Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



De consciência tequila:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.12.17

 

Vamos lá ver se a gente se centra no essencial.

 

Há uma IPSS que desenvolve uma actividade importante e muito meritória, a Raríssimas. Como acontece com várias IPSS, das suas receitas constam dinheiros públicos, muitos, mecenato e a clássica generosidade dos portugueses. Ao que parece, e nenhum facto concreto foi negado pela principal visada (não confundir com a instituição), a sua dirigente (Paula Brito Costa) atribuía-se ordenados e regalias que se afiguram a todos enormemente exagerados para quem lidera este tipo de IPSS e fazia despesas que fariam corar Salomão. E meteu lá o filho (que curiosamente dá pelo nome de César mas parece não haver ramificações familiares açorianas), o marido (gestor de armazém?!?...) e até um amigo com quem viajava amiúde e que veio a ser Secretário de Estado do Governo Socialista de António Costa (aquele apoiado pelo BE e pelo PCP). Há quem possa querer ver nisto má língua mas as respectivas foram mostradas por ambos em fotografias brasileiras de que não sou responsável. Seja como for, a coisa tornou-se pública.

Perante este cenário, e todos sem negar as alegações, João Galamba acusou o Governo anterior; a arguta jornalista de investigação que não vê um palmo à frente do seu nariz (e não será por falta de espaço) quando as coisas são com ela e o namorado em Formentera apressou-se a acusar Maria Cavaco Silva por apoiar a IPSS; e o Ministro Vieira da Silva declarou-se de consciência tranquila.

Vamos lá ver. Esquecendo o Galamba e as suas imbecilidades habituais de empurrar tudo o que há de negativo nos dias de hoje para o Governo anterior, há que explicar a Câncio que Maria Cavaco Silva apoiar uma IPSS importante não quer dizer nada. O facto de a IPSS Raríssimas ser apoiada por Maria Cavaco Silva, Ramalho Eanes, a Rainha Letícia, Marcelo Rebelo de Sousa e muitas outras pessoas de boa fé não inocenta Paula Brito Costa de qualquer acto ilegal, se é que existe, nem transforma aqueles em cúmplices de qualquer atitude menos própria da dita senhora. O facto de diversas pessoas darem a cara ou emprestarem o seu nome por uma IPSS que parece (e será) meritória não se confunde com actuações menos próprias da pessoa que dirige a IPSS. E o que fica dito vale também para Vieira da Silva enquanto Vice-Presidente da mesa da assembleia geral da dita instituição: nessas funções, ele não tinha necessariamente de se aperceber de qualquer irregularidade ou excesso que porventura se tivesse verificado na actuação da dirigente da Raríssimas. Isto parece-me evidente.

Posto isto, temos que nos centrar no essencial e aí Vieira da Silva não escapa. Foram feitas várias denúncias a organismos e instituições e ao próprio Ministério tutelado por Vieira da Silva de factos graves que constituem sérias acusações sobre a actuação de Paula Brito Costa à frente daquela IPSS. Denúncias feitas desde Agosto de 2017 e cujo teor não deixa margem para dúvidas. O Ministro Vieira da Silva nunca foi claro nas declarações que proferiu mas ficámos a saber uma de duas coisas: ou os serviços que tutela foram incompetentes na posterior actuação de investigação que fizeram (isto é uma evidência) ou houve tentativa de nada fazerem e concluírem (esta é a única segunda hipótese). Em qualquer dos casos, o responsável é ele.

E em qualquer dos casos, atenta a ligação de Vieira da Silva e seus familiares à pessoa responsável pela Raríssimas, a suspeita é grave e o responsável último é ele. E está de consciência tranquila?!?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ao que se chegou...:

por Vasco Lobo Xavier, em 11.12.17

Todo o assunto da Raríssimas já metia nojo. Uma vez mais, a solidariedade e generosidade dos portugueses não chega às vítimas ou aos que delas necessitam (tal como às vítimas dos incêndios). Isto é tão repugnante que só encontra igual no silêncio dos bloquistas e dos comunistas, bem como de parte da comunicação social, relativamente a estes assuntos.

