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Mme Constance de la Palisse

por João-Afonso Machado, em 16.10.17

Também tinha sido muito mais fácil as populações das terras atingidas pelos incêndios terem ido para férias e não verem as suas vidas e bens destruidos pelos fogos.

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Os"meios aéreos" chegam amanhã e a chuva também

por João-Afonso Machado, em 16.10.17

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Na minha última ida à Lousã, há dois anos, vendo o cerrado do arvoredo na serra, não pude deixar de pensar naquela pobre gente, em caso de incêndio...

O dia fatídico chegou ontem. Aliás a todo o Centro e parte do Norte deste desgraçado país de comissões e relatórios, que Costa "quer" à viva força passe das palavras aos actos.

Tal não acontecerá. Este é o cantinho de uma Ministra a bastar-se com o aspecto suado de quem vem de apagar um fogo onde nunca esteve; dum CIRESP, Protecção Civil & Cª já encerrados, pensando que estes desastres obedecem aos calendários oficiais; e de um 1º Ministro que até na tragédia aproveita a oportunidade da propaganda política, incapaz de uma expressão compungida, ao menos.

Parece, entretanto, um importante melhoramento vem aí, para ser "implementado" no combate às chamas - a chuva.

 

 

 

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O «autoritário» Rio

por João-Afonso Machado, em 10.10.17

A coisa parece começar a tomar forma, e o futuro do PSD há de evoluir entre Santana Lopes e Rui Rio.

Quanto ao primeiro, quase apetece citar a célebre boutade de Luis Filipe Meneses, não fora a circunstância de este não ser citável e o assunto dar pano para mangas. Digamos apenas - Misericórdia! Deixem-no (a Santana) lá.

Mas no tocante ao segundo, a questão afigura-se bastante mais interessante. Muita água correrá ainda debaixo a ponte do dito Rio. Por ora, uma nota somente: os comentários já produzidos pelos iluminados do costume acerca da seu «autoritarismo social».

O que isso é, ao certo não se sabe. Eventualmente alguma semelhança com Sá Carneiro, sempre independente, o qual, não indo o partido como ele achava dever ser, punha logo o seu lugar à disposição.

Mas se isso é «autoritarismo», nada a opor. Pelo menos quando o cotejamos com o autoritarismo da Esquerda, lembrando tanta gente desde Trotsky até ao coitado do Seguro.

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Se a ideia é essa, Passos passou-se

por João-Afonso Machado, em 27.09.17

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Fomentar e manter uma candidatura ridícula, que lhe trará o pior resultado eleitoral autárquico de sempre, no Porto, parece de um tontinho. Mas será que Passos Coelho prevê um empate entre Moreira e Pizarro e planeja, a posteriori, colocar-se ao lado deste, dar-lhe umas palmadinhas na vereação e na Assembleia Municipal, para combater a Geringonça a partir de tal aliança na segunda cidade do País?

Se assim for, valha-nos depressa a N. S. dos Congressos... 

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Uma greve fascista

por João-Afonso Machado, em 14.09.17

Mesmo acompanhando os noticiários só de relance, deu para perceber que aqueles enfermeiros espalhados pelo País inteiro, em greve e vigília, não eram comunistas. Falta ali qualquer coisa: os controleiros, os megafones, a costumeira agressividade. Os enfermeiros têm as suas razões, se calhar têm toda a razão, parece que se sentem insultados pelo Ministro da tutela e dispõem ainda de Costa a fazer troça deles.

Por isso é que Costa, devidamente escoltado pelo PCP, tenta resolver o problema negociando com um único sindicato, por acaso afecto à CGTP, por acaso desapoiante da greve.

É o supremo paradoxo: as tropas de Arménio Carlos não promovendo manifestações anti-governo, o PS valendo-se delas, de olhos postos (todos) na aprovação do OE.

Poder, a quanto obrigas!

