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Vem aí o Código da Percepção Mútua

por João-Afonso Machado, em 15.02.17

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Depois do Código da Conduta, o Governo de Costa (António) está compondo - e fará aprovar em cavalgada desabrida - o novo Código da Percepção Mútua. A tempo de o diploma entrar em vigor antes da deslocação do seu ministro Centeno ao Parlamento.

Assim o grande mago das Finanças ficará obrigado a intercalar três minutos de reflexão entre cada palavra proferida, bem meditada, nada comprometedora, totalmente imune a gaffes.

Será só por isso que Centeno voltará a titubear, a gaguejar e a dizer que não disse que tinha dito que não tinha dito. Sem margem de erros de percepção mútua.

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Eutanásia? Porque não?

por João-Afonso Machado, em 10.02.17

As Catarinas (Ocatarinetabellatchitchix) são, como os corsos do Asterix na Córsega, acima de tudo individualistas. O BE não estará seguramente tão preocupado com os doentes terminais em sofrimento, quanto em suscitar mais causas ditas «fracturantes».E acerta em cheio, a avaliar pela reacção dos auto-proclamados «defensores da Vida».

Ponto primeiro: se uma pessoa quer morrer, quem e porquê há de lhe tolher esse desejo?

Nunca percebi a posição da Igreja Católica - note-se bem: a Igreja onde inquestionavelmente me filio - ao interferir, por norma, em estas e outras questões do Direito Positivo. Até porque sai sempre a perder - a desinformação e a demagogia são triunfantes... - quer na contagem dos votos, quer depois na manutenção dos seus fieis.

Ponto segundo: a eutanásia envolve um "pacto" entre quem quer morrer e quem se predispõe a ajudá-lo nesse desiderato.

Ora, como longe vão os tempos em que aos barbeiros, de permeio, competia sangrar os doentes, assim distendendo as suas normais funções, o referido auxílio, não provindo de qualquer carniceiro, só poderá ser prestado por um médico. O célebre "juramento de Hipócrates" e a experiência e os escrúpulos do corpo clínico em geral - tudo já proclamou não se entusiasmar com a "proeza".

(A gente gosta de ir a um médico que nos acalente a esperança na vida; não aos que façam coro com o nosso desalento...)

No mais...

Ponto terceiro: no mais o tempo dirá. Dirá, provavelmente, que as Catarinas (Ocatarinetabellatchitchix) são somente umas tontas. Que legislar por legislar é, afinal, apenas gastar papel. Que o Direito Positivo bate a pala ao Direito Natural. Que há, naturalmente, um lugar nelas para guardarem as suas «causas fracturantes». E que era bom os portugueses percebessem, de uma vez por todas, isto tudo.

 

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El-Rei

por João-Afonso Machado, em 01.02.17

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O pior de tudo são os discursos. Por isso, o essencial apenas. D. Carlos, um rei amado pelos portugueses e o alarme em consequência generalizado entre os republicanos. A sua morte e a do Princípe Real. Traiçoeiramente baleados à Sua chegada a Lisboa.

Foi em 1908. Em 1921, no famigerado episódio da "camioneta fantasma", eram igualmente assassinados alguns dos principais fazedores da República. Quem se lembra deles, quem os chora ou sufraga?

A resposta a estas interrogações está em nós. Na Nação portuguesa. Não, não falo em titânicos lances históricos de bravura, sequer em alguma maçadora lista de valores e deveres pátrios pelos quais é forçoso morrer, se necessário... Disse - falo em nós. Nos nossos dias, ontem, hoje e amanhã. No muito que a pessoa do Rei nos segreda ao coração de opositores do Estado e dos seus próceres. Jamais em repúbica um presidente conseguirá (mas parece haver os que tentam...) o povo siga voluntariamente um ideal e se sacrifique por si mesmo. Por aquilo em que já não acreditamos - o nosso futuro, enfim. 

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A propósito de livros

por João-Afonso Machado, em 29.01.17

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Não sei se fará muito sentido divulgar num blogue um trabalho que se destina apenas a subscritores. Já na 2ª edição, sempre com todos os exemplares numerados, em conformidade com o seu adquirente devidamente identificado em lista integrante. Mas, de qualquer modo, aí vai:

Trata-se da correspondência de Camilo Castelo Branco, ao longo de quase 20 anos, com uma família minhota. Depois da descoberta de dúzia e meia de cartas inéditas do grande escritor, num arquivo em recuperação.

Por isso Memórias Redivivas. Porque elas eram já do filho de um dos correspondentes -  a quem Ana Plácido escrevia: «Camillo queria-lhe muito».

