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Se há uma coisa que sai das duas conferências de imprensa de apresentação dos resultados dos bancos é que quer o BCP, quer o BPI já sabem que o impacto que os bancos terão de assumir pela diferença entre o valor da venda do Novo Banco e o valor que o Fundo de Resolução deve ao Estado, vai ser pago através do imposto extraordinário que a banca paga e que já tem como destino o Fundo de Resolução. Será uma extensão dessa contribuição extraordinária que servirá para pagar esse GAP.

Mais, lê-se nas entrelinhas que o comprador pagará um valor nominal alto e que os ajustamentos a serem feitos ao preço serão à posteriori, depois das vicissitudes se confirmarem, e não à partida quando essas circunstâncias surgem apenas enquanto cenário.

Tudo ficará decidido a meio de Agosto. Os bancos, donos do Fundo de Resolução, sabem disso.

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Temos um Papa americano

por Maria Teixeira Alves, em 28.07.15

O Obama anda em visitas de Estado como se fosse o Papa, prega sempre qualquer coisa de moral (da sua) em cada país que visita.

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Ao menos isso

por Maria Teixeira Alves, em 22.07.15

PSD e CDS aprovam taxas moderadoras no aborto

Era uma vergonha as benesses que eram dadas para matar embriões. Uma vergonha!

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O socialista Hollande, e a sua equipe, propõem que o caminho da União Europeia passe por um Governo, um orçamento e um Parlamento comum. Mas apenas constituído pelos países fundadores: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda.

Ainda bem que foi Hollande a avançar com a ideia, se fosse a Angela Merkel era logo apelidada de nazi.

 

Reparem na notícia do Expresso:

«Revigorado com o seu recente papel determinante para a continuação da Grécia na zona euro, o Presidente francês François Hollande desenvolveu este domingo as suas propostas para “relançar a Europa” – a criação de um Governo da zona euro, com um orçamento comum e um Parlamento específico.

O chefe de Estado – que se exprimiu através de um artigo publicado no semanário “Journal du Dimanche” – falou no nascimento de uma “vanguarda” na zona euro “com os países que o decidirão”, mas sem desenvolver os contornos exatos das suas ideias.

Acabou por ser Manuel Valls, primeiro-ministro francês, que se encarregou disso, falando em Avignon, à margem de um festival de teatro a que assistiu na tarde deste domingo. Para ele, a “vanguarda” será composta pelos “países fundadores da União Europeia: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda”».

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Viva o Krugman e a sua versatilidade

por Maria Teixeira Alves, em 20.07.15

Acabo de ler que Paul Krugman, – o economista gauche que defendeu o Governo da Grécia contra os malvados países europeus que financiam a Grécia, o economista que enalteceu o referendo-Varoufakis, que veio para os jornais dizer que votaria não no referendo que votava as medidas inerentes a um terceiro resgate, – vem agora reconhecer que afinal “talvez tenha sobrestimado a competência do Governo grego”, durante uma entrevista à cadeia de televisão CNN.

O prémio Nobel da economia norte-americano, Paul Krugman, que se destacou como um dos mais virulentos críticos das medidas de austeridades impostas a Atenas, reconheceu hoje ter “talvez sobrestimado a competência” do Governo grego. Vai mais longe, quando diz que "nem calculei que pudessem tomar uma posição sem ter um plano de urgência, caso não obtivessem a ajuda financeira que solicitavam", explicou. Descobriu a pólvora, afinal os gregos são inconsequentes, porque fazem braço de ferro sem ter alternativa ao que combatem. “Acreditaram que podiam simplesmente exigir melhores condições sem ter um plano alternativo”, disse o Krugman. Viva a versatilidade. Ora se o tinhamos levado a sério...

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O PS no multibanco (greek style)

por Maria Teixeira Alves, em 19.07.15

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Porque o humor é soberano

 

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Top das preocupações mundiais

por Maria Teixeira Alves, em 16.07.15

ISIS é a maior preocupação em quase todo o mundo excepto na Turquia e no Pakistão que estão preocupados antes de mais com... as alterações climáticas. 

