Morreu hoje um dos maiores barítonos do século XX e um dos mais maravilhosos intérpretes do Lied.
Que repouse em paz.
...para defender, em 2012, que “A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim”, quando umas décadas antes dizia pérolas deste jaez:
“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”
Esta é a designação de uma série de cartoons de um desenhador alemão que assinava sob o pseudónimo E. O. Plauen, inicialmente publicados numa revista de referência alemã, o Berliner Illustrirte Zeitung, entre 1934 e 1937.
Os desenhos retratam um companheirismo delicioso entre Vater – o Pai – e Sohn – o Filho –, protagonistas de incontáveis situações do dia-a-dia, plenas de humor e cumplicidade, mas também rodeadas de uma mensagem inculcadora de princípios de rectidão, de valores de carácter ou de simples pedagogia social.
Em 1962, o prestigiado semanário Die Zeit considerou aquelas caricaturas como das mais populares desse século.
Com este Post dou início à publicação, todos os Sábados, de uma nova aventura de “Vater und Sohn”.
A primeira história chama-se "Der schlechte Hausaufsatz", ou seja, a redacção de casa mal feita.
Espero que apreciem…
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A ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para verificar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm, ou não, transgénicos, e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o Cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel, após cada beijo de um crente. A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que, da próxima vez que cardeal dê o anel beijar aos crentes, procede à sua limpeza, usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras.
A ASAE inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que, não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco, as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos, pois, tanto quanto se sabe, o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha. A ASAE pondera, também, a hipótese de a comunhão ter que ser dada com luvas higiénicas para evitar possíveis pandemias. Porém, a infração mais grave detectada foi a falta de condições de higiene da água-benta, o que, só por si, justificaria o encerramento de todas as igrejas em Portugal!
(recebido por mail)

Comecemos por recordar que, em seis anos de governos socialistas, o défice público português duplicou, passando de 83 mil milhões de euros, em 2005, para cerca de 170 mil milhões de euros, em 2011.
Recorde-se, também, que, há pouco mais de um ano, o ex-ministro Teixeira dos Santos reconheceu a falência da governação socialista, confessando que o Estado só tinha dinheiro para pagar salários e pensões por mais um mês.
Perante essa realidade, o então Governo, do Partido Socialista, negociou e firmou o célebre Memorando de Entendimento com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, acordo que o actual Governo está a cumprir.
É, pois, de um descaramento inaudito ver essa patética figura em que se converteu Mário Soares defender que “A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim”.
O que aconteceria caso o seu conselho fosse seguido, cumpre perguntar?
As entidades que nos estão a emprestar dinheiro logo fechariam a torneira e então seria o bonito: acabava-se o financiamento do País, deixava o Estado de pagar salários aos seus funcionários e pensões aos reformados, o sistema financeiro entrava em colapso, acabando o financiamento às famílias e às empresas, as falências e os despedimentos disparavam ainda mais, enfim, era o caos social.
Esta declaração de Soares, esperando que não seja um triste sinal de demência, apenas pode pois ser explicada pelo reconhecido egoísmo dessa figura, que, vendo aproximar-se o seu fim natural, não desiste de tentar incendiar o País e de transformar Portugal numa nova Grécia.
De resto, ao tomar conhecimento desta sua vergonhosa interpretação sobre a boa-fé nos tratados, confesso que não consegui esquecer os criminosos acordos de Alvor e Lusaka, que Soares assinou em 1975, enquanto ministro dos negócios estrangeiros, e que lançaram Angola e Moçambique nas mais terríveis guerras civis, as quais custaram, é bom lembrar, a vida a cerca de um milhão de inocentes. Nada que lhe pese na consciência, suponho.
Mas, por falar em Grécia, sítio cada vez mais à beira da saída do Euro e da própria União Europeia, é curioso verificar que esta declaração de Soares, aliás sintomaticamente apenas aplaudida pelo trotskista Louçã (nem Seguro o segurou...), parece beber da irresponsabilidade do líder do BE lá do sítio, o tal que defende a denúncia do acordo com a ‘troika' e a nacionalização dos bancos gregos.
