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Neste escândalo da Associação Raríssimas, que é uma assustadora radiografia do nosso atraso sociocultural, o que mais me choca não é a arrogância e os actos de abuso de confiança evidenciados pela sua presidente, a D. Paula; mas a passividade dos colaboradores e dos Órgãos Sociais durante anos a fio perante tais factos. Tudo demasiado plausível... Triste sina a nossa, sempre reverentes e obrigados.

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Domingo (2º do Advento)

por João Távora, em 10.12.17

Diogo_de_Contreiras_-_Pregação_de_São_João_Bap

Pregação de São João Baptista de Diogo de Contreiras actualmente no MNAA

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

 
Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Está escrito no profeta Isaías: «Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». Apareceu João Baptista no deserto, a proclamar um baptismo de penitência para remissão dos pecados. Acorria a ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. João vestia-se de pêlos de camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. E, na sua pregação, dizia: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu baptizo-vos na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo». 


Palavra da salvação. 

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A luta pela liberdade

por João Távora, em 09.12.17

lisbon_santuario-cristo-rei.jpg

Não deixando de ser um assunto de suprema importância, a temática da gestão da contabilidade do país, mais décima, menos décima de déficit, mais décima ou menos décima de crescimento, não pode monopolizar da discussão política nacional. O pudor, se não vergonha, assumida nos tempos mais recentes pelos partidos da direita no que refere a uma perspectiva ideológica distintiva sobre as reformas preconizadas para um resgate do País do atoleiro em que vivemos imersos, vem empobrecendo o debate político, tornando-o árido e desmobilizador. É assim que se vai tomando como natural a prevalência da mensagem das esquerdas radicais, que aproveitam o vazio do contraditório ideológico para fazer vingar a ideia da fatalidade dos portugueses viverem submissos a um Estado omnipresente que com o seu centralismo sufoca a sociedade civil nas suas mais diversas formas de afirmação.

Sob este ponto de vista, parece-me fundamental que os partidos da direita (nomeadamente o meu CDS) assumam um discurso que saiba honrar as suas tradições liberais e conservadoras, promovendo as suas próprias reversões, recuperando causas que foram sequestradas pelo despotismo do unanimismo progressista imperante, atrevendo-se mesmo nas questões de costumes, mesmo que se afigurem de difícil afirmação. A redução do Estado a funções subsidiárias, a liberdade de ensino, a soberania e a identidade nacional, a família natural e o valor absoluto da vida, a valorização do território, a “descentralização” administrativa e ideológica na convocação da sociedade civil, são Causas que parecem utópicas mas que são bandeiras alternativas ao estaticismo imperante, na prática e no discurso. Estou convencido que a coerência aos princípios próprios, mesmo que contra o discurso politicamente correcto promovido pelos media institucionais, ganha pontos, se não imediatos, a prazo.

-------X--------

Passei ontem o dia entre amigos numa comunidade católica do conselho de Almada, o Vale d’ Acór, que, liderada pelo Pe. Pedro Quintela, há mais de 20 anos instituiu um projecto de tratamento e recuperação (repito, re-cu-pe-ra-ção) de toxicodependentes com base numa terapêutica fundada em Itália, o “Projecto Homem”. Por lá passaram ao longo do tempo, com mais ou menos sucesso, centenas de rapazes e raparigas com problemas graves de adição, muitos deles que após um duro processo terapêutico e de reinserção são hoje pessoas válidas na sociedade, protagonistas anónimos das suas próprias vidas. Triste foi constatar que, passados estes anos, esse projecto terapêutico se encontra ameaçado pelos programas de drogas de substituição e pela resistência do serviço nacional de saúde indicar este tipo de profilaxias aos utentes que nele pretendem ingressar, porventura mais dispendiosas e de resultados estatísticos mais atractivos. Ouvi um testemunho de um rapaz em sucessivas entrevistas no CAT foi insistentemente desaconselhado a integrar aquele programa no qual tinha intenção de aderir por já o conhecer numa experiência anterior. É triste constatar como alguns daqueles rapazes e raparigas que em tempos violentamente se confrontaram com o fim da linha, e que a contragosto ingressaram e estoicamente lutaram contra os seus fantasmas e fraquezas no duro programa terapêutico que lhes prometia a recuperação da dignidade duma pessoa livre, se fosse hoje, seriam convidados pelo Estado para um indigno perpetuar de uma vida humilhante de dependência e infantilização, que são os programas da metadona.

O que é que este parágrafo tem a ver com o assunto abordado nos anteriores? Tudo: a luta pela liberdade tem de ser a nossa maior Causa.

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(...) Por delicadeza e decoro, escuso-me a reproduzir aqui o que, estou certo, o Fernando Relvas diria, se pudesse, ao receber os pêsames e o profundo lamento de V. Exa. Mas V. Exa., vate medalhado, não terá dificuldade em chegar lá, mesmo tratando-se de vocábulos que não fazem parte do léxico culto de V.Exa.

