Ora o que é que distingue um católico de um ateu? Para um católico o bem é não fazer mal aos outros, para um ateu o bem é o que é bom para si e para os seus e o mal é o que é mau para si e para os seus. É porque os valores católicos se têm esbatido que chegámos a este desnorte aonde nos encontramos.
"A OCDE manifestou a sua preocupação pelo crescimento do desemprego entre jovens de 15 a 24 anos - que já atinge os 22,6 por cento para a média dos 30 membros da organização". Dos 15 aos 24 anos?! Imagino o descalabro que será o desemprego jovem a partir dos 8 anos!
Futre terá sido abordado, ou mesmo convidado, para ter um programa na RTP, onde o antigo jogador iria receber 30 mil euros por mês para comentar o Euro 2012. Mas o Ministro Miguel Relvas contactou o presidente da RTP, Guilherme Costa, para o questionar sobre se essa notícia era verdadeira. Guilherme Costa disse logo que a notícia podia ser desmentida, e que não tinha conhecimento dessa contratação. Mais tarde soube que alguém na RTP abordou Paulo Futre para um convite desse género. Aparentemente a administração da RTP está assim de acordo com a tutela.
Pode dar-se esta notícia de duas formas:
"Paulo Futre já não vai ter um programa na RTP. Fonte do Governo disse à SIC que o ministro Miguel Relvas travou o negócio", versão da SIC (concorrente da RTP)
ou pode dar-se a notícia desta forma:
"A RTP iria pagar a Paulo Futre 30 Mil Euros por Mês, numa altura que a Estação pública teve 11 milhões de euros de prejuízo, despediu pessoal, e baixou o Salário a muitos dos seus Funcionários". Por isso o Ministro da tutela, Miguel Relvas, alertou o Presidente da RTP para a impossibilidade de tal acontecer, o que teve imediatamente o acordo do gestor do canal de televisão do Estado.
Claro que a versão mais séria é a segunda (por acaso é da TVI, também concorrente). Se fosse verdade que Futre iria receber 30 mil euros por mês para comentar o Euro 2012, teríamos hoje a SIC a noticiar o escândalo do uso de dinheiros públicos para pagar contratos milionários.

Não sei se perceberam mas a União Europeia tem preparado a saída da Grécia da zona euro. Obrigou os bancos europeus a registar perdas de 77% com a dívida grega de forma a torná-los imunes ao desaire grego. Reparem nesta notícia: "Chegámos a uma fase em que a saída da Grécia da Zona Euro pode acontecer sem grandes repercussões no resto da Europa". A garantia foi dada pelo presidente da Federação de Bancos da Europa, Christian Clausen.
Tal como eu escrevi em posts anteriores, a Grécia vai acabar por sair do euro, é uma questão de tempo.
O grande problema agora é o sistema financeiro espanhol. Arrastado pelo problema da sobrevalorização do imobiliário, o sistema financeiro de Espanha tem agora o problema das construtoras que poderão arrastar mais bancos para a intervenção estatal.
.jpg)
Corre por essa Europa fora um equívoco, que está a alastrar-se perigosamente. Há uma ideia de que a austeridade é uma política e uma política da chanceler alemã de direita, Angela Merkel. Esta ideia que a esquerda anda a difundar é atraente, mas é falsa. É uma mentira. Não há alternativa à austeridade. Não há, porque os investidores institucionais recusam-se a investir em dívida pública dos países que têm défices excessivos e uma dívida pública superior ao PIB. E como não se conseguem financiar, nenhum país consegue pagar salários, nenhum país consegue dar saúde, escolas, etc, à sua população. Por isso os países têm de baixar os seus gastos públicos. Pode subir-se a inflação e aumentar o PIB artificialmente, mas isso será solução? Haverá quem invista em nós sabendo que os rácios subiram artificialmente? Não vale a pena, a época da dívida eterna acabou. E é por isso que chegou a austeridade abrupta. Ninguém gosta, é certo, mas a verdade é que austeridade não é uma política é a ÚNICA saída. Hollande, por exemplo, vai ter de recuar em todas as suas promessas eleitoralistas. Porque a realidade das contas públicas não mudou só porque saiu Sarcozy. Mário Soares é outro demagogo, que está aqui para lutar pelo seu socialismo, à custa de pura demagogia.
Como é que alguém no seu perfeito juízo quer ir gerir a Grécia na situação de falência em que está?
Pelos vistos há quem acredite que é possível gerir a Grécia com menos austeridade. Deixem sair a Grécia do euro, para verem o que acontece.
Eis a reacção do no nosso PS: eleições na Grécia: "derrota da austeridade excessiva".
