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Para variar, um post a dizer bem do Governo

por henrique pereira dos santos, em 18.01.18

Vários dos meus amigos chamaram-me a atenção para as declarações de Miguel Freitas (declaração de interesses, que conheço há anos e trato por tu) sobre a intenção do Governo apoiar a pastorícia enquanto instrumento de gestão de combustíveis (e, consequentemente, de paisagem).

Tenho algumas reservas no que li, porque me parece a repetição do erro do plano nacional de fogo controlado: os serviços insistem em ter uma visão estatista e centralizada de bem comum, portanto definem previamente os sítios em que os programas se aplicam (a rede primária de combustíveis) e depois esperam que a sociedade se adapte às suas ideias, em vez de partir do princípio de que mais vale menos qualidade estratégica da intervenção, mas mais envolvimento das pessoas que existem e a podem executar.

Acresce que ainda por cima restringem os beneficiários a associações de produtores e autarquias, nem sequer contemplando os gestores de baldios ou mesmo os proprietários e gestores individuais.

Ainda assim, são passos na direcção certa.

E porque com o sex appeal das cabras se corre o risco de não reparar noutro ponto da intervenção de Miguel Freitas ontem na Assembleia da República, aqui fica outra linha de trabalho tão importante como essa:

“Vamos ter um trabalho com os resineiros, no sentido de os manter 12 meses na floresta”, informou o governante, precisando que a ideia é que estes profissionais desenvolvam “uma atividade a favor da floresta”, prestada como um serviço público, quando não estiverem a desenvolver a sua atividade económica.

A ver vamos o que sai no fim, mas são passos na direcção certa.

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4 comentários

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De Anónimo a 18.01.2018 às 14:39

“Vamos ter um trabalho com os resineiros, no sentido de os manter 12 meses na floresta”. A prestar serviço público? Quanto vai ganhar o profissional?
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De henrique pereira dos santos a 18.01.2018 às 18:46

Não é essa a ideia: os resineiros estão oito meses a trabalhar na resina, mas não têm trabalho em quatro meses no ano, o que levanta muitos problemas às empresas e às pessoas envolvidas.
Contratando o Estado serviços de gestão de combustíveis nesses quatro meses, há um claro ganho para ass empresas do sector, para os resineiros, para o Estado e para a sociedade.
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De José Monteiro a 18.01.2018 às 21:15

Cabras, rebanhos & resineiros.
Uma realidade dos anos 60/70 do séc XX, minha conhecida da Beira interior.
Salvo alguma recuperação nas resinas do pinhal, os efectivos com pastores e cabras, jamais terão resultados significativos.
Problema: delimitar zonas do interior votadas o abandono de actividades e presença humana. Terrenos ocupados no século XIX-XX, pelos nossos avós, estão de regresso à natureza anterior à sua humanização.
Esquecer esses circulos de giz lusitano.
Entre esses limites e as povoações, algumas em breve desertas, elaborar sérios PDM.
Pelas autarquias, em vez de os entregar a empresas em Lisboa ou no Porto.
Caso PDM do Fundão, com revisão em bolandas há mais de uma década.
Um engenheiro e um jurista da autarquia, bastam para isso.
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De Anónimo a 23.01.2018 às 11:59

O HPS também deve estar deleitado com a ideia do governo de que o Pinhal de Leiria deve deixar de ter só pinheiros (bravos).
Eu acho muito bem. Os pinheiros bravos são certamente muito necessários para a nossa indústria de madeira. Mas os sobreiros também são muito necessários para a nossa indústria de cortiça. E resistirão provavelmente melhor às mais altas temperaturas, e menores pluviosidades, que se preveem para o futuro. E os pinheiros mansos dão pinhões, que no mercado se vendem por milhões.

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