Não sendo Soares capaz de pensar no bem do País, ao menos não esqueça que, se Portugal porventura cometesse a loucura de rasgar o acordo, cedo faltaria dinheiro para alimentar a sua fundação de faz-de-conta (ainda em 2011 o camarada António Costa lhe passou um cheque de 64 mil euros…), bem como as suas obscenas regalias, as quais, por junto, já custaram aos Portugueses mais de cinco milhões de euros.
De resto, quando a criatura tem o atrevimento de afirmar que “a austeridade deveria começar no governo e não nas pessoas”, bem podia corar de vergonha por receber todos os anos uma verba destinada ao pagamento do seu gabinete de ex-presidente, quando esse mesmo gabinete está instalado em prédios situados na zona mais nobre da capital e que lhe foam dados pelo filho quando era o autarca local.
Deixo-lhe pois este conselho: vá pregar prós gregos e deixe Portugal em paz!
Júlio Castro Caldas (1993/1998):
António Pires de Lima (1999/2001):
José Miguel Júdice (2002/2004):
Hoje, ao pequeno almoço, numa casa portuguesa:
Filho: “Mãe, cereais com azeite?”·
Mãe: “Cala-te e come. Comprei com 50% de desconto, era o que havia. Olha, o teu irmão está a comer torradas com wc pato e não se queixa, o azeite faz muito bem à saúde e foi barato.”
Filho: "Mas mãeeeeeeeeeee :/...
Mãe: "Se não gostas, depois lavas os dentes com o escovilhão de ariar os tachos, e pasta para engraxar sapatos..!"
Vale bem a pena ver este documentário "Bom Povo Português", de Rui Simões, sobre essa loucura colectiva que foi o PREC, para percebermos que chegámos aqui vindos de muito longe (créditos a Tiago Casal Ribeiro).

Confesso que desde há muito se me tornou impossível ver e ouvir, em directo, a demagogia, a boçalidade, o despudor, o reles linguajar de taberna dessa criatura grotesca que se alçou a bastonário de uma associação profissional outrora respeitada, a Ordem dos Advogados.
Marinho Pinto é verdadeiramente o mais acabado exemplo do ‘mete-nojo’: é mal-educado, insulta, mente, emporcalha todos quantos se lhe opõem, coscuvilha, desculpa e parece compreender o crime, faz ataques pessoais de uma baixeza tal que apenas o desqualificam e expõem a Ordem, que era suposto representar, ao mais acabado ridículo e desprestígio públicos.
Como comecei por escrever, não o ouço, não tenho paciência para ouvir a sua boçalidade alarve. Soube hoje, porém, que o biltre resolveu, há dias, desencadear mais um dos seus miseráveis ataques à Ministra da Justiça, chamando-a de “barata tonta”, entre outros insultos de igual jaez, isto apenas porque finalmente está um Governo a reformar, modernizar e moralizar o sector da Justiça e, em particular, a secar as suas fontes de rendimento pessoais como bastonário, de entre as quais ressaltam um chorudo ordenado de 6 mil euros mensais e, quando abandonar o cargo, um "subsídio de reintegração" de 40 mil euros. Dito de outro modo, a criatura limpa todos os meses 13 salários mínimos e abotoar-se-á, no final do mantato, a mais 90 salários mínimos. Para além de inédito na Ordem é um luxo nos tempos que correm, ao qual as quotas dos advogados terão também de fazer face. Mas se o toleram é porque vivem bem e isso é lá com eles...
Seja como for, e independentemente da cabotinice do Marinho, não deixa de meter pena ver a Ordem dos Advogados arrastada para a esterqueira mental do seu ainda bastonário.

Filomena Mónica: “Sócrates foi um delinquente político"
Recordando uma par(a)lamentar intervenção da menina Belinha em resposta a esta sua prosa de aluguer.

