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The world is going mad II

por Maria Teixeira Alves, em 29.06.15

Os facínoras do Estado Islâmico estão às portas da Europa. A Grécia à porta da rua do euro e em convulsão social. A Inglaterra céptica em ficar na União Europeia, que parece estar a desintegrar-se. A Rússia de Putin à espera para ver como se posiciona. Mas o Obama é um herói porque pôs os homens a casar com homens e as mulheres a casar com mulheres no seu país e sente-se o arauto do progresso.  Ena!

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Para quem defendia que havia alternativa à austeridade

por Maria Teixeira Alves, em 28.06.15

Ponham os olhos na Grécia, ponham. Ponham os olhos no que acontece a um país endividado que não quer austeridade porque não quer ceder a esse poder merkeliano. Ponham.

Nos países, tal como na nossa vida, a autonomia tem um preço, que é não precisar do dinheiro dos outros, ou pelo menos não precisar exclusivamente do dinheiro dos outros. É preciso criar condições para que isso aconteça, pelo menos, mais cedo ou mais tarde.

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The world is going mad

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

The world is going mad, definitely!

Os gregos precisam do dinheiro dos credores e querem que os credores lhes emprestem a fundo perdido e sem regras de corte de gastos que permitam à Grécia pagar no futuro, e os maus da fita são os alemães. Os alemães que sofrem com o estigma do seu passado histórico são os carrascos, ninguém se lembra de ver que a Alemanha é vítima de preconceitos, tanto como outros que são oficialmente vítimas. Mas todos olham para coitados dos desorientados dos gregos, como desgraçados, como vítimas desses carrascos europeus, dessa Europa germânica. Os gregos são vítimas sim, mas deles próprios. 

Os analistas portugueses acham que Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque é que são maus governantes. Os gregos do Syriza eram bons, agora são mais ou menos, e se a Grécia ficar no euro, então passam a heróis e a argumento para crucificar o Governo da coligação. Este governo que tirou Portugal de uma situação à grega, que era onde estávamos em 2011, não se esqueçam, é que é mau. Porque bons são as políticas da tolerância, tolerância com os gregos. Tolerância essa palavra mágica que inebria e esconde as maiores injustiças. Tolerância aqui significa dar dinheiro à Grécia, a fundo perdido, e quem dá, são os contribuintes dos países maus, dos alemão, que para além de ricos ainda têm uma governante de direita. Imperdoável. 

Ainda agora ouvi alguém dizer que se a Grécia chegar a acordo com o Eurogrupo que Pedro Passos Coelho fica mal visto porque afinal podia ter negociado a austeridade. Apetece perguntar: mas por acaso queríamos estar na situação em que a Grécia está agora? Por acaso queríamos estar a referendar as propostas dos credores e em risco de sair da zona euro? Por acaso queríamos continuar a depender da caridade dos parceiros da União Europeia sem capacidade de nos financiarmos nos mercados? 

Se a Grécia sair do euro, saiu, pronto. No big deal.

Este mundo está de pernas para o ar. Basta olhar para as notícias da última semana para perceber que o mundo está a enlouquecer. 

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E se o não à austeridade ganha na Grécia?

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

O governo da Grécia passou para os gregos a responsabilidade de deitar fora o seu programa eleitoral. O governo de Tsipras leva a referendo as medidas de austeridade que são exigidas pelos credores europeus, provavelmente na esperança que os gregos votem a favor das propostas dos credores no dia 5 de Julho. Talvez seja mais do que uma esperança, talvez o governo de Tsipras saiba que os gregos querem ficar no euro porque sabem que a escolha se faz entre austeridade ou pobreza imprevísivel. 

Mas corre um risco. O de os gregos votarem contra as propostas dos credores. Nesse caso o governo deixa de ter legitimidade para manter a Grécia no euro. 

Se ganhar o sim à austeridade, Tsipras terá de convencer o Eurogrupo a retomar as negociações. É que o Governo grego propôs uma extensão do programa por "algumas semanas" para acomodar a realização da consulta popular, mas a o Eurogrupo não concordou com um prolongamento para além de 30 de Junho, o dia em que termina o prazo do reembolso ao Fundo Monetário Internacional.

