Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Heroísmos

por Luísa Correia, em 05.12.14

IMG_0115.jpg

 

Eu temo muito o mar, o mar enorme,

Solene, enraivecido, turbulento,

Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;

O mar sublime, o mar que nunca dorme.

 

Eu temo o largo mar rebelde, informe,

De vítimas famélico, sedento,

E creio ouvir em cada seu lamento

Os ruídos dum túmulo disforme.

 

Contudo, num barquinho transparente,

No seu dorso feroz vou blasonar,

Tufada a vela e n’água quase assente,

 

E ouvindo muito ao perto o seu bramar,

Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,

Escarro, com desdém, no grande mar!

 

Cesário Verde  

Autoria e outros dados (tags, etc)

O poder de uma boa história

por Luísa Correia, em 04.12.14

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

«Motus et bouche cousue»

por Luísa Correia, em 29.11.14

IMG_0085.jpg

Há na nossa praça pública uma gente que sempre me confrangeu. Para além da gritante incompetência, os seus comportamentos revelaram sempre, até no mais superficial trato com os outros, total falta de respeito e de escrúpulos, e sempre a coberto de uma falsa autoridade moral e de um discurso arrogante e manipulador. Alguma encontra-se hoje por detrás de grades, mas outra não, toda ela beneficiando da protecção da velha «ordem dos cata-ventos» que, infelizmente, é bem mais populosa do que poderia pensar-se.

Mas não vou falar nessa gente, porque acho que é disso que ela gosta. Espero apenas que algum dia consigamos enxotá-la, de vez.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Ser-se «intocável» é...

por Luísa Correia, em 29.11.14

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ordem dos Cata-ventos

por Luísa Correia, em 08.11.14

DSC01347.JPG

A revista L'Histoire, no seu número especial dedicado a Napoleão, dá-nos conta de que, em 1815 - na sequência de 25 anos de mudanças políticas radicais, que incluíram, desde a anarquia revolucionária até ao despotismo imperial - o jornal satírico francês «Le nain jaune» anunciava o nascimento da grande «Ordem dos Cata-ventos», na qual tinham lugar, de direito próprio, todos os franceses invertebrados (e teriam, seguramente, alguns portugueses de então, como de agora). A Ordem integrava quatro categorias, acedendo-lhes os indivíduos com as características ou comportamentos seguintes:

 

1) Grande cata-vento para todos os ventos - exigiam-se apostasia, conduta oblíqua, astúcia e velhacaria, violação de juramentos, insolência e falsidade bem caracterizadas, palinódia permanente, traição, baixeza. No caso francês, exigia-se ainda uma opinião diferente em 1789, 1792, 1796, 1814 e 1815.

 

2) Cata-vento duplo - os prestativos das antecâmaras e os jornalistas (com raras e honrosas excepções) acediam automaticamente à categoria. Seguiam-se-lhes os lambe-botas, os poetas aduladores, os parasitas, os vis complacentes e, em geral, os típicos cortesãos e «[in]dignitários».

 

3) Cata-vento de primeira classe - exigiam-se, pelo menos, dez sermões de fidelidade a favor e contra as ideias liberais em dez períodos distintos; ou seja, uma versatilidade, uma inconstância e uma cupidez indefectíveis. A composição de um acróstico em honra dos inimigos do seu país caía como ouro sobre azul.

 

4) Cata-vento de segunda classe - cabiam nesta última categoria os ingénuos, os ociosos, os intriguistas, os políticos de café e, em suma, os imbecis de todas as cores e seitas. Exigiam-se, como únicas provas, muitos bravos, muitos vivas e outras mostras de grande entusiasmo e adesão ao primeiro aparecido.

 

É sempre interessante constatar como, para além dos desenvolvimentos científicos e tecnológicos, a nossa condição humana se tem mantido, nas suas linhas gerais, tão fiél a si própria.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O poder e o risco

por Luísa Correia, em 06.11.14

DSC01178.JPG

A propósito dos enormes riscos que são inerentes à condição de «poderoso», não resisto a transcrever esse excerto da carta que Madame de Noisseville, emigrada na Rússia nos princípios do séc. XIX, enviou ao Conde O'Donnell, camareiro do Imperador da Áustria, aquando da cerimónia de coroação de Alexandre I (excerto reproduzido na biografia deste Czar «que venceu Napoleão», escrita por Marie-Pierre Rey):

 

«Vi o jovem príncipe encaminhar-se para a catedral precedido dos assassinos do seu avô [Pedro III], rodeado dos assassinos do seu pai [Paulo I] e, ao que tudo leva a crer, seguido dos seus».

