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Para a nossa Teresa

por João Villalobos, em 30.10.08

«O mau romance é aquele que conta uma história»

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«O rapaz de Lisboa»

por João Villalobos, em 04.10.08

Pomar e Lobo Antunes roçavam por vezes o inaudível, de quando em quando ignoravam mesmo o microfone. "É natural que as vozes se ouçam mal porque não é fácil para nós estar aqui. Estou a partilhar com pessoas que não conheço sobre uma pessoa que eu amava", esclareceu o escritor. Antes, já ele confessara sobre esse amor sentido pelo autor de Alexandra Alpha: "Não sei distinguir entre o amor e amizade." Ele e o amigo sempre de braço dado pelas ruas, não mencionando nunca os seus livros ("os livros são como o amor, faz-se mas não se fala") mas discutindo futebol, Cardoso Pires esclarecendo: "Não sou do Benfica, sou do Nené", e também "para ser amigo de um artista tenho de o admirar".
A amizade entre Cardoso Pires e Pomar nasceu nos bancos do Liceu Camões, que abandonavam para espreitar as raparigas à saída das aulas da António Arroio. Com Lobo Antunes, o primeiro encontro deu-se no aeroporto: "Ele disse-me: 'Ouvi dizer que te foram dizer que eu dizia mal de ti. Não é verdade.' Ficámos instantaneamente amigos de infância" e, depois, "nunca tivemos a sombra sequer de uma discussão."
Assim iam traçando, umas vezes mais a custo do que outras, o retrato do amigo: o Zé escrevendo na sua mesa triangular de uma varanda sobre a praia de Caparica, o Zé de uma generosidade imensa para com as pessoas de quem gostava, o Zé que, ao contrário de Lobo Antunes, detestava comida de avião e apreciava "chocos, ovas, coisas assim", o Zé que gostava de andar à pancada, "de uma coragem física imensa", o Zé extremamente solitário entre a multidão, lá dentro "um núcleo de trevas impartilhável".
Foi aliás a solidão que deu o mote para a outra lição recebida, a que se entremeava pelas memórias e tornou a tarde ainda mais singular, uma aprendizagem sobre a solitária tarefa oficinal da criação, seja ela um quadro ou um romance; desenhar, apagar e desenhar de novo; escrever, apagar e escrever de novo. O pintor e o escritor. Sempre sós, mas ali naquele momento juntos. Como antes, quando eram três. (Ler mais aqui)

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Qualquer dos três promete

por João Villalobos, em 22.09.08

Com coordenação da Filipa Melo, continua na FLAD o ciclo «Asas Sobre a América». Aqui fica o programa das próximas festas, a decorrer no Auditório da Fundação, Rua do Sacramento à Lapa, 21.  (Fotografia de Saul Bellow retirada do New York Times)

 

SAUL BELLOW
por Rui Zink  
25 de Setembro, às 18h30
 
EZRA POUND
por Manuel António Pina
20 de Novembro, às 18h30
 
RAYMOND CHANDLER
por Francisco José Viegas
11 de Dezembro, às 18h30
 


 

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Vamos hoje para a varanda? (4)

por João Villalobos, em 20.09.08
As palavras são apenas caruma, acendalha que inflama outras palavras maiores até que, para a sensação de existir, o silêncio baste. 
As tuas mãos não estão verdadeiramente aqui. Não permanece sequer na minha pele um sinal que denuncie alguma vez tenham estado. 
Fosse de outra maneira e as marcas revelariam o itinerário do desejo, a estrada perdida debaixo da lua, feminina e branca, que o encerra. Em que noite sentiste ter perdido o juízo? Em mim, o tempo contorce-se como uma serpente que ignora onde começa ou acaba.    

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Vamos hoje para a varanda? (2)

por João Villalobos, em 19.09.08

Regressemos, se tal é o teu desejo, à nossa varanda.

Mas o Verão terminou quando a abandonámos sem as mãos dadas nessa última vez. Não o sentes? Sopra uma brisa de quando em quando gelada…ou então…talvez seja apenas minha esta sensação de ir arrefecendo de dentro para fora como quem se enruga ao invés. 

