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Livro de reclamações

por henrique pereira dos santos, em 19.10.17

Passei por uma agência da Caixa Geral de Depósitos e pedi o livro de reclamações (pedi mesmo, escrevi mesmo, não é uma figura de estilo para introduzir o texto que ficou no livro de reclamações, à espera de uma resposta).

"Tive conhecimento de que a CGD decidiu entregar meio milhão de euros do fundo de apoio às vítimas dos incêndios aos hospitais de Coimbra.

Parece-me uma atitude absolutamente indigna.

1) As pessoas que contribuíram com certeza queriam apoiar directamente as vítimas e não o Estado que lhes falhou;

2) Esta decisão corresponde a desviar meio milhão de euros da economia destas regiões deprimidas para uma das zonas mais ricas do país, investindo num serviço que esmagadoramente serve as populações urbanas não afectadas;

3) Financiar o seu accionista nesta base é vergonhoso".

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27 comentários

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De ptc a 19.10.2017 às 17:16

Obrigada pela partilha, farei o mesmo. E divulgarem quer o escândalo quer a reclamação.
ptc
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De Anónimo a 20.10.2017 às 10:44

Para além das mortes, a maior destruição está nas pessoas e bens que nada ou quase nada restou deles, para eles é que o dinheiro tem que ser encaminhado. O estado tem diveres e obrigações com os hospitais  em causa "Coimbra" por isso Sr anónimo,  estas coisas tem que ser denunciadas, e ao Sr Henrique os meus agradecimento pela denucia.
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De Anónimo a 20.10.2017 às 21:45

Só se deve reclamar caso se tenha contribuído para esse bolo, caso contrário não é bonito tomar acções, ainda que o que se observa possa influenciar comportamentos futuros.
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De Anónimo a 19.10.2017 às 17:59

1º - Não é só para os hospitais de Coimbra. É da região de Coimbra, uma parte para unidades de queimados, com importância inegável no assunto.
2 - Ainda que fosse só para hospitais de Coimbra, é mentira que esses hospitais (designadamente o CHUC) sirvam "esmagadoramente serve as populações urbanas não afectadas". Só quem não conhece a população servida pelos hospitais de Coimbra e só quem não sabe mesmo que os concelhos mais afectados são do próprio distrito de Coimbra, alguns bem próximo da cidade. Portanto, nem sequer conhece o território afectado.
Proteste, senhor Henrique, mas olhe que não vale tudo.
2 - 
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De henrique pereira dos santos a 19.10.2017 às 22:14

Tem os dados da origem dos doentes dos hospitais de Coimbra? Estranharia se a maioria dos doentes não tivesse uma distribuição coincidente com a maioria da população.
Em qualquer caso, os donativos eram para as vítimas, não para o Estado ajudar as vítimas, penso eu.
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De Anónimo a 20.10.2017 às 12:10

Se tenho dados da origem dos doentes dos hospitais de Coimbra? Não, apenas bom senso e experiência de quem conhece a cidade e a região. Dados concretos, com números exactos, pode pedi-los à administração dos hospitais de Coimbra.

Henrique, vamos começar do início. Dos recentes grandes incêndios, os com maior impacto deram-se no distrito de Coimbra. Os municípios mais afectados ficam a quinze, vinte minutos, de Coimbra, para leste e para oeste (Cantanhede, Lousã) e outros como Oliveira do Hospital ou Arganil apenas um pouco mais longe. O hospital de Coimbra (o CHUC) é o hospital central a que ocorre esta população, tanto para consultas externas das especialidades que não têm nos seus centros de saúde, como para urgências, como internamentos. Há muita gente desses concelhos que demora menos a chegar a Coimbra do que um morador de Moscavide, em Lisboa, demora a chegar ao Hospital de Santa Maria. Afluem ao Hospital de Coimbra também muita gente de distritos vizinhos, como Viseu, Guarda, etc. Eu vivi 20 anos na Lousã, e conheço muito bem a região, assim como conheço muito bem o hospital de Coimbra, porque volta e meia sou "cliente" ou acompanhante. Henrique, não estou a falar de cor. O desconhecimento sobre o território e população é todo seu. 

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De henrique pereira dos santos a 21.10.2017 às 18:20

Aparentemente não percebeu: ainda que 100% da população da Lousã vá ao hospital em Coimbra, o mais natural é que o hospital atenda muito mais gente de Coimbra porque são muito mais
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De Anónimo a 22.10.2017 às 18:54

Hã? ;) Henrique, eu sei que Coimbra tem mais gente que a Lousã. Eu falei da Lousã e de uma região inteira agora assolada pelos fogos, cuja maioria se desloca mais rapidamente ao Hospital de Coimbra do que muitas freguesias do distrito de Lisboa ao Hospital de Santa Maria. Por isso, não tem sentido nenhum dizer-se que o auxílio foi para uma população privilegiada. Entendeu agora? E olhe que todos os dias são milhares de pessoas de fora do concelho de Coimbra nos HUC, para consultas e internamentos.  
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De Anónimo a 20.10.2017 às 11:36

não discuto o que escreveu mas o dinheiro não foi angariado para esse
 fim. o dinheiro teria de vir do orçamento de estado , não dos donativos !!! 


