Publico aqui o post scriptum, que anexei ao artigo da polémica, para responder ao artigo de Tiago Mesquita que escreve um artigo de opinião no site do Expresso, em que resumindo diz quem é contra a adopção (co-adopção, ai) por homossexuais é estúpido e ignorante e quem é a favor é inteligente, ao nível do Einstein, e moderno (what ever that means):
Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste.
O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu.
Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)
As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?
Bill Clinton disse hoje que
"Europa não vai recuperar mantendo a austeridade"
Ora o contrafactual também não é verdadeiro.
A Raquel Abecasis tem hoje este artigo que reflecte a sua opinião sobre o tema que algumas pessoas não gostam de ler. (Como vêem há mais jornalistas que pensam como eu, e que são lúcidos).
Partilho:

A contabilidade da votação do projecto lei que abre a porta à co-adopção por casais homossexuais diz tudo sobre a ligeireza e falta de convicção com que passos como este são dados pelos nossos responsáveis políticos.
A lei passou com 99 votos a favor e 94 contra, à votação faltaram 27 deputados, 17 dos quais do PSD.
Feitas as contas a realidade é esta: o Bloco de Esquerda tem um projecto claro de sociedade que não esconde querer impor ao país; uma parte cada vez maior do Partido Socialista partilha este projecto, mas quer colocá-lo no terreno com pequenos passos para não causar perturbações; todos os outros deixaram de ter convicções ou ideias e estão disponíveis a tudo, incluindo a faltar a uma votação tão importante para o nosso futuro, para não serem apontados como retrógrados.
Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções.
Com o silêncio e a conivência de muitos milhares estamos a destruir os pilares de uma sociedade que, com todos os defeitos e qualidades, tem cumprido o objectivo de formar homens e mulheres equilibrados e livres, por uma outra que inverte todas as regras para justificar as opções de vida de alguns.
Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.
Todas as pessoas que tenham mais de 100 mil euros em depósitos, dividam o dinheiro por vários bancos, de modo a que por banco não fique mais de 100 mil euros em depósitos.
BCP e BES alertam para perigo de propagação de "vírus de Chipre"
Eu não sou uma pessoa de goste ou não goste de uma pessoa por ser homossexual, ou por ser outra coisa qualquer. Não sou preconceituosa, ao contrário do que muitos de vocês pensam. Não sou preconceituosa com nada, nem com raças, nem com classes, nada. Eu gosto ou não de outras pessoas por questões de personalidade ou carácter.
O facto de até gostar de pessoas que são homossexuais, ou de gostar de obras de arte de homossexuais, não me leva ao engano de defender o casamento homossexual e a adopção (eu sei que é co-adopção, mas isso é apenas uma nuance) de crianças por homossexuais, eu até acho que nada impede que homossexuais sejam contra a adopção de crianças por homossexuais. Se fossem sérios seriam. É isto, e bom fim de semana.
Publico aqui um comentário deixado no meu blog Farpas que vale a pena lerem para calar estes "moderninhos" que têm a mania que sabem o que é bom para as crianças:
"Finalmente alguém diz a verdade sem medo. Eu vivi numa instituição (aldeia SOS) adorei viver na Instituição, nunca fui adoptado, a instituição era óptima, tinhamos uma mãe lá. Era um verdadeiro colégio. E NÃO QUERIA SER ADOPTADO POR HOMOSSEXUAIS.
Hoje sou casado e tenho uma familia".