E a França, vamos todos ver o Hollande a recuar em todas a promessas eleitorais, a austeridade na França ainda agora vai no adro.
![]()
Estou para escrever isto há uns tempos, mas por razões difíceis de explicar ainda não me tinha metido na OPA da Brisa. Agora sinto que já posso.
A propósito dos muitos inquéritos políticos questionando o facto de os bancos CGD, BCP e BES irem financiar a OPA obrigatória dos Mellos (em conjunto com o Fundo Arcus), quando não há dinheiro para a economia, ouvi as declarações dos administradores da CGD. O Estado tem sido acusado às vezes injustamente. É verdade que à primeira vista parece um favor da banca à família Mello. Mas uma análise mais profunda permite ver que isto não é um favor aos Mellos, é um favor a si próprios. Por alguma razão José de Matos, CEO da CGD (gosto muito de siglas), disse na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas que na OPA lançada pela Tagus (Mellos/Arcus) o banco não está apenas a financiar a OPA, mas está sim a entrar numa operação de reestruturação e recuperação de crédito. Ao princípio não foi claro para mim, mas depois lá veio a explicação,"estamos a fazer uma operação de crédito que nos permite reforçar garantias que temos desse crédito". E acrescentou também, "temos de proteger os sectores que precisam de ser segurados para evitar falências em cadeia". Isto é, se deveres pouco ao banco tens um problema, se deveres muito o banco tem um problema, é este o caso do Grupo José de Mello. A informação ficou completa quando a Sábado escreveu que o Grupo José de Mello deve mil milhões de euros só à Caixa Geral de Depósitos e que é apenas 40% da sua dívida bancária. Ora desses mil milhões, apenas há garantias (colaterais) para cobrir 76,8% dessa dívida (havendo por isso um défice de cobertura de 237 milhões de euros). Assim a CGD empresta 88 milhões de euros à Brisa (os restantes são emprestados pelo BCP, 401 milhões e pelo BES 99 milhões) para ajudar a comprar 100% da Brisa para depois hipotecarem as novas acções. Mas mesmo que não compre 100%, ou que não compre nada, só o facto de ter criado a Tagus (que juntou duas participações numa só) já lhe permite ter acesso às reservas da Brisa e com isso pagar parte da dívida do seu accionista.
Os bancos ao emprestarem dinheiro à Tagus para a OPA estão assim a investir em garantias adicionais dos empréstimos.
Por outro lado, se conseguirem comprar 100% da Brisa, e assim retirarem-na de bolsa, conseguem que o reforço do nível de garantias dos bancos suba automaticamente, por via da reavaliação da empresa com base nos 'discount cash flows', e não com base no valor das cotações. Desta forma o Grupo José de Mello fica com a sua dívida bancária quase coberta, e os bancos atenuam um vírus que está a corroer o seu capital. Esta é uma OPA à medida dos bancos. Quem se lixa é a Abertis com 15%, que só lhe resta perder ou juntar-se a eles.
Também publicado no Farpas

Digam-me que não é verdade que a Quadratura do Círculo está a discutir os saldos do Pingo Doce. Inacreditável! Vejam, há um que aproveita o Pingo Doce para criticar o Governo (AC), outro que aproveita o Pingo Doce para dizer que os portugueses estão na miséria (JPP). E por fim a única opinião sensata é, mais uma vez, a de António Lobo Xavier.
Claro, que as imagens de televisão foram escolhidas propositadamente para provocar uma imagem de saque e desespero das pessoas, que na realidade adoram descontos e matam-se por "oportunidades", nem que paguem a crédito. É evidente que não é sinal de nada a não ser disso mesmo. Nem o Pingo Doce foi invadido apenas pelas pessoas necessitadas, conheço muita gente bem, com ordenados muito acima da média, que foram ao Pingo Doce, por isso a teoria de Pacheco Pereira cai por terra. Aliás, em lado nenhum os saldos transformam qualquer loja na Cáritas. O impacto mediático à volta da iniciativa do Pingo Doce está a ser aproveitado politicamente para dar uma ideia de "má governação do país". Não passa de um pretexto. Acordem, não se deixem iludir por campanhas disfarçadas.
Não há saco para toda a histeria política e mediática à volta da campanha do Pingo Doce. Este é um país tacanho que não admite boas ideias e que ainda por cima não são novas, em países como o Reino Unido, por exemplo, há o boxing day, a seguir ao Natal, onde as lojas fazem descontos exorbitantes, o que provoca a euforia dos consumidores. O primeiro de Maio com 50% de desconto nos supermercados Pingo Doce foi um golpe de marketing fabuloso, porque não se fala de outra coisa. Mas neste país, uns saldos numa cadeia de supermercados é tema para se debater na Assembleia da República (pergunto para que pagamos nós a estes deputados?). Cheguei a ouvir uma deputada dizer que estes saldos eram uma ofensa aos "valores do 25 de Abril", imagino que esteja a referir-se ao facto de ter ocorrido no dia do Trabalhador. Uns falam em dumping, outros falam de desrespeito, outros em abuso, outros acusam quem foi ao supermercado usufruir do desconto sem ser pobre. Mas está tudo louco neste país? Os portugueses não admitem as boas ideias nos outros...