Pensei que se tinha batido no fundo mas veio agora o Ministro Vieira da Silva cavar mais fundo. Vieira da Silva acusa os serviços de fiscalização da Segurança Social de enorme incompetência. Os serviços ficam-se. Vieira da Silva, que os tutela, também. Todos sem vergonha nenhuma, na linha da colisão entre a dirigente do Infarmed e o Ministro respectivo. Ou da discussão entre Catarina Martins e António Costa. Tudo na mesma: cospem-se na cara uns dos outros e não se passa nada. É como se nada fosse, é como se adorassem ser escarrados.

No entretanto, aqueles que deviam ser beneficiados com a generosidade gratuita dos portugueses e com os impostos dos contribuintes continuam à míngua, e são alguns quantos ou algumas quantas que se abarbatam com a massa. Nós vivemos actualmente num país miserável, com governantes miseráveis, tendo-se perdido por completo o sentido de honorabilidade, de seriedade, de honestidade.

Foi ao que se chegou.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Interrogo-me...

por Vasco Lobo Xavier, em 18.11.17

...sobre a forma como o PS vai conseguir passar no orçamento a medida que colocará os comentadores da comunicação social do Bloco, do próprio PS e mesmo do PCP, esses trabalhadores e pensionistas que ainda acumulam como profissionais liberais em regime de recibos verdes, dentro do regime simplificado que existia. Rui Tavares, depois de um artigo inflamado no Público, há umas semanas atrás, calou-se misteriosamente entretanto. Já saberá da medida que o protegerá e aos amigos? E Daniel Oliveira? E Louçã? E Fernando Rosas? Estou para saber.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Acho engraçado o título da notícia do Observador sobre as medidas da geringonça para os profissionais em recibo verde, que deve ter sido sugerido pelo governo. “IRS só muda para recibos verdes acima de 27 mil euros.” “Só muda”?!?... O governo não está a criar mudanças no regime simplificado: o governo acaba com o regime simplificado e torna-o numa bagunça imensa; e tudo isto apoiado pelos comunistas e pelos bloquistas (convém ter sempre presente o apoio desta malta a estas medidas).

Os profissionais liberais em regime de recibos verdes (onde me incluo, fica aqui a declaração de interesses) são já o grupo mais desprotegido no mundo do trabalho (sim, sim, sim, comunistas e bloquistas…: muito pior do que funcionários públicos em geral e professores em particular) e agora ainda levam mais uma enorme cacetada, obrigados a inúmeros trabalhos e despesas para terem uma contabilidade organizada. Todos? Não!... Parece que uns quantos ficam de fora – agricultores e pequenos comerciantes e aqueles que não aufiram a enorme fortuna de 27.000 euros anuais (em 12 meses, não em 14 com apenas 11 de trabalho). E sabe-se lá por que assim se decide, mas deverá ser apenas mais uma politiquice politiqueira para aguentar António Costa num lugar que não conquistou, sempre com o apoio dos bloquistas e dos comunistas, que se estarão nas tintas para as pessoas em regime de recibos verdes.

Estou ansioso para ver como bloquistas e comunistas vão defender esta proposta no parlamento, essa maltosa que anda sempre com os “trabalhadores” na boca, que agora só lhes sabe a sapo, mas que agora se evidencia serem apenas defensores dos que trabalham para o estado (a minúscula é propositada).

Mas…, sabem eles? Cerca de setecentos a novecentos mil profissionais liberais vão ter de passar a ter uma contabilidade organizada, com todas as despesas inerentes a isso, sempre em seu prejuízo, sem estabilidade, sem subsídios de desemprego, sem nada. Pode ser que esses profissionais ainda se não dêem conta disto mas, quando tiverem de pagar as despesas ou os impostos em Agosto de 2019, estes 700 a 900.000 profissionais liberais irão aperceber-se da triste realidade desta medida da geringonça socialista, bloquista e comunista.