Não raro ouvimos queixas ou simples lamentos sobre o estado em que se encontra a nossa juventude.
E o facto é que a juventude nos países ditos desenvolvidos é cada vez mais estupidamente consumista, ignorante, superficial, desviada, libertária, conflituosa, desprovida de valores e princípios, escrava dos prazeres e dos instintos mais baixos, desnacionalizada, alarvemente seguidora de falsos ídolos da moda, do desporto ou de rimas primárias, depredadora do ambiente, cultora da morte.
A quem estas linhas parecerem excessivamente duras ou mesmo injustas, aí estão os telemóveis, os jogos de computador, o telelixo, a droga, o aborto, o álcool, a violência, a falta de respeito, os piercings, o vestuário desleixado, o cabelo rasta, os graffiti, os góticos, os festivais de metal/rock, entre muitos outros exemplos, a demonstrar o contrário.
A juventude moderna é filha da sociedade moderna.
Uma sociedade decadente, consumista, materialista, dissolvente, poluidora, hedonista, violenta, amoral, indiferente, estrangeirada, fomentadora do parasitismo, enfim, deformadora da juventude.
Não proibiu proibir?
Não deu tudo às criancinhas?
Não as envenena com os piores conteúdos nos media?
Não desautorizou os professores?
Não discriminalizou o consumo de drogas?
Não liberalizou o aborto?
Não inverteu a moral?
Não ridicularizou o patriotismo?
Não exilou a dureza de carácter?
Não criou mercados atrás de mercados para os jovens consumirem mais e sempre mais?
Não esqueceu os jovens como Pessoas e os vendeu como objectos?
Pois.
E é assim que temos a juventude que merecemos e ajudámos a (de)formar.
Até quando?

Parece que a defunta associação 25 de Abril e o vetusto pai Soares resolveram fazer prova de vida anunciando que não participarão nas celebrações oficiais da data, aquela com o argumento de que “As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável” e este em solidariedade com a dita associação.
Se têm razão quanto à violência dos sacrifícios a que os Portugueses estão submetidos, o que cabe perguntar é porque só acordaram agora e não antes, quando participaram ou simplesmente calaram ao sermos conduzidos para o caminho da bancarrota.
É que esse caminho começou logo nos alvores da revolução e prosseguiu, apoteótico, ao longo destes quase 40 anos, com a demagogia dos sucessivos governos.
Desde as nacionalizações e a destruição da economia nacional, logo no tristemente célebre PREC, ao abandono da agricultura e da pesca, à desindustrialização do País, à assumpção de encargos anuais de dezenas de milhares de milhões de euros com o funcionalismo e a burocracia de Estado e com prestações sociais concedidas sem as devidas contrapartidas contributivas, no caso das reformas (e não me refiro às mínimas), ou mesmo sem qualquer prestação de trabalho, como no caso do rendimento social de (des)inserção, passando por errados e ruinosos investimentos públicos, seja nas chamadas SCUT ou em obras faraónicas de utilidade económica nula ou duvidosa.
Esquecem também a indigência cívica e moral em que se encontra Portugal, com um Estado corrupto, um empresariado subsidiodependente, uma juventude abandonada, uma escola a saque, uma sociedade envenenada pela boçalidade imperante nos media, um exército de políticos devoristas que semearam a miséria social e comprometeram o nosso futuro colectivo enganando sistematicamente os eleitores com promessas vãs, que sabiam não poder cumprir.
Quanto ao novo governo, deixem-se essas ricas comadres de tretas que ele está simplesmente a limpar o lixo em que os camaradas transformaram o País.
Faz bem a associação do reumático em não aparecer no 25/4.
Quanto a Soares, o tal que, há dias, vendo o motorista (sim, que a excelência tem pópó e chauffeur pago pelo povo) autuado, vomitava que “O Estado é que vai pagar a multa”, faria igualmente bem corando de vergonha ao lembrar as suas responsabilidades na descolonização exemplar e, mais tarde, nos famigerados tempos do guterrismo e do sócretinismo. Como, porém, a não tem, fique-se a cevar na sua fundaçãozinha paga com o dinheiro dos contribuintes.