Parabéns Jerónimo Martins.

Acabo de ouvir o Miguel Sousa Tavares dizer que as privatizações são desastrosas para o "interesse nacional" e dá o exemplo da ANA - Aeroportos de Portugal, que tem como missão gerir as infra-estruturas aeroportuárias; dos CTT - Correios de Portugal, da TAP, e da Águas de Portugal, ainda que seja só a concessão. A minha pergunta é. Porquê? Porquê que é que o Estado vender a privados os Correios, ou a gestora dos aeroportos, ou a TAP (condicionada obviamente a que o aeroporto se mantenha cá), ou a concessionar a gestão da empresa das Águas, é desastroso para o país? Pois, os argumentos válidos para justificar as opiniões é que não aparecem no discurso de Miguel Sousa Tavares.
Estive a ouvi-lo e nem por uns minutos, daqueles bitaites que manda, ouvi alguma coisa substancial sobre a economia e sobre o país. Criticou o ajustamento, mas não deu nenhuma alternativa, porque não há, e por aí fora. A chamada crítica fácil. Conclusão: AINDA BEM QUE NÃO É MIGUEL SOUSA TAVARES QUE GERE O PAÍS. Só me lembrei do Truffaut, realizador francês da Nouvelle Vague, que num dos seus filmes a sua personagem leva o filho Alphonse à estação e recomenda-lhe que estude muito violino, para se tornar no melhor músico, e o filho pergunta-lhe, o que é que acontece se não conseguir ser o melhor? Não faz mal, vais para crítico. Miguel Sousa Tavares também foi para crítico.

Estive hoje à tarde no Chiado (paredes meias com o Largo do Carmo) e nem sinal de cravos ou chaimites, nem música nas ruas, nem ninguém que não estivesse normalmente a ver montras e a ir à Fnac. Mal se dá pelo 25 de Abril, se eu não ligasse a televisão poderia perfeitamente passar o dia sem saber que se comemora a Revolução que supostamente mudou Portugal. Não me lembro muito do Portugal de antes do 25 de Abril, tenho uma vaga ideia de Marcelo Caetano na televisão a preto e branco e pouco mais. Lembro-me do início do anos 80 e tenho uma ideia provinciana dessa época (ainda hoje tenho uma ideia de Portugal como um país pouco evoluído, muito preconceituoso, vaidoso, manhoso, pouco culto, e tenho pena). Mas há uma coisa que eu me lembro, de um salto qualitativo entre o fim dos anos 80 e os anos 90, gloriosos anos 90. Isso devemos a quê? À entrada na CEE, que é hoje a União Europeia.
Portugal é membro de facto da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1986, após ter apresentado a sua candidatura de adesão a 28 de Março de 1977 e ter assinado o acordo de pré-adesão a 3 de Dezembro de 1980. A verdadeira Revolução para Portugal foi a entrada na União Europeia, o resto é folclore.

Não me comove especialmente que dois políticos do PS não queiram comemorar o 25 de Abril. Não querem, não querem. Indigna-me o que está por detrás disso, indigna-me mais que se estejam a colar a Vasco Lourenço para usar o 25 de Abril como arma política contra o Governo. Apenas porque não querem a Direita no poder. Dá-lhes a volta às tripas a Direita estar no poder, e não têm hoje as armas de golpe de bastidores que antes usaram para derrubar os Governos de Direita (nem a imprensa tradicionalmente de esquerda consegue ser ouvida). Porque tudo está escudado na troika. Mário Soares e Manuel Alegre não são verdadeiros defensores da democracia se não aceitam este Governo maioritário, eleito em democracia. O que só prova o que sempre achei, que para o PS a democracia e o 25 de Abril são apenas slogans para ganharem o poder. Os velhos do Restelo do PS, se pudessem punham na Constituição que a Direita nunca mais podia governar e eram bem capazes justificar isso com o 25 de Abril.

A propósito da caça ao elefante que está a motivar críticas destes "animalistas" (em vez de humanistas) fáceis, gostava de perguntar à organização WWF (Fundo Mundial para a Natureza) se os seus membros dirigentes e fundadores comem bifes? É porque a carne só vai para a mesa porque alguém mata o animal...
