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A minha leitura é diferente das que ouvi dos vários comentadores. Penso que Marcelo Rebelo de Sousa não fez um discurso para crucificar o primeiro-ministro socialista, que fez sim um discurso para ajudar António Costa a ultrapassar esta fase negra da sua governação (cheio de falhas e sem ninguém para servir de bode expiatório - já que saiu Passos Coelho). Por um lado para lhe dar o argumento que lhe faltava para não cumprir o compromisso que assumiu com Constança Urbano de Sousa, sua amiga, de a manter como Ministra da Administração Interna, apesar das tragédias dos incêndios. Por outro para o reforçar no Parlamento durante a moção de censura apresentada pelo CDS, quando diz: "Se há, na Assembleia da República, quem questione a atual capacidade do Governo para realizar estas mudanças inadiáveis e indispensáveis então que, nos termos da Constituição, esperemos que a Assembleia diga soberanamente se quer ou não manter este Governo”. Sabendo que jamais uma moção de censura do CDS recebe votos do PCP e do Bloco de Esquerda, o acto parlamentar vai servir para reforçar a legitimidade do Governo. Em troca o que vai dar Costa? A cabeça da Ministra, já no próximo sábado, no Conselho de Ministros extraordinário. O motivo para quebrar a promessa com a amiga? O discurso do Presidente da República.

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Há vários sinais de alarme em Rui Rio", disse Pedro Mexia, no Governo Sombra, a propósito da afirmação do candidato à liderança do PSD de que o partido não era de direita, por necessidade de posicionar o PSD ao centro. Dizer que o PSD não é direita é dizer que o PSD é centro esquerda. Então isso significaria que quem não é de esquerda é do CDS apenas (aquele foi um dia em cheio para o CDS). É evidente que não há só 10% de direita em Portugal. Ou então pior, as pessoas de direita e de centro direita estão a votar enganadas num partido que não defende os seus valores. O PSD é do PPE faz parte da família europeia dos partidos conservadores e democrata cristãos. Logo é um partido de direita, por muito que isso desagrade a Rui Rio que parece querer um PS com outro nome só para poder ganhar eleições. Isto é, no cenário de Rui Rio os partidos no poder eram os mesmos, a alternância seriam apenas as pessoas que assumiriam o lugar mais desejado de primeiro-ministro. Parece-me non sense. É terrível confinar à social democracia as preocupações sociais. Muitas áreas políticas têm preocupações sociais. A direita tem preocupações sociais. A Democracia Cristã tem preocupações sociais. A social democracia no sentido literal do termo é aquilo que é o PS, tal como o SPD alemão de Martin Schulz. Logo o PSD de Rui Rio é um PS com outras pessoas e com outras cores.

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Agora que Passos decidiu sair já se pode elogiar?

