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Nem sempre a nova toponímia resulta...

por João Távora, em 27.06.17

RuaNovaPrinceza.jpg

Quem adivinha qual o nome que imperou nesta rua pombalina?

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Os apelidos portugueses.jpg

 

Em “Os apelidos portugueses - Um panorama histórico” a ser lançado na próxima 5ª feira às 18,00hs no Palácio da Independência, o que Carlos Bobone seu autor pretendeu fazer foi uma História que revelasse a ligação dos apelidos portugueses à emaranhada teia social e ideológica que sempre os envolveu. O apelido como fonte de controvérsias jurídicas e de distinções sociais, instrumento para afirmar exclusivismos de classe numas circunstâncias, ou para integrar minorias religiosas e étnicas, noutras; detonador de fortes emoções sociais, fonte de inspiração de lendas, sátiras, anedotas e provérbios, em que se sintetizaram orgulhos e despeitos, venerações e desprezos, reflexões e indignações.

O apelido, esse poderoso aglutinador de todo o prestígio das famílias, ciosamente guardado e protegido por figuras patriarcais, objecto de recomendações à hora da morte e de maldições a quem o não respeitasse; vestígio vivo, e por vezes solitário da passagem portuguesa por longínquas terras; o apelido, enfim, uma das mais frondosas árvores que a sociedade portuguesa plantou, é matéria de estudo que transborda da mais diversa documentação histórica, pronta a ser colhida por quem lhe preste atenção. Com esparsos elementos, recolhidos em todo o tipo de fontes, procurou-se formar um ensaio que alargasse os horizontes da onomástica, transportando-a para a dimensão da história cultural e conferindo-lhe um papel social mais eminente do que até aqui se lhe reconhecia.

Carlos Lourenço do Carmo da Camara Bobone nasceu em Lisboa em 1962. Alfarrabista, dono da Livraria Bizantina, colaborou nas revistas portuguesas Armas e Troféus, Raízes & Memórias e na Enciclopédia Verbo Século XXI. Estudioso de longa data dos apelidos portugueses, é autor de vários trabalhos de investigação nas áreas da História e da Genealogia.

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A Espada de Dâmocles

por João Távora, em 25.06.17

Há uma consequência política inevitável da tragédia de Pedrógão Grande, é que o governo começa o Verão com um saldo de 64 mortos pelos incêndios, com tolerância zero para mais qualquer desgraça. Não há malabarismo comunicacional que altere este facto. Com tantas fragilidades nas estruturas de comando operacionais António Costa começa a “fase Charlie” nas mãos do S. Pedro, com a Espada de Dâmocles. Se acontece mais alguma desgraça, de pouco servirão à geringonça a imprensa amestrada, a conivência dos sindicatos e os abracinhos de Marcelo Rebelo de Sousa. Agora pouco mais há a fazer do que rezar a S. Pedro... ou mais laicamente fazer como a Catarina Martins: “desejar” que chova muito até Setembro. Deus nos guarde, digo eu.

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Domingo

por João Távora, em 25.06.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos. A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».


Palavra da salvação.

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Comunicado da Casa Real Portuguesa

por João Távora, em 22.06.17

Aproveito para divulgar aqui o comunicado que o Senhor Dom Duarte Pio enviou de Dili a propósito da tragédia de Pedrógão Grande cuja divulgação e partilha me parece de grande pertinência:

 

armas reais.jpg

 Comunicado

 

Em visita de trabalho ao interior de Timor-Leste, só tardiamente tive conhecimento dos incêndios que destruíram tantas vidas e bens na região de Leiria. Com a minha Família peço a Deus que acompanhe as Almas das vítimas e dê esperança aos sobreviventes.
Mas depois da ajuda imediata a quem precisa, teremos que tomar, com conhecimento científico e coragem política, as medidas necessárias para combater eficazmente estas tragédias que todos os anos atingem as populações e destroem as nossas florestas.
Há anos que são conhecidas as causas e as soluções, mas as medidas de fundo não são aplicadas...
O combate continua a ser heroicamente conduzido pelas nossas Corporações de Bombeiros, enquanto a maioria se lamenta mas não atua.
Temos a obrigação de agir já, com iniciativas cívicas e políticas, práticas e eficientes.
É preciso convencer os Governantes, por nós eleitos, a acabar com este estado de desordem do território e de abandono do mundo rural, bem como de frequente impunidade dos criminosos.
Nós somos capazes de grandes feitos perante situações dramáticas; desta vez a morte e sofrimento de tanta gente não pode ser em vão!