Tenho por certo uma coisa. Se o PS vai para a frente com esta medida orçamental é porque não conta ir a eleições em 2019, quando deveria ser, e depois de toda esta gente ter levado bordoada: António Costa vai querer eleições antecipadas e os comunistas e bloquistas nem estão a perceber isto. Nem os profissionais liberais que não se insurgem.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

João Ferreira do PCP é mentiroso!

por Vasco Lobo Xavier, em 17.11.17

Acabo de ouvir na SIC Notícias João Ferreira do PCP a dizer que este governo da geringonça acabou com a sobretaxa. É mentira! Ela está aí, há muito boa gente que ainda alomba com a sobretaxa e João Ferreira, do PCP, não pode ignorar tal coisa, pelo que quando diz tal (perante o silêncio habitual daquelas supostas jornalistas) que este governo acabou com a sobretaxa está a mentir.

João Ferreira, do PCP, é mentiroso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um deputado do ps à assembleia da república, joão galamba (todas as minúsculas são propositadas), informa José Sócrates sobre o que veio a conhecer na Comissão de Inquérito ao BES, e que José Sócrates iria ter problemas, e discutiram o que iria ou estava a ser tratado. Não obstante isto tudo ser público, João Galamba continua a ser deputado e a ser pago por dinheiros públicos, dos contribuintes portugueses. Bem como José Sócrates é pago com os nossos impostos. Nós só nos podemos queixar de nós próprios.

 

ver a partir do minuto 18:50

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vamos lá ver:

por Vasco Lobo Xavier, em 22.10.17

Este governo socialista, com apoio dos bloquistas e dos comunistas, esteve desde a tragédia de Pedrógão Grande sem mexer uma palha. Nem da generosidade gratuita dos portugueses para as vítimas conseguiu tratar (descontando o que meteu no próprio bolso).

 Sabe-se agora que o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) avisou as autoridades, com 72 horas de antecedência, de que o dia 15 de Outubro seria o mais perigoso do ano e, na posse dessa informação, ninguém no governo ligou peva: o governo não avisou as pessoas, não se preparou, não antecipou as reacções às ameaças, fechou-se em copas e foi à bola ou ao diabo que o carregue.

Na sequência de tudo isto, dão-se incêndios devastadores de milhares de hectares de matas e florestas, quarenta e quatro pessoas mortas (para já), centenas (milhares?) de empresas e casas ardidas, bem como animais, centenas de postos de trabalho destruídos, centenas de milhões de euros de prejuízos. Tantos milhões que o governo socialista veio hoje (prometer) deitar mais de trezentos milhões de euros sobre o assunto, a ver se o apaga com comunicados aos amigos da comunicação social. Tudo, ou quase tudo, por incompetência do governo socialista, com apoio dos bloquistas e comunistas. E isto não é motivo suficiente para censurar o governo? Não justifica a apresentação de uma moção de censura?

 Como é que essa malta do Bloco e do PCP consegue defender o contrário? Apoiam toda esta incompetência do governo socialista que sustentam? Será por estarem ali fechadinhos em Lisboa e não terem percebido a imensa devastação que ocorreu no país? Ou só por aproveitamento político? Tenham vergonha!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Solidariedade socialista?

por Vasco Lobo Xavier, em 19.10.17

É conhecido o enorme sentimento de solidariedade dos portugueses e a sua imensa generosidade. Mesmo nos piores momentos da última bancarrota socialista, as ofertas, os movimentos de solidariedade e a generosidade dos portugueses eram notícia. Aquando da tragédia de Pedrógão Grande, a generosidade foi igualmente imensa, enorme e imediata, até com concertos de artistas, espectáculos fabulosos.



Uns meses passados, sem que o produto dessa generosidade chegasse às vítimas, com o governo socialista a fechar-se em copas sobre o destino dessas verbas, dei comigo com medo a pensar que os portugueses iriam começar a desconfiar do resultado da sua generosidade natural e que, da vez seguinte, e por uma vez (a primeira!...), já não seriam tão generosos. Tentei afastar de mim tais pensamentos tão negros.



Após a tragédia que se deu nos últimos dias não vi (pelo menos publicitada ou noticiada) tanta e tão rápida angariação de verbas e de bens como há quatro meses, não vi tanto voluntarismo. Voltaram-me os pensamentos tristes e negros.