Todo o equilibro do ecossistema assenta numa cadeia alimentar que pressupõe a caça. Estão completamente enganados os ambientalistas se julgam que a natureza é branda, pelo contrário a lei da natureza é bárbara. Ora se assim é por que raio é que caçar é violar o equilíbrio da natureza?
Vem isto a propósito da indignação de algumas franjas da sociedade (cujo o cronista Leonel Moura que escreve no negócios é de caretas um ilustre representante) ao facto de o Rei de Espanha ter ido caçar elefantes apesar de ser Presidente honorário do WWF. E já agora pergunto, porque não institui o Fundo WWF a regra de os seus membros terem de ser vegetarianos (e mesmo assim coitadas das plantas essas então não podem fugir dos seus predadores)?
Ora eu que critiquei aqui o monarca por ir caçar elefantes quando é chefe de Estado num país à beira da intervenção do FMI; não posso concordar com esta visão hipócrita (muito típica desta Europa contemporânea) dos ambientalistas que defendem muito os animais mas não se importam nada com o fim da espécie humana em nome de uma falsa ideia de liberdade e livre arbítrio.
Parece que os deputados dos partidos de esquerda (Verdes, BE e afins) querem fazer ao presidente não executivo da CGD a magna pergunta: por que razão vai o banco vender as suas acções da Cimpor à Camargo Corrêa por 5,50 euros, quando no passado recusou uma oferta pública (OPA) da CSN por um valor superior - 6,18 euros?
Esta é a pergunta que domina os esclarecimentos que os deputados vão querer obter nas audições de hoje, em que se inclui também o chairman da Cimpor, Castro Guerra.
Ora a pergunta está mal feita. A pergunta certa e lógica não é porque vende hoje a 5,5 euros, mas antes porque não vendeu antes a 6,18 euros?Mas essa terão de a fazer ao Sócrates!
Digam lá que o Vítor Gaspar não fala mais depressa quando fala em Inglês?
Vejam o vídeo onde o Ministro das Finanças fala nos Estados Unidos:
Rei de Espanha pede desculpa: 'Sinto muito. Não voltará a acontecer'
Ora aqui está um exemplo de humildade. O Rei de Espanha fez mal em ter aceite o convite (desculpem-me os outros colaboradores do Corta-Fitas) do empresário saudita Eyad Kayali para ir caçar elefantes para o Botswana, numa altura em que Espanha está à beira de ter que ser intervencionada pelo FMI. Fez mal porque um Chefe de Estado não pode comportar-se como se a situação económico-financeira de um país nada tivesse a ver consigo. Seria evidentemente alvo de severas críticas o nosso Chefe de Estado se, à beira da entrada da troika, fosse caçar elefantes para África. É óbvio para mim que este comportamento de Sua Majestade não foi adequado e pelos vistos é também óbvio para o Monarca, quando admite que errou: "Sinto muito. Enganei-me e não voltará a acontecer." É simples, mas se fosse cá (muito por causa do aproveitamento político), havia de se arranjar imensos argumentos a justificar o injustificável.
Não tinha consciência da selvajaria que tinham sido as ocupações das terras em 1975 até ver o documentário do Thomas Harlan que relata a ocupação da Torre Bela. Um roubo feito a coberto da ignorância do povo. Está um filme nas salas do cinema, sobre a ocupação da quinta ribatejana, a 23 de Abril de 1975. É um bom documento histórico. Um testemunho da alucinação colectiva da revolução.
Não se me acaba o espanto quando leio estas notícias: "PS quer ouvir ministro das Finanças e presidentes da CGD e Cimpor".