Não me limito a reproduzir cartas com uma ou outra nota de rodapé. Contextualizo-as, tento dar-lhes vida, restabelecer o diálogo (as outras fui buscá-las ao Centro de Estudos Camilianos...) entre quem as escreveu. Está lá o Camilo da ironia, do sarcasmo, do sofrimento, da gratidão. A relação de amizade vinha, senão da Maria da Fonte, pelo menos da boémia romântica portuense e anti-cabralista. Por isso estão lá, também, os seus amigos, a fidelidade e o empenho deles.

Talvez interesse aqui a ninguém. Ocorrendo alguma excepção, sempre acrescento: a 2ª edição está no prelo, a lista de subscritores vai aumentando... - procurem no Facebook o João Sem Terra, ele poderá adiantar algo mais.

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Afinal não descobriu a galinha dos ovos de ouro

por João-Afonso Machado, em 26.01.17

António Costa é assim. Com a mesma cara com que louva a sua «maioria parlamentar de esquerda», lança veneno sobre o PSD por lhe ter negado o voto favorável na pretensão de descer a TSU, em iniciativa - parlamentar -  dos seus parceiros - de maioria - contra essa mesma... descida da TSU. E, sempre com a mesma cara ainda, converteu o voto do PSD em voto contra o aumento do salário mínimo. E, e, e... geringonçando por aí.

Para isso, apareceu diante dos jornalistas com ares de beata ofendida com as «cambalhotas» do PSD. Como se a primeira cambalhota não fosse do próprio PS, antes de ser Governo e de «virar a página da austeridade» um feroz opositor à descida da TSU preconizada pelo Governo da coligação da Direita.

Entretanto parece que até se encontrou alternativa melhor: o fim dos pagamentos especiais por conta, de resto a mais feroz abordagem da pirataria tributária -o Estado a saquear, sequer esperando o contribuinte aufira rendimentos.

Seja como for, impunha-se uma tomada de posição do PSD. Já é tempo de Costa aprender a não «malhar na Direita» às segundas, quartas e sextas rogando-lhe amparo nas terças, quintas e sábados. Se escolheu o caminho da esquerda, que peça então à Esquerda o mapa emprestado.

E agora, provavelmente, - ou será que não? De Costa tudo se pode esperar... - vê-lo-emos menos tranquilo, já sem o assobiozinho regalado de quem recebe a féria certa à hora certa do mesmo dia, todos os meses. 

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Alguém empresta um dicionário da Porto Editora?

por João-Afonso Machado, em 17.01.17

Costa chama-lhes usualmente "Oposição", ao PSD e ao CDS. E "parceiros", ao PCP e ao BE. (Enquanto Manuel Alegre se comove e chora ao ver a Esquerda unida.) Num país normal, atento e informado, seria quanto bastava. Em Portugal não.

Em Portugal, os parceiros (PCP e BE) servem para votar contra a Oposição (PSD e CDS) e a Oposição pretende-se sirva para bombo de festa ou para - subitamente - acudir ao partido minoritário no Governo, quando os parceiros batem o pé e dizem não.

Tudo isto a flagrante propósito da "discussão TSU". Desce ou não desce? Creio bem, a abundancia dos argumentos dos economistas, a favor ou contra, são de momento o menos importante. Até por isto: Costa persiste em afirmar está tudo a correr pelo melhor.

E se está, está. Se não está, Costa mente e urge os portugueses se apercebam disso.

O ruído é imenso. Talvez a Oposição seja, no imediato, a grande perdedora por não votar ao lado do PS na "questão TSU". Tanto Passos como Cristas ficam a anos-luz da falácia e do descaramento de Costa, que já lhes lançou à cara a ignomínia toda. Mas não haja pressa! É de esperar o programa educativo do imparável ministro Brandão Rodrigues dê frutos e o eleitorado aprenda finalmente a distinguir (agora e nas urnas) a oposição dos parceiros do Governo.

Enquanto não, Costa continuará a jurar que os gatos são lebres. Mas, costuma dizer-se, à primeira quem quer cai, à segunda cai quem quer.

 

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O célebre debate e o que nada mudou. Homenagem a Soares

por João-Afonso Machado, em 09.01.17

Faz bem rever o inesquecível debate de há 42 anos entre Soares e Cunhal. Basicamente por duas razões.

A primeira porque nele se confirma o apego de Mário Soares ao pluralismo político, que é quase tudo da liberdade.

A segunda é a empedernida cegueira de Cunhal. Nessa altura, ainda a sua triunfal cegueira. Igualzinha à de Jerónimo de Sousa, se então fosse este o interveniente no debate. Uma cegueira sem hipóteses argumentárias - contra os factos há todos os argumentos, nem que seja apenas  o perpetuado (e revolucionariamente displicente) "Olhe que não! Olhe que não!".