 Claro que há sempre e tem havido enorme generosidade e ofertas e voluntariado excelente que são noticiadas e divulgadas nas chamadas “redes sociais” (a comunicação social está mais preocupada em segurar António Costa) e certamente milhares de pessoas têm estado a ajudar as pessoas mais afectadas com tudo isto. Tenho visto e tomado devida nota. Mas não é igual ao que vimos há quatro meses.

 Hoje vi noticiado que parte da generosidade dos portugueses com o desastre de Pedrógão Grande foi parar – não directamente às pessoas necessitadas mas – a instituições do Estado, que são (e são e assim deviam ser) alimentadas com os nossos impostos. Segundo se diz, a hospitais de Coimbra e para unidades de queimados.

 É necessária uma declaração de interesses: nasci e vivi belíssima parte da minha vida em Coimbra, sou de Coimbra, sinto Coimbra, vou imensas vezes a Coimbra, tenho casa em Coimbra, familiares, amigos, ameixas, laranjas, limões e uvas americanas, para já não falar de uma garrafa permanente no Quebra-Costas. E tenho enormes dívidas de gratidão a vários hospitais de Coimbra, a médicos (amigos ou desconhecidos), enfermeiros e demais profissionais de saúde de Coimbra, para além de admirar profundamente o seu imenso profissionalismo. E conto lá morrer.

 


Agora uma coisa tenho por certa: quando a generosidade dos portugueses os fez oferecer o que quer que seja (1, 10, 100, 1000 euros) em benefício das vítimas de Pedrógão Grande não foi certamente para o governo socialista utilizar essas ofertas naquilo que já deveria ser suportado pelos elevadíssimos impostos que os portugueses já hoje suportam.


 Aquelas ofertas eram feitas para as pessoas directamente ligadas à tragédia de Pedrógão, não para este governo fazer face às suas despesas no Ministério da Saúde.

 Mas posso estar enganado.

Autoria e outros dados (tags, etc)


“Se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” (via Expresso), disse António Costa numa resposta, no meio de um debate, na Assembleia da República, sob aplausos dos seus (e, imagino, da extrema-esquerda).

Já nem me interessa explicar a esta gente que a gravidade do que ocorreu exigia um pedido de desculpas que não fosse algo referido, de passagem, no meio de uma discussão.

Mas não saber, como qualquer criança de 8 anos sabe (pois ouve-o de quaisquer pais minimamente sensatos), que dizer “se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” não é nenhum pedido de desculpas, isso é de uma ignorância indesculpável.

Aliás..., isto nem pode ser ignorância, é impossível: isto é um completo desprezo e total falta de sentimentos pelas pessoas que estão a sofrer. Atingiu o limite do inacreditável!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dizem-me que o PS...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

... vai queimar e deixar arder a Ministra da Administração Interna. É o seu modo de lidar com o fogo, deixar arder, deixar queimar.

Acontece que o que se passou agora, depois do que se passou há apenas quatro meses, não é só responsabilidade daquela Ministra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pode e deve...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

…acontecer que os portugueses realizem, finalmente, que para se ser bom governante não basta ter um ar bonacheirão e parecer andar sempre na galhofa. Governar a vida dos portugueses é coisa séria, não pode nem deve ser uma brincadeira permanente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais valia ter ficado calado...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

Dizer-se, nas actuais circunstâncias e perante elas, que "vamos passar das palavras aos actos" e que "nada vai ficar como dantes" é de uma vacuidade insultuosa. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eram lágrimas de crocodilo, quero ver agora:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.10.17

Bloco de Esquerda e Comunistas passam (passavam) a vida a chorar-se pelos profissionais independentes, por aqueles que passam recibos verdes.

Agora, Bloquistas e Comunistas desferiram o maior ataque alguma vez feito a esses profissionais (que já de si padecem de enorme instabilidade) ao terminarem, na prática, com o regime simplificado.

Os Socialistas de (Sócrates, no antigamente, e agora de) António Costa ajudaram à coisa, tudo para António Costa segurar-se no poder.

É lindo! “Um brutal aumento dos impostos” para esses desgraçados, ou então uma enorme despesa para eles gerirem a sua contabilidade.