por Maria Teixeira Alves, em 15.10.17

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A decisão de saída de Pedro Passos Coelho parece ter sido o trigger que faltava para se partir para os elogios. Vem isto a propósito de ter ligado a televisão e ter ido parar ao Eixo do mal, e, antes de mudar para o Governo Sombra de outro canal, ainda ouvir de relance Clara Ferreira Alves a reconhecer o mérito de Pedro Passos Coelho ter tido a coragem de dizer 'não' a Ricardo Salgado. A reconhecer que se o PS tivesse no poder talvez o Estado tivesse ajudado mais uma vez Ricardo Salgado. Mais. Ouvia-se em pano de fundo Daniel Oliveira a reconhecer que o BES não tinha solução naquela altura.O que vai em sentido em contrário à narrativa do Governo atual e de toda a esquerda, quando chegaram ao poder, altura em apontavam armas a Passos e ao Governador do Banco de Portugal por causa da Resolução do BES.
Em Novembro do ano passado António Costa veio acusar o PSD de ter destruído o BES dizendo: "O que é absolutamente irresponsável, é a postura do PSD que, enquanto Governo, procurou esconder dos portugueses a situação em que se encontrava o sistema financeiro. Por sua responsabilidade, destruiu um banco como o BES, conduziu à destruição de um segundo banco, caso do Banif".
Na altura esta declaração (que à luz do que se sabe hoje soa a erro de cálculo de António Costa) suscitou da vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, a pertinente pergunta: "Se fosse o actual Governo daria indicações à CGD para dar dinheiro ao BES?". Esta pergunta continua a ser atual e foi hoje repetida pela jornalista que comenta naquele programa da SIC. Qual teria sido a atitude deste Governo se Ricardo Salgado fosse pedir 2,5 mil milhões de euros (da CGD) para salvar o GES? Teria um qualquer Diogo Lacerda Machado ir salvar o BES?
Perante as críticas do primeiro-ministro temos de concluir que se fosse António Costa primeiro-ministro em 2014 teriam sido entregues milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes a Ricardo Salgado para evitar a falência do GES e por essa via evitar a resolução do BES (uma coisa está intimamente ligada à outra apesar do ring fencing determinado na altura).
Foi preciso uma acusação do Ministério Público a José Sócrates, Carlos Santos Silva e a Ricardo Salgado ( a 28 arguidos ao todo), para que afinal se reconheça o mérito da coragem de Pedro Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque se terem recusado a ceder ao banqueiro.
Vale a pena recordar que Passos Coelho teve duas reuniões com o líder histórico do Banco Espírito Santo (BES), a 7 de abril e a 14 de maio de 2014, sendo que a segunda audição "tinha o propósito de sensibilizar e procurar o apoio do Governo para um plano de financiamento visando acudir ao desequilíbrio económico-financeiro do Grupo Espírito Santo (GES)". O plano apresentado por Ricardo Salgado, como sendo de saneamento do setor não financeiro do Grupo, pressupunha a disponibilização de linhas de financiamento de longo prazo suportadas por troca de ativos entre diversas entidades bancárias, particularmente a Caixa Geral de Depósitos [CGD]. A ideia geral parecia ser a de dar tempo ao GES para gerir melhor a sua carteira de ativos, de modo a garantir uma valorização adequada desses ativos e, assim, fazer face às elevadas responsabilidades de curto e médio prazo, ao nível da dívida emitida por várias empresas da área não financeira do GES.
Pedro Passos Coelho respondeu que "tal plano, no que respeitava ao Estado, não teria viabilidade tendo em conta variadíssimos aspetos, entre os quais o elevado risco, não aceitável, a disseminar pelo sistema financeiro, bem como a prática impossibilidade de bancos que tivessem sido recapitalizados com recurso a fundos públicos virem a obter, quer do BdP [Banco de Portugal], quer da DG Comp [Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia], aprovação para operações desta natureza e envolvendo valores tão elevados", segundo consta da sua resposta à Comissão de Inquérito. Estamos a falar de um número em torno dos 2,5 mil milhões de euros.
A resposta de Pedro Passos Coelho a Ricardo Salgado, segundo o seu autor foi a seguinte: "Em qualquer caso, afirmei que o Governo nunca interferiria diretamente na avaliação e na decisão que a CGD viesse a fazer do caso concreto, nesta como em quaisquer outras matérias respeitantes a decisões que só devem caber à sua administração na área económico-financeira da sua esfera de intervenção". Passos Coelho revelou também aos deputados que, nesse encontro com Ricardo Salgado, lhe recordou "a informação veiculada pelo senhor governador do BdP [Carlos Costa] quanto ao 'ring fencing' [perímetro de proteção] do BES relativamente à exposição do banco às entidades não financeiras do GES". E "recomendei, em qualquer caso, que quanto mais cedo o GES iniciasse uma abordagem prática e direta com os seus principais credores no sentido de organizar o eventual incumprimento melhor seria para todos e também para minimizar o impacto na economia nacional". Passos Coelho disse ainda que aconselhou o então presidente do BES "a tratar destas matérias" com Carlos Costa.
Repare-se que no primeiro encontro, sem mais ninguém presente, Passos Coelho relatou que o ex-presidente do BES lhe "transmitiu a sua opinião geral sobre a evolução macroeconómica positiva no país, consubstanciada na análise do seu próprio banco e que lhe transmitiu também a sua apreensão pela forma como o BdP vinha exercendo as suas funções de supervisão no que respeitava ao BES e à sua equipa de gestão".
Segundo o então primeiro-ministro, as "observações críticas" de Ricardo Salgado constavam numa carta que este teria enviado a Carlos Costa e que lhe mostrou. "Dado que a supervisão bancária é matéria da estrita competência do BdP, registei as opiniões que me foram transmitidas mas, naturalmente, elas não conduziram a qualquer diligência, como de resto não tinham de conduzir", frisou na altura Pedro Passos Coelho.
Só na segunda reunião surgiram os pedidos de dinheiro concretos, que de resto Ricardo Salgado acabou por, perante a recusa do Governo, ir arranjar noutros sítios, leia-se clientes particulares, em Portugal e fora, e a empresas como a Portugal Telecom. Portanto é fácil antever que teria acontecido à CGD o mesmo que aconteceu à PT. Se há alguém a quem devemos a salvação do setor financeiro foi, portanto, a Pedro Passos Coelho, e não o contrário que tem vindo a dizer a opinião contaminada pela narrativa socialista.
Mas foi preciso a sua demissão de líder do PSD para que os críticos a Passos passassem a elogiá-lo. A acusação a Sócrates e à rede de influência que se estabeleceu na altura em Portugal, perante o silêncio daqueles que veemente criticaram Passos Coelho, pesou nas consciências. Por isso a saída de Passos foi o gatilho dos elogios que afinal todos "no peito" calavam por motivos políticos. É isto que me parece retirar-se de todos os elogios proferidos e escritos pelos mais insuspeitos autores, jornalistas e opinion makers, que eram antes fortes críticos ao ainda líder do PSD. É caso para dizer que é preciso morrer para ser reconhecido, porque em vida as qualidades esmagam os contemporâneos.

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As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Fernando Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.
Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.
Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.
Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, onde correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina.
Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.
Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles).
P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro.

 

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Resposta rápida às propostas de Medina para Lisboa

por Maria Teixeira Alves, em 30.08.17

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Deixaram este comentário ao artigo do Jornal Económico sobre as propostas do candidato socialista para Lisboa , em que propõe, entre outras coisas, para fomentar o arrendamento de longa duração, "que seja reduzida a taxa liberatória de IRS que hoje os proprietários pagam quando têm uma casa arrendada, e que hoje está nos 28%, para 10%, para contratos de arrendamentos a 10 ou mais anos":

«Quer reduzir a taxa liberatória para contratos de arrendamento por 10 ou mais anos... mas ninguém lhe explicou que isso não existe? Os contratos são feitos por um ano, renováveis anualmente. Quem é o inquilino que se vai comprometer a ficar por 10 anos numa mesma casa arrendada?»

«Mais 200 Km de ciclovias... mas ele ainda não viu que as ciclovias estão às moscas? A taxa de utilização é baixíssima».

«Quer menos carros em Lisboa e aí está a conseguir. Vai haver menos carros às custas de expulsar as famílias de classe média da cidade».

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O tempo dará razão a Pedro Passos Coelho

por Maria Teixeira Alves, em 19.08.17

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A promessa de um contrato de trabalho passou a ser suficiente para os imigrantes se legalizarem em Portugal. Esta nova realidade legal criada pela esquerda foi criticada por Pedro Passos Coelho num comício do PSD. Mais uma vez a cegueira ideológica travou a razão o que levou muitos a chamarem racista e xenófobo ao líder do PSD (bastava olhar um bocadinho para a sua vida para ver que Pedro Passos Coelho de racista tem zero). 

Ora eu acho que Pedro Passos Coelho tem razão e o tempo dar-lhe-á razão (chamem-me o que quiserem como diria o Henrique Monteiro). A nova lei é absurda e kamikaze. Reparem: um estrangeiro só precisa de apresentar a “promessa de um contrato de trabalho” para garantir autorização de residência em Portugal, não precisando sequer de visto de entrada no país. Esta nova medida faz parte da alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República, seguindo propostas do PCP e do BE, e aprovada pela esquerda contra o parecer do próprio Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). 

Estas medidas vão em sentido contrário ao que está a ser seguido no resto da Europa, e pretendem simplificar o processo de legalização de imigrantes, mas terão apanhado desprevenidos os próprios responsáveis do SEF. Nem eles concordam.

