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Fogo furtivo

por henrique pereira dos santos, em 16.10.17

É razoavelmente impreciso saber se vai arder este terreno e não o terreno a 3 quilómetros de distância, é razoavelmente impreciso saber até onde irá a intensidade de um fogo que se declare, é razoavelmente impreciso, a algum tempo de distância, saber o dia, o mês ou mesmo o ano em que vai arder e a região em que vai arder.

Mas é perfeitamente possível saber quais são as áreas de maior risco estrutural, isto é, aquelas onde a acumulação e continuidade de combustíveis finos garantem que, em condições meteorológicas extremas, qualquer ignição, seja ela originada pelo que for, produz uma progressão rápida e intensa de um fogo.

E é também possível, com alguns dias de antecedência, saber com bastante precisão, onde irão ocorrer condições meteorológicas extremas, susceptíveis de originar, nas tais áreas de risco estrutural elevado, fogos brutais, aumentando a precisão dessa previsão meteorológica na medida em que diminui o tempo que nos separa do momento que queremos avaliar.

No essencial, o que podemos dizer é que, nas nossas condições, o fogo é uma certeza, não é uma probabilidade, o que é uma probabilidade é o momento em que esse fogo vai ocorrer num determinado sítio, mas é uma questão de tempo até que esse fogo ocorra.

Paulo Fernandes, das pessoas com quem mais aprendo sobre fogos e que ouço quase religiosamente quando fala do assunto, perguntava-me num comentário: "estando o contexto presente é preciso agir em conformidade. É mais fácil, rápido e barato sensibilizar e vigiar o povo e ter prontidão ou gerir giga toneladas de combustível?".

É uma pergunta fulcral para os próximos meses e vale a pena explicar o contexto da pergunta.

Num post sobre o facto de mesmo em circunstâncias meteorológicas como as de ontem e hoje, com grande parte do país (e da Galiza, onde também houve mortos) a arder ser muito vulgar encontrar dezenas de pessoas a fazer pequenas queimas nesta altura do ano, sejam pastores ou agricultores, eu insurgi-me contra a ideia central do post e, sobretudo, dos comentários subsequentes, que punham a tónica nas ignições em vez de se concentrar totalmente no contexto que as tornas importantes, referindo eu que já em meados do século XIX o Relatório Geral da Arborização  do Paiz se insurgia contra essas queimas (vamos esquecer a estupidez da mão criminosa e das organizações terroristas e parvoíces dessas, estou mesmo a falar da falta de sensatez no uso corrente do fogo em mundo rural).

A pergunta do Paulo reaje ao meu comentário.

O contexto que temos no país é especialmente favorável à ocorrência de fogos e há já vários anos que vou escrevendo que temos tido sorte em não ter havido, ainda, um episódio de quinze dias ventos fortes de Leste (na verdade não foram exactamente quinze dias de Leste porque num dos dias o vento rodou e voltou depois à direcção anterior, o que tem um efeito brutal no aumento da dimensão dos fogos), como em 2003, porque quando isso acontecer, aquilo a que estamos a assitir agora pode muito bem ser rapidamente relegado para um segundo plano, porque a situação será verdadeiramente assustadora e devastadora.

Daí a relevância da questão do Paulo que resume as opções políticas com que estamos confrontados como sociedade: sendo este o contexto, o que podemos fazer rapidamente, enquanto mudamos as políticas estruturais (admitindo que existe capacidade política para fazer alterações estruturais na política para o mundo rural, do que tenho as minhas dúvidas).

Embora a pergunta do Paulo parece ter duas opções, na verdade tem três linhas de trabalho substancialmente diferentes:

1) Reduzir as ignições. Educar, reforçar a aplicação da lei e essas coisas todas, ideia em que se encontram quer os lunáticos da mão criminosa, quer os sensatos do combate ao uso negligente do fogo;

2) Melhorar o combate;

3) Alterar as condições estruturais de acumulação e continuidade de combustíveis.