 

 

 

 

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Os bombeiros de S. Bento

por João-Afonso Machado, em 18.07.17

António Costa, há dois dias, onde mais um incêndio desvastava um território inteiro, envergando o seu colete salva (-outras-) vidas explicava à gentinha que o cercava se o fogo destrói uma casa em um minuto, são necessários muitos mais para a reconstruir. E por isso... (Seguiu-se aprimorado rol de promessas a serem concretizadas nesse minuto que ainda não se vislumbra).

Talvez as pessoas nunca tivessem lembrado essa inevitabilidade das «ignições». Talvez ficassem agradecidas a Costa pela sua argúcia, pela sua lição. Talvez acreditassem nas suas promessas de um mundo melhor.

Mas evidentemente tudo ficará na mesma. A começar pelo perdulário CIRESP, como vamos constatando na televisão. Hoje, no Portugal inteiro, apenas uma diferença releva - o PCP não reclama a cabeça do 1º Ministro.

E, bem vistas as coisas, Costa vale o que vale - e nada vale - porque Passos Coelho e Assunção Cristas valem menos ainda. Aqui d'El-Rei, quem nos acode?!

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Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 09.07.17

NA CONSTITUIÇÃO.jpg

Não se fale mal da escuridão das ruas do Porto. Das suas paredes sem brilho, daquelas casas tristes de falar mudo. Há figuras a colori-las nos mais diversos tons. Por exemplo, o cor-de-rosa. De cima a baixo, da cartola aos sapatos brancos, com flor na lapela a condizer. A gente pensa e nada conclui.

Gigolo? Não, não dominava a pose. Pink Panther? Também não. Friz Freleng não a animaria assim. O tal dia do "orgulho gay"? Não fora divulgado e eles são pródigos em publicidade...

Quem seria? Não sei. Sei-o apenas nada incomodado com o espanto causado entre os transeuntes. Parecia esperar uma boleia. A seus pés uma saquinha de cartão carregada imagine-se lá com quê. Impávido. Honra lhe seja feita, era o sol que girava em torno de si, contrariando todas as certezas estabelecidas por Copérnico.

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Já vão rolar (inocentes) cabeças

por João-Afonso Machado, em 20.06.17

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Este é o País que temos. Melhor: que vamos mantendo. Mesmo sem a ajuda da jihad, bastando-nos a nós próprios, de drama em drama até à catastrofe nacional. Com a confluência dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco totalmente em chamas. E uma estrada, dita nacional, macabramente coalhada de carros e os respectivos ocupantes carbonizados, assim a modos de um filme americano de terceira extração.

Não tinham chegado ainda as perdas de vidas dos anos transactos. Os «pacotes» de medidas preventivas dos incêndios florestais, sabemos agora, continuarão mais este Verão nas gavetas dos ministérios.

Mas desta vez haverá responsabilização: António Costa já ordenou inquéritos severos e urgentes à GNR, à Protecção Civil, aos bombeiros e à imensidade de siglas em que o sistema se enreda. A culpa não é solteira, mas também não casou com ele. Com ele casou a Esquerda leninista-trotskista, e consta por amante o déficit. Diz a esposa atraiçoada que é alemão e trabalha num banco.

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Do lado certo da fronteira

por João-Afonso Machado, em 16.06.17

RECONSTRUÇÃO.JPG

Vê-se e sente-se, o Reino reorganiza-se e reconstroi-se longe das querelas sob árbitros e políticos corruptos. O Reino olhou-se ao espelho e não gostou das suas adiposidades de cores e formas. Eram aquelas mirabolantes edificações dos tempos opressivos do mau gosto, azuleijaria e arrebiques caindo como bombas nos povoados.

Nada como recuperar a estima própria e o respeito ou a admiração dos forasteiros. Afinal, está lá a limpidez dos rios e a força da pedra, a verdade pura das serras. Os monumentos e a paisagem. E turistas sinceros, buscando a estética dos lugares mais do que a frivolidade das praias.

