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Vejam as reacções...

por João Távora, em 12.10.17

Em 2011 a jornalista Susana Madureira Martins questionou o então líder socialista se este temia que a sua saída da vida política poderia abrir a porta a futuros processos judiciais. 

 

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Indecência

por João Távora, em 21.09.16

bandeira rasgada.jpg

Aquilo que se sabe da conduta e trapalhadas de José Sócrates seria mais que suficiente para que o PS, se fosse um partido decente, dele estabelecer uma ampla e higiénica distância. Claro que a sua "reabilitação" só acontece porque os socialistas mediram as consequências e sabem que este não é um País decente - digo-o com tristeza.

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A corrupção boa

por João Távora, em 21.03.16

 (...) Se o potencial corrupto é “um dos nossos” trata-se invariavelmente de uma cabala; se o potencial corrupto é um adversário político, deve ser linchado. Este maniqueísmo, que corrompe a inteligência, está espalhado na sociedade e atravessa todos os quadrantes políticos. É evidente que vive da enorme tolerância com que, tanto em Portugal como no Brasil, as elites convivem com o fenómeno da corrupção.

Em Portugal, o caso Sócrates foi exemplar a este respeito. (...)

 

Ana Sá Lopes sem papas na Lingua hoje no Jornal i 

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José Sócrates estreia nova temporada

por João Távora, em 24.10.15

Sócrates.jpg

Reduzidas as medidas de coacção ao mínimo, e terminado o prazo legal para a conclusão do inquérito judicial sem uma acusação, José Sócrates encontra-se em condições excepcionais para fazer aquilo que mais gosta: actuar sob as luzes da ribalta. A estreia da nova temporada dá-se hoje em Vila Velha de Ródão

Com extraordinários dotes de retórica e um ego alucinado, o “animal feroz” que com inaudita determinação conduziu os destinos do País ao descalabro financeiro, confronta-se hoje, não já com a sua sobrevivência política que é um caso perdido, mas com o desfio da sua defesa na justiça. Uma oportunidade para protagonizar uma novela de grande audiência em que, respeitando um minucioso guião, se vai dedicar a gerir os danos infligidos na sua fustigada reputação. Independentemente do desenlace, para a história constará que foi o primeiro-ministro que levou o país à falência, e que depois foi para Paris viver à grande e à francesa, à custa dos milhões dados em espécie por um amigo que geria uma empresa com negócios com o seu governo. Como foi possível semelhante personagem entrar na História do meu país ao tempo da minha geração, é para mim uma pergunta perturbadora.

 

Publicado originalmente no Diário Económico

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Como puder...

por Vasco M. Rosa, em 19.10.15

O anúncio de uma entrevista televisiva de JS merece ponderação.

Vai falar como «animal político» ou como «suspeito de actos ilícitos graves que espera por uma acusação»?

Pela primeira escolha, o interesse é reduzido, pois ele é e será um actor muito condicionado pelo desenrolar do processo judicial que sobre ele pende. Só um número muito reduzido de fiéis alucinadas e alucinados (não incluo os transgéneros!) não cederam entusiasmo diante de indícios deveras comprometedores. E isso torna o seu comentário da cena actual coisa de somenos, onde só se deve esperar o costumeiro revanchismo, azedume e a fúria por não ser de novo número um. 

Pela segunda, parece igualmente reduzido pois só poderá repetir as declarações produzidas ao longo de meses de prisão preventiva, em Évora. E desse espectáculo mediático, já estamos todos bem cansados e fartos. Não é por aí que nos convencem de inocênciais virginais.

E atendendo ao facto de (sem rendimentos próprios) JS ter contratado um adido de imprensa (3, 4000 € ao mês?!), que pode explicar tudo o que ele quer dizer, não se vê vantagem nesse exercício de puro narcisismo a não ser exponenciar a audiência dum canal de televisão, em detrimento de outros.

Mesmo assim, parece-me bem.

O país ficará a conhecer melhor a «confiança» que certas figuras merecem e as razões que as movem, a ambição do poder e dos negócios. O excesso de realidade «faz bem à tosse»...

Quem não tem canais de ficção científica, crime, e séries policiais, vendo tal entrevista pode sempre imaginar-se num mundo norte-americano ou antigo, mas atenção, JS é de aqui e agora e importa saber acerca dele tudo e mais alguma coisa.