De qualquer modo, fazem bem em não aparecer porque os Portugueses, arruinados, desempregados, temerosos do seu futuro, também não têm razões para comemorar a dita murcha data.

Vem este Post a propósito, não do miserável assassino da Noruega, nem dos seus comportamentos e provocações apenas dignos de desprezo e nojo, mas da militante estupidez do jornalismo tuga.
Então não é que o anormal faz uma saudação de “punho fechado”, típica dos movimentos comunistas e utilizada mesmo por partidos racistas negros (na fotografia infra, Angela Davis, activista comunista do Black Panther Party), para já não falar daquele singular juramento de bandeira do RALIS no tempo do nosso querido PREC, e os grunhos insistem em a qualificar como a “saudação nazi” ou de “extrema-direita"?



Bem se lhes poderia dizer que - e bastaria investigar um pouco os factos para o comprovar - tal nunca seria possível se considerarmos que o dito facínora é pró-Israel e maçon, além de anti-árabe e seguramente anti-nazi, como o seu seguinte escrito evidencia: “Whenever someone asks if I am a national socialist I am deeply offended. If there is one historical figure and past Germanic leader I hate it is Adolf Hitler.”
Mas não deve valer a pena, pois que, entre os desígnios inconfessáveis de uns e a exuberante estupidez de tantos outros, sempre se vai lavando as cabecinhas ao gentio, repetindo a mentira na certeza de que desta alguma coisa sempre fica...
"Infelizmente, para defender o passado e honrar a assinatura de José Sócrates, temos de nos calar contra medidas inaceitáveis que constam do memorando de entendimento", escreveu João Assunção Ribeiro, membro do Secretariado Nacional e porta-voz da direção do PS.
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Parece que um grupelho de anormais pretende a retirada da "Divina Comédia" dos currículos escolares por considerarem essa referência da literatura ocidental "racista, antissemita e islamofóbica".
Curioso é os grunhos se terem esquecido que Dante encontrava nos círculos do Inferno também as almas dos não baptizados, dos sensuais, dos gulosos, dos avarentos e dos pródigos, dos iracundos (que, não sabendo eles o que são, são o que eles são...), dos herejes e incrédulos, dos violentos contra o próximo, contra si e contra Deus, dos sedutores, aduladores, simoníacos, adivinhos, fraudulentos (referência premonitória ao 'menino de oiro'...), hipócritas, ladrões (outra...), maus conselheiros, fundadores de seitas e falsários (mais outra...), dos traidores (também lhe servia...), e por aí fora.
Seja como for, no que me diz respeito ganharam: vou agora ler aquela Obra, entre nós traduzida por Vasco Graça Moura, numa edição da Quetzal, que um Amigo tempos atrás me ofereceu.
Aproveito para deixar o 1.º movimento da Sinfonia "Dante", de Franz Liszt - O Inferno - notável composição do romantismo novecentista que os polícias do politicamente correcto seguramente também não alcançarão:
Quem leia este título do Expresso online, "Bento XVI critica marxismo antes de visita a Cuba", quase ficaria com a ideia de que o Papa teria renovado a doutrina da Igreja contra a heresia comunista.
Mas não: o Sumo Pontífice resolveu afirmar que a ideologia marxista está "ultrapassada". Com dificuldade em aceitar tal inversão das posições do Vaticano, procurei contextualizar melhor a referida expressão, acabando por me render à evidência de que, para o actual Papa, afinal, o comunismo parece ter sido uma utopia, um sonho irrealizável, uma ideologia que, "como foi projetada não responde mais à realidade".
Como se alguma vez essa sanguinária doutrina, responsável por bem mais de cem milhões de mortos, tivesse alguma vez respondido à realidade...
