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Só agora vi...

por João Távora, em 17.10.17

Pedro Santos Guerreiro e Bernardo Ferrão comentaram na SIC um discurso só ouviram parcialmente (por causa de uma anomalia técnica). Claro que deu asneira e o Pedro Santos Guerreiro deve um pedido de desculpas a Marcelo.

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A minha leitura é diferente das que ouvi dos vários comentadores. Penso que Marcelo Rebelo de Sousa não fez um discurso para crucificar o primeiro-ministro socialista, que fez sim um discurso para ajudar António Costa a ultrapassar esta fase negra da sua governação (cheio de falhas e sem ninguém para servir de bode expiatório - já que saiu Passos Coelho). Por um lado para lhe dar o argumento que lhe faltava para não cumprir o compromisso que assumiu com Constança Urbano de Sousa, sua amiga, de a manter como Ministra da Administração Interna, apesar das tragédias dos incêndios. Por outro para o reforçar no Parlamento durante a moção de censura apresentada pelo CDS, quando diz: "Se há, na Assembleia da República, quem questione a atual capacidade do Governo para realizar estas mudanças inadiáveis e indispensáveis então que, nos termos da Constituição, esperemos que a Assembleia diga soberanamente se quer ou não manter este Governo”. Sabendo que jamais uma moção de censura do CDS recebe votos do PCP e do Bloco de Esquerda, o acto parlamentar vai servir para reforçar a legitimidade do Governo. Em troca o que vai dar Costa? A cabeça da Ministra, já no próximo sábado, no Conselho de Ministros extraordinário. O motivo para quebrar a promessa com a amiga? O discurso do Presidente da República.

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Dizem-me que o PS...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

... vai queimar e deixar arder a Ministra da Administração Interna. É o seu modo de lidar com o fogo, deixar arder, deixar queimar.

Acontece que o que se passou agora, depois do que se passou há apenas quatro meses, não é só responsabilidade daquela Ministra.

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Pode e deve...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

…acontecer que os portugueses realizem, finalmente, que para se ser bom governante não basta ter um ar bonacheirão e parecer andar sempre na galhofa. Governar a vida dos portugueses é coisa séria, não pode nem deve ser uma brincadeira permanente.

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Mais valia ter ficado calado...

por Vasco Lobo Xavier, em 17.10.17

Dizer-se, nas actuais circunstâncias e perante elas, que "vamos passar das palavras aos actos" e que "nada vai ficar como dantes" é de uma vacuidade insultuosa. 

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Ou basmati?

por João Távora, em 17.10.17

"Quando uma jornalista lhe perguntou se gostava mais de arroz carolino ou de quinoa, o primeiro-ministro recordou que o governo vai realizar um conselho de ministros extraordinário a fim de analisar o relatório que lhe foi entregue e avançar para a reforma das florestas e da protecção civil."

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A do Capoulas

por João Távora, em 16.10.17

A maior reforma da floresta desde D. Dinis está quase completa.

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Ardam e tenham paciência

por José Mendonça da Cruz, em 16.10.17

Costaantonio-costa.jpg, esse oneroso arremedo de primeiro-ministro, preocupa-se com a quantidade de sal no pão, com a felicidade dos cãezinhos nos restaurantes, com todos os aumentos de despesa necessários para manter os apoios que o mantêm lá. Mas garante que nada pode fazer quanto à segurança dos portugueses. Arderam mais de 60 em Pedrógão, arderam mais de 40 ontem... habituem-se, diz ele, não há varinhas mágicas, ele não tem culpa, diz que disse não sei quê em 2011. Arderam 100 pessoas... Por ele, «vai seguramente repetir-se». . Entretanto, benevolentemente, oferece aquilo de que considera merecedor o povo: três dias de luto.

Constanimages.jpgça, esse farrapo choroso que verte lágrimas pelas vítimas da sua própria inimputabilidade, essa nulidade fatídica que tutelou o trágico falhanço da Protecção Civil, diz que não se demite. Lamenta-se de não ter tirado férias, visto terem ardido 60 portugueses. Descansa as famílias dos mais de 40 que arderam agora, meses depois, dizendo que fica. Promete que é sob a tutela da sua competência e saber que decorrerão quaisquer mudanças que impeçam mais portugueses de arder.