O Reino quase se cinge ao Interior. Permanece muito em obras, imparável e meticuloso, como se tomasse o seu duche todos os dias. E no cafezinho da aldeia, entre duas partidas de dominó, os idosos conjecturam sobre Sócrates, Salgado e o Benfica - se a República terá a coragem de os julgar e condenar...

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Outro "erro de percepção mútua", este logo resolvido

por João-Afonso Machado, em 07.05.17

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Ana Catarina Mendes abriu a goela e quis tragar Rui Moreira para  um próximo sucesso eleitoral do PS. Um sufoco de que Rui Moreira não gostou. Com três ditos contundentes seus, os socialistas já forjavam à pressa um candidato próprio à Câmara do Porto.

(Interessante será constatar até onde irá Manuel Pizarro na sua campanha, auto-justificando-se e demarcando-se de Moreira... Se Louçã é exemplo, talvez avance pela tradição comercial da família do seu agora opositor...)

Todavia, e desde logo, - o alívio de quantos sofrem os males do monopólio partidário às Autárquicas. Mais a constatação de que o PS (pela voz da sua Catarina) quer eleitoralmente tudo ser, mesmo as candidaturas que se apresentam como independentes.

Depois, a noção de que a reeleição de Rui Moreira se afigura mais problemática (embora obra feita seja obra feita...), devido precisamente aos "carneirinhos" das urnas.

Finalmente, uma nota: o senhor do PSD (cujo nome não fixei) que anda por aí em campanha autárquica, bem podia repensar. O próprio PSD também. Não seria pior desistirem da candidatura, recomendando o voto em Moreira.

Mas, é claro, sem reivindicarem o segundo lugar na hierárquia da edilidade...

 

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"O Combate dos Chefes"

por João-Afonso Machado, em 24.04.17

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Uma maçada, a gente acorda logo de manhã massacrado pelas eleições francesas. Ao que parece um momento político muito nosso. (Pelo menos muito televisivamente nosso.)

Macron, Fillon, Mélenchon, Hamon, Le Pen. Preferiria Asterix, Obelix, Eautomatix, Ordalfabetix, Ielosubmarine. Também não se entendem mas são imensamente mais divertidos.

Em Goscinny e Uderzo, Aplusbegalix é o inimigo neste combate de chefes. O aliado dos romanos. Na União Europeia todos (menos os seus milhões de eleitores) se viram contra Marine Le Pen, xenófoba, racista, enamorada por Putin. Posssivelmente, duas histórias a acabar bem, outra vez, - uma cheia de humor, a outra de intriga e escandalo políticos.

Mas a já anunciada criação de uma «Frente Republicana» para «patrioticamente» derrotar os «nacionalistas» é uma equação de três incógnitas que os meus parcos conhecimentos de matemática nunca alcançarão. E, ou é de mim, ou a máquina de rotulagem política necessita ser substituida por uma nova,  destas que haverá jamais, modernas e isentas.

 

 

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Amigos amigos, negócios à parte

por João-Afonso Machado, em 11.04.17

Emmanuel Macron deu uma entrevista à televisão portuguesa. Parece que é, em França, o esperançoso candidato da Esquerda. Sem embargo, é claro, das suas parecenças com Passos Coelho, aliás reforçadas pelo seu elogio aos nossos esforços de recuperação económica no tempo da governação da coligação da Direita. Depois disso, referiu algumas banalidades sobre os EUA e a Alemanha, o Brexit, a Hungria e a Polónia, e falou do futuro. Do projecto europeu.

Aí foi subitamente claro. Mutualização da dívida? Jamais no que toca à do passado; apenas quanto à superveniente.

Ora, salvo melhor opinião, a dívida constituenda é inevitável, mas o elo de uma cadeia. Não apenas porque o Governo do amigo Costa continua sem forças para soprar o arranque da economia nacional, mas sobretudo porque (sem tais meios) urge criar dívida... para solver a dívida que vem de trás.