Longe vão, de facto, os tempos em que a Doutrina Católica sustentava, com clareza e sem tibiezas, que "o comunismo despoja o homem da sua liberdade, princípio espiritual da sua conduta moral; anula toda a dignidade da pessoa humana e todo o freio moral contra o assalto dos instintos cegos. Não reconhece ao indivíduo, frente à colectividade, nenhum direito natural da pessoa humana, por ser esta na teoria comunista simples roda da engrenagem do sistema. Nas relações dos homens entre si sustenta o princípio da absoluta igualdade, negando toda a hierarquia e autoridade estabelecida por Deus, incluindo a dos pais" (Pio XI, in Encíclica Divini Redemporis, 1937).
A quem parecer, nestes tempos anódinos e politicamente correctos, excessivo o texto transcrito, bastará recordar que, só entre 1917 e 1935, os sovietes executaram 28 bispos e outros eclesiásticos russos de elevada categoria, bem como 6778 sacerdotes cristãos, calculando-se que, no mesmo período, tenham morrido mais de 42 mil padres em campos de trabalhos forçados no paraíso comunista.
Quase tenho saudades de quando Churchill, o Premier britânico, dizia que "O bolchevismo não é uma política; é uma doença! Não é um credo, é uma peste!"
Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as verdades...
(em epígrafe, a inconveniente imagem de comunistas pilhando um convento russo)
...é pretender que este anúncio...


Se alguém, na Turquia do crescente, tiver o atrevimento de sustentar que, lá para 1915, o Império Otomano foi responsável pelo genocídio de cerca de um milhão de arménios, é preso.
Porém, se essa mesma pessoa afirmar, na livre e laica França, a sua incredulidade sobre a ocorrência do referido genocídio é também condenada a um ano de prisão e ao pagamento de uma multa de 45 mil euros.
Confuso?
Sem dúvida.
Não é, de facto, curial ou, sequer, aceitável, que uma pessoa possa ser condenada a pena de prisão por afirmar ou negar factos históricos. E a coisa seria verdadeiramente ridícula, se não fosse trágica para o próprio valor da Liberdade, que uma mesma pessoa possa ser presa em dois países distintos por afirmar duas percepções opostas sobre uma mesma realidade histórica, consoante o lugar em que as profira.
Daí se saudar a decisão do Conseil Constitutionnel, hoje conhecida, declarando inconstitucional uma iníqua lei francesa que, ao penalizar quem negasse a existência do genocídio arménio, atentava, flagrantemente, contra a “liberté d'expression et de communication”, as quais são, ainda segundo a referida decisão judicial, “plus précieuse que son exercice est une condition de la démocratie et l'une des garanties du respect des autres droits et libertés”.
De facto, esta paranoia do politicamente correcto, eivada de um totalitarismo ideológico impróprio de países livres, democráticos e pluralistas, se envergonharia Compte, para quem "a História é uma disciplina fundamentalmente ambígua", apenas deveria produzir o involuntário efeito de legitimar todas as dúvidas sobre verdades históricas que precisam da ameaça da prisão para serem acreditadas ou não questionadas pelos indígenas, aos quais é, assim, vedado pensar e duvidar.
Dito isto, tenho por ocorrido o genocídio arménio.
Era como se tivesse o céu
Beijado silenciosamente a terra
Para que ela na luz irradiante das flores
Só sonhasse com ele.
A brisa soprava através dos campos,
As espigas ondulavam suavemente,
Os bosques murmuravam docemente,
Tão clara de estrelas estava a noite.
E a minha alma estendia
Amplamente as suas asas,
Voava através da natureza silenciosa
Como se voasse para casa.

Encaremos os factos de frente.
A criminalidade grave, violenta e organizada está a aumentar no nosso País.
Gangs violentos, muitas vezes encapuzados, atacam pessoas inocentes, na rua, em casa ou nas suas viaturas, assaltam apartamentos, vivendas e montes isolados, roubam estabelecimentos comerciais, sejam ourivesarias, gasolineiras ou simples lojas, arrombam multibancos e desviam carrinhas de transporte de valores.