Só depois, que ele se defenda como quiser. E puder.

Até lá...

 

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A nódoa que fica

por Vasco M. Rosa, em 08.06.15

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A carta de JS coloca-o numa certeza patológica que incomoda até aqueles que o abominam. Quando começarem a ser conhecidas as conclusões das inquirições policiais, quero ver que atitude tomam aqueles fiéis apoiantes que o idolatram acima de quaisquer evidências. Não há amigos que emprestem milhões. E só a megalomania febril dum prepotente seria capaz de se convencer de que tudo lhe assiste e nada precisa de ser escrutinado pela justiça. Agora faz o seu jogo, mas quando o martelo do juiz decidir a sentença vamos ver então quem se cala e quem se envergonha. No seu delírio, é provável que ele nunca se arrependa do que disse ou fez. Mas nós ficámos todos com a nódoa da presença dum político que não se recomenda.

Alguns amigos dele são «do melhor»...

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Afeições

por João Távora, em 08.06.15

José Sócrates ao fim de seis meses já sofre do Síndrome de Estocolmo: não quer sair da prisão de Évora

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"O Povo a entristecer, por te saber magoado"

por João Távora, em 18.03.15

Imeginem que um recurso resgata este homem e o trás para Lisboa a tempo da campanha eleitoral. António Costa se não reza faz figas para que Sócrates se mantenha em preventivo sossego. 

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Dito de outra forma...

por João Távora, em 23.11.14

Que o "regime" não é bom já sabemos, mas as alegadas trafulhices de José Sócrates descredibilizam-no unicamente a ele e aos seus indefectíveis. Pretender pôr tudo e todos no mesmo saco é prestidigitação política de intenções duvidosas.

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Silêncio ruidoso

por João Távora, em 23.11.14

Falta-nos ouvir a vigilante Dra. Ana Gomes falar sobre a promiscuidade entre a política e os negócios, offshores e corrupção.

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Do processo "O Povo contra José Sócrates" (7):

por João Távora, em 21.10.11

 

Debate Legislativas 2009 | 12/09/2009 | José Sócrates (PS) Manuela Ferreira Leite (PPD/PSD).

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Esta notícia

por João Távora, em 01.09.11

 

No mínimo é intrigante

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Em Paris é um descanso

por Vasco M. Rosa, em 06.07.11

O prometido é devido. O mais regular dos corta-fiteiros sai da sua toca de urso hibernado e a primeira coisa que diz é que vale a pena voltar a Portugal com José Sócrates posto a correr, o que é um alívio, uma promessa primaveril. Brindemos, queridos amigos, a essa libertação! Uf— que bem precisávamos disso!!! Mas atenção: JS não precisava de ir «estudar» filosofia em Paris, fingindo-se um MMC que ele nunca será; podia e devia oferecer o corpo às balas (como S. Sebastião às flechas, quem sabe se um ícone motivador!) e aceitar, por uma vez, sem manipulações, a quebra da sua imunidade especialíssima para deixar em pratos limpos ou partidos todas as suspeições levantadas ao longo de dois mandatos sobre o seu envolvimento ou não em negócios disto ou daquilo, e até para que se esclarecesse sem pudor a gastança protocolar que se permitiu enquanto governante. Que desse a cara, que se deixasse interpelar na rua ou na esquina por cidadãos perplexos e furiosos pelo imenso imbróglio em que nos deixou. Que, destituído da tirania que impôs ao seu partido, ouvisse enfim as lamentações do que ali ainda são gente. Que se debruçasse até sobre a incongruência das suas políticas e promessas sobre cultura, ambiente e ordenamento do território, estas duas reminiscências dum passado de político ambicioso e nada mais, porque o país, a pátria, foi apenas um trampolim para as suas piruetas de provinciano chique visando alcançar a Europa, as cimeiras, as lojas exclusivas da Costa Leste! Mas não, em Paris sente-se a salvo, ou tem ideia disso, e embora não fale a língua nativa, há-de comprazer-se e ufanar-se em ser reconhecido por basbaques como um político europeu, o que afinal é muito pouco, como se sabe.

 

 

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Carte a Segoléne Royale

por José Mendonça da Cruz, em 16.06.11

Cher madame

 

Je vus ecri en françois técnique pour demander de me trouver une place pour aprendre filosofie à Paris. J`ai decidé de vous contacter pour obtenir um petit avantage comme on fais en bons socialistes, meme si vous etes royale et moi republican (ah ah ah).