«A pessoa certa no tempo errado no lugar certo», estava aqui a pensar. Já me disseram que penso demasiado, como todos os cobardes. Foi alguém sem essa delicadeza terna que logo nos afaga desde o instante em que chegas.

Na varanda. Assim seja. Voltemos aí onde as horas encurtam enquanto as sombras alongam. Alguém segreda, outro alguém sorri e a brisa, só para mim de quando em quando gelada, te aquece os cabelos.    

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Vamos hoje para a varanda?

por Maria Inês de Almeida, em 19.09.08

 

Ontem, na varanda que nos segurava, os teus olhos traziam um mar de beijos. Palavra sim, palavra não, beijavas-me. Não havia estrelas porque tu tinhas o brilho maior. Não me lembro da cor da tua blusa, nem da tua gravata. Provavelmente vi liso onde haviam riscas. Mas o céu estava bege. Perdi o sono. Perdi o tempo. Perdi os olhos. Perdi a boca. Porque tu, ao contrário do que pensas, mordeste-me. Os pombos feitos de papel e ali emoldurados foram testemunhas. As minhas palavras ainda estão adormecidas. Já sabes qual a cor dos meus olhos? São da cor dos beijos que me deste. O teu beijo é uma felicidade que arde.

Ontem, na varanda que nos segurava, as tuas mãos traziam um mar de palavras. Traziam amor, traziam desejo, traziam grito.

Vamos hoje para a varanda?

 

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Esse est percipi

por João Villalobos, em 16.09.08

A Porto Editora garante que recusou o livro de estreia da jornalista Sherry Jones apenas com base num critério de qualidade e, para o comprovar, reproduz em comunicado o excerto de um parecer em inglês, de autoria desconhecida. Quando a Random House decidiu não publicar o romance sobre a história em torno de Maomé e A'isha, fê-lo argumentando com «a segurança do autor, dos empregados da Random House, livreiros e quaisquer outros envolvidos na distribuição e venda do romance».

A escolha de publicar ou não um livro, seja por que motivo for, é obviamente e em última instância única e exclusivamente dos seus responsáveis. Mas se nos EUA assumiram o receio das repercussões e enfrentaram os bois pelos cornos, em Portugal escudam-se no valor literário da obra. Má escolha: Poucos acreditarão na mensagem (basta vermos os livros que lideram os tops) e a percepção inevitável será a de que a editora portuguesa mascara a verdadeira razão por detrás da decisão. «Mas eles estão a ser sinceros», irão contrapor alguns (e os próprios.) Até podem estar. Mas ser é ser percebido, como já dizia o filósofo.  

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Para este peditório já dei (2)

por João Villalobos, em 04.09.08

O Eduardo Pitta teve a gentileza de me responder ao repto a propósito da Buchholz. Li o seu Intriga em Família, mas confesso que não me recordava desta passagem que reproduz..  

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Para este peditório já dei

por João Villalobos, em 04.09.08

«A Livraria Buchholz, lugar de referência do nosso (pequeno) universo cultural encontra-se em situação de pré-falência. Agradece-se a todos quantos a frequentaram que a voltem a visitar, de vez em quando. Comprar um livro que não se encontra em mais lado nenhum pode, eventualmente, ajudar a reerguê-la. Agradece-se que passem esta informação aos amigos e interessados».

Ao ler esta mensagem e ao contrário de ti, caríssimo João, apercebi-me de que não tenho uma única boa recordação da Buchholz. O ar de pedantismo intelectual daquelas senhoras sempre me enervou, desde a primeira vez em que lá entrei à procura do Quarteto de Alexandria e me foi respondido que comprasse a edição original, como se a tradução não fosse excelente ou quem lesse em português um cidadão de 2ª classe; O esperar meses a fio por um livro que a Amazon me entregaria em três dias (como aconteceu não há muito tempo com o Memories, Dreams, Reflexions de Jung) tirou-me do sério em várias ocasiões até desistir finalmente de ali fazer encomendas. E finalmente os preços, com aqueles câmbios livreiros tão bizarros quanto o  preço de um barril de petróleo. Tudo isto afugentava-me a cada visita.

