Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O silêncio dos inocentes

por João Távora, em 26.03.17

violencia.jpg

O meu amigo Filipe Nunes Vicente por vezes não resiste à sua costela jacobina e agora vem (uma vez mais) reclamar do silêncio da Igreja a propósito da violência doméstica e para tanto propõe-nos uma pesquisa no Google à qual eu me atrevo a sugerir outra: “Patriarcado do Lisboa + Violência Doméstica”. Aí encontrará o Filipe diversas referências ao tema com proveniência de diferentes sectores da hierarquia da Igreja - claro está que, se o Estado decidisse legalizar a violência doméstica, de outro modo tocariam as trombetas. Nesse jogo de retórica o Filipe demonstra algo que já sabíamos: que não frequenta e mal conhece a Igreja dos dias de hoje, lugar em que diariamente se acolhem e socorrem os casos mais dramáticos de pessoas em busca de caminho, de redenção, quantas vezes nossos vizinhos envergonhados. Esses casos tanto podem ser de  agredidos ou agressores: essa é a radicalidade do acolhimento de Jesus Cristo. Ora acontece que é na Igreja, não isenta de erros e limitações na sua actuação capilar e profundamente orgânica, que diariamente se apela à evangelização e à consequente partilha da mensagem de Jesus Cristo de Misericórdia, de Amor e de Perdão aos homens e mulheres de boa vontade. Pusessem em prática as comunidades cristãs os ensinamentos de Cristo e não se encontraria aí exemplos de violência doméstica. Como disse o papa Francisco certo dia, “a Igreja não é um hotel de santos, é antes um hospital de pecadores”. Mas acontece que, se há algum local na sociedade civil em que se empreende um trabalho profundo de prevenção à violência doméstica é entre os cristãos. É na Igreja que se realizam os CPM (Cursos de Preparação para o Matrimónio) cada vez mais exigentes, e é também na Igreja onde os casais encontram à sua disposição movimentos de leigos que têm em especial atenção a vida do casal na coerência com a mensagem de Cristo, nomeadamente as Equipas de Nossa Senhora de que faço parte, movimento mundial fundado pelo Padre Henri Caffarel nos anos 40 para uma catequese e caminhada na fé em casal. Por todas estas razões, por causa da intervenção eminentemente orgânica que a igreja promove na vida dos seus fiéis e nas suas comunidades, o comentário do Filipe me parece profundamente injusto. De resto, tenho algumas reservas quanto à exacerbação do conceito de “violência doméstica” em contraste com a “simples” violência física ou psicológica que uma mente perturbada é capaz de praticar contra o seu próximo, seja por motivos passionais ou crendices intelectualizadas. A crueldade humana mascara-se de várias formas - tem de ser veementemente punida e denunciada. Curioso como um crime como o perpetrado em Barcelos produz quase as mesmas consequências práticas que o acto de terrorismo de Londres. Em comum, para além da utilização da faca como arma, têm o facto de ambos provirem de mentes profundamente perturbadas e nos atirarem à cara o potencial malévolo que reside coração do Homem, de qualquer raça ou credo. Isto sim é para mim profundamente inquietante.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 26.03.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença. Os discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem é que pecou para ele nascer cego? Ele ou os seus pais?». Jesus respondeu-lhes: «Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus. É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras d’Aquele que Me enviou. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo». Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que antes o viam a mendigar: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?». Uns diziam: «É ele». Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele». Mas ele próprio dizia: «Sou eu». Perguntaram-lhe então: «Como foi que se abriram os teus olhos?». Ele respondeu: «Esse homem, que se chama Jesus, fez um pouco de lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: ‘Vai lavar-te à piscina de Siloé’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver». Perguntaram-lhe ainda: «Onde está Ele?». O homem respondeu: «Não sei». Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Era sábado esse dia em que Jesus fizera lodo e lhe tinha aberto os olhos. Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo». Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?». E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizes d’Aquele que te deu a vista?». O homem respondeu: «É um profeta». Os judeus não quiseram acreditar que ele tinha sido cego e começara a ver. Chamaram então os pais dele e perguntaram-lhes: «É este o vosso filho? É verdade que nasceu cego? Como é que ele agora vê?». Os pais responderam: «Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como é que ele agora vê, nem sabemos quem lhe abriu os olhos. Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós». Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os judeus tinham decidido expulsar da sinagoga quem reconhecesse que Jesus era o Messias. Por isso é que disseram: «Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós». Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador». Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo». Perguntaram-lhe então: «Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?». O homem replicou: «Já vos disse e não destes ouvidos. Porque desejais ouvi-lo novamente? Também quereis fazer-vos seus discípulos?». Então insultaram-no e disseram-lhe: «Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés. Nós sabemos que Deus falou a Moisés; mas este, nem sabemos de onde é». O homem respondeu-lhes: «Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer». Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?». E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?». Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite n'Ele?». Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo». O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor». Então Jesus disse: «Eu vim a este mundo para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos». Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe: «Nós também somos cegos?». Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece».