Venho por este meio responder ao comentário "inteligente" do Daniel Oliveira no seu blog Arrastão. O Daniel Oliveira que eu conheço de ganhar a vida num programa para imbecis, a Noite da Má Língua (acho que se chama assim, porque assim que vejo mudo logo de canal, não podemos perder tempo a ver lixo) a fazer má língua portanto, veio à praça questionar o meu profissionalismo como jornalista (Grande Repórter) do Diário Económico, dizendo isto vejam bem "Mas que uma jornalista (“grande repórter”, ainda por cima) do “Diário Económico” trate os deputados de que discorda como “ignóbeis” é um pouco mais complicado. Impede-a de os entrevistar, de escrever notícias sobre eles, de relatar o que eles fazem. Pelo menos eu, se fosse um dos deputados referidos e esta senhora me fizesse uma pergunta ou me pedisse um comentário, era capaz de a mandar a um lugar menos simpático. Alguns jornalistas no activo têm de meter, de uma vez por todas, uma coisa na cabeça: ou fazem notícias ou insultam os objectos das suas notícias. Não podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Dedicam-se, como eu decidi fazer, ao comentário. E deixam as redacções para quem quer fazer jornalismo noticioso. Ou, pelo menos, comentam com a moderação linguística que as suas relações profissionais com os protagonistas políticos exigem".
É um pouco mais complicado é que fales do que não sabes ó Oliveira. Sabes o Diário Económico é um jornal que se debruça essencialmente sobre temas como M&A; corporate finance; private equity; venture capital; fundos de investimento; banca (core tier I; net interest income; loan-to-value); por rácios de transformação; dividend yields; pay-out ratio; sobre titularização; sobre mercados; short-selling; sobre EBITDAs, sobre fluxos económicos; e só uma pequena parte trata de política, só uma pequena parte. Assim tipo Financial Times, if you know what I mean...
P.S. Tenho pena que o senhor Oliveira não perceba que a adopção não é um mercado de crianças para os adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite. Quando a adopção deveria ser uma forma de dar às crianças as famílias que elas perderam, e, temos pena, mas a família que eles perderam é um pai e uma mãe. Lamento que o Senhor Oliveira que tem uma inteligência de almanaque se detenha no óbvio.
Esta lei tem de ser agora promulgada pelo Presidente da República, que se espera volte a ser iluminado por Nossa Senhora de Fátima e chumbe esta lei, porque (provavelmente) a maioria da população não a quer. Eu, por exemplo, votei na Direita para não deixar passar estas coisas. Se o Presidente votar contra, a lei tem de voltar ao Parlamento e exige-se a presença de TODOS os deputados para a votarem (não se pode faltar). Talvez seja uma possibilidade de isto ser chumbado.
Quero agradecer a Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha "os sociais-democratas que votaram a favor do diploma" e ao Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, do PSD; e João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert, do CDS-PP, por terem perdido uma das mais fervorosas apoiante da Direita portuguesa. A partir de hoje não contam com o meu voto para nada, nem, com o meu apoio.
Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica. E a família biológica NUNCA são dois pais e duas mães, NUNCA. Porque será? (A Natureza é tão homofóbica!).
E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal.
Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas familias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas.
Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.
P.S. Escusam de vir aqui insultar-me que eu não dou cobertura a insultos.
P.S.II:
Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste.
O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu.
Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)
As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?
Os ignóbeis socialistas e bloquistas vão levar amanhã mais uma vez a adopção de crianças por duas pessoas homossexuais do mesmo sexo que vivam juntas, ao Parlamento. Não se enganem, todas as manifs, todos os Grandolas Vilas Morenas, todos os Galambas e Dragos, todos os actos de terrorismo de interrupção de membros do Governo em actos públicos, têm um único objectivo "dar crianças aos homossexuais".
Eis o pai da Terceira Via do socialismo, Anthony Giddens, a dizer que " Mas na minha opinião, as medidas em geral [DO GOVERNO] estão correctas. Acho que as pessoas precisam de uma experiência-choque. De outra forma continuaremos a pensar que o mundo nos deve tudo. Não me refiro apenas a Portugal, claro. Refiro-me a toda a Europa e mesmo aos EUA. Depois desta fase, temos de avançar para um maior investimento estratégico. A palavra-chave para Portugal, e para outros países, é mutualismo em relação a países como a Alemanha. Temos de criar algo como uma união bancária, com uma integração real.