Tens contudo razão numa coisa: O «nosso universo cultural» de que fala a mensagem mudou, alargou e animou. Hoje, as FNACs, Byblos, Bertrands e Bulhosas, ou mesmo livrarias "alternativas" como a Ler Devagar e a Eterno Retorno em Braço de Prata, sabem que é imprescindível alimentar os seus livros com "vida": Espectáculos, apresentações, tertúlias...A Buchholz não o fez e deixou-se ficar, de pince-nez aristocraticamente colocado, recebendo os seus visitantes em pose de bibliotecária mal disposta. Agora, se for à falência, a culpa é só dela. Dos leitores como tu e eu não é com certeza.

Já agora, gostava de ouvir sobre isto o Eduardo, a Isabel, o José Mário, o Pedro e o Francisco. E mais quem queira é evidente e desde que me linkem. Estou a atravessar uma crise de protagonismo.

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Afinidade centenária

por João Villalobos, em 09.04.08

 

Partilho com o Pedro Picoito (e com o Paulo Cunha Porto, já agora) um dos meus «livros da vida». E foi alertado por ele que soube do centenário da edição original de O Homem Que Era Quinta-feira.  

«The poor have sometimes objected to being governed badly; the rich have always objected to being governed at all», escreve-se aí. Cem anos depois, it still makes sense. Afinal, como também diz a páginas tantas Gabriel Syme: «Always be comic in a tragedy. What the deuce else can you do»?

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«A Redacção»

por Corta-fitas, em 05.02.08
Após recomendação do Conselho de Redacção do Expresso - que considerou não ter existido censura da direcção do jornal quando impediu a publicação da crítica de Dóris Graça Dias a «O Rio dos Flores» - o texto interditado por Henrique Monteiro já pode ser lido aqui, na edição online.

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Sim, por que não?

por Corta-fitas, em 29.01.08
JOSÉ ANTÓNIO PINTO RIBEIRO, «Breve Sumário da História de Deus: uma visão augustiniana da História?».
Já agora e depois de ter sido simpaticamente corrigido na caixa de comentários, estou com o Pedro Sales:
«Há dois António Pinto Ribeiro. Um, é o ex-programador da Culturgest e um dos princiais especialistas em política da cultura. O outro é advogado, especializado na defesa dos direitos humanos. O Governo nomeou António Pinto Ribeiro para ministro da cultura. O advogado».

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Na mesa de cabeceira

por Corta-fitas, em 24.01.08
«Se em algum sítio se desleixa a agricultura, então será em Portugal. Chamou-me logo a atenção como eram aqui débeis os rendimentos básicos do Estado. Nenhum povo no mundo tem tamanha alergia ao trabalho como o povo português. Refiro-me sobretudo aos portugueses que vivem deste lado do Tejo e que, por assim dizer, já respiram ares africanos. Se não permanecessem aqui tantos estrangeiros para fazer os trabalhos braçais, não acredito que se conseguisse encontrar um barbeiro ou um alfaiate...».
Perro Cristão Entre Muçulmanos, Joris Tulkens, Edição Guerra & Paz.

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E a seguir, o STOP do Bairro

por Corta-fitas, em 10.01.08

Citando Carlos Vaz Marques, «Francisco José Viegas, romancista, poeta, jornalista, gastrónomo, blogger, judeu, transmontano, portista» vai estar hoje na «sua» Casa Fernando Pessoa a propósito do novo livro de poemas «Se me Comovesse o Amor», com apresentação de Pedro Mexia e leituras de Ricardo Araújo Pereira. Tudo começa às 18.30H, mas devo chegar atrasado.
As minhas desculpas ao autor, mas não sei de quem é a fotografia.