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De Anónimo a 20.10.2017 às 15:40

É uma vergonha. As pessoas deram dinheiro para as vítimas, não para o hospital. É uma função do Estado assegurar o bom funcionamento dos serviços de saúde. É mais um truque manhoso deste governo, que continua a cativar verbas do Estado destinadas aos hospitais, cujos serviços se degradam aceleradamente
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De Aninhas a 20.10.2017 às 18:47

É pr essas e outras, que mtas pessoas não contribuem! Há mto desvios sabe-se lá pra onde!
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De maria sou a 24.10.2017 às 18:01

Hoje em dia, cada um faz o que quer porque há uma certeza qualquer de que impunidade.
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De Manuel Costa a 24.10.2017 às 20:36

Cometeu um tremendo erro... devia ter ido à Fundação Calouste Gulbenkian, pois foram os promotores da angariação de fundos. Quando assinaram o acordo com a CGD tinham os pontos definidos e esse era um deles. Qualquer donatário podia ter consultado a referência a essa possibilidade. Simplesmente a MERDA da comunicação social só refere o prestador de serviços (CGD), referindo o promotor da recolha de fundo e da sua aplicação lá pelo meio do 4 parágrafo que você não chegou a lêr... Image
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De José Pereira a 25.10.2017 às 12:57

Sr. Henrique Pereira dos Santos deve ser mais um ressabiado que saiu da CGD para abrir conta do Banco CTT, e poder usufruir de todos e mais alguns serviços à borlix. 
1. Informe-se corretamente, não se baseie em fontes não oficiais
2. Não faça figura de urso... sim, reclamar está na moda.. mas antes de reclamar, solicitou esclarecimentos à CGD? Não!! Foi de rajada à 1ª agência "quero o livro de reclamações".
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2017 às 11:21

Exactamente, foi mesmo assim, fui de rajada à primeira agência pedir o livro de reclamações, que é exactamente para pedir esclarecimentos que serve
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De Miguel a 25.10.2017 às 14:47

Por acaso... Este post também devia pagar imposto pela ignorância demonstrada! Vamos também por pontos:
1 - O CHUC não serve apenas a população da sua área de influência, serve toda a rede nacional de prestação de cuidados de saúde;
2 - Esse valor que será alocado serve para equipar/ajudar todas as unidades de saúde das áreas afectadas pelos incêndios e que têm apoiado a população;

3 - Não se está a desviar dinheiro da economia porque este dinheiro nunca entrou nessa economia, se formos por essa ordem de ideias, tendo em conta que a região Centro foi a mais fustigada, nem deveriam ter havido donativos, porque sendo uma das zonas mais ricas do país, deve haver um bom rendimento "per capita";
4 - Para a próxima convém informar-se junto das entidades competentes e não junto dos orgãos de comunicação social duvidosos... Nem tudo o que se lê/ouve nos jornais é verdade, fica o conselho ;)
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De henrique pereira dos santos a 26.10.2017 às 11:19


1) Nunca disse que CHUC servia apenas as pessoas de Coimbra, mas sim que esses são a maioria;

2) É exactamente isso que é um abuso: as pessoas deram dinheiro para as pessoas afectadas, os gestores desse dinheiro deram-no ao Estado sob a forma de equipamentos;
3) Exactamente, esse dinheiro não entrou na economia dessas regiões porque não foi posto nas mãos das pessoas que se inserem nessas economias;
4) Eu sugiro que leia o que comenta, em vez de comentar o que não está no que escrevi
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De Anónimo a 26.10.2017 às 14:03

Henrique, um ponto prévio:

1 – Eu sou contra o financiamento do SNS pelo dinheiro das dávidas. Ponto final nisto.

O que eu ainda não entendi é porque é que as pessoas de Coimbra são privilegiadas por causa da localização dos HUC. Simplesmente, não percebo a sua lógica. É a mesma coisa que dizer-me que os habitantes da freguesia de Alvalade, por causa da localização do Santa Maria, são privilegiados em relação às freguesias da Ajuda e de Belém. É que nem sequer é verdade que as pessoas de Coimbra sejam a maioria das pessoas que os HUC servem. Olhe pense lá: o distrito de Coimbra, fora a cidade, tem, suponhamos, 300 mil habitantes. Coimbra tem 100 mil. Todos os habitantes do distrito têm as mesmas doenças e todas procuram os HUC para tratamentos. Que conclusão é que tira?