Palavra da salvação.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Oh London, London...

por João Távora, em 23.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Cavalo de Troia

por João Távora, em 23.03.17

Londres foi abalada por um mais um acto de terrorismo. A sociedade inglesa deveria envergonhar-se por gerar estes fenómenos, de gente desenraizada, coitada, temerosa do desemprego e ameaçada pela cultura dominante que segrega as culturas forasteiras. É o capitalista na sua ânsia do lucro e da riqueza que a montante gera a segregação das religiões minoritárias, a islamofobia, e o egoísmo dos povos contra os migrantes que procuram apenas um espaço para se instalarem com as suas culturas exóticas para depois serem explorados em empregos de baixos salários. Uma austeridade que promove a revolta nos bairros periféricos, que favorece os populismos e os extremismos de direita como Marine Le Pen e Geert Wilders que são uma ameaça à Europa democrática e multiculturalista. Que devia envergonhar-se por deixar crescer no seu seio fenómenos de segregação de culturas minoritárias e exóticas cujos membros, radicalizados pelas contingências, com a revolta se vêm obrigados a enveredarem pela violência, coitados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Bem me queria parecer...

por João Távora, em 22.03.17

Alcool.jpg

 Os calvinistas não costumam mentir... 

 

Imagem daqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

A nossa triste sina

por João Távora, em 20.03.17

(...) Na verdade Santana não seria um extraordinário primeiro-ministro mas não só foi substituído por outro bem pior como ao aceitar-se que Santana Lopes fosse corrido daquela forma se deixou implícito que a legitimidade dos primeiros-ministros em Portugal não resulta apenas dos votos.

Esta é a lição que Sampaio nos deu em 2004: em Portugal existe quem mande – a esquerda que para o efeito obedece ao PS – e depois temos os subalternos que não vale a pena dizer que são de direita porque na verdade eles vivem num não lugar que, por prudência, definem como “não ser de esquerda”. (...)

 

A Ler Helena Matos no Observador

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Voltar aonde fui feliz

por João Távora, em 19.03.17

2017-03-17 22.47.00.jpg

Foi com imensa emoção que há dias, cerca de 40 anos passados, voltei a entrar na "Casa da Avenida", o 232 da Avenida da Liberdade, ocasião que aproveitei para tirar muitas fotografias de pormenores da sua arquitectura e decoração das áreas comuns que me servirão de apoio à crónica que me encontro a elaborar sobre a sua história centenária. Trata-se sem dúvida de um conceito arquitectónico de transição do “palácio” para o apartamento moderno, como se pode verificar pela organização das casas e pela rica decoração quase aristocrática das generosas áreas comuns – garnde hall de entrada, escadaria e patamares entre os andares. Aqui apresento uma fotografia dos alvores do prédio estreado em 1892, talvez já princípio do século XX, em que apresenta a fachada pintada de forma absolutamente inédita para mim, provavelmente com a pintura original, em que a área rebocada ostenta uma cor escura (Ocre? Azul? Cinza?) que, com o contraste com a cantaria que emoldura as janelas e varandas, proporciona um aspecto muito mais sofisticado ao edifício, mais consentâneo com o requinte do seu interior.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 19.03.17

 

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor. (Mt 1, 16.18-21.24a)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O pior cego...

por João Távora, em 16.03.17

(...) Quando se fala de imigrantes, fala-se de pessoas, quando muito de famílias, e das suas dificuldades de “integração”. Mas em grandes números, com os meios de comunicação de hoje, as migrações formam comunidades que, muito humanamente, aspiram a manter as suas identidades e políticas de origem. É o caso da diáspora muçulmana do Médio Oriente e do Norte de África.

Por isso, os imigrantes muçulmanos não estão a integrar-se na Europa, mas a integrar a Europa no mundo de onde vieram, como a Holanda e a Alemanha perceberam quando, a semana passada, se viram transformadas em terreno da campanha eleitoral do ditador turco Erdogan. A maioria dos migrantes procura apenas uma vida melhor, incluindo os muçulmanos. Merecem uma oportunidade. Mas no caso da diáspora do Médio Oriente e do Norte de África, há muita gente, como os islamistas ou o novo sultão da Turquia, determinada em usar as migrações para acelerar o que julgam ser a crise de uma sociedade europeia em regressão populacional e confusão ideológica. Erdogan mantém de reserva dois milhões de “refugiados”, que ameaça largar sobre a Europa sempre que os europeus o incomodam. São as suas armas de destruição demográfica. As migrações, deste ponto de vista, já não são uma simples questão de arranjar empregos, escolas e apartamentos para quem chega. São um problema político, e não basta falar de “islamofobia” para o resolver. (...)