Enquanto a Europa se digladia por manter os direitos do Estado Social, enquanto a Europa gasta energia a discutir se os países ricos devem pagar aos países pobres para saírem da crise, enquanto a Europa se esperneia em guerras políticas, em criticar o capitalismo, os bancos, os governos de direita, enquanto a Europa expurga a sua culpa de bem estar classe média em defesa casamentos gay e outras questões fracturantes. Enquanto a Europa expurga a sua culpa de bem-estar de pequeno burguesa numa defesa de "fracos e oprimidos", num contexto de eterna luta de classes, os Estados Unidos o que estão a fazer?
Num curto espaço de tempo passaram a ser o maior produtor mundial de gás natural. O preço do gás natural nos Estados Unidos é de 3,93 dólares (preço de quinta feira, segundo Miguel Monjardino no seu óptimo artigo no Expresso: Gás, EUA e a Competição) "Se olharmos para a Europa e para a Ásia vemos que este preço está entre os doze e os quinze dólares. Uma diferença tão grande não pode deixar de ter consequências económicas e estratégicas".
No seu artigo Miguel Monjardino explica que a queda do preço do gás natural está a levar cada vez mais norte-americanos a apostarem neste tipo de energia para aquecer as suas casas. O gás é agora responsável por trinta por centro da electricidade produzida nos EUA. As novas regras sobre os níveis de poluição que entrarão em vigor em 2015 aumentarão ainda mais a procura doméstica do gás. A revolução energética norte-americana também está a ter consequências ao nível industrial e atrair muito investimento directo estrangeiro. Em 2008, a maior parte das indústrias que faziam um uso intensivo da energia tinha abandonado os EUA e procuravam outros países para investir. A América era vista como um país onde a energia era escassa e cara. Hoje Washington passou a ser capital de um país rico em gás natural.
Estão em curso ou foram anunciados investimentos à volta dos cem mil milhões de dólares nas indústrias da petroquímica, aço, plásticos, vidro e extracção de gás e petróleo. Qualquer investimento internacional nestas áreas tem agora obrigatoriamente de ter em conta a competitividade das empresas que estão a trabalhar nos EUA.
A inovação no acesso e na extracção a novas fontes de gás natural e de petróleo também está a ter efeitos ao nível do emprego. Foram criados mais de um milhão e meio de novos empregos bem pagos. Este ano, as receitas dos impostos e das taxas para as cidades e estados que apostaram nestas novas fontes de energia deverão ultrapassar os cem mil milhões de dólares.
A nova abundância de gás natural e petróleo terá também consequências estratégicas. Um dos pilares da política internacional dos últimos quarenta anos foi a dependência energética dos EUA em relação ao exterior. Esta dependência não vai acabar nas próximas décadas mas passará a ser menor. A grande questão é saber se nos próximos anos Washington optará ou não por se transformar num grande exportador de gás natural.
E não, não é um comboio.
Hoje soube que sem os juros da dívida pública estamos quase perto do equilíbrio orçamental, isto é a despesa publica = receita. E que caminhando desta maneira chegaremos a um saldo estrutural primário bastante superavitário, e nessa altura começamos a amortizar a dívida. Isto é no fim de 2014 e inicio de 2015 a dívida pública começa a decrescer. Nessa altura haverá já algum crescimento da economia. É por isto que vale a pena manter este Governo.
Neste momento o maior risco para os investidores é a política seguida por este Governo não prosseguir no próximo. Portugal tem de manter o controlo nas contas públicas e fomentar o crescimento senão acabamos na bancarrota e fora do euro. Espero que os políticos todos eles tenham consciência disto. Manuelas Ferreiras Leites, Paulos Silva Pereiras, Joãos Galambas, Antónios José Seguros, se insistirem no delírio serão responsáveis pela saída de Portugal do euro e nessa altura mando-lhes a conta.

Eu sei que isto parece pouco importante ao comum dos mortais, mas o facto de Portugal conseguir emitir dívida a 10 anos com procura internacional, é um presságio de que o País vai regressar à normalidade, é um sinal de que os investidores acreditam neste país e neste governo, é um sinal de que o João Moreira Rato merece todos os cêntimos que ganha à frente do IGCP.