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«Receita de Ano Novo»

por Corta-fitas, em 01.01.08
«Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre».
Carlos Drummond de Andrade

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Afinal vai mais um poema

por Corta-fitas, em 17.12.07
Sou um bocado conservador, prefiro o prazer à dor.
Aliás, um murro na cabeça provoca-me incerteza.
Talvez não seja um liberal porque aceito isso mal.
Concedo. Mas que querem? Não gosto de sentir medo.

«Não há insegurança» dizem com candura de criança
bloggers respeitáveis em espaços inquestionáveis.
Bom, então está certo. Sou eu que não acerto.
Tenho o QI limitado face ao crime organizado.

Devia desconfiar dos polícias e acreditar nas notícias:
«Há menos crimes agora e processos na Boa Hora».
As estatísticas (acredito) medem mesmo cada grito
com a precisão matemática da porrada mais fanática.

Talvez viver sossegado num condomínio fechado.
Encerrar as crianças num parque com seguranças.
Não passear de madrugada a pé por qualquer estrada
e só caminhar na praia enquanto o Sol não caia.

Estou certo que, então, serei de igual opinião:
O mundo não está perigoso e é um assunto escabroso
que na verdade nada interessa. Pois é. Homessa!

(A realidade não se engana. Os gajos é que não vão de cana).

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Para a nossa Maria Inês

por Corta-fitas, em 16.11.07
Um poema recuperado da minha caixa:

«Não foi como recordas. É mentira
a folha seca tombada sobre o teu colo,
no exacto momento em que disseste
a palavra que não queria ouvir.

Interpretas em excesso a Natureza,
nem tudo sucede porque acontecemos.
Ontem mesmo quando chorei não choveu
e isso prova a inexistência dos deuses.

Também acontece sentir-te, ausente
não estares ali mas antes a tua sombra.
Fosse um sinal estaria louco
e não é assim porque te respondo como existisses.

Foi talvez ontem. Entrei clandestino no teu quarto
abandonado e branco, no chão as cartas
que escrevi atadas pelo cordel do Tempo.

Enquanto as abria, uma folha seca tombou.

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Também à sexta...

por Corta-fitas, em 26.10.07

Será na Casa Fernando Pessoa, a 9 de Novembro e a partir das 21.30H, que será lançado o meu poemático opúsculo. Apresentação curta, descontraída e sincera pelo José Mário Silva, vinho a cargo da Quinta do Couquinho, queijadas e empaduças criadas pelos génios e gémeos Malato das Queijadas de Oeiras. Música a cargo de um convidado especial ainda no segredo dos deuses. Apoio da Casa Fernando Pessoa, Francisco e Ricardo (ça va sans dire) e da Revista Blitz. Está convidado o mundo inteiro. Exceptuando o livro, é tudo à borla. Sou um mãos largas, é o que é.
Adenda: Ia cometendo aqui um lapso imperdoável. Esquecer-me de agradecer ao Eduardo pelo tempo e paciência na revisão da obra. Um abraço.

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É hoje às 15

por Corta-fitas, em 24.10.07
Ainda não li. Mas a contribuição da nossa Maria Inês é certamente a melhor de todas.

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Sem título

por Corta-fitas, em 23.10.07
Porreiro, mesmo porreiro,
é este nosso Primeiro.
Entre os Grandes colocado
como figura de Estado.

Viu passadas as tormentas
com sua licenciatura.
Devassaram-lhe as sebentas,
foi até à magistratura.

Mas tudo isso é Passado,
nada já isso importa.
Assinado este Tratado
abre-se uma nova porta.

É a porta da Europa. Sim!
Para Portugal o prestígio.
Jorra espumante sem fim,
não há de ressaca vestígio.

É porreiro, mesmo porreiro,
este nosso Primeiro.
Bem pode dizer o contrário
um comentador de aviário.

Que aqui fique bem patente
a vontade de todo um Povo:
Viver tendo bem ciente
a lição que deu de novo.

Quem espera sempre alcança,
água mole em pedra dura.
Seguindo em passinhos de dança
até à próxima legislatura.

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

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