Com amigos assim, os socialistas portugueses não vão a lugar algum. A França, afinal, pertence à Europa do Norte. A dos ricos. Um desmancha-prazeres, este Macron.

 

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O Marco do Canelas

por João-Afonso Machado, em 05.04.17

Em suma, confrontado com o cartão vermelho que lhe foi exibido, agarrou a cabeça do árbitro, puxou-a para baixo e fracturou-lhe o nariz com uma joelhada. Avançado do F. C. Canelas, de sua graça de guerra - o Orelhas. A seu lado, não se percebe bem se a encobri-lo, se a acalmá-lo, o capitão da equipa, o Madureira - o Macaco, para os amigos.

Este, o chefe da claque portista; aquele, um seu fiel assessor. Ninguém sabe do que vivem exactamente (será do ordenado pago pelo Canelas?), mas vivem como proficientes gestores públicos.

Depois foi aquele andar engorilado do Orelhas à chegada ao tribunal, com o Macaco e outros que tal a escoltá-lo. E as declarações do seu advogado (no meu tempo, num "caso" destes, um advogado fugiria rapidamente a qualquer tipo de declarações...), a saída tranquila, adeus até qualquer dia, e a esperança nossa em que haja julgamento e condenação condigna.

Porque tudo isto é sinal de muito mais. E de que a Justiça não é cega mas anda de olhos fechados. O futebol é a política dos portugueses e, como tal, tende a tornar-se mais um território de impunidade. Acontece que eu gosto do F. C. do Porto, gosto de Portugal, gosto do azul-branco, que são as cores da "naçom" e da Nação, e não gosto nada desta mafiosidade permanentemente encavalitada nelas.

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E se ele tivesse falado em Ferraris?

por João-Afonso Machado, em 28.03.17

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Gostei do imortal dito do tal cavalheiro holandês - Jeroen Dijsselbloen - sobre a apetência dos europeus do sul para os copos e as mulheres. Ele saberá porque fala: do que assiste, quando tem tempo, nos fins de semana na sua terra; e do que não se percebe se já provou, ansiaria ter provado, ou não consegue provar - refiro-me à companhia de senhoras, é claro.

E gostei, até, pela onda geral de histeria que provocou. Provavelmente em Portugal apenas, ou sobretudo.

O mais é quase nada. Se adivinho onde o ratinho Dijsselbloen queria chegar, talvez fosse mais acertado falar em Ferraris e na CGTP.

Isto é: nos patos-bravos que transformaram em cavalos, cavalinhos e cavalões (de potência automóvel) os dinheiros - ditos "fundos estruturais" - caídos em Potugal para activar uma economia quase nula. (Vão lá 30 anos...). E no pagode sindical ao serviço da ideologia leninista, sempre implacável quando se trata de fazer qualquer coisinha mais além do horário.

De cima a baixo, na realdade, somos o que somos porque não queremos ser mehor. O irrequieto Djsselbloen (fora ser socialista) é o que é mas, principalmente, os holandeses são o que são.

E o noso estoico Costa continua - igual a si mesmo, sempre no seu melhor. Agora quer "varrer" o seu camarada... Como se não o fosse.

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Notas sobre a novela socratina

por João-Afonso Machado, em 19.03.17

Apontamentos soltos.

1. Sócrates tentou ontem citar Platão em Coimbra. O despropósito e o pedantismo são tais que apetece lembrar: historicamente foi o contrário, Platão é que citou Sócrates (o genuíno, o filósofo).

2. Pacheco Pereira, na última Quadratura do Círculo afirmou, alto e bom som, como cidadão não lhe restam dúvidas acerca das trafulhices de Sócrates. Presunção de inocência à parte...

3. O Procurador Rosário Teixeira tem cara de pessoa honesta. É daquelas impressões imediatistas difíceis de contrariar.

4. A comédia desempenhada pelos advogados de Sócrates na passada segunda-feira, quando em conferência (reproduzida pelas televisões) proclamaram "oficialmente" o fim do inquérito sem a acusação do seu patrocinado. Uma interrogação: quando as coisas forem a sério, isto é, quando chegarmos ao julgamento, quem representará na barra o "engenheiro"?