 

Dom Duarte de Bragança
Dili, 18 de Junho de 2017

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Da falta de pudor

por João Távora, em 21.06.17

Na sua entrevista à TVI, o cândido do António Costa - cujo governo tinha apontado "zero mortes" como principal objectivo do Dispositivo Especial de Combate a incêndios - além de afirmar-se convicto de que tudo decorreu regulamente na gestão da tragédia de Pedrógão Grande e que a sua ministra é apenas uma vítima do duro cargo que exerce, disse sem se rir, que não se pode exigir que se faça em poucos dias aquilo que não se fez em décadas, como se ele não tivesse tido um papel político preponderante nessas mesmas décadas, desde logo ministro Estado e da Administração Interna do governo Sócrates. Nem que seja por isso exige-se-lhe um pouco de pudor.

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PedrogãoGrande.jpg

1. O registo emocional em que muita gente prefere permanecer no que à tragédia de Pedrógão Grande diz respeito não é  bom conselheiro: sabemos bem que mais fácil é arranjar um bode expiatório, um alcoólico incendiário para cima de quem canalizar a fúria e a indignação, mas isso não serve para nada – não alivia a dor dos vivos nem ressuscita as vidas tombadas. 

2. Dar ênfase à questão da ignição que deu origem ao fogo, se foi um raio ou um maluquinho, é uma forma de evitar a questão principal, que é a de perceber porque é que Portugal é campeão em fogos florestais para que - de uma vez por todas - se concentrem as políticas na prevenção, promovendo reformas para um ordenamento do território de acordo com o clima que nos coube em sorte.

 

3. “Hoje, através da actuação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, verificamos uma enorme evolução em termos da segurança da população e da salvaguarda do património, com melhorias significativas em termos de capacidade de resposta operacional, mas também com o necessário aprofundamento das políticas de prevenção, investindo-se no planeamento de emergência, na minimização de riscos e nos sistemas de alerta e de aviso às populações.” Estas palavras eram proferidas pela ministra da Administração Interna Constança Urbano de Sousa em Março do Ano passado por ocasião do 15º aniversário da Tragédia de Entre-os-Rios. Passado pouco mais de um ano, esse "país das maravilhas" não resistiu à realidade das coisas. 

 

4. Numa democracia avançada todos os factos de uma tragédia desta envergadura têm de ser escrutinados e tiradas as consequências, não é preciso esperar três dias para se questionar tudo o que houver para questionar. Para que é que serve um Estado que não sabe, não consegue, proteger os seus cidadãos? Como bem refere aqui o nosso Henrique Pereira dos Santos, “Aquilo a que na maior parte das vezes se chama “imprevisibilidade” em matéria de fogos é, na verdade, ignorância. Uma das armas mais letais que existem.

 

5. A par da assinalável mobilização da sociedade civil no apoio material às populações afectadas pela tragédia e aos bombeiros acredito na importância da oração. As minhas orações por estes dias vão para as vítimas e para as famílias enlutadas.

 

Fotografia - Observador

 

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O Sr. Costa

por João Távora, em 18.06.17

O PS e o Sr. Costa vivem momentos de sonho. Enquanto por essa Europa todos os partidos socialistas levam forte e feio, em Portugal a opção “geringonça“ vem provando ter sido de uma grande utilidade à sobrevivência partidária. Com sondagens favoráveis, esquerdas irresponsáveis domesticadas, e contando com a natural responsabilidade da direita, o Sr. Costa só corre mesmo um risco. De tanto dilatado que anda poder um dia vir a rebentar.