É preciso não esquecer que a nova legislação revoga assim a exigência de entrada legal em Portugal ou no espaço Schengen de imigrantes já com contratos de trabalho, previsto no anterior regime para os casos de legalização, a título excecional. Além disso, impede que imigrantes que tenham cometido crimes como homicídios, roubos violentos ou tráfico de droga sejam expulsos do país.

Parece evidente que esta medida de abertura à imigração aumenta o perigo da criminalidade, cria problemas de emprego, aumenta a precaridade e aumenta o risco de pobreza extrema. 

Não se pode aprovar medidas destas sem que o país tenha uma estrutura que permita integrar esses imigrantes no mercado de trabalho (e não só).

Lembro o discurso inteligente do presidente do Llodys Bank, António Horta Osório, nos 180 anos da Câmara do Comércio, em que apelou a que o Governo adoptasse políticas de imigração inteligentes, ou seja, captar pessoas com os “skills” que Portugal precisa.

Citou os casos de Singapura, Canadá e Austrália, que promoveram a recepção de imigrantes nas áreas em que mais precisavam. Assim a população dobrou em 20 anos e a economia cresceu.

“Se não fizermos isso estaremos dependentes do rácio reformados versus pessoas ativas”, disse referindo-se à relação entre população ativa e o crescimento da população.

António Horta Osório lembrou que apesar da população mundial continuar a crescer, a portuguesa continua queda. E isso é “dramático, pois daqui a 15 anos, apenas teremos 89% das pessoas que trabalham hoje e em pouco mais de 30 anos teremos apenas 73%. Vamos ter dois reformados por três trabalhadores ativos. Portugal está a perder população e isso não é sustentável em termos de estrutura de custos fixos do país, de rácio de dependentes por trabalhador. Temos atraído estrangeiros com os vistos gold e impostos favoráveis mas o Governo devia pensar numa política de imigração inteligente, tal como já acontece em Singapura, no Canadá, e na Austrália", disse o banqueiro e são palavras sábias.

O envelhecimento da população afecta Portugal e daqui a 15 anos será critico. Este é que é o problema que deve orientar as políticas de imigração. Os sentimentalismos superficiais, longe de ajudarem, criam problemas que não vamos ser capazes de resolver.

O atentado terrorista em Barcelona não pode ser ignorado pelo nosso país, e não pode ser afastado desta discussão. Como é que esta lei garante que não aumenta o risco de atentados de terrorismo?

Portugal tem vindo a crescer economicamente essencialmente devido ao boom do turismo. Um atentado em Lisboa acabaria com esse el dorado. Não se esqueçam disso.

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O André Ventura e o (fraco) CDS

por Maria Teixeira Alves, em 21.07.17

O André Ventura falou de um tema que é tabu (mais um) na sociedade portuguesa. Os ciganos. O CDS, partido populista, apressou-se a ceder ao mainstream e retirou o apoio ao candidato do seu partido à câmara de Loures. O PSD de Passos Coelho, foi admiravelmente íntegro ao manter o apoio ao candidato.

Acredito que com este episódio a direita tenha ficado mais perto do PSD de Passos do que do CDS. 

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Nova época, vícios antigos

por Maria Teixeira Alves, em 14.07.17

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António Costa em público fez campanha contra uma empresa que desenvolve a sua actividade no mercado português. Uma discriminação sem paralelo que não é aceitável num chefe do Governo do país. Fez campanha comercial anti-PT, ostracizou a PT porque ... foi privatizada. Vícios cubanos?

A questão foi posta no debate parlamentar pelo PCP. O primeiro-ministro disse que “receio bastante pelo que possa acontecer à PT, pela forma irresponsável como foi feita a privatização, que possa ser um novo caso da Cimpor. E que isso possa pôr em causa quer os postos de trabalho, quer o futuro da companhia. Era bom que a autoridade reguladora visse o que aconteceu, desde logo no caso de Pedrógão. Onde algumas operadoras conseguiram manter sempre comunicações, outras não. Olhe, eu por mim já fiz a minha escolha da companhia que utilizo”.

Foi um autêntico ataque do primeiro-ministro a uma empresa estrangeira que investiu em Portugal, a Altice.

É uma autêntica república das bananas, este país.

O António Costa não se conforma, a PT deixou de ser pública. Queria continuar a decidir o futuro da PT como aconteceu no passado e que acabou como acabou? Queria usar a PT como instrumento?

Ora se calhar o motivo destas inconvenientes declarações, não foi impulso, nem descuido, foi um aviso.

É que a Altice está perto de anunciar acordo de compra da Media Capital que controla a TVI. Talvez esta compra de um canal de televisão, sem golden share do Estado na PT, não agrade ao primeiro-ministro.

Deixar o mercado funcionar é uma coisa que António Costa não parece adorar.

P.S. O caso da Cimpor é fruto de uma intervenção desastrosa da CGD, não tem nada a ver com privatizações, até porque a Cimpor foi privatizada, se não me engano, pelo Pina Moura.

P.S.II E se alguma coisa correu mal com a MEO em Pedrógão (e eu que pensava que o Governo tinha dito que tinha corrido tudo bem com o Siresp) penso que o primeiro ministro tem instrumentos para reagir, agora um slogan comercial no Parlamento é abaixo dos mínimos.

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Mais acções da TAP para o Estado pôr seis administradores, incluindo Diogo Lacerda Machado parece ser cada vez mais a única vantagem do Estado em ter revertido a privatização da TAP feita pelo Governo de Passos Coelho, que implica a venda de 61% da companhia aérea ao consórcio Gateway. Seis lugares de não executivos escolhidos pelo Governo de António Costa. De resto o que ganhou o Estado? O direito a ter de investir na companhia sempre que esta tiver de aumentar o capital?

A transportadora aérea "voltou" para o Estado, mas este só fica com 50% do capital, sem o controlo da gestão e com apenas 18,75% dos direitos económicos da TAP. Isto é caso a TAP venha a ter lucros dentro de alguns anos, o Estado apenas terá direito a receber 18,75% desses dividendos, apesar de controlar metade do capital. 

O consórcio de Humberto Pedrosa e David Neeleman baixou para 45% da TAP, tendo os restantes 5% sido destinados para os trabalhadores da empresa. Coisa simbólica, que serviu para António Costa dizer que cumpriu uma bandeira eleitoral (das eleições que não ganhou) e para empregar seis gestores, um amigo incluido.