Polónia, "top concern": Russia

Israel top concern: Irão

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Não há remédio para a Grécia

por Maria Teixeira Alves, em 14.07.15

A Grécia há cinco anos comprometeu-se em assegurar a independência do instituto de estatísticas grego (ELSTAT) (tipo INE). É importante porque foram eles que martelaram os números da Grécia que os guiaram até aqui. Em todos os resgates os vários Governos gregos prometem cumprir esta medida e agora voltaram a prometer.

Eu aposto que à primeira avaliação da troika voltam a chumbar. Não há remédio para a Grécia. É um sorvedouro de dinheiro dos outros. Esta suposta nova austeridade serve apenas para obter dinheiro para os bancos no imediato. Não vai ser cumprida. Obviamente. Tudo é um teatro, assim como o referendo foi um teatro.

A solução para a Grécia é a ajuda humanitária tipo Banco Mundial, e a moeda dracma a acompanhar. 

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Moral da história

por Maria Teixeira Alves, em 13.07.15

O referendo da Grécia convocado pelo Governo do Syriza foi um mero golpe de teatro. Na verdade quando não há dinheiro, há falta de liberdade e de autonomia. Não podemos ter o melhor dos mundos. Gastar como queremos e precisar de pedir emprestado para gastar.

O resultado prático do referendo foi o despedimento do Ministro das Finanças grego. Nada mais do que isso.

Depois constata-se que quem manda na Europa são os Estados Unidos por causa do problema da segurança. A Europa sempre investiu em Estados Social e descurou a segurança, delegando essa tarefa nos Estados Unidos e agora Obama não quer a Grécia fora da União Europeia e a saída do euro poderia levar aí.

Foi uma ginástica olímpica, mas lá se conseguiu um acordo apalavrado entre a Grécia e os credores. Mas com austeridade claro. O Syriza engoliu um sapo e conseguiu um acordo de 86 mil milhões de euros que envolve um pacote "duríssimo" de austeridade.

Até quarta-feira, o Parlamento grego tem que aprovar medidas como o aumento do IVA e o alargamento da base tributária para aumentar as receitas fiscais, a reforma do sistema de pensões - incluindo a garantia da sua sustentabilidade a longo prazo -, o assegurar da independência do instituto de estatísticas grego (ELSTAT) e a aplicação integral das principais normas previstas do Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária.

O acordo para um terceiro resgate foi alcançado por unanimidade e inclui ainda um fundo de 50 mil milhões de euros para pagar a recapitalização dos bancos, que será sediado em Atenas, mas deverá ser gerido por entidades europeias. 

Há privatizações de embarda.

Até dia 22 de Julho, os deputados em Atenas têm ainda que aprovar a adopção do Código de Processo Civil que inclui disposições que aceleram os processos judiciais e reduzem os seus custos e que transpor para a legislação nacional.

Em troca recebem a eventual reestruturação da dívida e o dinheiro que a bem dizer é fundamental.

Da minha parte, alheia a outros interesses, acho que se é para subsidiar a Grécia, então ajude-se humanitariamente e deixemo-nos de tretas de Grécia na eurozone. 

 

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Resultado do Referendo da Grécia

por Maria Teixeira Alves, em 06.07.15

Eurogrupo despede Varoufakis

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Afinal este referendo serviu para quê?

por Maria Teixeira Alves, em 05.07.15

"Greek ‘No’ does not mean Grexit, but better deal, Tsipras says

Isto é uma anedota. Então faz-se um referendo para obter o chumbo das medidas de austeridade, vence o não, e a consequência é que vão negociar medidas de austeridade?! Depois deste referendo Tsipras dizer que quer manter a Grécia no euro e que vai fazer tudo para chegar a acordo com os credores e que precisa de resolver o problema dos bancos (que estão sem liquidez). Afinal este referendo é um embuste, e serviu apenas para a popularidade do primeiro ministro grego?!