O interessante na história é que o Sr. Costa pouco fez para os resultados que reclama. Pergunte-se:

  1. A papinha toda feita pelo anterior governo foi obra sua?
  2. O petróleo em baixa é da sua responsabilidade?
  3. O euro em baixa contra o dólar é da sua responsabilidade?
  4. BCE a comprar dívida aos pontapés é da sua responsabilidade?
  5. Países islâmicos a perderem turistas é da sua responsabilidade?
  6. Resultados das medidas estruturais no mercado de trabalho e no turismo são da sua responsabilidade?
  7. A Espanha e Irlanda a crescer, e a Grécia domesticada são da sua responsabilidade?
  8. Parceiros europeus mais suaves para com os povos meridionais é da sua responsabilidade?
  9. Todo um país agora numa paranoia exportadora é da sua responsabilidade?
  10. Muitos incompetentes de peso fora de cena (Salgado, Vasconcellos, Bavas, etc) são da sua responsabilidade?

Nada disto é da sua responsabilidade. O Sr. Costa, como equilibrista que é, vai vivendo dos dividendos da herança e dos ventos favoráveis do momento, o que lhe permite ir gerindo a situação a cada momento, distribuindo um amendoim aqui, outro ali, satisfazendo um e outro grupo de pressão mais irrequieto. E parece que ainda com vagares para não se esquecer que é socialista (o poder e lugares públicos são “nossa” propriedade, não é? a César o que é de César). Nada como uma herançazinha a que se junta um vento pelas costas e um povo que não se importa de ser iludido.

Mas seria incúria não reconhecer que o Sr. Costa consegue coisas mirabolantes. Derrotado nas legislativas criou uma fórmula torpe para sobreviver. A criação da geringonça é realmente insólita. Domesticou a esquerda irresponsável e esganiçada a troco de uns amendoins. O preço? Tanto mais caro quanto o engenheiro social (ir)responsável pela educação tiver poder de acção. O que se passa na educação com o fim dos contratos de associação é um filme de terror. E sabe-se lá o que mais virá de exigências da Fenprof.

O Sr. Costa teve ainda o condão de manter inalteradas as políticas do governo anterior no que respeita ao défice! Embora com alguns truques à mistura (socialismo sempre), do género passar a dívida montantes que não passaram por défice, o Sr. Costa provou, embora um pouco mais tarde, que pode também vir a ser radical nesta matéria, desmentido o Sr. Costa pré eleitoral e indo muito para além do Sr. Passos Coelho & Cª se tomarmos em conta o corte radical no investimento público.

Imagine-se que o Sr. Costa até já fala nas virtudes de ter contas externas equilibradas ou mesmo excedentárias! Com sorte, e se as sondagens correrem ainda mais de feição, ainda ouviremos o Sr. Costa a falar das virtudes da taxa de poupança e de como urge fazê-la subir dos míseros 3,5% ou 4% para uns 12% do rendimento disponível, quando sempre apregoou aos quatro ventos que havia que estimular o consumo interno.

O Sr. Costa reclama para si os louros do que vai acontecendo de positivo na nossa economia quando em muito pouco contribuiu para isso, e na parcela que lhe cabe foi onde deu continuidade ao que antes tanto criticou. Não virou nenhuma página da austeridade como prometeu (nem podia). Bizarro? Nem por isso se pensarmos que não tirou a mesma ilação que impôs ao seu antecessor no PS após igual derrota nas eleições.

Não Sr. Costa, Vossa Excelência não é um príncipe da política. E por as coisas serem como são e por não haver como contornar a realidade, não é de estranhar que o apelidem de poucochinho e Xico-esperto. E não, não é azia. É antes o verdadeiro incómodo ter de dizer aos filhos que o Primeiro-ministro de Portugal não é exemplo a seguir, quer pelo carácter que possui, quer por ser cigarra quando o que precisamos é de formigas.