Aguardo o comentário dos inúmeros comentadores Bloquistas, Comunistas e Socialistas que vão levar uma enorme e fabulosa cacetada fiscal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Responda quem saiba:

por Vasco Lobo Xavier, em 14.09.17

Eu não percebo nada deste tipo de coisas mas quando um presidente de câmara, com o ordenado que se conhece aos presidentes de câmara, sejam elas Lisboa ou Mogadouro, adquire uma palhota de mais de 600 mil euros e refere que foram os papás que ofereceram generosa e gratuitamente 200 mil euros para o sinal da brincadeira (ele e a mulher apenas adiantaram 20 mil para o negócio), a investigação da origem da massaroca não passa do feliz adquirente para a geração anterior, tão generosa?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Políticos de classe baixa:

por Vasco Lobo Xavier, em 31.08.17

Num zapping matinal, passei hoje distraidamente por parte de um discurso de Medina, pessoa que não me interessa para nada. Nesse momento, dizia o homem que pretendia mexer nas rendas das casas (não percebi como) de forma a que a “classe média” pudesse viver nas zonas históricas de Lisboa.

A “classe média”, esclareceu ele, era a que recebia, por agregado familiar, 700 a 1000 euros mensais. Depois subiu a coisa para os 1200 euros mensais.

Se, no entendimento dos socialistas, isto representa a “classe média”, coitadinhos dos pobrezinhos. Mas não vi, durante o dia todo, ninguém a incomodar-se com isto. Nem jornalistas, nem comentadores, nem políticos, da esquerda à direita, ninguém!

Este tipo goza com o pagode… E o pagode gosta e ainda vai votar nele. Ainda bem que não vivo em Lisboa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Manuela Ferreira Leite está contra um candidato autárquico porque considera que as suas afirmações fazem mal ao PSD.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Canalha é sempre canalha:

por Vasco Lobo Xavier, em 20.07.17

Não tenho capacidade para falar de Américo Amorim. Cinjo-me à evidência de não ter nascido rico e ter criado enorme riqueza para o país, para ele também (obviamente), e criado inúmeros empregos. Não é pouco e devia ser louvado, ele e quantos mais fizessem o mesmo. Só por isso devia ser homenageado por todos. Menos pela canalha habitual.

"Bloco de Esquerda e PCP rejeitaram esta quarta-feira um voto de pesar pela morte do empresário Américo Amorim. O voto acabou por ser aprovado com votos de PS, PSD, CDS e PAN e a abstenção do PEV.

(...)

O Parlamento acabaria por fazer um minuto de silêncio em homenagem a Américo Amorim, respeitado por todos os partidos, sem exceção.

O empresário Américo Amorim, que nos últimos anos surgiu na revista Forbes como o homem mais rico de Portugal, morreu a 13 de julho, aos 82 anos. Nascido em Mozelos, Santa Maria da Feira, em 21 de julho de 1934, Américo Ferreira de Amorim fundou com familiares a Corticeira Amorim e construiu um dos maiores impérios industriais do país. Não veio das grandes famílias capitalistas do século XX e subiu a pulso no mundo dos negócios, graças a um killer instinct que todos lhe reconhecem, como contava aqui o Observador."

Autoria e outros dados (tags, etc)

A comunicação social que temos:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.07.17

O texto sobre o qual escrevo é uma notícia do Observador. Foram retirados os negritos da notícia e a negrito vão só as minhas observações. Foram também corrigidas gralhas da notícia (pode ter-me escapado alguma e não mexi nas vírgulas erradas nem no “passo a expressão”).

 

Costa. Armas roubadas não representam perigo para a Segurança Interna – Título muito bonito, muito querido e sugestivo.

 

António Costa disse hoje que foi informado logo a seguir ao roubo do material militar em Tancos que este não aumentava o perigo para segurança interna, nem havia associação a grupos terroristas.

O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que foi informado ainda antes de ir de férias que o material militar roubado em Tancos, “com grande probabilidade”, não aumentava os riscos para a segurança do país ou para qualquer atividade terrorista, em Portugal ou no estrangeiro. Lança-granadas anti-carro roubados estavam marcados para abate.