Queira pois V.Exa meter o voto de pesar onde melhor lhe aprouver.

 

A ler na integra a carta aberta de Viriato Teles ao Ministro da Cultura Dr. Luís Filipe de Castro Mendes aqui.

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Na mesa do lado

por João Távora, em 05.12.17

Há já alguns anos conheci o Duarte Calvão, que como fundador remanescente se assume como o Francisco Balsemão do Corta-fitas com os seus insondáveis mas expressivos silêncios, a escrever sobre gastronomia no Diário de Notícias. A comida, a políticas e o futebol foram factores que estimularam a nossa amizade, e se hoje sei que a política lhe causa um visível enfado e desilusão (desde logo patente nos seus comentários ausentes), o mesmo não se passa com a gastronomia, tema em que o Duarte foi reforçando a sua respeitável autoridade. Vem isto a propósito do bem-sucedido blog Mesa Marcada onde podemos apreciar os seus textos sempre sedutores, como é exemplo este sobre a moda das algas na dieta ocidental e a falta que nos fazem umas guelras para descobrirmos a magia dos sabores marinhos

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Domingo (1º do Advento)

por João Távora, em 03.12.17

advento.jpeg

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!». 


Palavra da salvação. 

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Viva Portugal!

por João Távora, em 02.12.17

Publlicado originalmente aqui

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Domingo

por João Távora, em 26.11.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’. E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna». 


Palavra da salvação. 

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Um justo tributo, no local certo

por João Távora, em 24.11.17

pedro_rolo_duarte.jpg

Apesar de ser muito crítico com a classe sempre gostei de jornalismo, e (talvez por isso) aprendi a seguir e gostar de alguns jornalistas. Hoje, com a brutalidade a que não nos conseguimos habituar, fomos surpreendidos com a morte de Pedro Rolo Duarte, cedo de mais como sempre acontece com aqueles que admiramos. Jornalista e cronista que desde os tempos do Independente acompanhava, tenho para mim que o Pedro Rolo Duarte pugnava por um raro zelo na isenção. Além das afinidades musicais, aproximou-nos (virtualmente) o papel preponderante que teve nos anos mais recentes no acompanhamento dos blogs e dos blogers, movimento de que a determinada altura foi especialista e especial patrocinador. Que Deus o tenha na sua infinita Graça.

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Domingo

por João Távora, em 19.11.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’». 


Palavra do salvação. 

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Uma questão de decência

por João Távora, em 18.11.17

Casa Real.jpg

Não entendo a Chefia de Estado Real como constituindo um privilégio, antes pelo contrário. Onde existem dinastias historicamente legitimadas, e não sendo o cargo executivo, não vejo qualquer imoralidade no facto dos reis não serem sufragados pelo voto - vê-se bem por essa Europa afora a sua importância e o sucesso do modelo que persiste e se adapta nos países mais desenvolvidos. Mas é evidente que para a consumação em Portugal deste desígnio, a instauração da monarquia, a democracia tem que imperar organicamente na sociedade, através de uma participação activa das múltiplas comunidades na rés-publica. Esse é o problema: não acho que no meu País a democracia, a sociedade portuguesa e as suas instituições, no actual quadro constitucional, sejam suficientemente representativas e participadas (evoluídas) para acomodar uma Chefia de Estado hereditária. Seria um presente envenenado, um convite à insurreição. Mas isso não me demove um milímetro de me dedicar de corpo e alma à Causa Real para apoio à Casa Real Portuguesa para que ela perdure depois de mim, antes pelo contrário. Por uma questão de decência e... amor à Pátria que é legado dos meus avós.

 

Fotografia: Nuno Albuquerque Gaspar 

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Sobre o regresso à decência

por João Távora, em 17.11.17

(...) O feminismo vive num momento histórico fascinante, porque mais cedo ou mais tarde vai ter de admitir que um regresso ao pudor e à discrição será a grande conquista das mulheres e dos homens interessados na diminuição dos casos de assédio e violação. Não, não se está a pedir o regresso ao tempo da abstinência e da diabolização do sexo antes do casamento. Pede-se outra coisa: quem educar as filhas e sobretudo os filhos no pressuposto de que o sexo só faz sentido num contexto de amor não pode continuar a ser visto como “moralista” ou “retrógrado”; deve ser visto, isso sim, como alguém preocupado com a decência.

 

Henrique Raposo a ler na intergar aqui

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(...) Esta greve dos professores teve o mérito de nos recordar como é diferente a “bolha” em que vivem aqueles para quem este Executivo tem governado – as corporações que vivem do Estado ou à sombra do Estado – e adura realidade dos que têm que fazer pela vida e pela criação de riqueza. (...)