Reza a notícia que o PS considera que "há três aspectos da operação sobre os quais os contribuintes portugueses têm o direito de ser esclarecidos", afirmou à Lusa o deputado socialista Basílio Horta. Ficamos então a saber que o PS quer saber "qual o motivo pelo qual a Caixa Geral de Depósitos está a estudar a possibilidade de vender as suas acções a este preço [5,50 euros], quando ainda há bem pouco tempo [na OPA lançada pela brasileira CSN] teve uma oferta de 6,50 euros, um euro a mais por acção, e não o quis fazer". EU TENHO A RESPOSTA: Ora, ora, porque na altura a CGD foi mandatada pelo Governo do partido de Basílio Horta, para defender a Cimpor dos brasileiros. Faria de Oliveira fez o que o Ministério das Finanças da altura permitiu e tudo isto teve um desenlace maravilhoso: depois da CGD ter sido "traída" pela Teixeira Duarte, que numa madrugada vendeu tudo o que tinha à Camargo Corrêa, a CGD de Faria de Oliveira, que tinha, bem-intencionadamente, feito um acordo parassocial com a brasileira Votorantim, na esperança de que estes se tornassem num quase sleeping partner de longa duração, viu-se obrigada a sentar-se à mesa das negociações para escolher os órgãos sociais, que é como quem diz, repartir o poder na Cimpor pelos maiores accionistas. Faria de Oliveira, mais uma vez bem-intencionado, escolheu para o lugar de Chairman da Cimpor, que gentilmente os brasileiros lhe cederam nas negociações, Luís Palha da Silva, gestor consagrado. Chegou mesmo a fazer um convite, quando Sócrates (o Primeiro Ministro do partido de Basílio Horta) telefonou directamente a Faria de Oliveira a exigir que para esse lugar fosse o ex-Ministro Mário Lino. Se não fosse a indignação dos jornais (onde eu me incluo, e onde tive 'ameaças' por isso) Mário Lino seria hoje o presidente do Conselho de Administração da Cimpor. Assim Sócrates foi obrigado a ceder e então escolheu para o lugar um socialista menos polémico, António Castro Guerra. Perante tanta intervenção do governo socialista na cobiça pelo poder na Cimpor (que é privada e onde a CGD só tem 9,6% por acaso, porque o seu cliente Manuel Fino não teve dinheiro para pagar um empréstimo), a Camargo Corrêa não hesitou, mudou de advogado e escolheu o mesmo do Governo, e fez o favor de contratar Armando Vara, socialista companheiro dos pecados de Sócrates, para a Cimpor em Moçambique.
Espero ter respondido às dúvidas oportunistas de Basílio Horta.
Não consigo ver a lógica neste argumento de Marcelo Rebelo de Sousa. No seu comentário semanal na TVI, Marcelo disse isto :“Todos os Governos utilizam a CGD como correia de transmissão e, nos casos de participações que não têm nada que ver com a actividade bancária, como barriga de aluguer”. Até aqui muito bem, não posso concordar mais. Tem sido essa a tradição, e a participação da CGD na Cimpor resulta de uma operação bancária que foi aproveitada pelo governo anterior para liderar políticas de desenhos de estratégias de empresas industriais e para pôr políticos em administrações.
Mas depois, parte daquela premissa verdadeira para uma conclusão falsa. Reparem:
"O caso específico da OPA sobre a Cimpor, a Caixa foi utilizada pelo Governo. O Governo dá ordens à CGD e a CGD cumpre, obviamente que a decisão foi do Ministro das Finanças”.
Ora bolas, mas isto é o oposto do que acaba de dizer. Marcelo diz que a CGD não pode ser barriga de aluguer, não pode ter participações que nada têm a ver com a actividade bancária, para imediatamente a seguir criticar a decisão da CGD, que tem só um accionista (o Estado), para vender uma participação que nada tem a ver com a actividade bancária. Marcelo critica que a CGD seja barriga de aluguer para o desenho de estratégias accionistas e depois parece querer incentivar que a CGD seja mais uma vez usada para o mesmo fim, que se recuse a vender na OPA, fique com a participação e assim faça o favor ao Pedro Queiroz Pereira, que é mais um daqueles empresários portugueses que quer controlar empresas sem capital. E isto tudo com um slogan convincente que é o de ser o Estado quem manda na CGD. Pois claro que é, é o único accionista. Esta não é a questão a questão é como é que o Estado manda na CGD. A CGD é um banco do Estado e não um fundo soberano do Estado português. E como tal tem de ser gerido como um banco. Marcelo diz “nem sequer o acordo com a troika veio resolver esse problema”. Ora aí está outra contradição. Uma vez que foi precisamente a "troika" que deu ordens para a CGD vender todas as participações financeiras e concentrar-se apenas na actividade bancária. A decisão de a CGD ter de vender os 9,6% da Cimpor vai no sentido das regras da troika, e não o contrário.
Viva a honestidade intelectual!
A OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada pelo Grupo José de Mello e Arcus sobre a Brisa vai ser financiada em dois terços do valor pela banca (BES, CGD e BCP) e em um terço por capital, anunciou hoje Vasco de Mello, presidente do grupo familiar que está, em conferência de imprensa, a apresentar a oferta.
Nem é só o facto de ser um ex-ministro do pior Governo de Portugal desde que me lembro. Nem é o facto de ser uma pessoa que não é da Caixa Geral de Depósitos, e como tal não a poder representar em nenhum board. Nem é sequer o facto de ter sido Ministro com a tutela da CGD, enquanto o actual chairman da CGD era presidente executivo da mesma. Nem é o facto de ser um político e um professor de Finanças, pouco conhecedor do mercado de telecomunicações e de se preparar para ir para uma empresa privada.