Isto posto, Mário Soares terá muitos senãos mas este não é, seguramente, o momento do seu julgamento perante a História. Antes se trata agora de manifestar o respeito pela pessoa e pela memória de um homem que deixou a sua marca nos destinos de Portugal. Um republicano, laico e socialista que curiosamente foi à trincheira oposta (a nossa) buscar, para a chefia da sua Casa Militar, um general monárquico, católico e de direita, como o próprio se definiu.

Que descanse em paz!

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Prognóstico antes do jogo

por João-Afonso Machado, em 28.12.16

O grande vencedor político de 2016 foi, sem dúvida, António Costa. Não apenas sobreviveu - tornou-se popular. Está radiante, passeia por aí de mãos nos bolsos e um sorriso de gozo com todos nós, o sorriso de quem roubou um chocolate a todos nós e não foi descoberto. Porque, de resto, nada mais fez, além de reunir com o PC e o BE e participar regularmente nos seus próprios comícios. Em suma - acordos tacticos, muito teatro e a vidinha em dia. Sabendo que nunca será o que ainda ninguém se lembrou chamar-lhe - um estadista. (Com aquela expressão?!...)

Tentou - catastroficamente - falar a sério no Natal. Num jardim de infância laico, decorado a pais-natal para estimular o consumo. Nada disse, como é óbvio.

Assim chegámos a Marcelo. Na noite de Natal em visita solidária à Re-Food e aos seus beneficiários. A uma instituição que não esconde a imagem enorme de Nossa Senhora onde as câmaras televisivas se detiveram. A uma IPSS, um dos muitos espinhos cravados na garganta da Esquerda, como Marcelo bem sabe.

Não parece a Esquerda se escangalhe a si mesma e à "gerinçonça". Nem parece que a actual Oposição chegue para Costa. As gracinhas dos presentes no Parlamento revertem sempre a favor dele, com muito mais "parlapié" do que Passos ou Cristas. 

Mas a Esquerda e Costa já nada podem, diante a opinião pública, contra Marcelo. Em 2017, creio será o tempo de Marcelo deixar as alfinetadas da IPSS vs. jardim de infância laico e começar a dizer coisas mais sérias, claras e duras. Para além da economia e das finanças, até. Ou então Marcelo é esquerdista e a gente não sabia.

Um Ano Novo excelente, cheio de saúde, para todos!

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O menchevique e a social-democrata!

por João-Afonso Machado, em 12.12.16

O sentido crítico de Rui Tavares, na sua crónica de hoje sobre a Rússia, no Público, é notável. Lê-se e não se encontra com que discordar! Acresce um comentário seu, há tempos, no programa televisivo semanal, moderado por João Adelino de Faria, onde contracena com Adão e Silva e José Eduardo Martins - dizia então Rui Tavares, em resposta ao tweet de um espectador, «não era bolchevique, quando muito menchevique»...

Acresce um outro comentário que também ouvi na televisão, este de Ana Drago, confessando-se «social-democrata».

Antes e depois da queda do Muro de Berlim, a História do socialismo tem destas coisas espantosas. Antes - quando o reformismo era ainda e sempre «fascista», camuflagem «burguesa», aleivosamente «capitalismo» puro e duro. Depois - quando leninistas e trotskistas, estalinistas e maoistas, já incapazes de esconder a careca, tomaram as dores da liberdade e abraçaram as «causas fracturantes», a sua nova ferramenta para dar conta do modelo social que juraram fracturar: o nosso.

E incomodados com a presença da Direita (social-democrata ou democrata-cristã) no lugar certo do Personalismo, empurraram-na aos berros - sempre aos berros, revolucionariamente, - para a gafaria «neo-liberal». Subindo eles, como se o século XX não tivesse acontecido, ao galarim dos justos.

Para a Revolução, a verdade (e mesmo a realidade) é apenas circunstancial. A Esquerda não muda: maniqueista, exclusivista, expropriadora. Sempre aos berros.

 

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Bloqueios

por João-Afonso Machado, em 01.12.16

Ao contrário, se calhar, de como a maioria dos portugueses reagiu, fiquei encantado com a atitude do BE na visita do Rei de Espanha ao Parlamento português. Por tudo quanto ela evidencia.

Fica claríssimo o que vai nas ideias daqueles pobres de espírito que medem o seu democratismo pelos colarinhos desapertados ou pela despreconceituosa t-shirt e a barba de dois dias; daquela duzia de rabos que se ergueram do assento, entretanto, em sinal de pesar pela morte do ditador Fidel.

Quanto à patriótica justificação que apresentaram para o seu comportamento (a não elegibilidade do monarca), havemos de saber se os pablos iglesias todos, lá em Espanha, procedem assim também. E se, portanto, tem o BE invocáveis razões de "solidariedade anti-fascista".