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De henrique pereira dos santos a 26.10.2017 às 18:55

Os donativos foram feitos para apoiar as pessoas directamente afectadas. Se são aplicados numa infraestrutura que beneficia muito mais gente, e maioritariamente mais gente (porque as populações afectadas são uma pequena minoria), beneficia quem mais usa essa infraestrutura e não as pessoas afectadas.
Isto parece-me tão simples que nem percebo bem a questão.
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De Anónimo a 27.10.2017 às 09:17

Henrique, tentar convencer-me que não entendeu o que eu disse, não é muito lisonjeiro para si. Mas, na hipótese de ser esse o caso, vou tentar explicar de outra maneira, mais sistematizada. A sua tese, desde o princípio, é que beneficia uma população priveligiada, não a mais afectada. Há várias maneiras de o hospital beneficiar uns e não outros, vejamos as hipóteses:

1 – Os habitantes da cidade de Coimbra têm um tratamento diferenciado no hospital em relação á população do Casal de Ermio? Não, todos os que entram no hospital são tratados da mesma maneira.

2 – Quem é tratado nos HUC é maioritariamente da cidade de Coimbra? Não. Se a cidade de Coimbra tem cem mil habitantes e o resto do distrito tem trezentos mil, faça as contas. Percebe a lógica?

3 – O problema é a distância? A dificuldade maior de deslocação aos HUC das populações dos outros concelhos, em relação à população da cidade de Coimbra? Não. Eu provo-lhe que a população de algumas freguesias do concelho de Lisboa demora mais a chegar ao hospital de Santa Maria do que a população de alguns concelhos vizinhos de Coimbra aos HUC.

 

Sobre este seu último comentário, nem sei bem o que dizer… li duas, três, quatro vezes e parece-me que desafia toda a lógica. Isto parece um daqueles exercícios de quebra cabeças para miúdos. Ora vejamos: se beneficia mais gente do que a afetada, beneficia também a afetada. Certo?... De outra maneira: O hospital não recusa ninguém. Portanto, um habitante da Tocha que vai fazer um tratamento na unidade de queimados dos HUC, desde que seja bem tratado, não se importa que ao lado estejam dois habitantes da freguesia de Sto António dos Olivais e três habitantes da freguesia de Ceira.

Pronto, agora pense em tudo o que escrevi.  

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De henrique pereira dos santos a 27.10.2017 às 10:54


A minha tese é a de que beneficia também (e em maior grau) populações não afectadas.
Em lado nenhum digo que não beneficia também as populações afectadas.
No que tem razão é no facto de dizer que eu sou muito estúpido e, provavelmente por isso, não percebo por que razão uma doação para uma pessoa é usada para financiar o Estado pelo gestor da doação (a obrigação de equipar os hospitais é do Estado, não foi para isso que as pessoas deram dinheiro).
Que se tente justificar este evidente abuso é uma coisa que está muito para lá da minha limitada capacidade de entendimento.
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De Anónimo a 27.10.2017 às 23:06

Henrique, eu comecei por dizer que não concordo com o financiamento do SNS por dádivas privadas. O que temos estado a discutir é se a população da cidade onde se localiza o hospital é privilegiada. Não, não beneficia nada em "maior grau" a população menos afectada. Qual foi a parte da minha explicação que não entendeu? Pronto, Henrique, esqueça.
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De Anónimo a 25.10.2017 às 14:51

Vejamos. O princípio do qual temos de partir é o de que é tudo ara arder. Assim sendo e estando a CGD na falência, mas que é o banco que garante os ordenados de todos os pulhas que integram a função pública, sejam presidentes, ministros, mangas de alpaca ou calceteiros marítimos, há, pois, que garantir a solvabilidade de quem lhes paga. Vai daí, meteu-se lá esse de Paulo Macedo que, entre outras acrobacias que só fo#em o contribuinte, arranjou essa maneira de debitar mensalmente aos depositantes a quantia de 5,00 €. Ora, esta quantia não faz falta nenhuma a quem tem mais de 850 € de rendimento mensal e à CGD, multiplicado isto por muitos milhares, faz um jeito do car#lho. Para além disso, o depositante grama com um roubozinho de mais 0,15 €, que também não faz falta nenhuma ao depositante, mas que também dá um jeito do car#lho ao Centeno. De modo que, ao dar-se dinheiro para acorrer aos desgraçados através dessas instituições é o mesmo que apagar os fogos com gasolina. A fogueira ainda fica maior. Verdade sendo que o Centeno, antes de chegar o tal fósforo à gasolina, vai lá primeiro sacar os 23% de IVA. Ora vejam lá como a desgraça até é o grande motor da economia e o maior desacelerador do défice. Somos um país de gente muito inteligente. A começar por mim, obviamente.
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De Anónimo a 26.10.2017 às 04:19

Não há pachorra!

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