O Estado paga e investe só para cumprir uma bandeira simbólica de António Costa de uma campanha que não lhe deu vitória. Uma teimosia? Um capricho? Quanto custa?

Numa primeira fase, o Estado comprou 11% do capital ao consórcio Gateway, por 10,93 euros por ação, o que dá um total de 1,9 milhões de euros. Mais tarde, o Estado subscreveu 30 milhões de euros do empréstimo obrigacionista de 120 milhões de euros que serve para refinanciar a transportadora.

Resumindo, o Estado devolveu dinheiro da primeira venda, pagou 30 milhões de euros e ficou com menos dividendos. Mas com seis poleiros na administração.

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Porque é que isto acontece sempre nos Governos PS?

por Maria Teixeira Alves, em 09.07.17

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Manuel Pinho foi o ministro da Economia que decidiu os pagamentos dos CMEC e do prolongamento das barragens, no Governo de José Sócrates. A seguir deu-se a criação de um curso na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sobre energia eólica e renováveis. Este curso foi criado em 2010 e tinha a EDP como patrocinador, isto é, a empresa portuguesa pagava parte dos custos. Um dos professores convidados foi Manuel de Pinho, ex-ministro da Economia e amigo de António Mexia. 

Para já não falar de Sócrates, PT, TVI e ligações ao BES de Ricardo Salgado. 

A equipa que investiga a Operação Marquês descobriu que o plano de José Sócrates para a compra da TVI pela PT – que veio a ser descoberto no processo Face Oculta, em 2009 – começou em 2008 e previa envolver o Grupo Lena, investidores angolanos e o Taguspark.

Mas sobre esse triangulo das bermudas que foi o BES, PT e Sócrates há pano para mangas.

Agora neste Governo três Secretários de Estado têm de passar pela vergonha de passado um ano terem de se demitir por causa de terem ido viajar a convite da Galp, ao mesmo tempo que a Galp tem em tribunal um litigio fiscal contra o Estado provocado por um imposto aplicado pelo Governo anterior de Passos Coelho.

Mas esta panelinha é tradição nos Governos socialistas?

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Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas duas sentenças?

"EN236 só foi fechada depois de se saber das mortes [a GNR não fechou a estrada porque não recebeu ordens para isso]"

e

"Primeiro-ministro mantém confiança política na ministra da administração interna"

Ou entre estas: 

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". 

e

Pedro Nuno Santos "As demissões têm muitas vezes consequências perversas”.  "Não se devem misturar incêndios e Tancos. Nem fazer rolar cabeças”.

Em Tancos o caso de incompetência é tão grande que até já veio o Chefe de Estado-Maior do Exército, o General Rovisco Pais em salvação do Governo dizer que aos deputados que assumia as responsabilidades do assalto ao paiol de Tancos, ilibando totalmente o poder político pelo sucedido dizendo "todas as responsabilidades pelas falhas de segurança foram militares".

 E isto a espuma dos nossos dias. Os políticos a dizer como devemos pensar. Devemos não pedir explicações ao Governo, não pedir a demissão dos Governantes perante a morte cruel e excusada de 64 pessoas em Pedrógão e perante o enorme assalto de material de guerra nas barbas dos militares, que nem se davam ao trabalho de guardar o paiol.  Devemos sim criticar o líder da oposição porque sim, e ridiicularizar Cristas só porque é mulher e pede demissões descaradamente deste Governo imaculado pelo detentores do poder de formar opinião.

O Governo já nem se mexe com as críticas da imprensa ou de opinion makers, só as tiradas de Marcelo o levam a fazer comunicados e a explicar-se. Foi o estado a que chegámos.

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.

António Costa e o Governo admitem os erros todos, mas depois "mantém a confiança"; "não se deve fazer rolar cabeças", etc

Pior, o primeiro-ministro até se deu ao luxo de ir de férias. Para não ter que ser confrontado com a demissão do ministro da defesa, como foi com a ministra da administração interna.

Quando explicou a resposta ainda foi mais hilariante. Resposta: "As férias de António Costa já tinham sido planificadas e que o chefe do Governo está sempre contactável”.

Ena! Ninguém diria que em pleno século XXI o primeiro-ministro, tal como qualquer pessoa, não estivesse contactável.

“O Governo, tendo em consideração o período de Verão, organizou e planificou em tempo o período de férias do primeiro-ministro, bem como dos restantes membros do Governo, de forma a garantir as necessárias substituições para assegurar o normal funcionamento do Governo”, disse o chefe do Governo na nota divulgada aos jornais.
O primeiro-ministro ainda atira com o direito legal às férias: “Neste quadro, o primeiro-ministro encontra-se no gozo de uma semana de férias, sendo substituído na sua ausência, nos termos do artigo 7º da Lei Orgânica do XXI Governo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. O primeiro-ministro está sempre contactável e disponível em caso de necessidade.” disse,

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.
 
 Isto é tão caricato que foram mais uma vez os jornais espanhóis a pôr o dedo na ferida. 

Os jornais espanhóis é que chamaram o tem da fragilidade do Governo com a tragédia de Pedrógão (El Mundo)

Os jornais espanhóis é que deram a lista exaustiva da enorme lista de armas de guerra roubadas nas barbas do exército no paiól de Tancos (El Jornal)

E são mais uma vez os jornais espanhóis que põem a nú o ridiculo num artigo irónico (El País):

O jornalista começa o artigo por lembrar que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, para logo sublinhar, que é “tão pacífico” que na semana passada “uns estranhos foram à base militar de Tancos e levaram num carro armas sem que ninguém os impedisse”.

“Desde há cinco anos, Tancos, situada 120 quilómetros a noroeste de Lisboa, tem o sistema de videovigilância avariado, os sensores de movimento também não se mexem, a vedação não aguenta uma tesourada, e as 25 guaritas estão de tal forma devolutas que é melhor que nenhum soldado arrisque nelas a sua vida”, prossegue em tom irónico.

O correspondente do El Pais faz notar a seguir que os militares a quem cumpre passar ronda às instalações “vão rezando para que nada os ataque porque só se poderiam defender de uma cacetada”.