É absolutamente consensual que a terceira linha de trabalho, sendo a prioritária, será sempre a menos urgente, a que não tem visibilidade social, a que não gera ganho político, daí o meu cepticismo em relação ao que virá a ser feito neste domínio que, para mim, passa, para usar uma forma ligeira de pôr o assunto, por transferir os apoios ao mundo rural da produção dirigida aos mercados, para a produção de serviços de ecossistema que o mercado não remunera, resolvendo a falha de mercado que está na origem do padrão de fogo que temos;

Melhorar o combate é razoavelmente consensual, embora com uma linha de clivagem social muito marcada: a) as pessoas ligadas aos bombeiros e protecção civil acham que é preciso pôr mais músculo num sistema que deve ter como objectivo liquidar todos os fogos à nascença, a ideia absurda e trágica que nos tem guiado até aqui; b) as pessoas ligadas à gestão do fogo e do território, que sabem que o fogo é um elemento natural que não pode ser retirado do sistema, tem defendido a profissionalização e autonomização do combate florestal em relação às dimensões de protecção e socorro, ao mesmo tempo que defende que essa profissionalização, assente em maior conhecimento do fogo e do seu comportamento, permite que o combate faça um uso inteligente das acções de prevenção, o que actualmente não ocorre.

Onde estou quase isolado é na ideia de que insistir nas ignições é perder tempo e dinheiro, desresponsabilizando politicamente qualquer governo pelas suas falhas nas duas dimensões que referi antes.

Eu tenho um verdadeiro pavor de todas as soluções que parecem lógicas e sensatas mas que têm, como condição prévia, fazer um homem novo.

Ora se é verdade que existe muita, muita margem para um uso mais sensato do fogo no mundo rural, isso faz-se sobretudo com apoio aos produtores, com trabalho de proximidade, com extensão rural se se quiser, faz-se reforçando os laços de confiança entre as pessoas e o aparelho do Estado.

Continuar a insistir que as ignições são um problema de legislação, de coimas mais pesadas, de fiscalização eficiente, de aplicação da lei, tem sobretudo um efeito: o crescimento exponencial do "fogo furtivo", isto é, do uso do fogo para actividades ancestrais, nas quais o fogo sempre foi um instrumento de trabalho normal, e que o Estado tem vindo a criminalizar e a impôr uma pesada carga burocrática a que as pessoas normais respondem como respondemos todos os que somos normais: ignorando o Estado, tanto quanto possível.

O que implica usar o fogo ilegalmente, o que implica usar o fogo em circunstâncias que não são escolhidas pela sensatez e pelo conhecimento, mas em circunstâncias que são definidas pelo medo da repressão do Estado.

Essas são as piores e mais perigosas circunstâncias para usar um instrumento com o poder destrutivo do fogo.

Infelizmente a psicose das ignições é um consenso nesta matéria e por isso temo que o uso furtivo do fogo seja a consequência natural da nova geração de políticas de gestão do fogo que, forçosamente, começaram ontem.

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23 comentários

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De Anónimo a 16.10.2017 às 14:18

Acabar com os foguetes e fogos de artifício terceiro-mundistas nas festas das aldeias.
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De Anónimo a 16.10.2017 às 14:52

Não entendo exatamente o que propõe o Henrique: que (1) as queimadas não sejam crime, ou que (2) elas sejam crime mas que a lei não seja aplicada, isto é, que quem faz queimadas não seja perseguido?
Outra coisa que não entendo, é como coaduna o Henrique a sua ideia de que é preciso apoiar a pastorícia com forma de combate ao fogo, com o facto incontestável de que há pastores que se dedicam a atear fogos, por exemplo ontem na serra da Estrela, como forma de facilitar a reposição de pastos. Afinal queremos pastores para que as cabras comam a vegetação, ou queremos pastores que ateiam fogos para que cresça erva para as ovelhas?
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De henrique pereira dos santos a 16.10.2017 às 16:43


O fogo é um instrumento de trabalho como uma enxada, não deve ser criminalizado da forma como o fazemos.
O que temos é de integrar o fogo nos modelos de gestão, para o usar de forma sensata.
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De Anónimo a 16.10.2017 às 17:07

"O fogo é um instrumento de trabalho como uma enxada..."