Além do mais óbvio. A Constituinte espanhola de 1976 foi eleita democraticamente e democraticamente aprovou uma Constituição que consagra o princípio dinastico na chefia do Estado. Aos espanhois bastará por isso, caso o pretendam, rever a Constituição, fazer uma nova Constituição, e mandar embora a Monarquia.

Na certeza de que a Monarquia não arrastará, na sua queda, os milhares e milhares de vidas como Fidel tratou da saúde aos seus opositores.

(P.S. Na argumentação-tipo do fenómeno "esquerda", talvez não faltem aqui os comentários sobre a Guerra Civil espanhola e a ditadura franquista...) 

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Fidel à luz da Estatistica

por João-Afonso Machado, em 26.11.16

Ao longo dos seus 49 anos no poder, Fidel parece ter sido responsável pelo triplo das mortes - fuzilamentos, desaparecimentos, encarceramentos desumanos... -  imputadas ao nefando Pinochet.

Acresce outra circunstância: que se saiba, Pinochet não exportou tropas chilenas para guerras alheias; já Fidel enviou cubanos para Angola (onde combateram ao lado do MPLA) como quem avia charutos e cigarrilhas na tabacaria.

Qual o tamanho desta outra banheira de sangue?

Continuemos atentos à escrita do "livro branco" de Fidel. O happy end parece evidente - Fidel, um revolucionário romantico apenas. Com muitas mulheres na sua vida, ao invés de Pinochet, um nojento concupiscente.

Esta continua a ser a força da Esquerda. O seu maniqueísmo. Os maus estão sempre todos do lado oposto ao dela.

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A propósito de populismos

por João-Afonso Machado, em 14.11.16

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Estas manifestações anti-imigração, em si mesmo violentas e buscando sempre a agressão fisica - por um lado; o despudor de uns tantos gestores públicos em negócios privados com o Governo de Costa, sob o sorriso complacente do puritanismo comunista-trotskista - por outro:

Tudo me faz lembrar quão mais inteligente é o radicalismo da esquerda do que o de ("alegadamente"...) direita - enquanto este se sindicaliza nos ginásios, aquele ginastica-se nos sindicatos.

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O amigo ministro

por João-Afonso Machado, em 04.11.16

No passado fim de semana reencontrei um colega e bom amigo dos tempos da Faculdade. Evidentemente, o nome é aqui dispensável. Fica apenas a nota de esse colega e bom amigo ser ministro deste mirabolante Governo Costa.

Há muito aguardava a oportunidade. Entrámos logo em animada cavaqueira, sendo que eu novidade alguma tinha de mim, sempre monárquico, sempre arredio da política; e dele esperava me contasse o que fazia no tão mirabolante Governo Costa.

O meu colega e bom amigo confessou-se então da Esquerda. Nunca disso me apercebera! Da Esquerda, sim, mas «muito conservador em muitas coisas importantes»... E à minha interpelação se confiava na pessoa e nos méritos de Costa, respondeu logo afirmativamente. «Um péssimo candidato e um excelente 1º ministro!».

Deixei-o prosseguir.

Que eu esperasse «para ver». Por ora, tinham solto «mais uns trocos» - para o "povo"?, o "eleitorado"?, confesso não me lembro do termo usado; mas o déficite seria «rigorosamente cumprido», Bruxelas não teria de se queixar.

E a economia? - perguntei - arranca ou não arranca? «À custa de dinheiros públicos», não contasse eu com isso...

Fiquei esclarecido. Acrescento somente, o meu colega e bom amigo é um académico reputado, um incansável trabalhador e sempre viveu probamente. No debate parlamentar de hoje procurei especialmente avaliar a sua expressão. Ou mal o conheço, afinal, - mas ele até me pediu uns versos para o livro de curso!  - ou topei-o triste, abismado, sem posição no assento que o confortasse.

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Pedro Dias, o binómio cinotécnico e Schauble

por João-Afonso Machado, em 27.10.16

A Ministra da Administração Interna manifestou hoje o seu repúdio pelo reality show em que se transformou a caça ao homicida Pedro Dias, há quinze dias escapando por entre os dedos das forças da ordem. Tem toda a razão a Senhora Ministra. Até porque, com tanta reportagem in loco, Pedro Dias, ao acordar de manhã, há-de programar as suas proezas ligando a televisão e deslocando-se exactamente para onde lhe for anunciado que a zona está vaga de agentes políciais.

Mas o que quer a Senhora Ministra? Nós, portugueses, somos assim. Adoramos os westerns, particularmente os da nossa terra, com  o seu aparato, os militares encarapuçados, as shotguns e as machine guns, os binómios cinotécnicos, a iminência da detenção do malfeitor. Não fora isso, com toda a certeza, a Sra. D. Constança Urbano de Sousa não seria ministra pela razão simples de António Costa não a escolher para um Governo de que também nunca seria o 1º Ministro.