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Pôr a língua portuguesa na moda

por João Távora, em 14.11.17

Há algum tempo abriu ao lado da minha casa em S. João do Estoril um cabeleireiro que se vende com grande letreiro na montra dizendo "Nails & Depil" - tem manicura e faz depilação. Agora, perto da estação há um novo barbeiro que se anuncia como "hairdresser" e "barber shop". No ginásio que frequento quase tudo é anunciado em inglês inclusive os exercícios (praticar Cycling a seguir a beat e fazer push ups), termos que por preguiça ou simples possidonice não são expressos em português. E desenganem-se os cândidos que equiparam esta praga aos antigos francesismos e a certos anglicismos que sempre foram adoptados por necessidade da língua acolher novos conceitos: o que se passa nos nossos dias é a substituição paulatina de designações existentes em português pelas suas correspondentes em inglês. 
É urgente fezermos frente a esta bimbalhada moderninha que vai tomando conta disto e nos faz sentir estrangeiros na nossa terra. É importante a militância pela língua portuguesa. 

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A Avenida da Liberdade em 1905

por João Távora, em 10.11.17

2017-11-09 17.42.50.jpg

Magnifica litografia de João Christino com uma perspectiva para mim inédita da Avenida da Liberdade em 1905 que fotografei ontem da exposição patente na Biblioteca Nacional. Nela, entre uma bulíciosa mistura de calhambeques, cavaleiros, charretes e ciclistas, vê-se claramente no primeiro quarteirão à esquerda o prédio nº 232 (o quinto) que foi a casa dos meus avós que ainda frequentei.

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1917 - 2017

por João Távora, em 07.11.17

O poder foi a única paixão comunista. Para o conquistar ou preservar, os comunistas estiveram dispostos a tudo. Pactuaram com os nazis, negociaram com os americanos, adoptaram até o capitalismo (na China, por exemplo). Houve só uma coisa a que os regimes comunistas nunca se adaptaram: a democracia liberal. A pluralidade, a discussão, a alternância, o império da lei eram naturalmente incompatíveis com a sua concepção de um Estado absoluto e “científico”. E foi o encanto desse poder e a ilusão das suas possibilidades que desde 1917 predispuseram tanta gente a fechar os olhos à verdade e a deixar-se “enganar”. Não nos enganemos nós, portanto, sobre o verdadeiro encanto do comunismo soviético, porque se o objecto desse encanto morreu, não morreu a predisposição da humanidade para se deixar encantar.

 

Rui Ramos a ler na integra aqui

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Independência ou morte

por João Távora, em 06.11.17

Não estará na hora de se iniciar um movimento que restaure a independência de Portugal face à “Republica Portuguesa” que de ano para ano mais parasita os portugueses para alimentar e promover as oligarquias com reposições e progressões automáticas?

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Assédio

por João Távora, em 06.11.17

(...) A alternativa do politicamente correcto, agora, é carregar escolas e profissões de polícias do “machismo”. Mas quem policia esses polícias, uma vez que ninguém, nem mesmo campeões públicos do feminismo como Weinstein e Stafford-Clark, parece estar acima de suspeita? Mais: que fazer, quando ninguém parece saber exactamente onde estão as fronteiras? A “libertação sexual” não foi o fim da história, como se vê pela confusão actual. Mostrar interesse já é “assédio”? Quando é que “não” significa “não”? O que é “consensual”? Uma relação em que uma mulher se conforma com o comércio sexual apenas para promover a sua carreira de actriz – é consensual? Talvez fosse mais eficaz associar novamente o sexo à responsabilidade, e não apenas ao hedonismo. Mas para isso, teríamos de nos libertar de uma “libertação sexual” que fez do sexo tudo e ao mesmo tempo nada, ao ponto de deixar passar toda a espécie de equívocos e de violências.

 

Rui Ramos a ler na integra aqui 

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Domingo

por João Távora, em 05.11.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus 


Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 


Palavra da salvação. 

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O regime simplificado

por João Távora, em 02.11.17

O Orçamento do Estado para 2018 poderá assim ficar na história por ter agravado os impostos e complicado um dos mais simples regimes de pagamento de impostos, o regime simplificado de IRS onde está o emprego mais instável, desprotegido e inseguro do país. Em geral imagina-se que quem está neste regime são médicos ou advogados que ganham fortunas. Esses poderão rapidamente resolver o problema constituindo uma empresa, se não a tiverem já.

A política orçamental sempre foi gerida a pensar nos dois grandes “mercados” de eleitores: os funcionários públicos e os pensionistas. Mas as medidas para agradar a estes segmentos, que garantem vitórias eleitorais, aconteciam perto das eleições. O problema, com o actual Governo, por causa da necessidade de apoio dos partidos que o suportam, é que tem de estar em constante conquista eleitoral. Alguém paga a factura.

No próximo ano, caso o regime simplificado de IRS acabe, pelo menos parte da conta é suportada pelos recibos verdes, os empregados que são os precários dos precários, que não têm sindicatos nem são um grupo homogéneo capaz de se organizar e manifestar. É ciência eleitoral aplicada à política orçamental de forma admirável.

 

Artigo de Helena Garrido a ler na integra aqui

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