Só pode estar a gozar com o pessoal!! A enxada não mata, o fogo destrói e mata!
Os portugueses são uma cambada de analfabetos e o Henrique arma-se em especialista de incêndios, escreve, escreve...e não se chega a perceber bem o que diz e o que quer!

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De henrique pereira dos santos a 16.10.2017 às 18:37

Está enganado, há muito mais mortes com enxadas que com fogos, depende do uso que se lhe dá, como com os fogos
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De Anónimo a 16.10.2017 às 17:12

Portanto, se os pastores ontem deitaram fogo à serra da Estrela no Sabugueiro, fizeram eles muito bem, porque esse é o modelo de gestão deles e esse modelo de gestão não deve ser criminalizado. Se depois os bombeiros foram apagar o fogo que já estava às portas de Gouveia, também fizeram muito bem, porque esse é o modelo de gestão dos bombeiros. Ficamos entendidos - cada um tem o modelo de gestão que muito bem lhe apetece e o Henrique apoia todos.
Quanto à utilização do fogo de forma sensata, está-se mesmo a ver que tanto os pastores como os bombeiros são sensatos - cada um trata com o fogo da forma que mais lhe convem a si, e os outros que se lixem.
Só falta mesmo o Henrique vir dizer-nos que os bombeiros não deveriam ter apagado o fogo, porque quanto mais ardesse melhor seria para os pastores...
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De henrique pereira dos santos a 16.10.2017 às 18:34


Está enganado, fizeram muito mal. Mas fizeram muito mal exactamente porque há quem ache que a maneira de resolver o assunto é proibir queimadas em vez de apoiar os pastores a usar o fogo da forma conveniente e na altura conveniente.
Em rigor o que deveríamos fazer era pagar ao pastor o serviço de gestão de combustíveis que nos prestam e apoiá-los para que o prestem em condições que sejam as melhores para todos.
Doutra maneira um dia o fogo começa na Guarda e acaba em Coimbra porque há um manto contínuo de combustíveis que, nestas condições meteorológicas origina fogos ninguém consegue parar.
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De Anónimo a 16.10.2017 às 20:50

Está enganado!
As queimadas têm de ser proíbidas e o tal manto contínuo de que fala tem de ser tratado de outra maneira, sem utilização de fogo!
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De henrique pereira dos santos a 17.10.2017 às 10:33


Eu não discuto questões de fé: se acredita nisso, sem que precise de qualquer demonstração de que assim é, contrariando mesmo toda a informação científica que existe (sugiro-lhe que leia, por exemplo, o relatório canadiano que explica por que razão o Ontário mudou dessa sua teoria para o que quem estuda o assunto diz, fazendo uma lista muito clara dos resultados negativos obtidos com essa fé) não sou eu que o vou contrariar.
Só espero é que nunca tenha poder para tomar decisões nesta matéria, porque essa fé inquebrantável é que nos trouxe aqui.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 10:54

Mas, Henrique, acha que podemos transpor a realidade canadiana para a realidade portuguesa?
Os climas são diferentes, a vegetação é diferente, os agricultores portugueses são, na maioria, analfabetos comparados com os canadianos...
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De henrique pereira dos santos a 17.10.2017 às 11:42

Não, não acho, nem alguma vez defendi isso. Mas o paradoxo do fogo (é disso que se trata) é geral e não depende das circunstâncias: quanto mais longe se leva a política de supressão do fogo, maior é a acumulação de combustível e portanto mais dramático é o primeiro fogo que fugir do controlo.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 09:49

apoiar os pastores a usar o fogo da forma conveniente e na altura conveniente

Mas os pastores sabem muitíssimo bem qual é a altura conveniente para deitarem fogo à mata - é no verão tardio, antes das chuvas. E foi isso mesmo que fizeram.

Eu não vejo de que forma é que, neste verão, teria havido forma conveniente de utilizar o fogo. Num verão tão quente e seco, pura e simplesmente não há forma conveniente de utilizar o fogo, ponto final.