É o absurdo do presidente não executivo da CGD (Fernando Faria de Oliveira) se preparar para pôr um político, ex-ministro das Finanças que a tutelou, um homem que não tem carreira nas telecomunicações, em representação do banco do Estado na administração da Portugal Telecom, quando tem indicações claras da troika para vender, o mais depressa possível, as participações em empresas fora do sector bancário, como é o caso desta participação de 6,23 por cento na PT.
“A Caixa Geral de Depósitos vai ser um banco estritamente centrado no negócio bancário", já o disse o Presidente executivo da CGD (José de Matos). Mas para Faria de Oliveira o mundo não mudou, continua a ser como dantes. Faria de Oliveira continua a não resistir à tentação de ser arquitecto das estruturas accionistas das empresas privadas e de pôr a CGD ao serviço da definição de administrações de empresas. Ora em nome do centro de decisão nacional, ora em nome da competência profissional dos administradores. Como se a CGD fosse Deus e Faria de Oliveira o seu profeta. Mesmo quando essa política de estratega na defesa dos centros de decisão nacional arrastou o banco do Estado para os prejuízos que teve no ano passado.
Não sei se é ingenuidade ou vaidade o que move Faria de Oliveira. Um misto das duas coisas?
Vem isto propósito das declarações de Faria de Oliveira ao Negócios: O presidente não executivo da CGD que propôs o nome de Fernando Teixeira dos Santos para integrar a lista como administrador não executivo da Portugal Telecom, em representação da Caixa, por considerar que "constituiria uma mais-valia de relevo para a PT". E pergunto eu: o que tem Faria de Oliveira a ver com isso, isto é, com a PT?
Estava en passant a ver o congresso do PSD e, de repente, eis que surge na minha televisão um tal de Pedro Adão e Silva. Tinha ar de quem ia dizer qualquer coisa sensata, e zás, sai-lhe uma imbecilidade. Diz qualquer coisa como "o primeiro-ministro não tem estratégia para o país, e veio dizer que queria fazer mudanças estruturais no país, o que é uma coisa muito perigosa..."
I beg your pardon?! Fazer mudanças estruturais no país é uma coisa muito perigosa?! Também dobrar o Cabo da Boa Esperança era perigoso, e no entanto...
Ainda teve o topete de tentar encontrar contradições nos discursos dos políticos (inventar contradições nos discursos é uma desonestidade intelectual tão banal) quando o próprio, naquela "infantil" análise, entra em contradições. Ora diz que o PM não tem estratégia para o país e logo de seguida critica que se queiram fazer mudanças estruturais no país.
Aquele comentador político não tem uma ideia. Maravilhosa estupidez!
Meu Deus, quem nos livra desta falta de sabedoria que infestou o país?
Mas afinal quem é que manda aqui?
"Faria de Oliveira foi uma grande solução para a Associação Portuguesa de Bancos (APB). A sua experiência e saber serão uma vantagem", disse Ricardo Salgado durante a apresentação pública dos resultados da ESFG.
"Já tenho mostrado várias vezes a consideração que tenho pelo Prof. Teixeira dos Santos, considero-o um grande financeiro. É uma pessoa que poderá dar um bom contributo à PT". Disse o presidente executivo do BES ao Negócios.
Ah! Bom!
:)
Venho aqui recordar uma carta que Eça de Queiroz escreveu ao Presidente da Companhia das Águas:
Ilmo. e Exmo. Senhor Pinto Coelho, digno director da Companhia das Águas de Lisboa e digno membro do Partido Legitimista.
Dois factores igualmente importantes para mim me levam a dirigir a V. Ex.ª estas humildes regras: o primeiro a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças carlistas sobre as tropas republicanas, em Espanha; o segundo é a falta de água na minha cozinha e no meu quarto de banho.
Abundaram os carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Ex.ª, a responsabilidade da canalização e a do direito divino.
Se eu tiver a fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Ex.ª , que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu o interponha nas relações da sensibilidade de V. Ex.ª com o mundo externo! E que essas lágrimas benditas, de industrial e de político, caiam na minha banheira!
E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Ex.ª o permite, dos nossos contratos. Em virtude de um escrito, devidamente firmado por V. Ex.ª e por mim, temos nós – um para com o outro – certo número de direitos e encargos.
Eu obriguei-me para com V. Ex.ª a pagar a despesa de uma encanação o aluguer de um contador e o preço da água que consumisse. V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª forneceria, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar, V. Ex.ª, se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu de fazer, Exmo. Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a mim a canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª... Oh! E hei-de cortar-lha!...
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água! Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos!
Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável perante o direito e a justiça distributiva: quero cortar uma coisa a V. Ex.ª !
Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu posso cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser,
De V. Ex.ª
Com muita consideração e com umas tesouras,
Eça de Queiroz"
A propósito da alteração do código penal que prevê pena de prisão para quem mentir no IRS, conservatória ou um agente da polícia (passam a existir penas de cadeia até um ano para quem prestar falsas declarações às Finanças ou a um agente da autoridade) tenho a dizer que quanto a enganar o fisco, tendo a concordar com a pena. Agora com o mentir ao agente da polícia já acho um caminho perigoso, pois se eles já têm a arrogância da lei, e usam muitas vezes a lei para castigar pessoas, só porque a vida lhes corre mal. Agora com poderes de prisão ninguém os pára. Eu já assisti a um senhor agente a ameaçar-me porque a minha matrícula tinha humidade e não se via muito bem. Como se a culpa fosse minha. Já assisti a agentes da autoridade a multarem-me junto ao passeio, só porque não era dentro dos lugares da Emel. A lei serve para tudo. Mentir às vezes é a única maneira de lidar com a decálage intelectual. Cuidado com os polícias que muitas vezes querem sacar o máximo de multas e levam a lei com eles. Já quando somos assaltados não mexem uma palha contra os ladrões.
Recomendaram-me e gostei do blog Colunata, sobre cinema. Cá fica a sugestão,
Uma opinião com a qual tendo a concordar:
O CEO da Eurocash, Luís Amaral, fez hoje um retrato demolidor sobre o sistema de ensino português que "promove a mediocridade", o sistema judicial em que o crime compensa, e um sistema financeiro que dá dinheiro a pessoas e não às ideias. Durante um encontro do INSEAD no CCB, o líder da Eurocash criticou ainda a falta de apetência da economia portuguesa para o risco.
A Câmara de Santa Comba Dão vai lançar o vinho "Memórias de Salazar" até ao final do ano.
Agora o nome de António Oliveira Salazar até vai escorregar melhor...
Já faltou mais para se fazer justiça ao nome da Ponte sobre o Tejo, inaugurada por Salazar, e roubada pelo 25 de Abril.
Vale a pena deixar o registo das reformas que têm feito o Ministro da Economia, para alguma esquerda arisca e opinião pública cega que teima em crucificar Álvaro Santos Pereira:
1 - "A nova lei da Concorrência
2 - "O acordo de concertação social",
3 - "O programa Revitalizar",
4- A "reestruturação dos transportes".
No parlamento, Álvaro Santos Pereira, que foi muito aplaudido, explicou que "já reformámos mais em 8 meses do que nos últimos 15 anos todos juntos".
Em relação ao QREN (fundos da Comunidade Europeia) o ministério "iniciou um processo de reprogramação estratégica para corrigir erros do passado e reorientar a economia, pois até aqui, os fundos serviram para criar subsídio-dependência, mas agora o Governo iniciou uma verdadeira operação de limpeza do QREN, para acabar com a subversão da sua utilização".
E não deixa de ser verdade que: "o descontrolo orçamental mostra bem quem esbanjou fundos europeus", Álvaro Santos Pereira dixit.
A taxa de execução do QREN em Junho, quando começou a reprogramação, "era de 31%". No final do ano passado, "tinha subido para 40%". "A comparticipação era substancialmente mais alta. Renegociámos em tempo recorde com a Comissão Europeia e libertámos 680 milhões de euros, que estão agora a ser redistribuídos". Tudo isto graças a "rigor na apreciação e aprovação de projectos". E foi mais longe... “Não cederei um milímetro na luta contra os interesses instalados, nem um milímetro contra as rendas excessivas". “Podem tentar criar todas as manobras de diversão que quiserem, até se podem esquecer que os problemas nas PPP foram criados por vocês, mas fiquem a saber que estou aqui a lutar pelos portugueses”. "Não estou no Governo por interesses pessoais, para conceder benesses ou favores aos interesses instalados. Estou aqui para lutar pelo interesse nacional, para que não sejam sempre os mesmos a pagar por uns poucos”.
Quem fala assim não é gago!
E o que respondeu Zorrinho (que de Zorro tem muito pouco)?
"Portugal não tem ministro da Economia, nem nenhuma estratégia para a sua economia" Ai sim? Como concluiu tal coisa? Ou é daquelas conclusões que antes de ser já o era?
"Quem faz intervenções como a que fez o senhor ministro não tem sentido de Estado para exercer estas funções", diz Carlos Zorrinho.... e eu pergunto: o que é isto do sentido de Estado?
Seis dos quinze fundos de pensões controlados pelo Estado grego estão a recusar entrar no processo de reestruturação da dívida pública grega. Um embaraço para o Governo de Atenas. O Ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos já protestou.
Cortes salariais: Governo abre excepção para a TAP
Finanças autorizaram pedido da empresa e impõem apenas eliminação dos subsídios de férias e de Natal.