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tejo

por Luísa Correia, em 06.11.14

IMG_1672.JPG

Uma cidade sem água de rio, de lago ou de mar, tem de ser uma cidade incompleta. Os seus habitantes conhecem o significado da palavra infinitude, mas não podem senti-lo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Como podemos falar de livros que não lemos?

por Luísa Correia, em 01.11.14

DSC01547.JPG

Recomendo vivamente o muito acessível, bem-humorado e interessantíssimo ensaio de Pierre Bayard, «Comment parler des livres que l'on n'a pas lus?» Não tanto pelos truques de que dá conta sobre como falar de livros que não se leram, como por denunciar os preconceitos culturais associados à leitura - ou melhor, às leituras que, a cada momento, são tidas por «culturalmente correctas» - e o quanto esses preconceitos, fundidos com memórias traumáticas da nossa infância escolar, nos culpabilizam, diminuem e retraem.

Como escreve Pierre Bayard, (que aqui tento traduzir o melhor possível), «a cultura é, sobretudo, uma questão de orientação. Ser culto não é ter lido este ou aquele livro, mas saber orientar-se no conjunto deles; ou seja, saber que os livros formam um conjunto e ser capaz de situar cada elemento em relação aos restantes».

Autoria e outros dados (tags, etc)

Florença

por Luísa Correia, em 31.10.14

DSC01526.JPG

Não posso dizer que Florença me tenha surpreendido. Florença é exactamente o que eu imaginava. A sua coerência tornou-se-me, até, um pouco monótona ao cabo de cinco dias de deambulação por ruas e praças. O que realmente me surpreendeu em Florença foi o seu excelente estado de conservação, apesar de não ter contado senão duas gruas no skyline, e ter visto raras obras, bem disfarçadas, no amplo centro histórico. Fez-me pensar, com muita tristeza, no que é o estaleiro permanente da Pequena Alface. E na ruína que ameaça a nossa Baixa, o primeiro exemplo de urbanismo iluminista do mundo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Museu do Dinheiro

por Luísa Correia, em 30.10.14

Muralha de D. Dinis

 

O Museu do Dinheiro recém-criado nas instalações da sede do Banco de Portugal - ou, mais especificamente, na antiga mas dessacralizada Igreja de São Julião - ainda só exibe o que se descobriu e recuperou da muralha de D. Dinis, a tal muralha que o monarca terá mandado construir em finais do século XIII, para defender a zona ribeirinha da cidade e as suas «Casas das Galés», ou Tercenas, dos ataques dos piratas que então atormentavam a navegação atlântica. Parece que está para breve a abertura da exposição permanente. Mas, entretanto, é já possível apreciar o excelente trabalho de reabilitação do imóvel, que assim vê preservados o seu valor histórico e patrimonial e a sua dignidade. Aí temos, portanto, um caso de bom serviço prestado pelo Banco de Portugal.

(Nota: Na imagem, um dos poços existentes na muralha)

Autoria e outros dados (tags, etc)

A melhor resposta

por Luísa Correia, em 29.10.14

Siena

 

Há dias, na televisão, uma repórter questionava os transeuntes sobre o estado do país em matéria de liberdade. A páginas tantas, interpelando um estudante que passava, pergunta:

- Acha que há liberdade em Portugal?

- Não vou responder.

- Mas porquê?

- Porque não vou responder.

- Mas não responde porque acha que não tem liberdade para dar a sua opinião?

- Não respondo porque acho que VOCÊS não têm liberdade para a interpretar com correcção.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 13.05.14
(Do Carmo para Sul...)

 

A ética é um exercício diário, tem de ser cumprida no quotidiano. Só assim pode afirmar-se plenamente numa sociedade. Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis da convivência, não paga os seus impostos ou não obedece às regras do trânsito, não é ética. Num primeiro momento, pequenas infrações isoladas parecem não ter importância. Mas, ao longo do tempo, a moral da comunidade é afectada em todas as suas esferas. Chamo a isso o círculo ético. Uma acção interfere com outra e os valores morais vão perdendo força, vão-se diluindo. Para uma sociedade ser justa, o círculo ético é essencial.

