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Tempo Novo, tempo de paz

por henrique pereira dos santos, em 11.03.17

Naquele tempo, o primeiro ministro dizia "do que conhece, o plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos não prevê despedimentos de trabalhadores".

Naquele tempo, o Presidente da CGD dizia: " a "recapitalização é necessária mas não é suficiente".... No Plano Estragégico até 2020 - que é a base do processo de recapitalização - está prevista a redução do número de agências para 470 a 490 e um corte do número de trabalhadores para 6650 (um corte de 25%)".

Naquele tempo, todos ou quase todos os jornais, todos ou quase todos os sindicatos, todos ou quase todos os partidos dos trabalhadores diriam que o Primeiro Ministro estaria a vender gato por lebre ao dizer que faria uma redução de trabalhadores de 25% sem despedimentos, provavelmente redefinindo o conceito de "despedimento" para que acordos de rescisão, reformas antecipadas e outros mecanismos normais de redução de trabalhadores de forma nenhuma se pudessem confundir com despedimentos.

E todos se juntariam em enormes manifestações e greves, indiciadoras da crispação criada pelo Governo daquele tempo.

Mas isso era naquele tempo, neste Novo Tempo tudo é diferente e a paz social resulta do grande esforço de concertação e respeito pelos direitos dos trabalhadores e não da vontade dos agitadores profissionais imporem soluções políticas para as quais não têm os votos necessários.

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3 comentários

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De :-) a 11.03.2017 às 17:18

Portugal já esteve várias vezes na bancarrota (http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2017/03/portugal-ja-esteve-varias-vezes-na.html)






Oficialmente a 1ª bancarrota ocorreu em 1560 durante a regência da viúva de D. João III e a última, no final da monarquia, acabou com uma reestruturação da dívida soberana cuja negociação durou 10 anos. Na realidade, podem-se contabilizar 8: 1560, 1605, 1834, 1837, 1840, 1846, 1852 e 1892, ou seja, a maioria já no século XIX.
A parte final da dinastia de Bragança acumularia, entre 1828 e 1892, mais de duas décadas de situações de default, um recorde na história económica portuguesa. No entanto, o campeão das bancarrotas foi Espanha, com 12 episódios, concentrados na dinastia filipina e durante o século XIX.


MALANDROS OS DO 25 DE ABRIL...




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De Renato a 11.03.2017 às 17:26

A direita anda perplexa e irritada com a falta de crispação, greves, manifs, etc. ainda por cima existe um presidente que apenas quer estabilidade, paz social e boa relação com o governo, e com sondagens que mostram que as pessoas reconhecem isto. A direita não merece este povo ingrato.
Ver a direita com desejos de agitação, é curioso.
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De monge silésio a 13.03.2017 às 19:01


*
A CGD é o adn da República; é a impressão digital da Governação de décadas. Faliu. Como o País que só vive ...do Estado Social e que alguns morcões acha que é de borla, e os juristas acha serem direitos.
*

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