Ouço cada vez mais histórias de pacatos cidadãos, muitos deles velhos, serem amedrontados, manietados, espancados, roubados, quando não violentados e mortos.
Não me interessa se os assaltantes são indígenas, brasileiros, de países do Leste ou ainda de outras nacionalidades. Pouco me importa se são brancos, pretos ou ciganos.
Só sei que não pode a sociedade tolerar mais a ameaça que essas bestas representam para a ordem pública, a paz social e a vida de cidadãos inocentes, e sei também que o Estado tem o indeclinável dever de combater resolutamente a criminalidade violenta.
Impõe-se, pois, o reforço dos meios policiais e de investigação criminal; o aumento dos limites máximos das penas para crimes que evidenciem a inintegrabilidade dos criminosos; um claro agravamento das molduras penais aplicáveis aos crimes violentos, eliminando em relação a estes a possibilidade de suspensão do cumprimento das penas de prisão; uma simplificação do processo penal, procurando garantir julgamentos sumários e céleres; a imposição da pena acessória de expulsão como regra sem excepção nem perdão, quando se trate de estrangeiros; um forte endurecimento das condições de cumprimento das penas, acabando com televisões e quaisquer outros confortos pessoais nos estabelecimentos prisionais; ainda o estabelecimento do princípio de que os presos não têm o direito de não trabalhar nas prisões, já que quem não quer trabalhar seguramente também não se pretende (re)integrar na sociedade.
Se não tivermos a coragem e a lucidez de declarar guerra à criminalidade violenta continuaremos a assistir a um agravamento da insegurança pública, seremos cúmplices desses celerados bandidos e pagaremos no fim uma pesada factura social. Pior que tudo, mostraremos cada vez mais a nossa decadência como Nação.
Ou é ignorância, aguardando-se então um pedido formal de desculpas por parte de Ruben de Carvalho, ou trata-se do prenúncio da conversão de um comuna ao milagre de Betesda...
Será que a laica Câncio também defende que o dia da celebração do nascimento de Cristo, que este ano, por sinal, calha a uma terça-feira, deveria passar a ser de jornada de trabalho?

Ao longo dos últimos quase cinco séculos, a Inglaterra construiu o mais vasto império territorial e marítimo alguma vez existente no Mundo. Entre metrópole e possessões, protectorados e Estados vassalos em África, na Ásia, na América e na Oceânia, chegou a dominar 39 milhões de km2, quase um terço de toda a superfície terrestre.
Para alcançar tal dimensão, a Inglaterra provocou ou envolveu-se em cerca de 250 guerras que lhe permitiram espoliar inúmeros territórios de outros países, como sucedeu com Portugal (Rodésia, Ormuz e Bombaim), Espanha (Gibraltar, Florida, Jamaica e Trindade), França (Jérsia, Guernsey, Terra Nova, Canadá, Costa Oriental da Índia, Maurícia, Seychelles, Malta, Birmânia e Sudão), Holanda (Santa Helena, Tobago, Guiana, Ceilão, Colónia do Cabo, Malaca, Transval e Estado Boer), Alemanha (Camarão, Togo, África Oriental Alemã, África Alemã do Sudoeste, Nova Guiné, Canoa e Nauru), Turquia (Chipre, Egipto, Transjordânia, Iraque, Palestina, Adém e Hadramaut), China (Hong-Kong) e Argentina (Malvinas), isto numa listagem certamente não exaustiva.
E sobre massacres (tema normalmente e convenientemente tão esquecido), para só referir alguns dos mais conhecidos, a Inglaterra, na segunda Guerra dos Boers, em finais do séc. XIX, criou os primeiros campos de concentração da história moderna, para onde levou dezenas de milhares de mulheres, crianças e velhos, matando 30 mil deles à fome até que os combatentes boers se rendessem, não pelas armas mas pelo holocausto das suas famílias. Pouco antes, no Sudão, massacrou dezenas de milhares de sudaneses que se haviam rendido a Lord Kitchener. Nos anos 40 do século passado matou à morte cerca de três milhões de indianos. Uma chatice, dirão alguns, incomodados com lembrança tão politicamente incorrecta.