 

Je vais etre um grande tromphe pour votre academie, car je m`apele Socrates et je serais une grande inspiration pour professeurs et eleves même si je suis en plein moyen age et je n`ai toujours pas bu la cicute (ah ah ah).

 

Vous pourrez peut-etre demander au recteur  de me arranger un curriculum moins chargé. Je ne necessite pas de aprendre Filosofie Antigue, a cause de mon nom. Je ne necessite aussi de aprendre Filosofie du Conheciment, car je connais tout le monde. Je ne necessite non plus de aprendre Cience politique, car jai eté premier ministre du Portugal et jai toute la cience politique quil faut. Et je ne necessite aussi de savoir Etique car personne connait mieux la Etique que ce que la fuit tous les jours. Et comme la Logique est une batate (ah ah ah), je ne necessite de l`etudier aussi.  Donc je crois pouvoir faire la licenciature en un an, ce que sera bien plus que le temps de me faire ingenieur.

 

Comme vous aurez des elections en bréve je pourrais aussi vous aider, car je sai tout de machines et propagande, et vous non. Je le ferais bien plus entusiastement  si vous me trouvez un apartement au XVI que je ne sais pas ce que c`est exactement, mais Maria me dit que ça irai bien avec moi.

 

Je vous abrace cordialement

 

José

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Uma mão lava a outra

por Maria Teixeira Alves, em 09.06.11

Solidariedades suspeitas:

 

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Derrotado

por José Mendonça da Cruz, em 05.06.11

Adeus grande dinamismo, capaz de percorrer a distância entre a promessa de 150 000 empregos e a certeza de 900 000 desempregados, uma taxa de desemprego de 12,6%, a pior desde que há registo. Adeus grande humorista que disse, famosamente, que uma taxa de desemprego de 7,1% é bem o sinal de uma governação falhada - e aos 10% ainda ficou. Adeus também em nome maior vaga de emigração dos últimos 50 anos, e adeus pelos mais de 7000 inscritos nos centros de emprego que todos sairam do país e não podem dizer adeus pessoalmente. Adeus vigor que levou a nossa dívida externa desde os 40% do PIB de 1995 até aos 230% de hoje. Adeus determinação que ergueu a dívida pública até aos 100% do PIB. Não contando com os 60 mil milhões de euros das PPPs, que são 35% adicionais. E não contando com as dívidas das empresas públicas que são mais 25% do PIB. Adeus grande experiência e rigor, capaz de prever em Julho de 2009 que o défice ficaria em 5,9% - mas afinal foi 9,4% -, e capaz de prever que o défice de 2010 ficaria «bem abaixo dos 7,3%» - mas final foi quase 10. Adeus patrono de 349 institutos públicos e não sei quantas fundações, mais não sei quantos milhares de boys, mais não sei quantos milhões em soldos. Adeus grande educador que deixa a terceira pior taxa de abandono escolar da Europa, centenas de carcassas de Magalhães, e Novas Facilidades em todos os graus de ensino. Adeus campeão do estado Social, que taxou o SNS, cortou salários, reduziu pensões, retirou subsídios aos desempregados. Adeus optimismo capaz de ver crescimento recorde onde afinal estava recessão. Adeus habilidade para assinar um acordo de ajuda internacional, e depois jurar em público que não subscreveu o que subscreveu. Adeus malabarista de prazos, adeus jongleur contabilístico. Adeus, grande propagandista. Adeus, grande homem de que a história se vai rir: tão pernicioso, tão incapaz, tão mau que acabou a proporcionar a Portugal a liberalização que ele e os socialistas diziam abominar.

Obrigado pelo obus no vosso pé.

Pronto. Vai-te lá embora. 

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E depois do adeus...

por João Távora, em 02.06.11

 

O que irá acontecer ao colectivo Abrantino e à sua Câmara Corporativa depois 5 de Junho? Considerando que os dias seguintes serão certamente dedicados à limpeza de gabinetes e cuidadosa eliminação das pistas comprometedoras, estaremos então à beira duma grata despedida. A não ser que os rapazes arranjem maneira de continuar o seu empreendimento, pro bono em pós laboral. Afinal hoje é fácil ter um pc e ligação à internet em casa!