 

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Grécia: Jogo de sombras

por Maria Teixeira Alves, em 02.07.15

Tudo o que se tem passado na Grécia tem qualquer coisa de teatral. Há um jogo de sombras.Terão as negociações entre os representantes do Governo Grego e os representantes dos credores, Comissão Europeia, BCE e FMI sido verdadeiras negociações? Não me parece. Houve troca do que cada lado pensa e as exigências dos credores para darem mais dinheiro à Grécia, com os gregos a tourear os credores, porque estão protegidos pela certeza que na Europa ninguém quer expulsar os gregos e aliás não há na legislação forma de o fazer contra a vontade do Governo grego. A saída da Grécia do euro teria de ser feita por iniciativa desta, passando a emitir dracmas e a transaccionar nesta moeda.

Para os líderes gregos, uns rapazes que estão inebriados com os holofotes do mundo, esta situação dá-lhes a força negocial que o dinheiro, que não têm, não lhes dá. Por isso desafiam permanentemente os líderes do Eurogrupo. Quando tudo está à beira do colapso, Tsipras ainda atiça mais os gregos contra as medidas de austeridade e apela ao voto do Não no referendo de domingo. Para mostrar quem manda ali. Os gregos querem ficar no euro, mas se não lhes fazem a vontade votam em referendo contra a Europa. 

Pedro Passos Coelho confidenciou um dia que se fosse Alexis Tsipras estaria preocupadíssimo, porque não há dinheiro nos bancos, nem nos cofres do Estado grego para pagar salários da função pública, para pagar pensões, para já não falar em pagar aos credores. O problema é que com quase 200% da dívida publica sobre o PIB, a Grécia não consegue pagar, não consegue produzir (não exporta quase nada) e precisa de dinheiro. Portanto o que a Grécia quer é ser subsidiada pelos credores europeus, mas continuar com a sua irreverência, para não perder o charme.

Mas consta, que ao contrário dos credores ricos, e dos credores que têm cofres cheios, o primeiro-ministro grego não está preocupado. Todos estão preocupados com a Grécia menos Tsipras e Varoufakis. Quando hoje Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha, revelou que tinha pena do povo grego era disso que falava, dessa irreverência irresponsável dos seus governantes. Evidentemente que todos esperam um novo perdão de dívida à Grécia. Mas o problema é que a Grécia quer que lhe emprestem mais, mas para voltar a não pagar. De hair-cut em hair-cut até ao infinito. A Grécia nunca mais será autónoma financeiramente. Nunca mais voltará aos mercados, acreditem.

Mas o mais engraçado de tudo isto é ver que paradoxalmente a Grécia tem um dom raro: que é o de cativar a simpatia e a caridade. O mistério da emocionalidade. Não que a emocionalidade não seja provocada por interesses egoístas, que é, mas a Grécia tem o dom que algumas pessoas têm e outras não conseguem ter, que é o de inspirar a caridade, de inspirar a simpatia, de inspirar o amor. Não tem nada a ver com a razão. Muitas vezes quem tem razão não inspira o amor e não o consegue cativar. Mesmo que esteja certo e faça tudo bem.

As emoções (que nem sempre nascem de nobres actos) são um mistério insondável.

Todos querem ajudar a Grécia. Então assistimos a um fenómeno curioso: pessoas em todo o mundo estão a mandar dinheiro para a Grécia. Mesmo que nos seus próprios países se revoltem cada vez que os seus governos lhes peçam dinheiro (em impostos e taxas) para ajudar o país a pagar as suas próprias dívidas aos seus credores.  Mas a Grécia tem este dom, que não se explica. Qualquer líder se transforma num Che Guevara, e todos se apaixonam pela Grécia, que é um país pouco cumpridor e cheio de manhas. Até os credores cedem ao charme dos gregos. Não há país que tenha recebido tanta tolerância dos credores europeus como a Grécia, tanta benevolência. E perante tudo isto não pagam e querem mais dinheiro. Por seu turno os parceiros europeus, que é quem menos se devia preocupar, tentam a todo o custo manter a Grécia no euro. Vá lá a gente perceber isto.

Portugal não tem essa sorte. Ninguém se apaixona por Portugal e a caridade não nos bate à porta, A Irlanda não tem essa sorte. Não cativa o amor que os Gregos cativam. 

Noutros pontos do globo, a Islândia não cativou simpatias do mundo quando foi à falência. 