Bastaria os portugueses, em vez da coboiada, acompanharem a discussão do OE no Parlamento. Onde pontifica Costa, o homem que sabe mais do que Schauble mas não foi capaz de (há um ano) responder ao pobre Passos Coelho sobre, por exemplo, como orientar a reforma da segurança social.

Enquanto não..., não há de que reclamar.

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Ser socialista

por João-Afonso Machado, em 23.10.16

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A política espanhola há quase um ano está encravada, paralisada?

Não interessa. Como também não interessa, nas eleições determinadas pela impossibilidade de se formar governo, a votação em Rajoy tenha saído reforçada.

Um bom socialista não verga perante tais argumentos. Um bom socialista é um Costa qualquer, e tudo, menos um lugar de chefia, lhe assenta mal.

Sucede que a Espanha não é Portugal. Inventaram lá um Podemos que hoje se bate eleitoralmente quase de igual para igual com o PSOE. E o Podemos seria até um potencial fraternalíssimo aliado - quer dizer, algo a diluir no mais afeito aparelho digestivo do PSOE - não ocorresse a sua matriz independentista catalã. Algo com que o PSOE não pode e não quer - e não quer porque não pode perder peso político - pactuar, mas ameaça ir num crescendo de votos.

Por isso a agora - finalmente - anunciada viabilização do governo PP de Rajoy. Mal por mal, o mal menor, que umas terceiras eleições seriam, com certeza, um mal muito maior.

Ser socialista (lá e cá) é ser elevadamente assim.

 

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As quatro hipóteses

por João-Afonso Machado, em 17.10.16

Não esquece o comentário de José Miguel Júdice na noite das eleições legislativas últimas: louve-se a sua argúcia (senão os seus conhecimentos de bastidores). Dizia ele - dos quatro resultados possiveis, este é o menos desejavel, o pior.

Quais eram esses quatro resultados?

- O primeiro, a vitória com maioria absoluta da Coligação de Direita. Caso em que o País prosseguiria, mais ou menos habilidosamente, a sua rota de recuperação económica;

- O segundo, uma maioria absoluta do PS. A obrigar Costa a tentar fazer melhor do que PPC/PP, na linha moderada que caracterizou o discurso e a prática socialista até então;

- O terceiro, uma maioria relativa PS. Sem dúvida, Costa surgiria nessa altura perante o PSD, falando na voz grossa do partido mais votado, mas realçando as suas afinidades - na campanha tão propaladas - com Manuela Ferreira Leite;

- A quarta, a que se verificou: a maioria relativa da Coligação. Com Costa, incapaz de saber perder e dar a vez a um qualquer sucessor na chefia do PS, a inventar a geringonça. Para se salvar na política e sem especiais escrúpulos acerca do nó cego que estava dando a Portugal.

Tudo isto seria passado, não fora os resultados eleitorais de ontem nos Açores. Vasco Cordeiro, a despeito da presença próxima do inefável Carlos César, não tem cara de vez alguma pretender unir «as esquerdas». Mesmo que só alcançasse a maioria relativa, não é de crer as versões insulares de Catarina e Jerónimo tivessem uma - quanto mais quatro hipóteses!

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Hoje há matinée em S. Bento

por João-Afonso Machado, em 10.10.16

A avaliar pelas notícias ao minuto na Internet, a coisa está bonita. As hordas do Sr. Florêncio convergem para a Assembleia da nossa República e já houve desacatos nas imediações do aeroporto com os «fascistas» da UBER, mas (conforme o usual) as provocações partiram destes. À moda do PREC.

Curioso será constatar com se comportam os sitiados. O nosso Primeiro está na China; o Ministro do Ambiente resigndamente disposto a negociar; o seu Secretário de Estado não é interlocutor que o Sr. Florêncio aceite; e o PCP, como sempre, ao lado dos manifestantes. Conseguirão os generais da coligação de Esquerda entender-se?

Talvez oferecendo alguma sinecura ao Sr. Florêncio. Um assento parlamentar... No limite, Costa terá uma interessantísima opção: a UBER ou o PCP?