Eu o que me parece é que os pastores andam a usar excesso de ovelhas, que só comem erva tenra, e lhes faltam cabras, que comem vegetação rasca. Compreende-se, do ponto de vista deles - o queijo de ovelha vale mais que o de cabra. Já do ponto de vista da sociedade, não se compreende tanto.

Não é portanto o modelo de gestão do fogo que está errado, é o modelo de gestão dos rebanhos.
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De henrique pereira dos santos a 17.10.2017 às 10:49


Queimar em diferentes alturas tem diferentes efeitos. A prática de queimar no Outono justifica-se em alguns combustíveis mais difíceis (por exemplo, giestais altos em que o chão não tem grande combustível que faça o fogo progredir da forma que se pretende) e justifica-se, sobretudo, porque  permite que na Primavera já haja pasto.
As cabras não comem madeira, é por isso que o pastoreio de cabras até precisa de mais fogo que o pastoreio de ovelhas: as cabras comem os rebentos novos e as plantas vão lenhificando na parte que não é comida, protegendo portanto os gomos de renovo, razão pela qual o fogo tem se ser usado, para queimar esta lenha e expor de novo os rebentos (para além de aumentar a velocidade de disponibilização dos nutrientes que estão nesses tecidos lenhificados).
O que não entendo mesmo é a sua ideia de que teria de ser no Verão que os pastores teriam de queimar: na associação de que sou presidente queimamos em Fevereiro (foi aliás um ano com um Inverno excepcional para queimar controladamente) e hoje está lá um belo pasto, a que infelizmente falta o gado para dar maior utilidade.
Se, para além de nós, o Estado não abandonar os pastores à sua sorte e andar com eles, queimar em antecipação, demonstrar que há maneiras de ter bons pastos, nos sítios que se quer, sem ser a queimar num Outubro como este, vai ver que os pastores acabam a fazer bem melhor que fazem agora, porque os pastores são pessoas como as outras, querem simplesmente resolver a sua vida com os meios e recursos que conseguem mobilizar.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 13:17

É evidente que o melhor meio de prevenir fogos monstruosos e descontrolados é através do fogo controlado na altura certa. O anónimo deverá ser um dos tais urbanos que NADA sabe do mundo rural a não ser o que vê na TV. De outra forma não insistia tanto nas asneiras.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 10:32

Quando afirma que as cabras não comem madeira pretende dizer que não comem o xilema e o cerne dos troncos grossos (15cm ou mais) ou que não comem os ramos de plantas lenhosas?
Se for o segundo caso terá de explicar como é que as cabras de Cabo Verde e do Sael conseguem destruir todas as árvores que por lá existem.
Se quisermos fazer uma abordagem sem utilização do fogo não se pode colocar meia centena de cabras no terreno vasto e deixá-las comer o que lhes apetece. Agora se forem mantidas numa área confinada até que estas tenham esgotado as herbáceas então logo se vê o que elas são capazes de limpar. Quando já não restar alimento suficiente (ou seja apenas troncos grossos e sem casca)  as cercaduras são movidas para mais adiante. A área confinada tem de ser proporcional à quantidade de animais de forma a esgotarem o alimento poucos dias.
Assim não há fogos!
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De henrique pereira dos santos a 18.10.2017 às 13:52


Não sei qual é a sua experiência no uso de pastoreio dirigido, a minha decorre em grande parte de ter gerido este projecto:
https://www.youtube.com/watch?v=2EEjIuMyDY4
Pode ser que a sua experiência tenha dado resultados diferentes da minha, mas quando colocadas em giestas altas (que o pastor diria que não comeriam) deixaram para trás muita lenha, porque, como sabe com certeza, muito antes das plantas com troncos mais grossos serem comidas, morrem por descasque com os cornos das cabras.
É muito pouco eficiente prescindir do fogo, mesmo em pastoreio dirigido, diria eu em função dos resultados, em que testámos várias combinações, com fogo e sem fogo.
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De monge silésio a 16.10.2017 às 16:28

Importa se de uma vez por todas ser conciso;
Bem sei que é raro e é fora de moda ...mas um dia de síntese para um ano de análise.
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De Anónimo a 16.10.2017 às 18:59