Mas os gregos sim, todos querem tirar os gregos do  sufoco que os próprios criaram, eles sabem disso e tiram disso vantagem.

Lucky Bastards!

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The world is going mad II

por Maria Teixeira Alves, em 29.06.15

Os facínoras do Estado Islâmico estão às portas da Europa. A Grécia à porta da rua do euro e em convulsão social. A Inglaterra céptica em ficar na União Europeia, que parece estar a desintegrar-se. A Rússia de Putin à espera para ver como se posiciona. Mas o Obama é um herói porque pôs os homens a casar com homens e as mulheres a casar com mulheres no seu país e sente-se o arauto do progresso.  Ena!

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Para quem defendia que havia alternativa à austeridade

por Maria Teixeira Alves, em 28.06.15

Ponham os olhos na Grécia, ponham. Ponham os olhos no que acontece a um país endividado que não quer austeridade porque não quer ceder a esse poder merkeliano. Ponham.

Nos países, tal como na nossa vida, a autonomia tem um preço, que é não precisar do dinheiro dos outros, ou pelo menos não precisar exclusivamente do dinheiro dos outros. É preciso criar condições para que isso aconteça, pelo menos, mais cedo ou mais tarde.

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The world is going mad

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

The world is going mad, definitely!

Os gregos precisam do dinheiro dos credores e querem que os credores lhes emprestem a fundo perdido e sem regras de corte de gastos que permitam à Grécia pagar no futuro, e os maus da fita são os alemães. Os alemães que sofrem com o estigma do seu passado histórico são os carrascos, ninguém se lembra de ver que a Alemanha é vítima de preconceitos, tanto como outros que são oficialmente vítimas. Mas todos olham para coitados dos desorientados dos gregos, como desgraçados, como vítimas desses carrascos europeus, dessa Europa germânica. Os gregos são vítimas sim, mas deles próprios. 

Os analistas portugueses acham que Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque é que são maus governantes. Os gregos do Syriza eram bons, agora são mais ou menos, e se a Grécia ficar no euro, então passam a heróis e a argumento para crucificar o Governo da coligação. Este governo que tirou Portugal de uma situação à grega, que era onde estávamos em 2011, não se esqueçam, é que é mau. Porque bons são as políticas da tolerância, tolerância com os gregos. Tolerância essa palavra mágica que inebria e esconde as maiores injustiças. Tolerância aqui significa dar dinheiro à Grécia, a fundo perdido, e quem dá, são os contribuintes dos países maus, dos alemão, que para além de ricos ainda têm uma governante de direita. Imperdoável. 

Ainda agora ouvi alguém dizer que se a Grécia chegar a acordo com o Eurogrupo que Pedro Passos Coelho fica mal visto porque afinal podia ter negociado a austeridade. Apetece perguntar: mas por acaso queríamos estar na situação em que a Grécia está agora? Por acaso queríamos estar a referendar as propostas dos credores e em risco de sair da zona euro? Por acaso queríamos continuar a depender da caridade dos parceiros da União Europeia sem capacidade de nos financiarmos nos mercados? 

Se a Grécia sair do euro, saiu, pronto. No big deal.

Este mundo está de pernas para o ar. Basta olhar para as notícias da última semana para perceber que o mundo está a enlouquecer. 

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E se o não à austeridade ganha na Grécia?

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

O governo da Grécia passou para os gregos a responsabilidade de deitar fora o seu programa eleitoral. O governo de Tsipras leva a referendo as medidas de austeridade que são exigidas pelos credores europeus, provavelmente na esperança que os gregos votem a favor das propostas dos credores no dia 5 de Julho. Talvez seja mais do que uma esperança, talvez o governo de Tsipras saiba que os gregos querem ficar no euro porque sabem que a escolha se faz entre austeridade ou pobreza imprevísivel. 

Mas corre um risco. O de os gregos votarem contra as propostas dos credores. Nesse caso o governo deixa de ter legitimidade para manter a Grécia no euro. 

