que marca as intenções individuais e coletivas. Nos países de cultura anglo-saxónica a tradição é algo diferente, ou seja, as intenções são marcadas por um (ou vários) propósitos e daí a expressão “New Year’s Resolutions”. Generalizando (e assumindo as injustiças que as generalizações comportam) os latinos exprimem sonhos e os anglo-saxónicos manifestam empenhos. Recordo a velha expressão de JF Kennedy: Antes de perguntares o que pode o teu país fazer por ti, pergunta primeiro o que podes fazer pelo teu país”. Sou latino com muito orgulho e por isso desejo a todos um Feliz Ano Novo e partilho a minha decisão (no que à política diz respeito) para o ano que amanhã se inicia: escrever mais e contribuir, com mais conteúdos, para a leitura dos acontecimentos políticos que nos acompanharão a cada dia.

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Acolhimento e Santo Natal

por Vasco Mina, em 23.12.16

A agenda vai ficando carregada e estamos em pleno Advento com o dia de Natal cada vez mais próximo. Concerto de Natal em favor de uma associação que apoia os mais desfavorecidos, noite de fados para apoiar outra obra, jantar de Natal da empresa, encontros de amigos, reuniões familiares, compras por fazer… Muita azáfama mas… e o Natal? Eis que por via desta nova forma de comunicação que é o WhatsApp me chega o seguinte diálogo:

Luísa: Vai chegar, no dia 20, uma família da Síria. Temos uma casa que nos foi cedida e precisamos ainda de candeeiros, talheres, cesto e tabuleiro para roupa, aspirador, utensílios de cozinha, caixas parra arroz e massa, balde com esfregona,…

Antónia: Ofereço os candeeiros. Onde se entrega?

Marta: Tenho cestos de roupa cá em casa. Ofereço.

Jaime: Dou o aspirador       

Teresa: Luísa, tenho imensa roupa das miúdas. Será que vão necessitar?

 

O diálogo assim foi continuando e até dia 20 se encontrarão soluções para as necessidades de acolhimento desta família que chega. Vêm de um país destruído pela guerra, arriscaram as vidas na viagem de fuga e foram parar a um campo de refugiados na Grécia. Sabe-se pouco ou nada sobre eles mas, na verdade, o que importa é que chegam até nós. O que podemos fazer por eles é a questão que nos é colocada neste Natal. Olhando para o Presépio que nos recorda o Nascimento de Jesus fica também outra pergunta: o que posso fazer por este Menino?

Jesus nasceu para nos acolher e até nos disse que sempre que acolhêssemos os mais pobres seria a Ele quem acolheríamos. No meio das múltiplas tarefas típicas deste período do ano, nas quais muitas vezes perdemos o sentido profundo do Natal, talvez que o gesto mais básico seja o acolhimento. Acolher quem? Aqueles que nos batem à porta! Mas quem são? Não importa! Como fazer? Basta estar atento!

 

Votos de um Santo Natal para todos aqueles e suas famílias que aqui nos visitam no Corta-Fitas!

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Ser Ministro é um problema

por Vasco Mina, em 21.12.16

Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix foram, à direita, dos mais duros críticos da medidas económicas e financeiras implementadas pelo Governo de Passos Coelho. Não faltaram as críticas destes dois destacados economistas às medidas impostas pela troika e à obsessão pelo défice. Agora que decorre, na AR, o inquérito à CGD e os mesmos são confrontados com o que fizeram no passado, então ou não respondem (caso de Ferreira Leite) ou, como acontece com Bagão Félix, reconhece que era contrário à medida (transferência do Fundo de Pensões da CGD para a CGA) mas, como bom comentador futebolístico, chutou a bola: “Já estava previsto que fosse transferido". Mais, assumiu que "na altura, o procedimento por défices excessivos era impiedoso". E no Governo de Passos não era? Se era contra uma medida que permitiu salvar as contas públicas do tal procedimento, porque não se demitiu? Ser comentador é fácil, ser Ministro é um problema!