Em seguida, Javier Martín dá como certo que “os assaltantes chegaram num camião, fizeram um buraco na rede e foram até uma vintena de paióis mas só entraram naqueles onde estava o material de que necessitavam”. “Até no frigorífico lá de casa demoram mais tempo a encontrar os iogurtes”, escreve o jornalista.

“Depois de conhecer o Exército que cuida de Tancos, se Portugal não ficar em primeiro lugar no índice Global de Paz em 2018, será uma injustiça de pegar em armas”, conclui o jornalista.

 

 

 

 

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Balanço do Governo de António Costa (em traços gerais)

por Maria Teixeira Alves, em 02.07.17

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Em traços gerais:

Brexit ajuda a economia portuguesa porque aumentou a tolerância dos parceiros da UE ao défices excessivos.

Ameaças terroristas na Europa ajudam turismo português

Turismo salva economia portuguesa

Défice melhora, dívida continua lá e aumenta.

Juros da República começam por subir, mas já estão a melhorar

Banca: capitalização da CGD e nada mais porque o resto não foi feito pelo Governo, nem a capitalização do BCP, nem a OPA do BPI, nem a venda do Novo Banco (e nem a potencial venda de parte do Montepio). Malparado não vai ter solução nacional.

Lesados do BES serão pagos em parte (mas quem paga? Provavelmente o Estado, quando as ações em Tribunal, trocadas por dinheiro, forem perdidas).

Reversão da venda da TAP, e venda noutras condições em que são salvos lugares no board para o Estado

Falha do Siresp e das forças de combate aos fogos florestais de Pedrogão Grande, morrem 64 pessoas, a maioria numa estrada nacional para onde foram encaminhadas pela GNR. Ninguém se responsabiliza.

Assalto e roubo, cuja lista é infindável, de material de guerra que ocorreu na semana passada nos Paióis de Tancos.  O ministro da Defesa afirmou em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". Mas não se demite.

O exército não sabe explicar o que aconteceu, nem porque é que falhou a segurança. Escondeu a lista do material roubado, mas eis que sai a lista num jornal espanhol. O Chefe das forças armadas, o Presidente da República, lá pediu investigações exaustivas para apurar responsabilidades.

P.S: o melhor deste Governo é capaz de ser mesmo o Simplex.

Bom e não estou a ver muito mais, mas corrijam-se se estiver enganada :)

 

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A pressão jornalística portuguesa ao El Mundo

por Maria Teixeira Alves, em 24.06.17

Os jornalistas portugueses não se conformam. O El Mundo atreveu-se, tamanho desplante, a pôr em causa o Governo das esquerdas unidas. Mas que sacrilégio.

Tudo por causa do El Mundo ter noticiado na passada quarta-feira as críticas crescentes à "gestão desastrosa da tragédia" por parte do Governo do primeiro-ministro António Costa, prevendo até "o fim da carreira política" do governante português. No mesmo artigo, o jornal espanhol refere ainda que as principais reivindicações têm recaído "em particular" sobre a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

O artigo desta quarta-feira, intitulado "Caos no maior incêndio da história de Portugal: 64 mortos, um avião fantasma e 27 aldeias evacuadas", pretende fazer um rescaldo da situação em Portugal ao quarto dia do incêndio em Pedrógão Grande. São ainda apontadas falhas "na coordenação das autoridades, tanto a nível dos trabalhos de extinção, como da comunicação com os media".

Eis que de repente há investigações e denúncias ao jornalista (imagine-se). Queriam identificá-lo para o ostracizar? Para o banir? Para descobrir algum podre que o desacreditasse? Descobrem que não o descobrem e com tamanha lata questionam o El Mundo, como se o jornal não tivesse competência para escolher jornalistas, ou para decidir a credibilidade das reportagens que publica.

Mas o conteúdo da notícia é falso? Isso nem é tema.

O importante é expô-lo na praça pública. Os portugueses queriam queimá-lo na fogueira do mediatismo. Mas lamentavelmente não têm uma cara para acusar, um cadastro, um currículo. Querem obrigar o jornal a revelar o culpado de ter criticado um governo de esquerda. O El Mundo não sabe que isso é imperdoável a um jornalista em Portugal.

Chega ao cúmulo de os jornalistas portugueses, representados pelo Sindicato, pedirem explicações a um jornal espanhol, fundado em 1989 e que vende mais do que o Correio da Manhã  (vou rever a minha condição de sindicalizada), e que não recebe lições dos jornalistas portugueses. Quem é o jornalista que assina como Sebastião Pereira e que escreveu o artigo? A Comissão da Carteira também questiona.

O El Mundo nem queria acreditar e a editora de internacional vê-se obrigada a desligar os meios de contacto.

Respondeu ao sindicato de jornalistas portugueses. "Nada fizémos de errado, recorremos a um jornalista que utiliza pseudónimo e que já conhecemos bem". Respondeu a editora da secção de Internacional do 'El Mundo' ao português Sindicato dos Jornalistas. "Párem de me atacar no Twitter! Párem de me enviar emails! Párem de tentar telefonar-me! Em 22 anos nesta secção nunca me aconteceu algo assim, nem nos casos da Venezuela ou da Turquia!" Nem mais.

Mas o importante agora é saber quem escreve? Ou o importante e refletir-se sobre o que está escrito? Algum leitor lê a assinatura dos artigos? O importante é confiar no jornal e na credibilidade editorial de um jornal. Se o jornalista assina com pseudónimo, ou se não assina sequer não é importante.

Cito um comentário que li no Facebook. "Não consigo perceber que no ano 2017 quando não estamos de acordo com o que se escreve se comece a chamar de facho".

Está ao nível de uma Venezuela, no doubt!

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Isto, a uma leiga, soa a negligência e pouca perícia

por Maria Teixeira Alves, em 20.06.17

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Eu ouvi ainda agora na SIC que a estrada IC8 foi cortada às 19 horas da tarde (o fogo começou às 14h) e segundo um bombeiro "não houve tempo para cortar a nacional 236", a chamada estrada da morte. Isto parece-me inadmissível.

Reparem, diz o Expresso que António Costa já recebeu a resposta a uma das três perguntas que colocou a entidades públicas, neste caso à Guarda Nacional Republicana, que terá indicado como ponto de fuga ao fogo a estrada 236-1, onde,afinal, dezenas de pessoas acabaram por morrer queimadas.