Se ganhar o sim à austeridade, Tsipras terá de convencer o Eurogrupo a retomar as negociações. É que o Governo grego propôs uma extensão do programa por "algumas semanas" para acomodar a realização da consulta popular, mas a o Eurogrupo não concordou com um prolongamento para além de 30 de Junho, o dia em que termina o prazo do reembolso ao Fundo Monetário Internacional.

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Ao ver a primeira página do Expresso Economia um título chamou-me a atenção: "Regulador dos seguros visita China a convite da Fosun". 

Será que li bem? Será que esta notícia (que ainda não li) é aquilo que eu penso que é? Um regulador que viaja a convite de um regulado (a Fosun é dona da Fidelidade).

Mas será possível que este país não aprenda nada com o passado? 

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França is on fire

por Maria Teixeira Alves, em 26.06.15

Vivemos tempos perigosos. A França está especialmente ao rubro. Entre as manifestações violentas dos taxistas contra a Uber, com carros queimados e afins; os lesados do BES em manifestação; e os ataques de terrorismo violento de alegados seguidores do Estado Islâmico, o país da revolução francesa não atravessa um bom momento.

Depois ainda têm à frente do país François Hollande. Ninguém merece.

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Crónica dos Bons Malandros

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Ex-representante da Oi na PT preso no Brasil na operação Lava-Jato.

Mais cedo ou mais tarde as pessoas revelam-se. Um dia o BES, pôs a Portugal Telecom a fundir-se com a Oi. Zeinal Bava foi premiado com a presidência da Oi. Os accionistas da Oi e Ricardo Salgado entendiam-se bem, havia cortesia para todos. 

Mais tarde, perante o default da Rioforte que provocou uma perda de 900 milhões na PT em plena integração na brasileira Oi, Ricardo Salgado passou de "bestial a besta" para os brasileiros. Mas os mails trocados foram parar ao Expresso, a provar o quão cínicos eram os brasileiros. Cinismo com cinismo se paga.

O que diziam os mails? O Expresso teve acesso a e-mails trocados entre Sérgio Andrade, presidente do Conselho de Administração da Andrade Gutierrez (accionista da Oi), e Ricardo Salgado, com o seguinte conteúdo: “Caro Sérgio, estou surpreendido com a situação porque certamente o Sérgio se lembra de que o GES teria uma contrapartida equivalente ao benefício das holdings privadas brasileiras no aumento de capital”, o que sugere que o aumento de capital que deu corpo à integração da PT Portugal na Oi tinha permitido ‘limpar’ dívidas dos accionistas brasileiros.  Ricardo Salgado dizia que existia um acordo entre o GES e os grandes accionistas da Oi - a Andrade Gutierrez e a Jereissati Telecom - no âmbito da qual a fusão permitiria a ajudar a "limpar" a dívida das holdings destes dois accionistas. "Como contrapartida, afirmou o ex-líder do BES, a operadora brasileira renovaria as aplicações na Rioforte. Ricardo Salgado sempre disse que estes mails eram verdadeiros.

O que aconteceu a seguir?

Num comunicado de duas páginas publicado a 15 de Agosto de 2014, no jornal Expresso os dois administradores acusam o antigo presidente do Banco Espírito Santo de falsificar os mails e criar informação falsa "ao afirmar que os investimentos realizados pela Portugal Telecom SGPS em títulos da Rioforte eram de conhecimento dos sócios brasileiros da Oi e que, supostamente, faziam parte de um acordo de investimento cruzados".

Ou seja, os brasileiros que desmentiram Ricardo Salgado, que despacharam Zeinal Bava da Oi e que entalaram a Portugal Telecom SGPS com o papel comercial da Rioforte que dizem nunca ter conhecido, estão agora presos no Brasil. Os presidentes das duas construtoras brasileiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht, accionistas da Oi, foram presos preventivamente. Otávio Azevedo foi um administrador da PT que desmentiu Ricardo Salgado e participou no afastamento de Zeinal Bava.

Ou seja os brasileiros foram presos antes de mesmo de os crimes do Universo BES terem sido sequer julgados.

A vida é irónica!

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Efeito Grécia

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Em oito meses, o PS de Costa é apanhado pela coligação

Em oito meses, o PS de António Costa é apanhado pela coligação

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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