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 «Auto-protejam-se», diz Gomes, o secretário de Estado nulo. Não esperem aviões nem bombeiros, não esperem protecção de ninguém, não deduzam que o Estado socialista cumpre as funções primordiais de um Estado. Protejam-se, fujam, salvem-se, tratem de vocês como nós tratamos de nós.

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 Patrícia Gaspar foi nomeada porta-voz da Protecção Civil. «Dura, inteligente, desenrascada, com perfil militar», chamou-lhe babadamente o Observador. Vinha para «centralizar» a informação -- a terminologia socialista para significar censura de informação. Mas, hoje, Gaspar não é mais do que a cara do fracasso e inoperacionalidade terminais (e irresponsavelmente criminosos) da chamada Protecção Civil. Nem «dureza», nem «inteligência», nem «desenrascanço» a salvam desse perfil. 

A Protecção Civil lança avisos laranjas de fogo, e, perante a previsão de aguaceiros, desde logo avisos amarelos contra a chuva. É escusado. Os portugueses necessitam acima de tudo de avisos vermelhos contra tais «Protecção» e governo. 

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Mme Constance de la Palisse

por João-Afonso Machado, em 16.10.17

Também tinha sido muito mais fácil as populações das terras atingidas pelos incêndios terem ido para férias e não verem as suas vidas e bens destruidos pelos fogos.

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Os"meios aéreos" chegam amanhã e a chuva também

por João-Afonso Machado, em 16.10.17

043.JPG

Na minha última ida à Lousã, há dois anos, vendo o cerrado do arvoredo na serra, não pude deixar de pensar naquela pobre gente, em caso de incêndio...

O dia fatídico chegou ontem. Aliás a todo o Centro e parte do Norte deste desgraçado país de comissões e relatórios, que Costa "quer" à viva força passe das palavras aos actos.

Tal não acontecerá. Este é o cantinho de uma Ministra a bastar-se com o aspecto suado de quem vem de apagar um fogo onde nunca esteve; dum CIRESP, Protecção Civil & Cª já encerrados, pensando que estes desastres obedecem aos calendários oficiais; e de um 1º Ministro que até na tragédia aproveita a oportunidade da propaganda política, incapaz de uma expressão compungida, ao menos.

Parece, entretanto, um importante melhoramento vem aí, para ser "implementado" no combate às chamas - a chuva.

 

 

 

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Estamos zangados

por João Távora, em 16.10.17

fosgosLusa.jpg

Por ironia do destino a horrível mortandade causada pelos fogos que assolaram ontem no País (32 pessoas até à hora em que escrevo) aconteceu poucos dias após a divulgação do relatório independente sobre Pedrogão Grande que divulga como então se instalou o caos na Protecção Civil, como o sistema não funcionou como seria de esperar, fruto de uma incompetência generalizada. Os dados disponíveis indicam que desde então não aprenderam nada tendo a barafunda se repetido ontem. O Secretário de Estado da Administração Interna teve até o desplante de assumir em declarações à SIC que o Estado não tinha condições para proteger as pessoas, que tinham elas próprias a se “autoproteger” porque "não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões". Hoje da parte Ministra Constança Urbano de Sousa ficamos a saber que não se responsabiliza por nada do ocorrido, e que o mais fácil era ir gozar as férias que não teve. 

Perante todo este desastre e o ruidoso silêncio dos comunistas e do Bloco de Esquerda, não seria esta a hora de a oposição propor uma Moção de Censura? De que é que estão à espera?

 

P.S.: António Costa no seu discurso aos portugueses usa técnica da picareta falante, para abater o  pelo cansaço e fugir ao que interessa: assumir as responsabilidades do seu governo nesta catástrofe.