Porque é que a estrada não foi encerrada? Segundo a GNR, "o fogo atingiu esta estrada de forma absolutamente inusitada e repentina", ” que “surpreendeu” todos, "incluindo os próprios militares", leu o primeiro-ministro, esta noite.

Mas que resposta é esta?! Que surpreendeu tudo e todos está a vista de toda a gente. É óbvio. 

Mas a questão é porquê não anteviram aquilo que os surpreendeu? Em termos abstratos, todos os chefes e mesmo os operacionais, têm a missão de antever os acontecimentos antes deles surgirem. Mas Portugal é avesso a visionários. Toda a sociedade se une para desacreditar os visionários, os que não estão alinhados com o mainstream, e isso desencoraja a iniciativa de se reagir prematuramente, e isso às vezes é decisivo.

Estive ainda a ouvir Clemente Pedro Nunes (professor do IST-Técnico) a analisar na SIC o incêndio de Pedrógão. Diz, que dos contactos que fez com locais lhe contaram que desde as 14 horas da tarde de sábado que habitantes das aldeias telefonaram para a proteção civil de forma lacinante. Numa das aldeias a proteção civil só chegou no dia seguinte, quando já havia 11 pessoas mortas. O que aconteceu entre as 14 h e as 20h, quando os sistemas de comunicação funcionavam? Os incêncios combatem-se nos primeiros 45 minutos a uma hora, depois perde-se o controle e é preciso mobilizar recursos, indo à cadeia de comando e chamando a atenção para a gravidade do assunto. O que terá acontecido aparentemente é que os responsáveis não transmitiram essa gravidade. A primeira intervenção não funcionou, disse o professor que já ajudou a combater fogos, porque é empresário agro-florestal.

"Parece que há uma televisão com uma entrevista com um popular que às quatro da tarde já dizia que não estavam a ser respondidos os seus telefonemas, e terá feito uns comentários críticos menos agradáveis ao primeiro-ministro, e depois essa entrevista já voltou a passar, mas sem as críticas contudentes", disse.

A cadeia de comando não funcionou, disse o catedrático e perguntou "Como é possível cortar a IC8 e não se declara o Estado de emergência no distrito de Coimbra e de Leiria. Não se mobilizam os recursos todos?"

Independentemente de ser apenas uma opinião, não me custa a imaginar a resistência da cadeia de comandos de recorrer na primeira hora à situação de Estado de emergência. Portugal funciona assim, não anda à frente dos acontecimentos. 

A outra teoria é que o sistema de comunicações falhou. Parece-me ter ouvido que o sistema de comunicações com a hierarquia falhou. O Siresp. O Siresp existe para criar uma comunicação de rádio comum a todas as forças de segurança e proteção civil (53 ao todo) mas que, por contrato em 2006, usa cabos da MEO, e portanto quando não há telemóvel, não funciona. As alternativas seriam rede satélite ou por cabo, mas isso seria muito mais caro. Mas pergunto eu, não valeria a pena uma solução mais eficaz, ainda que fosse mais cara?

 

 

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Foto de Joaquim Casqueiro.

Até agora ainda não percebi porque é que a GNR não cortou o trânsito na estrada nacional 236, já chamada como a estrada da morte?

Será que ouvi bem alguém dizer que as pessoas foram encaminhadas pela GNR para aquela estrada?

Não deviamos já ter prática em incêndios ao ponto de haver especialistas a orientar as populações para as melhores práticas a adoptar?

 

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Nos dias que correm...

por Maria Teixeira Alves, em 12.06.17

Foto de António Pereira de Carvalho.

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A TAP pública é para dar lugares de administrador

por Maria Teixeira Alves, em 11.06.17

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O que salta à vista das notícias sobre a administração da TAP, é que, para calar críticos, o Governo espalhou várias forças na administração da TAP.

No fundo o que pretendia o Executivo era calar as críticas à escolha de Diogo Lacerda Machado para administrador da TAP. Penso que terá passado pela cabeça de António Costa dar-lhe o lugar de chairman, mas achou que seria motivo de críticas da oposição e então, para calar os críticos, escolheu para chairman um social democrata, Miguel Frasquilho.

O advogado Diogo Lacerda Machado, foi escolhido por António Costa para negociar o acordo com o consórcio Gateway, para a reversão da partipação estatal na TAP, que acabou por ser de 50%. Já se percebe para que quer a reversão da privatização da TAP o executivo, para ter sítios onde encaixar administradores. É uma tradição do PS, essa tentação de serem Deus do tecido empresarial.

No fundo o PS é o eterno partido do lobby, nisso mantém a tradição.

Mas há mais escolhidos pelo Estado para administradores. Esmeralda Dourado, administradora da SAG, Bernardo Trindade, ex-secretário de Estado do Turismo  nos XVII e XVIII governos de José Sócrates, integram o lote de administradores não-executivos que são indicados pelo Estado. A estes nomes junta-se ainda o de António Menezes, ex-CEO da companhia aérea açoriana Sata. No sábado, o Expresso tinha confirmado que Miguel Frasquilho será o presidente da administração que integra ainda Ana Pinho, líder da Fundação Serralves, para além do amigo Lacerda Machado.

Acredito que se pudessem retomavam os direitos de nomear administradores na EDP e nos CTT, o Bloco faz o papel de reivindicador, mas o PS adoraria mais "boards" disponíveis. Só nos bancos é que não se querem meter. Já perceberam que os lugares de administradores de bancos são presentes envenenados.Porque os bancos são hiper-regulados por Bruxelas e Frankfurt, não convém. Mas nos outros sectores é o ver se te avias.

P.S. Marques Mendes disse no seu comentário de domingo na SIC que não havia conflito de interesses. Eu gostava de saber o que diria o comentador se o Sérgio Monteiro fosse para a administração  (se fosse possível) do Novo Banco em nome do Fundo de Resolucao?

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Estes britânicos são loucos

por Maria Teixeira Alves, em 08.06.17

Os governantes ingleses são peritos em levar a votação coisas que não querem. O Cameron levou a escrutínio popular o Brexit que não queria e Theresa May levou a votação o seu lugar no governo que não quer perder. Resultado, queria reforçar a sua legitimidade e perde a maioria a absoluta.