 

Peter Singer

Autoria e outros dados (tags, etc)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 12.05.14
(Do Carmo para Norte...)

 

«Para o jornalista, tudo o que é provável é verdade». Trata-se dum axioma estupendo, como tudo o que Balzac inventa. Reflectindo nele, nós percebemos quantas falsidades se explicam e quantas arranhadelas na sensibilidade se resumem a fanfarronices e não a conhecimento dos factos. Em geral, o pequeno jornalista é um profeta da Imprensa no que toca a banalidades, e um imprudente no que se refere a coisas sérias. Quando Balzac refere que a crítica só serve para fazer viver o crítico, isto estende-se a muitas outras tendências do jornalista: o folhetinista, que é o que Camilo fazia nas gazetas do Porto (...). Eu própria não estou isenta duma soma de articulismos, de recursos à blague, de graças adaptáveis, de frequentação do lado mau da imaginação, de ridículos, de fastidiosos conselhos, de discursos convencionais, de condenações fáceis, de birras imbecis, de poesia de barbeiro, de elegâncias chatas, de canibalismo vulgar, de panfletismo «bom cidadão». Quando não sou nada disso, sou assunto para jornais, mas não sou jornalista. 

 

Agustina Bessa-Luís

Autoria e outros dados (tags, etc)

La musique

por Luísa Correia, em 11.05.14
(Lx Story Center)

 

 La musique souvent me prend comme une mer ! 

Vers ma pâle étoile, 

Sous un plafond de brume ou dans un vaste éther, 

Je mets à la voile ;

 

La poitrine en avant et les poumons gonflés 

Comme de la toile, 

J'escalade le dos des flots amoncelés 

Que la nuit me voile ;

 

Je sens vibrer en moi toutes les passions 

D'un vaisseau qui souffre ; 

Le bon vent, la tempête et ses convulsions

 

Sur l'immense gouffre 

Me bercent. D'autres fois, calme plat, grand miroir 

De mon désespoir !

 

Charles Baudelaire

Autoria e outros dados (tags, etc)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 09.05.14
(Das Amoreiras)

 

A crítica é menos eficaz do que o exemplo. É de considerar se a grande sugestão para usar da crítica nos nossos tempos e que põe em causa todos os valores consagrados, não é o resultado duma anemia profunda do acto de vontade de toda uma sociedade. Todos temos consciência de como o exemplo se tornou interdito, como o indivíduo, na sua excepção perturbadora, é causa de mal-estar. Dir-se-ia que a fraqueza, a breve virtude, a mediocridade, de interesses e de condições, têm prioridade sobre o modelo e a utopia. A par desta dimensão rasa do despotismo do demérito, levanta-se uma rajada de violência. É de crer que a violência é hoje a linguagem bastarda da desilusão e o reverso do exemplo; representa a frustração do exemplo. 

 

Agustina Bessa-Luís

Autoria e outros dados (tags, etc)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 08.05.14

 

Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidas. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas. 

 

Agustina Bessa-Luís

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um passeio por Londres

por Luísa Correia, em 07.05.14
Tendo trabalhado com ingleses  durante uns anos, conheço bem os esforços que empenham em planeamento e organização. Nem sempre têm sucesso. Mas com Londres e as suas recentes olimpíadas saíram-se muito bem. Aplicaram à cidade um «extreme makeover» e fizeram dela um lugar particularmente atraente e habitável.

 

O Tamisa saltou do «meridiano» dos nossos velhos Remolares para o «paralelo» do velho Sena. Tem agora uma «promenade» que permite acompanhá-lo no seu percurso citadino entre Battersea e Tower Bridge.

 

É um percurso interessante, o moderno combinando com o antigo com inegável gosto.

 

A cidade encheu-se de verdes e expulsou o «smog». Até nos dias nublados - que se sabe serem muitos - há frescura no ar.

 

Os ingleses sabem como adquiriram muitos dos bens que conservam nalguns dos seus museus. Na era do politicamente correcto, de que , em certa medida, são porta-estandarte, abrem-nos gratuitamente ao mundo… e são de louvar por isso.

 

Gostei do que vi da sua vida social e cultural.