 

Vamos lá ver. O PM foi informado disto antes de ir de férias?!? E o CEME esteve para mais de uma semana a falar de tudo e sem referir tal coisa? E o que quer dizer “com grande probabilidade”? Baseia-se em quê? Convicções religiosas? E só agora é que descobriram que o material estava marcado para abate? Naqueles paióis não estava, antes de Costa regressar de férias, o material mais sensível? E como sabem que aquilo não é para actividade terrorista ou que não há associação a grupos terroristas? E cá dentro ou fora do país? E, se não for, será para quê? Para as festas de S. Miguel, nos finais de Setembro? Não aumentava os riscos? Então iria baixá-los? Porquê? E quantos eram? Ninguém vê a imbecilidade da coisa?

 

 António Costa esteve reunido esta terça-feira com os chefes dos principais ramos das Forças Armadas Portuguesas e no final, reforçou a sua confiança nas Forças Armadas e no ministro da Defesa, que diz terem agido apropriadamente.

 

 Continuo a pensar que deveria ter havido um alerta geral imediato, barreiras nas estradas e operações diversas, mas provavelmente eu não percebo nada sobre o que será “apropriadamente” numa situação destas.

 

 António Costa disse ainda que, logo na resposta ao assalto aos paióis de Tancos, foi informado pela secretária-geral para a Segurança Interna que o material roubado não representaria qualquer risco acrescido para a segurança interna, algo que soube ainda antes de ir de férias.

 

 Gosto desta insistência nos conhecimentos obtidos “antes de ir de férias”, que são dados depois de vir de férias. Nada como umas boas férias. Também quero.

 

 “Logo depois de ter desaparecido esse material foram acionados os mecanismos próprios de segurança interna, designadamente a reunião da unidade de coordenação anti terrorista, com a participação do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, onde foi feita uma primeira avaliação, e onde foi verificado, com grande probabilidade, que este acontecimento não teria qualquer impacto no risco da segurança interna e designadamente associação a qualquer tipo de atividade terrorista nacional ou internacional.

 

 O mecanismo próprio de segurança é a reunião da unidade de coordenação anti terrorista?!?... Para discutir o quê, se de nada sabiam? E em que factos se terão baseado nessa “primeira avaliação” para verificar, “com grande probabilidade, que este acontecimento não teria qualquer impacto no risco da segurança interna e designadamente associação a qualquer tipo de atividade terrorista nacional ou internacional?!? Como sabem? Verificaram o quê e como? Com base em quê? Então roubaram aquele material para quê? E, não tendo impacto na segurança interna (a gente vive sossegada com os paióis do exército a serem roubados com enorme facilidade), por motivos que desconhecemos, também não terá impacto na segurança de outros Estados?

 

 Essa garantia foi-me, aliás, transmitida diretamente pela senhora secretária-geral de Segurança Interna, Helena Fazenda, com quem tive contacto ainda antes de ter interrompido o exercício de funções para gozo de férias”, disse.

 

 “Garantia”?!?... Que garantia?!? “Garantia” com “grande probabilidade”?!?... Isto é garantia?!?... Mas estará tudo doido? Isto não é “gozo de férias”, isto é gozar com o pagode!

 

António Costa foi ainda questionado pelos jornalistas se o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, tem condições para continuar a exercer funções como parte do Governo, com o primeiro-ministro a garantir que este tem a confiança do Governo.

“O que é essencial é que o senhor ministro da Defesa tem toda a confiança do primeiro-ministro para o exercício das suas funções, e exerceu as suas funções como é função do ministro da Defesa”, disse.

O primeiro-ministro estendeu ainda a sua confiança à estrutura de comando das Forças Armadas portuguesas, dizendo que já foram tomadas medidas “que permitirão reforçar a segurança e garantir a plena operacionalidade das nossas forças armadas”, adiantou.

O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro, também fez uma análise semelhante, dizendo que o material mais perigoso, na verdade não deve funcionar porque estava marcado para abate.