É que desde o dia 1 de Março que os administradores da Caixa Geral de Depósitos, Nuno Fernandes Thomaz, António Nogueira Leite e Fernando Faria de Oliveira têm um ordenado de 4 mil e tal euros (80% dos 5.300 euros de salário bruto do Primeiro Ministro).
Quando se olha para os currículos dos candidatos a líder do Partido Republicano norte-americano é que realizamos a pobreza dos nossos líderes, o que no fundo não passa de um reflexo da pobreza cultural das nossas elites (eu arrisco-me a dizer que muitas das pessoas admiradas pela nossa sociedade não estão longe do analfabetismo), e claro, no fim da linha, do nível cultural do nosso povo. Embora o grau académico não seja sempre sinónimo de inteligência, nem de elevada cultura, não deixa de ser um indicador relevante do nível de um país.
Reparem:
Mitt Romney é licenciado em gestão pela Brigham Young University, tem um doutoramento e um MBA em Harvard. É um homem de negócios bem-sucedido e ex-governador de Massachusetts.
Rick Santorum é advogado. Tirou o curso na Pennsylvania State University, tem um MBA pela University of Pittsburgh, e um doutoramento em Direito pela Faculdade de Direito Dickinson. (Este é o meu preferido).
Ron Paul é licenciado pelos Gettysburg College e pela Duke University School of Medicine, onde obteve seu diploma de médico. Serviu como oficial médico da Força Aérea dos Estados Unidos de 1963 até 1968. Trabalhou como ginecologista e obstetra da década de 1960 a 1980, deu nascimento a mais de 4.000 bebés
Newt Gingrich licenciou-se na Baker High School, em Columbus, Georgia. Gingrich recebeu um Bacharelato em história da Universidade Emory, em Atlanta em 1965. Tem um mestrado e um doutoramento em História da Europa moderna, ambos pela Universidade de Tulane em Nova Orleans. Passou seis meses em Bruxelas, em 1969-70 trabalhando no ensaio "Política de Educação belga no Congo 1945-1960". Foi professor na West Georgia College e foi instrumental no estabelecimento de um programa interdisciplinar de estudos ambientais. É o autor de inúmeros livros que foram best sellers.
Por cá nós temos de dar cursos ao Domingo para esconder as misérias. O resultado esteve à vista: Keynes usado a martelo, com graves efeitos na dívida pública.
Apesar de tudo, este último Governo, no geral (há lá algumas excepções), é dos melhores, a nível cultural, dos últimos anos. Vá lá. Para o que é tradição por cá, pessoas como o Vítor Gaspar são autênticos oásis num país que presta vassalagem à incultura.
O polémico artigo "Aborto pós-parto: Porque devem os bebés viver?" publicado numa revista científica ligada ao British Medical Journal , da autoria de Francesca Minerva, formada em Filosofia pela Universidade de Pisa (Itália) com uma dissertação sobre Bioética, que se doutorou há dois anos em Bolonha, uma investigadora associada da Universidade de Oxford, em Inglaterra, e ainda por Alberto Giubilini, vem pôr a nu uma conclusão importante. Para aqueles que vêem na Ciência um substituto de Deus, este artigo deveria demonstrar-lhes que a Ciência, ainda que se baseie na realidade empírica e seja o somatório de pequenas conclusões verdadeiras, não pode explicar o extenso universo da humanidade e bem assim da vida. Para quem não leu, os autores sustentam que matar um bebé nos primeiros dias não é muito diferente de fazer um aborto. A sua polémica tese é a de que o “aborto pós-nascimento” (matar um recém-nascido”) deve ser permitido em todos aqueles casos em que o aborto também é, incluindo nas situações em que o recém-nascido não é portador de deficiência, uma vez que em teoria sentem o mesmo um embrião e um recém-nascido, (isto deveria pôr as pessoas a pensar se o aborto deve ser legal, mas deixemos isso para outro fórum). Ora este artigo é a prova de como a Ciência pode ser profundamente estúpida e não chega para desvendar todo o mistério do Universo e da Vida. Isto não é de somenos importância tendo em conta que é vulgar ter-se uma enorme fé na Ciência, quase como se fosse Deus.
Deve ser chato para António Costa estar a fazer o debate da Quadratura tendo por oposição um empresário que põe a mão na massa da economia, onde os seus argumentos não são políticos, mas sim económicos. É chato para António Costa e mesmo para Pacheco Pereira ter que se debater com António Pires de Lima.
Muito nossos
Outros blogs
Blogue da Real Associação de Lisboa
Centenário da República - Blogue
O Amor em Tempos de Blogosfera
This is not simply a metaphore
Links úteis