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Tudo isto me mete nojo!

por Vasco Lobo Xavier, em 03.02.18

Francisco George, pessoa que se diz médico e foi durante 12 anos director-geral da saúde, veio defender a eutanásia proposta pelo BE. Acha mesmo que é do “interesse público” defender a eutanásia.

Defender a eutanásia é defender o interesse público pois, segundo diz, há muitos hospitais (principalmente privados, esses malvados…) que prolongam “abusivamente” a vida dos doentes à custa do dinheiro dos contribuintes. Vai daí, corta-se o mal pela raiz e lança-se borda fora o doente, novo ou velho, adulto ou criança, e poupa-se na electricidade e na máquina. Duvido que o contribuinte venha a sentir algum alívio nos impostos com a proliferação da eutanásia mas provavelmente a extrema-esquerda que apoia Costa poderá defender mais alguns aumentos para a função pública ou promover mais algumas rotundas.


Tudo o que acabei de escrever me mete um nojo profundo. Defender a eutanásia, e para mais defender que com a defesa da eutanásia se está a defender o interesse público, ainda por cima pelo argumento invocado, tudo isso me mete um nojo profundo.

E não me esqueço de que o interesse público varia muito de acordo com as pessoas, os pensamentos e os tempos. Em certos momentos da história alemã e russa (para ficarmos só por aqui), certa eutanásia também pretendia apresentar-se como a defesa do interesse público. De certo interesse público.

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6 comentários

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De Anónimo a 04.02.2018 às 09:24

Contestar um direito individual à custa de argumentos secundários e colaterais, discutíveis, é lamentável. Permitir o direito de escolha aos doentes terminais é um dever público de solidariedade.
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De Orlando Braga a 04.02.2018 às 23:13

A escolha já existe com o testamento vital.
Um estudo científico constatou que mais de 85% dos doentes terminais em cuidados paliativos não sofre com quaisquer dores (http://www.genethique.org/fr/la-plupart-des-patients-ne-souffrent-pas-en-fin-de-vie-68766.html#.WneSyqhl_cv). Dos restantes 15%, uma grande parte não sofre com dores que não sejam suportáveis. O problema é o de que apenas uma pequena parte da população tem acesso aos cuidados paliativos.
É neste contexto que a “elite” política pretende legalizar a eutanásia, como uma estratégia economicista para evitar gastos futuros do Estado com os cuidados paliativos.

Os cuidados paliativos universais dependem de decisões políticas, assim como a legalização da eutanásia universal é uma decisão política.

Colocada entre dois caminhos, — ou os cuidados paliativos universais, ou optar por forçar as pessoas a optar pelo suicídio, — a “elite” política (em geral) prefere matar as pessoas, porque sai mais barato ao Estado. O argumento político da “liberdade do indivíduo” é pura retórica.

O que temos que fazer urgentemente é mudar a “elite” política, nem que seja à custa de um golpe-de-estado.

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De Luís Lavoura a 04.02.2018 às 18:25

a extrema-esquerda poderá promover mais algumas rotundas

Que eu saiba, a cidade com mais rotundas do país é Viseu, e essas rotundas não foram lá construídas pela extrema-esquerda, mas sim por um autarca de bigodes do PSD.
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De Luís Lavoura a 04.02.2018 às 18:27

Tudo o que acabei de escrever me mete um nojo profundo.

Mete-lhe nojo aquilo que você mesmo escreve?

Então não o escreva...
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De Anónimo a 04.02.2018 às 18:28

Estou em perfeito acordo com o seu comentário. Fico arrepiado de ouvir tanta "bacorada" sobre o assunto . Talvez queiram criar uma lei que entre os setenta e oitenta anos o cliente escolhe a data ,  depois dos oitenta é o estado que chama e marca o dia e a hora em ambos casos o SNS paga tudo mas é uma grande poupança para o país e para melhorar o défice e a divida  
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De Ana Pereira a 05.02.2018 às 04:37

Para todos os nojentos deste país, onde o bloco de esterco tem o privilégio de ocupar o 1º lugar no meu ranking de chicos-espertos, fica este trabalho e em resposta aos "coitadinhos" dos que defendem os doentes terminais. Fui amiga de alguns. Nenhum quis morrer com a "dignidade" que dedicamos aos nossos animais de estimação quando já nada mais há a fazer, senão aceitar condignamente o fim:
http://naoeutanasia.blogspot.in
 

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