 

Rui Ramos a ler na integra aqui. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Consagração

por João Távora, em 16.03.17

jose-rentes-de-carvalho.jpg

O prémio de “Melhor Livro de Ficção” da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) foi atribuído ao romance O Meças, de J. Rentes de Carvalho, publicado em 2016 pela Quetzal. 

Saiba mais aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

No pasa nada

por João Távora, em 14.03.17

Parece que o voto assumido de Rentes de Carvalho, o nosso holandês em Amesterdão, amanhã em Wilders está a gerar uma onda de indignação nas nossas puritanas redes sociais. Talvez fosse pedir demais que as essas virgens ofendidas do politicamente correcto se informassem sobre a enorme embaraço gerado pelo multiculturalismo e pela vaga de refugiados que por estes dias invade essa Europa a dentro. Bem sei que em certas matérias a Europa parece-nos um bocadinho longe…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Petição

por João Távora, em 14.03.17

Duques de braganca2.jpg

Um grupo de cidadãos promove por estes dias uma petição que visa recuperar o devido lugar aos Duques de Bragança na lei do protocolo do Estado

Qualquer País civilizado e democrático percebe o valor que tem, num mundo globalizado, promover a sua História, a sua Cultura e a sua Identidade. É nesse sentido, que se revindica um lugar digno para o descendente e representante dos reis de Portugal nas suas participações em actos oficiais. Saiba mais assine e divulgue.

50 personalidades que apoiam esta petição (ordem alfabética):

Abel Baptista - Deputado (CDS-PP, até 2016)
Adalberto Neiva de Oliveira - Empresário
António Carmona Rodrigues - Ministro (até 2004), Presidente Câmara Lisboa (até 2007)
António Ferreira dos Santos - Fundador e dirigente Partido PAN
António Lobo Xavier - Deputado (CDS-PP, até 1995)
António Sousa Cardoso - Presidente da Causa Real
Arlindo Cunha - Ministro (até 2004)
Augusto Ferreira do Amaral - Deputado e Ministro (até 1981)
Augusto Oliveira Domingues - Presidente Câmara Monção
Cristiano Van Zeller - Empresário
Diogo Feio - Deputado (CDS-PP, até 2009), deputado europeu (até 2014)
Eduardo Cintra Torres - Professor Universitário, jornalista
Emídio Sousa - Presidente Câmara Feira
Filipe Anacoreta Correia - Deputado (CDS-PP)
Francisco Calheiros - Dirigente Associativo
Francisco Rodrigues dos Santos - Presidente da Juventude Popular
Helder Esménio - Presidente Câmara Salvaterra de Magos
Hélio Loureiro - Chefe de Cozinha
Henrique Raposo - Escritor
Ilda Araújo Novo - Deputada (CDS-PP)
Jaime Nogueira Pinto - Jornalista, escritor
João Rocha Páris - Embaixador
José Adelino Maltez - Professor Universitário
José Alarcão Troni - Secretário de Estado (até 1992), Professor Universitário
José Luís Nogueira de Brito - Deputado (CDS-PP, até 1995)
José Manuel Cardoso da Costa - Presidente do Tribunal Constitucional (até 2003)
José Manuel Carpinteira - Deputado (PS)
José Mendes Bota - Deputado (até 2015), ex-deputado europeu
José Ribau Esteves - Presidente Câmara Aveiro
Katty Xiomara - Estilista de moda
Leonor Ribeiro da Silva - Porta-voz do presidente da Comissão Europeia (até 2014)
Luís Ceia - Dirigente Associativo
Luís Valente de Oliveira - Ministro (até 2013), Presidente da Casa da Música
Manuel Braga da Cruz - Reitor de Universidade (até 2012)
Manuel Serrão - Jornalista, empresário
Miguel Alves - Presidente Câmara Caminha
Miguel Esteves Cardoso - Jornalista, escritor
Nuno Melo - Deputado ao Parlamento Europeu
Paulo Azevedo - Empresário
Paulo Teixeira Pinto - Secretário de Estado (até 1992), empresário
Pedro Ferraz da Costa - Presidente do Forum para a Competitividade
Pedro Mota Soares - Deputado (CDS-PP), Ministro (até 2015)
Pedro Quartin Graça - Deputado (PSD, até 2009), Presidente Partido da Terra (até 2011)
Ricardo Figueiredo - Presidente Câmara São João da Madeira
Rui Medinas Duarte - Presidente Câmara Golegã
Rui Moreira - Presidente Câmara Porto
Rui Zink - Professor Universitário, escritor
Salvador Guedes - Empresário
Salvador Malheiro - Presidente Câmara Ovar
Telmo Correia - Deputado (CDS-PP)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo

por João Távora, em 12.03.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».