Só para terem uma ideia, tudo o que estamos a viver resulta de em 2010 os investidores se terem recusado a comprar as obrigações do Tesouro do Estado português, por não acreditarem que o país pagaria a dívida, foi isso que derrocou o país até à austeridade que estamos a viver. Ou seja, foi por causa de não conseguirmos ir aos mercados colocar a dívida soberana que país foi intervencionado pela troika e caiu em austeridade. Claro que a austeridade não pode acabar tão cedo porque ainda temos muita dívida acima do PIB, temos de controlar o défice, para depois resolver o problema do stock da dívida. Mas sem a capacidade de financiamento acabaríamos como a Grécia.
O regresso aos mercados a 10 anos é uma sinal que os investidores acreditam que Portugal vai ter condições para pagar daqui a 10 anos, que daqui a 10 anos ainda estamos no euro. E depois é sinal de outra coisa. É sinal que Portugal vai conseguir pagar os ordenados da Função Pública sem que para isso seja preciso um segundo resgate da troika.
É apenas o que Sócrates pedia quando tentava um tal de PEC IV, era um PEC IV sem regresso aos mercados.
De cada vez que a República portuguesa regressa aos mercados (e a 10 anos é a primeira vez desde o resgate) dou graças a Deus de não termos um António José Seguro a pedir para renegociar a dívida (assim tipo Grécia).
De cada vez que Portugal regressa aos mercados morre um bocadinho a esperança de a esquerda saltar para o poder. They die a little....
"Há uma evolução clara. Voltámos a ter uma base de investidores com quem se tinha perdido o contacto" durante a crise de dívida soberana" explicou João Moreira Rato.
Parabéns Portugal!

Finalmente uma medida estrutural no corte da despesa pública: "Reorganização do Estado abrangerá 30 mil efectivos"
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, diz que é preciso "redimensionar a Administração Pública" às necessidades do país e que isso passa pela reorganização dos serviços, implicando redução de estruturas. O plano do governo passa, como já era esperado, pela saída através de rescisões por mútuo acordo, que combinado com o sistema de requalificação da administração pública ou seja a bolsa de excedentários, que também muda, "abrangerá 30 mil efectivos".
O número de horas trabalhadas também vai aumentar, como forma de "aprofundar a convergência do regime de trabalho dos funcionários públicos às regras do Código de Trabalho aplicáveis a todos os trabalhadores do sector privado". Acho muito bem.
É preciso cortar na despesa do Estado para poder baixar os impostos e assim dinamizar a economia. Como é que as pessoas não percebem isto?

Portugal não tem o dinheiro de Itália, não tem as poupanças dos italianos, não tem a indústria de Itália, não tem o PIB italiano, tem uma situação altamente dependente dos países ricos da União Europeia, e no entanto tem cá uma soberba. Cria conflitos, recorre à intriga, pressiona o presidente, faz o que pode para destabilizar a ajuda europeia. Critica o Governo, critica a austeridade como se fosse uma escolha. O líder do PS e o PS (sobretudo aquele Pedro Silva Pereira) combatem um Governo de maioria, querem à força correr com o Governo para irem para lá (com minoria no parlamento o que tornaria tudo mais dificil). António José Seguro não apoia nenhuma medida do Governo. O PS não quer alterar a constituição para reformular o Estado Social. O Tribunal Constitucional chumba medidas de austeridade do Orçamento de Estado. Portugal que não tem nada para dar, faz o que pode para tornar a ajuda europeia impraticável, faz o que pode para deixar sem saída os pares europeus.
No 25 de Abril o Presidente da República fez um discurso sensato, e pediu aquilo que é óbvio: consenso político e social para sair da crise. E a oposição, os jornalistas, os comentadores, etc, criticaram o Presidente, acusaram-no de estar com a Direita! For god sake!
Agora vejam Itália um país que tem uma força económica que Portugal nunca terá dentro da União Europeia, um país que NÃO ESTÁ INTERVENCIONADO PELO FMI: Acaba de formar governo de UNIÃO NACIONAL; uma coligação esquerda-direita, composta por 21 ministros da maioria dos partidos italianos.