5. Enfim, a questão fundamental - e Santos Silva? Em que se consubstanciará a sua defesa? Confiada a quem? Assumirá ele a propriedade dos 30 e tal milhões que foram parar às suas contas bancárias?

 

A novela é apaixonante. E é muito mais do que isso. O futuro de Portugal tem bastante a ver com o seu desfecho. Já o "caso Freeport" poderia esclarecer o que é realmente a política portuguesa, mas Pinto Monteiro e Noronha Nascimento não deixaram. Oxalá (com Rangel fora da corrida) o nosso sistema judiciário seja finalmente independente e fiável.

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De regresso às "amplas"

por João-Afonso Machado, em 10.03.17

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Valia a pena esperar pela inevitável discussão parlamentar sobre o boicote à conferência de Jaime Nogueira Pinto (JNP), na FCSH da Universidade Nova, antes de dizer algo. Só para confirmar o remake.

Vão lá mais de 40 anos era assim a discursata comicieira. O 25/A trouxera as «mais amplas liberdades», mas essas amplas liberdades eram cerceadas à «extrema-direita». E quem era a «extrema-direita»? Obviamente, o CDS e o então PPD, ou quem estes partidos acobertavam. Foi necessário o 25 de Novembro, a iminência de uma guerra civil para pôr cobro a estes desmandos. A tanta tolice revolucionária.

Só agora, quatro décadas volvidas, o fenómeno se repete. À descarada... Mas, afinal, qual a mensagem de JNP?

Não sabemos. A Esquerda não deixou. Talvez fosse prudente e humana, não? Pergunta: porque Garcia Pereira e o seu MRPP, invectivarm explicitamente à morte dos... fascistas (creio eu...), em garridos cartazes, sem terem sido distinguidos com idêntica onda de horror?

A Esquerda é o que é. É assim. Basta proporcionar-se a oportunidade. Bastou Costa se lhe vender por 30 moedas.

A terminar: uma palavra de louvor pela tomada de posição da Associação 25 de Abril. Bem vistas as coisas, talvez ressurja nela o espírito do Grupo dos 9. Há males que vêm por bem. Será sempre oportuno as novas gerações tomarem o pulso a esses anos agitados da nossa História.

Ao perigo que sempre representou, e representa, o leninismo-trotskismo.

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Sócates e o "jesuitismo"

por João-Afonso Machado, em 02.03.17

Cavaco Silva não tem por onde se queixar: pôs-se a jeito, escreveu um livro que eu não vou ler e não tardou a levar a resposta. Como o assunto nem sequer vale delongas, ficou sem a última palavra.Coube esta a Sócrates, e Sócrates, em tais querelas, traga Cavaco como este talvez hoje já saiba deglutir uma fatia de bolo-rei.

Quer dizer: depois da entrevista do grande estadista da Covilhã a Judite de Sousa, nada mais houve a acrescentar. O assunto das quintas-feiras morreu ali.

Subsistiu um pequeno "apenas" -  a célere alusão do entrevistado ao «jesuitismo». Algo, aliás, que o próprio logo se apressou a amenizar, intentando traduzi-lo como sinónimo de perseguição, espírito inquisitório, hipocrisia.

Algo, enfim, -  a expressão - que a política portuguesa não ouvia seguramente há 90 anos. Desde os assumidamente jacobinos tempos da I República. Só porque Sócrates morre como os peixes - pela boca.

E só porque - enquanto a Companhia de Jesus educa e se solidariza com os desfavorecidos da sorte - a República e esta sua face (Sócrates) são e estão o que sempre foram na sua perpétua caçada. Preconceituosos e  rancorosamente persecutórios.