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"A mudança de regime em Vila Nova de Famalicão" (III)

por João-Afonso Machado, em 06.10.16

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Por último, os ecos do Novidades de Famalicão, que tinha em Manuel José Rodrigues o director e redactor principal. É na sua edição de 13 de Outubro que divulga o “novo regime”: “para aqueles que acima de tudo põem o amor à Pátria, que são portugueses antes de serem monárquicos ou republicanos, a mudança de regime é uma questão secundária”. A desdramatização política, sem rebuço, procura encontrar plataformas de entendimento e deixar esquecidos no Passado eventuais “culpados”. Não outros senão os “desacreditados e desprestigiados representantes dos partidos monárquicos”, numa referência a uma Nação agonizante no “atoleiro em que a tinham lançado políticos desalmados e pouco exemplares”. Corajosamente se afirma “foram os monárquicos, pelos seus desvarios e pelas suas loucuras, que implantaram a República em Portugal”. Essa a verdade, a atingir a classe política, poupando a essência do Regime deposto. Daí, também, o aviso à navegação: cuidado com o “adesivismo”, citando o exemplo de “um célebre doutor que se deitou monárquico na noite de 5 do corrente e acordou no dia 6 republicano convicto”.

Nesta linha de pensamento, a mais lúcida e intemerata, prossegue, uma semana volvida (a 20 de Outubro), imputando aos monárquicos as responsabilidades pelo bem sucedido desfecho das manobras revolucionárias em Lisboa. Assim “se prova que o defeito foi dos homens e não dos princípios”.

Era o discurso possível: “a Monarquia nasceu tão isenta de defeitos, tão pura de intenções e tão limpa de escândalos como a República. Assim viveu muitos anos, atravessando épocas bem felizes e gloriosas para a Pátria, até que pela fraqueza dos homens que dela se foram assenhoreando, pelo favoritismo escandalosa e pelas tolerâncias de todos, a ordem concedida aos que iriam engrossar as hostes dos régulos da política, foi resvalando para o abismo”.

E prossegue, desassombradamente, o ataque implacável aos oficiais do ofício partidário: “dedicados à Monarquia, enquanto estas podia satisfazer as suas vaidades, e proteger os seus escândalos, os homens que a arrastaram pela lama vieram pressurosamente acolher-se à sombra da nova bandeira, apenas a viram flutuar gloriosa na fronteira dos edifícios do Estado”.

A honra e a bondade da Instituição Real tiveram no Novidades de Famalicão o seu ilustríssimo e corajoso defensor. O qual, de resto, não se poupava em augúrios pessimistas, precisamente porque, com a maior clarividência, se interrogava acerca das façanhas ainda expectáveis dessa classe ainda e sempre presente nos diversos cargos públicos.

Neste enquadramento, não era de forma entusiasmada que registava as diversas alterações logo promovidas na toponímia local: o Largo do Príncipe Real redenominado Largo da República; a Rua de Santo António, agora Rua Cinco de Outubro; a Rua de João Franco, Rua Cândido dos Reis; a Rua Direita, Rua Miguel Bombarda…

A edição de 3 de Novembro mantém o discernimento e recomenda aos católicos ponderação, calma, esperança. O Governo encetara já a sua cruzada anti-clerical, mas “o mal é dos homens, não do regime”. Por causa dos seus erros caíra a Monarquia. E “o mal de que padecemos, que esteve quase a perder-nos no tempo da monarquia, e de que continua ainda infelizmente a enfermar a sociedade portuguesa, esse veneno que parece ter intoxicado todo o organismo da nação, está na falta de confiança recíproca entre governantes e governados”.

Nada, absolutamente nada, mudou de então para cá… 

NOTAS FINAIS:

Da análise da informação veiculada pela imprensa famalicense disponível é possível extrair algumas conclusões:

- A implantação da República foi acolhida no concelho com significativa indiferença por parte das populações. Somente a fatia urbana e mais favorecida económica e culturalmente se manifestou pela positiva e sempre com notório comedimento.

- A ausência de pronunciamentos, aderindo ou rejeitando a movimentação revolucionária, resulta do alheamento generalizado do povo face aos assuntos políticos, da instalada desconfiança face às organizações partidárias e à classe dirigente. Algo que vinha de trás e não se alterou.

- Todas as transformações produzidas, nomeadamente no plano administrativo, foram obra de um grupo minoritário mas militante, a Comissão Municipal Republicana.

- V. N. de Famalicão não escapou à regra: como por todo o País, viveu diversos casos, mais ou menos escandalosos, de adesivismo.

- Por último, não será despiciendo comparar a reacção – o entusiasmo – popular (sempre de acordo com as notícias dos jornais) em 5 de Outubro de 1910 com o episódio chamado “Monarquia do Norte”, ocorrido no início de 1919, conforme a minha exposição no Boletim Cultural de V. N. de Famalicão (nº 5, III Série, 2009).

 

(in Boletim Cultural 2014/2015, IV série, nº 8/9, ed. Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, 2016)

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"A mudança de regime em Vila Nova de Famalicão" (II)

por João-Afonso Machado, em 05.10.16

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Curioso será também atentar no comportamento de um outro periódico – O Famelicence, “Órgão semanal dos interesses do concelho” – de que era director e proprietário José Maria da Graça Soares de Sousa Júnior. A 6 de Outubro, quando o telégrafo já decerto trouxera as novidades revolucionárias à província, o tema ainda se mantém arredado das suas colunas. Mas, logo a 13, o editorial é rimbombante: 

POVO HERÓICO

Lisboa acaba de dar ao mundo o exemplo mais alevantadamente de patriotismo e a mais grandiosa lição de heroicidade (…)”. 