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Ao ver a primeira página do Expresso Economia um título chamou-me a atenção: "Regulador dos seguros visita China a convite da Fosun". 

Será que li bem? Será que esta notícia (que ainda não li) é aquilo que eu penso que é? Um regulador que viaja a convite de um regulado (a Fosun é dona da Fidelidade).

Mas será possível que este país não aprenda nada com o passado? 

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França is on fire

por Maria Teixeira Alves, em 26.06.15

Vivemos tempos perigosos. A França está especialmente ao rubro. Entre as manifestações violentas dos taxistas contra a Uber, com carros queimados e afins; os lesados do BES em manifestação; e os ataques de terrorismo violento de alegados seguidores do Estado Islâmico, o país da revolução francesa não atravessa um bom momento.

Depois ainda têm à frente do país François Hollande. Ninguém merece.

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Crónica dos Bons Malandros

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Ex-representante da Oi na PT preso no Brasil na operação Lava-Jato.

Mais cedo ou mais tarde as pessoas revelam-se. Um dia o BES, pôs a Portugal Telecom a fundir-se com a Oi. Zeinal Bava foi premiado com a presidência da Oi. Os accionistas da Oi e Ricardo Salgado entendiam-se bem, havia cortesia para todos. 

Mais tarde, perante o default da Rioforte que provocou uma perda de 900 milhões na PT em plena integração na brasileira Oi, Ricardo Salgado passou de "bestial a besta" para os brasileiros. Mas os mails trocados foram parar ao Expresso, a provar o quão cínicos eram os brasileiros. Cinismo com cinismo se paga.

O que diziam os mails? O Expresso teve acesso a e-mails trocados entre Sérgio Andrade, presidente do Conselho de Administração da Andrade Gutierrez (accionista da Oi), e Ricardo Salgado, com o seguinte conteúdo: “Caro Sérgio, estou surpreendido com a situação porque certamente o Sérgio se lembra de que o GES teria uma contrapartida equivalente ao benefício das holdings privadas brasileiras no aumento de capital”, o que sugere que o aumento de capital que deu corpo à integração da PT Portugal na Oi tinha permitido ‘limpar’ dívidas dos accionistas brasileiros.  Ricardo Salgado dizia que existia um acordo entre o GES e os grandes accionistas da Oi - a Andrade Gutierrez e a Jereissati Telecom - no âmbito da qual a fusão permitiria a ajudar a "limpar" a dívida das holdings destes dois accionistas. "Como contrapartida, afirmou o ex-líder do BES, a operadora brasileira renovaria as aplicações na Rioforte. Ricardo Salgado sempre disse que estes mails eram verdadeiros.

O que aconteceu a seguir?

Num comunicado de duas páginas publicado a 15 de Agosto de 2014, no jornal Expresso os dois administradores acusam o antigo presidente do Banco Espírito Santo de falsificar os mails e criar informação falsa "ao afirmar que os investimentos realizados pela Portugal Telecom SGPS em títulos da Rioforte eram de conhecimento dos sócios brasileiros da Oi e que, supostamente, faziam parte de um acordo de investimento cruzados".

Ou seja, os brasileiros que desmentiram Ricardo Salgado, que despacharam Zeinal Bava da Oi e que entalaram a Portugal Telecom SGPS com o papel comercial da Rioforte que dizem nunca ter conhecido, estão agora presos no Brasil. Os presidentes das duas construtoras brasileiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht, accionistas da Oi, foram presos preventivamente. Otávio Azevedo foi um administrador da PT que desmentiu Ricardo Salgado e participou no afastamento de Zeinal Bava.

Ou seja os brasileiros foram presos antes de mesmo de os crimes do Universo BES terem sido sequer julgados.

A vida é irónica!