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Um PS antidarwinismo

por João-Afonso Machado, em 25.02.17

De algum modo, gosto de o ver alapado naquela cadeira, ele é o verdadeiro rosto do tagarelismo republicano. Ainda assim, os socialistas deviam ter vergonha.

E a História do seu Partido também, contada desde o maçonarismo antonioarnautsista à batota joãogalambista. Porque ao absoluto de um discurso (muitas vezes adverso à portugalidade) coerente e leal, sucedeu o imenso relativismo da verdade oportunista-revolucionária.

Traduzindo em titulares do segundo cargo na hierarquia do Estado, o de Presidente da Assembleia da República:

O PS pode invocar nomes como Henrique de Barros, Vasco da Gama Fernandes, Teófilo Carvalho dos Santos, Tito de Morais, Almeia Santos ou Jaime Gama. Aprecie-se ou não, gente de saber e compostura. Com maneiras, digamos assim.

Com a dignidade que não se vislumbra agora. O PS de Costa mugiu lá para cima Ferro Rodrigues - para um Olimpo onde não é suposto ruminar as palavras, mas desde o primeiro instante da "era Geringonça" lhe apetecia à boçalidade como o pasto ao bandulho vazio.

E o resultado está à vista, Recordem Almeida Santos ou Jaime Gama, por exemplo, e façam a comparação.

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Vem aí o Código da Percepção Mútua

por João-Afonso Machado, em 15.02.17

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Depois do Código da Conduta, o Governo de Costa (António) está compondo - e fará aprovar em cavalgada desabrida - o novo Código da Percepção Mútua. A tempo de o diploma entrar em vigor antes da deslocação do seu ministro Centeno ao Parlamento.

Assim o grande mago das Finanças ficará obrigado a intercalar três minutos de reflexão entre cada palavra proferida, bem meditada, nada comprometedora, totalmente imune a gaffes.

Será só por isso que Centeno voltará a titubear, a gaguejar e a dizer que não disse que tinha dito que não tinha dito. Sem margem de erros de percepção mútua.

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Eutanásia? Porque não?

por João-Afonso Machado, em 10.02.17

As Catarinas (Ocatarinetabellatchitchix) são, como os corsos do Asterix na Córsega, acima de tudo individualistas. O BE não estará seguramente tão preocupado com os doentes terminais em sofrimento, quanto em suscitar mais causas ditas «fracturantes».E acerta em cheio, a avaliar pela reacção dos auto-proclamados «defensores da Vida».

Ponto primeiro: se uma pessoa quer morrer, quem e porquê há de lhe tolher esse desejo?

Nunca percebi a posição da Igreja Católica - note-se bem: a Igreja onde inquestionavelmente me filio - ao interferir, por norma, em estas e outras questões do Direito Positivo. Até porque sai sempre a perder - a desinformação e a demagogia são triunfantes... - quer na contagem dos votos, quer depois na manutenção dos seus fieis.

Ponto segundo: a eutanásia envolve um "pacto" entre quem quer morrer e quem se predispõe a ajudá-lo nesse desiderato.

Ora, como longe vão os tempos em que aos barbeiros, de permeio, competia sangrar os doentes, assim distendendo as suas normais funções, o referido auxílio, não provindo de qualquer carniceiro, só poderá ser prestado por um médico. O célebre "juramento de Hipócrates" e a experiência e os escrúpulos do corpo clínico em geral - tudo já proclamou não se entusiasmar com a "proeza".

(A gente gosta de ir a um médico que nos acalente a esperança na vida; não aos que façam coro com o nosso desalento...)

No mais...

Ponto terceiro: no mais o tempo dirá. Dirá, provavelmente, que as Catarinas (Ocatarinetabellatchitchix) são somente umas tontas. Que legislar por legislar é, afinal, apenas gastar papel. Que o Direito Positivo bate a pala ao Direito Natural. Que há, naturalmente, um lugar nelas para guardarem as suas «causas fracturantes». E que era bom os portugueses percebessem, de uma vez por todas, isto tudo.

 

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