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Um think thank que pensa a dívida sem a reestruturar

por Maria Teixeira Alves, em 06.06.17

 

 

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É provavelmente a resposta ao relatório para a reestruturação da dívida da esquerda, mesmo que Braga de Macedo tenha dito que “se aquele documento a primeira coisa que faz é abundar no erro que já cometemos [substituir a dívida atual por dívida de curto prazo] não devemos perder muito tempo a refutá-lo. Já uma vez houve uma gestão de dívida de curto prazo". A Plataforma para o Crescimento Sustentável, um ‘think tank’ de direita, analisou as soluções para a elevada dívida pública nacional, que supera os 130%, e propõe que o país recuse qualquer reestruturação da dívida, aposte em excedentes primários, e defende Eurobonds no plano europeu para 60% da dívida de cada Estado-membro. 

A Plataforma liderada por Jorge Moreira da Silva considera que a reestruturação da dívida pública é um caminho inviável para resolver o elevado endividamento do Estado, e o  'haircut' (perdão) de 100% da dívida detida pelos privados "destruiria a credibilidade" e retirava o acesso aos mercados e os bancos portugueses sofreriam perdas de 25 a 30 mil milhões de euros. O perdão de dívida "criaria problemas graves de financiamento às empresas" e que teria "um impacto muito negativo na atração de investimento estrangeiro e no acesso a financiamento por parte dos bancos". “Trata-se de pôr Portugal numa situação muito próxima daquela que a Argentina viveu em 2001” pois o Estado não teria capacidade para capitalizar os bancos e as regras europeias imporiam perdas aos detentores de depósitos, o que obrigaria à aplicação de controlos de capital. Os economistas (liderados por Joaquim Sarmento) rebatem todos os cenários possíveis de reestruturação da dívida, e salientam as poupanças que permitiram e as consequências que provocariam, da qual a saída do euro é o cenário extremo.

A melhor solução que Portugal tem para garantir a sustentabilidade da sua dívida pública é apontar para excedentes orçamentais primários sucessivos de 3%, algo que permitiria colocar o rácio da dívida abaixo dos 100% do PIB no período de 10 anos.

O think tank que é presidido pelo social-democrata Jorge Moreira da Silva apresenta assim uma radiografia da dívida pública nacional e aponta o caminho possível para a sua gestão. Defende Eurobonds no plano europeu para 60% da dívida de cada um dos países, o que no caso português traria uma poupança estimada em 0,5% do PIB ao ano e defende também que o Mecanismo de Estabilidade Europeu compre as OT detidas actualmente pelo BCE. Defende sobretudo uma gestão dinâmica da dívida com recurso ao mercado para alisar a maturidade dos reembolsos e atenuar assim os riscos.

A Plataforma para o Crescimento Sustentável defende ainda a necessidade de manter uma almofada de liquidez para minimizar os riscos, entre os seis e os oito mil milhões de euros.

 Agora já temos dois relatórios sobre a dívida, sendo que a ideologia que todos dizem que desapareceu, ressurge em cada estudo e análise. Eu por mim defendo esta. Escolho Joaquim Sarmento em detrimento de Ricardo Paes Mamede. Um dos pontos de maior diferenciação entre os documentos é que a proposta da esquerda passava, entre outras medidas, por aproveitar os custos mais baixos do financiamento de curto prazo, enquanto a proposta da Plataforma para o Crescimento Sustentável, que é próxima do PSD, promove o alisamento da maturidade dos empréstimos, através do seu alargamento.

A reestruturação da dívida não pode ser feita no quadro europeu. Portanto, é um exercício bom para um think tank, ou grupo de trabalho, mas fica-se por aí.

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Se há coisa que aprendi é que os sentimentos nobres são muitas vezes detonadores de enganos. Falo disto a propósito da tentativa de paz que levou a que Shimon Peres, ex-membro do Partido Trabalhista, recebesse o Nobel da Paz de 1994, junto com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, por causa do acordo de paz. Em setembro de 1993 foi assinado na Casa Branca o Acordo de Paz de Oslo que nunca surtiu efeito.

Shimon Peres assinou acordos que se comprometiam a unir esforços para a realização da paz entre os dois povos. Estes acordos previam o término dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano e a questão do estatuto de Jerusalém. Mas falharam. A Palestina diz que nunca se criou uma agenda para a paz e que não impediram as atividades dos colonatos. Diz que não cumpriram o prazo de 1999 para a criação de um Estado Palestiniano.

Israel diz que houve progressos, reconheceram o povo palestiniano e os palestinos reconheceram o Estado de Israel, concordaram com as fronteiras, mas elas não criavam nenhum Estado e Arafat não conseguiu impor a sua autoridade. Não conseguiu passar de chefe de um movimento revolucionário para chefe de Estado. Sem uma autoridade única o que há são fações. "O Hamas, o Irão, que fundou um império religioso com a ajuda do urânio enriquecido, tem o apoio do Hamas e do Hezbollah que destrói o Líbano, ao passo que o Hamas destroi os palestinianos, e depois há quem defenda a paz, Mahmud Abbas e Fayat, com quem Israel se senta à mesa", explica Shimon Peres num documentário que passou há uns dias na RTP3. Shimon Peres foi Presidente de Israel entre 2007 e 2014. 

O documentário começa assim: Israel contraria toda a História do Mundo. Um povo em diáspora, espalhado pelo mundo, voltar à terra de origem, é inédito.

Um pergunta emerge do documentário. Israel conseguiu a paz com o Egipto e com a Jordânia, com devolução de terras e tudo mais, mas nunca com a Palestina. Porquê?

Shimon Peres queria ser a pomba da paz de Israel, e acreditava que era possível. Acreditava que era possível porque era Israelita, mas para o povo que está ressabiado pela ocupação dos territórios a paz é apenas um instrumento de ser ressarcido em parte de uma dívida. A paz pode ser um instrumento para a retaliação. A Palestina não consegue (ou não quer?) a paz. O Médio Oriente não quer a paz.

Quando a crispação entre povos dura décadas imensas há um povo que está em supremacia que quer a paz, e o outro que quer vingar a história e que só conhece a pulsão primária do ódio colectivo. Mesmo quando a razão quer a paz a alma não consegue converter-se.