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Efeito Grécia

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Em oito meses, o PS de Costa é apanhado pela coligação

Em oito meses, o PS de António Costa é apanhado pela coligação

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Alguém me explica esta OPA do Caixabank?

por Maria Teixeira Alves, em 18.06.15

Quando o Caixabank lançou uma OPA sobre o BPI, a 17 de Fevereiro, pensei, vem em ajuda do BPI para crescer por aquisições, vem ajudar o BPI a comprar o Novo Banco. Mas logo a segunda maior accionista, Santoro (Isabel dos Santos) se opôs e lança o repto de uma fusão com o BCP. Em que com uma mera operação de troca (ainda estaremos para ver se assim será) fica dona em conluio (aliança, vá) com a Sonangol do maior banco português o tão fadado BCP+BPI. Pensei, lá se vai a compra do Novo Banco, isto vai arrastar-se e não há tempo para comprarem o Novo Banco. 

Isabel dos Santos força a administração do BPI a dizer que o preço da OPA é baixo, 1,329 euros não é suficiente para comprar essa pérola que é o BPI. 

O preço era um bom pretexto para fazer abortar isto. Isabel dos Santos quer o BPI e vai ter o BPI. Até porque precisa de boa reputação bancária e segundo o BCE, Angola não tem boa reputação na banca ao ponto de ser equiparada a risco europeu. 

Isabel dos Santos, ou os que a representavam, desde sempre souberam que àquele preço nunca iriam ser demovidos a facilitar a vida aos espanhóis que estavam no BPI há vinte anos. Mesmo sabendo isso, mantiveram a OPA. 

Isabel dos Santos, ou os seus muchachos, forçaram a votação da desblindagem, para acabar de vez com a expectativa do La Caixa de conseguir ter sucesso numa OPA que precisaria obrigatoriamente da vontade de Isabel dos Santos. Artur Santos Silva ajudou os accionistas históricos do banco que ajudou a fundar. Pediu a suspensão e foi adiado para o dia 17 de Junho a votação da famosa desblindagem, quatro meses depois da OPA. Não valeu de nada. Nada mudou entretanto. Durante estes quatro meses o que esteve o Caixabank a fazer? Não estudou imediatamente alternativas? Porque carga de água é que um chumbo mais do previsível há meses, ainda leva o Caixabank a demorar um dia e meio para decidir retirar a OPA ao BPI?

Mas que absurdo tudo isto. Uma OPA que depende de uma condição impossível para  ter sucesso. Uma teimosia em não contornar o impossível. Mas o mais absurdo é terem deixado arrastar a coisa meses quando afinal se podia ter resolvido em semanas. Assim que Isabel dos Santos disse que não votava a favor da desblindagem, se era para nada se mudar, deixava-se cair a OPA logo.

Depois dá-se a AG que vota a desblindagem. A desblindagem é chumbada tal como era esperado, e a OPA fica a pairar até às cinco e meia da tarde do dia seguinte? Mesmo depois de se saber que não tinha condições de sucesso, mesmo sabendo que não iria ser registada, mesmo sabendo que não havia alternativa, senão a subida de preço e a alteração da condição de eficácia? 

A CMVM recusa o registo da OPA, as acções do BPI caem a pique (6,2%). O Caixabank, que teve meses para preparar um resposta ao chumbo da desblindagem de votos, ainda precisou do dia inteiro (a AG foi de manhã) para pensar no que fazer. No dia seguinte, naturalmente os investidores pensaram que esse compasso de espera só poderia querer dizer que estavam a preparar uma alteração das condições da OPA, pois se era para retirar a OPA diziam-no logo. Já tinham tempo para o ter discuto em todos os conselhos de administração. As acções do BPI abriram a subir, e já ia em 2% quando a CMVM suspende a cotação à espera de facto relevante. O board do banco catalão, reúne-se e discute o desfecho da AG do BPI do dia anterior que teve o resultado mais do que esperado, segundo sei, nem sequer nessa reunião puseram outra hipótese que não a retirada da OPA. Ora se era para isso, volto a perguntar, porque esperaram pelo fim do dia seguinte para o comunicar?

Uma retirada de OPA não exige suspensão das cotações, normalmente, mas isto foi tudo menos normal.

Depois os espanhóis deixam até ao fim do fecho do mercado bolsista em Espanha (que é às seis da tarde deles, cinco de cá) para comunicar o mercado uma informação que não vai mexer com nenhuma cotação do Caixabank, nem tão pouco do BPI; e até porque as acções estavam suspensas. Se era para retirar a OPA porque não comunicaram imediatamente, ou mesmo a seguir à reunião do board?