Por cá, o Ultimatum de 1890 é, para qualquer Português digno deste título, um dos mais dolorosos capítulos de traição da nossa velha aliada. Como esquecer a letra original de “A Portuguesa”, escrita pelo oficial da armada Henriques Lopes de Mendonça, desesperado grito de revolta contra a Pax Britannica, com o seu “Contra os bretões, marchar, marchar!”?
Não surpreende, pois, que, despojada já do seu empório comercial pluricontinental (que foi sempre assim que a Inglaterra concebeu as suas conquistas), reduzida às margens nevoeirentas do continente, cada vez mais isolada em torno dos interesses plutocráticos que sempre a animaram e ainda dominam, a Inglaterra procure semear a discórdia, apoiando e explorando todos os dissensos, todas as divergências que possam contribuir para o enfraquecimento da Europa.
O frio calculismo com que sabe cavalgar o sentimento sincero alheio permite perceber bem a sua hostilidade à cada vez maior necessidade europeia de fortalecer e unificar esta península da Eurásia, face aos divergentes interesses económicos da América e das ascendentes China e Índia.
Evitar na Europa de hoje a repetição do destino das cidades gregas, subjugadas por Roma devido à incapacidade de se unirem, é, pois, o desafio que se coloca ao Velho Continente.
Um projecto a que, evidentemente, a ilha das margens da Europa não consegue aderir, já que uma União Europeia forte implicará que quem sempre nela semeou a discórdia se torne cada vez menos relevante.
Afinal, também na Europa a Inglaterra aplica a velha máxima já antes usada na subjugação dos povos que dominou e oprimiu: divide et impera.
Cabe-nos apenas não sermos inocentes úteis nem nos deixarmos instrumentalizar pela pérfida Albion…

Confesso que ando sem pachorra para comentar as ‘actualidades nacionais’, tal é o grau de descaramento, má-fé, estupidez, irresponsabilidade e ignorância que políticos, comentadores e muitos cidadãos comuns exibem nesta hora grave da História da Pátria.
Esquecem que Portugal esteve há pouco menos de um ano perante o abismo.
Esquecem que o Estado esteve objectivamente na bancarrota, incapaz de pagar salários e reformas, de honrar compromissos assumidos, de pagar dívidas de milhares de milhões de euros aos seus fornecedores, de que os 3 mil milhões de euros em dívidas do Serviço Nacional de Saúde são um exemplo eloquente.
Havia que mudar, tínhamos de mudar de vida.
E começámos por mudar de governo. Correu-se com um incapaz que agora revela os mais obscenos sinais exteriores de riqueza na ‘cidade-luz’, elegeu-se um Homem decidido a arrumar um passado de regabofe, de despesismo, de irrealismo, reorganizando o País para a produção, a competitividade, o trabalho, a poupança e a Justiça.
Em nome do Futuro de Portugal.
Por causa dos nossos filhos que merecem não viver a miséria que presentemente nos esmaga e humilha, como os nossos avós viveram a bancarrota desse regime da bomba, que não foi outra coisa a primeira república.
Ando pois sem pachorra para suportar um exército de comentadores fingidos e de políticos farsantes que, descontextualizando despudoradamente as palavras de Passos Coelho, sabem muito bem que este nunca chamou “piegas” aos Portugueses, antes nos desafiou a ter vontade de vencer.
Ando também sem pachorra para aturar as lágrimas de luto pelo carnaval de gente que parece não perceber que só folgando menos e trabalhando mais sairemos do fosso em que nos encontramos (e, caramba, querem carnavalar, tirem um dia férias!).