O vice-primeiro-ministro de Letta é Angelino Alfano, um próximo de Silvio Berlusconi e actual secretário-geral do partido do Povo da Liberdade.
Para as Finanças, Enrico Letta (de esquerda) foi buscar um tecnocrata apolítico: o actual director do Banco central italiano, Fabrizio Saccomanni. Uma espécie de Vítor Gaspar, aqui está tudo doido para correr com o Vítor Gaspar, para criar a instabilidade política, para destruir o país. Porque esta miséria de país só está interessada na luta de classes.

Não é possível ser intelectualmente honesto e ao mesmo tempo criticar o discurso do Presidente da República. Cavaco Silva fez um discurso sensato, inteligente e apelou ao consenso político, e olha-se à volta e os opinion makers, os políticos, a oposição, os jornalistas, Pacheco Pereira e António Costa dizem mal do discurso porque é um apoio ao Governo e as pessoas querem é deitar o Governo abaixo, querem lá saber do país, querem é deitar o Governo abaixo, por melhor que seja o Governo querem deitá-lo abaixo, porque não faz os favores que interessam.
Ao menos valha-nos António Lobo Xavier. O único inteligente, de facto.
Deixo aqui algumas das passagens do discurso do Chefe de Estado do país:
«Significa isto que, depois do Programa de Ajustamento, Portugal, à semelhança de todos os outros países da Zona Euro, continuará sujeito a um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades europeias, de modo a garantir o cumprimento das regras de equilíbrio orçamental e de sustentabilidade da dívida pública.
Neste cenário, é uma ilusão pensar que as exigências de rigor orçamental irão desaparecer no fim do Programa de Ajustamento, em meados de 2014».
«Ao dramatismo de várias situações de carência, os Portugueses têm respondido com um exemplar trabalho de entreajuda e com uma extraordinária solidariedade.
Os consensos políticos e sociais alcançados contribuem para vencer os desafios que Portugal enfrenta e também para o modo positivo como os credores e os mercados avaliam a execução do Programa de Assistência Financeira».
«É essencial que, de uma vez por todas, se compreenda que a conflitualidade permanente e a ausência de consensos irão penalizar os próprios agentes políticos mas, acima de tudo, irão afetar gravemente o interesse nacional, agravando a situação dos que não têm emprego ou dos que foram lesados nos seus rendimentos, e comprometendo, por muitos e muitos anos, o futuro das novas gerações.»
O discurso completo aqui.

P.S. roubado ao António Nogueira Leite no Facebook... shiuuuu!

Acabo de ver o parcial pivot da SIC a relatar as manifestações contra a lei anti-natureza (casamento gay) e a lei anti-crianças (adopção de crianças por dois homossexuais) que o idiota do Hollande aprovou em França (que saudades do Sarcozy). São manifestações violentas que revelam a tirania de Hollande (de certeza que quando a direita voltar o poder em França vai revogar esta lei), mas o jornalista da SIC, conivente com a esquerda, chama a uma manifestação de mais de 50 mil pessoas de manifestação da extrema direita. Que lata!
P.S. Lido no Facebook
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Acho que deviam despedir os administradores financeiros das empresas públicas que contrataram swaps estruturados. Porque não é possível que um administrador financeiro não saiba o que estava a contratar. Eu sei que é fácil bater nos bancos e dizer que não deviam comercializar swaps estruturados, que são muito arriscados, dão perdas muito grandes quando correm mal, mas também dão ganhos bons quando corre bem. Eu sei que se estava em anos onde a sofisticação financeira atingiu um pico, hoje sabe-se que exagerada.
Percebo que se culpem os bancos que impingiram swaps agressivos àqueles empresários ignorantes em matéria de produtos financeiros sofisticados, mas não percebo que se culpem os bancos quando se trata de CFO (Chief Financial Officer) de grandes empresas, como Metro, CP, Carris, etc. Se os administradores financeiros não sabiam o que estavam a assinar o que é que estavam lá a fazer? Vejam se a PT, a EDP; a Jerónimo Martins fizeram contratos desses? Não fizeram porque têm CFO competentes.