Como é que se lança uma OPA sem falar com o segundo maior accionista quando se quer pedir uma alteração à blindagem de estatutos? Vai-se para isto sem negociar a sério com a segunda maior accionista, Isabel dos Santos? (Sim eu sei que falaram, mas não foi para chegar a um entendimento com certeza)

Como se mantém a OPA por quatro meses? Como se demora quase dois dias depois da confirmação do mais que esperado chumbo à desblindagem,  para retirar a oferta?

Os tempos mudaram. Longe vão os tempos da lealdade. Longe vão os tempos em que nem uma OPA a sete euros levava o La Caixa a vender as acções do BPI. Mas Gonzalo Górtazar não é Isidro Fainé. Os tempos mudaram. Gonzalo Górtazar só tem um objectivo: rentabilizar o Caixabank, doa a quem doer.

Se tiver de vender tudo fora de Espanha vende. O grupo catalão deu uma oportunidade pagava mil milhões para controlar o BPI mas isso obrigava a que Isabel dos Santos largasse o osso, que é como quem diz libertasse a blindagem dos votos.

O país vai ter saudades da frontalidade destemida de Fernando Ulrich. Todo o sistema bancário terá saudades de Fernando Ulrich. Mas o BPI começa hoje a sua contagem decrescente. Irá ser diluído no BCP, ou vendido a alguém.

Nuno Amado é o próximo grande banqueiro do sistema nacional. Desaparecido o BES, o que restará são dois bancos grandes (sob alçada do BCE) – CGD e BCP – e muitos bancos pequenos que ficarão sob alçada regulatória do Banco de Portugal. 

O mundo muda, as mentalidades é que levam mais tempo. 

 

 

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Só queria lembrar

por Maria Teixeira Alves, em 11.06.15

Que a privatização da TAP (bem como a da ANA) fez parte dos orçamentos de Estado (privatizações em agenda) de todos os últimos governos socialistas. Seus hipócritas!

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Será a bondade contagiosa?

por Maria Teixeira Alves, em 11.06.15

Há esperança para a Humanidade. A bondade é "contagiosa", diz a ciência. Os cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. Diz esta notícia do Expresso.

O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas responde que: "a bondade é contagiosa, mas o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!"

Será a bondade contagiosa, ou seja, será que ao assistirmos a actos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo? Daquilo que observo à minha volta diria que a bondade é contagiosa sim, mas há muitos contextos (cultura, circunstâncias) em que esse contágio não é garantido. Talvez varie de país para país, de cultura para cultura. Portugal não é exactamente o país melhor para confirmar esse contágio da bondade.

Depois parece-me que há pessoas com mais tendência natural para a bondade do que outras. 

Já me parece mais certo que há um efeito garantido de contágio na maldade.Isso, do que me dá a observar, é mais certo que o contágio da bondade. A bondade tem muitos inimigos: a insegurança, a vaidade, o orgulho, o preconceito. A maldade tem poucos inimigos: tem apenas a culpa. Mas essa resolve-se com argumentos de grande validade aparente. :)

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Não percebo a histeria à volta do tema JJ

por Maria Teixeira Alves, em 07.06.15

Deve ser defeito meu, mas não percebo esta histeria à volta do treinador do Benfica ir para o Sporting. A mim parece-me um coisa normal no mercado de trabalho. É a meritocracia a funcionar, e assim é que devia ser sempre.

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Simplificando

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.15

É fácil resumir a Quadratura do Círculo: António Lobo Xavier tem sempre razão. Pacheco Pereira nunca tem. Jorge Coelho é socialista.

P.S.: Pacheco Pereira é mais à esquerda do que a esquerda socialista, porque é um sofrido e magoado defensor dos fracos e oprimidos e vê-os em todo lado, é o socialismo no estado puro, é o socialismo da revolução industrial, o socialismo de Marx. 

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Mais uma vez fico do lado de ALX

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.15

A propósito da recondução do Governador do Banco de Portugal (a propósito, notíciada em primeira mão pelo Diário Económico), mais uma vez concordo a 100% com António Lobo Xavier. 