 

Pedro Bazaliza
Convidado Especial

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Domingo

por João Távora, em 18.06.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».


Palavra da salvação

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Triste destino, trágico fado

por João Távora, em 15.06.17

A porca.jpeg

Pensar que é só no futebol que se estabelecem relações promiscuas e tráficos de influências para obtenção de vantagens evitando as regras e os canais institucionalizados seria uma ingenuidade. Para já, a reversão de 50% do capital da TAP para o Estado permite a distribuição de mais uns cargos pelos amigos do regime, e a família de Carlos César é apenas a ponta do iceberg de uma cultura de paternalismo e dependência de que não nos conseguimos libertar. O chico-espertismo perpassa de geração em geração. Por isso adjectiva-se a ética de “republicana”: é uma ética esvaziada, dependente e servil, condicionada pela casta que dela se apropriou e se perpetua na orla do poder, com a mão na malga para sorver do grande tacho, qual caricatura do antigo Rafael Bordalo Pinheiro.  Neste Portugal eternamente socialista pouco valor terá o mérito, o engenho e a iniciativa que estão condenados a ser vistos pelos olhos mesquinhos da inveja e do cobrador de impostos. Afinal a glória tem sempre um atalho, é alcançável com um mero telefonema ou um email dirigido à pessoa certa. Com as relações certas. Por isso estamos condenados à pobreza e à pedinchice. Triste destino, trágico fado o nosso.

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A vida bloqueada num ecrã de 4 polegadas

por João Távora, em 13.06.17

telemoveis.jpg

Leio hoje no jornal i que, segundo um estudo do projecto FAQtos desenvolvido no INOV – INESC do Instituto Superior Técnico, a maioria dos jovens portugueses desde os 10 anos já têm telemóvel. Responsável pela educação de quatro filhos em que se inclui uma criança dessa idade, confesso que esta noticia me choca. Acontece que procuro remar contra essa maré até ao limite das minhas forças pois tenho para mim que este fenómeno significa um retrocesso civilizacional com consequências incalculáveis para o desenvolvimento humano das novas gerações. Um dia destes na televisão ouvia um professor de educação física reclamar como, após finalmente instalada uma oferta de infra-estruturas desportivas por todo o território nacional, aqui chegados se tornava cada vez mais difícil seduzir os jovens para a actividade desportiva; de como ele nos últimos vinte anos testemunhava uma mudança radical na paisagem dos recreios escolares: daquela antiga em que os alunos povoavam todos os espaços possíveis improvisando campos de futebol com balizas feitas com as mochilas, à dos nossos dias em que a grande maioria se entretém nos intervalos e horas vagas solitariamente a consultar o seu telemóvel.

Quem conhece as potencialidades de entretenimento (de alienação) dos modernos dispositivos, com jogos e aplicações espantosamente atractivos e viciantes sabe bem o potencial nefasto que eles significam para as crianças incautas. Uma alternativa à relação com a realidade e às relações humanas com as suas frustrações naturais, que assim são substituídas por "realidades alternativas" e relacionamentos virtuais, superficiais, ilusórios. Sei que mais tarde ou mais cedo terei que ceder às expectativas do miúdo, que anseia por ter um telemóvel como se isso significasse a sua redenção e a sua passagem para o mundo dos mais crescidos. Mas antes disso acontecer, cabe-me limitar-lhe tanto quanto possível os potenciais danos, permitindo-lhe o convívio com os amigos sem intermediação tecnológica: joguem à bola, brinquem com brinquedos, disputem videojogos em grupo, vejam filmes e partilhem leituras com os pais. Até ao limite das minhas forças. Temo muito pelo futuro destas gerações “mais bem preparadas de sempre” cheias de "tecnologia" mas que não sabem trabalhar num Excel nem nunca leram um livro.