Também não percebo que se culpe todos por igual. Há swaps e swaps. Há swaps tradicionais, normais, que são instrumentos de cobertura de risco e que são sinal de boa gestão. Por exemplo, eu tenho um empréstimo a taxa variável (euribor mais 1) imagine que não quero estar sujeita à flutuação da taxa e quero converter aquele empréstimo num empréstimo de taxa fixa, faz-se um swap e eu em vez de pagar euribor mais 1 pago 4% fixo até ao fim do empréstimo. Ora se a euribor descer (como foi o caso) eu fiz uma má troca, porque hoje estaria a pagar 2% e assim estou a pagar 4%. Do mesmo modo se a euribor subisse muito eu estaria a ganhar porque na taxa variável estaria por exemplo a pagar 5% e assim estou a pagar 4%. Estas perdas ou ganhos potenciais, são meramente potenciais, se deixar correr o swap até à maturidade não tem perda nenhuma real, só a perda de oportunidade por estar a pagar hoje juros acima do mercado. Não é possível renegociar esses empréstimos, porque há um contrato. Isto é um swap de taxa de juro banal (chama-se IRS). Também há swaps cambiais para cobrir o risco das flutuações cambiais. Agora em cima dos swaps foram criadas estruturas, swaps indexados a outras commodities, swaps que davam ganhos de 10% e perdas de 10%, sobre estes swaps agressivos sei pouco. Mas sei que se trata de especulação, é possível que esses swaps tenham sido fixados a taxas de juros baixas, mas depois acima ou abaixo de determinado valor do juros do mercado poderá não pagar ou pagar em dobro ao banco. Não sei muito, mas sei que são estes os swaps especulativos, que são conhecidos por snowballs, os problemáticos para o Estado e que levaram à demissão de dois secretários de Estado. E ao todo esses contratos de swaps agressivos somam mais ou menos um terço de todos os contratos de swaps das empresas públicas.
Não se pode confundir o trigo com o jóio. Não há que criar desconfianças políticas idiotas. A Maria Luís Albuquerque (então directora financeira da Refer) não fez nenhum contrato destes swaps especulativos, só de swaps normais, daqueles que se faz na boa gestão. Nem o Marcos António Costa. Nem outros que não foram visados pela substituição governamental. Não foi a oposição que detectou estes swaps que estão a trazer perdas potenciais elevadas ao Governo, porque a oposição não tem preparação técnica para tal, foi o IGCP, onde existem pessoas altamente competentes a pedido do Governo.
Só mais uma nota. Este tipo de produtos financeiros são muito comercializados por bancos e hoje têm sido alvo de muitos problemas legais com os clientes. Tem havido uma guerra à banca por causa dos famosos contratos de swaps agressivos. Reparem no site de um banco que oferece, através da sala de mercados swaps, mas também apregoa os swaps estruturado combinados com opções: "A nossa Sala de Mercados está ainda em condições de estruturar operações que lhe proporcionam maior flexibilidade na gestão do risco, nomeadamente através de combinações de Swaps com Opções".
Eexemplo de como funciona um swap de taxa fixa normal:
Como funciona?
(Exemplo prático)
Uma empresa investiu €2.000.000 na renovação da sua capacidade produtiva a uma taxa variável por um período de 10 anos.
O cliente assume uma taxa de juro fixa junto do Banco e compromete-se a pagar um montante fixo regular associado à taxa acordada durante o período de duração do swap.
De acordo com o plano de pagamentos acordado, o Banco compromete-se a devolver ao cliente o montante correspondente ao seu compromisso financeiro inicial (associado à taxa de juro variável).

As coisas que se aprendem quando se vê um filme do 007, neste caso o Amanhã nunca morre sobre um magnata dos media:
«Um editor ensinou-me uma lição importante, a chave para uma grande notícia não é o "quem", ou "o quê", ou o "quando", a chave para uma grande notícia é o "porquê"».
Um bom jornalista é aquele que explica os factos, não o que os relata simplesmente, e às vezes é difícil explicar isto a quem se detém no óbvio. A associação de ideias que abre caminho a uma explicação dos factos (o tal porquê) é que distingue o jornalismo genial do jornalismo administrativo.
