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Um ano de eleição de Trump para a presidência norte-americana é o motivo para inúmeros debates nas televisões portuguesas. Confesso que já não tenho grande paciência para os argumentos emotivos anti-Trump. Toda a gente diz coisas muito semelhantes: toda a gente vaticina tragédias, guerras e quedas antecipadas. Mas quanto mais tempo passa mais se parece confirmar que Trump mantém a mesma base de apoio e será essa base de apoio que, desconfio, levará à sua reeleição.

As expressões "O presidente com popularidade mais baixa";  "como é que os EUA podem estar à mercê disto [Trump]; toda a Europa olha para os EUA como se estivessem à beira de um abismo, de uma qualquer catástrofe. Mas como disse e bem Tiago Moreira de Sá, a Europa está a perder riqueza e poder, e portanto na minha opinião quem está à beira do abismo é a Europa.

A orientação estratégica dos EUA está a mudar a prioridade euro-atlântico para a Ásia-Pacífico. Isso não é sequer novidade de Trump, Obama já estava a fazer o mesmo. O que muda é o estilo. Trump vê a Europa como um bloco que quer ir à boleia da protecção dos Estados Unidos, não pagam por essa segurança (NATO) e ainda aproveitam isso para ter grandes excedentes comerciais.

Diana Soller, Doutorada no Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Miami-EUA, foi, a meu ver a primeira opinião verdadeiramente independente, e porque não está amarrada a indignações, nem a preconceitos, é quem tem a opinião mais inteligente.

Desde logo desmente o mito de que Trump traz para a política uma lógica de negociante, uma lógica de empresário. "Donald Trump separa a esfera política e a esfera económica como já há muito nenhum presidente norte-americano fazia".

Diana Soller explica: "Uma coisa é Donald Trump dizer que a América está primeiro e de facto ser o presidente que tem optado por ser menos intervencionista do que os presidentes anteriores, que se declaravam presidentes do mundo livre, e depois do mundo global democrático. Trump já não faz. Isso não quer dizer que Donald Trump se tenha retirado do mundo, muito pelo contrário. O que mudou profundamente foi a forma como os EUA se posicionam no mundo. Trump e a sua equipa de conservadores sabem que os EUA não se podem retirar completamente do mundo".

"O que Trump tem optado por fazer é desfazer as alianças permanentes, que são caras, que são alianças com aliados fracos militarmente, e tem optado por agir bilateralmente. Deitou fora a ideia que as democracias são os aliados privilegiados; deitou fora a ideia de que a Nato é para manter e para legitimar os EUA. A forma como os EUA se posicionam no mundo mudou".

"A ideia de Trump de privilegiar a soberania dos Estados, preferir negociar Estado a Estado, preferir negociar com as grandes potencias do futuro, que na sua visão são a China e a Rússia, não é uma visão económica, é uma visão política que vigorou durante séculos nos EUA e Trump vem recuperá-la. Mas os europeus que estão habituados aos EUA que durante 70 anos foram os líderes liberais do mundo, olham para isto como se fosse uma coisa inédita que nunca aconteceu antes", disse ainda a analista.

"Trump não é um isolacionista (sem mais nada), diz ainda Diana Soller. Não é, é o líder liberal a que estávamos habituados". Pois é isso.

"Este périplo pela Ásia foi precedida pela visita a Pearl Harbour, o que foi um sinal de que os EUA vão negociar com a Ásia como país forte que vai defender os seus interesses nacionais", realçou. 

Perante esta intervenção tão objetiva, lamentavelmente, insurgiu -se um analista tendencioso, Ricardo Monteiro, que não escondeu a sua raiva a Trump (o que turva completamente a sua análise, e por isso ela deixou de ter qualquer valor), acabou por acusar o toque dessa fraqueza quando diz "o facto de o podermos analisar [Trump] não o devemos tolerar". Não se pode ser analista sem independência. Não se pode analisar Trump, se a preocupação mor é não o tolerar.

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6 comentários

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De Anónimo a 08.11.2017 às 23:39

Minha senhora, não existe um ano de presidência Trump. Ele foi eleito em 8 Novembro 2016, e só tomou posse a 20 de Janeiro de 2017.
António Cabral
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De Weltenbummler a 09.11.2017 às 10:22

só elegeram hussein por ser preto
o gang clinton e os seus judeus dominam a comunicação social
como alentejano tenho sangue judeu e mouro. mas não me orgulho de tal
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De O SÁTIRO a 09.11.2017 às 22:22

Os media, dominados por lobbies da corrupção, maçonaria, LGBT, marxismo, tentaram queimar Trump meses antes de ser eleito.
tanto na europa como nos EUA


agora dá uma enorme vontade de rir rebobinar as calinadas que se escreveram
por ex
http://www.breitbart.com/big-government/2017/11/08/all-the-experts-who-told-us-stocks-would-crash-if-trump-won/ (http://www.breitbart.com/big-government/2017/11/08/all-the-experts-who-told-us-stocks-would-crash-if-trump-won/)
experts que juravam a queda das bolsas....rsrsrrsrsrsrs..pois os índices começaram a subir dia nove /novembro.....e bateram todos os recordes...


para aqueles que se riam...isso mesmo....da inexperiência de trrump......levem com a triunfal visita à china.....e não esquecer que obama nem foi recebido no aeroporto.....nem teve passadeira vermelha.........humilhação que nem os PR do 3º mundo levam na cara.....;;
http://www.breitbart.com/national-security/2017/11/08/beijing-residents-trump-more-honest-obama/ (http://www.breitbart.com/national-security/2017/11/08/beijing-residents-trump-more-honest-obama/)
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De G.E. a 10.11.2017 às 22:34

De facto o mainstream dizia que se o Trump ganhasse as bolsas iriam afundar. 
Curiosamente, no dia da eleição - mas antes de começarem a sair resultados - reparei neste artigo do Marketwatch que fazia uma análise desapaixonada dos 8 cenários possíveis para o resultado eleitoral (considerando todas as combinações Casa Branca - Senado - House).


Relativamente ao cenário R - R - R, que parecia bastante improvável, o autor escreve:


Scenario 8: Trump presidency, Republican Senate, Republican House. This scenario will likely initially spook traders. Investors, on the other hand, will line up alongside Trump's pro-business, pro-energy, tax-repatriation policies. I would expect markets to rally for a few years, until inflation kicks in and the Federal Reserve begins to aggressively raise rates. In other words, we get a strong stock market until another credit-driven bear market emerges.



Achei notável, porque foi exactamente isso que aconteceu: desde que saíram os resultados, o S&P500 já subiu 20%. E tudo indica que o bull market vai continuar.


Aqui fica o link:
https://www.marketwatch.com/story/in-8-post-election-scenarios-this-one-with-president-trump-is-best-for-stocks-2016-11-07
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De slade a 18.11.2017 às 09:17

E quem aqui vem sorrir com a senhora? Racistas envergonhados com a ascendência e malta que cita o Breibart. Enfim, nada a acrescentar, excepto que concordo quando diz que quem rejeita por princípio não pode verdadeiramente analisar. A estupidez absoluta está para lá da hipótese de análise.

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