Palavra da salvação.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da Primavera

por João Távora, em 11.03.17

(…) Pode ser apenas uma referência aproximativa, mas é bom saber que, às 10hs e 29m do dia 20 de Março, a Primavera se levantará e que ela é imagem de outras primaveras ainda mais decisivas que se erguerão. Que a notícia circule entre os amolgados e feridos que somos todos; chegue aos que tentaram e falharam, aos sobrecarregados, aos que começaram a dizer que já é tarde; corra entre os que viram o fogo tornar-se cinza e não voltar a acender-se, os que semearam e não colheram, os que olham assustados as mãos vazias; visite os desiludidos, os encarcerados no seu desgosto, os enlutados, os perseguidos por aflições maiores do que as que podem suportar; resgate os que se perderam nos corredores longos e todos iguais dos seus invernos, os que sem saber como viram-se a pensar que a vida já não é para eles, os que caminham pelo tempo desolados e sós.

 

Pe. Tolentino Mendonça no Expresso

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da decadência

por João Távora, em 11.03.17

Com a coesão social no ocidente profundamente ameaçada não só pelas ideologias, estes tempos confusos, de perda de valores e de profunda crise económica (sim o paraíso da geringonça é uma espécie de experiência psicadélica que vai passar depressa), somos desafiados a saber ler os sinais mais desconcertantes dos lados mais improváveis. Perigoso é o preconceito que tolda a inteligência e empobrece o pensamento, nesta época conturbada em que mais se exigem respostas sábias. E é um erro tomarem-se por garantidas as "seguranças" que temos hoje.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Lançamento no Porto

por João Távora, em 06.03.17

2017-03-04 19.24.28.jpg

Uma tarde inesquecível com Francisco José Viegas, Álvaro Sequeira Pinto, Jorge Leão e Vasco Lobo Xavier, no Museu Soares dos Reis para apresentação do meu livro "Crónicas Moralistas" na cidade do Porto. A apresentação teve o apoio da Real Associação do Porto, no âmbito do seu protocolo com a Associação dos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Convite_lançamento_Porto.jpgAmanhã Sábado dia 4 de Março às 18h00 estarei no Porto na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis com o Vasco Lobo Xavier e o Francisco José Viegas (ambos gentis portistas) para a apresentação do meu novo livro "Crónicas Moralistas". 

Entretanto, os meus amigos que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

PS.: Quem me conhece sabe o que me separa da estética do Bruno de Carvalho. Mas confesso que fico muito desconfiado com a simpatia que os nossos rivais nutrem por Madeira Rodrigues. Este último facto deixa-me de consciência tranquila por amanhã não poder ir a Alvalade votar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nada de novo

por João Távora, em 02.03.17

A propaganda política dá-se mal com complexidade, e assim sendo, dá-se mal com a verdade. A verdade é sempre mais fácil de definir em pequenas parcelas que dão bons "soundbites", as meias-verdades com as quais se esgrimem argumentos em política – a essa distorção agora chamam-lhe pós-verdade e populismo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A guerra nas nossas ruas

por João Távora, em 01.03.17

Rua St. António dos Capuchos.jpg

Rua de Stº Antº dos Capuchos em Lisboa

 

Antes de instalar o meu escritório em Cascais na centralíssima e animada Rua Visconde da Luz, ao lado do jardim com o mesmo nome, fui indagar sobre o eminente cascalense que se esconde por detrás do marido traído (para não usar uma terminologia vernacular) por Rosa Montufar Barreiros, amantíssima musa de Almeida Garrett, conhecida pela sua beleza lendária. Afinal não era apenas esse infortúnio que tornara célebre o oficial do exército liberal que nesta vila piscatória construiu uma casa de veraneio e plantou algumas árvores. Dos heróis derrotados dessa guerra civil, em matéria de toponímia sobrou para amostra a Bica d’el Rei D. Miguel, restaurada há pouco ali no Arsenal da Marinha, junto ao rio Tejo.