Henrique, admiro muito o seu trabalho e lamento que haja gente tão estúpida a comentá-lo. A racionalidade pode pouco contra os mitos, os sonhos, os preconceitos e até as boas intenções.
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De Anónimo a 16.10.2017 às 21:43

Admiro e gabo-lhe a paciência H.P.dos S..
Mais espantoso é que quem não tem capacidade para perceber o que muito bem explicou insista em exibir orgulhosamente a sua (in)capacidade mental.
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De Vigia Coelhos a 17.10.2017 às 11:51

Se os incêndios são uma guerra, o Presidente, Comandante Supremo das Forças Armadas, tem proclamar o estado de guerra para que se efectue o verdadeiro combate aos incendiários e às empresas que fazem a guerra.
Não vamos lá com a "reforma da floresta".
Só lá vamos com o cumprimento integro das leis. Quem não limpa tem que pagar de qualquer forma.
Quem não fiscaliza tem que ser punido pelo poder central.
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De Ladybug a 17.10.2017 às 12:41

Excelente artigo. numa altura em que os sentimentos estão à flor da pele, consegue expôr de forma bastante simples aquele que poderá ser o caminho. Estou completemente de acordo consigo, quando a carga térmica das nossas florestas é demasiada quando alguém deixa cair o primeiro fósforo, já nunca mais se consegue dominar a fera! Sim porque o que temos visto é que os fogos são verdadeiras feras indomáveis, e é ai que reside o principal problema.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 14:03

Depois da confusão aqui gerada nos comentários à opinião do H., imagine-se a discussão que dará criar, através de lei, mecanismos capazes para arrasar com os incêndios, mas que mereçam unanimidade da assembleia da chulice. Isto é um país de opinadores de merda. Há algum tempo, o Carlos Alexandre disse, na entrevista que deu, que não tinha amigos como o Sócrates para lhe emprestar dinheiro sem juros e com pagamento a perder de vista. Uma cambada de bestas quadradas, todas conotadas com os xuxas e a esquerdalha, veio logo pedir a cabeça do gajo. Agora é a ministra que diz que até abdicou de férias só para tratar bem dos incêndios. Viu-se. Mais valia ter ido de férias, como na altura fez o patrão monhé. Pois bem, agora não se vêem essas bestas quadradas a pedir a cabeça da Constancinha, que pais parece o emplastro (Wally) do fcp quando se põe ao lado do monhé, sempre de bentas tortas.
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De En?aivecido a 17.10.2017 às 16:52

Compreendo o seu ponto, mas os prejuízos imensos causados pelos incêndios/o inimigo, não podem ser razão para deixar de olhar para uma luta entre o inesperado contra alguma dimensão grotesca do problema, qual luta entre David e Golias. Infelizmente do fogo só posso dizer mal, nunca me esquecendo que o usamos muito controladamente na cozinha, nas fornalhas, etc. O homem e o fogo sempre cada um a tirar o melhor partido, sendo que o fogo por ser uma figura colectiva sem registo notarial, não pode deixar de ser instrumentalizado sem que alguma vez possa vir a ser "chamado à pedra".
A funda diz o autor do post é insuficiente e pode-se tornar num novo Golias deixando de corresponder à noção presente na ficção histórica. Ou então, um Golias recriado para que outros humanos que se digladiem numa arena imaginária entre poleiros da defesa do bem comum, preços de m^3, salários e horas contratadas, etc. Assim, esperando que espuriamente e de imediato um laivo de realidade surja dessas lutas aparentemente gloriosas e benignas.
Indo directamente ao assunto vejam quanto o estado despende antes e depois da passagem do inimigo e reparem se podia ser alguma coisa feita de diferente sem passar por iluminados, conspirações e demais fait-divers que só não ganham repulsa nas populações porque isso é o apelo ao seu subconsciente, que não os leva a descobrir as suas responsabilidades tanto como passivo ou omisso na agressão a que é sujeita mais visualmente para uma grande maioria do que materialmente para uma minoria sem voz e recambiada para o indigenato por uns recrutadores ou pajens da mais selecta espécie dos imberbes de que lavam as mãos como Pilatos.

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