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Um percurso

por João Távora, em 13.06.17

Aqui divulgo a minha entrevista belissimamente conduzida pelo André Dores, para a rubrica "Conversas do Caldas" da "Folha CDS". Foi há mais de quarenta anos que comecei a frequentar aquela casa.... como o tempo passa!

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Domingo

por João Távora, em 11.06.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n'Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».


Palavra da salvação.

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Onde estão os famosos muçulmanos moderados?

por João Távora, em 09.06.17

Não pode deixar de causar-nos profunda consternação o facto que sucedeu na quarta-feira quando os jogadores da selecção da Arábia Saudita num confronto da fase de qualificação para o Mundial 2018 com a Austrália em Adelaide desrespeitaram ostensivamente o minuto de silêncio em memória das vitimas (duas delas eram australianas) do ataque terrorista sucedido no dia anterior em Londres. Curioso como a realização da TV evita cirurgicamente transmitir essas desconcertantes imagens, focando-se nas bancadas e em ângulos em que a câmara apenas capta os jogadores australianos. Curioso que esta foi uma atitude tomada pelos jogadores por sua livre vontade, dado que a cerimónia estava combinada entre a organização e as respectivas federações. Não seria a intenção dos jogadores sauditas corresponderem às expectativas dos seus compatriotas que seguiam a transmissão em directo?
Até quando no ocidente vamos enfiar a cabeça na areia como as avestruzes e contar que os "muçulmanos moderados" sejam complacentes e evitem o confronto com a nossa civilização? O pior cego é aquele que não quer ver.

ausralia.jpg

 

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Domingo

por João Távora, em 04.06.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João


Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».


Palavra da salvação.

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A irmandade

por João Távora, em 01.06.17

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Quis o destino e os meus pais que eu tivesse crescido com um irmão e três irmãs. Não sendo eu o mais velho, quando era pequeno sentia a obrigação de ajudar a tomar conta desse rebanho caótico em que nos tornávamos nas nossas idas ao jardim Zoológico, à Feira Popular ou de comboio para uma praia da Linha do Estoril com a minha mãe. Sorte a nossa, apesar de franzina como era, ela não deixava os créditos em mãos alheias, e hoje estou em crer que foi com a ajuda de mão divina nunca apanhámos mais do que um pequeno susto nas nossas múltiplas expedições de lazer. E lembro-me bem como ela tinha de negociar duro com o motorista para viajarmos os seis num só táxi, num tempo em que não se usavam cintos de segurança. 

Deus plantou quatro irmãos na minha vida, e no princípio eram eles os principais povoadores do meu mundo de brincadeiras e ajudavam a relativizar os sucessos e frustrações vividos fora de casa. Éramos cinco, conhecidos pelas outras casas da família pelos “Abrantes”. Todos em escadinha, pouco mais de um ano diferença entre cada um, não me perguntem como, mas cabíamos num Volkswagen carocha com o meu pai ao volante e a minha mãe com a mais pequena ao colo no lugar do morto. Foi nestes preparos que viajámos algumas vezes para férias de Lisboa para Milfontes. Os meus irmãos eram o barulho à minha volta, o choro e o riso, horas e horas de brincadeiras, provocações, lutas e disputas que preenchiam o imenso tempo livre que tinham as crianças do meu tempo. Mas foram os tempos difíceis de uma crise complicada que vivemos a seguir ao 25 de Abril que nos obrigaram a crescer mais depressa e nos entrelaçaram para sempre. Por essa altura a treinar a democracia em casa, habituámo-nos a dizer uns aos outros o que nos passava pela cabeça – a sinceridade é um perigo - e foi devagarinho que a vida cuidou, com algumas zangas de premeio, de nos ensinar a preservar melhor os espaços de cada um. Mas julgo que foi também por causa dessa cumplicidade excessiva que os nossos conflitos sempre se resolveram, com a ajuda do tempo e com pedidos de desculpas, mais ou menos hesitantes, mais ou menos a contragosto. Ao contrário do que nos querem fazer crer os versos e as fotografias idílicas partilhadas nas redes sociais ontem no “Dia dos irmãos”, desconfio que ser irmão é das coisas mais difíceis que existem: se na infância a nossa “fraternidade” lúdica era muitas vezes interrompida por zaragatas épicas, com a adolescência e mais tarde na idade adulta, o nosso olhar, mesmo que inocente, começou a conter o peso da nossa história e as suas susceptibilidades. Se a relação chegada entre irmãos é tida como o modelo para a solidariedade entre as pessoas, é dessas relações que sempre nasceram discórdias de dimensão bíblica – veja-se o caso de Caim que se deixou dominar pela corrosão do ciúme e da inveja, assassinando cruelmente o seu irmão Abel. Ser irmão é um regime muito perigoso e desafiante: convivemos descaradamente no ninho, perdemos a cerimónia enquanto nos cresciam as penas, vemo-nos por dentro uns aos outros – somos feitos da mesma massa. As zangas quando acontecem são brutais. Ser irmão fora dos tempos de crise que nos une em entreajuda, exige um particular cuidado e sensibilidade.
Mas há uma atracção fatal que nos mantém unidos, e quando nos encontramos os cinco, somos bem mais do que testemunhas das décadas que nos vêm atropelando e desgastando. Certo é que todos somos parte integrante do que cada um se fez e do rumo que tomou. E que esse sentimento de pertença nos leva a marcar presença e dizer “pronto” sempre que  surge alguma urgência ou aflição - o amor às raízes acaba por falar mais alto.