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À Sociedade Portuguesa de Autores

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.15

Estava a ver a Quadratura do Círculo e José Pacheco de Pereira oferece aos convivas o livro, na qual participa, dos 90 anos da Sociedade Portuguesa de Autores.

Venho aproveitar a data comemorativa, para lembrar que não há nenhuma legislação que protega verdadeiramente os autores.

Os autores só serão defendidos a sério quando houver uma entidade, um regulador, ou o que lhe quiserem chamar, que registe, de forma independente as verdadeiras vendas que dão origem aos pagamentos dos Royalties. É uma vergonha que não haja, para um escritor um sítio onde fique registado as tiragens dos livros e as vendas. Os autores estão sempre à mercê da palavra das editoras que evitam ao máximo dar informações sobre as vendas dos livros. Um autor neste país ou tem cinco mil euros para pedir uma auditoria ou está tramado, porque depois, nas livrarias e nas GfK da vida, recusam dar informação oficial aos autores dos livros. É um escandalo, e de certa forma obedece a uma lógica meio maçónica onde todos parecem cúmplices do roubos aos autores, A Sociedade Portuguesa de Autores devia tomar iniciativas de modo a criar uma entidade onde as vendas e as impressões de livros sejam obrigatoriamente registadas. Quem diz livros, diz outas criações, mas dessas não falo porque não conheço o mercado.

 

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Estaleiros Navais a West Sea

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.15

Se outro motivo não houvesse para eu ser de Direita a privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo servia perfeitamente. Um ano depois da subconcessão dos ENVC a privados, os estaleiros são de uma eficiência há muito não vista. De máquinas quase paradas passaram à reparação de 37 navios; e passaram a recuperar antigos e a angariar novos clientes. Ao fim de 390 dias nas mãos da West Sea os Estaleiros Navais tornaram-se absolutamente eficientes. No tempo da tutela do ministério da Defesa não havia encomendas e os trabalhos estavam quase parados.

Vivam as privatizações!

P.S. A excepção é a Cimpor, coitada da empresa nas mãos da brasileira Camargo. É preciso cuidado com a soberba dos brasileiros.

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Pois é

por Maria Teixeira Alves, em 27.05.15

Notícia do Expresso

O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, diz que não é a Igreja que precisa de rever a sua posição, pois a “derrota dos princípios cristãos” representa “uma derrota para a humanidade”.

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Ricardo Salgado andou anos a dar ordens a cúmplices para trabalharem as contas da holding suíça que controlava o todo o Grupo Espírito Santo. O GES foi crescendo e o BES também. Para financiar o crescimento estavam cá os clientes, quando faltava o dinheiro à família, as holdings emitiam dívida e os bancos e gestoras de fundos distribuíam-na, para depois a família ir aos aumentos de capital. Criavam-se bancos em várias geografias o que dava para financiar mais o GES. Arregimentavam-se solidariedades para assegurar o funcionamento da máquina. Agregavam-se amigos à estrutura de capital das várias holdings.

Um dia veio a crise financeira de 2008 (Lehman Brothers) – um dia ainda ouviremos dizer que quem deitou o BES abaixo (e outros como o BPP) foi o Ben Bernanke (presidente do FED em 2008) – e com ela a crise de financiamento. Os bancos deixaram de se conseguir financiar no Mercado Monetário Interbancário. Foi uma aflição para o GES que vivia irrigado a dívida. Martelar as contas foi a resposta que o líder do GES adoptou para evitar ter de perder o controlo do banco. A dívida estava escondida para que a holding se conseguisse continuar a financiar. Nem se pensou por um segundo que tudo pudesse ruir. A circulação de dinheiro substituía a ausência de capital.

O BES e a Tranquilidade já foram recuperados, na década de 80, às nacionalizações com parcos recursos e muita dívida. A culpa disto tudo no fundo é do PREC de 1975 que destruiu as empresas portuguesas e criou a crise de capital que existe até hoje. 