As novas iniciativas são de louvar e apoiar, aqui deixo o link para um novo projecto inovador na área da comunicação social: A Papel Online
A Papel é uma nova experiência, uma revista diária online, feito por escritores, jornalistas, artistas, ilustradores e fotógrafos, diz uma das colaboradoras.
Estava eu a ler um artigo do The Guardian que atribui à cocaína a causa da crise do sector financeiro quando me deparo com esta frase: I'm inclined to agree. Cocaine is (I'm reliably informed) a drug that results in intense bouts of over-exuberance as well as a tendency to talk extremely convincingly about stuff you know nothing about.
Pelo amor de Deus, deixe de fazer politiquice, deixe de dar ouvidos aos ambiciosos do seu partido que só querem fazer cair o Governo para saltarem para o poleiro e lhe reinvindicarem favores antigos. Una-se ao país neste desígnio que é tentar tornarmo-nos independentes dos credores.
Acho absolutamente hipócrita que alguém que vem todos os dias a público dizer que se recusa a apoiar qualquer medida deste governo, venha agora queixar-se de que não sabia "das propostas apresentadas pelo Governo à troika"
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins considerou hoje que a "substituição" de Miguel Relvas por Luís Marques Guedes e Miguel Poiares Maduro prova que não há ninguém que queira participar neste Governo. IMPORTA-SE DE REPETIR? Ninguém? Só o homem com o melhor currículo académico, que era até agora Director do Global Governance Programme e Professor de Direito no Instituto Universitário Europeu, em Florença, e Professor Convidado da Yale Law School, nos EUA. Não precisava de se vir maçar e levar com pessoas que fazem comentários desta leviandade, que tocam as raias da burrice. Da senhora Catarina Martins pode dizer-se que é ninguém, se ela fosse para um governo poderia dizer-se ninguém quis, agora de Miguel Poiares Maduro é tudo o que não se pode dizer. Antigo advogado-geral do Tribunal Europeu de Justiça, deu aulas em várias universidades europeias e não só. Passou pelo Colégio da Europa (Bruges); pela Universidade Católica e também pela Nova, em Lisboa; pela London School of Economics; pela Chicago Law School; pelo Instituto Ortega y Gasset (Madrid) e Instituto de Estudos Europeus de Macau.
Integrou recentemente um grupo de alto nível europeu para a liberdade e pluralismo na comunicação social. Queriam melhor que isto?

Ora aí está Ministro para as autarquias e para a comunicação social com o melhor currículo académico do país. Acabaram-se os argumentos laterais para travar a reestruturação das autarquias e as eventuais privatizações da RTP e Lusa.



Edição especial do “The Times” dedicado a Margaret Thatcher. De Londres a Belfast, a morte da antiga primeiro-ministro é tema de capa de todos os jornais britânicos.
A Primeiro Ministro que deu cabo da austeridade, que impediu o comunismo em Inglaterra. A Dama de Ferro que enfrentou o país, os sindicatos, que privatizou tudo, para fazer crescer a economia do país. Uma grande mulher.
Concordo com tudo o que diz Paulo Trigo Pereira (ISEG) sobre a decisão do Tribunal Constitucional, e também eu vejo o caminho deste Governo e do país absolutamente dificultado com esta decisão.
Paulo Trigo Pereira diz que o Tribunal Constitucional deixa o Governo à beira de uma equação impossível. Veja o vídeo.
"Nunca gozei com a licenciatura domingueira de Sócrates. Havia ali uma fragilidade muito portuguesa que travava o meu cinismo. Conheci muita gente com histórias mais ou menos parecida"
"Os corta-matos académicos de Relvas e Sócrates irritam meio mundo, porque esse meio mundo é parecidíssimo com Relvas e Sócrates. As sub-licenciaturas em questão são um espelho da sociedade. Somos, todos, mais parecidos com eles do que julgamos".