Há uma certa hipocrisia no médio oriente. É que a Palestina nunca foi amada pelo mundo árabe. Mas é a martir da zona e nesse aspecto ganhou o respeito do médio oriente. Os países à volta odeiam mais Israel do que amam a Palestina, se não fosse assim já tinham ajudado ao processo de paz e à constituição do Estado da Palestina. Aliás vê-se no programa que a Palestina pede ao Irão que a ponha no mapa, não que expulse Israel.

A primeira coisa que ressalta é que (tal como sempre pensei) a Palestina não era nada antes da criação do Estado de Israel, nunca teve a atenção de ninguém do mundo muçulmano. A sua força e poder resulta da fraqueza de "terem sido ocupados". Até aos acordos de Oslo, não existia a identidade Palestina.

Nunca houve um Estado palestino. A margem ocidental era da Jordânia, nunca foi dos palestinianos. Gaza era dos Egípcios e estes nunca a deram aos palestinos. Os primeiros a reconhecerem a identidade palestina e o direito a uma terra deles, ironicamente, foi Israel.

Só em 27 de setembro de 2013, 134 (69,4%) dos 193 países-membros das Nações Unidas reconheceram a existência do Estado da Palestina.

Benjamin Netanyahu diz no documentário que Arafat nunca foi um homem de paz e esse foi o erro do Acordo de Oslo. Para o primeiro-ministro de Israel, Arafat não era sincero e iria usar os territórios que Israel lhe entregaria no âmbito do acordo, para atacar Israel "e confirmou-se". Arafat pôs fim ao processo de paz em 2000, na conferência de Camp David. Netanyahu diz que Arafat só deu em troca a Israel a Intifada que é a fonte do terror dos ataques suicidas nas cidades israelitas. "Israel saiu de Gaza, saiu dos colonatos, que era o que queria a Palestina", diz Netanyahu. Já os palestinos dizem que Israel saiu mas desarmou a exercito palestino de Gaza e que isso abriu o caminho ao Hamas que comprou armas em todos o lado, e acabou por fazer um golpe do Estado em Gaza.

Mas Israel não teme o Hamas ou o Hezbollah. Israel teme o Irão porque lhe pode lançar um ataque nuclear. Shimon Peres diz que o Iraque era apenas um problema para Israel, mas o Irão é um problema para o mundo. Porque pode torná-lo ingovernável, pode dar armas nucleares a terroristas, se perderem o sentido da responsabilidade.

Interessante e permite perceber as palavras de Trump na Arábia Saudita. "Tudo o que está a acontecer na Síria é culpa do regime iraniano”, disse Trump ao discursar perante os líderes de 55 países muçulmanos numa conferência na capital da Arábia Saudita, em que responsabilizou o Irão pela instabilidade na região e pelo que está a acontecer na Síria. O presidente norte-americano apelou a todas as nações para “trabalharem para isolar o Irão e [privá-lo] dos fundos que financiam o terrorismo”. 

O documentário sobre Shimon Peres é também sobre a constituição do Estado de Israel. Nele é referido que Shimon Peres foi injustamente esquecido na história do país, por exemplo no seu papel na operação de libertação de refugidados, a Operação Entebbe. Esteve sozinho, enquanto ministro da defesa (no Governo de Yitzak Rabin - Rabin e Peres não gostavam um do outro, mas aprenderam a trabalhar em conjunto mesmo não gostando um do outro), na decisão de libertar os refugiados sem ceder à chantagem dos terroristas. Mas o seu papel nessa operação apagou-se.

Nessa altura, entre 1974 a 1979, Shimon Peres era ainda "um falcão" e não "a pomba" em que veio a tornar-se, e ajudou mesmo a construir os primeiros colonatos de Samaria.

Shimon Pires torna-se o secretário geral do Partido Trabalhista (socialista) e muda de atitude, muito ativo na Internacional Socialista onde convive com todos os socialistas da época François Mitterand, Mário Soares, Olof Palme, Bruno Kreisky, muito favoráveis à causa palestina, e Shimon Peres torna-se uma pomba da paz. 

Nessa altura, em 1979, fica reactiva a central nuclear de Dimona o que faz de Israel uma potência nuclear. Shimon Peres acredita que agora que Israel é forte, pode dar-se ao luxo de ser socialista (parece a Europa). Desaparecendo a ameaça à existência do Estado de Israel, começa numa demárche pela causa da Palestina, pela paz com os vizinhos, porque agora havia riscos que podiam correr pela paz, que antes não podiam.

É preciso voltar atrás ao tempo do Kennedy, Shimon Peres constroi um reator nuclear (foi muito criticado na altura) em nome da paz, precisavam de estar protegidos de ameaças, "um holocausto em 100 anos, chega-nos", diz. Mas a desconfiança vale por si, e marca o ritmo dos acontecimentos, e está sempre um passo atrás da agressividade. Portanto o que ficou dessa iniciativa foi uma desconfiança sobre Israel.

Sobre a Europa Shimon Peres diz uma coisa intemporal: "A Europa tem sempre razão mas sempre demasiado tarde. Foi assim com Hitler, com os comunistas e pagou um preço muito alto". Shimon Peres acredita que vai ser assim com o Irão.

*Interessante a história do apoio da Alemanha. Joseph Strauss que era ministro da defesa e tinha combatido na segunda guerra, a brillant mind, segundo Peres que o convenceu a apoiar a criação do Estado de Israel. Explicou-lhe numa reunião de cinco horas que era muito novo e estava no batalhão de anti-aéreas e que sabia que não tinha grande futuro na Alemanha, porque era da Baviera, era filho de um homem do talho e era ministro da defesa, mas ajudou Peres com o suporte de Adenauer. Porque é que um alemão, que foi soldado no regime do Hitler apoia a criação do Estado judeu? Dizem que Strauss decidiu ajudar Shimon Peres por duas razões. Uma porque o Estado de Israel seria uma barreira à influência russa/comunista no Médio Oriente, e a outra foi pela culpa do que o regime nazi tinha feito ao povo judeu. Os alemães deram um imenso contributo, ao fornecerem todo o armamento de graça em segredo.

"Sem os dez mandamentos a civilização fica sem os seus fundamentos", disse Shimon Peres que morreu no ano passado em setembro.

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