 

Foto: Paulo Novais - LUSA

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Fogo furtivo

por henrique pereira dos santos, em 16.10.17

É razoavelmente impreciso saber se vai arder este terreno e não o terreno a 3 quilómetros de distância, é razoavelmente impreciso saber até onde irá a intensidade de um fogo que se declare, é razoavelmente impreciso, a algum tempo de distância, saber o dia, o mês ou mesmo o ano em que vai arder e a região em que vai arder.

Mas é perfeitamente possível saber quais são as áreas de maior risco estrutural, isto é, aquelas onde a acumulação e continuidade de combustíveis finos garantem que, em condições meteorológicas extremas, qualquer ignição, seja ela originada pelo que for, produz uma progressão rápida e intensa de um fogo.

E é também possível, com alguns dias de antecedência, saber com bastante precisão, onde irão ocorrer condições meteorológicas extremas, susceptíveis de originar, nas tais áreas de risco estrutural elevado, fogos brutais, aumentando a precisão dessa previsão meteorológica na medida em que diminui o tempo que nos separa do momento que queremos avaliar.

No essencial, o que podemos dizer é que, nas nossas condições, o fogo é uma certeza, não é uma probabilidade, o que é uma probabilidade é o momento em que esse fogo vai ocorrer num determinado sítio, mas é uma questão de tempo até que esse fogo ocorra.

Paulo Fernandes, das pessoas com quem mais aprendo sobre fogos e que ouço quase religiosamente quando fala do assunto, perguntava-me num comentário: "estando o contexto presente é preciso agir em conformidade. É mais fácil, rápido e barato sensibilizar e vigiar o povo e ter prontidão ou gerir giga toneladas de combustível?".

É uma pergunta fulcral para os próximos meses e vale a pena explicar o contexto da pergunta.

Num post sobre o facto de mesmo em circunstâncias meteorológicas como as de ontem e hoje, com grande parte do país (e da Galiza, onde também houve mortos) a arder ser muito vulgar encontrar dezenas de pessoas a fazer pequenas queimas nesta altura do ano, sejam pastores ou agricultores, eu insurgi-me contra a ideia central do post e, sobretudo, dos comentários subsequentes, que punham a tónica nas ignições em vez de se concentrar totalmente no contexto que as tornas importantes, referindo eu que já em meados do século XIX o Relatório Geral da Arborização  do Paiz se insurgia contra essas queimas (vamos esquecer a estupidez da mão criminosa e das organizações terroristas e parvoíces dessas, estou mesmo a falar da falta de sensatez no uso corrente do fogo em mundo rural).

A pergunta do Paulo reaje ao meu comentário.

O contexto que temos no país é especialmente favorável à ocorrência de fogos e há já vários anos que vou escrevendo que temos tido sorte em não ter havido, ainda, um episódio de quinze dias ventos fortes de Leste (na verdade não foram exactamente quinze dias de Leste porque num dos dias o vento rodou e voltou depois à direcção anterior, o que tem um efeito brutal no aumento da dimensão dos fogos), como em 2003, porque quando isso acontecer, aquilo a que estamos a assitir agora pode muito bem ser rapidamente relegado para um segundo plano, porque a situação será verdadeiramente assustadora e devastadora.

Daí a relevância da questão do Paulo que resume as opções políticas com que estamos confrontados como sociedade: sendo este o contexto, o que podemos fazer rapidamente, enquanto mudamos as políticas estruturais (admitindo que existe capacidade política para fazer alterações estruturais na política para o mundo rural, do que tenho as minhas dúvidas).

Embora a pergunta do Paulo parece ter duas opções, na verdade tem três linhas de trabalho substancialmente diferentes:

1) Reduzir as ignições. Educar, reforçar a aplicação da lei e essas coisas todas, ideia em que se encontram quer os lunáticos da mão criminosa, quer os sensatos do combate ao uso negligente do fogo;

2) Melhorar o combate;

3) Alterar as condições estruturais de acumulação e continuidade de combustíveis.