E, mantendo sempre o tom encomiástico, enaltece a “alma portuguesa”, a “coragem dos revolucionários”, a “tolerância dos vencedores”… pela qual, decerto, esperara uma semana antes de tomar partido contra a “monarquia minada pelos seus próprios servidores”, o que era objectivamente verdade -  a avaliar pelo restante da exposição: “para nós que sempre nos mantivemos numa completa independência de sectarismos, mas profundamente partidários de tudo quanto concorra para a ressurreição da pátria, o novo regime marca o início de um grande acontecimento nacional”.

O jornal saúda efusivamente o povo de Lisboa – porque não fora outro a fazer a República – e expressa o seu desejo de uma vida nova, de “Ordem e Trabalho”. Esboça uma nota sobre Bernardino Machado, um “quase nosso conterrâneo” (muito menos então do que agora…), “elevado a um dos mais altos cargos da República portuguesa”. E transcreve uma “carta de Barcelos”, também ela salvando o “glorioso povo de Lisboa”.

Definitivamente, Famalicão, o Minho, toda a ambiência da província, não comungavam na Revolução. Aderiram a ela, depois de consumados, seguramente confirmados os factos e a mudança de Regime.

A 20 de Outubro, o editorial intitulava-se “Prosseguindo”. Utilizando regras básicas de prudência, ia dizendo o expectável quanto ao futuro político do País, nessa obra de construção do “novo templo”: sabedoria, justiça, fraternidade, instrução – um tema ainda abordado na semana seguinte.

Também O Famalicence se pronuncia a favor da bandeira azul-branca que Guerra Junqueiro e os mais moderados tentavam opor ao pendão rubro-verde imposto pelo Partido Republicano, facção afonsista e radical.

Por fim, - aspecto relevante – o número de 17 de Novembro noticia uma conferência do Centro Republicano local. Foi orador o Conselheiro Sousa Fernandes e os seus propósitos eram transparentes: não obstante o que considera a “adesão espontânea” de muitos cidadãos, na já mencionada sessão decorrida nos paços do concelho, a verdade é que recebera “ordens superiores” para abrir o “livro de inscrições de sócios” do “centro democrático” da vila à disposição dos interessados. “De nada vale qualquer outra adesão que não revista esta formalidade” – a do compromisso político com a República selado com a assinatura de cada um…

Havia que combater o sentimento monárquico, ainda e sempre bem arreigado no espírito dos portugueses. Persuadindo, pressionando, sem dúvida intimando.

 

(in Boletim Cultural 2014/2015, IV série, nº 8/9, ed. Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, 2016)

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"A mudança de regime em Vila Nova de Famalicão" (I)

por João-Afonso Machado, em 04.10.16

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No dia 5 de Outubro de 1910, precisamente, o semanário Notícias de Famalicão, sub-intitulado “Órgão do Partido Regenerador local”, vinha a público com um longo editorial em que prosseguia acesa polémica com o seu congénere Regenerador sobre a influência do Abade de S. Cosme do Vale na eleição da Mesa da Santa Casa da Misericórdia. A expulsão dos “frades da Aldeia da Ponte” dava o mote à entrevista ao Par do Reino Joaquim Teles de Vasconcelos, e assim ficava preenchida a primeira página desta edição do sobredito periódico.

V. N. de Famalicão, como o País, de norte a sul, ignorava o que, a esse tempo, agitava Lisboa e produziria o fim de um regime quase oito vezes secular – a Monarquia portuguesa.

Substituiu-o a República, como se sabe. E como esta foi recebida na nossa terra pode, decerto, ser apreendido através da leitura do número seguinte do Notícias de Famalicão, datado de 12 desse mês.

Passemos os olhos por ele.

A toda a largura da sua fachada principal, inscrevia-se: 

Após uma luta grandiosa em actos de valentia, travada nas rua da capital, acaba de triunfar a vontade popular – a implantação da República Portuguesa

Agora, portanto, todos podemos gritar livremente:

Viva a República!” 

Seguia-se um veemente apelo à dignidade da conduta dos cidadãos, a uma sua exemplar manifestação de civismo. Era de esperar, doravante, um “Regime de Ordem e Trabalho”, sem excessos quaisquer. Enfim, preconizava-se uma “Democracia honrada”, necessariamente “forte no dia de combate mas generosa no dia da vitória”.