A verdade é que a maior parte das pessoas é indiferente à origem dos nomes das avenidas, praças, ruas ou fontanários das nossas terras. E no entanto, a toponímia das nossas cidades, vilas e aldeias esconde uma contenda encarniçada que com raras excepções só os vencedores admite, mesmo que eles tenham sido os mais requintados tiranos ou umas completas nulidades.

Está hoje cientificamente provado que o revisionismo de grande parte da toponímia nacional pelos republicanos de 1910 quedou-se como o seu principal legado. Em Lisboa, entre muitíssimas outras renomeações, a Avenida Rainha D. Amélia passou a chamar-se avenida Almirante Reis, o Cândido comandante da revolta que se suicidou espetando um balázio nos miolos dois dias antes da implantação da dita, convencido de que a revolução estava perdida – sem dúvida um grande feito. E temos o pobre Frederico Ressano Garcia, arquitecto das Avenidas Novas em finais do século XIX que dava nome a uma conhecida artéria que rasgava o planalto urbano em direcção ao Campo Grande: o seu nome foi descartado e a arejada avenida forçada a ser da República. Logo ali ao lado, a Avenida António Maria Avelar foi rebaptizada por avenida Cinco de Outubro. Se eu lá morasse tinha logo mudado de casa.

Bem pior é a quantidade de eminências pardas que empestam a toponímia das nossas cidades, como é o caso flagrante de Miguel Bombarda, vulgar psiquiatra e medíocre publicista republicano assassinado por um seu doente em vésperas da revolução de 1910, de que não se lhe conhece obra que se veja mas que bate Luís de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa ou outra figura pública em qualquer lugarejo deste jardim à beira-mar plantado. Se um marciano aterrasse hoje numa cidade portuguesa pensaria que Miguel Bombarda e Elias Garcia (alguém lhe conhece feito ou obra?) são as mais gradas figuras históricas nacionais.

É curioso como na cidade de Almada se cruzam ruas Catarina Eufémia, Padre Américo, Aliança Povo-MFA, Dr. António José de Almeida, rei D. Carlos, 31 de Janeiro, José Afonso e Padre António Vieira e Sagueiro Maia. Mas a suprema ironia é a história do militante e resistente monárquico Saturio Pires, um bravo da Galiza com papel preponderante nas Incursões Monárquicas e na Monarquia do Norte, que depois do exílio atingiu o final da vida em grande miséria, e foi viver para uma habitação social atribuída por Salazar na… Avenida Defensores de Chaves. Definitivamente o António não era flor que se cheirasse.

Tenho para mim que os nomes de personalidades a atribuir a topónimos deveriam ser submetidos ao crivo do tempo, quer dizer, da história; e as ganas da homenagem dos seus partidários serem contidas por cem anos, ou mais, antes de se tornarem um factor de desvalorização imobiliária, que é o que acontece antes das pessoas comuns se esquecerem quem foi o pilantra com o nome gravado em determinada tabuleta.

Ninguém se incomodará com uma rua Gil Vicente, Rua Alexandre Herculano, Rua Eça de Queirós, Rua D. Pedro V, Praça Luís de Camões ou Calçada Marquês de Abrantes. Entretanto, diante da expansão urbana, deveríamos fazer como os antigos que sabiam dar nomes bonitos partindo do mérito dos próprios locais. Rua da Alfarrobeira, Rua das Gaivotas, Rua dos Mastros, Rua Navegantes, Rua do Poço Novo, Beco das Terras, Rua da Vitória, Rua da Saudade, Rua da Bela Vista, Rua do Alto do Moinho Velho, Rua das Gáveas, Rua da Horta Seca, Travessa da Espera, Rua da Misericórdia, Rua das Mercês ou dos Fiéis de Deus — tudo nomes que irradiam encantamento e que, por isso, estou convencido, têm o condão de ajudar a fazer dos seus habitantes pessoas melhores e mais felizes...

 

Publicado originalmente no jornal i

Autoria e outros dados (tags, etc)

Alô Porto

por João Távora, em 28.02.17

Convite_lançamento_Porto.jpg

No próximo Sábado dia 4 de Março às 18h00 estarei no Porto na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis com o Vasco Lobo Xavier e o Francisco José Viegas para a apresentação do meu novo livro "Crónicas Moralistas". 

Entretanto, os meus amigos que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Renato

    Mas que discurso tão lindo e tão fino. De facto, e...

  • oscar maximo

    Além do défice, pode haver ainda outra razão. Os a...

  • campus

    Maria não ligue , eles não pensam !Para pc e bloco...

  • Não há venda para ninguém

    Quem cabras não tem e cabritos vende de algum lado...

  • Jorge

    Quem é o Wilders Rutte??Um híbrido do Wilders e do...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D

    subscrever feeds