É absolutamente consensual que a terceira linha de trabalho, sendo a prioritária, será sempre a menos urgente, a que não tem visibilidade social, a que não gera ganho político, daí o meu cepticismo em relação ao que virá a ser feito neste domínio que, para mim, passa, para usar uma forma ligeira de pôr o assunto, por transferir os apoios ao mundo rural da produção dirigida aos mercados, para a produção de serviços de ecossistema que o mercado não remunera, resolvendo a falha de mercado que está na origem do padrão de fogo que temos;

Melhorar o combate é razoavelmente consensual, embora com uma linha de clivagem social muito marcada: a) as pessoas ligadas aos bombeiros e protecção civil acham que é preciso pôr mais músculo num sistema que deve ter como objectivo liquidar todos os fogos à nascença, a ideia absurda e trágica que nos tem guiado até aqui; b) as pessoas ligadas à gestão do fogo e do território, que sabem que o fogo é um elemento natural que não pode ser retirado do sistema, tem defendido a profissionalização e autonomização do combate florestal em relação às dimensões de protecção e socorro, ao mesmo tempo que defende que essa profissionalização, assente em maior conhecimento do fogo e do seu comportamento, permite que o combate faça um uso inteligente das acções de prevenção, o que actualmente não ocorre.

Onde estou quase isolado é na ideia de que insistir nas ignições é perder tempo e dinheiro, desresponsabilizando politicamente qualquer governo pelas suas falhas nas duas dimensões que referi antes.

Eu tenho um verdadeiro pavor de todas as soluções que parecem lógicas e sensatas mas que têm, como condição prévia, fazer um homem novo.

Ora se é verdade que existe muita, muita margem para um uso mais sensato do fogo no mundo rural, isso faz-se sobretudo com apoio aos produtores, com trabalho de proximidade, com extensão rural se se quiser, faz-se reforçando os laços de confiança entre as pessoas e o aparelho do Estado.

Continuar a insistir que as ignições são um problema de legislação, de coimas mais pesadas, de fiscalização eficiente, de aplicação da lei, tem sobretudo um efeito: o crescimento exponencial do "fogo furtivo", isto é, do uso do fogo para actividades ancestrais, nas quais o fogo sempre foi um instrumento de trabalho normal, e que o Estado tem vindo a criminalizar e a impôr uma pesada carga burocrática a que as pessoas normais respondem como respondemos todos os que somos normais: ignorando o Estado, tanto quanto possível.

O que implica usar o fogo ilegalmente, o que implica usar o fogo em circunstâncias que não são escolhidas pela sensatez e pelo conhecimento, mas em circunstâncias que são definidas pelo medo da repressão do Estado.

Essas são as piores e mais perigosas circunstâncias para usar um instrumento com o poder destrutivo do fogo.

Infelizmente a psicose das ignições é um consenso nesta matéria e por isso temo que o uso furtivo do fogo seja a consequência natural da nova geração de políticas de gestão do fogo que, forçosamente, começaram ontem.

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Há vários sinais de alarme em Rui Rio", disse Pedro Mexia, no Governo Sombra, a propósito da afirmação do candidato à liderança do PSD de que o partido não era de direita, por necessidade de posicionar o PSD ao centro. Dizer que o PSD não é direita é dizer que o PSD é centro esquerda. Então isso significaria que quem não é de esquerda é do CDS apenas (aquele foi um dia em cheio para o CDS). É evidente que não há só 10% de direita em Portugal. Ou então pior, as pessoas de direita e de centro direita estão a votar enganadas num partido que não defende os seus valores. O PSD é do PPE faz parte da família europeia dos partidos conservadores e democrata cristãos. Logo é um partido de direita, por muito que isso desagrade a Rui Rio que parece querer um PS com outro nome só para poder ganhar eleições. Isto é, no cenário de Rui Rio os partidos no poder eram os mesmos, a alternância seriam apenas as pessoas que assumiriam o lugar mais desejado de primeiro-ministro. Parece-me non sense. É terrível confinar à social democracia as preocupações sociais. Muitas áreas políticas têm preocupações sociais. A direita tem preocupações sociais. A Democracia Cristã tem preocupações sociais. A social democracia no sentido literal do termo é aquilo que é o PS, tal como o SPD alemão de Martin Schulz. Logo o PSD de Rui Rio é um PS com outras pessoas e com outras cores.