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A pulhitiquice ou uma Causa nacional

por João Távora, em 28.05.11

 

Na segunda-feira dia 6 de Junho inicia-se a hercúlea tarefa do País apanhar os cacos partidos, de modo a enfrentar-se a mais penosa conjuntura política e económica vivida na frágil democracia portuguesa. Se é compreensível que o PSD e o CDS recusem a inclusão do protagonista desta vertiginosa espiral de ruína para a árdua missão de resgate, já não me parece razoável que no PS alguém venha agora impor condições para o auxílio.
É de facto muito pouco o que separa hoje Portugal duma enorme catástrofe política e social. Nesse sentido, as declarações de Manuel Alegre ontem em Coimbra, reclamando o estatuto de oposição para o seu partido caso não vença as eleições, pecam não só por um escabroso tacticismo politiqueiro, mas uma deplorável falta de patriotismo. Deformidade essa que já constava na duvidosa folha de serviço deste lírico bardo da 3ª república.

 

Em estéreo

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Sinhor Sócrates qué frô?

por Maria Teixeira Alves, em 23.05.11

 

Em troca de uma sandocha... ou quiçá talvez também de uns trocos, eis os figurantes dos comícios de Sócrates: são imigrantes e quase não falam português (só assim é que o seguem, se percebessem bem o dialecto do, ainda, Primeiro Ministro, não havia bifana que pagasse o sacrifício...)

 

 PS paga apoio com refeições

 

Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.

Trata-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil. Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho.

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Louçã versus Sócrates

por Maria Teixeira Alves, em 12.05.11

 

Francisco Louçã está na televisão como peixe na água. Nesse aspecto ganha a qualquer um, mesmo a Sócrates. Chega a ter graça na forma como confronta o adversário, usando expressões "vamos aqui ter uma conversinha sobre a segurança social". Evidentemente que Louçã é um demagogo e o programa do Bloco de Esquerda é um guião de uma produção cinematográfica bolchevique. Lembro-me sempre da entrevista que Ricardo Araújo Pereira lhe fez, num desses programas cómicos - "Quando o Bloco de Esquerda elaborou este programa do Governo, não teve medo que a pessoas o fossem ler?"

Mas guerra "aos donos do capital" à parte, Louçã prestou um bom serviço ao país, porque é estudioso e analisa os temas de que vai falar, introduzindo surpresas que deixam o adversário knock-out, como ontem quando confrontou o Sócrates com uma carta enviada pelo Ministro das Finanças à troika, revelando a intenção do governo de reduzir significativamente a taxa social única já em 2012. A redução da TSU que é defendida pelo PSD e criticada pelo PS. Ou seja, o PS tem uma agenda para as eleições e uma agenda secreta para governar o país com o FMI.

Francisco Louçã confrontou Sócrates com o aumento exponencial da dívida pública desde 2005 (desde que Sócrates está no poder). Sócrates voltou a repetir que todos os países aumentaram a dívida, logo é uma crise internacional. Ainda eu estava a pensar, que mesmo que a dívida suba em sintonia (o que não é bem assim, a nossa dívida explodiu a um ritmo maior que a maioria dos países), a verdade é que não é a União Europeia que emite a nossa dívida, portanto, o Governo é que emitiu essa dívida, e para que é que a emitiu? Dizia eu, ainda eu estava a pensar que não se pode culpar a conjuntura por o país pedir crédito a mais, quando Louçã lhe pergunta e "para onde é que foi o dinheiro dessa dívida? Para as auto-estradas, Portugal tem mais que a Alemanha, para as PPP, e zás, lá toca na ferida, para a Mota-Engil [empresa que tem o socialista Jorge Coelho nos seus órgãos sociais] que fez obras para o Estado [deve ter ganho todos os concursos) com uma factura sempre muito acima do orçamentado [e isto que o orçamentado já era suficientemente generoso].

Louçã defendeu a reestruturação da dívida. Sócrates disse que isso significava não pagar parte da dívida. Não é necessariamente assim uma vez que a dilatação de prazos também é uma reestruturação, mas enfim, o líder do PS tem razão quando diz que a reestruturação das dívidas soberanas põe em causa o projecto do euro.

Quando Sócrates voltou ao número da acusação ao adversário de não ter programa eleitoral, Louçã disse-lhe: "não me vai mostrar uma pastinha vazia, ou vai, é que a mesma piada duas vezes já não tem graça".

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