Ainda menos pachorra tenho para incendiários radicais que não descansam enquanto o País não fizer o haraquíri grego, desse modo se instalando entre nós a revolução social que aquelas hienas anarco-comunistas tanto desejam.
Nenhuma pachorra tenho, então, para esses madalenos socialistas que nestes seis anos deram prova da mais rematada imbecilidade no governo Sócrates e que, depois de terem afundado o País, agora protestam apenas com o objectivo canalha de atirar lenha para a fogueira e cortar o passo a quem está a corrigir os seus erros.
Um bom exemplo do que acabo de referir é ver o desplante de António José Seguro a sustentar que o Governo deveria ter utilizado o 'excedente' orçamental de 2011 para não reduzir os subsídios de Natal desse ano, omitindo o pormenor de que aquele resultado apenas foi alcançado graças às receitas extraordinárias da transferência do fundo de pensões da banca para a segurança social.
Se derem ouvidos a essas sereias, pobre Portugal, desgraçado País o nosso…
Em vez de tudo maldizer, atente-se antes nesta tão esquecida quanto certeira reflexão de Fernando Pessoa, para quem os vencedores da 'Grande Guerra' “Repararam que a força da Alemanha provinha, não da valentia notável dos componentes individuais dos seus exércitos, não da perícia especial dos seus chefes militares. Mas de ser na guerra e na paz e na disciplina particular da vida guerreira o que era na geral de toda a sua vida — uma nação plenamente organizada, coerindo dinamicamente em virtude de uma aplicação inteligente e estudada dos princípios de organização” (in "Como Organizar Portugal", págs. 5-6)
Organizemos, pois, o nosso País, mudando mentalidades e a nossa atitude como povo, reformando o Estado e libertando a sociedade, modernizando a economia e apostando em novos mercados e modelos de desenvolvimento. E, já agora, rejeitando também a charlatanice melíflua de que o futuro não existe sem nós e de que os outros nos devem a nossa própria existência.
É que, ou despertamos e vencemos ou continuaremos a decair até morrermos como Nação.
Pode ser duro mas a vida é mesmo assim.
Nunca dei grande crédito às homilias do Prof. Marcelo que, com o seu inigualável sorriso mefistofélico, sempre procurou apoucar todos quantos, na sua família política, chegaram bem além dele próprio, eterno quase candidato a primeiro-ministro e quase candidato a presidente da república...
Por descuido, deixei-me ouvi-lo esta noite na TVI, verberando, escandalizado, as autoridades da União Europeia por estas "estarem preocupadíssimas com os direitos das galinhas". Imperdoável para ele foi mesmo a UE ter tido o 'desplante' de exigir que essas aves devem ser colocadas em "gaiolas [com] espaço para respirar" (sic). Uma insanidade para a cabecinha do Prof. Marcelo, para quem a protecção aos animais prejudica, ipso facto, os direitos das pessoas, como logo se apressou a perorar. Brilhante, como se vê.
Fica este vídeo abaixo, para aqueles que tiverem estômago para o ver até ao fim e que diz muito sobre aquilo de que as bestas humanas são capazes em nome da religião do dinheiro:
Sugestão de ritmo musical para abrilhantar a (tão) aguardada cerimónia de assinatura do acordo de ajustamento financeiro entre a República e o Governo da pérola do Altântico:
...sustentar o título de uma 'notícia' de que "Passos Coelho já nomeou mais pessoas do que o primeiro Governo de Sócrates", comparando, para o efeito, as nomeações do actual Governo em "quase sete meses" com as de José Sócrates ou Santana Lopes, ambas respeitando a "dois meses e meio", como o faz o Público no quadro seguinte:

"José Sócrates não estará presente na sessão de hoje do julgamento do processo Independente (UNI), onde devia ser ouvido como testemunha. Segundo uma fonte ligada ao Tribunal, o ex-primeiro ministro já terá comunicado a sua ausência no tribunal, mas desconhecem-se os motivos"
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