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Do tempo novo

por João Távora, em 30.05.17

(...) Os críticos de Passos ainda não perceberam o que se passou: Costa descobriu um novo “arco da governação”, que lhe permite fazer o que é preciso para manter a correr o dinheiro do BCE, e ainda por cima com “paz social”. O PSD e o CDS não fazem greves, não marcham nas ruas, não inspiram bloqueios no Tribunal Constitucional, nem existem na televisão, a não ser através daqueles “comentadores de direita” que, por acaso, até apoiam Costa. Na medida em que não servem para criar “conflitos sociais”, o PSD e o CDS também não servem para garantir “paz social”. Para que quereria Costa a sua ajuda? Para fazer “reformas estruturais”? Mas quem precisa de reformas, quando o BCE dá dinheiro e o turismo alegra as ruas?

 

Rui Ramos no Observador aqui na integra

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Domingo

por João Távora, em 28.05.17

Conclusão do santo Evangelho segundo São Mateus


Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».


Palavra da salvação.

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Lisboa antiga

por João Távora, em 26.05.17

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 Muitos blogs têm desaparecido nos últimos anos - na semana passada operei uma limpeza na barra lateral donde apaguei umas boas dezenas de links "mortos" - mas o facto é que ainda os há com muita qualidade. É o caso do Paixão por Lisboa (cujo autor AC não consegui identificar) que descobri há dias, e que é um manancial de boas fotografias antigas das paisagens, ruas e edifícios que reflectem a história desta minha cidade sempre em transformação - infelizmente nem sempre pelos melhores caminhos - imagens quase sempre bem legendadas reflectindo apurada pesquisa e investigação. Boas razões para uma atenta visita periódica.

 

Fotografia Paixão por Lisboa, com a devida vénia.

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O terror outra vez (2)

por João Távora, em 23.05.17

Sim, a ilusão da bondade do multiculturalismo é um erro tornado irremediável de há muito no ocidente europeu, e não existem soluções fáceis para resolver a desconfiança que legitimamente possa haver para com as comunidades islâmicas. Pela simples razão que a nossa civilização está fundamentada no primado da lei e não se podem expulsar emigrantes ou os seus filhos simplesmente porque se desconfia deles ou porque não nos agrada a sua cor da pele, os seus costumes ou religião. Haverá algum caminho a fazer no que respeita à intransigência para com quantos afrontem as nossas leis e costumes mas isso não resolve o problema da fragilidade da nossa sociedade liberal face ao terrorismo. Sim, estamos metidos num grande sarilho.

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