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Agora que Passos decidiu sair já se pode elogiar?

por Maria Teixeira Alves, em 15.10.17

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A decisão de saída de Pedro Passos Coelho parece ter sido o trigger que faltava para se partir para os elogios. Vem isto a propósito de ter ligado a televisão e ter ido parar ao Eixo do mal, e, antes de mudar para o Governo Sombra de outro canal, ainda ouvir de relance Clara Ferreira Alves a reconhecer o mérito de Pedro Passos Coelho ter tido a coragem de dizer 'não' a Ricardo Salgado. A reconhecer que se o PS tivesse no poder talvez o Estado tivesse ajudado mais uma vez Ricardo Salgado. Mais. Ouvia-se em pano de fundo Daniel Oliveira a reconhecer que o BES não tinha solução naquela altura.O que vai em sentido em contrário à narrativa do Governo atual e de toda a esquerda, quando chegaram ao poder, altura em apontavam armas a Passos e ao Governador do Banco de Portugal por causa da Resolução do BES.
Em Novembro do ano passado António Costa veio acusar o PSD de ter destruído o BES dizendo: "O que é absolutamente irresponsável, é a postura do PSD que, enquanto Governo, procurou esconder dos portugueses a situação em que se encontrava o sistema financeiro. Por sua responsabilidade, destruiu um banco como o BES, conduziu à destruição de um segundo banco, caso do Banif".
Na altura esta declaração (que à luz do que se sabe hoje soa a erro de cálculo de António Costa) suscitou da vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, a pertinente pergunta: "Se fosse o actual Governo daria indicações à CGD para dar dinheiro ao BES?". Esta pergunta continua a ser atual e foi hoje repetida pela jornalista que comenta naquele programa da SIC. Qual teria sido a atitude deste Governo se Ricardo Salgado fosse pedir 2,5 mil milhões de euros (da CGD) para salvar o GES? Teria um qualquer Diogo Lacerda Machado ir salvar o BES?
Perante as críticas do primeiro-ministro temos de concluir que se fosse António Costa primeiro-ministro em 2014 teriam sido entregues milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes a Ricardo Salgado para evitar a falência do GES e por essa via evitar a resolução do BES (uma coisa está intimamente ligada à outra apesar do ring fencing determinado na altura).
Foi preciso uma acusação do Ministério Público a José Sócrates, Carlos Santos Silva e a Ricardo Salgado ( a 28 arguidos ao todo), para que afinal se reconheça o mérito da coragem de Pedro Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque se terem recusado a ceder ao banqueiro.
Vale a pena recordar que Passos Coelho teve duas reuniões com o líder histórico do Banco Espírito Santo (BES), a 7 de abril e a 14 de maio de 2014, sendo que a segunda audição "tinha o propósito de sensibilizar e procurar o apoio do Governo para um plano de financiamento visando acudir ao desequilíbrio económico-financeiro do Grupo Espírito Santo (GES)". O plano apresentado por Ricardo Salgado, como sendo de saneamento do setor não financeiro do Grupo, pressupunha a disponibilização de linhas de financiamento de longo prazo suportadas por troca de ativos entre diversas entidades bancárias, particularmente a Caixa Geral de Depósitos [CGD]. A ideia geral parecia ser a de dar tempo ao GES para gerir melhor a sua carteira de ativos, de modo a garantir uma valorização adequada desses ativos e, assim, fazer face às elevadas responsabilidades de curto e médio prazo, ao nível da dívida emitida por várias empresas da área não financeira do GES.