 

 

Finalmente, uma palavrinha de enorme apreço pela qualidade dos seus transportes públicos de superfície. Os ingleses quantificaram, há uns anos, os ganhos da pontualidade, que concluíram (não sei, exactamente, por que via aritmética) ser superiores aos ganhos da mera poupança de combustível. Por isso, a pontualidade dos seus autocarros não deve ter paralelo no planeta. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 06.05.14

 

Earth has not anything to show more fair:

Dull would he be of soul who could pass by

A sight so touching in its majesty:

This City now doth, like a garment, wear

The beauty of the morning; silent, bare,

Ships, towers, domes, theatres, and temples lie

Open unto the fields, and to the sky;

All bright and glittering in the smokeless air.

Never did sun more beautifully steep

In his first splendour, valley, rock, or hill;

Ne'er saw I, never felt, a calm so deep!

The river glideth at his own sweet will:

Dear God! the very houses seem asleep;

And all that mighty heart is lying still!

 

William Wordsworth, Composed Upon Westminster Bridge

Autoria e outros dados (tags, etc)

Flight n. FR1885

por Luísa Correia, em 30.04.14

 

Até já.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Ser de quê? Como?

por Luísa Correia, em 29.04.14

A propósito da polémica recorrente sobre o que é ser de esquerda e de direita, e no sentido de me orientar nesse denso nevoeiro conceptual, produzi  a tabela que segue.

 

 

   

Ser de esquerda é...

  Ser de direita é...

Pelo critério do coração

 

 

Deplorar a pobreza, insurgir-se contra a desigualdade de oportunidades, lutar pela liberdade, pensar mais nos outros do que em si próprio. Gostar de mudança.

 

  Ser avarento, ambicioso, egoista, não olhar a meios para atingir os seus fins pessoais, nem aceitar que possa pensar-se de forma diferente. Valorizar a estabilidade. 
Pelo critério da cabeça  

 

Entender que se detém o exclusivo da razão, precisamente porque os fins são belos e românticos.  Entender, também, que esses fins justificam os meios, como a manipulação informativa, a engorda e o reforço do poder do Estado, e a restrição da liberdade individual em prol das «liberdades colectivas» (?). Entender que as mudanças devem fazer-se no seu próprio tempo de vida, recorrendo, no extremo, à política da tábua rasa e a métodos revolucionários e/ou ditatoriais.

 

  Entender que o primado é da liberdade de cada um. Entender que ao Estado compete apenas assegurar a igualdade de oportunidades e o cumprimento de regras mínimas de lisura social e económica. Entender que as mudanças necessárias devem fazer-se por via reformista, «sustentadamente» e no tempo de quantas vidas for. Entender que pode haver perigo nos idealismos de esquerda, - porque os idealismos tendem para a radicalização - e combater esse perigo, recorrendo, no extremo, a métodos golpistas e/ou ditatoriais.
Pelo critério do estômago   

 

Considerar que os primeiros pobres são os de esquerda, porque a esquerda é, por natureza, pobre (e/ou conhece casos traumatizantes de pobreza no seu passado ou ascendência próxima). Acautelar, portanto, prioritariamente, os seus próprios desejos e necessidades.

 

  Considerar a propriedade e a riqueza como direitos individuais legítimos e factores de prestígio e de motivação no trabalho. Preferir, entre as causas de perda de riqueza, aquelas que redundem em benefício palpável de estômagos alheios; ou seja, preferir a caridade à correcção fiscal.
Em síntese   

 

Viver de impulsos românticos, avaliando as consequências de forma leviana.

 

  Avaliar as consequências de forma cautelosa, comedindo os impulsos românticos.

 

Revejo o exercício e o nevoeiro continua cerrado. 

Ainda assim - e na linha conciliadora dos franceses, que reconhecem ter o coração à esquerda e a carteira à direita -, diria que ser-se de esquerda serve razoavelmente a nossa vida privada, em que os idealismos são inócuos, proporcionam divertidas discussões existenciais e compõem uma imagem generosa e apegada aos valores humanistas. Já ser-se de direita serve melhor a nossa vida pública (se a temos), porque o pragmatismo, a eficácia e a paciência são qualidades essenciais à administração do bem comum. Podemos, portanto, ser muitos num só, com ganho de interesse e sem perda de coerência.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Morreram incineradas 47 pessoas numa estrada reple...

  • Vasco Mina

    Amigo João,obviamente não é o ponto relevante. A r...

  • Carneiro

    Convida-se "este" à demissão porque é o candidato ...

  • Renato

    O provedor?... Eu não chego a perceber  se os...

  • xico

    Se o provedor da santa casa deve demitir-se p...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D

    subscrever feeds