Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Da subserviência

por henrique pereira dos santos, em 16.04.17

1) Quem, de chapéu na mão, foi pedir ajuda a Bruxelas foi um governo apoiado pelo actual primeiro ministro;

2) Quem conseguiu renegociar prazos e juros foi o governo criticado pelo actual primeiro ministro pela sua suposta subserviência a Bruxelas;

3) Até agora não me lembro do actual governo ter conseguido renegociar nada, não me lembro de nenhum resultado concreto de alívio de prazos, montantes ou juros de empréstimos, do que me lembro é de um governo que acatou as instruções para mudar todo um orçamento de Estado e que na sua execução foi mesmo, orgulhosamente, para além da troica em matéria de défice, para demonstrar, como foi dito pelo actual ministro das finanças, que Portugal tenciona cumprir religiosamente todas as regras.

Autoria e outros dados (tags, etc)



3 comentários

Sem imagem de perfil

De jo a 16.04.2017 às 12:21

Cumprir os objetivos que se propõe dá sempre mais liberdade negocial.
O anterior governo negociou todos os deficits de todos os 8 orçamentos que fez, porque os falhou todos.
Quando não se tem mais nada, resta a subserviência.
Houve mais privatizações do que a troika exigia, maiores cortes nos salários, mais cortes no Estado Social, para se chegar a setembro e se ter de rogar o favor de fazer um orçamento retificativo que ao menos disfarçasse o falhanço. 
Sem imagem de perfil

De Fernando S a 17.04.2017 às 12:39

O governo Passos Coelho governou um pais na bancarrota e em recessão deixado pelo governo socialista de José Sócrates.
Não alcançou as metas do déficit orçamental inicialmente programadas nos orçamentos.
Por isso levou ao Parlamento rectificativos com mais medidas. Foi tudo transparente e sempre aprovado pela Troika.
Poderia e, provávelmente, deveria ter ido além da Troika para reforçar a recuperação do pais, mas não foi : não fez mais privatizações do que o previsto - estas é que foram bem vendidadas e renderam mais do que o previsto ; não cortou mais mas sim menos vencimentos do que o programa da Troika poderia implicar - por isso é que foi forçado a aumentar mais os impostos ; não cortou mais no "Estado Social" - as despesas sociais até aumentaram e por isso é que os déficits orçamentais autorizados pela Troika foram revistos para cima.   

O governo actual herdou um pais com as contas públicas recuperadas, com uma economia a crescer, com um contexto économico externo favorável.
Chegou a dizer que iria acabar com a austeridade e ao mesmo tempo pôr a economia a crescer mais e reduzir a divida publica.
E disse ainda que para isso iria bater o pé a Bruxelas.
Claro que não fez nada do que disse que faria, antes pelo contrario.
Mas foi fazendo muita asneira e adiando e revertendo reformas indispensáveis.
Apesar das condições favoráveis que tem tido, o pais cresceu menos e a divida aumentou.
Por isso a divida pública foi penalizada nos mercados e só não foi mais graças à politica do BCE.
Para não piorar ainda mais uma situação já má entrando em conflito com a UE e criando ainda mais desconfiança nos mercados, o governo actual procurou que pelo menos o déficit orçamental estivesse dentro das metas estabelecidas pela UE.
Para tal, por cima da austeridade anterior, cortou ainda mais despesa e investimentos públicos e aumentou impostos.
Mas tudo isto foi feito às escondidadas dos portugueses : nada ou pouco do que estava previsto no orçamento inicial foi executado, muito foi alterado, novas medidas foram introduzidas, e tudo isto sem que tivesse sido apresentado e aprovado um rectificativo no Parlamento. 
Nunca houve uma maior "obcessão com o déficit" como com este governo.
Resta saber para quê !...    
Sem imagem de perfil

De Dudu a 16.04.2017 às 18:21

O objectivo principal é ocupar o poder, cedendo algo aos amigos, distribuindo os impostos pelas aldeias, esperando que mude a atitude da UE e assumam a dívida.
Se a União não mudar, então que acabe.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • joao

    Ontem na TVI deu uma reportagem da Ana Leal sobre ...

  • Anónimo

    Parece-me contestável que um subsídio a artistas s...

  • José Fernandes

    O subsídio em causa terá integrado o conceito de c...

  • slade

    E quem mede o que cada um merece? Propõe alguma po...

  • Francisco

    Permita-me partilhar para quem quiser preparar na ...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D