Pedro Passos Coelho respondeu que "tal plano, no que respeitava ao Estado, não teria viabilidade tendo em conta variadíssimos aspetos, entre os quais o elevado risco, não aceitável, a disseminar pelo sistema financeiro, bem como a prática impossibilidade de bancos que tivessem sido recapitalizados com recurso a fundos públicos virem a obter, quer do BdP [Banco de Portugal], quer da DG Comp [Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia], aprovação para operações desta natureza e envolvendo valores tão elevados", segundo consta da sua resposta à Comissão de Inquérito. Estamos a falar de um número em torno dos 2,5 mil milhões de euros.
A resposta de Pedro Passos Coelho a Ricardo Salgado, segundo o seu autor foi a seguinte: "Em qualquer caso, afirmei que o Governo nunca interferiria diretamente na avaliação e na decisão que a CGD viesse a fazer do caso concreto, nesta como em quaisquer outras matérias respeitantes a decisões que só devem caber à sua administração na área económico-financeira da sua esfera de intervenção". Passos Coelho revelou também aos deputados que, nesse encontro com Ricardo Salgado, lhe recordou "a informação veiculada pelo senhor governador do BdP [Carlos Costa] quanto ao 'ring fencing' [perímetro de proteção] do BES relativamente à exposição do banco às entidades não financeiras do GES". E "recomendei, em qualquer caso, que quanto mais cedo o GES iniciasse uma abordagem prática e direta com os seus principais credores no sentido de organizar o eventual incumprimento melhor seria para todos e também para minimizar o impacto na economia nacional". Passos Coelho disse ainda que aconselhou o então presidente do BES "a tratar destas matérias" com Carlos Costa.
Repare-se que no primeiro encontro, sem mais ninguém presente, Passos Coelho relatou que o ex-presidente do BES lhe "transmitiu a sua opinião geral sobre a evolução macroeconómica positiva no país, consubstanciada na análise do seu próprio banco e que lhe transmitiu também a sua apreensão pela forma como o BdP vinha exercendo as suas funções de supervisão no que respeitava ao BES e à sua equipa de gestão".
Segundo o então primeiro-ministro, as "observações críticas" de Ricardo Salgado constavam numa carta que este teria enviado a Carlos Costa e que lhe mostrou. "Dado que a supervisão bancária é matéria da estrita competência do BdP, registei as opiniões que me foram transmitidas mas, naturalmente, elas não conduziram a qualquer diligência, como de resto não tinham de conduzir", frisou na altura Pedro Passos Coelho.
Só na segunda reunião surgiram os pedidos de dinheiro concretos, que de resto Ricardo Salgado acabou por, perante a recusa do Governo, ir arranjar noutros sítios, leia-se clientes particulares, em Portugal e fora, e a empresas como a Portugal Telecom. Portanto é fácil antever que teria acontecido à CGD o mesmo que aconteceu à PT. Se há alguém a quem devemos a salvação do setor financeiro foi, portanto, a Pedro Passos Coelho, e não o contrário que tem vindo a dizer a opinião contaminada pela narrativa socialista.
Mas foi preciso a sua demissão de líder do PSD para que os críticos a Passos passassem a elogiá-lo. A acusação a Sócrates e à rede de influência que se estabeleceu na altura em Portugal, perante o silêncio daqueles que veemente criticaram Passos Coelho, pesou nas consciências. Por isso a saída de Passos foi o gatilho dos elogios que afinal todos "no peito" calavam por motivos políticos. É isto que me parece retirar-se de todos os elogios proferidos e escritos pelos mais insuspeitos autores, jornalistas e opinion makers, que eram antes fortes críticos ao ainda líder do PSD. É caso para dizer que é preciso morrer para ser reconhecido, porque em vida as qualidades esmagam os contemporâneos.