Henrique Raposo sobre as licenciaturas de José Sócrates e Miguel Relvas
Há uma lição que Miguel Relvas deve tirar de toda esta ostracização a que foi votado desde que entrou no governo. A maçonaria só serve de protecção a quem é de esquerda. A maçonaria é por excelência um clube privado dos socialistas, podem tolerar membros de direita desde que não cheguem ao poder, mas assim que lá chegam a familia política fala mais alto.
Há outra lição, a amizade não pode assentar em alianças tácitas profissionais, a amizade testa-se nas adversidades mas nasce espontaneamente. 'Apesar de' e nunca 'Porque'. A troca de favores é um mau principio de amizade.
As pessoas não se imortalizam pelo 'networking' que cultivam, mas pelos princípios com que se regem, pelos valores, resumindo pela bondade. E bondade não é sinónimo de ingenuidade. Pode se estar nos antípodas da ingenuidade e ser-se bom. Responder ao mal com o bem, aí reside o verdadeiro poder.
O que distingue socialmente as pessoas, para além do carácter, (e do gosto) é sobretudo o mérito. Para se ter mérito não é preciso um atestado oficial. Fernando Ulrich não tem qualquer curso superior e não deixa de ser um banqueiro.
O conhecimento não é uma coisa que se possa representar, ou se tem ou não.
As pessoas adoram bodes expiatórios para os seus ódios irracionais, a direita em Portugal é odiada por questões de guerras (complexos) de classe. Não há como evitar isso, a única forma de combater esse preconceito disfarçado de justiça social é ser melhor, muito melhor, muito mais inteligente, estar muito acima desses clichés do senso comum, é preciso desconcertar as pessoas com a sabedoria e a bondade.
Tribunal Constitucional tem sido uma força de bloqueio à redução da despesa pública e, nessa medida, um dos responsáveis pelo aumento da dívida pública, diz João César das Neves.
O risco político que estão a provocar está a fazer disparar os juros da obrigações do tesouro a 10 anos, no mercado secundário. Isto é, estão a encarecer o financiamento do Estado nos mercados financeiros. A subida das yields das obrigações soberanas portuguesas estão a provocar uma hecatombe na bolsa portuguesa. Os bancos estão a levar uma tareira.
Tudo graças à instabilidade política que assombra o país, por causa do Senhor Presidente da República que está zangado com o corte este ano da sua pensão, e vai de mandar o Orçamento da República para o Tribunal Constitucional. Graças ao Tribunal Constitucional que também está preocupado com as pensões dos seus juízes e ameaçam paralisar o país, que não pode ser gerido sem orçamento e não se pode financiar sem mercados. O que vai levar a que Portugal seja obrigado a pedir outro resgate à troika e a aumentar as medidas de austeridade. Obrigada PS que está neste momento na Assembleia da República a discutir uma moção de censura ao Governo que só serve para alimentar a instabilidade política e para tentar provocar a queda do Governo. Para quê? Para irem para o poleiro do poder, para irem para lá fazer o mesmo ou pior, porque como já se viu no Chipre, serve de muito bater o pé à troika. O Chipre também chumbou o resgate por causa de umas taxas aos depósitos, mas depois, sem alternativa, tiveram de aceitar o resgate e agora quem tem mais de 100 mil euros no banco não paga 10% paga 40% que é para aprender.
Para o Senhor Presidente e para os senhores juízes do Tribunal Constitucional tenho ainda a dizer: também o casamento gay é inconstitucional e os senhores não se opuseram e aprovaram-no.
Mais a sul e a leste de Portugal há quem cante pela crise. Mas contrário do inúteis manifestantes (políticos disfarçados de sociedade civil) portugueses que cantam o Grândola Vila Morena por ódio ao Governo, no Chipre, em Nicósia, ontem à noite realizou-se um mega concerto de solidariedade. As pessoas não pagavam bilhete, mas entregavam comida e bens de primeira necessidade para depois serem distribuidos pelos pobres e desempregados cipriotas.
É a diferença de atitude que poderá fazer com que até o Chipre recupere da crise antes de nós.
Muito nossos
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