O temor do Director do Notícias de Famalicão, Guilherme da Costa e Sá, e do seu Administrador, António Maria Pereira, era inocultável. Nessa edição de 12 de Outubro, o jornal deixara já pelo caminho o sub-título “Órgão do Partido Regenerador local”. A sua adesão à República foi pronta, apressadíssima, quase pedincha. Sem rebuço quanto à surpresa em que haviam caído, infantilmente formulando votos de um sol novo a aquecê-los também. Deste modo, ainda: 

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Está proclamada a República em Portugal, tendo este facto tão extraordinário como inesperado ecoado com verdadeiro assombro em todo o País, que recebeu o novo regime com benévola expectativa, confiado apenas nas promessas dos seus processos de administração”. 

O recado era para os fautores da revolução. E traduzia uma vontade de adesão, assim o novo Poder político esquecesse também o seu passado monárquico. Solicitamente transcrevem a composição do Governo Provisório, conforme o anúncio publicado na folha oficial. E esmeram-se na narrativa da entronização (termo meu…) da República, em cerimónia levada a cabo a 7 de Outubro: 

A proclamação em Famalicão

No sábado último, pelo meio-dia, nos paços do concelho e perante numerosa multidão, o sr. Joaquim José de Sousa Fernandes, presidente da Comissão Municipal Republicana, comunicou num eloquente e caloroso discurso a proclamação da República Portuguesa.

Explicando ao povo o motivo daquela grande reunião (…) terminou por declarar que, em nome do Governo provisório do novo regime, ali proclamava oficialmente essa República redentora da nossa Pátria”. 

O que havia sucedido? Aquilo que sempre acontece após qualquer revolução. Sousa Fernandes, um abastado proprietário famalicence, com currículo feito no Brasil, fundou (em 1895) a Comissão Municipal Republicana local, agregando os muito poucos partidários desta causa quase sem expressão política na vida do concelho. Consumada a queda da Monarquia, o mesmo Sousa Fernandes, ao que parece cumprindo instruções oriundas da sede distrital, convocou as gentes, deu a conhecer a consumação dos factos e… declarou a República o regime vigente. Para o que mais não terá sido necessário, ainda conforme o Notícias de Famalicão, senão um vibrante e sonoro “Viva a República!” por si largado e pelos presentes “acolhido com muito entusiasmo”.

Logo se aprestou a tomar posse da administração do concelho – nas revoluções o tempo urge e a consulta popular em regra é dispensada – em cerimónia a que assistiram “as pessoas mais gradas da vila e do concelho”. Efectivamente. E no número preciso de 174 “cidadãos” a assinar a acta lavrada então pelo secretário da Câmara Municipal. Nenhum dos aderentes ao novo regime é esquecido na reportagem efectuada pelo Notícias de Famalicão. Do rol sobressaem alguns dos mais conhecidos apelidos do comércio local. Mas somente seis eclesiásticos manifestam a sua anuência à República. E o Director e o Administrador do periódico, ainda regenerador a semana anterior, também eles aceitam a revolução e subscrevem o mencionado documento. Do mesmo modo procede Daniel Santos, até à data o Presidente da edilidade. A qual, de resto, foi logo tomada de assalto pelos “restantes membros da Comissão Municipal Republicana” e, em uníssono, prodigalizou elogios a Teófilo Braga, ao Governo Provisório, aos combatentes da Rotunda.

Enquanto tal, a vida prosseguia naturalmente, ruralmente, nas freguesias do concelho. No contínuo amanho da terra que a Política, todos sabiam, não fertilizava.

Corre uma semana. Ainda longe dos tempos mais turbulentos, o Notícias de Famalicão toma partido, no editorial de 19 de Outubro, na questão da nova bandeira. Quere-a azul e branca, sem coroa (como já não fazia sentido), e cita Guerra Junqueiro, o grande defensor desta solução de continuidade nacional. Eram as cores da Fundação… E sob o título “Com nariz de dois palmos” vira-se contra “certos tartufos”, convertidos tardios, hesitantes, presentes na referida sessão promovida por Sousa Fernandes, onde não tinham “tido a coragem e independência de carácter de assinar o auto de proclamação do novo regime”. Era já a troca de acusações de adesivagem. Justificava-se, por isso, o Notícias de Famalicão: “nunca militámos no partido republicano que conseguiu implantar no nosso país o regime da República: militámos sempre num partido que era monárquico e fomos aderir ao novo sistema, como foi e pelas mesmas razões a grande maioria da nação”.

Ainda nesta edição é notícia a conversão de mais 70 cidadãos e a nomeação dos novos regedores das freguesias, por iniciativa e mando de Sousa Fernandes, o Presidente da Comissão Municipal Republicana.

 

(in Boletim Cultural 2014/2015, IV série, nº 8/9, ed. Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, 2016)

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