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Os Pobres de Estimação

por Vasco Mina, em 11.12.16

Li, há muitos anos, o Livro “Peregrinação Interior” de António Alçada Baptista. Nesta obra, autobiográfica, o autor descreve, ente vários outros temas, a sua relação com a Fé e como esta caminhou ao longo da sua vida; o testemunho partilhado no livro marcou-me muito na altura e várias foram as reflexões que ainda permanecem na minha memória; uma destas refere-se à forma como a sociedade (no caso, as senhoras de famílias abastadas da Covilhã) tratava a pobreza e em concreto aqueles viviam nesta realidade e, neste contexto, encontrei a expressão “pobres de estimação”; o autor destacava, com muita ironia, a “defesa” que cada senhora fazia dos pobres que cuidava e depois discorria uma reflexão sociológica que vale a pena ler e por isso sugiro a leitura do livro. Tudo isto a propósito de uma entrevista de Maria Filomena Mónica (MFM) ao Público em que fala quer do livro “Os Pobres”, que recentemente publicou, quer sobre a sua relação com os pobres. É interessante ler (Maria Filomena Mónica é uma brilhante investigadora) a perspetiva das elites da esquerda sobre a pobreza e, sobretudo, sobre a forma de lutar contra esta situação em que muitos se encontram. Não li ainda o livro e por isso escrevo a partir da leitura da entrevista. Nesta, a autora refere que “em Agosto de 2014, pela primeira vez desde há muitos anos, dei uma esmola (um euro) a um pobre” e acrescenta que “provavelmente, o que me fez abrir a carteira foi ter chegado à conclusão de que, após um interlúdio a seguir à revolução, tínhamos voltado ao cenário atroz da miséria”. Ou seja e para a esquerda (sim, Maria Filomena Mónica sempre se assumiu de esquerda), a miséria terminou com a Revolução e reapareceu nos anos da recente crise e em resultado das medidas da troika. Por outras palavras, a pobreza (para a esquerda) é resultado das políticas quer do Estado Novo quer dos governos que se sujeitam às imposições do FMI. Não por acaso a pobreza em Cuba é explicada, pelos movimentos de esquerda, como sendo resultado do embargo económico americano e não pela política revolucionária de Fidel. Para todas estas abordagens, a leitura histórica parte de teses (tal como acontecera com os Românticos) e depois procuram-se factos que as suportem. E a tese é a de que as políticas de esquerda eliminam a pobreza e a as políticas de direita (a que agora apelidam de neoliberais) conduzem as populações à miséria. Mas regressemos à entrevista e para Maria Filomena Mónica “o que falha em Portugal não é apenas o Estado, mas a Igreja, as classes altas e até os pobres”. As elites de esquerda consideram sempre (está na essência do seu posicionamento ideológico) a Igreja como uma das principais responsáveis da miséria das populações e por isso (seja a propósito ou despropósito) malham em grande nos católicos; curiosamente, no mesmo artigo do Público, é relatado um caso (acompanhado por MFM) em que um jovem desprotegido consegue apenas apoio numa instituição católica (a Casa do Gaiato) mas desde logo apelidada pela jornalista (suspeito que também de esquerda) de vetusta; antiquada ou não, a verdade é que foi numa instituição da Igreja que o tal rapaz teve apoio; não se percebe qual o apoio dado em concreto pela Investigadora mas apenas que recebe cartas do rapaz nas quais informa que está a tirar um curso de fisioterapia. As elites de esquerda nunca assumem qualquer responsabilidade nos males do Mundo pois, para elas, as responsabilidades são sempre dos outros. Também a responsabilidade de contribuir para a solução dos problemas compete, em exclusivo, aos Estados. Não por acaso a participação de cada um (seja a nível individual seja a nível coletivo) nunca é defendida (e muito menos aplaudida) pois é sempre vista como uma presença ou da Igreja ou de qualquer outra atitude burguesa com aspeto social. Um exemplo do que escrevo é o Banco Alimentar que é sempre, mas sempre, criticado pela esquerda. Outro exemplo disto é também contado aqui por MFM no seguinte episódio: “tendo notado que em minha casa existia um armário com objetos a que as minhas netas já não ligavam, decidi oferecer o espólio ao infantário local. Num gesto altruísta, fui até à junta. Por detrás do balcão, duas meninas olhavam as moscas voando sobre as suas cabeças. Expliquei-lhes ao que ia. Que não, a junta não recebia brinquedos para os meninos pobres. Se o desejava fazer, que fosse ao infantário, algures no bairro. Respondi-lhes que ou elas aceitavam os brinquedos ou os deitaria no primeiro caixote do lixo. A ameaça deixou-as indiferentes, pelo que os objectos acabaram num contentor.” Ou seja, ou o Estado intervém ou de nada adianta a ajuda!

Regressando à expressão “pobres de estimação”, temos que a mesma se aplica também para a nossa elite de esquerda. Apenas com uma ligeira diferença: nos tempos das elites do Estado Novo, os pobres não eram objeto de estudo académico e apenas recebiam uma míseras esmolas (mas lá iam recebendo qualquer coisa). Nos tempos das elites de esquerda ou Estado protege ou então nada para os pobres.

Vou ler o livro pois, academicamente (não confundo posicionamento ideológico com trabalho sério de investigação), será uma obra imprescindível para todos aqueles que prestam atenção aos problemas da pobreza.

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