O Banco de Portugal descobriu em 2013 e começou a pressionar devagarinho e depois pressionou depressa, e quanto mais pressa pior, porque a urgência da situação levou Ricardo Salgado a soluções de recurso pouco ortodoxas. Depois de descobertas o Banco de Portugal e a KPMG quiseram provisionar tudo como se tudo estivesse perdido, estando ou não, e isso deitou o banco abaixo. Criou-se um novo banco e assim se evitou que o Estado entrasse no capital do BES. O que era contra as indicações de Bruxelas que estava em plena legislação anti-ajuda estatal aos bancos. A Resolução é uma medida europeia.

O BCE retirou o estatuto de contraparte ao BES. O BES podia ter continuado sem esse estatuto? Sim podia. Vivia encostado à ELA (facilidade de liquidez do Banco de Portugal) até arranjar compradores privados. Mas podia? Não, porque mesmo para recorrer à ELA não podia ter capital abaixo dos mínimos legais. O BES com as provisões genéricas de 2.100 milhões, mais 1.500 milhões de provisões a 100% para as obrigações que circulavam pela Eurofin para gerar dinheiro, e para as cartas conforto à Venezula, ditaram o fim do BES. Os prejuízos semestrais de 3.577 milhões são resultante dessas provisões (só cerca de 255 milhões é que eram prejuízos da actividade). A Resolução sempre esteve na sombra do desfecho do BES, desde que se descobriu a meio de Julho a marosca da circulação das obrigações que estavam a ser recompradas pelo BES com perca para o banco. E desde que se descobriu as cartas conforto aos venezuelanos. A Resolução esteve sempre na sombra, mas a decisão formal dela só se toma no começo de Agosto. Estava tudo preparado para ela quando ela surgiu, assessores contratados inclusivamente, mas mesmo assim, as opções podiam ter sido outras se tivesse havido outras.

Resumindo e baralhando:

Ricardo Salgado é acusado de actos dolosos de gestão ruinosa, o que lesou depositantes, investidores e demais credores.  Pois sabia da falsificação das contas da ESI e mesmo assim deixou que os bancos e gestoras de fundos disseminassem dívida dessas empresas pelos clientes, investidores e demais credores.

Claro que Ricardo Salgado não decidiu as provisões em Julho, com reporte a Junho, que deixam o BES sem capitais, mas isso não quer dizer que não tenha criado todas as condições para deitar os bancos do GES abaixo (não foi só o BES que caiu). Desde logo os bancos noutras geografias que já estavam a fechar portas porque não conseguiam cumprir o pagamento do papel comercial do Grupo que tinham vendido aos clientes e isso provocou uma corrida aos depósitos. 

O próprio Amílcar Morais Pires, o Merlin do BES, admitiu que havia uma crise de liquidez (o BES aproximava-se do ponto em só se financiaria no Banco de Portugal, recorrendo à ELA) mesmo antes de se descobrir as Obrigações BES de longo prazo (carteira discricionária) as cartas conforto aos venezuelanos.

 

 

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O título do momento

por Maria Teixeira Alves, em 21.05.15

Pais do Amaral concorreu à TAP com carta de 4 páginas

Na proposta não vinculativa que apresentou, o empresário pedia mais seis semanas para apresentar uma oferta firme pelos 61% da TAP.

Ou seja, Miguel Paes do Amaral concorreu a dizer que concorria mais tarde! Acho Lindo!

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Selvagens

por Maria Teixeira Alves, em 19.05.15

Acho inacreditável que no Marquês de Pombal, uns doidos do Benfica tenham desatado a atirar garrafas de vidro para cima das pessoas ( via-se nas imagens da SIC, autêntico terrorismo) e de repente a Polícia começa a empreender e passa a ser a culpada. Agora só se fala da violência da polícia. Incrível! Se a polícia tivesse ficado quieta e as pessoas fossem todas parar ao Hospital com garrafas espetadas na cabeça a polícia era incompetente e não tinha feito nada, assim a polícia é que é a má da fita. Acho que se houver autoridade neste país ficam já proibidas as "festas" no Marquês. 

Já em Guimarães estes selvagens benfiquistas destruiram o Estádio de Guimarães, pegaram fogo até às casas de banho. Arrancaram as cadeiras. É lamentável!!!! Selvagens!!!

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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