 

 “Não deve funcionar”?!? Não se sabe se funciona ou não?!? O CEMGFA não sabe o que tem em casa? Não sabe o que tem à sua guarda? Não era o material mais sensível, ainda há menos de uma semana (enquanto Costa gozava férias)?!? E nós devemos ter confiança nisto e ficarmos sossegados?

 

Os lança-granadas foguetes que foram roubados provavelmente não terão possibilidade funcionar com eficácia, porque estavam selecionados para serem abatidos. O Exército avaliou em detalhe e esse, que é talvez o que mais significado tem em termos de potencial de perigo, não tem a relevância que provavelmente quem os levou achou que poderá ter”, disse Pina Monteiro.

 

 “provavelmente não terão possibilidade funcionar com eficácia, porque estavam selecionados para serem abatidos”?!?... (mantive a vírgula erradamente colocada)

“Provavelmente não terão”?!? “Com eficácia”?!? São estas as “garantias” que descansaram Costa?!?

 

 Depois de explicar que o material roubado tem um custo avaliado em 34 mil euros, o responsável disse que o roubo foi um “soco no estômago” das Forças Armadas e prometeu medidas.

(a relevância do valor não se consegue explicar e não vou perder tempo com a coisa)

 

 “Depois de termos levado, passo a expressão, um soco no estômago, quero dizer que os chefes militares levantaram logo a cabeça. Face a isso, há lições a tirar e vão ser tiradas. Há medidas que vão ser tomadas a curto e médio prazo, não me peçam para dizer que medidas de segurança são, porque não vamos facilitar quem possa ter intenções semelhantes [às de quem roubou o material em Tancos]”, disse o responsável.

“A avaliação que é feita pelos chefes dos ramos, e por mim próprio, é que não caímos. Estamos direitos e estamos prontos para continuar a garantir a confiança dos portugueses nas forças armadas”, disse.

 

Não me interessa a cabeça nem o estômago dos militares que os meus impostos pagam. Interessa-me o sentimento de segurança que os portugueses esperavam, e se exigia, e, agora, no caso do meu texto, a comunicação social. A comunicação social está sempre a chorar-se porque ninguém a paga, ninguém a compra, ninguém a quer. Escolhi a notícia do Observador porque o leio, sigo, gosto, admiro e critico e porque, com alguma infelicidade, reparei não estar muito diferente do que vejo e leio em outros órgãos de comunicação social. Eu não sou jornalista, tive uma breve disciplina no Liceu, mas ninguém se interroga sobre as questões que levantei? Passam-se as notícias assim? São meros papagaios do que se pretende transmitir? E pretendem ser comprados porquê? Eu compro por bom dinheiro um bom pastel de nata, um excelente pastel de Chaves, uma bela bola de carne ou um cremoso queijo da serra, um saboroso arroz de polvo vitela, um leitãozinho estaladiço, Savora original em frasco de vidro e uma sanduíche de maravilhoso rosbife. Que razão teria eu para gastar o pouco dinheiro que me resta depois dos impostos em má comunicação social? A comunicação social não se interroga sobre isso? Não se interroga sobre isto que me perguntei, um mero observador, sobre factos tão importantes? E quer ser comprada para quê? – Para ter um papagaio bastava-me comprar um e um pouco de alpista.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As coisas são como são:

por Vasco Lobo Xavier, em 09.07.17

Independentemente das razões que tenham, e têm muitas, magistrados judiciais não fazem greve. Ponto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A comunicação social que temos:

por Vasco Lobo Xavier, em 06.07.17

Continuo sem perceber a razão pela qual quase ninguém se interroga sobre o facto de não ter havido um alerta geral imediatamente a seguir ao assalto ao paiol de Tancos. Não se interroga nem pede responsabilidades.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Sabe o que é que me irrita tanto em Portugal? Toda...

  • Terry Malloy

    "O facto de [...] não ter comprado gambas no Corte...

  • João Sousa

    Mais do que lobby, a palavra que encaixa perfeitam...

  • henrique pereira dos santos

    Leia melhor o post, o que o post diz é que exactam...

  • Anónimo

    Não sei quando e de que forma é que Sócrates compr...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D

    subscrever feeds