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Filosofia do crime

por José Mendonça da Cruz, em 13.10.17

Pergunta Sócrates: «Como é que provam que o dinheiro era meu?»

Resposta: Pensando.

Poderia perguntar Sócrates: E há esperança?

Resposta: Pouca. 1 568 168  pessoas votaram em si nas eleições de 2011; 1 568 168 pessoas não pensam, mas poucas estão no sistema judicial.

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Eram lágrimas de crocodilo, quero ver agora:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.10.17

Bloco de Esquerda e Comunistas passam (passavam) a vida a chorar-se pelos profissionais independentes, por aqueles que passam recibos verdes.

Agora, Bloquistas e Comunistas desferiram o maior ataque alguma vez feito a esses profissionais (que já de si padecem de enorme instabilidade) ao terminarem, na prática, com o regime simplificado.

Os Socialistas de (Sócrates, no antigamente, e agora de) António Costa ajudaram à coisa, tudo para António Costa segurar-se no poder.

É lindo! “Um brutal aumento dos impostos” para esses desgraçados, ou então uma enorme despesa para eles gerirem a sua contabilidade.

Aguardo o comentário dos inúmeros comentadores Bloquistas, Comunistas e Socialistas que vão levar uma enorme e fabulosa cacetada fiscal.

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Mais carga fiscal para alívio dos funcionários

por José Mendonça da Cruz, em 13.10.17

Sobem os impostos sobre as bolachas, os biscoitos, as batatas fritas, os cereais, tudo o que os socialistas considerem que tem «sal a mais» para efeitos de colecta. Sobem os impostos sobre o preço dos automóveis, sobre a circulação de automóveis, sobre os combustíveis dos automóveis, mais ainda do que os 65% de imposto por litro actuais. Sobem os impostos sobre os trabalhadores a recibo verde (não faz mal, os «ex-precários» da administração pública já estarão a salvo nas crescentes gorduras contratadas). Sobem os impostos sobre as bebidas açucaradas, sobre as bebidas alcoólicas, nomeadamente a cerveja. Sobem os impostos sobre as grandes empresas. É tudo a bem do ambiente e da saúde.

A isto, os travestis de jornalistas dos media semi-falidos -- como os de Balsemão, que em breve estarão a pedir subsídios «cólturais» aos mesmos a quem lambem as botas -- chamam «alívio fiscal».

São aliviados os funcionários administrativos da Avoila, os funcionários do Nogueira, os funcionários e dependentes do Estado socialista. É um alívio para pagar o aumento do número de funcionários públicos, o aumento dos mesmos funcionários públicos, a melhoria da carreira dos funcionários públicos, a diminuição do horário dos funcionários públicos, o aumento do pagamento das horas extraordinárias dos funcionários públicos que a diminiuição do horário de trabalho fez aumentar, a inamovibilidade dos funcionários públicos. É para os socialistas aliviarem o PCP e o BE do facto de terem sido varridos nas eleições autárquicas (o PAN contenta-se em impor pulgas, babas e mau cheiro aos restaurantes). 

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Fernandas Câncios

por José Mendonça da Cruz, em 12.10.17

Estes fizeram parte dos governos de Sócrates e fazem parte da choldra de Costa, que era um deles e agora é o primeiro. Nunca deram por nada. Como não podem ser corruptos nem burros, então são Fernandas Câncios.

800.jpg1007926.jpgCapoulas_Santos-735x400.jpgPedro_Silva_Pereira,_Festa_de_Natal_do_PS_Montalegnaom_57ab01b6d6705.jpg

 

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Uns e os outros

por José Mendonça da Cruz, em 12.10.17

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As recentes advertências do FMI e da Comissão Europeia, somadas ao afã patético com que o governo de Costa dá o nosso dinheiro ao PCP, em compensação da derrota, e as vértebras da sociedade ao BE, em pagamento da irrelevância, parecem começar a abrir fracturas nas hostes dos adoradores da choldra.

Hoje mesmo Paulo Baldaia escreveu no Diário de Notícias uma coluna a dizer que isto assim rebenta. Agora mesmo, na TVi, Graça Franco mostrou-se muito incomodada com a despesa crescente e os impostos novos disfarçados.

Dois membros da plateia de aplausos de Costa que resolveram publicar hoje o seu «seguro de pudor»: quando a bancarrota vier -- como virá indubitavelmente para assombrar os bandalhos que acham que existe «uma folga» --, estes dois podem dizer: «Já em Outubro de 2017 eu dizia...»

Eis, pois, uma boa oportunidade para distinguir as vozes do dono dotadas, ainda assim, de alguma inteligência e as vozes do dono asininas.  

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Vejam as reacções...

por João Távora, em 12.10.17

Em 2011 a jornalista Susana Madureira Martins questionou o então líder socialista se este temia que a sua saída da vida política poderia abrir a porta a futuros processos judiciais. 

 

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